Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus Cristo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus Cristo. Mostrar todas as mensagens

17 setembro, 2026

SILVA, Luiz Augusto Rebello da -
FASTOS DA IGREJA : Historia da Vida dos Santos, Ornamentos do Christianismo.
Por... Com auctorisação e censura do Patriarchado. I [e II]. Vida de Jesus Christo. [Lisboa], Typ. do Panorama, 1854 e Lisboa, Em Casa de A. J. F. Lopes, 1855. 2 vols in-8.º (20x13 cm) de 244 p. ; [1] f. il. ; il. (I) e 312, [2] p. (II) ; E. num único tomo.
1.ª edição.
Fastos da Igreja: História da Vida dos Santos e Ornamentos do Cristianismo é uma obra do escritor e historiador português Luís Augusto Rebelo da Silva em dois volumes, publicada originalmente em Lisboa, em 1854-55. O plano inicial da obra não foi cumprido, tendo sido publicados apenas dois tomos que continham a introdução geral e a vida de Jesus Cristo.
O primeiro volume encontra-se ilustrado com bonitos desenhos, capitulares e vinhetas tipográficas no texto, e uma estampa aberta em metal da Adoração do Menino em separado.
"Sessenta e tres annos antes da era christã divulgou se na capital do imperio uma prophecia, assegurando estar para nascer o rei do povo romano. Esta persuasão dos sabios e do povo é attestada pelos escriptores do seculo de Augusto e da epocha immediata.
Nos largos dominios conquistados pelas armas da republica, e pacificados pelo herdeiro de Cesar, a esperança, de toda a parte procura o berço do Messias.
As nações separadas da communhão hebraica sempre conservam, mais ou menos confusa, a memoria da queda do primeiro homem, e acreditam no dogma da expiação. A vinda do Mediador, filho de uma Virgem, enviado para reconciliar os homens, é annunciada pelos Brahmines, pelos Magos, e pelos Bonzos. A idéa da redempção domina as civilisações antigas, e circula por quasi todas as seitas. Antes de Jesus baixar ao mundo já ella tinha atravessado o Jordão, o Euphrates, o Indus, e os oceanos, visitando nas azas invisiveis da Providencia as diversas raças e as regiões remotas"
(Excerto do Livro Primeiro, Capitulo Primeiro)
Luís Augusto Rebelo da Silva (1822-1871). "Nasceu em Lisboa a 2 de abril de 1822 e faleceu na mesma cidade a 19 de setembro de 1871. Foi um jornalista, historiador, romancista e político. Enquanto escritor e historiador, produziu uma quantidade significativa de textos, que publicou sobretudo na imprensa da época e depois reuniu em cerca de 40 volumes. Foi aluno da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, embora não se tendo chegado a formar. Tendo-se dedicado, como autodidata, aos estudos das Humanidades, e particularmente da História, foi depois professor desta disciplina no Curso Superior de Letras, ao qual chegou a presidir. De 1843 a 1865 colaborou em vários periódicos: como O Cosmorama Literário, Revista Universal Lisbonense, Época, Panorama, Revista Peninsular, Anais das Ciências e Letras, Arquivo Pitoresco, Arquivo Universal, Revista Contemporânea; em 1845 passa a redator do Diário do Governo e é nomeado oficial ordinário do Conselho de Estado, tornando-se secretário interino do mesmo conselho em 1849. Teve carreira política como deputado, par do Reino e ministro."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20343)
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
45€

09 junho, 2024

COELHO, Leonardo de Sousa -
REVISÃO DO PROCESSO DE JESUS DE NAZARÉ NO SUPREMO TRIBUNAL DE APELAÇÃO DO SÉCULO VINTE.
[Por]... Assessor Jurídico Comunitário. [S.l.], Edição do Autor, 1990. In-fólio (30x21 cm) de 92, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Processo de Jesus de Nazaré. "Repetição" do julgamento de Jesus Cristo à luz do estudo interpretativo e novas provas e "evidências" apuradas pelo autor.
Obra algo insólita, rara, curiosa e muito interessante.
Exemplar valorizado pela dedicatória de Leonardo Coelho ao livreiro Eduardo Antunes Martinho.
"Com o objectivo de encontrar detalhas dispersos e novos elementos de capital importância para, juridicamente, garantir o êxito de uma revisão às causas e motivos que levaram Jesus de Nazaré à morte afrontosa no Golgóta, para além de outros pormenores, até agora passados despercebidos ou ignorados, que contribuíram para o vergonhoso fim daquele cidadão judaico, encetámos um árduo trabalho de muitos anos, durante os quais nos esclarecemos, consultando velhos manuscritos, que relatam de maneira inequívoca os mais variados acontecimentos, Códigos e Tratados e outras diversas obras de Direito Penal, legadas à posteridade por grandes mestres mundiais desta matéria.
Ao longo da nossa investigação interrogámos tradições, as mais variadas, analisámos sistemas judiciais, empenhámo-nos em conhecer as primitivas Leis e princípios forenses de outros povos e estudámos em pormenor, os documentos histórico-jurídicos que, sobre este assunto, colocaram à nossa disposição nos diversos locais por onde andámos a examinar arquivos e consultar bibliotecas.
De todos esses trabalhos nos socorremos para levar a efeito a reabertura do Processo, Arquivado há Dois Mil Anos, de forma a que o Supremo Tribunal de Apelação do Século Vinte possa, novamente, apreciar a matéria de facto, os quesitos e as provas que motivaram aquela vergonhosa e humilhante Sentença.
Também, com o objectivo de conhecer a verdadeira dimensão dos propósitos de todos aqueles que, directa ou indirectamente, participaram na conjuntura político-religiosa surgida na província romana da Judeia durante a governação do Procurador Pôncio Pilatos, não deixámos de fazer um cuidadoso exame ao carácter, feitio moral, sentimentos e mentalidade de cada um dos intervenientes nos factos passados há Vinte Séculos.
No entanto, entendemos ser um dever de consciência esclarecer todos os interessados neste novo Julgamento, que em nenhum documento examinado, e foram muitos, encontrámos qualquer referência, a mais pequena sequer, ao repúdio da multidão anónima, pelo seu compatriota.
Pelo contrário, todos eles são unânimes em afirmar que Jesus de Nazaré entusiasmava, com a doçura e o conforto da sua palavra, a mole imensa de gente que sempre o seguiu durante aqueles anos ao longo dos quais desenvolveu uma intensa e aliciante actividade pública."
(Nota de abertura)
"Para conservar a sua independência, o Supremo Tribunal de Apelação do Século Vinte vai efectuar este Julgamento póstumo dentro de parâmetros adequados às determinantes do acontecimento ocorrido há Dois Mil Anos, mantendo, por isso, uma conduta que não se identifica com qualquer das pragmáticas jurídicas ou canónicas estabelecidas por este ou aquele poder contemporâneo.
Do mesmo modo, Magistrados e Advogados, para se manterem à margem de quaisquer influências, não vão subordinar as suas intervenções às doutrinas da clássica Jurisprudência Internacional, muito embora os debates e alegações obedeçam a regras através das quais se discutirá não só, se houve violação do Código Penal Romano no Pretório, como também a maneira como foi aplicada a Lei Moisaica no Sinédrio, para além de uma análise ao comportamento humano e todos os intervenientes no pleito, face às disposições legais em vigor, na altura do primeiro Julgamento.
Do mesmo modo, quaisquer referências que se possam fazer, durante os debates e nas alegações, aos conceitos de Direito Penal interpretados por grandes criminalistas, ao longo dos tempos, são a prova inequívoca da convicção com que, certamente, irão falar todos os participantes da Causa em Juízo, com o objectivo de justificar e defender, cada um por si, os actos registados no Processo."
(Um esclarecimento)
Índice:
Nota de abertura | O Recurso | Um esclarecimento | Início da Audiência | Apreciação dos Factos | O Processo | Conduta do Sinédrio | Apreciação do Comportamento do Magistrado Romano | Processo Religioso Diante do Sinédrio | Processo no Tribunal Romano | Alegações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
45€

18 fevereiro, 2024

MONTALEGRE, Duarte de - CRISTO NO PENSAMENTO MODERNO. Braga, Editorial Nós, 1945. In-8.º (19,5x12,5 cm) de CXXXVII, [6] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio, um dos primeiros, de "Duarte Montalegre", pseudónimo do Prof. José Vitorino de Pina Martins, sobre a influência de Jesus Cristo no pensamento moderno, sendo estabelecida a comparação entre este e outros credos, religiões e teses filosóficas.
Livro ilustrado em folha separado do texto com um retrato de Jesus: Cabeça de Cristo (Óleo de João de Castro Nunes).
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Maria Madelena, "colega muito distinta".
"Todo o cristão sente algum dia, dentro de si, o desejo veemente de se ocupar da pessoa divina de Jesus, e, principalmente, da sua natureza humana. Dir-se-ia que é inerente à própria condição da nossa fé, êste anseio que nasce dentro de nós, e que apenas termina quando seca, no nosso peito, a fonte da vida. Mas êle é inerente, ainda, à mesma estrutura psicológica do homem: em todos os tempos houve quem se dedicasse ao estudo da vida e da pessoa de Cristo, e êste estudo foi realizado, muitas e muitas vezes, por espíritos alheios à mensagem religiosa do Mestre ou até seus adversários decididos."
(Excerto do Ensaio)
José Vitorino de Pina Martins (Penalva de Alva, 1920 - Lisboa, 2010). "Foi um filólogo e investigador português, estudioso da cultura portuguesa e europeia do Renascimento, autor de mais de duas centenas de estudos históricos e bibliográficos em português, francês, italiano e inglês, publicados desde 1960. Cultivou também a ficção e o memorialismo."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

18 outubro, 2022

MARTINS, Prof. Dr. António Augusto Vellasco - A REVELAÇÃO DE JESUS-CRISTO NA SUA MORTALHA
(o Santo Sudário de Turim)
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na imprensa Lucas & C.ª - Lisboa], 1940. In-4.º (23,5 cm) de 50, [2] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Acção Médica : Fasc. XVI - Abril de 1940.
Curioso estudo histórico e clínico do Santo Sudário de Turim, organizado e desenvolvido sob o ponto de vista de um médico-crente.
Livro muito ilustrado no texto com fotogravuras e desenhos esquemáticos do Sudário e da posição de Jesus na cruz, e em separado, com duas estampas: Positivo fotográfico do Sudário (rôsto) - Negativo visual do rôsto e Negativo fotográfico do Sudário (rôsto) - Positivo visual.
"Há vinte séculos, na Palestina, no alto dum pequeno montículo em frente a Jerusalém, expirava na cruz, entre dois outros supliciados, Aquêle que descera à terra com uma doutrina de perdão e morria pedindo perdão pelos seus algozes: «Perdoa-lhes, Pai, que não sabem o que fazem!»  Vinte séculos há que o Evangelho, a Mensagem de Paz, soou na Palestina, e levada depois pelos testemunhos dos Verbo, pelos Apóstolos, se espalhou pelo mundo; dois milénios se passaram, e essas palavras de amor e fraternidade não penetraram ainda a totalidade dos corações humanos e para muito são como longínquas vibrações duma voz distante que o passado e a dureza dos nossos corações afastam cada vez mais; idéias de violência perturbam a Terra, o homem enche o seu peito de ódio para com o seu semelhante; e como advertência misteriosa, quási no início dêste século tão perturbado, com o a recordar a sua Mensagem de Paz tão esquecida, Cristo revela-se pela fotografia na sua mortalha, o Santo Sudário de Turim!
É, pois, o retrato de Jesus-Cristo, há vinte séculos oculto nesse lençol mortuário em que José de Arimateia O envolveu, que pela ciência, se manifesta, em tôda a humilhação da sua morte afrontosa da cruz, a uma época de orgulho, em tôda a paz e serenidade que irradiam do seu rosto, a uma época de guerra!
Lição profunda da Providência!
Vamos, pois, fazer o estudo do Santo Sudário de Turim, dividindo-o nas seguintes partes:
1.ª Descrição do Sudário; o tecido; a revelação fotográfica.
2.ª Breve estudo histórico do Sudário através dos séculos.
3.ª Imagens, impressões e manchas do Sudário; seu estudo e interpretação.
4.ª Como se teriam formado essas imagens e impressões? Uma tentativa de explicação científica.
5.ª Os que negam a autenticidade do Sudário; ligeiro estudo e crítica das suas opiniões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Algumas páginas apresentam vestígios de humidade.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível

07 outubro, 2021

BINET-SANGLÉ, D.r - A LOUCURA DE JESUS. Hereditariedade, Constituição e Fisiologia.
Edição Popular. Tradução de Manoel Ribeiro
. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1910. In-8.º (20,5 cm) de XVIII, 249, [3] p. ; [1] f. il. ; E.
A questão de saber se o Jesus histórico gozava de boa saúde mental foi alvo de estudos por vários psicólogos, filósofos, historiadores e escritores. O primeiro a questionar abertamente a sanidade de Jesus foi o francês Charles Binet-Sanglé (1868-1941), médico militar e psicólogo, autor de La folie de Jésus [A loucura de Jesus], tese polémica que atingiu particularmente os círculos cristãos e conservadores parisienses. (wikipédia)
Livro ilustrado em separado com um retrato de Jesus Cristo.
Manuel Ribeiro (1878-1941) - o tradutor - teve um percurso de vida que o levou do catolicismo relutante - época em que traduziu a presente obra - ao catolicismo pleno, não sem antes, pelo meio, ter tido um papel activo no movimento anarco-sindicalista nacional bem como na fundação do Partido Comunista Português, antes de se "encontrar" com a sua religiosidade, prática e mística.
Precede a obra própriamente dita duas tabelas: o "Vocabulario dos nomes de pessoas" e o "Vocabulario do nomes de logares".
"A maior parte dos homens d'acção têm repugnância em escrever.
Os exaltados e os energúmenos que tomam parte numa campanha religiosa, se pensam alguma vez em redigir as suas memórias, apenas o fazem depois da batalha ou quando a idade os obriga ao descanço. Os discípulos de Ieschou bar-Iossef [Jesus Cristo] sentiam tão pouca necessidade de escrevêr quanto mai próximo julgávam o fim do mundo.
Dest'arte, durante vinte, trinta anos talvez, os actos e as palavras do Nazareno apenas fôram conservadas nas memórias, mas nestas memórias, exercícios de iletrados, que nos transmitíram, intactos na sua prosódia, os védas, os poemas homéricos e os poemas árabes, nessas memórias semíticas, que recébem a impressão e a conservam como o cilindro do fonógrafo, nessas memórias de místicos impressionáveis, para quem as mais insignificantes palavras e gestos do rabi, tínham o valor das palavras e dos gestos dum deus."
(Excerto do Cap. II, Os documentos relativos a Ieschou - I - A paradosis)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Primeira Parte - Hereditariedade de Ieschou bar-Iossef. | Segunda Parte - Constituição e físiologia de Ieschou bar-Iossef.
Encadernação cartonada recoberta de pano estampado com motivos florais, com autor e título gravados a ouro em rótulo aposto na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

14 janeiro, 2021

COSTA, Magalhães - O SANTO SUDÁRIO DE TURIM (conferência).
Esboço histórico, científico e exegético da Santa Relíquia com gravuras elucidativas
. Braga, [s.n. - Tip. da Oficina de S. José - Braga], 1934. In-8.º (22 cm) de 54, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conferência do padre Magalhães Costa sobre o Sudário de Turim, assunto que, nas suas palavras, está intimamente ligado com a arte fotográfica e com algumas das ciências de que é apaixonado cultor.
Livro ilustrado ao longo do texto, na sua maioria, com fotogravuras a p.b. do Sudário (completo, bem como secções do mesmo em pormenor).
"O Sudário de Turim ou Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que, aparentemente, sofreu traumatismos físicos consistentes com a crucificação. Muitos acreditam tratar-se da mortalha utilizada para cobrir o corpo de Jesus Cristo após a sua execução. Algumas hipóteses alegam ser uma criação medieval. Apesar do cepticismo de parte da comunidade académica, a autenticidade da relíquia é discutida até aos dias de hoje.
O Sudário está guardado na Catedral de Turim, na Itália, desde o século XIV. Pertenceu desde 1357 à casa de Saboia que em 1983 o doou ao Vaticano. A peça raramente é exibida em público. O sudário é um acheiropoieta (grego medieval: "não feito pelas mãos"). Na realidade, a imagem no manto é muito mais nítida na impressão branca e negra do negativo fotográfico que na sua cor natural. A imagem do negativo fotográfico do manto foi vista pela primeira vez na noite de 28 de maio de 1898 através da chapa inversa concebida pelo fotógrafo amador Secondo Pia que recebeu permissão par
a fotografá-lo durante a sua exibição na Catedral de Turim."
(Fonte: wikipédia)
"Neste estudo, que é o resumo de uma vasta bibliografia, puz todo o empenho em me fazer compreender, não só pela singeleza da expressão, mas até pelas fotografias, que apresentarei, para maior compreensão dessa maravilha que é o Santo Sudário , e que são dêle a cópia mais exacta possível.
A conferência será dividida em três partes: a primeira será de índole histórica, a segunda de ordem científica e a 3.ª de ordem artística e exegética, e por isso a mais importante. [...]
Várias questões se podem pôr àcêrca do S. Sudário de Turim.
1.º - Deveria ter existido algum lençol, os sudário, no qual foi envolvido o Corpo de N. S. Jesus Cristo, quando o colocaram no sepulcro?
2.º - No caso de ter existido, será êle o lençol de Turim, ou será essa relíquia uma obra de mistificação pictórica?
3.º - Que nos diz a ciência, a arte e a exegese e o próprio Sudário de Turim?
À primeira responderemos com os Evangelhos na mão.
À segunda e terceira com os dados históricos e científicos e com a interpretação dos sinais do Santo Sudário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€

25 dezembro, 2020

RÉGIO, José - O NATAL NA ARTE PORTUGUESA. Lisboa, Artis, 1965. In-4.º (25cm) de 18, [2], VI, [2] p. ; [40] f. il. ; E.
1.ª edição.
Livro luxuoso, produzido com grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel encorpado e belissimamente ilustrado com 40 gravuras a p.b. e a cores que reproduzem telas de mestres portugueses subordinadas ao tema do Natal.
Estampas em heliogravura tiradas na Neogravura sobre fotografias de Mários Novaes, Castelo Branco, Teófilo Rego, Abreu Nunes, e outras cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga.
"Se a arte não é senão uma certa forma de expressão do homem, na arte portuguesa havia de repercutir o encanto, o mistério e a alegria do Natal. Através da música, através da poesia, através da dança, através da escultura, através da pintura, através do teatro, - e quer nas suas manifestações populares quer nas cultas - foi e é comemorado o Natal pela gente portuguesa."
(Excerto do texto)
Encadernação editorial com
aplicação manual de gravura e ferros gravados a seco e a prata na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação, com defeito junto à extremidade superior da lombada.
Invulgar.
30€

20 dezembro, 2020

CABREIRA, António - DETERMINAÇÃO EXACTA DA DATA DA MORTE DE CRISTO : ilustrada com a mais antiga iconografia da crucificação.
Por... Conde de Lagos
. Lisboa, Edição do Autor, 1933. In-4.º (26 cm) de [2], 28, [6] p. ; [2] f. il. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho histórico sobre a determinação temporal da morte de Jesus Cristo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto, sendo uma delas o retrato do autor, e a outra, A mais antiga iconografia da Crucificação (Século VI). Inclui ainda em folha separada do texto um desdobrável: Plano-esquêma dedutivo da solução.
"Os primeiros três Evangelhos conduzem, literalmente, à data 7 de Abril de 30. O Evangelho, segundo S. Mateus, diz que a Ceia se efectuou «no primeiro dia da festa dos pães asmos» chegada a «tarde». Ambas as afirmações estão reproduzidas, quasi textualmente, no Evangelho, segundo S. Marcos, vendo-se, também, a primeira, em substância, no Evangelho, segundo S. Lucas, que, em vez de «tarde», emprega «hora». E como o dia hebraico se antecipa seis horas ao dia civil, e se depreende de todos os textos que Cristo foi crucificado em sexta feira, a data a deduzir será aquela em que o dia 15 de Nissan tiver sido sexta feira, durante os anos de 28 a 36, no decorrer dos quais, se sabe, Pilatos governou a Judea."
(Excerto do Cap. I, Dualidade aparente de solução)
Matérias:
I - Dualidade aparente de solução. II - Determinação indirecta. III - Determinação directa. IV - Hipóteses de diversos autores. V - A mais antiga iconografia da Crucificação.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

26 julho, 2020

LACERDA, Augusto de - O RABBI DA GALILÉA : romance sobre a Vida de Jesus. [Lisboa], Antiga Casa Bertrand - José Bastos - Livreiro Editor, [1904]. In-4.º (27 cm) de 1008 p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição em livro.
Romance naturalista sobre a vida de Jesus. Na época causou polémica a forma como Lacerda apresentou Cristo - simples, humano -, imagem contestada pelas autoridades eclesiásticas de Portugal e Brasil, tendo sido desaconselhada a sua compra.
Livro ilustrado ao longo do texto com belíssimos desenhos de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935) e Manuel de Macedo (1839-1915). Inclui um retrato do autor em separado, reprodução de uma aguarela de Roque Gameiro.
"Quem foi Jesus?
Eis uma pergunta que muitas pessoas teem dirigido a si proprias, ou vivam animadas da mais pura crença, ou do mais inveterado scepticismo.
Quem foi Jesus?
Por muito sincera que seja a humildade com que são recebidos os preceito do cathecismo christão, ou por muito radical que se affigure a antipathia, quasi sempre inconsciente, que esse cathecismo possa dispertar em certos espiritos - o positivo é que a grande maioria dos que constituem a massa geral do publico ignora a vida do fundador do christianismo.
Quem foi Jesus? perguntam aquelles que, apesar de todo o seu sentimento religioso, nunca leram os Evangelhos que a Egreja authenticou.
Quem foi Jesus? perguntam aquelles que, apesar das suas tendencias racionalistas, nunca passaram o olhar pelos livros em que a figura gigantea e inconfundivel do carpinteiro nazareno é illuminada pela critica historica. [...]
Almas simples, corações sinceros, consciencias puras, é com este livro que vos respondo, é para vós que eu o escrevo!"
(Excerto do Prefacio)
Encadernação editorial em tela com desenhos e dourados gravados nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Com sinais de manuseio.
Invulgar.
Indisponível

04 março, 2020

JULIO, M. L. - JESUS RESUSCITOU D'ENTRE OS MORTOS. [O BRILHANTE CODIGO DE JESUS]. A Vida de Jesus. [A Creação do Mundo]. O Peccado de Nossos Primeiros Paes. Adão e Eva. A Paixão de Jesus. A vida de Jesus e as doutrinas e milagres que fez, é a melhor felicidade do homem e o superior estudo. Coordenado por... Porto, [s.n.], 1880. In-8.º (19 cm) de 132 p. ; il. B.
1.ª edição.
Obra interessante e muito curiosa, sobre a qual não foi possível obter qualquer informação bio-bibliográfica por total ausência de fontes.
Livro ilustrado no frontispício com fino desenho representando a ressurreição de Jesus, e no final com uma bonita gravura em página inteira da Virgem com o menino nos braços.
"Muitos paes gastam avultadas sommas, para um filho se formar em direito, para saber a lei do codigo civil, do codigo penal, e differentes codigos; mas o principal codigo, é o de Jesus Christo que nos conduz a uma felicidade eterna, e a verdadeira instrucção que um pae deve dar a seus filhos, é esta que por uma insignificante quantia, não devem deixar de comprar este brilhante. Jesus é o mestre sobre todos os mestres, a lei sobre todas as leis, nós tememos a morte, mas quem crê e cumpre a lei d'este Jesus, não morre, vive eternamente.
Em seguida encontrareis abundantes milagres feitos por Jesus, e as doutrinas mais claras e mais mimosas; os mortos que elle resuscitou, o templo que elle destruiu e reedificou em tres dias, a falla aos seus discipulos e a muitos homens, aos cegos de nascimento a quem elle deu vista, o mar e o vento obedecer-lhe, o sol, lua, estrellas obedecer-lhe. Lazaro enterrado á quatro dias o resuscitou tendo uma tampa de pedra por cima, feito isto na frente dos judeus, que desde esse dia trataram de imaginar a traição para o prenderem e crucificar; toda a sagrada morte e paixão que soffreu para nos salvar, as lições que deu aos vingativos e avarentos."
(Preâmbulo, O brilhante codigo de Jesus)
Matérias:
O brilhante codigo de Jesus. | Ao leitor. | [Primeira Parte - Vida de Jesus]. I - Historia do Velho Testamento. II - Vida publica de Jesus. III - Primeiro anno do ministerio de Jesus Christo. IV - Segundo anno do ministerio de Jesus Christo. V - Terceiro anno do ministerio de Jesus Christo. VI - Paixão e morte de Jesus Christo. VII - Vida gloriosa de Jesus Christo. [Segunda Parte - Historia dos apostolos]. O Sacramento da Confirmação. | Visita pastoral do Principe dos Apostolos. | Maximas tirada da Sagrada Escritura. | Ao leitor.
Exemplar brochado, por aparar, em razoável estado de conservação. Sem contracapa. Capa frágil com defeitos e pequenas falhas de papel. Assinatura de posse na f. rosto. Miolo com manchas de humidade, visíveis sobretudo nas últimas folhas. Deve ser encadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
20€

04 março, 2019

GALLIS, Alfredo - A AMANTE DE JESUS. (4.ª edição). Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1927. In-8.º (19cm) de 312 p. ; B.
Curioso romance biográfico de Jesus Cristo por Alfredo Gallis - apreciado autor de literatura erótica no final do século XIX, princípio do século XX - que oferece uma perspectiva mais "terrena" da vida do Messias. Durante o Estado Novo, os livros de Gallis seriam banidos pelo regime - proibidos e destruídos.
"Aos vinte seis dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e noventa e três, da era cristã em que Jesus de Nazareth, carpinteiro na Galileia (Ásia Menor), foi injustamente executado em Jerusalém, no suplício da Cruz, por ordem do Senedrim sancionada por Pôncio Pilatos, governador da Judeia e delegado de Tibério, imperador dos romanos; principiei a escrever êste livro que dedico às almas boas e justas e às considerações daqueles que admitem que o amor, êsse velho sonho de Platão, nunca pôde ser indiferente, ainda aos maiores astros que teem iluminado com os deslumbrantes fulgores da sua luz o caminho infinito da humanidade.
Por muito tempo, justo é dizê-lo, lutei com a consciência sôbre se devia ou não, lançar êste trabalho à consideração dos homens.
Não porque êle venha qual perdão de revolta abalar crenças ou destruir princípios, mas porque, raptando por assim dizer a doce personalidade de Jesus ao dogma da Igreja, apresento-o ao mundo na modesta simplicidade da sua existência, tôda paz, tôda bondade, tôda perdão, e mais do que nunca, - tôda humana."
(Excerto do Proémio)
Índice:
Prémio. Parte I. I - A caravana. II - Jerusalém (o Templo e o sacerdócio). III - Jesus no Templo (Cláudia e Nicodemus.) IV - Maria de Magdala. V - Cláudia e Jesus. VI - Jesus regressa à Galileia (no poço de Jacob). Parte II. Jesus na Galileia. I - Suas afirmações e ideias acêrca do reino de Deus. II - Maria na Galileia. III - Propaganda de Jesus (sua acção milagrosa, indiganação em Capharnaum, suas máguas; o grande amor de Maria, notícias de Jerusalém). IV - A paixão de Judas de Karioth. Parte III. A grande luta. I - Em Jerusalém. II - Maria e Cláudia. III - No Pórtico de Salomão. IV - Última viagem de Jesus. V - Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. VI - A vingança de Judas. VII - Jesus salva o cristianismo (a sua prisão). Parte IV. A Via Dolorosa. I - O processo do grande homem. II - A solenidade da Páscoa. III - O grande crime. IV - A relíquia santa.
Joaquim Alfredo Gallis (1859-1910). "Mais conhecido por Alfredo Gallis, foi um jornalista e romancista muito afamado nos anos finais do século XIX, que exerceu o cargo de escrivão da Corporação dos Pilotos da Barra e o de administrador do concelho do Barreiro (1901-1905). Usou múltiplos pseudónimos, entre os quais Anthony, Rabelais, Condessa do Til e Katisako Aragwisa. Desde muito jovem redigiu artigos e folhetins em jornais e revistas, entre os quais a Universal, a Illustração Portugueza, o Jornal do Comércio, a Ecos da Avenida e o Diário Popular (onde usou o pseudónimo Anthony). Como romancista conquistou grande popularidade, especializando-se em textos impregnados de sensualismo exaltado que viviam das «fraquezas e aberrações de que eram possuídas, eram desenvolvidas entre costumes libertinos e explorando o escândalo». Escreveu cerca de três dezenas de romances, por vezes publicados com o pseudónimo Rabelais. Alguns dos seus romances têm títulos sugestivos da sensualidade que exploram, nomeadamente Mulheres perdidas, Sáficas, Mulheres honestas, A amante de Jesus, O marido virgem, As mártires da virgindade, Devassidão de Pompeia e O abortador. É autor dos dois volumes da História de Portugal, apensos à História, de Pinheiro Chagas, referentes ao reinado do rei D. Carlos I de Portugal.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
35€

20 março, 2017

DURÃO, S. J., Paulo - AS MULHERES NA PAIXÃO DE JESUS. Braga, Livraria Cruz, 1949. In-8.º (22cm) de 38 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa conferência onde o autor, à luz da história, procura interpretar psicologicamente algumas das figuras femininas que intervieram no drama sangrento da Paixão de Cristo.
Ilustrada no final com um bonito desenho floral em separado.
"A primeira mulher, que vemos mencionada, no relato histórico da Paixão de Jesus, é, como diríamos hoje, uma senhora da primeira sociedade: nada menos que a esposa do Procurador romano, [Pôncio Pilatos]. [...]
É, na verdade, simpática a aparição desta figura. A sua intervenção, embora discreta, revela, antes de mais nada, certo apreço pela pessoa de Jesus, a quem denomina justo, e desejo de que seu marido não coopere na condenação daquele inocente. No meio do vociferar rancoroso dos inimigos do Senhor esta doce voz dum coração feminino constitui, não só um contraste flagrante, mas também um reconfortante exemplo.
Mas quem era a mulher de Pilatos?
Como explicar esta intervenção?"
(excerto de A mulher de Pilatos)
Intervenientes no drama:
- A mulher de Pilatos. - As filhas de Jerusalém. - Dois grupos no calvário: O grupo mais distante [Maria Madalena (mais tarde integraria o 'grupo mais próximo'); Maria, Mãe de S. Tiago Menor; Salomé.]; O grupo mais próximo [Maria Madalena; Maria, Mãe de Jesus]. - A Verónica.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena mancha no canto superior dto. A f. rosto tem inscrição: Homenagem dos Editores.
Muito invulgar.
15€

14 novembro, 2016

DUARTE, Amazonas - TORRE DE BABEL. I - Labyrintho de Creta. II - Memorias do Lago Tiberiade. Rio de Janeiro, Typ. do Gymnasio 28 de Setembro, 1919. In-8.º (18cm) de 275, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio filosófico sobre a vida de Jesus Cristo.
"Já se tem escripto uma bibliotheca inteira e variada sobre a vida de Christo. As mais duras polemicas se têm travado em torno do rabbino com tal calor impiedoso e destruidor, que nos deixam a padecer de duvidas sobre a verdade da sua existencia a belleza da sua vida mansa contemplativo; ao mesmo passo que as mais bellas palavras se têm dito da sua moral e das suas attitudes de mystico, solitario e bohemio illustre.
No entanto, o bom e manso philosopho existiu. Sobre a sua cabeça loura de galileu rolaram, como perolas inestimaveis, as gottas do Jordão, no baptismo iniciador e symbolico; nos seus hombros innocentes carregou a cruz nefanda e pesada, como accusado de um crime que nunca pensara commeter; amou os olhos mansos, arrependidos de Maria Magdalena; nas brancas noites de luar macio, no monte das Oliveiras, deixou-se inundar a alma da luz oriental, cabellos soltos ao vento, ao doce vento da noite; e, nos caminhos floridos da Perêa, falou, balsamico e suave, á infancia libellulesca, que sorria ás suas palavras unctadas de carinho..."
(excerto de Labyrintho de Creta, Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas, com pequenos defeitos.
Invulgar.
15€

29 outubro, 2016

COIMBRA, Leonardo - JESUS. Porto, Edição de a «Renascença Portuguesa», 1923. In-12.º (12,5cm) de 88, [4] p. ; [1] f. il. ; E. Edições escolhidas, II
1.ª edição.
Curioso estudo filosófico sobre Jesus Cristo.
Ilustrado em extratexto com o «Cristo no horto», estampa que sobejamente falta nos raros exemplares que vão aparecendo no mercado.
"Uma noite imensa caíra sôbre as almas e começara a fazer cinza com o lume vivo dos astros do firmamento...
Frio e dúvida nas almas, degradação e morte na viva luz dos mundos originários...
No princípio era o Verbo criador e as entranhas dos mundos e dos sêres eram o próprio fogo dêsse Verbo: a alma era luz, os olhos eram luz e as próprias rochas eram ainda línguas de fogo vivo e criador.
O Universo era a torrente luminosa e candente do Verbo originário.
Os mundos não se emprestavam uns aos outros o calor duns momentos de vida; eram o desenvolvimento musical da palavra criadora.
Todos ao mesmo nível térmico, perdiam-se num Oceano de imaculada brancura; não havia mundos; era o Eden."
(excerto de A Criação e a Queda)
Cristo é a redenção: é, pois, o encerrar do vôo das almas no puro amôr de Deus, o termo da queda dos mundos físicos no aniquilamento duma espiritualização integral.
Aniquilamento da sua fragmentária realidade actual, sem que se perca o que nêles há de vida, antes aumentando essa vida, que é a unidade de sua diversidade, pela eliminação integral do que nêles era a marca do Morte.
Nos mundos actuais, o sêlo divino, o sinal da Unidade, que os contém, é essa mesma tendência única da queda até ao equilíbrio.
Aí desapareceriam os fenómenos físicos e as suas possíveis apreensões por uma sensibilidade como a do homem actual.
É a marca da Criação, porque é a prova de que os acidentes da Matéria se não bastam, antes, entregues a si,  de pronto se sumiriam no Nada; mas é também a marca da queda, ou melhor, da ressonância material da queda, pois que a unidade dos sistemas siderais com uma energia útil sem diminuição, teria sido a primeira obra de Deus.
Essa unidade dos mundos, a harmonia dos seus movimentos revelando a Mão que lhes riscou as órbitas, seria a sua vida sem morte; a unidade de suas órbitas, como linhas de maior declive, revela as órbitas desviadas do seu concêrto primitivo para a fatalidade duma queda em comum até ao aniquilamento de todo o movimento ou o encerrar dos tempos, que as almas não produzam por suas obras de amôr.
A espiritualização da matéria será o seu regresso a uma perfeita e pronta obediência às ordens do espírito."
(excerto de Cristo é a Beleza)
Índice:
- A Criação e a Queda. - A Saudade no Exílio. - A Vinda de Cristo. - Cristo é a Verdade. - Cristo é a Beleza. - Cristo é a Bondade.
José Leonardo Coimbra (1883-1936). “Dedicou a vida à filosofia e ao  ensino, tendo desenvolvido, em especial na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, por ele criada, uma notável acção pedagógica que, directamente ou através dos discípulos, marcou o ambiente cultural português. Bem cedo o seu pensamento atingiu uma enunciação definitiva e sistemática (O Criacionismo - esboço de um sistema filosófico, Porto, Renascença Portuguesa, 1912). As obras posteriores, ou desenvolveram certos tópicos desse sistema, ou o esclareceram na perspectiva existencial dos grandes temas antropológicos, designadamente o do Mal e o da Morte.”
(SOVERAL, Eduardo Abranches, Análise de «O Criacionismo» de Leonardo Coimbra (1883-1936))
Encadernação editorial, cartonada, revestida de tecido estampado com motivos abstractos. Rótulo com título e autor aposto na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas e lombada cansadas. Rótulo identificativo da obra parcialmente suprimido. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
35€

07 maio, 2012

[ELÍSIO, Filinto] – VIDA DE JESUS CHRISTO, CONFORME OS QUATRO EVANGELISTAS, POSTA EM PORTUGUEZ PELO P. FRANCISCO MANOEL DO NASCIMENTO; E dada á luz pelos Devotos Congregados da Santa Via-Sacra, e Caridade do Archanjo S. Rafael, hoje existente na Igreja Paroquial de Santa Maria Magdalena, a beneficio da Viuva e filhos de Manoel Monteiro de Carvalho, hum dos infelices Réos supliciados a 18 de Outubro de 1817. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1819. Com Licença.
Filinto Elísio (1734-1819), “pseudónimo do Padre Francisco Manuel do Nascimento, foi um dos mais importantes poetas do Neoclassicismo português. Oriundo de uma família humilde - o pai era fragateiro e a mãe era peixeira, naturais de Ílhavo -, estudou e recebeu ordens sacras graças à proteção de um embarcadiço de mais largos recursos económicos. Integrou-se, mais tarde, num pequeno círculo de comerciantes letrados, no qual se encontravam alguns franceses que, provavelmente, exerceram influência notável na sua formação iluminista e liberal. Por esta altura, participou da guerra dos poetas, inscrevendo-se no grupo da Ribeira das Naus, que se opôs à Arcádia Lusitana. Foi neste conflito que, sob o nome de Niceno, propugnou a imitação do bom modelo clássico e o exemplo dos Quinhentistas.No convento de Chelas, travou Francisco Manuel do Nascimento conhecimento com as duas filhas do Marquês de Alorna, tendo sido professor de latinidade de D. Leonor de Almeida, futura marquesa de Alorna, da qual recebeu o nome arcádico, e mestre de música de sua irmã, D. Maria de Almeida, a quem cortejou muito em verso.Apesar de ser clérigo, teve de fugir para França, exilando-se em Paris em 1778, pelo facto de ler livros racionalistas franceses proibidos pela Inquisição. Aí estabeleceu relações de amizade com o poeta Lamartine, que lhe dedicou um poema. À exceção de uma estadia de quatro anos em Haia, viveu o resto da vida neste país, compondo em prol da estética horaciana e dos problemas da longínqua pátria perante os rumos abertos pelas revoluções americana e francesa. A França era, para Filinto Elísio, a imagem da civilização e foi, sem dúvida, através do contacto com os primeiros românticos franceses que ele, para lá do neoclassicismo horaciano, chegou, por vezes, a exprimir-se numa linguagem de livre confessionalismo pré-romântico. Mas foi sobretudo na ideologia das luzes que este poeta mais vivamente mergulhou, servindo um classicismo arcádico que se harmonizava com a simbologia e os gostos neoclássicos da revolução.” (in infopedia)
Encadernação coeva inteira de pele com dourados na lombada e cercadura a ouro nas pastas.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro. 
Indisponível

30 julho, 2011

CRAVEIRO, Vaz - O FILHO DE DEUS : poema. Coimbra, Casa do Castelo-Editora, 1949. In-8.º grd. (23cm) XV, 62, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Valorizado por dedicatória datada e assinada pelo autor.
Obra Impressa em papel de qualidade superior, ilustrada com belíssimos desenhos em extra-texto.
Exemplar em bom estado de conservação, na sua quase totalidade por abrir.
Integra o conjunto, uma brochura - "Algumas nótulas críticas à Obra do Autor" -, onde alguns autores portugueses de nomeada, entre outros, Egas Moniz, Ferreira de Castro e Alberto de Monsaraz, elogiam a obra do autor.
Invulgar.
15€

11 dezembro, 2010

JESUS. A sua vida narrada pelos grandes artistas plásticos. Comentários do Padre Florent. Versão portuguesa de João Mendes e Alves Pires. Lisboa, Verbo, 1973. In-4.º de 98, [2] p. ; muito il. ; E.
1.ª edição.
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€