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13 maio, 2026

SEPULVEDA, Christovam Ayres de Magalhães -
ORGANISAÇÃO MILITAR DOS ARABES NA PENINSULA.
Por…Capitão de cavallaria. Lente da Escola do Exercito... [etc.]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1901. In-4.º (25x16,5 cm) de 137, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo pioneiro e histórico sobre a ocupação árabe da Península Ibérica em todas as suas vertentes: militares, políticas, religiosas e motivacionais.
Obra rara e muito interessante, com relevância para a nossa própria história e organização civil e militar.
Ilustrada no texto com desenhos de apetrechos e equipamento militar para a guerra, a pé e a cavalo, e em separado, com duas estampas: I - Iatagan moderno, 1218 de Hegira - (Da collecção do Dr. Teixeira de Aragão) - [a duas cores]; II - Capacete arabe - (Da collecção de Sua Magestade El-Rei).
"A mesma curiosidade em assumptos que, por dever de officio, e natural pendor, versamos, e a mesma orientação no que toca ao criterio e methodo a applicar no estudo da historia, nos levou a dar toda a importancia a um periodo da historia da peninsula hispanica que tanta influencia teve na nossa antiga organisação militar, e tão intimamente se liga com a historia militar portuguesa. É o periodo da dominação dos arabes em todo esse territorio peninsular e das luctas que as armas christãs tiveram de sustentar a fim de rehaver para a nossa raça e para a nossa crença o que em má hora perdera, pelo predominio de outras crenças e outras raças. Essas lutas tinham produzido uma tão importante modificação na maneira de ser militar dos dois povos, primeiro em opposição, e mais tarde em intimo contacto e em fusão, que um e outro apresentaram, num periodo largo da historia da peninsula, uma feição caracteristica, cujo estudo se torna indispensavel para comprehendermos bem a nossa organização militar e a nossa historia guerreira na Idade Media.
Esse estudo não estava feito entre nós ; d'ahi a necessidade que tive de o produzia, embora com os fracos recursos de que dispunha. É um simples ensaio."
(Excerto do Preâmbulo)
"Constituia a guerra para o musulmano uma necessidade, um dever, uma religião.
Era a guerra o instrumento mais poderoso da sua fé; pela guerra dilatára o seu dominio pelo mundo inteiro, e com elle um novo credo religioso dimanado como a fé christã, dos preceitos fundamentaes da Biblia.
Foi inspirado o espirito do proselytismo, diz Sedillot, que Mohamede se propoz desenvolver o genio militar dos arabes «persuadindo-os de que Deus lhes dava o mundo em partilha»; redobrava-lhes as forças; uma exaltação religiosa se apoderava de todas as almas; com estas simples palavras «na vossa frente está o paraiso, atraz o inferno», os chefes arrastavam os seus soldados ao meio de uma furiosa refrega; e esse delirio supersticioso, essa vehemencia de sentimento e de acção destruia os maiores obstaculos."
(Excerto do Estudo)
Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda (1853-1930). "Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda nasceu em Goa, a 27 de março de 1853, e faleceu em Lisboa, a 10 de junho de 1930. Formado no curso de infantaria e cavalaria da Escola do Exército e no Curso Superior de Letras, foi promovido a alferes graduado em 1876 e a coronel em 1911, tendo sido também lente na Escola de Guerra. Eleito deputado pelo Partido Regenerador por três vezes, desempenhou os cargos de governador civil de Bragança e de promotor de justiça do 2° Conselho de Guerra da 1ª divisão. Integrou a redação do Jornal do Comércio e das Colónias, do qual veio a ser diretor.
Foi cofundador, em 1911, da Sociedade Nacional de História, ao lado de Fidelino de Sousa Figueiredo, David de Melo Lopes e José Leite de Vasconcelos. Ao longo da sua vida, Cristóvão Aires pertenceria ainda ao Instituto de Coimbra, à Real Academia de História de Madrid e à Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido também vogal da Comissão Nacional para as comemorações da Guerra Peninsular em 1908.
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da Classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 8 de abril de 1886, tendo aí exercido os cargos de Inspetor da Biblioteca (1907-1913), Secretário da Classe de Letras (1910; 1915), Vice-Secretário (1914) e Secretário Geral (1921-1930). Integrou ainda a Comissão de Inventário do Museu Maynense."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/45)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
35€

14 fevereiro, 2022

FILGUEIRAS, Prof. Arq.ᵗᵒ Octávio Lixa - «ENTRE NORMANDOS E ÁRABES NAS MARGENS DO DOURO».
Por... Bolseiro do Instituto de Alta Cultura. Publicações do Centro de Estudos Humanísticos (Anexo à Universidade do Porto)
. Porto, Centro de Estudos Humanísticos, 1964. In-4.º (24 cm) de 49, [3] p. ; il. ; B.
Interessante estudo histórico e etnográfico sobre as embarcações que navegaram no rio Douro e que, de certo modo, estarão na origem do barco rabelo.
Separata do «Stvdivm Generale» do Centro de Estudos Humanístico : Vol. X - N.º 1 - 1963.
Livro profusamente ilustrado ao longo do texto e em página inteira com fotogravuras, mapas e desenhos esquemáticos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Comodoro Alfredo Mota.
"Os barcos de rios de margens arenosas têm vantagem em apresentar determinada conformação, nomeadamente a proa mais ou menos avançada em ponte para poderem abicar a terra e ser mais fácil a saída ou a entrada de pessoas, - passageiros em trânsito ou tripulantes encarregados de certas manobras -; e um calado pequeno, de preferência aliado a um fundo chato, que também será exigido ou imposto por outros factores, como sejam no nosso caso uma série de completa de acidentes naturais - secos, pontos, galeiras e cachões. Se, por acréscimo, tivermos de entrar em linha de conta com um remo de governo - que se exige seja forte, porque o Douro, em Portugal, é um rio de montanha - o resultado imediato será um progressivo desenvolvimento e alteamento da popa do barco, além d diferenciação de um estrado para a manobra, o qual chegará a constituir um autêntico castelo de ré se a altura da carga, à frente, assim o exigir."
(Excerto da I Parte)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

28 maio, 2016

SEPULVEDA, Chistovam Ayres de Magalhães - ORGANISAÇÃO MILITAR ARABE NA PENINSULA. Por... Capitão de cavallaria... Lisboa, Imprensa Nacional, 1901. In-4.º (25cm) de137, [1] p. ; [2] f. il. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Pioneiro ensaio sobre a organização militar dos árabes durante o período de dominação da Península Ibérica.
Ilustrada no texto com bonitas capitulares e vários desenhos reproduzindo armas e vestuário de guerra, bem como, duas estampas em extratexto.
Obra dedicada pelo autor ao seu colega Major Garcia Guerreiro.
"A mesma curiosidade em assumptos que, por dever de officio, e natural pendor, versamos, e a mesma orientação no que toca ao criterio e methodo a applicar no estudo da historia, nos levou a dar toda a importancia a um periodo da historia da peninsula hispanica que tanta influencia teve na nossa antiga organisação militar, e tão intimamente se liga com a historia militar portuguesa. É o periodo da dominação dos arabes em todo o territorio peninsular e das luctas que as armas christãs tiveram de sustentar a fim de rehaver para a nossa raça e para a nossa crença o que em má hora perdera, pelo predominio de outras crenças e outras raças. Essas lutas tinham produzido uma tão importante modificação na maneira de ser militar dos dois povos, primeiro em opposição, e mais tarde em intimo contacto e em fusão, que um e outro apresentaram, num periodo largo da historia da peninsula, uma feição caracteristica, cujo estudo se torna indispensavel para comprehendermos bem a nossa organisação militar e a nossa historia guerreira na Idade Media."
(excerto da dedicatória)
"Constituia a guerra para o musulmano uma necessidade, um dever, uma religião.
Era a guerra o instrumento mais poderoso da sua fé; pela guerra dilatára o seu dominio pelo mundo inteiro, e com elle um novo credo religioso dimanado, como a fé christã, dos preceitos fundamentaes da Biblia.
Foi inspirando o espirito do proselytismo, diz Sedillot, que Mohamede se propoz desenvolver o genio militar dos arabes «persuadindo-os de que Deus lhes dava o mundo em partilha»."
(excerto do texto)
Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda (1853-1930). "Tenente-coronel de cavalaria, lente da Escola do Exercito, deputado, governador civil de Bragança e de Coimbra, sócio efectivo da Academia das Ciências, da Academia de História de Madrid, do Instituto de Coimbra, escritor, poeta, jornalista, etc."
(fonte: www.arqnet.pt)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capas levemente oxidadas.
Muito invulgar.
30€