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02 fevereiro, 2026

PINHEIRO, Cap. António dos Santos Boavida -
GIMNO-CROSS - EDUCAÇÃO FÍSICA : LEGIÃO PORTUGUESA.
Estudo realizado pelo... Mestre de Educação Física; Instrutor Militar do Batalhão n.º 4 da L. P. [S.l.], Legião Portuguesa, 1966. In-8.º (22,5x17 cm) de [2], 6, 14, [4], [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo de educação física patrocinado pela Legião Portuguesa, verdadeiro manual de treino e organização militar. O autor propõe para a aula de ginástica ministrada na instrução da LP corridas de corta-mato em terreno aberto e acidentado, com os exercícios descritos ao pormenor, incluindo recomendações sobre saúde e fadiga.
Trabalho impresso em papel de superior qualidade, policopiado, sem menção na BNP, divide-se em três partes:
- A apresentação do exercício;
- O exercício propriamente dito - o "Gimno-cross";
- O papel do instrutor.
"Dos horários de instrução da L. P. faz parte, como não poderia deixar de ser, um período destinado à Educação Física, que como meio necessário à educação integral do indivíduo deverá ser utilizado de forma a obter-se um rendimento máximo da sua acção dentro de tal objectivo."
(Excerto da Apresentação)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
35€

21 maio, 2019

LEGIÃO EM MARCHA. N.º 110/111 - ANO VII. Director: João Ameal. Março/Abril - 1958. [Lisboa], Gabinete do Presidente da J. C. da Legião Portuguesa, 1958. In-fólio (30x21cm) de 26, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Número especial comemorativo do 30.º aniversário da ascensão de Salazar ao poder, e dos 25 anos da Constituição de 1933, momento que marcaria o início do regime do Estado Novo.
Ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas ao longo do texto.
"Decorreram trinta anos, no passado dia 27 de Abril, que o Sr. Professor Doutor Oliveira Salazar ascendeu ao Governo da Nação.
Em três décadas de notabilíssima acção governativa, através duma jornada de inteira dedicação e sacrifício da sua própria vida, criou uma época nova nos destinos históricos da Casa Lusitana.
O que fez de profundo trabalho na regeneração dum País doente, o que saneou primeiro, para depois robustecer e prestigiar; o que solucionou nas horas perigosas da guerra; o que renovou na personalidade moral e mental da Nação: - fica inesquecível na gratidão de todo o português bem formado. [...]
A Legião Portuguesa «forma» como ala de Salazar. Em volta do seu Chefe, destinada a manter intacta a vitória que lhe devemos, afirma-se como expressão viva da nobre missão de que foi investida: a da consciência moral da Nação."
(Excerto de A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis)
Artigos:
- A obra de Salazar no presente e no futuro. - A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis. - Os 25 anos da Constituição de 1933. - Os Partidos perante a Nação. - A Igreja Vermelha. - Crónica internacional: Para onde vamos? - Um grande marinheiro português: João da Nova. - A obra de cooperação social da Legião. - Depois de "a conversa com Salazar". - Mensagem da Legião Portuguesa a Salazar. - Figuras e lições da História: Dom Teodósio II, sétimo duque de Bragança. - Este sólido bastião ibérico. - A Família no sistema soviético. - A propósito da reunião em Paris do Conselho da O. T. A. N. - Um caso insólito de racismo. - Uma conferência em Aveiro. - Uma conferência do capitão Silva Baptista sobre a Racionalização da Indústria do Pão. - Cinema nacional. - Mobilização permanente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

04 junho, 2015

DELGADO, Capitão aviador (C. E. M.) Humberto & OLIVEIRA, Tenente do B. Caç. 2 Fernando de - AUXILIAR DO GRADUADO DA LEGIÃO : guerra de ruas e guerra de guerrilhas. Tomar, Tipografia e Papelaria «A Gráfica», 1937. In-8.º (17,5cm) de 479, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Muito ilustrada com 80 gravuras - desenhos esquemáticos e quadros nas páginas do texto.
Contém 2 desdobráveis do Batalhão de Tomar, da Legião Portuguesa:
- Guarda de Guarnição à Central Eléctrica : Parte da mesma no dia 14 de Julho de 1937;
- Parte da guarda de polícia ao quartel no dia 14 de Julho de 1937, que contém no verso, a Relação dos presos existentes na casa de reclusão do quartel.
Curioso manual de combate, guerra urbana e guerrilha, verdadeira cartilha militar, da autoria de Humberto Delgado, o General Sem Medo.
"Com a presente publicação cremos ter vindo preencher uma lacuna na bibliografia militar portuguesa, muito embora, evidentemente, seja de todos os dias, por êsse mundo àlem, a publicação de livros em que se arrumam e compilam de nova maneira conhecimentos já publicados.
O presente livro, em parte também de compilação, apresenta porém alguns caracteres nitidamente distintivos."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I - Vocabulário militar. II - Guardas e partes da guarda. III - Escoltas. IV - Diligências. V - Requisições e boletos. VI - Correspondência. VII - Ordem pública. VIII - Rondas às localidades. IX - Participações. X - Requerimentos. XI - Deveres dos Graduados. XII - Continências. XIII - Limpeza e conservação do material. XIV - Higiene e pensos individuais. XV - Socorros. XVI - Tiro. XVII - Orientação. XVIII - Medidas angulares. XIX - Avaliação de distâncias. XX - Topografia. XXI - Reconhecimentos. XXII - Estacionamento. XXIII - Marchas. XXIV - Dissimulação. XXV - Defesa terrestre contra aeronaves (D. T. C. A.). XXVI - Gazes e Fumos. XXVII - Organização do terreno. XXVIII - A Segurança. XXIX - Defesa contra o serviço de informações do inimigo. XXX - Serviço especial de vigilância na visita de vultos políticos, paradas, etc. XXXI - Conhecimentos gerais indispensáveis no combate da Infantaria. XXXII - A Esquadra (Quina). XXXIII - A Secção. XXXIV - O Pelotão (Lança). XXXV - A Guerra de ruas. XXXVI - A Guerra de guerrilhas. XXXVII - A organização da Infantaria Portuguêsa. XXXVIII - Características e emprêgo do armamento. XXXIX - Informação e observação. XL - Ligações e transmissões.
Humberto da Silva Delgado (1906-1965). "Nasceu em Boquilobo, Torres Novas, a 15 de Maio de 1906. Casou com Maria Iva de Andrade Delgado. Frequentou o Colégio Militar, cujo curso concluiu em 1922, bem como a Escola do Exército, onde se formou em Artilharia de Campanha, em 1925. Ingressou então na Escola Prática de Artilharia. Participou na preparação no Movimento do 28 de Maio de 1926, que pôs termo ao regime republicano. Frequentou o curso de observador aeronáutico (1926-1927), passando depois a instrutor e, em 1928, tirou o curso de oficial piloto aviador. Entre 1929 e 1932 fez os preparatórios do Curso de Estado Maior e de 1932 a 1936 frequentou a Escola Central de Oficiais, concluindo o Curso de Estado Maior. Desempenhou funções de adjunto militar do Comando Geral da Legião Portuguesa, de comissário nacional adjunto da Mocidade Portuguesa, passando depois a vogal do Conselho Técnico. Foi adjunto da Missão Militar às colónias em 1938, altura em que se deslocou a São Tomé, Angola e Moçambique. Acompanhou o Presidente da República, general Craveiro Lopes, à África do Sul. Em 1929 foi secretário do Ministro da Instrução, o tenente-coronel Eduardo da Costa Ferreira. Data do mesmo ano a visita de estudo à aviação francesa, e de 1932 a visita de estudo ao Marrocos espanhol. A convite do Governo espanhol acompanhou uma missão da Legião Portuguesa a Espanha, durante a guerra civil. Em 1942 foi nomeado representante do Ar nas negociações para a cedência aos ingleses da base dos Açores, o que lhe valeu a atribuição da Ordem do Império Britânico. Em 1944 foi nomeado director geral do Secretariado de Aviação Civil e em 1945 fundou os Transportes Aéreos Portugueses (TAP), criando as primeiras linhas de ligação aéreas com Angola e Moçambique. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do Comité dos Representantes Militares da NATO. Com 47 anos foi promovido a general e em 1956 o Governo americano concedeu-lhe o grau de Oficial da Ordem de Mérito.
Em 1958 recebeu convite da oposição democrática para se apresentar, como candidato independente, às eleições presidenciais. Aceitou, afirmando, durante a campanha eleitoral, que demitiria Salazar, caso o vencesse nas urnas. O apoio popular à sua candidatura e a subsequente acção da PIDE causaram tumultos no Porto e em Lisboa, a 14 e 16 de Maio. Realizadas as eleições, foram os seguintes os resultados divulgados: 25% dos votos para Humberto Delgado e 75% para Américo Tomás. Foi então afastado, pelo Governo, das funções que exercia. Manteve, no entanto, actividade política, criando o Movimento Nacional Independente. A 12 de Janeiro de 1995 refugiou-se na Embaixada do Brasil, acabando por partir, a 21 de Abril de 1959, para o Rio de Janeiro, onde entrou em contacto com oposicionistas ao regime político de Salazar, com o objectivo de contra ele desenvolver uma acção concertada. Assumiu a responsabilidade política do apresamento do navio Santa Maria, da Companhia Nacional de Navegação, em 22 de Janeiro de 1961, levado a cabo por Henrique GaIvão em conjunto com membros do Directório Ibérico de Libertação. Nesse mesmo ano entrou clandestinamente em Portugal, com o objectivo de participar na revolta de Beja, que não vingou. O facto causou-lhe a perda do estatuto de exilado no Brasil. Deixou este país em 1963, voltando à Europa (Checoslováquia), onde passou três meses. Foi depois para a Argélia, onde o presidente Ben Bella o recebeu com honras de chefe de Estado. Assumiu a liderança da Junta Revolucionária Portuguesa, órgão directivo da Frente Patriótica de Libertação Nacional, que integrava diferentes correntes da oposição. Acabou por entrar em divergência com os demais elementos em relação à forma de derrubar Salazar. Procurado pela PIDE desde 1959, foi a Badajoz, em 13 de Fevereiro de 1965, pensando acorrer a um encontro com oficiais do exército. A partir desse dia, ele e a sua secretária, a brasileira Arajaryr de Campos, foram dados como desaparecidos. Só dois meses mais tarde, a 24 de Abril de 1965, na sequência das investigações de uma Comissão da Federação Internacional de Direitos do Homem, foi anunciada a descoberta dos corpos, perto de Villanueva del Fresno.
Humberto Delgado foi colaborador de diversas revistas e jornais, de que se podem referir a Revista Militar, a Revista de Artilharia, a Do Ar, a Aeronáutica, a Defesa Nacional, da qual era editor e chefe dos serviços de propaganda, e de O Século.
São várias as obras publicadas: de 1933, A pulhice do Homo Sapiens; de 1937, Aviação, Exército, Marinha, Legião: conferências; de 1937, Guerra de ruas e guerra de guerrilhas; de 1939, Auxiliar do graduado da Legião: 28 de Maio, peça radiofónica em três actos.
É referido, pela actividade política que desenvolveu, como "o General sem Medo"."

(in  http://www.aatt.org/site/index.php?op=Nucleo&id=1599)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa vincada, com defeitos; mancha de humidade, junto ao festo, visível nas primeiras cinco folhas do texto.
Muito invulgar.
Indisponível