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18 janeiro, 2025

JOBIM, José -
A VERDADE SOBRE SALAZAR.
(Entrevistas concedidas em Paris pelo Sr. Affonso Costa, ex-presidente da Liga das Nações e antigo primeiro-ministro de Portugal). Prefacio de Danton Jobim. Rio, Calvino Filho, editor, 1934. In-8.º (19x12,5 cm) de 141, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para história da política portuguesa nos alvores do Estado Novo, protagonizado por Afonso Costa - figura de proa da 1.ª República - que através de um conjunto de entrevistas concedidas a partir do exílio a um jornalista brasileiro, dá conta do seu "incómodo" com a situação vigente no país.
"Não sou amigo nem partidario do Sr. Affonso Costa. Reporter brasileiro, correspondente de jornaes brasileiros, não desejo immiscuir-me nos negocios internos de Portugal. Colhi, entretanto, um grande e expressivo depoimento sobre o momento politico portuguez. O ex-primeiro ministro e antigo presidente da Liga das Nações supportou durante annos o assédio que lhe movi. Não queria falar a estrangeiros sobre seu paiz. Ao fim de trez annos, capitulou. O que não obtivera a habilidade do jornalista conseguiu o odio contra a dictadura militar que, atacando-o, lhe nega o direito de defesa. E o Sr. Affonso Costa falou-me, concedendo a sua entrevista mais sensacional. Este livro é uma resposta ao "Salazar" do Sr. Antonio Ferro. Deveria compol-o um portuguez. Mas o estado totalitario do Doutor Salazar, pela sua propria estructura e finalidade, se attribue em Portugal o dominio absoluto dos prélos e das consciencias. Além do mais, a dictadura portugueza mantém um amplo e bem organisado serviço de propaganda entre nós. Creio, pois, que se deve conceder o direito de trazer ao publico brasileiro "a voz do outro sino"."
(Introdução)
"Neste livro o sr. Affonso Costa renova a sua velha crença nos destinos da democracia.
Si eu tivesse de tratar da personalidade politica do ex-primeiro ministro portuguez antes de ter deante dos olhos a série de entrevistas que ahi está, não o chamaria pura e simplesmente um democrata. Democrata e democracia são, em nosso tempo, expressões vagas, imprecisas, e, por isso, incolores, tão amplo o sentido que as conveniencias partidarias lhe emprestaram, sobretudo nas nossas jovens republicas da America Latina, e tão numerosos e evidentes têm sido os contrabandos de idéas e interesses sob esses rotulos honestos.
Recordando o seu passado republicano e as idéas que elle sustentou, teriamos preferido situal-o entre os authenticos jacobinos, cuja caracteristica fundamental é o culto da autoridade soberana do Estado, a necessidade da submissão de todos á lei, que emana da vontade popular, expressa através da igualdade politica, sem que se attenda ás differenciações de ordem economica e social. [...]
O estatismo exagerado que caracteriza a nossa época é levado a suffocar as liberdades individuaes. O sr. Salazar repete as variações do sr. Mussolini sobre as relações entre  liberdade e autoridade, que, aliás, em si, não têm nada de novo.
As theorizações fascistas, o esforço pela creação de uma physionomia propria para o fascismo, estão consubstanciadas na exposição doutrinaria redigida pelo Duce para a Encyclopedia Italiana:
"Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fóra do Estado". (Discurso no Scala de Milão). [...]
O sr. Oliveira Salazar é partidario intransigente desse estaismo fascista. Sob a sua immediata direcção organiza-se em Portugal um movimento corporativista, nos moldes do syndicalismo burocratico italiano. Mas haverá consições, na republica portugueza, para a victoria desse movimento? E a dictadura militar qu governa o paiz será capaz dessa tarefa? Eis uma these interessante e opportuna que aos pensadores e homens de estado portuguezes, que conhecem de parto a situação politico-social do paiz, incumbe responder."
(Excerto do Prefacio)
"O Hotel Vernet, situado na rua do mesmo nome, que atravessa os Champs Elysées na altura de Georges V, é um dos mais curiosos de Paris. Ali se hospedam estrangeiros apenas. É um hotel caro e familiar. Ha antigos presidentes e mesmo reis dos paizes mais remotos. [...]
O Sr. Affonso Costa não me faz esperar cinco minutos. Entra com um sorriso nos labios. É um homem baixo, forte, elegante, com os cabellos grisalhos e a pêra - a mais famosa pêra de Portugal - quasi alva. Parece ter apenas quarenta annos. E tem mais de sessenta. Respira saude e energia. E quando fala, ao sorrir faz com que a gente se lembre logo de Mefistopheles, tal a expressão maliciosa, viva, intelligente de sua mascara. Ha mesmo sarcasmo e força nessa mascara.
- "Uma entrevista? diz-me. Pois, seja! Mas quero que note em que condições especiaes e excepcionaes lh'a vou dar. Tenho sempre hesitação e melindre em contar a estrangeiros o que se passa de desagradavel e de injusto no meu paiz. O meu orgulho pessoal e de portuguez não me permitte solicitar apoio ou solidariedade a estranhos e muito menos fazer-lhes queixas."
(Excerto da Entrevista)
José Pinheiro Jobim (Ibitinga, 1909 – Rio de Janeiro, 1979). "Foi um economista e diplomata brasileiro, morto político da ditadura militar brasileira. Trabalhou primeiramente como jornalista, tendo sido revisor e redator de "A Manhã", do Rio de Janeiro, e redator do "Diário de Notícias" de Porto Alegre. Contratado pela Agência Meridional dos Diários Associados, foi redator de "O Jornal" e seu enviado especial à Europa. Entre 1930 e 1936 viajou também à URSS, Ásia e África. Iniciou sua carreira diplomática em 1938, atuando como cônsul de terceira classe, no mesmo ano foi designado vice-cônsul em Yokohama, no Japão. Entre 1938 e 1941, de volta ao Brasil, serviu na Secretaria do Comércio Exterior. Em 1941 foi transferido para Nova Iorque, ainda no posto de vice-cônsul. Promovido a cônsul de segunda classe em 1942, permaneceria em Nova Iorque até 1943 como cônsul adjunto. Desde sua promoção a ministro de primeira classe, em 1959, ocupou o posto de embaixador do Brasil no Equador, de 1959 a 1962, na Colômbia e na Jamaica cumulativamente, de 1965 a 1966, na Argélia, de 1966 a 1968, e no Vaticano e Malta, de 1968 a 1973. Ao se aposentar do Itamaraty, em 1975, estava à frente da representação brasileira no Marrocos, onde chegara em 1973. Fundou com seus filhos a Editora Brasília Rio.
Em 15 de março de 1979, o embaixador, já aposentado, foi à Brasília, onde tomou posse o ditador João Batista Figueiredo e, com ele, o chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, amigo de José Jobim. Durante a cerimônia, Jobim comentou com alguns amigos que estava escrevendo um livro de suas memórias, inclusive detalhes sobre o superfaturamento do governo na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que custou dez vezes o valor orçado, totalizando cerca de US$ 30 bilhões. Uma semana depois, no dia 22 de março, Jobim já estava de volta ao Rio de Janeiro e, logo depois do almoço, saiu de sua casa para encontrar um amigo. Seu corpo foi encontrado por um gari dois dias depois do sequestro, a menos de 1 quilômetro da Ponte da Joatinga. Ele estava pendurado pelo pescoço em uma corda de náilon em um galho de uma árvore pequena. Assim como as do jornalista Vladimir Herzog, seus pés, com as pernas curvadas, tocavam o chão, levantando suspeitas sobre a hipótese de suicídio. Seis anos depois, a promotora Telma Musse reconheceu que houve homicídio, mas considerou o caso insolúvel e pediu o arquivamento."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Aparado. Com falhas de pele na lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
45€

24 maio, 2024

BRANDÃO, Fernando de Castro -
SALAZAR : uma bibliografia passiva
. [S.l.], Edição do Autor, 2008. In-4.º (23x16 cm) de 126, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio bibliográfico sobre António de Oliveira Salazara, o controverso Presidente do Conselho e figura maior do Estado Novo.
"O interesse crescente pelo Estado Novo, nomeadamente pelo seu mentor, António de Oliveira Salazar, é uma inelutável realidade.
Após os anos negros de verdadeiro "obscurantismo", que se seguiram ao golpe militar do 25 de Abril de 1974, quanto a estas matérias respeitou, eis que se inicia o retorno a um desejável equilíbrio.
O distanciamento de mais de três décadas, baixa a poeira que o Estado autoritário havia levantado. O acesso livre, ou quase, a fontes documentais de grande importância, têm permitido a realização de estudos do maior interesse. [...]
Para bem ou para mal o País viveu "habitualmente", como desejava o Chefe do Governo.
A História se encarregará de analisar, criteriosamente, meio século de vida dos portugueses. Mas, até esse julgamento, muito haverá ainda por fazer. Apresenta-se ciclópica a tarefa, para aqueles que a empreendem. Há domínios de tamanha complexidade, que desvendar os seus meandros exigirá árdua investigação, probidade e paciência.
A historiografia portuguesa representa, quiçã, um dos domínios da cultura que mais beneficiou com o restabelecimento da liberdade de expressão. Por isso, não temos dúvidas que, de ano para ano, se multiplicarão os estudos sobre a figura e a obra, daquele que foi um estadista, na verdadeira acepção da palavra: Oliveira Salazar."
(Excerto de Apresentação)
Índice:
Apresentação | Bibliografia | Adenda - Artigos de imprensa | Autores citados.
Fernando de Castro Brandão (n. 1943). "Licenciou-se em História na Faculdade de Letras e foi assistente do Prof. Jorge Borges de Macedo durante dois anos. Ingressou na carreira diplomática em 1973 e o seu primeiro posto no estrangeiro foi em Porto Alegre (Brasil), até 1979. Serviu no México e no Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, a partir de julho de 1983. Foi depois destacado para o cargo de Cônsul-Geral em Boston, EUA, e em Luanda; e para embaixador em Islamabad e Caracas. Em 2002 foi nomeado Presidente do Instituto Diplomático, cargo que desempenhou até ser colocado na Embaixada em Praga. Em 2007 foi feito Embaixador "full-rank", atingindo o limite de idade no exterior em novembro do ano seguinte."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

25 agosto, 2022

NINGUEM, Dum Zé (Rutra Ojêres) - EPOPEIA CAMONIANA MODERNA DE PORTUGAL DE SALAZAR NA GUERRA. [S.l.], [s.n. - Comp. na Editorial do Povo, Lisboa], [1946]. In-8.º (18,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
«Aos que não puderam ainda fazer-nos justiça, nem às intenções nem aos actos, eu aconselharia se regozijem ao menos com os resultados e deixem à História o julgamento definitivo».
Salazar
Curioso opúsculo de índole patriótica da autoria de Artur de Go Curioso 
uveia Serejo que assina a obra com o anagrama «Ruta Ojêres».
"Folheto profetal, metafísico, altruístico, patriótico, místico, reformador e oportuno nesta hora faminta e inquieta de todo o Mundo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

12 janeiro, 2022

SALAZAR. Pensamento e doutrina política. Textos antológicos. Organização e prefácio de Mendo Castro Henriques e Gonçalo de Sampaio Melo. [Lisboa : São Paulo], Verbo, 1989. In-8.º (21 cm) de 422, [8] p. ; B.
1.ª edição.
Na capa: Óleo de Dórdio Gomes (colecção particular).
Edição comemorativa do Iº centenário do nascimento do Doutor António de Oliveira Salazar, 1889-1989.
"A Revolução de 28 de Maio poderia ter sido mais uma de outras na história contemporânea de Portugal. Expulsos os políticos que feriam o País, desentendiam-se os militares ao exercerem funções à margem da sua vocação. A história de muitas revoluções. Foi então chamado de Coimbra, onde regia a cátedra de Finanças, um professor ao tempo alheado da política activa mas já conhecido pela recomendação de hábeis medidas económicas e pela defesa pública do ideário da democracia cristã."
(excerto do prefácio, Um Homem e um Regime)
Índice:
PARTE I - Identificação: 1 - O Homem. 2 - Portugal. a) A Nação. b) O Povo. 3 - Civilização. PARTE II - Política Interna
Princípios Gerais. 1 - 1908-1928 (Juvenília). 2 - 1928-1934. 3 - 1934-1945. 4 - 1945-1951. 5 - 1951-1968. PARTE III - Portugal no Mundo
1 - Política Ultramarina. a) Princípios Gerais. b) A Questão de Timor. c) A Questão da Índia. d) A Questão Africana. 2 - Política Externa. a) Princípios Gerais. b) As Grandes Crises: Guerra de Espanha; II Guerra Mundial. c) Os Novos Tempos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

15 janeiro, 2021

TAVEIRA, Miguel – POR PORTUGAL : DE SANTO ANTÓNIO A OLIVEIRA SALAZAR. Pérolas para Porcos. Lisboa, Fernando Pereira-Editor, [1980]. In-4.º (24 cm) de 301, [3] p. ; E.
1.ª edição. 
"Aos traidores para que não tenham descanso"
(Dedicatória impressa)
Colecção de textos patrióticos retirados dos escritos de insignes figuras da vida nacional e reunidas em volume pelo compliador. Acompanham os textos uma breve biografia dos autores. 
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Miguel Taveira.
"Ontem como hoje, a História ensina-nos que, aos períodos de opulência e bem-estar social, se seguem outros, que deles emergem, em que os princípios basilares de outrora são tidos por bolor ultrapassado, quando não por bacilo nefasto que tem de ser «esterilizado» […] o Estado Novo que, mercê de uma sabotagem urdida do interior do mesmo nos levou, nos dias de hoje, a uma situação política que, à falta de nome próprio, responde por uma data: o 25 de Abril. […] Preferi buscar textos de reconhecidos poetas e prosadores, homens de letras e de ciência, antigos responsáveis pela «cousa pública». Homens, como tal sobejamente conhecidos, que através das suas vidas de portugueses, nos deixaram os seus escritos e ensinamentos."
(Excerto do Prefácio)
Textos da autoria de Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Luís de Camões, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Pe. António Vieira, Anthero de Quental, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, António Botto, Pe. Manuel Bernardes, Barbosa du Bocage, Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Pe. J. Agostinho de Macedo, António Oliveira Salazar, entre outros.
Encadernação editorial com ferros gravados a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

04 dezembro, 2019

A SUA EXCELENCIA O SR. DR. ANTONIO DE OLIVEIRA SALAZAR, ILUSTRE MINISTRO DAS FINANÇAS - As Camaras Municipaes do Paiz. Porto, Litografia Nacional, 1930. In-8.º (18,5 cm) de [28] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia ao então ministro das finanças, António de Oliveira Salazar, que, com a contribuição das restantes câmaras municipais do país (270), permitiram a oferta ao estadista de um relicário, peça de ourivesaria inspirada no Mosteiro da Batalha, executado por Mestre Filipe José Bandeira. O opúsculo inclui um poema dedicado a Salazar - A Pátria registando... - da autoria de Parente de Figueiredo, a lista das câmaras municipais por ordem alfabética e o Livro d'honra, que contém as impressões de conhecidos artistas nortenhos sobre a peça: Teixeira Lopes - João Augusto Ribeiro - Joaquim Costa - Joaquim Lopes.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, ilustrado com o retrato de Salazar, do artista e do relicário e a sua planta.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do mestre-artista ao Dr. Valadão Chagas.
"As Comissões administrativas dos Municipios do Paiz inteiro, depois de terem levado a efeito a memoravel jornada a Lisboa, em 21 de Outubro p. p. perante e em nome da Nação que representavam, a mais sincera e eloquente prova do alto apreço em que, todas elas, teem a preclara inteligência, profundo saber e cristalina honestidade de V. Ex.ª, veem hoje, em complemento dessa grandiosa manifestação, que começou em Lisboa - gloriosa Capital, de tradições muitas vezes seculares - e acaba no Porto - histórica e briosa cidade da Virgem e do Trabalho - depôr nas mãos de V. Ex.ª a maravilha artistica do presente Relicário.
Vai dento dele, na pequena barra de oiro - oiro de Portuguezes - toda a alma de Portugal, numa atitude de eterno reconhecimento a quem soube, num momento histórico de confusão e incerteza, salvá-la, impondo-a, cheia de um novo prestigio, à consideração do mundo.
O Norte e o Sul, confundidos no mesmo pensamento de entusiasmo e gratidão juntam-se, neste momento, dentro dos muros desta cidade Invicta, para num amplexo fremente de amor Pátrio, entregarem a V. Ex.ª Senhor Ministro, o cinzelado Relicário, que perpetuará, pelos tempos fóra, a veneração da nossa Pátria pela intervenção salvadora de V. Ex.ª nos destinos da Terra Portugueza.
Fundiu-se nesse pedaço de oiro, o oiro de todos os cantos de Portugal, cabendo-no a nós, em nome de Ele, como seus lídimos representantes, entregar, assim guardado, o OIRO DE PORTUGUEZES A QUEM TANTO ZELA O OIRO DE PORTUGAL."
(Apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível

19 outubro, 2019

PIRES, José Cardoso - DINOSSAURO EXCELENTISSIMO. Ilustrado por João Abel Manta. [Lisboa,], Arcádia, 1972. In-4.º (24,5 cm) de 93, [3] p. ; [21] f. il. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta obra polémica, satírica, publicada pouco tempo após a morte de Salazar, em pleno período de governo Marcelista.
Impressa em papel encorpado, ilustrada com belíssimas gravuras de João Abel Manta (21), bem como a capa, que também é de sua autoria.
"Dinossauro Excelentíssimo é uma fábula satírica de José Cardoso Pires que retrata a vida de Salazar, a sua ditadura e o Portugal do Estado Novo num tom bastante irónico e amargurado. Carlos Reis designa a fábula de "relato violentamente satírico sobre a figura de Salazar" (verbete José Cardoso Pires, in Biblos, vol. 2, 213).
O livro foi editado pela primeira vez em 1972 pela Editora Arcádia, com ilustrações e capa de João Abel Manta. Embora datado de "Natal de 69 e Março de 71", o autor afirmou em entrevista a Artur Portela Filho, tê-la escrito em 1970. Nesta época José Cardoso Pires encontrava-se em Londres no King's College de Londres a leccionar Literatura Portuguesa e Brasileira. Mais tarde passou a estar incluído nas colectâneas de contos O Burro-em-Pé (1979) e A República dos Corvos (1988). Na referida entrevista, José Cardoso Pires descreve as circunstâncias que permitiram a publicação do livro e lhe deram notoriedade: numa discussão na Assembleia Nacional sobre a liberdade de imprensa, um deputado ultrafascista, Casal Ribeiro, em discussão com Miller Guerra, quis demonstrar a existência de liberdade dando como exemplo a publicação de Dinossauro Excelentíssimo. Depois disso já não seria possível à censura retirar o livro das livrarias nem a PIDE poderia perseguir o seu autor."
(Fonte: wikipédia)
"Supõe-se, está vagamente escrito, que esse imperador veio realmente do nada. Que nasceu algures numa choupana, filho de gente-nada ou pouca-coisa, camponeses ao desabrigo. Que muito possivelmente estudou por cartilhas de aldeia; por catecismos também. Mais: a acreditar nos compêndios das escolas, teria vindo ao mundo iluminado por Deus - e tanto assim que, ainda muito mocinho, fez ciência entre os doutores.
Nessa altura chamava-se Francisco ou Vitorino; Adolfo, talvez Adolfo Hirto; ou Benito Marcolino, Zé Fulgêncio, Sebastião Desejado - não interessa. O que interessa é que quando deram por ele já tinha outro nome: Imperador. Dinossaurus Um, Imperador e Mestre."
(Excerto da Parte Primeira, O homem que veio do nada)
José Cardoso Pires (1925-1998). "Foi jornalista, tendo colaborado em vários jornais e revistas. Iniciou a sua atividade como escritor publicando, em 1949, o livro Os Caminheiros e Outros Contos. Depois seguiram-se, até 1997, ano em que publicou a sua última obra – Lisboa, Livro de Bordo – mais 17 livros, distribuídos por diversos géneros literários – conto, romance, crónica, ensaio, teatro. A sua obra literária não é redutível a uma escola literária definida. Ela coloca-se entre o surrealismo, o neorrealismo, e sofre uma forte influência da linguagem cinematográfica, bem como de alguns escritores norte-americanos, nomeadamente Ernest Hemingway. As suas obras valeram-lhe vários importantes prémios literários nacionais e internacionais, nomeadamente o Prémio da União Latina, o Prémio Dom Dinis, o Grande Prémio APE, o Prémio Pessoa, entre outros. Várias das suas obras foram traduzidas para outras línguas e adaptadas ao cinema e ao teatro. José Cardoso Pires morreu em Lisboa em outubro de 1998, com 73 anos de idade."
(Fonte: https://www.estantedelivros.com/2017/01/novidade-leyartp-dinossauro-excelentissimo-de-jose-cardoso-pires.html)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada, revestida por sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. guarda.
Invulgar.
35€

21 maio, 2019

LEGIÃO EM MARCHA. N.º 110/111 - ANO VII. Director: João Ameal. Março/Abril - 1958. [Lisboa], Gabinete do Presidente da J. C. da Legião Portuguesa, 1958. In-fólio (30x21cm) de 26, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Número especial comemorativo do 30.º aniversário da ascensão de Salazar ao poder, e dos 25 anos da Constituição de 1933, momento que marcaria o início do regime do Estado Novo.
Ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas ao longo do texto.
"Decorreram trinta anos, no passado dia 27 de Abril, que o Sr. Professor Doutor Oliveira Salazar ascendeu ao Governo da Nação.
Em três décadas de notabilíssima acção governativa, através duma jornada de inteira dedicação e sacrifício da sua própria vida, criou uma época nova nos destinos históricos da Casa Lusitana.
O que fez de profundo trabalho na regeneração dum País doente, o que saneou primeiro, para depois robustecer e prestigiar; o que solucionou nas horas perigosas da guerra; o que renovou na personalidade moral e mental da Nação: - fica inesquecível na gratidão de todo o português bem formado. [...]
A Legião Portuguesa «forma» como ala de Salazar. Em volta do seu Chefe, destinada a manter intacta a vitória que lhe devemos, afirma-se como expressão viva da nobre missão de que foi investida: a da consciência moral da Nação."
(Excerto de A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis)
Artigos:
- A obra de Salazar no presente e no futuro. - A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis. - Os 25 anos da Constituição de 1933. - Os Partidos perante a Nação. - A Igreja Vermelha. - Crónica internacional: Para onde vamos? - Um grande marinheiro português: João da Nova. - A obra de cooperação social da Legião. - Depois de "a conversa com Salazar". - Mensagem da Legião Portuguesa a Salazar. - Figuras e lições da História: Dom Teodósio II, sétimo duque de Bragança. - Este sólido bastião ibérico. - A Família no sistema soviético. - A propósito da reunião em Paris do Conselho da O. T. A. N. - Um caso insólito de racismo. - Uma conferência em Aveiro. - Uma conferência do capitão Silva Baptista sobre a Racionalização da Indústria do Pão. - Cinema nacional. - Mobilização permanente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

21 novembro, 2017

SALAZAR, Oliveira - COMO SE LEVANTA UM ESTADO. Prefácio de Jorge Morais. Lisboa, Golden Books, 1977. In-8.º (20,5 cm) de 111, [1] p. ; B.
1.ª edição portuguesa.
"Em 1936, uma editora francesa, [a Flammarion], negociou com António de Oliveira Salazar a publicação de um livro que, resumindo as opções políticas e a acção governativa do Estado Novo, constituísse o «cartão de visita» do pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris, a realizar em 1937. Praticamente desconhecido no nosso país durante décadas, Como se levanta um Estado mantém-se, pelas suas características singulares, uma obra indispensável na análise do fenómeno salazarista e no estudo de um período determinante da História Política nacional."
"Contra-revolucionárias por excelência, a teoria e a figura do doutor Oliveira Salazar voltam a estar na ordem do dia. Chefe do Governo durante 36 anos, o professor de Santa Comba regressa agora, a 9 anos da sua morte e a 3 do fim do Regime que consolidou, aos escaparates das livrarias, às primeiras páginas dos jornais e, o que é sem dúvida mais relevante, às conversas de café e aos desabafos das donas de casa."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio de Jorge Morais. Como se Levanta um Estado. I. Revolução Nacional. II. Princípios de uma Nova Ordem. III. O Estado Novo. IV. A Economia Corporativa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

27 fevereiro, 2016

SALAZAR, António de Oliveira - [DISCURSO NA ÚLTIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA LEGISLATURA DA ASSEMBLEIA NACIONAL, A 28 DE ABRIL DE 1938]. [S.l.], [s.n.], [1938]. In-4.º (25,5cm) de 13 p. ; B.
1.ª edição.
Encerramento da I Legislatura da Assembleia Nacional eleita segundo a Constituição de 1933. O Presidente do Conselho discursa sobre "Realizações de política interna - Problemas de política externa".
Raro discurso de Salazar, impresso sem capas, substituído para o efeito por simples guardas com as faces em branco, sendo o opúsculo impresso logo a partir do verso da guarda inicial, terminando na guarda posterior. O registo da BNP confirma a singeleza da edição.
"Realiza hoje a Assembleia Nacional a última sessão ordinária da primeira legislatura, e com ela finda, salvo o caso de alguma convocação extraordinária, a competência dos primeiros eleitos nos termos da Constituição de 1933. Para ser mais nítido o corte com o passado, mantive-me durante os quatro anos de vida desta Câmara sempre ausente embora nunca desinteressado da sua actividade; mas, ao findar êste ciclo de trabalhos, e em vésperas portanto de nova consulta eleitoral, não me sofreu o ânimo que não viesse vincar com a minha presença a solidariedade dos dois órgãos da soberania e congratular-me com a Câmara pelos resultados obtidos, ao mesmo tempo que agradeço - e sinceramente o faço - a sua patriótica e valiosa colaboração. [...]
Termina êste primeiro período experimental quando acaba também de fazer dez anos desde que a mim mesmo começou a caber-me parte maior ou menor de responsabilidade no govêrno dêste País e na direcção de uma obra a princípio de verdadeira salvação pública e depois felizmente de engrandecimento nacional: só um sentimento de modéstia que pelo seu exagêro poderia ser considerada vaidade me levaria a esquecer ou a fingir esquecer um facto a que aliás se quis dar por várias formas relêvo excepcional."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com mancha de humidade à cabeça, transversal a toda a obra.
Raro.
15€

20 fevereiro, 2016


SALAZAR, António de Oliveira - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 28 p. ; B.
VITAL, Domingos Fésàs - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 31, [1] p. ; B.
PACHECO, Antonio Faria Carneiro - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 31, [1] p. ; B.
COLLAÇO, João Maria Tello de Magalhães - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de VI, 16, [2] p. ; B. 
1.ª edição.
"Em Março de 1919, na sequência de uma sindicância a quatro professores da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Salazar fica impossibilitado de dar aulas juntamente com Carneiro Pacheco, Fezas Vital e Magalhães Colaço, acusados de propaganda monárquica no exercício das suas funções. Como nada tivesse sido apurado foram reconduzidos nas suas funções.
Entretanto Salazar publica a sua defesa sob o título “A Minha Resposta”, tal como os restantes acusados, mas em documentos separados. Formula a sua defesa e conclui: «Tenho dado à Faculdade de Direito de Coimbra toda a minha inteligência, todo o meu trabalho, todo o meu entusiasmo pela educação de uma tão bela parte da mocidade portuguesa. Fui suspenso. Fez-se este inquérito agora. Ninguém atacou a minha honra pessoal, a minha competência profissional, a imparcialidade e rectidão dos meus julgamentos, a correcção do meu procedimento como funcionário. Hei-de orgulhar-me sempre destes meus curtos anos de professor: estou satisfeito. Não sei o que virá depois do inquérito. Eu cá… não quero outra portaria de louvor.»
A 19 de Abril terminou a sindicância e posteriormente foram reintegrados os professores."
(in http://oliveirasalazar.org/download/documentos/biografia)
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Raro.
Conjunto completo.
90€

08 julho, 2015

OLIVEIRA, Carlos d' - UM "MISTÉRIO SOBRENATURAL". Amadora, Edição da "Comunidade Colectiva de Leigos", 1969. In-8º (21cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Surpreendente opúsculo anti-comunista, denota um fervor religioso que roça o esoterismo. O autor reproduz nas suas páginas a «Missão Divina» que por intervenção do Espírito Santo teria de dar conhecimento a Salazar. Após o acidente do Presidente do Conselho, procurou ser recebido pelos médicos que o assistiam, o Dr. Eduardo Coelho e colegas. Sobre a dita "Missão», escreveu, respectivamente, à irmã de Salazar (Marta do Resgate), Marcelo Caetano e Américo Tomás, que aqui são reproduzidas.
"Nos seres humanos, existem diversos descrentes que só acreditam no que existe na Vida Natural, porque as coisas lhe são visíveis. Ignoram a existência das coisas Sobrenaturais, que servem muitas vezes para corrigirem ou solucionarem as deficiências que se produzem na Vida Natural. [...]
Este preâmbulo, vem a propósito do seguinte. Quando após a minha conversão à Fé, verifiquei ter a necessidade de possuir um director espiritual, o falecido Santo Padre Cruz, indicou-me que suplicasse ao Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, para que fosse o meu Director espiritual, ensinando-me uma oração própria para ser atendido. E de facto, na minha súplica fui atendido, pois o Espírito Santo me tem concedido alguns dos seus dons, entre os quais o da Profecia. O meu intelecto é por diversas vezes iluminado pelo Espírito Santo, e recentemente em Julho de 1968, foi-me inspirada uma «Missão Divina», sendo-me recomendado para que efectuasse a sua entrega ao Dr. Oliveira Salazar. Escrevi-lhe uma Mensagem, solicitando-lhe uma audiência para lhe entregar a «Missão Divina». Mas ele ignorou a Mensagem, e foi um dos seus secretários quem em seu nome me respondeu com muita amabilidade, dizendo não ser possível a audiência, em virtude dos seus muitos afazeres como Chefe do Governo. Deus não gostou desta resposta, e permitiu aos seus anjos para que se efectuasse a queda da cadeira e o seu ingresso na Casa de Saúde de Benfica..."
(excerto do preâmbulo)
"Exposição Confidencial - Ex.mo Sr. Dr. António de Oliveira Salazar. Com os meus respeitosos cumprimentos, venho expor a V. Excelência factos inéditos, para os quais na sua leitura e meditação, o vosso esclarecido entendimento melhor os entenderá. [...]
Há já algum tempo que V. Ex.ª efectuou uma declaração muito importante e que bastante agradou a Deus, quando disse: «Através de um Plano de Inteligência o comunismo sairá pelas mesmas portas e janelas por onde entrou, sem ser com bombas, canhões e aviões."
(excerto do Cap. III, Convite Divino)
Matérias:
Preâmbulo. - Cap. I. A Origem do Comunismo Soviético. Cap. II. A Penitência da Mensagem de Fátima. - Cap. III. Convite Divino. - Cap. IV. Um Mistério Sobrenatural. - Cap. V. O Poder de Deus é ignorado. - Cap. VI. A Missão Divina.
Carlos de Oliveira. Utilizou vários pseudónimos, o mais conhecido "Protero", ou "General Protero". Publicou diversos textos apocalípticos: «O continente americano em chamas», «O Perigo Amarelo», «Eu fui comunista...!», «Um general que foi comunista!!!», «Profecias e confissões de um ex-chefe comunista...», entre outros.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Primeira página do capítulo I com rasgão sem perda de papel. Capas apresentam mancha de humidade vertical, junto da lombada.
Invulgar e muito curioso.
A BNP possui apenas um exemplar registado, na Biblioteca João Paulo II (Universidade Católica).
Indisponível

07 maio, 2015

RODRIGUES, Luís Nuno - SALAZAR-KENNEDY : a crise de uma aliança. Lisboa, Editorial Notícias, 2002. In-4.º (23cm) de 343, [1] p. ; il. ; B. Col. Biblioteca de História, 11
1.ª edição.
Ilustrado com fotografias a p.b. de diversos estadistas, entre os quais, Salazar, Kennedy, e Franco Nogueira, e do embarque de tropas portuguesas para as colónias.
"Os anos que corresponderam à administração de John F. Kennedy foram de crise para a aliança luso-americana e representaram o período mais difícil das relações entre Portugal e os Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Na origem dessa crise descortina-se, em grande parte, a alteração da política norte-americana em relação ao colonialismo europeu, em geral, e à «questão colonial» portuguesa, em particular. Por outro lado, esta alteração surge justamente na altura em que eclodem em Angola as revoltas contra o domínio colonial português. Este trabalho demonstra, contudo, que é possível identificar dois momentos claramente distintos na caracterização do relacionamento luso-americano durante a presidência Kennedy.
Primeiramente, ao longo do ano de 1961 e parte de 1962, as relações luso-americanas viveram provavelmente um dos seus piores períodos de sempre; depois, nos meses finais de 1962 e durante 1963, verificou-se uma clara moderação no discurso anticolonialista dos Estados Unidos e uma evidente tentativa de conciliação com as exigências colocadas pelo Governo português tendo em vista a permanência das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, nos Açores."
(apresentação)
"Duas semanas antes de ter sido assassinado, John Fitzgerald Kennedy recebeu na Casa Branca o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Franco Nogueira. Nesse encontro, Nogueira pressionou insistentemente o presidente norte-americano para que este alterasse a política que os Estados Unidos tinham adoptado para com Portugal desde o início da sua presidência, em 1961. Nogueira aludia sobretudo ao modo como os Estados Unidos tinham alterado o seu posicionamento em relação à política colonial portuguesa, desde o momento em que votaram «contra» Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Março de 1961. Kennedy disse entender o ponto de vista de Franco Nogueira e admitiu inclusivamente que na altura não se tinha apercebido da complexidade do problema africano. Contudo, o retorno dos Americanos a uma posição mais «conservadora» em questões coloniais não poderia ser repentino." 
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
10€

04 março, 2014

SANTANA, Emídio – HISTÓRIA DE UM ATENTADO : o atentado a Salazar. [S.l.], Forum, 1976. In-8º (21cm) de 225, [3] p. ; il. ; B.
Ilustrado com fotografias a p.b., plantas e desenhos esquemáticos do atentado a Salazar.
“A história do atentado a Salazar, ocorrido a 4 de Julho de 1937, nunca foi totalmente revelada ao público. A imprensa da época, embora desse o necessário relevo ao atentado, veiculou informações falsas.
Os factos, os autores do atentado e as fotografias então apresentadas estão longe de corresponder à verdade. O regime de Salazar queria fazer crer que o atentado tivera origem numa bem estruturada organização política.
A realidade era muito diferente. […]
Este livro revela o que efectivamente foi o atentado a Salazar. Quem o escreve é Emídio Santana, um dos autores do atentado.
A História de Um Atentado não é só um relato factual. O leitor compreenderá os verdadeiros motivos que levaram um punhado de homens resolutos e quase sem meios a lançarem-se num empreendimentos que, se bem sucedido, poderia ter alterado completamente o curso da história em Portugal.”
(excerto da apresentação)
Emídio Santana (1906-1988). Natural de Lisboa. “Foi um dos mais importantes militantes portugueses do anarcossindicalismo e anarquista. Foi autor de diversos artigos e ensaios sobre o anarcossindicalismo e o mutualismo. Militou nas Juventudes Sindicalistas e foi membro do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, filiado na antiga Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa. No seguimento do golpe militar fascista de 28 de Maio de 1926, desenvolveu uma actividade de resistência contra a ditadura e actividade sindical clandestina. Em 1936, representou a CGT portuguesa no congresso da Confederatión Nacional del Trabajo de Espanha. Em 4 de Julho de 1937 foi um dos autores do atentado a Salazar quando este se deslocava à capela particular do seu amigo Josué Trocado, na Avenida Barbosa du Bocage, n.º 96, em Lisboa, para assistir à missa. Na sequência do atentado, Emídio Santana é procurado pela PIDE e foge para o Reino Unido, onde a polícia inglesa o prende e envia para Portugal onde é condenado a 16 anos de prisão. A partir do fim da ditadura (1974), Emídio Santana retoma a vida militante activa, nomeadamente como director do jornal A Batalha. Em 1985, Emídio Santana escreveu Memórias de um militante anarcossindicalista, livro onde recorda momentos importantes da sua vida de militância política.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

01 janeiro, 2014

ESTRELA, Albano - AS MEMÓRIAS QUE SALAZAR NÃO ESCREVEU. Entre o Amor e a Morte, o Reinado da Política. Porto, Asa, 1999. In-8º (21,5cm) de 122, [4] p. ; B.
Capa de Paulo Bastos, a partir de uma pintura de Ana Viana.
1.ª edição.
"Um amigo meu, que da coisa política tinha o sentido da oportunidade e do humor a mestria, queixava-se de Salazar, no dia seguinte ao da sua morte, por ele não ter deixado escritos íntimos - nem memórias, nem diário. Apenas agendas, com as anotações do dia-a-dia, apenas cartas, que não davam a dimensão da densidade, da complexidade do personagem. E acrescentava que, se esses escritos nunca viessem a aparecer, a Pátria ficaria viúva, duplamente viúva: do homem e da sua alma..."
(excerto da introdução)
Índice:
- Uma Explicação Quase Necessária. - As Minhas Conversas Com Salazar. - A Oculta Força do Afecto. - O Exercício do Poder - Missão e Vocação. - Da Arte do Equílibrio às Artimanhas dos Procederes. - Vinganças, Medos, Invejas: O Lado de Dentro do Acto Político. - O Remorso, Esse Sopro da Morte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€