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09 janeiro, 2026

JUNQUEIRO, Guerra - TRAGEDIA INFANTIL. Lisboa, Typ. de J. H. Verde, 1877. In-8.º (17x11,5 cm) de 33, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta rara e pouco conhecida obra do poeta, sendo uma das primeiras que publicou.

"Dois irmãos: a pequenita
em quatro annos sómente;
É d'uma graça infinita
D'um mimo suprehendente.

O seu corpo, que faria
O desespero de Phidias,
É leve como a alegria,
É doce como as orchidias.

Produzir um corpo tal,
Uma tão divina flor,
Só o vente maternal,
O estatuario do amor.

N'aquella boca graciosa
Não poisa de certo a abelha,
Por saber que não ha rosa
Tão fresca, nem tão vermelha.

Seus grandes olhos rasgados
Com limpidez infantil
Parecem mesmo talhados
No azul das manhãs de Abril."

(Excerto de Ella)

"Elle o rapaz tem tres annos;
Não ha nada mais gracioso
Do que os seus gestos ufanos
E o seu andar orgulhoso,

Quando vae com a irmãsinha,
Como quem leva uma flor;
Ella - a timida andorinha;
Elle - o forte, o protector."

(Excerto de Elle)

Abílio Manuel Guerra Junqueiro (1850-1923). "Poeta e político português, nascido em 1850, em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), e falecido em 1923, em Lisboa, Guerra Junqueiro é entre nós o mais vivo representante de um romantismo social panfletário, influenciado por Vítor Hugo e Voltaire. Oriundo de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical, é destinado à vida eclesiástica, chegando a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868. Licenciou-se em Direito em Coimbra, em 1873, durante um período que coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã. [...] Nos anos oitenta, participa nas reuniões dos Vencidos da Vida, juntamente com Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e António Cândido, entre outros."
(Guerra Junqueiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com acidez no interior, sem a capa frontal. Deve ser encadernado.
Raro.
25€

14 novembro, 2021

REBELO, Joaquim Manuel - A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS NOS CONCELHOS DE TORRE DE MONCORVO E FREIXO DE ESPADA-À-CINTA
. [Vila Real], Núcleo Cultural Municipal de Vila Real, Maio de 1978. In-4.º (23 cm) de 37, [3] p. , il. ; B. Cadernos Culturais - 3
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre o lado supersticioso da religião, aspecto arreigado na alma de um povo crente e devoto, mas respeitador do "sobrenatural". Opúsculo com interesse regional, histórico e etnográfico.
Livro ilustrado no texto com diversas fotogravuras a p.b. e uma partitura: "Encomendação das Almas", da Freguesia de Urros, concelho de Torre de Moncorvo.
Obra impressa em curta tiragem. A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
"A devoção às Almas do Purgatório está profundamente arreigada em Trás-os-Montes e Alto Douro, e é, talvez, «um dos aspectos mais curiosos do culto dos mortos existente no nosso país». «...O que se procura (com esta prática religiosa) é infundir piedade nos vivos pela alma dos mortos, a fim de que se juntem em preces fervorosas, de maneira a alcançarem o perdão de Deus para os pecados dos parentes, amigos, ou conterrâneos falecidos.
O encomendador ou encomendadores são levados pelo sentimento, ou em cumprimento de uma promessa, ou penitência a incitar os vizinhos a rezar pelos mortos, para os aliviar das penas do Purgatório.»"
(Excerto da Introdução)
Índice: Introdução. | Concelho de Tore de Moncorvo: Freguesia e Açoreira; Freguesia e Cabeça-Boa; Freguesia de Cardanha; Freguesia de Carviçais; Freguesia de Castedo e Vilariça; Freguesia de Felgar; Freguesia de Felgueiras; Freguesia de Larinho; Freguesia e Lousa; Freguesia de Maçores; Freguesia e Peredo dos Castelhanos; Freguesi de Mós; Freguesia de Souto da Velha; Freguesia de Urros; Outras freguesias. | Concelho de Freixo de Espada-à-Cinta: Freguesia de Fornos; Freguesia de Freixo de Espada-à-Cinta; Freguesia de Lagoaça; Freguesia de Ligares; Freguesia de Masouco; Freguesia de Poiares.
Joaquim Manuel Rebelo (1922-1995). "Natural de Vila Nova de Foz Coa, capelão do Internato Francisco Meireles e professor da Escola Secundária de Moncorvo. Sócio da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (Porto) e da Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa)."
(Retirado do verso da f. rosto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
35€
Reservado

18 fevereiro, 2017

TEIXEIRA, Padre Manuel - A GRUTA DE CAMÕES EM MACAU. Edição especialmente feita para ser apresentada junto à Gruta durante o Colóquio "Homenagem a Luís de Camões - poeta universal", da Organização Mundial de Poetas. Macau, Junho de 1999. Macau, Fundação Macau : Instituto Internacional de Macau, 1999. In-4.º (27cm) de [2], V, [1], 226, [2] p. ; B.
Tiragem: 1500 exemplares.
"O texto agora reeditado, - fruto da recolha amorosa do Padre Manuel Teixeira e da sua alta sensibilidade pátria, - é a completa história daquele lugar sagrado da Lusitanidade, e tanto assim da Universalidade, e dos testemunhos que o seu carisma foi inspirando ao longo dos séculos.
Apenas lhe faltará este, agora acrescentado em meio de 1999: "Luís de Camões, Poeta Universal, Homenagem da Organização Mundial de Poetas". [...]
porque uma das muitas glórias de Macau é ter acolhido à sua sombra uma das maiores vozes da Poesia de todos os tempos e desta geração humana."
(excerto da Nota dos editores)
Índice Geral:
Nota dos editores. Duas palavras.
I Parte - História da Gruta de Camões. II Parte - Antologia sobre a Gruta.
Padre Manuel Teixeira (Freixo-de-Espada-à-Cinta, 1912 - Chaves, 2003). Historiador e sacerdote português. Viveu a maior parte da sua vida em Macau. “O valor do seu trabalho histórico e historiográfico, não deixa ninguém indiferente, tal a sua magnitude e pluralismo temático. Dificilmente se lobriga um palmo da história de Macau onde ele não tenha tocado, salvo um documento, cerzido uma teoria, aventada uma hipótese, recolhido um testemunho ou valorizado o papel da Igreja. Sem esquecer que escreveu imensa Poesia, boa parte dela editada no ‘Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau’, onde refulgem temas místicos e apologéticos. Escreveu na imprensa (por exemplo, no "Macau Hoje" ou na "Gazeta Macaense") inúmeros textos autobiográficos e memorialísticos.
Foi uma figura inconfundível em Macau, um autêntico mito. Conservador, nacionalista, apaixonado pela História e pela vocação imperial de Portugal, o Padre Teixeira acumulou distinções e amizades, sem perder a coerência nas convicções, a rudeza fraterna de um transmontano de gema e a simplicidade no modo de ser e de estar. Aportou a Macau no longínquo ano de 1924, a bordo do paquete “D’Artagnan”, para prosseguir estudos no Seminário de S. José. Tinha doze anos de idade esta criança que saiu de Freixo-de-Espada-à-Cinta, rumo à China, a Macau. Ordenado sacerdote por D. José da Costa Nunes, celebra a sua primeira missa em 1934, na Igreja de São Domingos. Foi o início de uma longa e multifacetada carreira religiosa. Fora de Macau, foi colocado como Superior e Vigário-Geral das Missões Portuguesas em Malaca e Singapura, entre 1946 e 1962. Em paralelo com o seu múnus religioso emerge a sua paixão pela História. Esquadrinhou de lés a lés a história de Macau e a história de presença de Portugal no extremo oriente, salvando fontes documentais, delineando biografias, acolhendo legados, reconstituindo documentos, recolhendo fotografias, entrevistando protagonistas ou acumulando um enorme epistolário.”
(fonte: macauantigo.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

20 novembro, 2016

TABORDA, Joaquim Augusto Ramos - FREIXO DE ESPADA À CINTA : monografia. [S.l.], S. N. I., 1948. In-8.º (16,5cm) de [2], 108, [10] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a histórica vila transmontana. Totalmente impressa sobre papel couché; muito ilustrada no texto com desenhos a cores e fotografias a p.b., e uma planta topográfica do concelho.
"Perde-se na noite dos tempos a origem da vila.
Há, no entanto, historiadores que localizam, por alturas da actual, os Narbassos, povo ibérico pré-romano, mencionado por Ptolomeu, vizinhos dos Vaceus, os quais habitavam em terras de de Mirando do Douro, segundo diz Resende.
Há vestígios de antigas habitações perto, a noroeste da vila, em Santa Luzia, na direcção daquelas terras de Miranda, que não ficam muito longe, podendo bem serem considerados os respectivos habitantes seus vizinhos, e dai, portanto, também legítimo concluir que a vila, a povoação, já existia naquele local anteriormente ao domínio romano, e talvez à era cristã, explicando-se a transferência para o local onde se encontra, junto do castelo, logo que este foi construído, para melhor se proteger em caso de agressão ou invasão (como sucedeu a tantas povoações fronteiriças).
E não nos parece desacertado atribuir a construção deste aos romanos, ou pelo menos aos árabes, como procuraremos demonstrar ao descrevê-lo, visto que há provas documentais da sua existência já no tempo de D. Afonso Henriques.
É lógico, portanto, considerar Freixo de Espada à Cinta anterior, e muito, à fundação da nacionalidade, e tanto que no foral daquele rei, dado em 1152, a este Freixo, (e não ao da Serra, como erradamente diz A. Herculano, e adiante demonstraremos), já se prescrevem penalidades pecuniárias e em géneros para o castelo."
(excerto de Origem - Etimologia)
Matérias:
- Planta topográfica do concelho. - Situação. - Origem – Etimologia. - Descrição. - Castelo. - Torre. - Pelourinho. - Forca. - Igreja-Sé. - Museu de Grão Vasco. - Forais. - Privilégios e Mercês. - Domus Municipalis. - Heráldica de domínio. - Heráldica particular. - Diversos desportos. - Condições climatéricas. - Alojamentos. - Especialidades regionais. - Hidrologia. - Costumes – Curiosidades. - Passeios – Campismo. - Caça. - Pesca. - Vias de comunicação e transportes. - Agricultura. - Sericicultura. - Pecuária. - Minas. - Instrução. - Vida religiosa. - Encomendar as almas – Endoenças. - Misericórdia – Hospital. - Convento de S. Filipe de Nery.
Joaquim Augusto Ramos Taborda (1874-?). “Nasceu em Freixo de Espada à Cinta, em 24.8.1874. Foi funcionário público e publicista. Foi Secretário de Finanças e chefiou as repartições do 1.° e 7.° bairros Fiscais de Lisboa. Foi duas vezes promovido por distinção. Publicou: Castelos Portugueses, Monografia de Freixo de Espada à Cinta (Edição do SNI), Código do Imposto sobre Sucessões, doações e sisas. Colaborou na revista de Trás os Montes e Alto Douro.”
(fonte: www.dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível