Mostrar mensagens com a etiqueta História - Descobrimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História - Descobrimentos. Mostrar todas as mensagens

16 outubro, 2026

COELHO, J. M. Latino -
VASCO DA GAMA.
Primeira Parte [Segunda Parte]. Por... Galeria de Varões Illustres de Portugal, N.º 2. Lisboa, David Corazzi - Editor : Empreza - Horas Romanticas, 1882. 2 vols in-8.º (19,5x13 cm) de [12], 282, [4] p. ; [1] f. il. ; (I) e [4], 371, [5] p. ; [1] mapa desdob. ; (II) ; E.
1.ª edição.
Obra biográfica de fôlego - em 2 volumes - sobre o grande navegador português e seus feitos. Na primeira parte o autor escreve sobre o contexto pré-Descobrimentos e consagra o estudo aos navegadores que precederam Vasco da Gama. 
Ensaio muito completo, ilustrado com o retrato de Vasco da Gama no volume I e um  mapa desdobrável com o caminho marítimo para a Índia no volume II.
"Quando as sombras da edade média começavam de tingir-se com os primeiros arreboes do Renascimento, duas inspirações e dois anceios agitavam o espírito europeu, já porventura fatigado da sua via interior e domestica, já pesago da multiforme e dilatada civilisação, que ao pleno despertar da intelligencia haveria de converter a velha Europa em luzeiro de toda a humanidade e em soberana região do globo inteiro. [...]
A Europa sente no XV seculo  que mais altos destinos, que os da vida quieta e remansada, a estão appelidando para novas e grandissimas emprezas. Não lhe podem já bastar á nervosa actividade as guerras interiores e as contenções domesticas sem fructo e sem valor. Pressente que uma nova transformação, vagamente suspeitada, é já agora necessaria ao seu viver. É do Norte que desponta, com a imprensa, a primeira e grandiosa innovação, o instrumento precioso de cultura intellectual. Pois, ao contrario, será das terras europêas do Meio-Dia e Occidente que ha de brotar e florescer outra rama não menos inesperada da civilisação universal. Descobre Guttemberg o apparelho, em que se corporifica e perpetúa o pensamento. Mas é em Portugal que hão de nascer as mais assombrosas maravilhas, que o prelo e os typpos moveis hão de escrever e recontar."
(Volume I - Excerto de I. O seculo XV)
"Desde as primeiras navegações nas costas africanas nos primeiros annos do XV seculo, até á viagem memoravel de Bartholomeu Dias, tinham sido perseverantes e continuos os esforços da gente portugueza para traçar no Oceano o caminho ás remotas regiões do Oriente.
A Boa Esperança, figurada no cabo, que se havia alfim dobrado, não foi enganosa, nem mentida. O rei, a cuja ambição de descobrir a India e o seu famoso Preste, se devia como estimulo  ousada navegação, - o maior feito naval dos portuguezes até áquelle tempo, - desejava seguramente continuar a empreza começada, e para isso havia já mandado cortar e apparelhar as madeiras necessarias para os navios, que haviam de proseguir alem do Cabo o auspicioso descobrimento. [...]
A Bartholomeu Dias, que já tinha visto o pouco hospitaleiro recebimento, com que o velho Adamastor dava as boas vindas aos que ousavam affrontal-o, mandou el-rei que tivesse a seu cuidado o acabar a feitura dos navios, que haveriam de ir á nova expedição. O anno de 96 passou-se nos apercebimentos da frota, que ficou para sempre memoravel. E no anno seguinte de 1497, no mez de janeiro, estando el-rei D. Manuel em Extremoz, segundo a narrativa de Damião de Goes ou em Montemór o Novo, conforme a narração de Barros, mandou chamar a Vasco da Gama e lhe deu o governo da expedição depois de algumas palavras..."
(Volume II - Excerto de I. O novo caminho da India)
José Maria Latino Coelho (1825-1891). "Nasceu em Lisboa, a 29 de novembro de 1825, e faleceu em Sintra, a 29 de agosto de 1891. Frequentou o curso de Engenharia Militar da Escola do Exército, tendo sido promovido a alferes (1848), tenente (1851), coronel (1878), coronel (1878) e general de brigada do Estado Maior de engenharia (1888). Foi lente substituto de Mineralogia e Geologia na Escola Politécnica (1851); deputado (1854, 1857, 1860, 1862, entre outras) e candidato republicano (1889 e 1890); par do Reino e ministro da Marinha (julho de 1868 a agosto de 1869); integrou o diretório do Partido Republicano (1883; foi membro da comissão para a reforma da Academia das Belas Artes de Lisboa; escritor e jornalista, colaborou em diversos periódicos, tais como Revolução de Setembro (1849), A Revolução, A Emancipação, Revista Peninsular, Século e A Semana, por si fundado em 1851, e diretor do Diário de Lisboa (1859).
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio efetivo da Classe de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais a 18 de maio de 1855, tendo integrado a 3.ª Secção (Ciências Histórico-Naturais) e sido secretário entre 1856 e 1891, bem como secretário da classe, cujo cargo exercera durante o mesmo período."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/15)
Encadernações em tela com ferros gravados a seco e a ouro nas lombadas. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação. Ocasionais manchas de oxidação no interior.
Muito invulgar.
45€

15 agosto, 2026

O DESCOBRIMENTO  DO BRAZIL : narrativa de um marinheiro.
Edição popular. Commemorativa do 4.º Centenario do Descobrimento do Brazil
. Lisboa, Empreza do «Occidente», [1900]. In-8.º (19,5cm) de 135, [1] p. ; il. ; B.

1.ª edição.
Capa litografada: desenho intitulado "Cidade do Rio de Janeiro", assinada R. Christino - Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948), conhecido mestre pintor e professor português.
Descrição da viagem da armada capitaneada por Pedro Álvares Cabral rumo a Terras de Vera Cruz.
Parte da narrativa sobre a expedição pertence a Pero Vaz de Caminha, vertida da famosa carta que este escreveu a D. Manuel I.
Livro muito ilustrado com bonitas gravuras abertas em metal, mapas e fotogravuras, na sua maioria, ocupando uma e(ou) duas páginas inteiras.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Em segunda feira nove de março do anno de 1500 largámos da praia do Restelo, em Belem, e no sabado seguinte, entre as oito e nove horas da manhã, nos achámos no mar das Canarias, um pouco mais perto da Grande Canaria, e ahi andámos todo aquelle dia em calma, á vista das referidas ilhas, na distancia de umas tres ou quatro legoas.
No domingo 22 do mesmo mez ás dez horas, pouco mais ou menos, demos com as ilhas de Cabo Verde, a começar pela de S. Nicolau, segundo me disse o piloto Pero Escobar.
Na noite seguinte, de segunda feira, perdeu-se da frota a náo de Vasco de Athayde sem que o tempo fosse forte ou contrario para justificar tal acontecimento. Cheio de cuidados mandou logo o capitão a um outro lado fazer dilligencias para havermos noticias, mas foram sem resultado porque a náo não appareceu mais."
(Excerto do Cap. III - Começa a narrativa da viagem - fala Pero Vaz de Caminha)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Falha da lombada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

11 outubro, 2025

AMARAL, Ilídio do -
MEDIDAS PORTUGUESAS PARA A ORGANIZAÇÃO DOS NOVOS TERRITÓRIOS NAS MARGENS CONTINENTAIS DO ATLÂNTICO SUL NO SÉCULO XVI (apontamentos de geografia histórica)
. Coimbra, [Universidade de Coimbra], 1991. In-4.º (20518,5 cm) de [2], 40, [2] p. (277-316 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Revista da Universidade de Coimbra, Vol. XXXVI.
Interessante subsídio para a história da colonização portuguesa em territórios localizados no Atlântico Sul, na costa de África e Brasil.
"Depois da euforia produzida pelas riquezas do Oriente, e no intuito de se assegurar a posse dos litorais africano e sul-americano, o Império tornar-se-ia mais Atlântico, com base no sistema porque se tinham povoado as ilhas, sem ónus para a Coroa. Para isso as capitanias e as suas cartas de doação e forais foram bases territoriais e instrumentos legais da sua organização, de valor inestimável. De uma maneira geral, dito muito resumidamente, as cartas e forais significaram a cedência, mais ou menos extensa, de direitos régios, sem prejuízo dos direitos que coubessem a nacionais já estabelecidos nas terras sob doação e que por isso recebiam, de sesmaria, terras foreiras directas da Coroa. Os colonos levados pelos donatários ficariam a gozar das mesmas regalias. Mais uma vez estamos perante um sistema de longas tradições, europeias e portuguesas, revigorado e renovado nos tempos da expansão ultramarina, para a colonização das terras novas. Mantendo-se os fundamentos gerais, contudo as donatarias tiveram adaptações particularmente consoante a sua aplicação às ilhas e a sectores dos litorais continentais do Atlântico Sul, e também o momento político e os interesses económicos."
(Excerto do Preâmbulo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

04 dezembro, 2024

COSTA-CABRAL, F. A. da -
DOM JOÃO II E A RENASCENÇA PORTUGUÊSA. Por... Grandes Vultos Portuguêses IV. Lisboa, Livraria Ferin, Editora : Torres & C.ta, 1914. In-8.º (19,5x13 cm) de 208 p. ; [2] f. il. ; errata ; E.
1.ª edição.
Biografia de D. João II, o "Príncipe Perfeito", o impulsionador da gesta dos Descobrimentos, - por muitos considerado o melhor rei português -, e a influência do seu reinado na Renascença portuguesa.
Livro ilustrado com duas estampas separadas do texto:
- Reproducção da primeira folha do Livro dos Copos, manuscripto do seculo XV, pertencente á Torre do Tombo, onde se supõe ver o retrato de D. João II, quando moço;
- Assignatura de D. João II.
"D. João II era um homem forte, espaduado, elegante e destro em «todalas boas manhas», que hum alto Principe convem; foy singular cavalgador, especialmente de gineta, deestro, braceiro, bõo dançador, e com gracioso despejo, bem desenvolto em todalas danças. Foy grande Monteiro, mas muito maior caçador d'altanaria, a que era mui incrinado, e pero que sempre teve muitas e mui singulares aves e bõos caçadores». As mãos era finas «alvas e formosas e as pernas grandes e muy bem feitas». De uma robustez fóra do vulgar, cortava de um só golpe quatro tochas juntas, «coisa que nunca achou que fizesse». No rosto branco e córado, um pouco sôbre o comprido, sobresaiam dois olhos negros, vivos e profundos, que a cólera fazia por vezes raiar de sangue «de manera que le davam horror i respeto à qui en le mirava». Até aos trinta e tal anos, edade em que começou a engordar, usava a barba toda, ondeada e castanha, como a côr dos cabelos, onde as brancas despontavam precócemente «de que mostrava receber grande contentamento pola muyta autoridade que a sua Dinidade Real suas cãas acrecentavam». A sua coragem e valentia eram proverbiais. Em Alcochete, onde fôra com a rainha, um toiro tresmalhado, investiu precisamente pelo caminho seguido pela côrte; espavoridos, todos fugiram menos o rei que, serenamente, tomando a rainha pela mão, esperou de estoque em punho que a fera arremetesse. Admirador de todos os actos que denotavam coragem e valor, não duvidou mesmo tomar para creado um condenado como assassino, e isto por tê-lo visto, arrojadamente, fazer frente a um touro bravo que fugira do curro."
(Excerto de Pela lei e pela grei - Suas «feições e manhas»)
Indice: Primeira Parte - O Meio: I - A Europa; II -
Portugal no século XV. III - Portugal no século XV (continuação). Segunda Parte - O Homem: I - Regência II - Pela lei e pela grei. III - As conspirações. IV - A Epopeia. V - O desabar de um sonho. VI - Luta diplomática. VII - O Fim. | Obras citadas | Cronologia | Índice alfabético.
Encadernação do editor em percalina, carmim, com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e bibliográfico.
35€

21 agosto, 2024

OLIVEIRA, Aurélio de & CRUZ, Maria Augusta Lima & GUERREIRO, Inácio & DOMINGUES, Francisco Contente -
HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS E EXPANSÃO PORTUGUESA
. Lisboa, Universidade Aberta, 1990. In-fólio (30x21 cm) de 321, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego - de generosas dimensões - sobre a História dos Descobrimentos Portugueses. Trata-se do manual relativo a esta disciplina, desenvolvido com a colaboração de especialistas na matéria e professores universitários, patrocinado pela Universidade Aberta para apoio dos alunos do Ensino à Distância.
Ilustrado com mapas e inúmeras reproduções fotográficas de mapas-mundo medievais e cartas marítimas da época dos descobrimentos.
"Tomada no seu conjunto a Expansão Quatrocentista Portuguesa constitui uma das traves mestras fundamentais que balizam e sustentam os alicerces dos Tempos Modernos.
A conquista de Ceuta em 1415, para além de um arrazoado causal de ordem interna (e também externa), que procura explicar e tornar compreensivos os motivos que terão mobilizado os agentes directa e indirectamente intervenientes na façanha militar (e que adiante vão sucintamente referenciados) - é normalmente tomada como o primeiro passo desse movimento expansionista português e, pela mão dos portugueses, da Europa."
(Excerto de I - Antecedentes: a Expansão Comercial)
Índice:
Nota prévia | I - Antecedentes: a Expansão Comercial. II - Os portugueses em Marrocos nos séculos XV e XVI. III - O Atlântico: sua integração geográfica e económica. IV - O Índico e o Pacífico. V - A Construção Naval Portuguesa (séculos XV e XVI). VI - A Cartografia Portuguesa nos séculos XV e XVI. VII - Linhas e rumos da Colonização Portuguesa. VIII - Consequências dos Descobrimentos. | Lista de Quadros e Mapas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Com folhas descoladas e notas manuscritas a lápis ao longo do livro.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

17 agosto, 2023

SARMENTO, Tenente
-Coronel Alberto Artúr - NOTICIA HISTÓRICO-MILITAR SOBRE A ILHA DO PORTO SANTO
. Funchal, Tip. do «Diario de Noticias», 1933. In-4.º (28,5 cm) de 117, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio histórico sobre a Ilha do Porto Santo.
Ilustrado com fotogravuras a p.b. ao longo do texto.
Juntam-se dois artigos relacionados com o livro - Notas - subscritos pelo autor, recortados de um jornal madeirense da época.
"A ilha do Porto Santo, a primeira das nossas descobertas maritimas, foi topada por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz, a quem o infante D. Henrique mandára preparar uma «barqua» com que corressem a costa da Berberia e fossem descobrindo o que nelas achassem, na concepção do mundo para além do Cabo Bojador.
Horas bonançosas sucederam-se ás amargas de tormenta e uma ilha inabitada, esquecida talvez, foi o porto seguro de salvamento, e de aí, o nome que lhe puzeram, voltando jubilosos a dar conta do que viram, mostrando as amostras da terra que pizaram.
No ano seguinte, 1419, toparam mais além, com uma ilha maior, toda cheia de arvoredo, á quel por isso chamaram a da Madeira, - inabitada tambem, a qual o Infante os incumbiu de colonisar, doada aos dois, em repartição. A do Porto Santo foi concedida a Bartolomeu Perestrelo, de origem italiana, a quem D. João I havia já nobilitado, por serviços prestados.
A capitania do Porto Santo foi dada sómente em vida do donatário e este, desgostoso com a terra, abandonou-a, alegando o destroço que os coelhos, - prodigiosa descendencia duma coelha prenhe que trouxéra, - faziam a todas as culturas, mas instado pelo Infante, para lá voltou, obtendo depois carta de doação perpétua em seus descendentes, como já havia sido concedida aos dois outros donatários do Funchal e Machico.
Perestrelo veio casado, de Portugal, com Brites Furtado, da casa dos Mendonças, aposentadores-móres e filha de Diogo Mendonça, alcaide-mór de Mourão. Enviuvando, casou depois com Isabel Moniz, filha de Vasco Martins Moniz, fidalgo escudeiro, com grandes terras em Machico, chamado o Africano pelos seus grandes feitos.
O 1.º donatário do Porto Santo houve deste consórcio, uma filha, Filipa Moniz que casou com Cristovão Colombo. [...]
Os donatários tinham a jurisdição do civel e do crime, até certos limites, só eles vendiam sal a estipulado preço, construiam moinhos para o cereal e fornos públicos, auferindo um marco de prata por cada serra de agua e a redizima de tudo quanto o Infante havia de renda, sendo os senhores da gente de guerra na «defensão» da Capitania."
(Excerto do preâmbulo - Memoria sobre a Ilha do Porto Santo)
Indice:
Memoria sobre a Ilha do Porto Santo. | Notas. | Descoberta. | Donatários e Governadores. | Capitães-Governadores. | 2.ª série de donatarios. | Governadores subalternos. | Jurisdição dos donatarios. | O titulo de Dom. | Os Profetas do Porto Santo. | Legislação especial para o Porto Santo. | Regimento de Agricultura. | Uma colónia do Porto Santo na Madeira - A aldeia da Rainha. | As correições. | As posturas da Câmara. | Levada do Tanque. | O antigo bardo do Porto Santo. | Freguesia de N.ª S.ª da Piedade. | Capelas no Porto Santo. | A vila do Porto Santo. | Povoações. | O nativo do Porto Santo. | A vinha. | A cal. | A argila. | O sal. | A agua. | O clima. | O mar da Travessa. | Alguns povoadores. | Comendas. | Importação, exportação. | Presidio. | Geologia. | Fosseis. | Fauna. | Flora.
Alberto Artur Sarmento (Funchal, 1878-1953). "Frequentou o Liceu do Funchal e a Escola Politécnica durante 2 anos. Complementou os seus estudos na Escola do Exército onde tirou o curso de Infantaria. Em 1900 é promovido a alferes, em 1922 é promovido a tenente-coronel e em 1929 reforma-se do Exército. Durante 20 anos foi professor do Liceu e, por duas vezes, governador militar da Madeira. Paralelamente com as suas actividades artísticas e militares, Alberto Artur Sarmento contribuiu para o enriquecimento da flora da Madeira ao fazer uma recolha de plantas na Ilha Deserta. Além destas actividades, Alberto Artur Sarmento era também tradutor público das línguas inglesa, francesa e alemã, chegando a traduzir alguns artigos científicos para o Heraldo da Madeira, jornal do qual fazia parte do corpo da redacção. Também colaborou noutros periódicos regionais, nacionais e estrangeiros. Tem uma bibliografia vasta e abrangente, com temáticas díspares sobre a ilha da Madeira que vão desde a botânica, passando pela numismática, ornitologia, história militar e história do Arquipélago da Madeira."
(Fonte: www.bprmadeira.org)
Exemplar brochado, com acabamento em dois pontos em arame, em bom estado de conservação. Capa apresenta vinco no canto inferior direito.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

08 março, 2023

ARANA, Diego de Barros - VIDA E VIAGENS DE FERNÃO DE MAGALHÃES.
Por... Traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas, Bacharel formado em Mathematica pela Universidade de Coimbra... etc., etc., etc. Com um appendice original
. Lisboa, Typographia da Academia Real das Sciencias, 1881. In-4.º (24,5 cm) de 192, [4] p. ; [1] mapa ; B.
1.ª edição.
Interessante narrativa sobre a vida e trabalhos do navegador português, ensaio que reflete o ponto de vista de um reputado historiador chileno sobre a primeira viagem de circum-navegação.
Livro ilustrado em separado com o Mappa do Estreito de Magalhães (24,5x32 cm).
"Ainda quando a viagem emprehendida por Magalhães não tivesse produzido senão o reconhecimento da extremidade meridional do continente americano, o descobrimento do Estreito a que a posteridade deu o nome do celebre viajante, e a navegação de mares desconhecidos, só por isso devera ella ser considerada como uma das mais notaveis empresas levadas a cabo n'aquelle seculo de atrevidas explorações. Esta viagem, porém, assignala além d'isso um dos mais solidos progressos que nunca a geographia houvera feito.
A esquadrilha de Magalhães, depois de tres annos de navegações e desgraças, que a reduziram a um unico navio, tinha dado a primeira volta volta ao mundo. A redondeza da terra, que alguns sabios haviam adivinhado, ficou sendo desde então um facto provado pela experiencia. A geographia rompeu os laços que a traziam ligada ás preoccupações do vulgo, e pôde desenvolver-se livremente para chegar ao estado em que hoje a vemos."
(Excerto do preâmbulo - Advertencia preliminar do auctor)
Indice:
Advertencia preliminar do auctor. | I - Nascimento e familia de Fernão de Magalhães. II - Familia de Diogo Barbosa. III - A côrte do rei de Hespanha. IV - Inutilidade de Faleiro para os trabalhos da esquadra. V - Noticia da esquadrilha de Magalhães. VI - Manda Magalhães fazer um reconhecimento ao S. da bahia de S. Julião. VII - Reune Magalhães em conselho os capitães e pilotos. VIII - A esquadrilha de Magalhães entra no grande oceano. IX - Chega Magalhães á ilha de Zebú- X - Receios dos castelhanos depois da morte de Magalhães. | Illustrações [Notas]. | Appendice.
Diego Jacinto Agustín Barros Arana (Santiago do Chile, 1830 - 1907). "Foi um pedagogo, diplomata e historiador, vulto das letras chilenas, justamente considerado um dos grande historiadores de oitocentos da América Latina. As suas obras mantêm a actualidade aos dias de hoje, sobretudo a História Geral do Chile, composta por dezasseis volumes."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

24 novembro, 2022

RIBEIRO, Luiz da Silva - OS AÇORES DE PORTUGAL.
Conferencia realizada na Associação de Classe dos Empregados no Comercio de Angra do Heroismo em 16 de Março de 1919. (Com notas justificativas)
. Angra, Livraria Editora Andrade, [1919]. In-8.º (19,5 cm) de 44 p. ; B.
1.ª edição.
Conferência pronunciada em época de exaltação separatista.
Trabalho dedicado pelo autor "Á memória de Ciprião de Figueirêdo, de Brianda Pereira e dos bravos herois da batalha da Salga em 1581, para que ela mantenha, sempre puro, em corações açoreanos o amor à nobre terra portuguesa".
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Prof. João Maria Telo de Magalhães Colaço.
"Em princípios do século XV Gonçalo Velho Cabral, Comendador de Almurol, por mandado do infante D. Henrique, aportou às ilhas dos Açores que anos depois começaram a ser colonizadas, entrando nessa colonização elementos étnicos diferentes, entre os quais o flamengo, por ser ao tempo grande a colónia flamenga em Portugal, mas sempre com notável predominio do elemento português que foi o que entrou em maior número. [...]
Que portugueses eram esses?
Os portugueses do século XV, os descendentes daqueles valorosos soldados~que um século antes, cheios de patriotismo, haviam firmado com sangue a nossa independência, cobrindo-se de glória em Aljubarrota; portugueses da época mais notável da nossa vida nacional; portugueses fortes e liais, ainda não depauperados pelas conquistas nem corrompidos pelo oiro do Oriente..."
(Excerto da Conferência)
Luís da Silva Ribeiro (Angra do Heroísmo, 1882-1955). "Foi um jurista, intelectual e político açoriano que se distinguiu como etnógrafo e animador do movimento cultural que levou à criação do Instituto Histórico da Ilha Terceira e das instituições equivalentes nos restantes antigos distritos dos Açores. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, regressou a Angra do Heroísmo, cidade onde residiu toda a sua vida e onde exerceu diversas cargos administrativos e políticos, pese embora a sua mal-disfarçada oposição ao Estado Novo e a suspeição com que sempre foi visto pelos poderes instalados após o Golpe de 28 de Maio de 1926. É autor de uma extensa obra publicada, compreendendo mais de 180 trabalhos, a maior parte no Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, mas com muitos trabalhos dispersos por periódicos lusófonos. Vitorino Nemésio dedicou-lhe a sua obra Corsário das Ilhas com a seguintes palavras, bem demonstrativas da consideração em que o tinha: 'Ao Dr. Luís Ribeiro, alma e consciência da nossa ilha e dos Açores'."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

08 julho, 2022

BOXER, Major C. R. - SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DOS CAPITÃIS GERAIS E GOVERNADORES DE MACAU (1557-1770)
. Macau, [s.n.], 1944. In-4.º (26,5 cm) de 106 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho de recolha e compilação respeitante à governação de Macau entre 1557 e 1770, período mais "nebuloso" da história da administração do território por ausência de fontes coevas.
Livro ilustrado no texto com a "Reprodução da Assinatura autógrafa e brasão de armas em sêlo de lacre vermelho, de António de Mesquita Pimentel", bem como, noutras páginas, uma pequena estampa e desenhos do brasão de armas português.
"Que eu saiba, não existe um catálogo completo dos Capitãis e Governadores de Macau, e até julgo que já não é possível fazê-lo. De um lado, a perda de tantos documentos da Casa da Índia em Lisboa, no terramoto de 1755, e de outro os estragos feitos pela maldita formiga branca nos arquivos de Goa e Macau, têm feito desaparecer muitos papéis originais de que nunca se tiraram cópias, emquanto a inércia e a incúria dos homens têm tristemente contribuído para o desaparecimento de tanta documentação, perda já hoje em dia irremediável. [...]
Cremos não errar afirmando que existe uma só lista dos Governadores de Macau, impressa, e que é aquela que foi organizada pelos Sr. Marin Chaves, e publicada pela primeira vez em pp. 101-114 do Anuário de Macau de 1922 sob o título Lista dos Governadores de Macau e datas de posse... [...]
Embora Macau (então sòmente aldeiazinha de pescadores ou covil de piratas), fôsse freqüentada de vez em quando pelos portugueses que saíam da ilha vizinha de Lampacau (Lang-pak-sui) para o Rio da Pérola e Cantão, já antes da fundação da povoação europeia em 1557, claro é que as autoridade dos Fulangki só foi lá estabelecida neste ano. Infelizmente as pesquisas de muitos escritores, desde o cronista António Bocarro, até os nossos eruditos contemporâneos Jack Braga e Padre Manuel Teixeira, não conseguiram apurar nem o dia nem o mês em que os portugueses tomaram psse da colónia, após a tradicional derrota duma armada de piratas chineses. Fica de pé, porém, que esta façanha (se façanha houve) se deu no ano de 1557, último do reinado de Dom João III e primeiro do deventurado Dom Sebastião, então apenas criança. Por isso começamos o nosso catálogo naquele ano, e vamos até 1770, porque, dali em diante, é fácil averiguar o nome e os actos de qualquer governador da colónia, por serem muitos os livros que tratam da Cidade de Nome de Deus de Macau na China, desde o último quartel do século XVIII."
(Excerto da Introdução)
Matérias:
Primeira Parte - Desde a fundação da Cidade em 1557 até a separação da Capitania da Viagem de Japão em 1623.
Segunda Parte - Desde a nomeação de Dom Francisco Mascarenhas em 1623 até à de Dom Rodrigo de Castro em 1770.
Terceira Parte - Capitãis e Governadores de Macau, desde 1557 até 1770 - (Documentos comparativos).
Charles Ralph Boxer (Sandown, ilha de Wight, 1904 - St. Albans, Hertfordshire, 2000). "Foi um historiador britânico, notável conhecedor da história colonial portuguesa e holandesa.
Filho do coronel Hugh Boxer e de sua esposa Jane Patterson, Charles Boxer foi educado no Wellington College e no Royal Military College, em Sandhurst. Tenente no Regimento do Lincolnshire em 1923, serviu naquele regimento durante 24 anos, até 1947. Foi destacado para a Irlanda do Norte e, de 1930 a 1933, tradutor no Japão alocado ao Regimento de Infantaria nº 38, com base em Nara. Em 1933, formou-se como intérprete oficial da língua japonesa. Enviado para Hong Kong em 1936, serviu como oficial nas tropas britânicas na China em Hong Kong, em serviços de inteligência. Em 1940, foi promovido. Ferido em ação durante o ataque japonês a Hong Kong em 8 de dezembro de 1941, foi levado pelos japoneses como prisioneiro de guerra e mantido no cativeiro até 1945. Solto, voltou ao Japão como membro da Comissão Britânica no Extremo Oriente em 1946-1947. Durante sua carreira militar, publicou cerca de 86 livros e opúsculos sobre a história do Oriente, sobretudo dos séculos XVI e XVII.
Como major no Exército, aposentou-se em 1947, quando o King's College, em Londres, lhe ofereceu sua Cadeira Camões de Português, cargo que deteve por vinte anos até 1967. Em tal período, a Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres o nomeou seu primeiro Professor de História do Extremo Oriente, servindo no cargo por dois anos, de 1951 a 1953.
Aposentando-se em 1967 da Universidade de Londres, Boxer aceitou o posto de professor visitante na Universidade de Indiana, onde serviu ainda como conselheiro para a Biblioteca Lilly, ou Lilly Library, em seu campus em Bloomington, Indiana. De 1969 a 1972, teve uma cadeira de história da Expansão Europeia no Ultramar na Universidade de Yale."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

06 maio, 2022

SANTOS, João Marinho dos & SILVA, José Manuel Azevedo e & NADIR, Mohammed - SANTA CRUZ DO CABO DE GUE D'AGOA DE NARBA.
Estudo e Crónica. Viseu, Palimage Editores : CHSC - Centro de História da Sociedade e da Cultura, 2007. In-4.º (23 cm) de 317, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa: Gravura de Castelo e Vila Portuguêsa de Santa Cruz de Cabo Guer (sec. XVI).
Estudo pouco conhecido, desenvolvido a partir de um manuscrito coevo, com importância para o conhecimento da presença portuguesa no Norte de África, e o seu relacionamento com os mouros. Interessante, por certo com tiragem reduzida.
Livro muito ilustrado com reprodução de mapas, plantas, gravuras e inúmeras fotografias em página inteira.
"Este livro é a edição crítica e bilingue (português e árabe) de uma crónica da praça marroquina de Santa Cruz do Cabo de Guer (Agadir), escrita por um nobre cavaleiro que aí serviu o rei de Portugal. Trata-se de uma narrativa dos factos que o autor considerou dignos de serem escritos sobre a história daquela praça portuguesa. Como fio condutor do relato, vai entretecendo os acontecimentos e procurando espelhar a realidade vivida na praça, na região do Sus e em Marrocos, no tempo sequencial do governo dos seus nove capitães, desde D. Francisco de Castro até D. Guterres de Monroi. Refira-se que as guerras, as inimizades e os ódios entre cristãos e mouros não impediram que, entre uns e outros, ocorressem situações de amizade, de solidariedade, de lealdade, de amor e de paixão. E ao nosso cavaleiro-cronista não escaparam esses episódios.
A crónica é precedida de um adequado estudo dos três autores desta obra, no qual, para além da exegese do manuscrito, se enquadra historicamente Santa Cruz do Cabo de Guer na região do Sus e se demonstra que as relações entre os portugueses e os mouros de Marrocos se pautaram não só pela confrontação, mas também pela cooperação."
(Sinopse - Texto retirado da contracapa)
"Primeiramente no tempo del Rei Dom Manoel que Deus tenha em gloria foi hum home nobre por nome João Lopez Girão com huas caravelas darmada ter ao Cabo de Gue indo a descobrir terra por aquella parte, desembarcando em terra achou hua grande fonte manavão sete ou oito fontes na praia da mesma agoa donde vinhão a beber muitos gados de toda a sorte ate camelos, o qual gado era hu mouro grão senhor e de todos os seus subditos, o qual se chamava Ahames Narba pella qual cauza chamavão a fonte fonte d'Agoa de Narba por cauza do appelido do Mouro.
E vendo João Lopez Girão a fonte de tão boa agoa fez ali assento e armou alli um castelo de pao que levava já ordenado, e feito poslhe artelharia e fez logo ao deredor do castelo outro muito forte de pedra e cal, em que meteo a fonte dentro, e com artelharia defendia aos mouros que lhe não impedissem a obra e tanto que o acabou foisse fazer outro castelo sobre hua rocha que estava apartada da terra defronte de hua villa de mouros que se chamava Taramaque a qual rocha a rodeava e batia o mar a qual chamavam Bom Mirão o qual lhe tomarão os mouros por treição, e com esta paixão, e enfadamento se veo a Portugal a El Rey Dom Manoel, e vendeolhe o castelo do Cabo de Gue d'Agoa de Narba.
El Rey Dom Manoel mandou logo a Dom Francisco de Castro por capitão com muita gente e oficiaes para fazer no castello hua boa villa como fez muito forte e com sete cubellos ao redor dos muros, em os quaes estava muita artelharia grossa e de toda a sorte em a qual villa esteve muitos annos pelejando contra estes dous Reynos fazendo muitas e boas couzas ate pelejar com o proprio Xarife em pessoa que estão começava a reynar, bem que não era ainda obedecido de muitos Alcaydes e xeques e outros que andavão em cabildas huns contra outros a quem podia mais senhorear pera sy pelejando huns contra os outros, mas já tinha a este tempo tres mil de cavallo com que pelejava afora muita gente de pé dazagayas, e alguas de béstas poucos, e Dom Francisco de Castro tinha cento e vinte de cavallo e christãos bons cavalleiros, e obra de seis centos homes de pé espingardeiros e besteiros consigo na villa, o qual quando a fez lhe pos nome a villa de Santa Cruz do Cabo de Gue d'Agoa de Narba, e porque tinha o castello em cima no mais alto della nomeava de Santa Cruz. [...]
Andando Dom Francisco nestas guerras lhe mandou dizer hum alcaide por nome Bam Mileque que tinha guerra com o xarife que se lhe quizesse dar lugar ajunto da villa debaxo das bombardas onde armasse tendas e fizesse cazas que elle se viria para elle com toda sua gente e poder e que o ajudaria a fazer guerra ao xarife para se vingar delle, e lhe seria tão leal como adiante se veria como sempre foi emquanto viveo não como mouro que elle era, mas como se fora christão, deulhe licença e veosse logo com perto de cem cavaleiros, e sete ou oito centos de pe dazagayas, e alguas béstas muito boa gente da cabilda d'Yzarel que erão grandes cavaleiros e desque foram apontados este alcaide hya sempre na dianteira do capitão com sua gente e la mandava espiar a terra diante e sempre hya segurando a terra aos christãos fazendo o capitão com este mouro grandes cavalgadas e destroindo toda a terra que já lhe não ouzavam aguardar em campo senão com o xarife em pessoa. [...]
Indo hua madrugada fora para tomar a villa de Mascordão seis legoas de Cabo de Gue hyão vendidos de dous mouros dos de Meleque em grande segredo sem lho consintirem e em amanhecendolhe alem do Ryo de Sus disse Bam Meleque ao capitão: Senhor a my me parece que vamos ser vendidos dalgus tredos (sic) dos que vão comigo, porque os meus cavaleiro vão de má vontade e dizemme que seria melhor tornarmonos que não lhe parece bem irmos agora lá eu não sei o que queles sentem damne este avizo dizendo n os não vemos nenhum mouro nem por cima nem por baixo nem gados pello que parece ser treição, respondeo o capitão: Bam Meleque se vos isso parece bem tornemonos, outro dia viremos quando nos parecer bem. [...] Disse o alcayde ao capitam, manda por teu filho com trinta de cavalo com a bndeira muito á presa sobre aquelle outeiro estará em salvo, e os mouros cuidarão que he gente que está com a bandeira e temerão de chegar a nos, e favoreçamos os nossos poes queres pelejar com o xarife, olha que tras grande poder e gente mui luzida, se for couza que Deus não queira que sejamos desbaratados, melhor estará teu filho e a bandeira em salvo, e não temas os meus que elles, e eu te seremos bõs e leaes ate morte por te salvar. Mandou o filho por no outeiro com as trombetas que tangessem de lá, e logo chegarão os mouros da gera e afferrarão sem temor, e o capitão volta, voltarão depresa os cavaleiros christãos e deu Santiago nelles, e lavarãonos hum pedaço matando e ferindo, derubando nelles de maneira que os temorizarão de maneira que não ouzavam chegar. Vinhão ladrando e gritando, chegarãosse para o capitão, e o alcaide algus cavaleiros mouros das pazes, e hião com elle em seu resguardo, e assi vinhão pelejando, e recolhendosse o melhor que podião ate o Ryo, e ali chegou o xarife com todo seu poder ao Ryo quis passar em chegando, e o capitão e o alcaide derão Santiago nelles dentro no Ryo onde matarão muitos delles, e os levarão ate as barbas do xarife e se tornarão a recolher, e os mouros do xarife passarão por outro passo e forãolhe sair adiante e o xarife trazia quatro mil de cavalo comsigo e passou o Ryo e derão hus por hua parte e outros por outra e forão desbaratando os christãos e o alcaide com poucos mouros dos seus hião com o capitão, e obra de quarenta christãos defendendoo, e os mouros do xarife hião dizendo a Bam Mileque: entrega o capitão [que pouco] que pouco te vai nisso pois he christão e tu mouro e o xarife te cumprirá o prometido seras grão senhor. Respondeo o alcaide tomayo se podeis que muitos sois mas o primeiro que chegar a elle faça conta que há de ser passado desta lança, ou morrereis sobe elle; e descansai que o não levareis deste vez, e os tredores que o venderão, elles ou suas molheres e filhos o pagarão, espero em Deus que nos nos vinguemos desta treição antes de muito tempo..."
(Excerto de Este he o origem e começo e cabo da Villa de Santa Cruz do Cabo de Gue d'Agoa de Narba)
Índice:
Portugal e Marrocos - da confrontação à cooperação - José Marinho dos Santos. | O SUS e Santa Cruz do Cabo de Iguir (Agadir) - Mohammed Nadir. | O Manuscrito, o Autor e o Conteúdo da Crónica - José Manuel Azevedo e Silva. | Este he o origem e começo e cabo da Villa de Santa Cruz do Cabo de Gue d'Agoa de Narba.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

16 março, 2022

BRAGA, Theophilo - O VELHO DO RESTELO : poemeto.
Por... Lisboa, Editores - Libanio & Cunha, 1898. (23,5 cm) de [2], 27, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Poema patriótico sobre a gesta dos descobrimentos.
Ilustrado com duas gravurinhas, uma no início, e outra no final do livro.

"Surgindo, Tejo acima, embandeiradas
Vêm de volta da India as Náos ovantes,
Depois de affrontar ríspidas rajadas,
Parcéis e abysmos das regiões distantes;
Maravilhas das terras ignoradas,
Até onde ninguem chegára de antes,
Patenteando, e o mysterio do Oriente
Aberto á acção da portugueza Gente."

Soube o rei Dom Manuel da nova boa,
De Cintra parte com a fidalguia,
Quer a entrada triumphal vêr de Lisboa,
Corre á Casa da Mina; n'esse dia
Presente engrandecer-se-lhe a Corôa,
E olhando a barra ao longe se sorria,
Por vêr emfim realisado o sonho
Que era o agouro popular medonho."

(Excerto do Poema)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas.
Raro.
20€

23 julho, 2021

FEIO, Gonçalo Couceiro & GUERREIRO, Jorge & SEIXAS, Miguel - PIRATARIA E CORSO NO LITORAL BRASILEIRO NO REINADO DE D. JOÃO III
. Lisboa, Direcção do Serviço Histórico-Militar, 1994. In-4.º (24 cm) de 100, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos Descobrimentos, a pirataria que assolou a costa brasileira na primeira metade do século XVI, e as medidas tomadas pela coroa portuguesa para fazer face aos ataques.
Livro ilustrado ao longo do texto com diversos mapas em página inteira, e a reprodução do desenho de uma caravela da autoria de Roque Gameiro, que ocupa também uma página.
"É propósito deste trabalho tentar demonstrar as vias através das quais o Brasil contribuiu para a internacionalização dos assuntos ultramarinos ou melhor, de que forma Portugal se viu envolvido em conflitos com outras potências europeias - sobretudo a França - mercê da posse do Brasil, durante o reinado de Dom João Terceiro. Trata-se de um fenómeno complexo que merece ser observado de vários ângulos, pois manifesta-se num tempo de total desagregação de uma Ordem e num espaço abruptamente ampliado, produtor de novas geografias, reflexão de novas vontades. Assim, através da análise pontual, vertical, pretende-se construir um sistema que resulte numa visão global do problema, sem nunca esquecer que cada facto analisado participa e é inseparável de um Todo."
(Excerto de II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos - Introdução)
Índice:
I - O Brasil na estratégia imperial portuguesa (Miguel Seixas)
1 - A estratégia marítima portuguesa na América nos primórdios do século XVI. 1.1 - Antecedentes; 1.2 - As navegações pré-colombinas no Atlântico; 1.3 - O Tratado de Tordesilhas; 1.4 - O descobrimento do Brasil: peso estratégico. 1.4.1 - As notícias do chamamento; 1.4.2 - Primeiras concepções da importância estratégica. 2 - Os ataques ao litoral brasileiro e a evolução do conceito estratégico de "Brasil" ao longo do século XVI. 2.1 - Rivalidades com a Espanha e demarcação de limites; 2.2 - A posição portuguesa frente às outras potências europeias - "mare clausum" e "mare liberum"; 2.3 - Evolução do conceito estratégico de "Brasil". | Bibliografia.
II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos (Gonçalo Couceiro Feio)
Introdução. | 1 - As primeiras intromissões. As primeiras reacções. A crescente Internacionalização dos assuntos Ultramarinos. 1.1 - Carta de Marca. 2 - O Colégio das Artes. Seu enquadramento na política ultramarina de D. João III. 3 - Considerações gerais. | Bibliografia.
III - A resposta administrativa e militar portuguesa às ofensivas estrangeiras (Jorge Guerreiro)
Introdução. | 1 - As medidas administrativas. 1.1 - As Frotas de Patrulhamento; 1.2 - As Capitanias; 1.3 - O Governo Geral e os Regimentos. 2 - A Aliança com os indígenas. 2.1 - O Papel dos Jesuítas. 3 - O Combate à França Antártica. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

11 junho, 2021

CALISTO, João Maria Baptista - ALGUMAS PALAVRAS SÔBRE O ESTADO ACTUAL DAS PRISÕES EM GERAL E SUA REFÓRMA.
Por... Lente Cathedratico da Faculdade de Medicina na Universidade, e Socio Effectivo no Instituto de Coimbra
. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1860. In-8.º (22,5 cm) de 58 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre as prisões que dá uma ideia dofuncionamento destes estabelecimentos em Portugal na pimeira metade do século XIX. Aborda as condições de detenção, quer em termos morais e psicológicos, quer físicos dos reclusos, bem como as regras do sistema prisional, a higiene, o crime nas prisões, e as condições técnicas e de salubridade dos edifícios que servem o propósito de detenção.
"O estado actual das prisões em geral, está ainda longe de satisfazer as exigencias da epoca, e a necessidade da sua reforma é cousa incontestavel. Esta reforma está sendo presentemente o objecto de meditações, e ensaios practicos em todos os paizes civilisados, e é o assumpto, que mais deve chamar a attenção da auctoridade pública, e dos governos philantropicos e reformadores. [...]
Estes logares, onde se encerram os homens para os reter ou punir, estas casas ou estabelecimentos publicos aonde se guardam e conservam fechados tanto os culpados, como os suspeitos de crime ou delicto, e muitas vezes até os innocentes, parecem ser o contrasenso do progresso e da civilisação, e ao mesmo tempo uma formal antithese ás ideias de fraternidade, de humanidade, e sobretudo de liberdade individual. [...]
Entretanto os homens vivem em sociedade, têm instinctos e paixões, muitos são máus, e mesmo muito máus por natureza, ou podem tornar-se maús, perversos, malvados, sanguinarios e ladrões; a sociedade póde ser perturbada, as suas leis infringidas, a propriedade, honra e vida dos cidadãos atacada e destruidas. [...]
As prisões são portanto um mal necessario, e um corollario de toda a legislação penal. Ellas só devem existir auctorisadas pela justiça ou pela razão publica.. Ellas só devem ser prisões e não o inferno dos homens.
Até aos fins do seculo último, e principios do corrente, as cadeias em vez de servirem de detenção e expiação do crime, eram antes logares de soffrimentos, de miseria e horror; em vez de servirem de casas de correcção, pelo contrário, eram, e desgraçadamente ainda são, escólas da mais abjecta immoralidade. Vingar o ultraje ou injúria feita á sociedade por alguns dos seus membros, era quasi o unico pensamento, que n'aquelles tempos preoccupava os homens. Eis a razão por que os prisioneiros eram por toda a parte cruelmente tractados, e muitos tractados até como animaes ferozes. [...]
Em muitas prisões ainda se practicam certos usos, e se procede para com os presos da maneira a mais nociva á saude e moral d'estes desgraçados. [...]
Debaixo do pretexto d'adopção ou filliação, commettem os prisioneiros muitas vezes actos de violencia, como pancadas, e outros máus tractamentos, nos que dão pela primeira vez entrada nas prisões, extorquindo-lhes á força alguma coisa com o titulo de pagar a patente. Estes rigores que as leis não permittem, estes actos brutaes de deshumanidade, irritam e fazem desesperar, com razão, o prisioneiro, e podem por seus resultados fazer-lhes perder a saude. Toda a pena, todo o soffrimento ou severidade inutil, é sempre, alem de injusto, um ataque aos direitos da humanidade.
Observaremos tambem, que em muitas prisões os carcereiros escolhem para oos presos ricos, em prejuizo dos pobres, os melhores quartos ou salas de habitação, com as melhores camas e todas as mais commodidades possiveis, ficando d'este modo separados dos outros, em quanto que os quartos, e as casas mais insalubres, e tudo o que é peior fica para os desgraçados, que não têm dinheiro para lhes pagar."
(Excerto da primeira parte do estudo)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com manchas e pequenos defeitos; capa frontal apresenta rasgão lateral (sem perda de papel). Mancha visível na capa atinge três primeiras folhas do livro, progressivamente mais desvanecidas.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

23 dezembro, 2019

COSTA, A. Fontoura da Costa – DEAMBULAÇÕES DA GANDA DE MODAFAR, REI DE CAMBAIA, DE 1514 A 1516. Lisboa, Divisão de Publicações e Biblioteca : Agência geral das Colónias, 1937. In-8.º (22,5 cm) de 47, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.

Ilustrada em com gravuras em separado, incluindo o famoso rinoceronte asiático.
Reproduz ainda documentos do rei D. Manuel I, Afonso de Albuquerque e do impressor Valentim Fernandes, entre outros.
“O alemão Valentim Fernandes (de Morávia) escreveu de Lisboa, em 1515, uma carta a um seu amigo de Nuremberg, cidade Natal de Albert Dürer, na qual começa por se referir à chegada a Lisboa, em 20 de Maio daquele ano, de um rinoceronte asiático, que o rei de Cambaia enviara a D. Manuel. […] Esta carta, interessantíssima pelos informes que dá, não tem, contudo, para o nosso trabalho, toda a importância que supunha. Mas é notável, por precisar a data, já indicada, bem como a do combate com o elefante a que depois me referirei; e ainda, por ser um documento coevo de quem viu em Lisboa o precioso animal. Ao mesmo animal se referem vários clássicos.”
(Excerto da introdução)

Exemplar brochado em bom estado de conservação; ligeiramente oxidado junto às margens; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar.

Com interesse histórico.
15€

13 janeiro, 2019

COSTA, A. Fontoura da - L'ALMANACH PERPETUUM DE ABRAHAM ZACUT. LEIRIA, 1496. Communication de... Lisboa, Imprensa da Armada, 1934. In-4.º (24,5 cm) de 16 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Estudo redigido em francês (que não teve tradução para português). Trata-se da comparação promovida pelo autor de várias edições do Almanach Perpetuum de Zacut espalhadas pelo mundo, traduzidas do original em hebreu para latim e espanhol pelo português por José Vizinho, e impressas por Abraham Ortas, em Leiria.
Opúsculo ilustrado no texto, em quatro páginas inteiras, com a reprodução fac-símile dos frontispícios, cólofons e as primeiras e últimas páginas de texto de diversas edições quatrocentistas da obra em análise.
"Je me propose seulement de vous présenter un important problème bibliographique, intéressant l'Histoire de la Science nautique des Découvertes.
Le grand savant Raby Abraham bar Samuel Zacut, juif salamanquin, a écrit plusieurs ouvrages scientifiques, dont le plus notable est le Ha-jibbur Ha-gadol - Compilation Magna - composé de Tables astronomiques, avec une long Introduction. [...]
Notre José Vizinho, élève de Zacut, a traduit, la résumant en latin et en espagnol, l'Introduction du Ha-jibbur et, en latin, presque toutes les Tables astronomiques, c'est-à-dire les Ephémèrides des sept Planètes: Soleil, Lune, Saturne, Jupiter, Venus et Mercure.
Ces traductions de Vizinho ont été publiées á Leiria, par Abraham Ortas, en 1496; ce sont les ouvrages qu'on connait par l' Almanach perpetuum de Zacut.
Ce grand Almanach a été la base des Tables solaires quadrienales portugaises, pour 1497-1500 (voyages de Gama et de Cabral)..."
(Excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
15€

29 outubro, 2018

MONTEIRO, Rafael - ALGUNS MAREANTES DESCONHECIDOS DA TERRA DE SESIMBRA. (Comunicação apresentada ao Congresso Internacional de História dos Descobrimentos - Lisboa, 1960). Sesimbra, [Edição do Autor - Composto e impresso na Neogravura, Lda., Lisboa], 1962 [na capa, 1961]. In-4.º (25cm) de 37, [3] p. , [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Rafael Monteiro ao "Boletim da Descendência Portuguesa de Ex-Libris. 
Ilustrado com uma fotogravura do "Velho Arrais de Sesimbra", impressa sobre papel couché.
Edição de 300 exemplares não destinados à venda.
"Animou-nos, neste estudo, o desejo de, no ano da evocação do Infante, associar Sesimbra à obra daqueles que, como cantou o poeta, andaram mar inteiro / sem achar mar que bastasse! Infelizmente a memória deles não mereceu então (nem mereceu ainda!) ao Município de Sesimbra a glorificação que ajudasse a despertar a consciência da Terra e da Raça a que pertencemos, nos ensinasse a continuar."
(Excerto da introdução)
"Ao estudo objectivo da história - compilando datas, discutindo a hora de determinado acontecimento, corre paralelo o estudo subjectivo - montrando-nos as raízes últimas, profundas do caso histórico: tudo, afinal, quanto importa conhecer. Só assim poderemos encontrar a «linha de rumo» [...]
O que de Sesimbra conhecemos, o já conhecido, mostra-nos essa linha, a profanos oculta: «linha de fé, usando a terminologia singular e simbólica dos nossos navegadores.
Não há hoje sombra de dúvida de que o povo sesimbrense foi - muito antes da nacionalidade - povo de navegadores: homens fortes e livres, ùnicamente sujeitos a Deus - a quem serviam, e ao Mar - que submetiam. Desse povo nasceram os mareantes dos descobrimentos; deles descendem, sem quebra de linha varonil, os velhos «arraizes» de hoje - caso particular no agregado português, que em outras regiões encontra paralelo, mas não identidade."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
- Preâmbulo. - Espaço e tempo. - Portugalidade. - Universalidade. - Mareantes do século XV. - Mareantes do século XVI. - Mareantes do século XVII. - Conclusão. - Anotações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
25€

17 agosto, 2018

RELAÇÃO CHRONOLOGICA SUMMARIA DAS NAVEGAÇÕES, DESCOBRIMENTOS E CONQUISTAS DOS PORTUGUEZES. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1840. In-16.º (12,5cm) de 32 p. ; E.
1.ª edição.
Obra publicada sob anonimato, foi seu autor Fr. Francisco de São Luís Saraiva, popularmente conhecido como Cardeal Saraiva. Trata-se da singela, e raríssima edição original, que viria a ser reimpressa, muito acrescentada, no ano seguinte, em 1841.
Livro revestido por bonita encadernação artística.
D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, "Cardeal Saraiva" (1766-1845). "Natural de Ponte de Lima, onde nasceu em 26 de Janeiro de 1766. Desempenhou o cargo de Ministro do Reino entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835, integrando o primeiro governo constitucional, presidido pelo Duque de Palmela, nomeado por D. Maria II, D. Frei Francisco de São Luís Saraiva começou por ordenar a libertação dos presos sem culpa formada e conceder providências em favor dos estudantes das academias de Coimbra, Lisboa e Porto afectados pela sua dedicação à causa liberal. Não foi, todavia, neste cargo que mais se distinguiu na sua dimensão maior de político influente e respeitado, reconhecido como uma das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa da sua época. O seu prestígio resulta, sobretudo, da sua vincada personalidade, dos ideias que perfilhou e dos altos lugares a que ascendeu, com destaque para os de Reitor da Universidade de Coimbra, Bispo de Coimbra, Deputado em sucessivas legislaturas, Presidente da Câmara dos Deputados, Regente do Reino, Guarda-Mor da Torre do Tombo, Conselheiro de Estado e, finalmente, Patriarca de Lisboa, onde viria a morrer em 7 de Maio de 1845, com 79 anos de idade."
(Fonte: https://www.pontedelimacultural.pt/Blog.asp?t=paginas&pid=1464&mpid=1433)
Encadernação inteira de pele, gravada a seco e a ouro nas pastas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Ausência da lombada. Pastas algo desgastadas, com defeitos. Pelo interesse e raridade recomenda-se restauro apropriado.
Raro.
50€