25 setembro, 2014
1.ª edição.
Curioso manual de plantação de palmeiras, especialmente impresso para a divulgação do seu cultivo na África portuguesa.
"Entre as numerosas producções com que a mão do Creador enriqueceu a Zona intertropical, poucas são talvez tão preciosas, como em geral são as diversas especies da numerosissima familia das palmeiras."
(excerto da introdução)
"A arte que se vai lêr, é o fructo do trabalho e longa experiencia de um Leigo Jesuita, que esteve á testa das grandes e numerosas fazendas, que aquella riquissima ordem possuia na Provincia de Salsete. Não consta que fosse impressa, a não ser que ha pouco tempo se estamparam algumas paginas. Só existe na mão de alguns curiosos, mas tão inçada de erros dos copistas ignorantes, que verdadeiramente a tornam inintelligivel em muitas partes. Não fiz portanto mais do que, confrontando varias copias, purga-la d'estas manchas grosseiras; e explicar em notas especialmente alguns nomes e termos usados na India e em Gôa, e que debalde se procurarão nos Diccionarios de lingua portugueza."
(Advertência ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Carimbo de oferta do Ministério da Colónias na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível
22 setembro, 2014
1.ª edição.
Muito valorizada pelo extenso prefácio de Luís Augusto Rebelo da Silva (12 p.).
Obra composta por duas novelas independentes; em comum, a crueldade e a morte, no feminino e no masculino.
"Quem passasse defronte da residencia do prior de Alhos-Vedros, do dia 12 de março de 18..., das dez para as onze horas da manhã, havia de estranhar o desusado movimento que lá ia.
Á porta estava parado um arrieiro guardando duas cavalgaduras. Em cima, perpassando pelas janellas, avistava-se de quando em quando o vulto melancolico e triste do padre João Caetano, o prior."
(excerto do início da novela Mulher Funesta)
"Barnabé Pinto da Fonseca, moço bem parecido e trajando com muito primor, era tido entre os rapazes de Lisboa, no anno de 184..., pouco mais ou menos, por modelo de elegantes no vestir e no modo de se apresentar.
Tinha elle sua poisada no hotel da Europa, onde se banqueteava com amigos que eram mancebos da mais escolhida sociedade. Nunhum d'elles, porém, lograva atinar com as verdadeiras razões que a Lisboa o prendiam; posto que muitos ajuizando do que poderia ser, affirmavam umas vezes que era coisa de paixão amorosa, outras que motivos occultos o retinham na capital.
Eram as damas quem mais fallava de Barnabé, e todas á uma ambicionavam que lh'o designassem quando no theatro ou em outro publico ajuntamento apparecia a deshoras."
(excerto do início da novela Um Homem Funesto)
Mateus Luís Coelho de Magalhães (1837-?). Filho natural de José Estevão (1809-1862), famoso político e tribuno português. De Mateus de Magalhães, pouco foi possível apurar, para além da existência de uma outra obra da sua autoria registada na base de dados da BNP, Receita para curar paixões (1865), ao contrário da presente, que não consta na lista da BNP.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, com defeitos; folha de rosto algo suja.
Raro.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível
21 setembro, 2014
1.ª edição.
Curioso livro de crónicas sobre o Direito e a advocacia.
"O que se tem escrito sôbre ao advogados, Santo Deus!
O que vale, porém, é que se há quem tenha dito o pior, há também quem tenha dito o melhor, aliás como em tôdas as coisas.
Napoleão classificava-os de facciosos, artífices de crimes e de traições, avisando terrivelmente que, enquanto a espada lhe pendesse do cinturão lusido, nunca assinaria o decreto criador da Ordem. [...]
Se me passasse pela cabeça - e seria uma pretensão louca - transcrever ou falar de tudo quanto a propósito de nós, Advogados, se tem escrito, êste pobre volume de crónicas teria, pelo menos, os milhares de fôlhas da colecção do Diário do Govêrno de há uns anos a esta parte."
(Excerto do texto, Nós, os advogados)
Matérias:
- Dedicatória. - Prefácio do Dr. Ramada Curto. - Carta a meu filho. - Nós, os Advogados. - Na Boa Hora o diga. - Onde elas se fazem, e onde elas se pagam. - Mas não se há-de rir de mim. - À graça de Cunha e Costa. - Cortesia, Servilismo &C,ª. - Pequenos delitos. - Como se defende o nosso direito. - Grandes figuras do fôro. - Lamentações dum velho lenho. - Duas lápides. - Feira da Ladra. - Vós, as Advogadas. - O reclame. - Do direito de destruir e recompor as obras de arte. - Velharias. - Um Juiz. - A filosofia de António Vicente. - A anarquia da toga. - Carta aos Juízes de Portugal.
Muito invulgar.
Indisponível
20 setembro, 2014
(excerto da apresentação)
19 setembro, 2014
Edição numerada: exemplar n.º 71 de uma tiragem desconhecida, seguramente reduzida. Impressa em papel de superior qualidade.
Muito valorizada pela dedicatória manuscrita do autor a Henrique José Monteiro de Mendonça.
Homenagem à memória do General Bernardino de Faria, organizada pela Comissão dos Padrões da Grande Guerra, apresentada pelo General (à época coronel) Ferreira Martins, num elogio proferido pelo Major Costa Ferreira, seu subordinado durante anos no Regimento de Artilharia de Abrantes e seu adjunto no C. E. P. em campanha.
"O clarim do armistício soara, entretanto, pondo termo à guerra.
Não importa!
A quási totalidade da 1.ª Divisão do C. E. P. encontra-se em armas. Andou em contacto com o inimigo. Sentiu-o. Segui-o de perto. Participou do impulso que o escorraçou de terra francesa, assistiu à sua capitualção em terra belga. Sofreu perdas, viveu a guerra.
Quam longe nos achamos nêste alegre de 11 de novembro de 1918 dos taciturnos dias de setembro em que o snr. General Bernardo de Faria e Silva assumira o comando da Divisão! Paira no ambiente a alegria da victória e esses bons soldados que sentiram a crueldade do abandono moral a que os votaram saúdam neste momento o chefe eminente que lhes inoculara a fé perdida! Glória eterna ao nome do snr. General Bernardo de Faria, obreiro do milagre!"
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. F. rosto apresenta trabalho de traça marginal e um pequeno orifício, sensívelmente a meio.
Invulgar.
Indisponível
18 setembro, 2014
1.ª edição.
"Sentado, El-Rey medita. É grande essa janella,
Domina o Tejo, o sul. A noite vem. E é bella
Essa noite de maio!... Os laranjaes, em flôres,
Enviam pelo azul uns languidos olores...
Ha caricias no ar, murmurios e segredos,
Trilos de ave que voa que voa, anceios vagos, medos..."
(excerto do Canto Primeiro, A Sombra)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Falta a f. rosto.
Raro.
10€
17 setembro, 2014
Edição dos Sonetos de Antero, valorizada pela extensa introdução de Oliveira Martins, e pelo Apêndice de 60 páginas, exclusivamente elaborado para esta 2.ª edição, e que a distingue da 1.ª, publicada em 1886.
"Reimprimindo em edição menos luxuosa os Sonetos do snr. Anthero de Quental, cuja primeira edição se acha esgotada, pareceu-nos que augmentariamos ainda o interesse d'esta obra, que tão favoravel acolhimento encontrou no publico, juntando-lhe agora em appendice as traducções de grande numero de sonetos, feitas em allemão, italiano, hespanhol e francez, e sobre as quaes daremos aqui uma breve noticia.
As traducções allemans são todas do snr. Guilherme Storck..."
(excerto da advertência dos editores)
"Escrevendo estas breves paginas á frente dos Sonetos de Anthero de Quental tenho a satisfação intima de cumprir o dever de tornar conhecida do publico a figura talvez mais caracteristica do mundo litterario portuguez, e decerto aquella sobre que a lenda mais tem trabalhado."
(Excerto da introdução de Oliveira Martins)
Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível
16 setembro, 2014
1.ª edição.
Ilustrada com belíssimas gravuras desenhadas por Manuel de Macedo, e superiormente executadas pelos gravadores Alberto, Pastor e Severini. As estampas encontram-se impressas em folhas separadas das páginas de texto, ao longo dos 4 volumes que compõem a obra.
Conjunto de novelas policiais, em 4 volumes, na sua edição original. Trata-se da obra de fôlego de Leite Bastos, justamente considerado um dos precursores da Ficção Policial em Portugal.
Novelas que integram a obra:
- O Homem-demonio. - O Invisiveis de Lisboa. - Proezas de Satan. - Pactos de crime. - Nas espheras douradas. - O testamento do millionario. - O club dos gravatas lavadas. - O cadaver do Rio Secco. - Proezas de Wassily. - O segredo do maçon. - As memorias do finado. - Gloria ao amor.
........................................................
"Era o club dos Gravatas lavadas uma associação temivel e poderosa, que mais tarde, nos seus periodos de decadencia, deu o processo celebre, conhecido pela designação Olho vivo.
Dirigida por um conselho secreto, nem sempre os seus associados conheciam o segredo e fins da instituição a que estavam ligados.
Para esses, não passava de uma loja maçonica, como tantas outras que então havia, sem constituição legal, e que trabalhavam para fins exclusivamente politicos.
Mas os verdadeiros intuitos do club, segundo a sua constituição secreta, eram bem diversos.
Elles apoderavam-se de heranças importantes, simulando testamentos, e inventando herdeiros, propunham demandas, a fim de obterem uma conciliação rendosa; e para que nenhum ardil escapasse ao seu fim exclusivo de roubar a toda a gente, dispunham tambem de certa classe de mulheres que sabem insinuar-se no animo de pessoas poderosas, por dinheiro e posição, e lhes eram de grande auxiliar.
Esta associação fôra constituida por Thadeu Jacob, seguido de um grupo de dissidentes que se desligaram da loja Abnegação, a que presidia Camillo de Magalhães, o merceeiro da Praça da Figueira."
(excerto do texto, O club dos gravatas lavadas)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. "É considerado um dos precursores da Ficção Policial portuguesa. Além de romances, também se dedicou à narração de crimes célebres e da vida e punição dos seus autores."
Encadernações coevas em meia de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
14 setembro, 2014
AGUILAR, Eduardo de - TRAGEDIAS DE ROMA : romance original. De... Lisboa, Edição do Autor, Setembro 1913. In-8.º (19 cm) de 631, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico sobre o Império Romano; retrata o período conturbado que se seguiu ao suicídio de Nero.
"Naquela noite, nas ruas estreitas de Roma, travara-se uma luta sangrenta entre os escravos de duas casas e, quando o dia surgiu, varios corpos se viam, cobertos de sangue e de lama, caidos aqui e ali, com os craneos ou os peitos abertos a golpes, certeiros e brutaes, de afiados gladios.
Os habitantes, apesar dos gritos dos vencidos e dos vencedores, não ousavam sair de suas casas, pois sabiam que, muitas vezes, o imperador, disfarçado em escravo, se envolvia nas desordens, instigando os partidarios, animando a carnificina, seguro sempre pelas espadas dos pretorianos que, perversos e a soldo, lhe serviam de escudo formidavel para as suas degradações."
Eduardo de Aguilar (1875-1942). Escritor português. Além dos anos do seu nascimento e morte, não foi possível apurar outros dados biográficos. Publicou romances e peças de teatro. Tem cerca de 15 obras registadas na Biblioteca Nacional.
Encadernação cartonada em meia de percalina. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pequena mancha de humidade visível na parte superior das 3 últimas folhas de texto.
Invulgar.
Indisponível
13 setembro, 2014
1.ª edição.
Romance histórico.
"Por uma noite de meados do outono de 1844, um homem, embrulhado num grande capote de tres cabeções, estava recostado numa poltrona em frente de uma secretaria cheia de papeis, cartas, jornaes portuguezes, hespanhoes, francezes e inglezes. As paredes do amplo aposento tenuemente alumiado por um candeeiro de tres bicos de azeite, ostentavam grandes quadros imponentes, emergindo-os numa penumbra dôce."
(1.º parágrafo da obra)
Carlos Cândido dos Santos Babo (1882-1957). Historiador, jornalista, escritor e político português. Frequentou a Faculdade de Direito, em Coimbra, em 1898 e acabou a formatura em 1904. A 6 de Outubro aceitou o cargo de chefe de Gabinete no Ministério do Interior que acumulava com o da Instrução. Intervêm na Repartição Pedagógica da Instrução Primária e foi Secretário-geral do Ministério da Instrução que foi iniciado em 1913. Trabalhador incansável, traduziu autores estrangeiros e publicou ensaios e romances da sua lavra, alguns históricos. Escreveu também para jornais e revistas.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, sobretudo a contracapa que apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Invulgar.
Indisponível
12 setembro, 2014
Catecismo muito ilustrado com bonitas gravuras ao longo do texto e em página inteira.
"No uso das edições antigas deve têr-se em vista as alterações que se fizeram na presente edição para que a doutrina exposta ficasse perfeitamente de harmonia com alguns Decretos e decisões recentes da Santa Sé.
Na explicação do 5.º e 7.º mandamentos da Lei de Deus e do 2.º e 3.º mandamentos da Santa Igreja, a propósitodo homicidio, do fogo posto com intenção de causar damno grave e do não cumprimento do preceito paschal durante o tempo fixado, façam saber os Rev.os Párochos e os Catechistas que são esses os peccados reservados diocesanos, de que só podem absolver ordináriamente os confessôres que tiverem especial auctorisação nossa ou da Santa Sé. E da mesma forma devem proceder quando tenham de referir-se a peccados reservados por lei geral da Egreja, para que os fieis o saibam e tenham por elles o horror que merecem."
(excerto da introdução de António, Bispo de Funchal)
Encadernação cartonada em meia de percalina. Cansada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Carimbo de livraria na f. rosto e assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
15€
11 setembro, 2014
Curiosa agenda agrícola, pejada de quadros e todo o tipo de informações úteis para o agricultor.
Ilustrada com fotogravuras a p.b. em separado.
"A F. N. P. T. ao editar o «Memorial do Produtor de Trigo» pretende pôr à disposição da Lavoura agremiada um elemento de informação de cujo interesse e objectividade não é licito duvidar. Não são frequentes, entre nós - contràriamente ao que sucede lá por fora - publicações desta natureza que, se numa apreciação superficial podem ser consideradas de valor secundário, constituem, na realidade, preciosos auxiliares de quem, absorvido pela dispersiva faina de administração da casa agrícola, necessita, por vezes, de recorrer, sem perda de tempo, à consulta de elementos relativos às disposições legais e regulamentares e seu cumprimento ou de ordem técnica."(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
10 setembro, 2014
1 estampa : verde ; 24,5x16 cm
Capa (brochada) : carmim ; 25x17 cm
Estampa foto-mecânica - protegida por f. papel vegetal - incluída em capa original de cartolina.
"Êste retrato, feito para a capa do livro «A Linguagem de Camilo», do Dr. Cláudio Basto, foi desenhado exclusivamente à máquina de escrever por Ildefonso Rosa, Mestre de Caligrafia, Estenografia e Dactilografia na Escola Industrial e Comercial de Viana-do-Castelo."
O verso do retrato encontra-se assinado pelo autor, com o n.º 26 manuscrito, exemplar de uma tiragem indefinida, seguramente reduzida.
Valorizado ainda pela dedicatória autógrafa do autor, no verso da capa, a Alfredo Assumpção Santos.
Raro.
A Biblioteca Nacional possui 2 exemplares.
Peça de colecção.
Com interesse camiliano.
Indisponivel
08 setembro, 2014
07 setembro, 2014
1.ª edição.
Valorizada pela oferta autógrafa do autor à Sociedade Camillo Castello Branco.
Romance naturalista.
"Após alvoraçada e jubilosa lide as duas irmãs davam o ultimo retoque com esmero e amoravel correcção ao arranjo decorativo no aposento destinado ao hospede querido, desejado como filho prodigo que se repatria ao lar paterno. Esta actividade jovial de Branca, a mais velha, expandia-se methodica, ordeira, toda repassada de meiga placidez; na luminosa serenidade dos seus sorrisos nunca se apagavam de todo uns laivos do ar seriosinho e comedido que era o seu traço mais caracteristico, em vivo contraste com a Christina, a mais nova, irrequieta e fogosa sob o aguilhão do sangue azougado e fervido que dava uns tons quentes á sua esplendida carnação de nympha."
(1.º parágrafo da obra)
Júlio Lourenço Pinto (1842-1907). "Bacharel em Direito Pela Universidade de Coimbra (1864), fez a sua estreia literária no Comércio do Porto, jornal em que publicou uma série de artigos, sob o título "Revistas semanais", e outra colaboração sobre diversos temas. Como ficcionista, foi autor dos romances "Margarida" (1880), "Vida Atribulada" (1880),"O Senhor Deputado" (1882), "O Homem Indispensável" (1883) e "O Bastardo" (1889), subordinados ao título genérico de Cenas da Vida Contemporânea, e do livro de contos "Esboços do Natural" (1885). A "Estética Naturalista" (1884) é a reunião dos artigos dados à estampa na "Revista de Estudos Livres" (1883-1887), terceiro e último órgão do movimento positivista português, editada em Lisboa por iniciativa de Teófilo Braga e Teixeira Bastos, que compartilharam a sua direcção com Sílvio Romero e outros dois intelectuais brasileiros. Com esta obra de teorização estética, Júlio Lourenço Pinto faz jus a que o seu nome figure na não muito numerosa galeria dos nossos doutrinadores literários."
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Tem um selo numerado na lombada. Pastas cansadas, sobretudo nas margens e nos cantos. Carimbo posse de biblioteca (2) na f. rosto. Derradeiras folhas do livro apresentam, marginalmente, ténues sinais de humidade.
Raro.
Indisponível
06 setembro, 2014
1.ª edição.
Ilustrada com duas gravuras do Santo, uma das quais separada do texto.
"Razão tinha no século XVII o nosso padre António Vieira, quando dizia num dos seus famosos sermões, que os portugueses para tudo chamavam o auxílio de Santo António de Lisboa. Assim, prégava êle: «Se vos adoece o filho, Santo António; se vos foge o escravo, Santo António; se mandais a encomendas, Santo António; se esperais o retôrno, Santo António; se aguardais a sentença, Santo António; se perdeis a menor miudeza da vossa casa, Santo António;» e - com uma ponta daquele seu espírito observador e mordaz, dizia ainda - «talvez se quereis os bens da alheia, Santo António»!
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com defeitos.
Invulgar.
Indisponível
05 setembro, 2014
Pelo centenário do nascimento de Fialho de Almeida e com o apoio da Livraria Clássica Editora, proprietária da obra literária do autor, a Câmara Municipal de Lisboa reimprimiu as crónicas neste Lisboa Monumental.
"Para que lembrar outros embelezamentos de que já hoje se deixou ou está deixando passar a oportunidade? A praça Saldanha, que no mesmo caso da Pombal, foi planeada dum bloco, e podia ficar sendo um dos mais encantados sítios da Lisboa recente, caso o Município tivesse levado os construtores à adopção de certos tipos de casa integrados num aro ou todo arquitectónico, lá está cheia de casarões e cubatas imbecis, com um jazigo bacoco ao centro, onde me dizem vão pôr o marechal - ponto é que o Senhor dos Passos, a quem ele ficou a dever 40 contos, não determine penhorar-lhe o poleiro e a vera efígie, com o que nada perderiam as artes monumentais deste país."
(excerto do texto)
Legenda das gravuras:
1- O que poderia e deveria ser a rotunda do Marquês de Pombal no coroamento da Avenida da Liberdade - A entrada para o Parque Eduardo VII.
2 - A malograda comunicação dos jardins da Escola Politécnica e Avenida da Liberdade, que por uma mesquinha questão de preço deixou de realizar-se.
3 - No ponto em que a Avenida Ressano Garcia entra no Campo Grande dizia bem um arco triunfal...
4 - O Terreiro do Paço visto do mar depois da ampliação monumental do cais de desembarque.
5 - Uma das entradas do viaduto - Aspecto da Avenida da Liberdade atravessada pelo viaduto entre S. Pedro de Alcântara e o Campo de Sant'Ana.
6 - Uma exposição industrial no futuro Parque Eduardo VII.
7 - O palácio das festas no morro do Castelo, coroando a cidade com as suas cúpulas.
8 - Futuro Arsenal da Marinha na outra margem do Tejo.
9 - A grande ponte para caminho de ferro e peões, entre as duas Lisboas do futuro.
10 - Bairro operário, do tipo higiénico moderno.
11 - Santa Engrácia restaurada em Panteon.
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
Indisponível
04 setembro, 2014
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Estudo sobre os crânios portugueses. O presente trabalho é dedicado às Suturas. A Biblioteca da Universidade de Coimbra refere uma primeira parte "publicada in Aula de Antropologia, V. 1, p. 105.", e a Biblioteca Nacional (BNP), refere apenas um 3.º volume dedicado à Capacidade. Ilustrado no texto com desenhos, quadros, tabelas e gráficos.
"As variações que o grau de complicação das linhas suturaes experimenta de raça para raça e de individuo para undividuo, a epocha e a marcha da sua synostose são, póde-se dizer, verdadeiros indices de um maior ou menor desenvolvimento encephalico, e devem ter-se na conta de um caracter anthropologico de muita importancia, por isso que permittem, até certo ponto, ajuizar da superioridade intellectual d'essas raças ou d'esses individuos."
02 setembro, 2014
1.ª edição.
Apreciada obra de Alberto Pimentel, uma das primeiras a ser publicada e raramente citada nas suas bibliografias. Valorizada pelo extenso e elogioso prefácio de Camilo, tratando-se, por conseguinte, também, de uma rara peça camiliana.
"Poesia que enternece a lagrimas; condão de influir aos seios da alma melancolias saudaveis e confortadoras; magia que surte da alteza da ideia com a suavidade da fórma; graça e donaire que sobreluzem na escuridade d'umas tristezas que se entranham no coração de quem as lê; talento de levantar uma ideia de curto fôlego até onde sobem os mais transcendentes themas da ardua vida do homem; melodia, suavidade, compuncção e, emfim, prestante poesia que nos está revelando um bom talento e um generoso animo: taes são as impressões que nos deixou O Natal na Residencia, poesia do snr. Alberto Pimentel.
Já lhe são decorridos ao laborioso moço alguns annos de indefessa tarefa n'este ruim viver das letras. Devia ter esmorecido, se a vocação não fosse n'elle um motor obstinado, uma fadiga consoladora, um lidar que tem as sublimes alegreias do lavor immaculado."
(excerto do prefácio, A quem ler)
"Na noite de festa,
Quem ha que não gosta
De ter o Presepe melhor que um palmito,
E a mesa bem posta,
E a casa com luzes, e tudo bonito?
As noites do anno são todas as mesmas,
Mas esta! mas esta!
A noite de festa!
No grande palacio, no pobre casebre,
Em vindo este dia,
Transforma-se em febre
Tamanha alegria!"
(excerto do poema)
Encadernação inteira de tela com título e autor gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta picos de acidez nas páginas, ao longo da obra. Discreta assinatura de posse na última página do livro.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível
01 setembro, 2014
Fernando Fonseca (1895-1974). Foi um dos mais notáveis médicos da sua geração. Licenciou-se em medicina em 1918 pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Notabilizou-se pela sua actividade pedagógica e clínica. Esteve em França, integrado no Corpo Expedicionário Português. Em sua homenagem, um hospital da região de Lisboa recebeu o seu nome, o Hospital Amadora-Sintra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto (ou autógrafo do Mestre?).
Invulgar.
Indisponível












































