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04 fevereiro, 2025

VASCONCÉLLOZ, Dr. António Garcia Ribeiro de - O PECCADO ORIGINAL. Discurso pronunciado na Real Capella da Universidade na Festa da Immaculada Conceição a 8 de dezembro de 1895. Pelo... Lente Cathedrático da Faculdade de Theologia, Sócio Effectivo do Instituto de Coimbra e Correspondente da Academia Real de História de Madrid, etc. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1895. In-4.º (25x17 cm) de [2], 20, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Discurso-ensaio de história religiosa subordinada ao tema do "pecado original". Opúsculo raro e muito interessante, não consta das bibliografias do autor consultadas, nem no acervo da Biblioteca Nacional.
Tiragem: 400 exemplares.
"Entre os dogmas catholicos talvez nenhum tenha sido nos últimos tempos atacado mais cruamente do que o peccado original.
Pode lá admtitir-se um dogma, dizem os racionalistas, que é a completa negação do principio da responsabilidade individual, um dogma que affirma sermos cúmplices num acto, que se praticou, quando ainda não éramos nascidos? Poderá acceitar-se a doutrina, que nos mostra a justiça de Deos fazendo expiar a toda a humanidade um peccado commetido pelos primeiros paes, e deleitando-se em atormentar com castigos terriveis, homens innocentes? Em nome da própria religião natural, em nome da sã philosophia, tal doutrina deve ser rejeitada como absurda, cruel e nefasta.
Isto dizem os adversários da verdade revelada; e terám razão, quando assim fallam? Não, senhores. [...]
Deos por um acto de sua omnipotente vontade creou do nada a matéria. Mediante o concurso das causas segundas, operando em conformidade com as leis, que á sua infinita sabedoria aprouve dar á obra creada, formou no decorrer do tempo o universo. O espaço foi povoado de myríadas de astros, e a nossa terra, átomo insignificante perdido na immensidade da obra universal, viu as suas aguas e a sua atmosphera encherem-se de seres vivos, sapientíssima e providentìssimamente distribuidos em grupos, segundo uma economia admiravel.
Então Deos creou o homem, cidadão simultaneamente de dois mundos bem distinctos: o corpóreo e o espiritual."
(Excerto do Discurso)
António Garcia Ribeiro de Vasconcelos (S. Paio de Gramaços, 1860 – Coimbra, 1941). "Doutor em Teologia (1886) e Letras (1916) pela Universidade de Coimbra, sacerdote secular, «liturgista, filólogo, canonista, arqueólogo e historiador», na extensão da lápide evocativa colocada em 1944 na casa onde nasceu, foi uma personalidade vincada da diocese e da Universidade de Coimbra, onde exerceu o magistério entre 1887 e 1930, primeiro na Faculdade de Teologia e, depois da extinção desta, na Faculdade de Letras, onde se jubilou."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/vasconcelos.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Sem registo na BNP.
 
20€

26 novembro, 2023

VASCONCÉLLOZ, Antóno Garcia Ribeiro de -
O MYSTÉRIO DA IMMACULADA CONCEIÇÃO E A UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Memória histórica apresentada ao Congresso Universal Mariano de Roma. Por... Doutor na Sagrada Theologia [...]. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1904. In-4.º (24x16 cm) de 102, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o dogma da Imaculada Conceição e a sua ligação à Universidade de Coimbra, de quem é padroeira, desde a sua fundação até ao presente [1904].
"No dia 8 de Dezembro a Universidade de Coimbra celebra a sua Padroeira, a Senhora da Conceição ou Imaculada Conceição.
A sua história remonta às cortes de 1646, então reunidas em Lisboa, El-Rei D. João IV tomou a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal. Ordenou igualmente que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus."
(Fonte: https://www.uc.pt/capelania/article?key=a-5b9a840a9f)
Obra ilustrada com bonitas capitulares a sépia, o sêlo de D. Raimundo Evrard, que instituiu o culto da Imaculada Conceição em Portugal, e a reprodução das assinaturas de algumas insignes personalidades - religiosas e seculares - ligadas à Universidade de Coimbra.
"Padroeira e Protectora celeste da Universidade de Coimbra, desde longos séculos é a Virgem Santíssima objecto de cultos muito especiais por parte deste insigne Academia. Nomeadamente a devoção ao mystério da Conceição Immaculada da Mão de Deus tem sido sempre um elemento preponderante na vida religiosa desta Escola. Na evolução da doutrina piedosa, hoje elevada a categoria de dogma cathólico, que affirma aquella prerogativa sobrenatural e singular de Maria, este importante Estabelecimento de ensino superior desempenhou um papel notavel. [...]
Em quatro períodos se acha naturalmente dividida a história da nossa Universidade:
O 1.º vai desde a fundação do Estudo geral português, no tempo de el-Rei D. Dinis, até à sua fixação em Lisbôa, no reinado de D. Fernando (1290-1377);
O 2.º decorre até ao estabelecimento definitivo da Universidade em Coimbra, no reinado de D. João III (1377-1537);
O 3.º estende-se até à reforma pombalina, quando reinava D. José (1537-1772);
O 4.º começa em 1772 e continúa na actualidade.
Encontramos em todos este períodos, como passamos a ver, documentos e provas, que indiscutivelmente nos revelam que na Academia conimbrigense sempre, sem interrupção, se professou a doutrina da Conceição Immaculada de Maria Santíssima."
(Excerto do preâmbulo)
António Garcia Ribeiro de Vasconcelos (S. Paio de Gramaços, 1860 - Coimbra, 1941). "Doutor em Teologia (1886) e Letras (1916) pela Universidade de Coimbra, sacerdote secular, «liturgista, filólogo, canonista, arqueólogo e historiador», na extensão da lápide evocativa colocada em 1944 na casa onde nasceu, foi uma personalidade vincada da diocese e da Universidade de Coimbra, onde exerceu o magistério entre 1887 e 1930, primeiro na Faculdade de Teologia e, depois da extinção desta, na Faculdade de Letras, onde se jubilou."
(Fonte: file:///C:/Users/aassm/Downloads/vasconcelos.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas de acidez.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível

02 outubro, 2016

VASCONCÉLLOZ, Prof. Dr. António de - REAL CAPELLA DA UNIVERSIDADE. (Alguns apontamentos e notas para a sua história). Coimbra, Imprensa da Universidade, 1908. In-4.º (24 cm) de 263, [1] p. ; [3] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição de prestígio sobre a capela da Universidade de Coimbra, totalmente impressa sobre papel couché. Ilustrada no texto com bonitas capitulares, desenhos em várias cores e fotogravuras, e com três estampas em separado.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"O presente opúsculo não foi escrito com pretensões literárias, nem tampouco houve o intuito de nelle se produzir um trabalho histórico definitivo. Nada disso.
No desempenho do seu cargo de director do archivo de Universidade, o obscuro autor destas linhas tem ali encontrado bastantes referências e documentos desconhecidos, relativos à real capella universitária. Encarregado por outro lado, ha seis annos, da direcção da mesma real capella, tem tomado conhecimento dos serviços, do pessoal e do material deste estabelecimento, e ao mesmo tempo tem recolhido interessantes tradições, prestes a perderem-se."
(excerto do preâmbulo)
"Remonta aos inícios da nacionalidade portuguêsa a fundação da capella real de S. Miguel nos paços da Alcáçova em Coímbra. Assentando nesta cidade a sua residéncia habitual, el-rei D. Affonso Henríquez erigiu no seu próprio palácio uma capella, onde quotidianamente se celebrasse o Sacrifício eucarístico, e se recitassem privadamente as horas canónicas, para satisfação da piedade de el-rei e da régia família."
(Excerto da Cap. I, A capella real de S. Miguel em Coimbra)
Índice
:
I - A capella real de S. Miguel de Coimbra. II - Edifício e objectos de culto. III - Actos do culto. IV - Pessoal e seus vencimentos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada frágeis, com defeitos. Apresenta mancha de humidade antiga, na parte inferior do livro (sem afectar a mancha tipográfica), transversal a toda a obra.
Raro.
Indisponível