LISBÔA-PORTO : numero unico. Publicado pela Imprensa de Lisboa em beneficio das victimas sobreviventes do incendio do Theatro Baquet. Lisboa, Imprensa de Lisboa, 1888. In-folio (37x48,5cm) de [20] p. ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
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18 julho, 2017
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07 agosto, 2015
MACEDO, Diogo de - SOARES DOS REIS : estudo documentado. Pôrto, Edições Lopes da Silva, 1945. In-4º (23cm) de 166, [10] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Bonita biografia de Soares dos Reis, por muitos considerados, o mais importante escultor português contemporâneo. Impressa em papel de qualidade superior, e muito ilustrada com retratos do artista e múltiplas reproduções de trabalhos seus.
"É suficientemente conhecida a história do desabrochar para a Arte, na vida de Soares dos Reis. Pelo seu pitoresco, ainda que o caso seja vulgar em tantos artistas, tomou essa história o aspecto de lenda. [...]
O miúdo, filho de tendeiro, mal tendo tido tempo para estudos das primeiras letras, dava-se à maluquice de fazer bonecos em barro e santos de pau, nos intervalos do aviamento da freguesia da tenda do pai, onde era marçano. Dêsse jeito a vizinhança era sabedora e apreciadora. E não faltou quem o aplaudisse e interviesse para que o rapazelho tirasse o curso das Belas-Artes, no Pôrto.
O pai do mocinho, porém, precisava dêle e tinha em fraca conta essas habilidades. Não e não!, deixassem-se de coisas, porque o rapaz era seu e não o queria para valdevinices de malas-artes!"
Encadernação editorial inteira de tela com título e autor gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
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1.ª edição.
Bonita biografia de Soares dos Reis, por muitos considerados, o mais importante escultor português contemporâneo. Impressa em papel de qualidade superior, e muito ilustrada com retratos do artista e múltiplas reproduções de trabalhos seus.
"É suficientemente conhecida a história do desabrochar para a Arte, na vida de Soares dos Reis. Pelo seu pitoresco, ainda que o caso seja vulgar em tantos artistas, tomou essa história o aspecto de lenda. [...]
O miúdo, filho de tendeiro, mal tendo tido tempo para estudos das primeiras letras, dava-se à maluquice de fazer bonecos em barro e santos de pau, nos intervalos do aviamento da freguesia da tenda do pai, onde era marçano. Dêsse jeito a vizinhança era sabedora e apreciadora. E não faltou quem o aplaudisse e interviesse para que o rapazelho tirasse o curso das Belas-Artes, no Pôrto.
O pai do mocinho, porém, precisava dêle e tinha em fraca conta essas habilidades. Não e não!, deixassem-se de coisas, porque o rapaz era seu e não o queria para valdevinices de malas-artes!"
Diogo de Macedo (1889-1959). “Escultor, crítico e
historiador de arte português nascido a 22 de novembro de 1889, em Vila Nova de
Gaia, e falecido a 19 de fevereiro de 1959, em Lisboa. Fez o curso da Academia
Portuense de Belas-Artes, onde foi discípulo de Teixeira Lopes, e, entre 1911 e
1926, passou várias temporadas em Paris, na França, tendo frequentado o atelier
do escultor Antoine Bourdelle. A partir de 1926, instalou-se definitivamente no
Porto, onde, entre 1927 e 1932, no seu estúdio, esculpiu os bustos de Antero de
Quental, Sara Afonso, António Boto e Mário Eloy. Mais tarde, entre 1940 e 1942,
fez as estátuas para a Fonte Monumental da Alameda, em Lisboa. A obra de Macedo
passou pelos géneros modernista, expressionista, bourdeliano, clássico e
naturalista. Este artista foi também ilustrador de diversas publicações,
nomeadamente as revistas Contemporânea e Ocidente e o Jornal Diário
de Lisboa. Em 1944, foi nomeado diretor do Museu Nacional de Arte
Contemporânea, cargo que exerceu até à data da sua morte.”
(in infopedia.pt)Encadernação editorial inteira de tela com título e autor gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
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