Mostrar mensagens com a etiqueta Trás-os-Montes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trás-os-Montes. Mostrar todas as mensagens

03 julho, 2026

COSTA, Vieira da -
A FAMILIA MALDONADO (pathologia social). Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1908. In-8.º
(19x13 cm) de 437, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Romance realista 
cuja acção decorre na zona de Lamego.
Raro muito interessante, porventura a obra mais importante do autor.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do editor - Gomes de Carvalho - a Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), conhecido escritor, publicista e bibliófilo português.
"Foi na tarde de um domingo d'Agosto, em 1886, que a familia Maldonado chegou a Lamego, para ahi fixar residencia.
Era aquella a hora habitual do passeio, e a população, endomingueirada, formigava, convergindo para o Campo das Freiras a ouvir a banda do 9, ou para a Alamêda a gosar a frescura dos arvoredos e das aguas correntes. Pela rua dos Mercadores, um pouco angulosa, como pela de Almacave, accidentada e larga, e ainda pela da Olaria, estreita e ingreme, ia um fervilhar de gente. Bandos elegantes de senhoras em toilettes alvadias, de estio, criadas de servir ou operarias de folga com lenços de côres variegadas, berrantes, homens de campo e da cidade em trajos de festa, cavalheiros fumando e discutindo, conegos roliços, vermelhaços, d'uma adiposidade suina, rolando penosamente a sua rotundidade, - tudo isto pejava os passeios, invadia as ruas; os alumnos do collegio, em filas, commandados pelos padres, passavam unidos em batalhão; e os officiaes do 9, fazendo tilintar nas lajes dos passeios ou nas pedras da rua as suas espadas, punham uma nota marcial na pacatez das ruas pacificas.
Poucos em Lamego conheciam a familia Maldonado, e por isso, quando o carro que a conduzia, um pesado char-á-banks empoeirado e com o tejadilho abarrotado de malas, começou a subir penosamente a rua d'Almacave, grande foi a curiosidade que o seguiu, e os que melhor o observaram puderam vêr, atravez das cortinas entreabertas, quatro senhoras novas e bonitas, um cavalheiro idoso de bigode e pêra já brancos, e uma creada magra, esgalgada, com perturberancias osseas no rosto já rugoso, e o queixo deformado n'um prognatismo de caricatura."
(Excerto do Cap. I)
José Augusto Vieira da Costa (1863-1935). "Nasceu em Salgueiral, concelho da Régua, em 14.3.1863. Aí morreu em 13.1.1935. Colaborou em vários jornais e revistas, nomeadamente na Ilustração Transmontana e em jornais do Brasil. Publicou os romances Entre Montanhas, A Irmã Celeste e A Familia Maldonado. Deixou organizado o romance O Amor, e a novela Sob a Folhagem. Já quase cego escreveu Portugal em Armas, publicado por ocasião da Grande Guerra. A cegueira deixou o na miséria pelo que a Câmara da Régua lhe estabeleceu uma pensão. O Dr. Fidelino Figueiredo publicou uma análise crítica sobre a sua obra."
(Fonte: http://www.dodouropress.pt/index.asp?idedicao=66&idseccao=555&id=2555&action=noticia)
Encadernação meia de percalina com pastas recobertas de fantasia emoldurada por cercadura. Lombada lisa. Sem capas de brochura.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas com cortes e defeitos marginais
.
Raro.
50€

08 março, 2026

MACHADO, José Timóteo Montalvão -
DIFICULDADES DO POVOAMENTO DE TRÁS-OS-MONTES DURANTE A 1.ª DINASTIA.
Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História : 8.ª série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, MCMLXVI [1966]. In-4.º (205,5x19 cm) de 14 p. ; (139-149 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo acerca do povoamento medieval de país, e em especial na província de Trás-os-Montes.
"[...] Quando se formou a nossa nacionalidade, Portugal era quase desabitado, e a escassez de população continuou a ser o grande obstáculo, que tolhia todas as iniciativas, durante a dinastia afonsina.
O primeiro numeramento de fogos, digno de algum crédito, feito em Portugal, foi o de D. João III, de 1527 a 1532, que permitiu avaliar a população do reino em cerca de 1 300 000 almas. E havia quase 400 anos que a nacionalidade de formara!...
Isto nos leva a crer que, nos primeiros tempos, Portugal não devia contar mais de 500 000 habitantes, e, se a este número subtrairmos as mulheres, as crianças, os velhos e os enfermos, devemos admitir que os reis afonsinos não podiam contar com mais de 50 000 homens válidos para agricultar os campos, servir as artes e ofícios, defender as costas marítimas e fazer a guerra."
(Excerto do Estudo) 
José Timóteo Montalvão Machado (1892–1985). "Foi um eminente médico, historiador e jornalista português, natural de Chaves. Destacou-se pela sua vasta produção intelectual que cruzava o rigor científico da medicina com a investigação histórica e a genealogia.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Exerceu funções como Delegado de Saúde no Distrito de Setúbal. Foi sócio efetivo de instituições prestigiadas como a Academia Portuguesa da História, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Sociedade da Independência de Portugal. Foi diretor do jornal "Notícias de Trás-os-Montes"."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

01 março, 2026

METELLO, Manuel Arnao -
ARNAOS. Do Vedor de D. Filipa de Lencastre à casa de Cabo de Vila, em Mesão FrioLisboa : [s.n. - Impressão e Acabamento: Olegário Fernandes S. A.], 1997. In-4.° (23,5x16 cm) de 94, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo acerca da família de apelido Arnao/Arnaud. Trata-se de uma obra de genealogia que aborda a linhagem desta família, traçando a sua evolução desde o Vedor da Rainha D. Filipa de Lencastre até à sua fixação na Casa de Cabo de Vila, em Mesão Frio.
Obra ilustrada no texto e em página inteira com fotografias a cores e p.b., e reprodução de documentos, desenhos, pinturas e o brasão de família. Inclui ainda a Carta de Brasão passada a Diogo Arnao em 15 de Abril de 1717 a p.b. no texto, tendo sobreposto o mesmo documento em colagem a cores. 
Tiragem limitada a 300 exemplares.
"Vêm os Arnaos portugueses de William Arnold, descendente dos Condes de Aro ou de Arundel, na Inglaterra - segundo registam Avelar Portocarrero on "Genealogias Manuscritas" (ANTT 21-D-29) e Fr. Luis de Sousa na sua "Crónica de S. Domingos", falando do seu bisneto Frei Bernardo Arnao  - vindo para Portugal na comitiva da Raínha D. Filipa de Lancastre, como seu Vedor, ou Mordomo-Mor."
(Excerto de Arnaos: origens e grafia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e genealógico.
45€

26 setembro, 2025

COSTA, Vieira da -
ENTRE MONTANHAS (Scenas da vida do Douro). Por...
 Romances Nacionaes - IIILisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1903. In-8.º (19x12 cm) de 493, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Romance naturalista de costumes durienses cuja acção decorre, sobretudo, no Praso das Mattas, vasta quinta vinhateira situada no Douro transmontano.
"Nos principios d'este ultima decada do seculo, que vae correndo, era motivo geral de curiosidade nas Caldas do Mollêdo, já entre os banhistas adventicios, já entre os indigenas interessados, a presença alli, em determinados dias, d'um rapaz para muitos desconhecido, e que de ordinario se apresentava com uma regularidade severa de funccionario escrupuloso. Viam-n'o sempre chegar a horas certas, pelo começo da tarde, ás vezes a cavallo, ás vezes no comboio, inteiramente vestido de luto aliviado, muito cuidado no seu vestuario e profundamente comedido nos seus modos. Tão comedido mesmo, que ninguem lograva atinas com a causa das suas visitas, para muitos inteiramente mysteriosas.
Era um elegante typo de rapaz, alto e delgado, de curtis mate, olhos castanhos e um fino bigode louro-escuro sobre a bocca séria, sensual e carnuda. Não tomava banhos, não visitava ninguem, não parára jamais em frente de qualquer janella: e como tambem não assistia a nenhum divertimento, - a nenhum baile ou soirée, a nenhuma reunião ou merenda, a nenhuma burricada ou regata - nem mesmo se podia dizer que o desejo de distracções o trouxesse á terra.
A verdade, porém, é que se muitas eram as pessoas que ignoravam quem elle fôsse, algumas havia, comtudo, que o conheciam a fundo, com grande precisão de pormenores illucidativos. E d'essas, o commendador Amaral Leitão era o mais instruido, e foi o que logrou desvendar o mysterio.
O tal rapaz, que elle conhecia tão bem como os seus dêdos - aquelles dêdos grossos, cabelludos, com um rico annel de brilhantes no fura-bollos da mão direita - chamava-se Affonso Duarte da Cruz Silveira, era vaccinado, tinha vinte e cinco annos de edade e 1,74 centimetros d'altura, rigorosamente medidos no estalão administrativo quando fôra á inspecção para soldado, de que, aliás, um numero alto o livrára. Pelo que respeitava a bens de fortuna, ou meios de a adquirir, possuia uma casa de moradia nas ribas do Douro, uma legua para oeste, em sitio ermo, com uma terreola annexa onde cultivava com aproveitamento couves gallegas e aboboras meninas, cebollinho e outras plantas hortenses e dois milheiros de cêpas muito cuidadas, que davam o melhor de doze pipas de vinho, bom anno, mau anno, ; tinha ademais uma commisão para compra de vinhos da respeitavel firma ingleza - Coley and Smith - Oporto - que negociava na especialidade; e como esperanças de futura prosperidade, possuia lá para as bandas de Murça um tio materno, septuagenario, doente e sem mais herdeiros. Sobre o luto, que elle trazia, não se sabia nada."
(Excerto do Cap. I)
José Augusto Vieira da Costa (1863-1935). "Nasceu em Salgueiral, concelho da Régua, em 14.3.1863. Aí morreu em 13.1.1935. Colaborou em vários jornais e revistas, nomeadamente na Ilustração Transmontana e em jornais do Brasil. Publicou os romances Entre Montanhas (1903) A Irmã Celeste (1904) e A Familia Maldonado (1908). Deixou organizado o romance O Amor, e a novela Sob a Folhagem. Já quase cego escreveu Portugal em Armas, publicado por ocasião da Grande Guerra. A cegueira deixou-o na miséria pelo que a Câmara da Régua lhe estabeleceu uma pensão. O Dr. Fidelino Figueiredo publicou uma análise crítica sobre a sua obra."
(Fonte: http://www.dodouropress.pt/index.asp?idedicao=66&idseccao=555&id=2555&action=noticia)
Encadernação simples em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Com imperfeições nas pastas.
Raro.
Indisponível

27 março, 2025

CASTELLO BRANCO, Camillo -
D. ANTONIO ALVES MARTINS : Bispo de Vizeu.
Esboço biographico. Por... Segunda edição. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Casa Editora - Lugan & Genelioux, successores, 1889. In-8.º (19x12,5 cm) de 36 p. ; B.
Apontamento biográfico de D. António Alves Martins (Alijó, 1808 - Viseu, 1882), Bispo de Viseu, mas também professor, jornalista e político, em segunda edição. A primeira, publicada pela Viúva Moré, data de 1870.
"É agradavel e não commum esboçar alguns traços da vida de um varão benemerito, cujos antepassados, praticando obscuramente o bem, nos não intimam o dever de lhes attribuir ou inventar proezas civicas. Em tempos não remotos, quando era costume inculcar ou explicar, pelo decoro da stirpe, virtudes ou heroismos, raro biógrapho se sahia limpa e airosamente de ao pé do berço humilde do seu heroe. [...] Homens d'este vulto, per si mesmo nobilitados, não se procuram no berço: é em meio de nós, é desde o momento que os vimos receber da gratidão publica os titulos da sua nobreza."
(Excerto da Abertura)
"O snr. D. Antonio Alves Martins, doutor na faculdade de theologia, bispo de Vizeu, par do reino e ministro de estado honorario, nasceu na Granja de Alijó, provincia de Traz-os-montes, aos 18 de fevereiro de 1808. Modesta abundancia e laboriosa probidade - excellencias congeneres da profissão agricultora - honravam e felicitavam a familia que procede o snr. bispo de Vizeu.
Dado que a sua iniciação a estudos superiores não levasse o intento posto em determinado destino, motivos, em que talvez seria grande parte a obediencia, moveram o moço de deseseis annos a entrar na Terceira Ordem de S. Francisco, chamada na Penitencia, cuja casa capitular era em Lisboa."
(Excerto do Esboço)
Exemplar não muito bem conservado: capas vincadas, com cortes e pequenas falhas de papel; páginas sujas, sobretudo na primeira parte do livro. Em suma, exemplar de leitura aceitável.
Invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
10€

24 fevereiro, 2025

MENDES, Adelino - TERRAS MALDITAS (campanha d'um reporter)
. Porto, Magalhães & Moniz, L.da - Editores, 1909. In-8.º (19 cm) de [8], 223, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de reportagens realizadas pelo autor em Trás-os-Montes, na zona do Douro vinhateiro, expondo ao país as condições de vida - pobreza e miséria - das populações locais.
"Em meiados de janeiro recebi de V. Ex.ª o encargo de ir ao Douro inquerir do viver do malaventurado povo que habita essa provincia. Procurei com todo o empenho dar no Seculo, em cartas successivas, a impressão aproximada de tudo quanto vi e observei. As minhas revelações tiveram o condão de commover o paiz inteiro; e de todos os lador surgiram donativos que foram enxugar muita lagrimas e minorar muita miseria nas Terras malditas por onde peregrinei quasi dois mezes, vivendo a vida amargurada do povo, recolhendo-lhe os queixumes, ouvindo-lhe as angustiadas narrativas da sua desgraça, soffrendo com elle e maldizendo, como elle maldiz, a raça damninha de politicos que o levou ao supremo abandono e quasi ao supremo desespero.
Foi ainda V. Ex.ª que me sugeriu a ideia de publicar as minhas cartas em volume. Acceitei-a, porque o inquerito do Seculo, assim archivado, ficará constituindo uma demonstração flagrante da vida primitiva, humilhante  semi-barbara, que neste desgraçado Portugal levam ainda em pleno seculo vinte muitos milhares de individuos. E ao colligir as minhas chronicas tive o cuidado de as não alterar, procurando conservar-lhe todo o caracter de reportagem feita a correr, quasi de afogadilho, e sem pretensões litterarias que só serviriam para estragar o assumpto.
Este livro não é, portanto, mais do que o diario impressivo d'um «reporter» que procurou levar honestamente a cabo a missão de que foi incumbido."
(Excerto do prólogo - Ao senhor Silva Graça)
Crónicas:
Ao senhor Silva Graça. | I - Regoa, 18 de janeiro. II - Regoa, 20 de janeiro. III - Regoa, 21 de janeiro. IV - Regoa, 22 de janeiro. V - Regoa, 26 de janeiro. VI - Regoa, 27 de janeiro. VII - Alijó, 29 de janeiro. VIII - Alijó, 30 de janeiro. IX - Alijó, 31 de janeiro. X - Alijó, 1 de fevereiro. XI - Alijó, 2 de fevereiro. XII - Alijó, 2 de fevereiro. XIII - Alijó, 4 de fevereiro. XIV - Alijó, 6 de fevereiro. XV - Sabrosa, 7 de fevereiro. XVI - Sabrosa, 8 de fevereiro. XVII - Alijó, 9 de fevereiro. XVIII - Sabrosa, 10 de fevereiro. XIX - Regoa, 13 de fevereiro. XX - Regoa, 14 de fevereiro. XXI - Regoa, 15 de fevereiro. XXII - Lamego, 17 de fevereiro. XXIII - Lamego, 18 de fevereiro. XXIV - Lamego, 21 de fevereiro. XXV - Lamego, 22 de fevereiro. XXVI - S. João da Pesqueira, 22 de fevereiro. XXVII - S. João da Pesqueira, 25 de fevereiro. XXVIII - S. João da Pesqueira, 1 de março. XXIX - Carrazeda de Anciães, 2 de março.
Adelino Lopes da Cunha Mendes (1878-1963). "Jornalista e escritor, nasceu na Freguesia do Reguengo do Fetal (Batalha), a 28-10-1878 e faleceu em Lisboa, a 26-08-1963. Era filho de João José Gomes Mendes e de Maria Vitória Lopes da Cunha. Depois de ter feito os Estudos Secundários em Leiria, iniciou a sua carreira de Jornalista em O Século, do qual veio a tornar-se Redactor principal, a partir de 1925. Publicou numerosos artigos e reportagens em jornais diários (Novidades, República, A Capital, Jornal de Notícias, O Século, etc), tendo participado com convicção e vigor em várias campanhas, destacando-se entre elas a Crise do Douro (1909), o Terramoto de Benavente (1910), a Revolução do 5 de Outubro (1910) e o Advento da República em Espanha. Ocupou os cargos de Redactor do Diário do Senado e de Arquivista Judicial da Boa Hora. Foi correspondente de guerra em França, em 1917. Foi correspondente de guerra em França,em 1917.
Obras principais: Terras Malditas (Campanha Dum Repórter), (1909); O Algarve e Setúbal, (1916); Cartas de Guerra (Janeiro a Abril de 1917), (1917); Ares de Espanha. Política, Figuras e Paisagens, (1930); A Esplêndida Viagem, (crónicas, 1945); «Um panteísta - Afonso Lopes Vieira», (In Memoriam 1878-1946), (1947)."
(Fonte: https://ruascomhistoria.wordpress.com/2018/07/14/quem-foi-quem-na-toponimia-da-batalha/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

30 setembro, 2024

BARRADAS, Lereno A. -
VIAS ROMANAS DAS REGIÕES DE CHAVES E BRAGANÇA.
[Por]... Sócio da Associação dos Arq. Portugueses. Guimarães, [s.n. - Oficinas Gráficas da Companhia Editora do Minho, Barcelos], 1956. In-8.º (22,5x16 cm) de 
1.ª edição independente.
Separata do volume LXVI da «Revista de Guimarães».
Interessante subsídio histórico para o conhecimento das vias romanas na região de Trás-os-Montes.
Ilustrado com inúmeras fotografias em página inteira e quadros, tabelas e mapas, sendo alguns deles desdobráveis.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. José Coelho, "estudioso das vias romanas de Portugal".
Numa rápida passagem por Chaves, nos fins de 1938, tivemos a sorte de tomar conhecimento de um miliário de Augusto, inédito, abandonado na Serra da Pastoria, publicando acerca dele na boa revista «Brotéria», de Maio de 1939, e por amabilidade especial do saudoso Pe. Eugénio Jalhay, um artigo intitulado: «Um marco miliário da via romana de Braga a Chaves».
Voltando novamente à região, na passagem de 1954 para 1955, com mais demora,  procuramos esclarecer certas dúvidas que então se nos depararam sobre o que escrevemos, por meio de mais pormenorizada visita aos sítios por onde se supõe que tenha passado a via romana a que esse padrão deveria pertencer. Infelizmente o tempo foi bem mais escasso do que prevíamos, e por outro lado, insensìvelmente, fomos alargando o campo estudado a outras vias romanas das regiões de Chaves e Bragança."
(Excerto do Prólogo)
Índice:
Prólogo | I - Vias romanas. II - O tempo e as vias romanas. III - Esquema viário das regiões de Chaves e Bragança. IV - Via «Bracara Augusta - Aquas Flavias». V - Via «Aquae Flaviae - Asturicam Augustam». VI - Via «Aqua Flaviae - Pallantiam». VII - Via «Asturica Augusta - Campo mineiro de Jales». VIII - Via «Iria Flavia - Durium». IX - Via «Lucus AugustI - Durium» (Régua). X - O significado do «Padrão dos Povos». XI - Os padrões viários das regiões de Chaves e Bragança. | Apêndice | Obras consultadas | Quadros e Gráficos | Índice das gravuras.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Cadernos soltos.
Muito invulgar.
Indisponível

12 julho, 2024

SANTOS, Maria da Piedade Braga & RODRIGUES, Teresa M. Ferreira - AS ALFÂNDEGAS DE TRÁS-OS-MONTES: ANOS DE 1791 E 1801. (Separata da Revista Estudos Transmontanos - 1). Vila Real, [s.n.], 1983. In-8.º (22,5x15,5 cm) de [2], 70 p. (167-236 pp.) ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante ensaio histórico sobre a actividade fiscal na província transmontana em finais do século XVIII/princípios do século XIX.
Sobejamente ilustrado com mapas, quadros e gráficos ao longo do livro.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa das autoras ao Dr. Santana.
"O presente trabalho tem por objectivo fundamental, partindo da análise dos livros de receitas das alfândegas da província de Trás-os-Montes nos anos de 1791 e 1801, apreender e «visualizar» a actividade desses organismos fiscais, a sua estrutura, forma de funcionamento e possível contribuição nos réditos gerais do Reino.
Porquê os livros de receitas, porquê estes anos? É certo que dispúnhamos de outras informações (livro de fianças, do donativo dos 4%, etc.), mas eles não nos davam algo de essencial para o estudo aqui elaborado. Nada sobre movimentação de produtos, nada sobre direitos a pagar, nada sobre flutuação de preços. Também a escolha dos dois anos em causa não foi arbitrária.Embora tenhamos de salientar o seu carácter de amostragem, já que, a partir da segunda metade do séc. XVIII, começa a ser possível obter informações sobre o tráfico alfandegário de uma forma quase serial, os anos de 1791 e 1801 que escolhemos distinguem-se pela existência de cadernos para todas as alfândegas (com excepção de Miranda, em 1801). Situam-se, além disso, num período de viragem da economia nacional, possuem o carácter particular e contrastante de ano de paz / ano de guerra, com todas as implicações económicas na raia transmontana, forçosamente diversas das verificadas ao nível do comércio internacional dos portos marítimos.
Assim, o que iremos aqui tentar avaliar é a amplitude das relações comerciais numa zona de interior, relações de quotidiano, e verificar até que ponto se pode falar de um comércio estritamente localizado ou de uma movimentação a nível regional e nacional mais ampla."
(Excerto do preâmbulo)
"Que dizer, pois, do rendimento global e líquido das diversas alfândegas nos anos que nos ocupam? Conhecendo como conhecemos em que moldes se processavam as actividades comerciais mais lucrativas (ou seja, através e sempre do comércio marítimo), não será de surpreender que, com um rendimento global de 5409774 e 7054728 reis, respectivamente nos anos de 1791 e 1801, a província de Trás-os-Montes, através dos seus portos secos, não seja responsável por mais de 3 a 4 por cento do total de réditos comerciais do Reino.Torna-se possível, para efeitos de rendimento geral, dividir os portos secos em dois grandes grupos, cujas posições parecem definir-se ainda mais em 1801. Um primeiro com rendimentos que quase atingem ou ultrapassam o milhão de reis e que englobam por ordem de importância Bragança, Chaves e Vinhais, montante que, no princípio do séc. XIX alcança, os 3, 2 e 1 milhões, respectivamente (note-se que a falta de informação não nos permite saber até que ponto Chaves poderá ter acompanhado a subida de réditos de Bragança); e um segundo grupo mais vasto, com todas as outras alfândegas, que não ultrapassa os 500000 reis..."
(Excerto de Os Portos Secos)
Índice:
[Preâmbulo] | A Província: quadro de desenvolvimento | Os Portos Secos | Os Produtos: - Exportação e Importação por categorias; - Os géneros transaccionados | Notas | Quadros Anexos: I. Montalegre; II. Chaves; III. Vinhais; IV. Bragança; V. Outeiro; VI. Vimioso; VII. Miranda; VIII. Bemposta; IX. Freixo de Espada à Cinta.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

15 maio, 2024

TORGA, Miguel -
UM REINO MARAVILHOSO (Trás-os-Montes)
. [S.l.], [s.n], [19--]. In-8.º (21x15 cm) de [16] p. ; B.
Edição "pirata" do magnífico texto de Miguel Torga, produção fotocopiada(?) com retrato desenhado do escritor na capa, não referenciada em nenhuma bibliografia torguiana, ou outra. A BNP não menciona. A 1.ª edição impressa deste texto data de 1941, e foi incluída num livrinho 'a meias' com Paulo Quintela que reproduz a intervenção dos dois no 2.º Congresso Transmontano, realizado em Pedras Salgadas (1941), sendo a alocução de Quintela, intitulada "Um poeta de Trás-os-Montes", sobre o próprio Torga. Mais tarde, em 2002, este texto-homenagem de Torga à sua região seria republicado a solo sob chancela da Dom Quixote com ilustrações de Graça Morais. Algures entre estas datas, foi executado o presente folheto, por certo com tiragem reduzida.
Raro, com interesse para a bibliografia do escritor e ensaísta transmontano.
"Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.
Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.
O meu, o nosso Reino, que é preciso ver e sentir assim, não só existe, como é dos mais belos de que há memória na terra.
Senão reparem.
Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores, para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. Quem vai de cá, cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, tem de subir, subir, até chegar ao alto, lá onde não acaba a Ilusão, porque começa o Sonho.
Vê-se primeiro um mar de pedra. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela palavra rija dum Deus de terra. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente rasga o silêncio da penedia uma voz assim:
- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...
Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que magia se apodera de nós?
Mas ainda os olhos interrogam as fragas, e já a voz terrosa ordena:
- Entre!
A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta mancha.
Raro.
Peça de colecção.
25€

16 março, 2024

FERREIRA, Manuel Gonçalves Cavaleiro de - DA PARTICIPAÇÃO CRIMINOSA.
Dissertação de doutoramento em Sciências Histórico-Jurídicas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
. Lisboa, Oficinas Gráficas, 1934. In-8.º (22x16,5 cm) de 258, [6] p. ; B.

1.ª edição.
Tese de doutoramento do notável professor e jurista bragançano Cavaleiro de Ferreira.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Manuel Rino.
"A natureza está sujeita a leis eternas e invioláveis. O homem faz excepção a esta regra. Sendo um ente racional, intervém na formação das suas leis; e em virtude dêsse insigne privilégio, a sua subordinação a essas leis não tem a fôrça irresistível dos fenómenos naturais. Tem até a possibilidade de as violar.
Assim sucede com o direito, como regra que é de conduta entre os homens.
Para que os preceitos jurídicos alcancem acatamento e normal efectivação têm, portanto, de organizar a sua própria defesa, a defesa do direito pelo direito, quer evitando a criação ou continuação das circunstâncias favoráveis à prática dos actos contrários à ordem jurídica, quer reprimindo com sanções adequadas as violações efectivas.
Assim surge a teoria dos actos ilícitos, e a do crime como sua subdivisão. [...]
Dada a natureza eminentemente social do homem, vulgarmente se associa, combina, acorda com os demais para prossecução dos demais dos próprios interesses. E esta cooperação, que se verifica no domínio da actividade lícita. Os homens também em número plural podem concorrer e não raras vezes concorrem para a prossecução de interesses antijurídicos tornados comuns.
E se o interesse lesado é bastante grave para que a ordem jurídica sancione a sua ofensa como uma pêna, constituindo a actividade que a efectiva, por isso, um crime, o concurso de vários agentes toma um aspecto especial na vida do direito, forma uma instituição cujo estudo neste trabalho se empreende."
(Excerto da Introdução)
Índice:

Introdução. I - O Instituto da Participação Criminosa e a Unidade do Crime: 1) Unidade de violação jurídica; 2) Unidade do evento; 3) Unidade do facto; 4) A teoria de Manzini: a cumplicidade, crime distinto; 5) A natureza do crime e o instituto da participação criminosa; 6) A nossa legislação. II - Co-autoria material: 1) Acção e crime; 2) O elemento material do crime do co-autor; sua definição em função da casualidade; 3) Continuação; a acção típica; Beling; Mezger; Zimmerl; 4) Continuação; a nossa opinião; 5) Crimes de participação necessária; 6) As qualidades pessoais do co-autor; 7) O interesse do agente na co-autoria; 8) O elemento subjectivo na co-autoria; 9) Condições do crime; a pêna. III - A autoria moral: 1) Conceito de autoria moral; a natureza acessória da participação; 2) O elemento objectivo do crime do autor moral; 3) o «excessus mandati»; 4) As qualidades pessoais do autor moral; 5) Elemento subjectivo; 6) O facto do executor como condição de punibilidade; a pêna. IV - A cumplicidade: 1) A distinção entre autoria e cumplicidade; 2) Elemento objectivo de cumplicidade; 3) Elemento subjectivo de cumplicidade; 4) O facto do autor material; a pêna. 5) Concurso de diversas formas de participação.
Manuel Gonçalves Cavaleiro de Ferreira GCC (Parada - Bragança, 1911 - Lisboa, 1992). "Foi um professor de Direito e jurisconsulto português. Licenciou-se com 19 valores, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1932, onde obteve o doutoramento, em 1933. Foi nomeado procurador da República junto do Tribunal da Relação do Porto, em 1939, e contratado como professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1940. Ascendeu a professor extraordinário de Ciências Jurídicas, em 1943, e a professor catedrático, em 1944. Destacou-se sobretudo no ensino do Direito Penal, ramo em que influenciou a doutrina jurídica e assinou várias obras. Foi ministro da Justiça do Governo de António de Oliveira Salazar, de 6 de setembro de 1944 a 7 de agosto de 1954. Nessa qualidade foi responsável pela reforma prisional, pela regulamentação do Habeas Corpus e pela construção de diversos tribunais, não obstante a falta de meios. A 1 de Agosto de 1953 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Em 1972 seria um dos fundadores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, onde leccionaria até ao fim da sua carreira. Na sequência do 25 de Abril de 1974 foi saneado da Universidade de Lisboa, viajando para o Brasil, onde regeu uma pós-graduação em Filosofia do Direito, entre 1976 e 1977, na Universidade Federal de Pernambuco. O seu corpo encontra-se sepultado no jazigo da família, no Cemitério de Bragança."

(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

12 fevereiro, 2024

AGOSTINHO, Porfírio Maio -
OS CARRETEIROS : romance
. Estoril, Edição do Autor, 1994. In-8.º (20,5x14,5 cm) de [4], 371 p. ; B.
1.ª edição.
Romance realista, impressionante, baseado nas vivências do autor quando jovem, sobre as condições de vida dos "carreteiros" - transportadores de pessoas e mercadorias por zonas transmontanas de difícil acesso - no primeiro quartel do século XX.
Edição de autor, por certo com tiragem reduzida. Apesar de relativamente recente, esta obra não se encontra registada na base de dados da Biblioteca Nacional.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando a Linha do Corgo ficou concluída, 21 de Agosto de 1921, naquelas paragens transmontanas, uma nova actividade surgiu e se desenvolveu - os carretos. No entanto, a partir de 1918, já o comboio chegava a Vidago.
E das principais estações do Caminho de Ferro, para as povoações limítrofes, eram as mercadorias, de várias espécies, transportadas às costas, em alimárias e em pachorrentos carros de bois, principalmente as maias pesadas.. E de Vidago a Boticas eram dezassete quilómetros, aproximadamente, através da serra. Era um trajecto difícil, por uma alcantilada, sinuosa e estreita vereda que a serra atravessava como uma gigantesca e fantasmagórica serpente. [...]
Embora, difusamente, não podemos imaginar o quão difícil se tornava subir ou descer as encostas, do Sr. do Monte, com os carros carregados. Quando chovia era o piso molhado, lamacento, escorregadio, uma constante armadilha para homens e animais. Também um autêntico inferno experimentavam, no mesmo trajecto, quando a canícula estonteava as cabeças e as moscas e moscardos, sem piedade, os ferravam.
Em 1930, partindo de Boticas, atravessando os Soutos da Costa, em direcção ao Alto de Pinho, aqui também, homens e animais, num esforço doido, golpeando a serra, davam forma a mais um troço da Estrada nº 311. - Vidago era o objectivo. [...]
Entretanto, os carretos, faziam-se pela serra do Sr. do Monte. Carreteiros se chamavam, aos homens que a este duro e penoso trabalho se dedicavam, em sintonia com os restantes trabalhos da lavoura. Os ganhos eram magros e o raio da filharada nunca era atacada pelo fastio. Vida de cão. Nada fácil. Lembrança de tempos passados. Eram homens rudes, simples, honestos e laboriosos. Teceram, por assim dizer, as malhas da rede de um estrato de tempo."
(Excerto do preâmbulo)
Porfírio Maio Agostinho (1947-2005). "Escritor, natural de Eiró, Freguesia e Concelho de Boticas, nasceu a 02-08-1947 e faleceu em 2005. Completou a Instrução Primária com dez anos de idade. Até aos 13 anos trabalhou no campo a ajudar os pais. À procura de uma vida mais digna, foi para a Capital onde, com 13 anos de idade, começou a trabalhar numa fábrica de cortiça. Foi, contudo, em Angola, cumprimento do Serviço Militar (1969/1971), mercê do contacto com outras gentes e outras culturas, rasgando-se à sua frente novos horizontes, que sentia a necessidade de ir mais longe. Para isso tinha que estudar, e fê-lo. Como trabalhador-estudante, fez o 12º ano e frequência da Universidade, mas é como autodidacta que se valoriza, faz várias pesquisas, procura ir sempre mais além. A sua colaboração literária é vasta por Jornais Regionais como: Ecos de Boticas, Negócios de Valpaços; Voz de Chaves; Falcão do Minho; Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro e Revista Unearta, que ajudou a fundar. É autor de diversos livros, como Os Carreteiros; Natália; Tinísia e os Guerreiros; O Sonho é Um Desatino e, por fim Torneio de Ervededo."
(Fonte: Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, (Volume I, Coord. Barroso da Fonte, Editora Cidade Berço, 1998)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequeno rasgão na contracapa, junto da lombada, sem perda de suporte.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

14 novembro, 2023

FERREIRA, J. Bethencourt e SANTOS JÚNIOR, J. R. dos -
A PEDRA DE COBRA.
Algumas considerações sôbre medicina popular das mordeduras de víbora. Separata da «Revista Lusitana», vol. XXIX. Pôrto, Imprensa Portuguesa, 1932. In-8.º (24x16,5 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso ensaio sobre medicina popular e superstição.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Dr. Júlio Bethencourt Ferreira ao conhecido romancista e dramaturgo Júlio Dantas.
"As cobras ou serpentes ocupam lugar importante nas actuais superstições populares portuguesas, como o ocupavam já nas antigas.
São muitas as lendas em que moiras encantadas, protectoras desveladas de tesoiros, deixam na manhã de S. João a forma de cobra que vivem todo o ano no fundo das fontes, poços ou regatos e, tomando figura humana, veem pentear fora de água os seus cabelos de oiro cintilantes.
O folclore português é rico em quadras alusivas àquele réptil.
Até há superstições ou lendas nas quais transparecem vestígios do culto ofiolátrico. Assim sucede numa colhida no centro do país, na qual se conta que num hiante algar, junto à serra, vivia uma serpente que, se por necessidade saísse daquele antro, assolaria a região. Segundo é lenda, os campónios iam ali mugir diàriamente algumas cabras, vertendo o leite numa depressão cavada na rocha, o qual, seguindo por um conduto para o interior da caverna, era absorvido pela serpente, que dessa forma mantinham prisioneira.
Quantas superstições! quantas lendas! existem espalhadas do norte ao sul de Portugal, nas quais a cobra intervém, ora como agente benéfico e protector, ora como agente daninho e maligno."
(Excerto do ensaio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
15€

05 outubro, 2023

GOMES, Virgílio Nogueiro -
TRANSMONTANICES. Causas de Comer.
Prefácio de Inês Pedrosa. Desenhos de Graça Morais. Lisboa, Edições do Gosto, 2010. In-8.º (21x15 cm) de 169, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso conjunto de crónicas amenas sobre Trás-os-Montes e a sua gastronomia.
"Com prefácio de Inês Pedrosa e desenhos de Graça Morais, o livro é constituído por textos que descrevem a gastronomia transmontana e por um conjunto de crónicas que Virgílio Gomes escreveu sobre as memórias da vivência e educação do gosto que adquiriu pelo facto de ter nascido e vivido em Trás-os-Montes." (Fonte: Wook)
Ilustrado com 6 bonitos desenhos de Graça Morais em página inteira.
"Do ponto de vista gastronómico não é fácil estabelecer fronteiras rígidas para localização da chamada cozinha regional. Por tradição, um ou outro prato ou produto, encontram-se muitas vezes nas regiões vizinhas, pelo menos na orla fronteiriça. Ao tentar caracterizar uma região não se pode, por isso, ser categórico na delimitação geográfica dessa região e devemos, portanto, aceitar de forma benevolente a região assemelhada à divisão administrativa da província de Trás-os-Montes, que compreende os distritos de Bragança e Vila Real.
Aceite este princípio de localização, surge-nos com frequência outra questão que é a dificuldade de unificação da designação à transmontana enquanto identificadora de um prato e da região. À transmontana é expressão que não aparece em nenhum repertório de cozinha, enciclopédia ou manual. [...]
Acreditamos mesmo que a terminologia à transmontana, no geral, seja uma invenção recente - século XX - pela necessidade de os restaurantes evidenciarem a origem dos pratos apresentados nos seus cardápios. [...]
Naturalmente, mais importante que a terminologia é a caracterização esta região, rica em produtos, confecções simples e mesa farta."
(Excerto de Trás-os-Montes)
Virgílio Nogueiro Gomes. "Nascido em Bragança, manifesta sempre a sua origem transmontana. Percorrendo a inventariação das tradições portuguesas, ou «à portuguesa», continua a escrever de forma descontraída e prática. Das aulas de História da Alimentação às várias palestras que profere, reserva sempre tempo para as suas crónicas sobre curiosidades em viagem ou aspetos interessantes relativos a hábitos alimentares. É investigador do Projeto DIAITA - Património Alimentar da Lusofonia." (Wook)
Virgílio Gomes mantém com a sua terra natal, Bragança, uma especial relação. Uma vivência atenta que patrocina com investigação, escritos e visitas frequentes.
Este transmontano que conhece os caminhos profissionais da restauração, da sua operação à frequência da mesa, é um reputado gastrónomo.
Participa de diversas instituições. Fomenta variados actos, aos quais empresta um elevado reconhecimento das matérias da sua especialidade, a alimentação e gastronomia. Escreve como vive, descontraída e apaixonadamente." (Texto retirado da badana)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

07 setembro, 2023

AFONSO, Belarmino -
O COZER DO PÃO. Aspectos de uma actividade artesanal transmontana. Semana Cultural. Bragança, [s.n. - Composto e impresso da Escola Tipográfica - Bragança], 1982. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 88 p. ; [1] f. desd. (bco) ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio etnográfico e antropológico para a história da confecção artesanal do pão na província de Trás-os-Montes.
Ilustrado com quadros, tabelas e inúmeros desenhos e fotografias ao longo do livro, na sua maioria impressos em página inteira. Com uma folha desdobrável - em branco(?) - separada do texto.
Inclui rezas, benzeduras, mandamentos e canções que acompanhavam todas as fazes do processo de feitura do pão.
"O pão cozido adquire um certo valor mágico. Se cai ao chão, apanha-se, beija-se e come-se. Também é pecado espetar o garfo ou faca no pão. É como espetar o corpo de Cristo.
Se caísse uma criança ao lume ou à água, e o pão estivesse virado ao contrário, primeiro devia pôr-se o pão direito, e só depois é que se devia salvar a criança.
O pão é sagrado e deve ser a primeira coisa a colocar sobre a mesa, numa refeição. O pão dentro do forno não deve ser visto. Se for muito olhado, não cresce. Dizem que «lhe entrou a velha»."
(Excerto de Superstições e provérbios)
Sumário:
1 - O cereal: - Poesias e provérbios; - Apólogos. 2 - O moinho e o moleiro: - Localização do moinho; - Poesia satírica. 3 - O cozer do pão: 3.1 - O peneirar; ritmos musical e poético: - O fermento e o amassar; - Religião popular e orações; - Aquecer o forno e fingir; - Meter o pão ao forno e orações mágicas; - Superstições e provérbios. 3.2 - O forno e construção: - Fornos a cidade de Bragança. 3.3 - A farinha e a culinária. Derivados do pão: - Algumas receitas; - A farinha e o pão na medicina caseira. 3.4 - Jogos e adivinhas. 4 - Apêndice: 4.1 - Invocações de Santos. 4.2 - Orações ditas ao peneirar, amassar, depois de amassar, fingir, meter o pão ao forno, depois de meter o pão ao forno. 4.3 - Lírica e canções: - Algumas canções em dialecto mirandês. 4.4 - Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com uma rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
50€

02 julho, 2023

BILÓ, Júlia de Barros - CONSTANTINO, REI DOS FLORISTAS. Uma Quási-Biografia. Leiria, Magno Edições, 2003. In-4.º (23 cm) de 296, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia romanceada de Constantino de Sampaio e Melo - o Rei dos Floristas (1802-1873), natural de Torre de Moncorvo (ou simplesmente Moncorvo), que do nada construi um império na indústria das flores artificiais em Paris. Amante das flores, estudioso de Botânica, cultivava o seu interesse com viagens de prospecção e recolha. Os seus arranjos eram requisitados pela alta burguesia e casas reais europeias para as grandes ocasiões, sendo os seus trabalhos alvo de curiosidade e admiração, tal a excelência atingida, sendo muito difícil distinguir as suas plantas das naturais, sobretudo quando apresentava bouquets mistos. Amélia, rainha consorte de França (1782-1866), em certa ocasião, disse-lhe o seguinte: "As suas flores têm apenas uma diferença das naturais, estas murcham; as suas não". Dá nome a um dos mais conhecidos parques da capital - o Jardim Constantino.
Livro ilustrado, a cores e a p.b., com fotografias de notícias, edifícios e imóveis relevantes, correspondência e documentos oficiais, sendo a maioria em página inteira.
"A pequena obra que ora vos apresento é constituída por duas partes distintas.
1. Na primeira, a que chamei "Uma Quási-Biografia", tentei dar a conhecer Constantino-criança, Constantino-rapaz, Constantino-soldado, Constantino-artista, enfim, Constantino, Rei dos Floristas. [...]
2. A segunda parte consiste num conjunto de fotocópias, fotografias e digitalizações de documentos autênticos, de artigos de jornais e revistas da época, de cartas pessoais e de negócios, páginas dos "Anuários do Comércio e Indústria de Paris", ao longo de mais de 3.5 anos, alguns mapas e fotografias e ainda 5 ou 6 curtas biografias do grande florista."
(Excerto de Nota Introdutória)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Esgotado.
Indisponível

28 junho, 2023

COELHO, Trindade - OS MEUS AMORES. (Contos e Balladas). 3.ª edição, muito augmentada. Paris-Lisboa, Livraria Aillaud & Cia, 1901. In-8.º (19 cm) de 423, [1] p. ; [1] f. il. ; E.
Conjunto de pequenos contos de inspiração rural (23), distribuídos por três "categorias": Amores Velhos; Amores Novos; AmorinhosTrata-se talvez da obra mais apreciada do autor, a par de In Illo Tempore (recordações dos seus tempos de estudante, em Coimbra).
Título traduzido para castelhano e francês, e multiplamente reeditado entre nós. Inclui no final do livro a apreciação literária de Os meus amores pela crítica espanhola.
Livro ilustrado com o retrato de Trindade Coelho impresso em heliogravura, por Dujardin (Paris).
Edição substancialmente aumentada relativamente às duas que a precederam (o dobro), composta por textos rústicos, muito belos - a prosa cuidada e castiça - a fazer lembrar outro mestre contista português - Teixeira de Queiroz.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando atravessou a povoação, rua abaixo, com o rebanho atraz d'elle, era ainda muito cedo. Ao longo das ruas tortuosas, as portas conservavam-se fechadas, e não vinha das habitações o mais insignificante ruido. Dormia-se a somno solto por todas aquellas casas. Apenas algum cão, subitamente acordado em sobresalto pelo chocalhar do rebanho, ladrava do alto dos escadorios de pedra onde ficára de sentinella, ou de dentro das curraladas, onde levára a noite fazendo companhia aos novilhos. D'onde em onde, gallos madrugadores entoavam matinas sonoras, que eram como risadas vibrantes de bohemios, n'alguma esturdia, a deshoras...
Mas passadas as ultimas casas, o silencio condensava-se para toda a banda, núma grande pacificação de templo adormecido. Nem viv'alma pela ladeira que levava ao rio, por um caminho em zig-zags. [...] Nem um balido de ovelha em todo o rebanho que se ia submissamente á mercê do pequeno pastor, parando se elle parava a colher as amoras frescas dos silvados, recomeçando a marcha se de novo elle se punha a caminhar.
Quando passou rente ao meloal da fidalga, ouviu-se o ruido de um tiro, que o echo levou para longe."
(Excerto de Idyllio Rustico)
"Noite velha, sahia o Antonio Fraldão de casa da Alonsa, quando viu, a curta distancia, escoar-se um vulto que parecia de gente.
O Fraldão sahia á esconsa e por isso não se affirmou: - mas ainda que se affirmasse, provavelmente não conhecia quem era, pois já não havia luar áquella hora, e as estrellas, ao alto, esmoreciam. Demais, os dois seguiram em sentido contrário; elle a metter-se em casa, e o outro, se era gente, direito á cóva dos castanheiros, onde se internaria na treva densa.
Aquillo, a principio, não deu que pensar ao Fraldão; - mas ao chegar a casa pouco depois, no extremo opposto da pequena aldeia, já com a mão da aldraba da porta suspeitou:
- Ora quem seria o melro?! Se teremos historia?!..."
(Excerto de Antonio Fraldão)
Indice:
Amores Velhos: Idyllio Rustico; Sultão; Ultima Dadiva; Preludios de Festa; Typos da Terra; Vae Victoribus; Maricas; Para a Escola; Abyssus Abyssum; Mãe.
Amores Novos: Terra-Mater; Luzia; A Choca; Á Lareira; Vae Victis; Antonio Fraldão; Manhã Bemdita; Mater Dolorosa; Manoel Maçores.
Amorinhos: O conto das três maçãsinhas d'oiro; O conto da infeliz desgraçada; O conto das artes diabolicas; Parabola dos sete vimes.
«Mis Amores» e a Critica.
José Francisco Trindade Coelho (1861-1908). "Escritor. Natural de Mogadouro, a sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar democraticamente o cidadão português. Era um homem inconformado. Nem a fama de magistrado, nem o prestígio de escritor, nem a felicidade conjugal conseguiam fazer de Trindade Coelho um cidadão feliz. À medida em que avançava no tempo mais se desgostava com a vida, pelo que o desespero o levou ao suicídio em 1908. Deixou uma obra variada e profunda, distribuída por quatro vertentes. Jornalismo, carácter jurídico, intervenção cívica e literária. Algumas obras: «Manual Político do Cidadão Português», o «ABC do Povo», o «Livro de Leitura». A série «Folhetos para o Povo», onde se incluem, entre outros: Parábola dos Sete Vimes, Rimas à Nossa Terra, Remédio contra a Usura, Loas à Cidade de Bragança, e Cartilha do Povo, A Minha candidatura por Mogadouro. Como obras literárias deixou: «Os Meus Amores» (1891) e já inúmeras reedições de «In Illo Tempore» (livro de memórias de Coimbra-1902)."
(Fonte: Wook)
Belíssima encadernação em meia de pele com cantos, e com ferros gravados a ouro nas pastas e na lombada. Conserva as capas de brochura, ainda que a capa frontal tenha sido alvo de restauro.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Aparado e carminado à cabeça. A pasta anterior apresenta falha de revestimento junto à lombada.
Raro.
Indisponível

28 novembro, 2022

NORONHA, Eduardo de - A MARQUEZA DE CHAVES
. Porto, Livraria Civilização, 1922. In-8.º (18 cm) de 570 p. ; [2] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Biografia de D. Francisca Xavier Teles da Silva de Noronha Camões e Albuquerque (1795-1845), uma "mulher de armas". Acompanhou o marido, Manuel da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, o 1.º Marquês de Chaves, em 1808, na revolta contra os franceses de Junot e durante a Guerra Peninsular. Apoiante de D. Miguel, sublevou as tropas em Trás-os-Montes e acompanhou os revoltosos que não aceitaram o regime saído da Revolução Liberal, nalgumas ocasiões substituindo no comando o marido, exilado em Espanha.
Livro ilustrado com um retrato da 1.ª Marquesa de Chaves em separado.
"Junot, logo que se instala em Lisboa, cura imediata e paralelamente dos serviços militares e de organisar a policia. Escolhe para seu chefe Pierre Lagarde,que desempenhára egual cargo em Veneza, muito a contento do general Buonaparte. Investido de poderes discricionarios, depressa excede em tirania o autoritarismo de Pina Manique, sem possuir a largueza de vistas destes."
(Excerto do Cap. II - Conspirações)
Encadernação inteira de pele, com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada algo desgastada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

14 novembro, 2021

REBELO, Joaquim Manuel - A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS NOS CONCELHOS DE TORRE DE MONCORVO E FREIXO DE ESPADA-À-CINTA
. [Vila Real], Núcleo Cultural Municipal de Vila Real, Maio de 1978. In-4.º (23 cm) de 37, [3] p. , il. ; B. Cadernos Culturais - 3
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre o lado supersticioso da religião, aspecto arreigado na alma de um povo crente e devoto, mas respeitador do "sobrenatural". Opúsculo com interesse regional, histórico e etnográfico.
Livro ilustrado no texto com diversas fotogravuras a p.b. e uma partitura: "Encomendação das Almas", da Freguesia de Urros, concelho de Torre de Moncorvo.
Obra impressa em curta tiragem. A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
"A devoção às Almas do Purgatório está profundamente arreigada em Trás-os-Montes e Alto Douro, e é, talvez, «um dos aspectos mais curiosos do culto dos mortos existente no nosso país». «...O que se procura (com esta prática religiosa) é infundir piedade nos vivos pela alma dos mortos, a fim de que se juntem em preces fervorosas, de maneira a alcançarem o perdão de Deus para os pecados dos parentes, amigos, ou conterrâneos falecidos.
O encomendador ou encomendadores são levados pelo sentimento, ou em cumprimento de uma promessa, ou penitência a incitar os vizinhos a rezar pelos mortos, para os aliviar das penas do Purgatório.»"
(Excerto da Introdução)
Índice: Introdução. | Concelho de Tore de Moncorvo: Freguesia e Açoreira; Freguesia e Cabeça-Boa; Freguesia de Cardanha; Freguesia de Carviçais; Freguesia de Castedo e Vilariça; Freguesia de Felgar; Freguesia de Felgueiras; Freguesia de Larinho; Freguesia e Lousa; Freguesia de Maçores; Freguesia e Peredo dos Castelhanos; Freguesi de Mós; Freguesia de Souto da Velha; Freguesia de Urros; Outras freguesias. | Concelho de Freixo de Espada-à-Cinta: Freguesia de Fornos; Freguesia de Freixo de Espada-à-Cinta; Freguesia de Lagoaça; Freguesia de Ligares; Freguesia de Masouco; Freguesia de Poiares.
Joaquim Manuel Rebelo (1922-1995). "Natural de Vila Nova de Foz Coa, capelão do Internato Francisco Meireles e professor da Escola Secundária de Moncorvo. Sócio da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (Porto) e da Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa)."
(Retirado do verso da f. rosto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
35€
Reservado