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15 março, 2024

TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de 7 [1] p. ; B.
PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA. Assinado em Lisboa em 29 de Julho de 1940. Ministério dos Negócios Estrangeiros. Secretaria Geral. Lisboa, Imprensa Nacional, 1940. In-8.º (22,5x14,5 cm) de [4] p. ; B.
1.ª edição.
SEGUNDO PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de [4] p. ; B.
Importante conjunto documental com relevância para a história da relação político-diplomática entre o Estado Novo e o regime nacionalista de Francisco Franco, el Caudillo. Trata-se da reprodução do Tratado de Amizade e Não Agressão - e Protocolos Adicionais - estabelecido entre Portugal e Espanha, subscritos quando ainda se lutava no país vizinho, em plena Guerra Civil, durante a queda de Madrid, tendo como signatários, por Portugal, António Oliveira Salazar, e por Espanha, Nicolás Franco Bahamonde, irmão de Franco. Estabelecido a 17 de Março de 1939 em Lisboa, seria ratificado também na capital portuguesa a 30 do mesmo mês e entrado em vigor nessa data com validade de 10 anos. O Protocolo Adicional, datado de 29 de Julho de 1940, confirma o acordo original estabelecido um ano antes, em 1939, e o Segundo Protocolo Adicional, assinado em 20 de Setembro de 1948, limita-se a confirmar e prolongar a validade dos anteriores por mais dez anos.
"O Tratado de Amizade e Não Agressão Luso-Espanhol (1939), que deu lugar ao Pacto Ibérico e consequente proclamação do Bloco Ibérico (1942), foi um tratado datado de 17 de março de 1939. Assinado pelo Presidente do Conselho de Ministros do governo autoritário de Portugal, António de Oliveira Salazar, e pelo embaixador de Espanha, Nicolás Franco (irmão mais velho de Francisco Franco). O pacto visava preservar a neutralidade da Península Ibérica em caso de um conflito mundial, num contexto em que Espanha simpatizava com as potencias do Eixo ao passo que as simpatias de Portugal pendiam para o lado Britânico. Nos termos do documento, Portugal e Espanha reconheciam mutuamente as respetivas fronteiras, estabeleciam relações de amizade e comprometiam-se a efetuar consultas diversas entre si, com vista a uma ação concertada em caso de conflito. Após o início da Segunda Guerra Mundial virá a ter um Protocolo Adicional assinado em 29 de Julho de 1940 também em Lisboa, reiterando a neutralidade peninsular. Este tratado e a diplomacia Portuguesa viriam a ter um papel importante na criação do um bloco Ibérico neutro em 1942 e na aproximação da Espanha Franquista aos Aliados da Segunda Guerra Mundial.
Esteve em vigor até 1977, sendo então substituído pelo Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e Espanha, ratificado no ano seguinte, em plena Transição Espanhola."
(Fonte: Wikipédia)
Raro conjunto, com interesse para a Guerra Civil de Espanha e para o relacionamento entre os dois países ibéricos nesse período marcante da história do país irmão.
Todos os documentos estão redigidos em português e castelhano.
"António Óscar de Fragoso Carmona, Presidente da República Portuguesa, e Francisco Franco Bahamonde, Chefe do Estado Espanhol e Generalíssimo dos Exércitos Espanhóis;
Animados do desejo de consignar em documento solene a sincera amizade entre Portugal e Espanha, baseada na comunidade de sentimentos e nos interesses derivados de realidades geográficas e históricas;
Desejosos também de cercar as boas relações dos dois países e a sua manutenção de todas as possíveis garantias;
Convencidos de que tudo quanto contribua para manter e assegurar a paz entre Portugal e Espanha é factor importante da paz europeia;
Verificando que nenhumas obrigações até agora assumidas por cada uma das Partes em relação a terceiras potências se opõem ao desenvolvimento e estreitamento das suas relações recíprocas nem estão em contradição com os intuitos e cláusulas deste Tratado, que as não altera:
Resolveram concluir o seguinte Tratado de amizade e não agressão e para este fim nomearam por seus Plenipotenciários, a saber:
O Presidente da República Portuguesa:
O Senhor Doutor António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O Chefe de Estado Espanhol:
O Senhor Don Nicolás Franco Bahamonde, seu Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário em Lisboa."
(Excerto de Tratado de Amizade e Não Agressão entre Portugal e a Espanha)
O [1.º] Protocolo Adicional pertence à tiragem original.
Exemplares em brochura, bem conservados.
Raro conjunto.
Com significado histórico.
30€

05 maio, 2023

SANTOS (Edurisa), Eduardo dos - A ROTA DE GUERRA DO NORTE DE ESPANHA. [Lisboa], Livraria Civilização, 1938. In-8.º (20 cm) de 210, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil de Espanha, escrito por um jornalista português que acompanhou as tropas de Franco no norte de Espanha.
A Imprensa portuguesa desenvolveu um esforço significativo durante a guerra civil espanhola (1936-1939), para dar a conhecer aos portugueses e ao mundo, as acções armadas e a diplomacia de bastidores. Em serviço de reportagem, com acesso às diferentes zonas de guerra, trabalharam como enviados especiais no país vizinho diversos repórteres nacionais, entre os quais o autor, que cobriu a zona norte de Espanha, andando por terras da Galiza, Astúrias e Cantábria.
"A convite do Govêrno Espanhol, o autor foi, em Julho de 1938, como enviado especial do jornal «O Comércio do Pôrto», percorrer a rota que as tropas do Generalíssimo Franco seguiram no norte de Espanha.
Da missão jornalística de que foi incumbido deu êle nota e conta nalgumas crónicas, escritas com o nervosismo duma viagem apertada e dinâmica, e que dão, agora, forma e vulto a êste livro de impressões vividas, isentas de peias e alheias a paixões políticas ou ideológicas. O autor quis, acima de tudo, ser Jornalista, notulando o que viu e o que sentiu."
(Nota introdutória)
Índice:
A perspectiva da viagem. | De Tuy a La Guardia. | De La Guardia a Baiona. | De Vigo a Santiago de Compostela. | De Santiago de Compostela a Oviedo.| De Oviedo a Gijón. | O amor à Pátria. | De Covadonga a Santander. | De Santander a Santillana del Mar. | De novo, em Covadonga. | O ataque e a defesa de Oviedo. | De Oviedo a Lugo. | De Lugo a Santiago de Compostela. | O aniversário do «Alzamiento Nacional».
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
A BNP tem registado apenas um exemplar na sua base de dados.
25€

25 agosto, 2021

A. N. - A GUERRA DE ESPANHA : as operações militares.
Separata da Revista Infantaria
. [S.l.], [Revista de Infantaria], 1940. In-4.º (24 cm) de [4], 173, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio militar coevo sobre a Guerra Civil de Espanha, trabalho desenvolvido sob o ponto de vista estratégico e operacional.
Elaborado por um perito português que assina o estudo com as inicias "A. N.", nada foi possível apurar acerca da sua identidade, limitando-se os dados bibliográficos conhecidos ao registo de um exemplar na base de dados da BNP.
Livro ilustrado ao longo do texto com fotogravuras a p.b., mapas e croquis.
"Publicou a Revista Infantaria durante o conflito que ensangüentou o paiz vizinho, uma série de artigos nos quais se fazia uma análise das operações militares que se iam desenrolando.
O seu Autor, oficial estudioso e culto, imprimiu ao seu trabalho um cunho fundamentalmente militar, analizando com inteligente visão as acções principais que se desenrolaram, procurando, numa isenção absoluta, mostrar factos concretos e apresentar elementos que foram os dados nêsse xadrez de que saiu victorioso o Exército Nacional da Espanha, à frente do qual se encontra o Generalíssimo Franco.
Foi essa análise conscienciosa, que os leitores da Infantaria tiveram ocasião de apreciar mez a mez nas páginas da sua Revista e que agora, satisfazendo numerosos pedidos, a mesma Revista resolveu complilar num volume que será um repositório, não de páginas de jornalismo nem de romanceados feitos, mas simples e ùnicamente dos capítulos duma campanha militar moderna de características especiais, onde podem estudar-se também as fôrças psicológicas dos elementos em lucta, trabalho que merece ser recapitulado, para que possa demorada e criteriosamente avaliar-se do esfôrço militar dessa campanha vista por um técnico de indiscutível valor.
Infantaria satisfaz assim a vontade de muitos dos seus Assinantes e a sua, apresentando o estudo que se vai seguir, num volume único, para melhor ser apreciado o trabalho dum camarada modesto, estudioso, bem conhecedor das coisas militares e que observou de perto alguns aspectos da sangrenta lucta."
Índice: O valor dos ensinamentos da guerra de Espanha. | Causas e influências: Características geográficas da península ibérica; Os factores económicos na guerra de Espanha; Situação política, social e militar da Espanha em Julho de 1936; Factores militares e políticos na guerra de Espanha. | O movimento militar: O plano de revolta; A revolta; A situação depois da revolta; Período inicial da guerra de movimento; A luta pelas comunicações; A marcha sôbre Madrid. | O assalto a Madrid: A frente estabiliza; A luta na frente de Madrid; A conquista de Málaga; Jarama e Guadalajara; A ofensiva a sudeste de Madrid; A ofensiva de Guadalajara; A ofensiva nacionalista no norte e a diversão de Brunete; Teruel e a batalha do Alfambra; A marcha para o Mediterrâneo; A batalha do Ebro; A batalha da Catalunha. | Madrid!
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas levemente oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico.
50€

01 abril, 2021

CRUZ, Bento da - O LOBO GUERRILHEIRO : romance.
Prémio Literário Diário de Notícias 1991 atribuído pelo júri constituído por Agustina Bessa-Luís; Diogo Pires Aurélio; Lídia Jorge; Vergílio Ferreira; Viale Moutinho
. Lisboa, Editorial Notícias, 1992. In-8.º (21 cm) de 338, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra maior do autor, que além desta, conheceu outras duas edições (1980 e 2014).
"Entre amores desenfreados, intrigas familiares, contrabandistas e guerrilheiros, paisagens quase virgens e um minucioso enquadramento político-social, decorre a vida de André Lobo, nascido no Barroso e filho e lavradores. [...] Ao mesmo tempo que somos confrontados com a realidade barrosã, com os problemas da Guerra Civil de Espanha e seus reflexos, somos levados a mergulhar numa intensa paixão, que dá ao amor a característica de um estado de leveza."
(Excerto da sinopse, retirado da contracapa)
Sobre o autor, e o Lobo guerrilheiro em particular, com a devida vénia, transcrevemos o excerto de um texto da autoria de Francisco Duarte Mangas publicado no Correio do Porto, cujo link infra reproduzimos.
"Bento da Cruz é um escritor do seu tempo. Do nosso tempo. Parte substancial do tempo mais negro do século vinte português entra bruscamente na sua obra singular e perdurará nos tempos que hão-de vir. Porque, melhor do que ninguém, Bento da Cruz trata a memória como matéria perecível. E na memória há palavras privadas de afecto. Isto é: precisam de respirar na página, porque o nosso célere quotidiano padronizado as esquece - e palavra esquecida nem lugar lhe é destinado em língua morta.
"A obra literária do autor de O Lobo Guerrilheiro é, sem dúvida, um abrigo de alguns dos nossos mais genuínos vocábulos – que em lenta aluvião se dirigiam ao silêncio final – renascidos, devolvidos à comunidade falante, através de espantosas personagens que são outras das memórias levantadas do chão. O paciente ofício de limpar e enxugar a palavra – perdida nos matagais por pastores enamorados, contrabandistas esquivos ou outros transumantes em fuga que a roda do tempo amarfanhou – é uma das dádivas deste escritor ao nosso tempo, às gerações vindouras. À Língua Portuguesa.
O diálogo vivo, musical, depurado (dir-se-ia de guião cinematográfico) surge como outro dos contributos de Bento da Cruz para a Literatura portuguesa. É a fala mais genuína do povo, um povo concreto – marcado pela miséria, acossado por senhores terrenos e temente a Deus – que ao longo de séculos talhou a paisagem agreste. Um povo, no entanto, capaz de grandes gestos de humanidade mesmo em situações adversas. A solidariedade dos humildes é a mais sincera de todas."
(Fonte: https://www.correiodoporto.pt/obituario/bento-da-cruz-1925-2015)
"Lobo subia a rua devagar, curvado sob um peso invísivel. Porque de visível, apenas as botas cambadas com tombas novas, debaixo do braço esquerdo. Estava um dia bonito. Geara muito de noite, mas agora o sol incidia directamente sobre as pessoas e as casas, e a água fumegava nas represas.
Um dia bonito, sem dúvida. No entanto, Lobo não se sentia bem naquela manhã. Acordara cedo e mal dormido. Dir-se-ia que chamado pela voz dum anjo ou por qualquer outro misterioso aviso premonitório de desgraça iminente. Doença súbita? Atropelamento? Agressão?
Lobo subia a rua e meditava no caso. Saúde nunca lhe faltara, louvar ao Criador. Inimigos não tinha. A prova disso é que todos, passando, o cumprimentavam com simpatia. Atingira uma velhice tranquila e considerada. Não era pesado a ninguém, nenhum presumível herdeiro lhe desejava a morte.
À palavra «morte», estremeceu. Quantos anos lhe restariam de vida?"
(Excerto do Cap. I)
Bento Gonçalves da Cruz (1925-2015). "Nasceu na aldeia de Peireses, do concelho de Montalegre, em 22 de fevereiro de 1925. Num contacto direto com a vida do campo, viveu ali até aos 15 anos, altura em que ingressou na Escola Claustral de Singeverga, onde permaneceu durante 6 anos e se familiarizou com os grandes escritores da antiguidade, principalmente com os latinos.
Abandonou a vida claustral, mas prosseguiu os estudos, licenciando-se em Medicina pela Universidade de Coimbra. Regressou então ao município de Montalegre, onde montou consultório de clínica geral e estomatologia.
Em 1963 publicou o romance Planalto em Chamas, o primeiro de perto de duas dezenas de obras literárias enaltecidas pela crítica, algumas delas distinguidas com prémios literários nacionais de referência. Fundou em 1974 o jornal Correio do Planalto. Foi deputado à Assembleia da República. É patrono da Escola Secundária Bento da Cruz, em Montalegre.
Está representado em várias antologias e é hoje reconhecido como um dos mais destacados escritores portugueses contemporâneos."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar na edição original.
20€

03 março, 2020

CESAR, Oldemiro - "A GUERRA, AQUELE MONSTRO..." Dois meses nas Astúrias entre soldados galegos. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1937. In-8.º (19cm) de 180, [4] p. ; XVIII p. il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Pedro Knotz.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil de Espanha. Conjunto de crónicas de um repórter português, enviado do Diário de Notícias, que acompanhou as incursões dos nacionalistas galegos à província vizinha das Astúrias.
Livro muito valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa do autor, datada de 1937, "ao alferes Luis [elegível], que viveu outra guerra [WW1?], mais cruenta da que nestas páginas se conta, com o heroísmo de um soldado português d'outras eras."
Iustrado em separado com 18 fotogravuras a p.b., impressas sobre papel couché, reproduzindo cenas da guerra.
"Parti para a Espanha agitada no cumprimento de um amargo dever profissional, de que procurei desempenhar-me o melhor que pude e soube, fiel àquele honesto preceito que já o poeta recomendava e de que nunca na minha vida de jornalista me afastei:
Falai em tudo verdades
a quem em tudo as deveis...
Parti em circunstâncias bem dolorosas para mim... [...]
De sessenta e tantos dias, que tantos foram os que trambulhei por longes terras, arruinando a saüde, destrambelhando os nervos e tanta vez arriscando a vida, sem notícias dos meus e vencendo mil dificuldades de trabalho..."
(Excerto do Prefácio)
Índice: Prefácio. - A caminho de uma zona de guerra. - Portugal na Galiza pacificada. - Aspectos trágicos e curiosos da vida civil à margem da guerra. - Às portas das Asturias, o país negro do carvão. - A obra devastadora dos comunistas das Astúrias. - Numa base importante de abastecimento. - Vida de campanha. - Em marcha sôbre Oviedo. - Como combatem os marxistas. - Trinta e seis dias sob o domínio vermelho. - Um domingo entre os valentes soldadinhos galegos. - Páginas de epopeia. - A dois passos da frente da batalha. - A caminho da vitória ou da morte. - Contrastes da guerra. - Preparativos de uma grande ofensiva. - Pravia, vila mártir. - Enquanto se iniciava a ofensiva sôbre Trubia... - Da frente para a rectaguarda. - À margem da guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel nas extremidades da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

27 junho, 2019

VILLALBA, Z. – MADRID EM CHAMAS (Impressões vividas em Espanha). Tradução livre de Eduardo de Castro e Almeida. [Prefácio de Marcelo Caetano]. Lisboa, [s.n. – Composto e impresso na secção de «Linotypes» de O Jornal do Comércio e das Colónias], 1936. In-8.º (19cm) de 163, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Narrativa da Guerra Civil de Espanha.
“O autor deste livro é um homem de leis, figura eminente do fôro madrileno, habituado à disciplina dos factos e das normas, e profissionalmente avêsso à deformação literária da realidade. Por isso, o depoimento que vai ler-se merece o crédito que porventura se hesitaria em conceder à obra tocada pela imaginação de um artista. O que às suas páginas falta de literatura sobra-lhes em sinceridade e em emoção: Sente-se a indizível impressão que as ditou. Assim, a verdade do livro concerte-se em interesse do leitor, breve mudado em angústia e comoção. Todo um cenário de inferno se compõe no seu espírito, em que se destacam os monstros da revolução pseudo-proletária: e surgem os retratos sóbrios, mas exactos, dos frios algozes comunistas, executores de ódios e de velhas invejas recalcadas; a vil escumalha em tumulto, livre para dar expansão aos piores instintos humanos; os chefes que pregavam altruísmo, e precipitadamente ocupam as posições mais cobiçadas pela sua ânsia de domínio e gozo; o jornalismo prevertido, os clubes judiciários, a tortura dos oprimidos e, a pôr uma nota clara nesta lúgubre, mas verídica narração, a alegria do ressurgimento, pois ressurgido se pode dizer o que sobreviveu à tragédia imensa de Madrid em chamas.”
(Excerto do Prefácio)
Matérias:
- O princípio. - O movimento em Madrid. - As confiscações. - A imprensa sob o comunismo. - O Tribunal da Salvação Pública. - A Brigada da Madrugada. - A mulher no regime marxista. - A prisão vermelha. - O apogeu. - O incêndio do Carcere Modêlo. - A guerra. - Os que não vão à guerra. - A fuga. - A bordo do «Maine». - O cubano Pozuelo. - Terras de Paz. - Os que ficaram. - O princípio do fim. - Conclusão.
Encadernação em meia de sintético. Conserva a capa de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com falta f. anterrosto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

31 dezembro, 2013

ZEGRI, D. Muro – LA EPOPEYA DEL ALCAZAR. Valladolid, Libreria Santaren, 1937. In-8.º (19cm) de 414, [2] p. ; [1] f. il. ; il.; B.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com desenhos esquemáticos das operações, mapas estratégicos, fac-símiles, desenhos da fortaleza sitiada, etc., e em separado com o retrato do Governador Militar de Toledo, General de Brigada don José Moscardó.
Narrativa histórica da Guerra Civil de Espanha publicada durante o conflito. Trata-se do cerco a que foi submetido durante 70 dias, entre Julho e Setembro de 1936, o Alcázar de Toledo, pelas forças republicanas. A fortaleza nunca viria a ser tomada, tornando-se num símbolo de resistência e do Nacionalismo Espanhol.
Contém a lista dos mortos sitiados no Alcazar.
“Los defensores del Alcázar vivieron sus hazañas sin preocuparse del porvenir, y mucho menos de la historia. Su debilidade física y la absorción de sus espíritus por la lucha ininterrompida no les permitió fijar sempre fielmente en su memoria actos en los que incluso ellos mismos participaron como héroes singulares.”
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

16 novembro, 2012

REBELLO, José Pequito – UMA PREVISÃO DOS ACONTECIMENTOS DE ESPANHA. Lisboa, [s.n. – imp. Minergráfica, Limitada], 1937. In-8º (17,5cm) de 15, [1] p. ; B.
“Desarmado quási em absoluto Portugal e entrado o mundo numa fase de violência armada, é certo que o nosso desarmamento há-de constituir uma tentação irresistível para o nosso visinho mais forte, seja êste o visinho das nossas províncias continentais ou o vizinho das nossas províncias ultramarinas. […] Dados mais dois ou três mêses para que esse governo bolchevista de Madrid, auxiliado pelo de Moscovo, reorganize pelo conhecido modelo de escravatura militarista os recursos económicos e militares herdados das épocas construtivas, estaremos então na vizinhança de um país, inimigo pelas idéas, pelas instituições, pelo seu interesse de segurança em destruir-nos; se o nosso desarmamento nesse momento for sensivelmente igual ao de hoje, é certo, matemáticamente certo, que a Espanha bolchevista se sentirá irresistivelmente tentada à nossa conquista…”
"NOTA - Dêste documento, foram, na data acima referida [19 de Março de 1936], tiradas três cópias, enviadas respectivamente ao Senhor General Carmona, ao Senhor Doutor Oliveira Salazar e ao Senhor Coronel Passos e Souza então ministro da guerra, e destinava-se, seguindo se declarava em nota apensa, «a ressalvar, na grave crise nacional que atravessamos, a responsabilidade do signatário e talvez por êle daqueles portugueses que se têm manifestado contrários desde sempre ao abandono da defeza nacional»." (excertos do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

27 dezembro, 2010

SANTOS, Alfredo Ary dos - D. QUIXOTE BOLCHEVICK. Lisboa, Imprensa Portuguesa, 1936. In-8º de 202, [1] p. ; il. ; B.
"À memória de todos os que tombaram por uma Espanha maior."
Bom exemplar. Dedicatória autógrafa (não do autor) na f. de dedicatória.   
Indisponível