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12 junho, 2025

MELO, Luís de Sousa -
VICENTES PHOTOGRAPHOS. Funchal - Madeira, Edições Ilha Tur, 1978. In-8.º (21,5x15 cm) de 43, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Capas: Medalha concebida pelo Escultor Anjos Teixeira.
Obra de homenagem aos "Vicentes" - quatro gerações de fotógrafos madeirenses - dada à estampa na ocasião em que se assinala a posse do espólio do conhecido estúdio para a posse do Arquipélago da Madeira.
Ilustrada com inúmeras estampas a p.b. que reproduzem retratos, documentos e fotografias de estúdio e exterior.
"Vicente Gomes da Silva e seu filho Vicente Gomes da Silva Júnior - lembremos os dois. O primeiro, no dizer do Diário da Madeira de 13 de Dezembro de 1931, fotógrafo distintíssimo, um desenhador, um escultor e um fundidor digno do maior apreço, o introductor da fotografia e estereotipia, e quem primeiro fabricou os carimbos de borracha e fundiu o ferro nesta Ilha, aquele que com uma habilidade instintiva, fixou na tela óleos admiráveis das figuras mais em evidência do nosso meio, e aguarelava, em flagrante luz, as passagens da nossa terra,pintando, em miniatura, sobre placas de marfim, maravilhosos retratos e que como a maior parte dos verdadeiros artistas, não dava exacto valor ao seu esmerado trabalho."
(Excerto do trabalho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

01 maio, 2024

FOTOGRAFIAS (7) DO 1.º DE MAIO DE 1974

Dim: 137x86 mm

Fotografias de época, originais, "tiradas" na cidade de Lisboa (Rossio, Av. Almirante Reis, Av. Estados Unidos da América, etc.) no primeiro 1.º de Maio comemorado livremente, na rua, sem controlo estatal, poucos dias após o golpe militar de 25 de Abril.
 
 
"[...] Numa mistura de fantástica esperança de ser uma grande manifestação, com o povo na rua a festejar maciçamente a liberdade conquistada e a homenagear o Movimento das Forças Armadas, os “capitães de Abril”, e de temor de que ela não tivesse tal dimensão ou que houvesse provocações, incidentes, que a ensombrassem. [...]
De toda a parte surgia gente, gente e mais gente, de todas as proveniências, condições, idades. Foi-se formando um cada vez mais caudaloso, impetuoso e imparável rio de povo. A dominar tudo, um indescritível sentimento de liberdade e uma imparável, inigualável, alegria. Palavras de ordem, as mais diversas e desencontradas: os sindicatos, poucos, e os os partidos, muito menos, ainda não tinham a organização e importância que viriam a ter – de facto, só no PCP havia já uma estrutura, que vinha da clandestinidade.
Mas entre as palavras de ordem, de pessoas sozinhas ou de pequenos grupos que espontaneamente se iam formando, algumas bem criativas ou de uma ingenuidade tocante, avultavam, de forma talvez surpreendente, as alusivas ao fim da guerra e à independência das colónias. A elas se juntando, ou com elas se misturando, as cantigas que cada um ou cada grupo entoava."
(Fonte: https://visao.pt/opiniao/ponto-de-vista/bloco-notas/2020-05-01-recordar-o-primeiro-1o-de-maio/)
 
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro conjunto.
Com interesse histórico e documental.
100€

25 abril, 2024

FOTOGRAFIAS (3) DO 25 DE ABRIL DE 1974

Dim: 137x86 mm

Fotografias de época, originais, "tiradas" na Baixa de Lisboa no dia do golpe militar de 25 de Abril de 1974, movimento que ficaria conhecido para a história como Revolução dos Cravos:
 
- Na primeira, populares posam junto de soldados em defesa de posição, divisando-se um, parcialmente, deitado na calçada (no canto inferior esquerdo da foto), e o outro, agachado, perna direita fletida, joelho esquerdo no chão e arma em estado de prontidão.
 
- Na segunda, militares do Exército e da Armada estabelecem perímetro de segurança.

- Na terceira, militar da Armada posa em "base-estrado" (de sinaleiro) junto à estátua do poeta António Ribeiro "Chiado" no largo com o mesmo nome.
 
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro conjunto.
Com interesse histórico e documental.
100€

02 maio, 2022

CASTELLO-LOPES, Gérard - GÉRARD CASTELLO-LOPES : Homenagem a Henri Cartier-Bresson
. Lisboa, Galeria Fernando Santos, 2004. In-4.º (29x24,5 cm) de 70, [2] p. ; mto il. ; C.
1.ª edição.
Homenagem do autor ao seu mentor artístico - Henri Cartier-Bresson (1908-2004), fotógrafo, fotojornalista e desenhista francês - no ano da sua morte.
Publicação belíssima, de grande sentido estético e apuro gráfico, ilustrada com 42 fotografias escolhidas por Castello-Lopes, que melhor representam a influência do Mestre na sua obra. O texto sobre este é igualmente da autoria de Castello-Lopes.
Livro impresso em papel encorpado, com tiragem limitada a 500 exemplares.
"Comparar-me ao Mestre seria tão paradoxal como comparar o Sol à luz duma vela. Por outro lado quando adquiri os exemplares de "Images  à la Sauvette" e dos "Européens" tomai a decisão de seguir o mesmo caminho. [...]
Para lá do génio fotográfico que foi o seu, é inegável que Henri Cartier-Bresson foi um incomparável fotojornalista. [...]
Sempre entendi que os postulados de Cartir-Bresson, uma inefável conjunção entre a geometria do mundo e a pesquisa daquilo que ele chamava "o instante decisivo", vinham dum modo de ver que se aproximava do génio e em relação ao qual, não poderia nunca haver meças. Mas influência houve e se, hoje ainda, posso aduzir uma certa intuição e algum rigor na composição, é a ele que o devo."
(Excerto de Homenagem a Henri Cartier-Bresson)
Índice: Homenagem a Henri Cartier-Bresson - Gérard Cstello-Lopes. | Henri Cartir-Bresson e Gérard Castello-Lopes - D. C. I. | Obras. | Lista de obras. | Biografia. | Traduções.
Gérard Castello-Lopes (Vichy, França , 1925 - Paris , 2011). "Formado em Economia e profissional de cinema, a sua verdadeira vocação, no entanto, seria a fotografia. Começou a fotografar em 1956, em colaboração estreita com Carlos Afonso Dias, com quem partilhou ideias e práticas fotográficas. Desenvolveu, a partir de então, um percurso artístico dos mais relevantes no âmbito da fotografia portuguesa, sendo sem dúvida um dos poucos fotógrafos desta geração com maior visibilidade e reconhecimento nacional e internacional. A sua formação e a sua obra estão fortemente influenciadas por Henri Cartier-Bresson e a este fotógrafo sempre dedicou a sua admiração. Experimentou a encenação no Teatro Experimental de Cascais e foi assistente de realização no filme Os Pássaros de Asas Cortadas de Artur Ramos, em 1963. A sua obra fotográfica seria somente conhecida e divulgada no início da década de 80, uma vez mais através da galeria Ether em Lisboa. Em 2003 o seu trabalho foi objecto de uma exposição retrospectiva no Centro Cultural de Belém, comissariada por Luísa Costa Dias. A partir da década de 80 o seu trabalho foi regularmente exposto em Portugal e no estrangeiro. Foi também um dos membros fundadores do Centro Português de Cinema e fez crítica de cinema em revistas de referência do panorama cultural nacional, como O Tempo e o Modo. Está representado em diversas colecções nacionais e internacionais e expôs de forma regular em exposições individuais e colectivas."
(Fonte: Emília Tavares in http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/94/artists)
Encadernação editorial, cartonada, a p.b.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
45€

18 novembro, 2021

BORGES, António Garcia - SERRA DA ESTRELA NO PASSADO E NO PRESENTE. COVILHÃ. [Covilhã], Edição: Rotary Club da Covilhã e Associação "Os Amigos da Covilhã", 2011. In-4.º (24 cm) de [2], 218 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Os desportos de inverno, os recantos, as paisagens e as gentes da Serra da Estrela, através da reunião de elementos dispersos - documentos, manuscritos, postais e fotografias - que preenchem grande parte da presente obra. Livro impresso em papel de superior qualidade, muitíssimo ilustrado, parte das estampas em página inteira.
Tiragem: 100 Exemplares.
Monografia valiosa, dada a exiguidade da produção impressa. Sem referências bibliográficas na Biblioteca Nacional.
"É obrigação moral de todos e cada um de nós, colaborar na preservação das raízes culturais, conferindo-lhe a dimensão de uma pegada humana deixada para memória futura, porém, se a obrigação deve ser para todos, já o desassombro da sua execução é só para alguns, que da sua tenacidade alavancada num espírito de historiador amador e coleccionista, dispõe de engenho, arte e capacidade, para perpetuar este desiderato.
Seguros deste imperativo de consciência que nos impomos, o nosso movimento, entenda-se, movimento Rotário, colaborou e colabora com diversos autores na realização destas empresas, pelo que uma vez mais e, assim que fomos abordados, no Rotary Club da Covilhã, pelo senhor António Garcia Borges no sentido de "apadrinhar" a edição do seu livro denominado "Serra da Estrela no Passado e no Presente", decidimos de imediato prestar a nossa lesta colaboração, para a edição deste trabalho de recolha, organização e mostra de memórias visuais e escritas sobre a Serra da Estrela que constitui um verdadeiro, legado cultural da nossa região, das gentes e profissionais, que a ajudaram a moldar por entre a dureza do granito, a beleza dos carvalhos, castanheiros, tojo, teixo, urze brava, neve e frio, cuja beleza das paisagens extasiantes, apenas encontram paralelo no carácter trabalhador, honesto e singelo das suas gentes!"
(Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
75€

14 dezembro, 2020

TABERNAS DE LISBOA.
Luis Pavão: fotografias. Mário Pereira: texto
. Lisboa, Assírio e Alvim, 1981. In-4.º (24x21 cm) de 34, [3] p. ; [94] p. il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre as tabernas da capital com indubitável relevância cultural, etnográfica e sociológica.
Livro impresso em papel de superior qualidade, muitíssimo ilustrado com 98 belíssimas fotografias a p.b. de Luís Pavão ao longo de 94 páginas separadas do texto.
"Lisboa regista na segunda metade do séc. XIX uma grande modificação que acabará por marcá-la profundamente: a industrialização. A sua natureza e função, tradicionalmente comercial e administrativa sofrerá o impacto dos surtos industrializantes com as consequentes repercussões urbanísticas e demográficas. A capital, que, aquando do anterior grande enquadramento urbanístico que foi a baixa pombalina, tinha o seu termo em sítios como: Portas de Santa Apolónia, Convento de Arroios, Arco do Cego, S. Sebastião, Penha de França, Mirante da Ajuda e Campo de Ourique, até à fábrica da Pólvora em Alcântara, começa, a partir de meados do séc. XIX, a estender-se ao longo do Tejo e a crescer para Norte. [...]
Há bairros "bem arejados", que fornecem os passeantes do "Passeio Público", que fornecem os frequentadores das corridas de cavalos em Belém e as "coquettes" do S. Carlos, Coliseu e D.ª Maria, que fornecem ainda o dandismo que invade os cafés lisboetas, bem como os cafés-concerto que faziam as delícias da ostentativa burguesia da cidade... a esses bairros contrapõem-se os deploráveis e insalubres bairros operários (as "Vilas"), povoados por uma desenraizada população, sempre pronta a afogar no álcool a miséria, a incerteza e as frustrações. [...]
Mas o que é uma taberna?
Para um erudito do séc. XVIII (padre Raphael Bluteau), tabernas eram as casas "onde se vende vinho e algumas coisas de comer"; no entanto, como actividade económica, a taberna lisboeta manteve até aos nossos dias uma dependência onde se vendia carvão, que era uma fonte energética que vinha de fora (Coruche, Benavente e Santarém) e que era descarregado (no séc. XVIII) naquilo que hoje seria o terminal petrolífero, mas que na época era o "Cais do Carvão". Se a taberna tinha um interesse económico que as circunscrevia praticamente a estes dois produtos, a importância social e o interesse da taberna não se esgotam num petisco, num meio quartilho ou num saco de carvão. [...]
Esta é a realidade sociológica da taberna: um espaço de convívio, um espaço de contacto cuja autenticidade proporciona vivências excepcionalmente ricas. Os tipos de relações que se estabelecem assumem algo de proibitivo, algo que as estruturas mentais dominantes não aceitam como normal, assemelham-se a uma transgressão da ordem de valores dominantes. [...]
A taberna proporciona(va) um convívio diferente, único pela ambiência da marginalidade, limitado a uma (sempre renovável) noite de boémia, que poderia eventualmente ser interrompida por uma rusga."
(Excerto de A taberna : um espaço social)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel na margem inferior.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e olisiponense.
Indisponível

01 dezembro, 2020

AFONSO LOPES VIEIRA : Fotógrafo
. [S.l.], [FCG], [2002]. In-8.º (19,5 cm) de [16] p. il. ; B.
1.ª edição.
São Pedro de Moel em fotografias existentes no espólio de Afonso Lopes Vieira, propriedade da Biblioteca Municipal de Leiria.
Interessante peça bibliográfica que nos remete para uma faceta menos conhecida do poeta. Trata-se de um belo conjunto fotográfico que evidencia a fina sensibilidade de Vieira.
Livro impresso em papel de superior qualidade - parte integrante do n.º 159/160 de Colóquio | Letras - por certo, com tiragem reduzida.
A BNP não dispõe de nenhum exemplar no seu acervo, e a FCG não refere o livrinho na edição on line do número da supracitada revista.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

29 abril, 2020

RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO. Ultima photographia. Cliché de Arnaldo Fonseca.
Fototipia não datada do grande ilustrador português, produzida a partir de uma fotografia de Arnaldo Fonseca.
Dimensões:
Fototipia: 13x18,5cm;

Folha: 25x32cm.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta pequena falha de papel no canto superior esquerdo.
Invulgar.
10€

20 junho, 2018

ARTHUS-BERTRAND, Yann - CAVALOS. Texto: Jean-Louis Gouraud. Lisboa, Edições Inapa, [2005?]. Oblongo (41x29cm) de 232 p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra luxuosa de grande esmero e apuro gráfico, profusamente ilustrada com fotogravuras a p.b. e a cores.
Inclui um capítulo dedicado ao cavalo Puro Sangue Lusitano.
"Yann Arthus-Bertrand (o mesmo fotógrafo da obra e exposição A Terra Vista do Céu percorreu o mundo durante quinze anos para conceber este livro. Quinze anos de momentos únicos captados pela sua objectiva que nos apresentam um singular atlas mundial do cavalo, onde para além da beleza e da diversidade das raças, podemos admirar os fascinantes laços que desde as nossas origens unem homens e cavalos. Este extraordinário trabalho fotográfico e o texto de Jean-Louis Gouraud, famoso estudioso do cavalo que o completa, fazem desta obra uma verdadeira bíblia da espécie equina. Ao levarmos até si este magnífico livro pensamos fornecer-lhe uma obra que irá enriquecer ainda mais o seu conhecimento sobre o Cavalo."

(Apresentação)
Encadernação editorial com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

14 fevereiro, 2018

ANDRADE, Eugénio de & BARROS, Jorge - O COMUM DA TERRA. [Porto], Edições Asa, 1992. In-fólio (30cm) de 103, [3] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
A poesia de Eugénio de Andrade, complementada pelas fotografias de Jorge Barros, deram corpo e alma a este belíssimo album de apurado sentido estético.
Edição especial, belissimamente ilustrada, impressa em papel Phoenix de 170 gramas.
O Comum da  Terra é a única obra do Poeta publicada com texto manuscrito.
Eugénio de Andrade (1923-2005). "Desenvolve a parte mais importante da sua obra no Porto, para onde foi viver relativamente jovem por razões profissionais. Recebeu diversas distinções e prémios nacionais e internacionais. Nasceu José Fontinhas, mas adotou o nome artístico de Eugénio de Andrade, nome pelo qual ficará conhecido. A sua vida começa no Fundão. Segue depois para Lisboa e Coimbra, antes de se fixar no Porto, como inspetor administrativo do Ministério da Saúde. O seu primeiro livro, “Adolescente“ foi editado em 1942, mas é “As mãos e os Frutos”, em 1948, que lhe dá grande visibilidade. Escreveu sempre ao longo da sua vida e publicou dezenas de livros, participando ainda em diversas antologias. Foi também autor de livros infantis e tradutor. Entre os autores que traduziu encontra-se Garcia Lorca. É também um dos poetas portugueses mais traduzidos. Entre outros foi-lhe atribuído o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, o Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literários, O Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (da ex-Jugoslávia), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Camões."
(Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/um-biografia-de-eugenio-de-andrade/)
E
ncadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a cinza, e com aplicação manual de gravura na pasta frontal.
Invulgar e muito apreciado.
Exemplar em bom estado de conservação.
20€

10 novembro, 2017

DUARTE, José - HISTÓRIAS DE JAZZ. Testemunhos ilustrados com imagens do fotógrafo José Santos. Lisboa, Abril/Controljornal, 2000. In-fólio (31cm) de 112 p. ; mto. il. ; E.
1.ª edição.
Obra sobre a história do jazz, impressa em papel de superior qualidade, profusamente ilustrada.
A primeira parte da obra é dedicada à história do jazz; a segunda é preenchida com um conjunto de testemunhos de personalidades dos mais diversos quadrantes da vida cultural portuguesa, da música, literatura, teatro, etc.
Encadernação do editor com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

06 fevereiro, 2017

DUSSAUD, Georges - TRÁS-OS-MONTES. Textos [de] Miguel Torga. Paris, l'Équinoxe, 1984. In-fólio (30x24 cm) de [112] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Edição original do 1.º trabalho do fotógrafo francês sobre Portugal.
Trabalho dedicado por Dussaud a Trás-os-Montes. Em entrevista a um jornal português disse:
"Trás-os-Montes é muito fotogénico. É teatral. Os interiores são rústicos, com a luz crua da pintura holandesa, como nos interiores de Vermeer. Trás-os-Montes é uma região autêntica. Autêntica, mas não folclórica. Miguel Torga dizia que quando os camponeses saem para o campo com o rebanho parece que levavam uma constelação de estrelas atrás do capote. É isso. É essa poesia."
(in http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/georges-dussaud-tras-os-montes-e-muito-fotogenico)

"O negro e a luz são a matéria com que Georges Dussaud descortina, como um poema visual, a cartografia de um universo visceralmente telúrico, ainda que aparentemente antigo e agreste.
Da ampla narrativa de imagens de Georges Dussaud, que convocam simultaneamente as suas vivências, sobressaem histórias de vida, povoadas de homens, mulheres e crianças, mas também de lugares, de olhares, de gestos, de instantes irrepetíveis que congela a cada rigoroso disparo da máquina fotográfica."
Georges Dussaud (n. 1937). "É um nome de referência na fotografia francesa. Está ligado desde 1986 à agência Rapho, criada em Paris em 1933 pelo húngaro Charles Rado, e refundada depois da 2.ª Guerra (na época em que Cartier-Bresson e Robert Capa lançavam a Magnum), num momento em que o fotojornalismo se afirmava como veículo privilegiado de comunicação. Com figuras como Robert Doisneau e Edouard Boubat, a Rapho sempre cultivou uma fotografia de pendor humanista. É esta a marca de Dussaud, e Portugal (e a região de Trás-os-Montes) tem nele um dos olhares mais dedicados.
Nascido em 1934 na pequena cidade de Brou, perto de Chartres, na Bretanha francesa, Georges Dussaud visitou pela primeira vez Portugal em 1980 e, a partir daí, produziu um magnífico espólio fotográfico que abrange todo o país, nomeadamente a região duriense.
Para além de Portugal, França, Cuba, Grécia e Irlanda foram outros territórios alvo das suas objetivas, tendo recebido ao longo da sua vasta carreira diversos prémios e outras distinções internacionais."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse etnográfico.
Indisponível

30 julho, 2016

JOSEPH, Cathy - OUTDOOR LIGHTING: FASHION & GLAMOUR. Crans-près-Céligny, Ava Publishing SA, 2003. In-4.º (23x26cm) de 159, [1] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Edição totalmente ilustrada ao longo das páginas com belíssimas fotografias executadas no exterior, em ambiente descontraído, contrariando a encenação e formalidade dos trabalhos produzidos em estúdio.
"During recent years, fashion and glamour photography has increasingly shifted away from the false and formal setting of the studio towards grater use of real-life locations and outdoor lighting.
This book explores the skills required to get the very best results from daylight - the most versatile and challenging resource at the photographer's disposal.
Using high quality images from around the world, it looks at the whole process of conducting a fashion shoot, from the client's brief to the choice of location, the time of day and techniques employed. With tips and explanations from the photographers and clear diagrams of the set-up, it shows a wealth of different ways in which natural light can be controlled, manipulated and artificially enhanced to create a mood, flatter the subject and catch the eye.
Including a broad range of contemporary styles drawn from editorial, commercial and personal work, this practical and inspirational title will be invaluable for both aspiring and professional photographers."
(apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

13 maio, 2016

SILVA, João Augusto - GORONGOSA : experiências de um caçador de imagens (fotografias do autor). [Prefácio por Dr. Alfredo Esteves de Sousa]. Lourenço Marques, [s.n. - Executado nas oficinas gráficas da Empresa Moderna, Lda, (EMOL), Lço. Marques], 1964. In-4.º grd. (29cm) de [2], 92 p. ; [104] p. il. ; E.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Bonita edição, impressa em papel de superior qualidade, profusamente ilustrada em extratexto com fotografias a p.b. e a cores dos animais selvagens que habitam o Parque da Gorongosa.
"Meu caro amigo: O seu excelente trabalho proporcionou-me o prazer de confirmar que V. reune em si um conjunto de qualidades difíceis de encontrar num mesmo indivíduo, no qual não sei o que mais admirar: se o artista da palavra e da imagem que, em descrições cheias de realismo e sobriedade e com imagens cheias de vida e movimento, me fez reviver cenas passadas; se o naturalista nato que soube observar e "ver" para além da corrente interpretação antropomórfica das reacções dos animais; se a valentia intrépida do antigo caçador que procura compreender melhor os "bichos" arriscando a vida para demonstrar a si próprio as conclusões a que chegou; se, finalmente, a coragem de pôr em letra de forma os resultados das suas demoradas observações, tão verdadeiras e tão contrárias ao que nos conta a tradição centenária sobre "histórias" de feras que apenas escasso número de indivíduos de eleição começa agora a contrariar, correndo, muito embora, o risco de ser apodado de lunático ou excêntrico."
(excerto do prefácio)
"Encontrareis nestas páginas, aqui e além, afirmações absolutamente contrárias aos conceitos mais generalizados acerca do comportamento de alguns animais selvagens - conceitos que de há muito correm mundo com a força de verdade dogmáticas.
Essas afirmações que outros talvez considerem temerárias ou sensacionais, resultaram do estudo directo da Natureza levado a cabo com amorosas devoções de panteísta, durante longos anos vividos na selva.
Certas facetas da "personalidade" dos animais não se revelaram de pronto aos olhos do autor. A princípio o seu próprio juízo crítico vergava sob o poderoso ascendente de noções erradas, transmitidas de geração em geração. Mas, a pouco e pouco, foi-se rasgando o espesso véu de preconceitos que lhe toldavam o panorama da vida natural e começou então a surgir diante dos seus olhos maravilhados um mundo novo de perspectivas até então ignoradas."
(excerto da introdução)
Matérias:
- Os animais selvagens e o Homem. - Vagueando pelos caminhos do Parque. - Espécies zoológicas mais comuns no Parque da Gorongosa. - Documentário fotográfico : experiências de um caçador de imagens.
Encadernação editorial em tela com sobrecapa policromada revestida cor capa plástica de protecção.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
35€

30 dezembro, 2015

LORELEI. Esculturas de João Cutileiro. Fotografias de Gérard Castello Lopes. Textos de Miguel Esteves Cardoso. Porto, Porto Editora, 1989. In-fólio (30,5cm) de [96] p. inum. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra belíssima de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel encorpado, e superiormente ilustrada com as fotografias de Gérard Castello Lopes.
...............
"João Cutileiro decidiu, há tempos, fazer uma série de esculturas em que a ideia de escala fosse levada a uma espécie de paradoxo: figuras minúsculas de mulheres trabalhadas com enlevos de joalheiro e pousadas em bases de pedra tosca; uma escultura micro-monumental que preservasse, no limite das suas dimensões, a sugestão erótica do corpo feminino, pela virtuosidade da feitura, a sensualidade do mármore e o contraste dos corpos coma bruteza da pedra circundante.
Quando surgiu a ideia deste livro, o meu propósito foi o de tentar criar um outro paradoxo que se justapusesse ao dele e criasse no espectador uma dúvida quanto às reais dimensões das Lorelei.
E logo veio o Miguel Esteves Cardoso mostrar ao escultor e ao fotógrafo que menos por menos nem sempre dá mais e que as Lorelei não existem só para ser esculpidas ou fotografadas mas, sobretudo, para serem amadas.
Menos por menos, às vezes, dá muito."
(Preâmbulo de Gérard Castello Lopes)
Encadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação. Ligeiramente oxidado nas guardas.
Invulgar.
15€