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28 fevereiro, 2023

KOEHNE, Bernhard Karl von - LETTRE A MONSIEUR J. YONGE AKERMAN, secrétaire honoraire de la Societé numismatique de Londres, sur quelques médailles autonomes grecques de différentes cabinets.
(Extrait de VI Vol. des Mémoires de la Societé Impériale d'archéologie.). St. Pétersbourg, De l'Impremerie des Papiers de la Couronne, 1852. In-4.º (23 cm) de [4], 18 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa publicação a propósito de uma colecção de moedas gregas, impressa em S. Petersburgo - à época, capital do Império Russo - sendo czar Nicolau I.
Opúsculo ilustrado com uma estampa extra-texto com 10 desenhos dos exemplares em questão.
Bernhard Karl von Koehne (Berlim, 1817 - Würzburg, 1886). "Foi um arqueólogo, numismata e genealogista alemão ao serviço da Rússia Imperial. Em 1844 foi nomeado curador do departamento de numismática do Museu Hermitage, em São Petersburgo, acumulando com a consultoria científica, e de 1857 em diante director da secção de armas no departamento de heráldica do senado russo. Após cair em desgraça junto dos círculos académicos de São Petersburgo, requereu a cidadania finlandesa em 1859, que não lhe foi concedida. Foi conhecido na Rússia sob o nome de Boris Valisilivich Kene em russo: Бернгард (Борис) Васильевич Кёне."
(Fonte: Wikipédia)
John Yonge Akerman FSA (1806–1873). "Foi um antiquário inglês especializado em numismática. Escreveu sob o pseudónimo Paul Pindar. Em janeiro de 1834, Akerman foi eleito membro da Sociedade de Antiquários. No outono de 1848, tornou-se secretário adjunto de Sir Henry Ellis e, cinco anos depois, secretário único. Desempenhou a tarefa até 1860, quando problemas de saúde o obrigaram a renunciar ao cargo, bem como ao de editor da Archæologia."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Protegido por capas simples, lisas. A capa encontra-se amputada em cerca de 1/4 do papel à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e numismático.
Sem registo na BNP.
10€

29 abril, 2021

CRUZ, Maria Amália Furtado - CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA POESIA FUNERÁRIA NA "ANTOLOGIA PALATINA".
Dissertação para Licenciatura em Filologia Clássica apresentada por... Universidade de Lisboa : Faculdade de Letras
. [S.l.], [s.n.], 1950. In-4.º (28 cm) de [1], 77, [1] f. ; E.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a poesia funerária na Grécia Antiga. Tese de licenciatura da autora apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar dactilografado, com 77 folhas impressas na frente; inclui epigramas manuscritos no original grego ao longo do texto. Obra nunca publicada em livro.
"A Antologia Palatina, também conhecida como a Antologia Grega, ou, em latim Anthologia Græca, é uma colecção de poemas, a maioria epigramas, escritos durante os períodos clássico e bizantino da literatura grega. Os poemas são curtos, de dois a oito versos no geral, raramente alguns são mais extensos, escritos para serem gravados em inscrições de tipo sepulcral (lápide) ou votiva."
(Fonte: wikipédia)
"Não foi sem razão que escolhi para tema do meu trabalho o estudo da poesia funerária da "Antologia Palatina". Esta colectânea, que abrange um período de tempo de vários séculos, é rica, não só em quantidade, mas também em qualidade, duma poesia que - embora revele o espírito duma época geralmente considerada decadente no aspecto literário -, todavia é também marcada por um cunho de profunda humanidade. E um dos géneros de poesia que mais nitidamente no-lo transmitem é sem dúvida o género funerário. A própria natureza deste género poético o exige, na medida em que implica um interêsse pela existência e destino humanos, que tem preocupado todos os homens, independentemente da época em que vivem ou da raça a que pertencem.
O problema da existência para além da morte tem sido interpretado diferentemente segundo as diversas religiões, mas podemos dizer que é comum a crença de que não é totalmente que o homem morre. E desde os primitivos, em que a ideia de sobrevivência de alma não envolve de nenhum modo a crença na eternidade, até ao cristianismo, encontramos permanentemente o culto dos mortos, com os seus ritos e superstições, diferente segundo os princípios de ordem religiosa em que se baseia."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Bibliografia. | Introdução. | I Parte: I - Ambiente político e social: II - Filosofia, moral e religião; III - Literatura; IV - O género funerário. II Parte: I - Influências de outros géneros literários no epigrama funerário; II - Crenças e superstições; III - Ideias filosóficas e morais; IV - Interêsse pelo passado; V - A vida familiar e profissional. | Conclusão. | Índice.
Encadernação inteira de percalina com título gravado a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
35€

30 março, 2019

COULANGES, Fustel de - A CIDADE ANTIGA : estudo sobre o Culto, o Direito e Instituições da Grecia e de Roma. Traducção de Sousa Costa. 2.ª edição. Volume 1.º [e Volume 2.º]. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1919-1920. 2 vols in-8.º (17,5cm) de 691, [1] p . (núm. contínua) ; E.
"A Cidade Antiga (La Cité Antique), publicado originalmente em 1864, é o livro mais famoso do historiador francês Fustel de Coulanges (1830-1889). Seguindo o método cartesiano, e baseado em textos de historiadores e poetas antigos, o autor investiga as origens das instituições das sociedades grega e romana. No início da obra, em Introdução, o autor adverte para o erro que constitui analisar os costumes de povos antigos com os parâmetros actuais, sendo necessário despir-nos de preconceitos a respeito desses povos e estudá-los à luz dos factos.

O fundamento das instituições dos povos grego e romano, para os historiadores, estava na religião e no culto. Cada família tinha a sua crença, os seus deuses e o seu culto. As regras de propriedade, sucessão, etc., eram reguladas por esse culto. Com o tempo, a necessidade levou os homens a relacionarem-se mais, e as regras que regiam a família foram transferidas para unidades cada vez maiores, até se chegar à cidade. Portanto, a origem da cidade também é religiosa, como indica a prática da lustração, cerimónia periódica onde todos os cidadãos se reuniam para serem purificados, e os banquetes públicos em homenagem aos deuses municipais. Mas as leis eram privilégio da aristocracia, o que logo gerou grande desconforto junto do povo e ocasionou as primeiras revoluções, que alteraram o fundamento da sociedade da religião para o bem-comum. Essa cidade ainda se transforma durante algum tempo, até à sua extinção com a chegada do cristianismo."
(Fonte. wikipédia)
"Propômo-nos mostrar aqui por que principios e regras foram governados a sociedade grega e a romana. Reunimos no mesmo estudo os Romanos e os Gregos, porque estes dois povos, que eram dois ramos d'uma mesma raça e que falavam dois idiomas derivados da mesma lingua, tiveram tambem um fundo de instituições comuns e atravessaram uma serie de revoluções semelhantes.
Esforçar-nos-hemos, sobretudo, por tornar evidentes as differenças radicaes e essenciaes que distinguem sempre estes povos antigos das sociedades modernas. O nosso systema de educação, que nos obriga a viver desde a infancia no meio dos Gregos e dos Romanos, habitua-nos a compará-los comnosco, sem cessar, a julgar a sua historia como nossa e a explicar as nossas revoluções pela d'elles. O que d'elles conservamos e que nos legaram, faz-nos crêr que a elles nos assemelhamos; contrariamo-nos considerando-os povos estrangeiros; n'elles, quasi sempre, nos vêmos a nós proprios. D'ahi procedem muitos erros.
Enganamo-nos, forçosamente, quando apreciamos estes povos antigos atravez de opiniões e factos do nosso tempo. [...]
A historia da Grecia e de Roma é um testemunho e um exemplo da estreita relação que existe sempre entre as ideias da intteligencia humana e o estado social d'um povo. [...]
Que significam essas instituições lecedemonias, que nos parecem contrarias á natureza? [...]
Mas em frente d'estas instituições e d'estas leis, collocae as crenças; os factos tornar-se-hão logo mais claros e a explicação d'elles apresentar-se-ha por si propria, Se, remontando ás primeiras idades d'esta raça, isto é ao tempo em que ella fundou as suas instituições, se observa a ideia que ella fazia do ser humano, da vida, da morte, da segunda existencia, do principio divino, percebe-se uma íntima relação entre essas opiniões e as regras antigas do direito privado, entre os ritos que derivaram d'essas crenças e as instituições politicas."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Livro Primeiro - Crenças antigas. Livro Segundo - A familia. Livro Terceiro - A cidade. Livro Quarto - As revoluções. Livro Quinto - Desapparece o regimen municipal.
Encadernação inteira de carneira com rótulo negro e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Trabalho de traça (sem expressão) no pé, visível nas primeiras e derradeiras páginas do volume.
Invulgar.
20€

09 novembro, 2018

LONGUS - DAFNIS E CLOÉ. Versão de Ferreira Martins. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1912. In-8.º (16,5 cm) de 140, [4] p. ; [5] f. il. ; B.
1.ª edição.
Romance erótico ao gosto da época. Versão livre de um clássico da literatura grega. Ilustrado com cinco bonitas estampas intercaladas no texto, impressas sobre papel couché.
Dáfnis e Cloé, também chamado As pastorais, é um romance escrito por Longo de Lesbos no século II ou III d.C. O romance, ao estilo bucólico, conta a história de dois jovens pastores que vivem no campo e se apaixonam intensamente, em plena harmonia com a natureza e sob a bênção dos deuses. (Wikipédia)
"A cabeleira negra como ebano, caía sobre o pescoço brunido pela brisa, podendo dizer-se que a sombra dos cabelos escurecia a pele. Cloé que olhava para elle, achou-o formoso. E como até então não havia reparado na sua beleza, imajinou que era o banho que lh'a dava. Ela propria lhe lavou as costas, encontrando tão suave a pele, que dissimuladamente tocou muitas vezes na sua, duvidando qual dos dois teria corpo mais delicado.
Já o sol ia no ocaso quando ambos regressaram aos estabulos com seus rebanhos. Desde então Cloé não tinha maior desejo do que ver Dafnis banhar-se de novo."
(Excerto do Livro Primeiro)
Longo (gr. Λόγγος, lat. Longus). "Escritor grego do século II d.C, autor do romance pastoral Dáfnis e Cloé, sem dúvida o mais bem sucedido dos romances gregos conhecidos, e que goza da maior estima na Europa, desde o barroco até os nossos dias. Como acontece com todos os romancistas gregos, não sabemos quase nada sobre este Longo; não é mesmo certo que era de Lesbos, porque embora, no século II, houvesse uma família romana com esse apelido na ilha, as suas descrições geográficas têm muito de literário e algumas imprecisões óbvias. Em termos de datação, tanto para a retórica do seu estilo como para certos paralelos com a pintura mural romana entre 130 e 160 d.C, os estudiosos são unânimes em colocar a obra em meados ou final do segundo século, começo do século III."
(Fonte: http://www.mcnbiografias.com/app-bio/do/show?key=longo-de-lesbos)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos. Lombada apresenta falhas de papel. Deve ser encadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível