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19 janeiro, 2026

MACHADO SANTOS, A CARBONÁRIA E A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO.
Textos de Joaquim Madureira, Augusto Vivero e António de la Villa. Precedido de um estudo por João Medina. Textos Universitários – Opúsculos / 1. Lisboa, Cooperativa Editora História Crítica, S.C.A.R.L., 1980. In-8.º (20x15 cm) de 56, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante documento histórico sobre a implantação da República e a acção da Carbonária. Valorizado pela introdução de João Medina (n. 1939), com inclusão de textos de conhecidos jornalistas da época a que reportam os acontecimentos: Joaquim Madureira (1874-1954), também conhecido pelo pseudónimo "Braz Burity", e os espanhóis Augusto Vivero (1879-1939) e António de la Villa (1881-?).
Ilustrado com fotografias a p.b.
"Se observarmos com atenção esta figura política que os historiadores parecem querer esquecer, não podemos deixar de sentir uma espécie de embaraço misturado com muita perplexidade, já que tudo se mostra contraditório e por vezes mesmo paradoxal no destino e na alma do homem que fundou a República, que foi o braço armado que, na hora decisiva em que todos desanimavam e alguns desertavam já, fez pender a balança da História para o campo dos revoltosos e, no reduzido acampamento da Rotunda, com uns quantos sargentos, praças e civis, verdadeiramente arrebatou a vitória nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910."
(Excerto do estudo de João Medina)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

08 junho, 2024

MEDINA, João - HISTÓRIA DE PORTUGAL CONTEMPORÂNEO.
(Político e Institucional). [Lisboa], Universidade Aberta, 1994. In-4.º (29,5x21 cm) de 468, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Capa: Vista do estuário do Tejo com a Torre de Belém à esq. Óleo de Thomas Buttersworth (séc. XIX); colec. R. Bachmann.
Obra de fôlego - de generosas dimensões - sobre a História de Portugal Contemorâneo.
Trata-se do manual desta disciplina produzido pela Universidade Aberta para apoio dos alunos do Ensino à Distância.
"«Dentro do Paço, habitado pela sombra de um rei, vagueavam nas salas nuas as sombras de uma corte. Era um dó, uma tristeza mole sem nobreza. [...] O reino era de frades, mas metade deles não estava em seu juízo. Tudo enlouquecera, tudo emparvecera. E de longe ouvia-se o trovão medonho da França. [...] Uma vaga nuvem de tristeza caída envolvia o paço, envolvia a nação, moribunda e silenciosa. [...]
De joelhos, o príncipe chorava implorando sossego à mãe delirante; fora, nos jardins, ouvia-se o estalar das castanholas e o grito selvagem da malagena; e de longe, pelas quebradas das serras, vinha reboando o trovão ameaçador da tempestade francesa a aproximar-se». [...]
A derrocada do Antigo Regime foi precedida, entre nós, por um trauma considerável, directamente ligado às ambições imperialistas de Napoleão na península ibérica: a ocupação de Portugal pelas tropas invasoras francesas, durante cerca de cinco anos (1807 a 1811), com especial dureza durante a primeira invasão, altura em que, de finais de 1807 ao fim do verão de 1808, fomos um país virtualmente decapitado na sua soberania nacional, ainda que a sua realeza se tivesse refugiado no Brasil, onde aliás se manteria até ao fim da tempestade e mesmo para além dela, para só aqui voltar o prófugo príncipe regente, agora D, João VI, quando entre nós triunfou a revolução vintista (Agosto de 1820), dirigida tanto quanto às exacções do ocupante inglês como destinada a fazer vigorar entre nós os princípios liberais."
(Excerto de A tempestade napoleónica)
João Medina (n. 1939). "É Professor catedrático de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; nasceu em Moçambique em 1939; licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa; doutorou-se em em Sociologia na Universidade de Estrasburgo, tendo ensinado na Universidade de Aix-en-Provence (França). Em Portugal foi Diretor-Geral no Ministério da Comunicação Social (1975-1977); desde 1988 é professor catedrático de História na faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ensinou ainda nas universidades de Colónia (Alemanha), Pisa (Itália), São Paulo (Brasil) e nos Estados Unidos. Tendo realizado um vasto percurso como conferencista, colaborador e cronista em vários países em todo o mundo."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado. Cadernos soltos. Algumas páginas (poucas) com notas a lápis.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

19 outubro, 2017

PORTUGAL NA GRANDE GUERRA : «guerristas e antiguerristas». Estudos e Documentos. Apresentação de João Medina. Lisboa, Centro de História da Universidade de Lisboa : Instituto Nacional de Investigação Científica, 1986. In-4.º (24cm) de 139, [1] p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com a reprodução do Panfleto contra a guerra e fac-simile da Carta inédita de Alexandre Vieira.
"Embora seja vastíssimo o acervo documental e memoralístico acerca da nossa intervenção na Grande Guerra, a verdade é que continua sendo escassa a produção propriamente historiográfica em torno desse complexo e tão decisivo período e processo político-militar da História da I República. São de facto raras, e bastante recentes, as obras que procuram situar a problemática do intervencionismo luso na Grande Guerra, o seu impacto directo sobre o regime entre nós então vingente, a questão africana conexa com a entrada de Portugal no conflito, etc."
(excerto da apresentação)
Matérias:
Apresentação de João Medina. I Parte - Estudos: - José António Sequeira Gonçalves, «O Coronel João Ortigão Peres, Adido Militar português em França».
- Luís Alves de Fraga, «Espionagem no Corpo Expedicionário Português».
- Maria Manuela Lima Santos e Olga Maria Vasco Ribeiro, «A AURORA e o antiguerrismo». II Parte - Documentos: - António Ventura, «Guerristas e antiguerristas - análise retrospectiva de um conflito». - Aniceto Afonso, «O MUTILADO ou uma voz incómoda». - Francisco Canais Rocha, «A guerra vista por um sindicalista: Perfeito de Carvalho».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

15 agosto, 2016

KROPOTKINE, Pedro - Á GENTE NOVA. Versão de Affonso-Lopes Vieira. Lisboa, Livraria Editora: Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Exortação à juventude do russo Piotr Kropotkin - célebre ideólogo do movimento anarquista mundial -, em versão traduzida por Afonso Lopes Vieira, ilustrativo de um aspecto menos conhecido da vida do poeta português.
A tradução do folheto de Kropotkine, cujas cópias subsistentes o autor tentou posteriormente recolher, é legitimada algo parodicamente: «Não tenho que me envergonhar. De resto, essa brochura explica-se ainda por uma paixoneta que tive pela sobrinha de Kropotkine que conheci em Paris. Não me arrastou ela até Londres?».
"É á gente nova que eu hoje quero falar.
Que os velhos, - os velhos de coração e de espirito, - ponham de parte, pois, esta brochura, para não fatigarem inutilmente os olhos com uma leitura que nada lhes dirá.
Supponho que vos aproximaes dos dezoito ou vinte annos; que acabastes agora a vossa aprendizagem ou os vossos estudos; que ides entrar na vida. Tendes, creio eu, o espirito desembaraçado das superstições que procuraram incutir-vos; não temeis o diabo e não ides ouvir curas e pastores. Sobretudo, não sois janotas, tristes productos de uma sociedade moribunda, que passeiam nas ruas as suas calças á moda e as suas faces de macacos, e que nesta idade não teem já senão appetites de gozo, custe o que custar...; acredito, pelo contrario, que tendes o coração muito no seu logar, e eis porque vos falo.
Uma pergunta, sei-o bem, a vós proprios fazeis:
- Que vou eu ser?"
(excerto do Cap. I)
MEDINA, João - AFONSO LOPES VIEIRA : anarquista. Introdução e notas de... Lisboa, Edições António Ramos, 1980. In-8.º (21cm) de 97, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo de João Medina sobre a faceta anarquista de Afonso Lopes Vieira. Ilustrado com um retrato do poeta.
"A evolução estético-ideológica de Afonso Lopes Vieira, a sua marcada inflexão conservadora, embora inconformista e sempre anti-salazarista, tendem a fazer esquecer a especial atmosfera um tanto nihilista, para não dizer libertária, que rodeia as suas primeiras produções literárias, nomeadamente um estranho livro invulgar que publicou em 1904, a novela «Marques». Colega e amigo do anarquista e bombista Alberto Costa, o Pad Zé coimbrão, com ligações de amizade e até profissionais com o tipógrafo e revisor anarquista Alexandre Vieira, tradutor de Kropotkine, o autor de Náufrago deixou-se fortemente impregnar por uma especial atmosfera finissecular composta de nihilismo, toslstoísmo, acracia e certas ideias eslavas muito em voga, que parece estar na base do seu romancezinho de 1904. Empenhado posteriormente em valores de casticismo e de «reaportuguesamento» anti-republicanos e, em geral, antidemocráticos, sequaz moderado das hostes do Pelicano, que ele mesmo, num banquete de homenagem a Sardinha, definira como «antiquários fanáticos», Lopes vieira deixa transparecer na sua obra de 1904, escrita quando tem ainda apenas vinte e sete anos e publicada no mesmo ano em que traduz Kropotkine, um ideário que só muito dificilmente se imagina conjugável com o do poeta e critíco que se empenhava em restituir à língua portuguesa o Romance de Amadis, dos Lobeiras, e a Diana de Jorge de Montemor, ao mesmo tempo que colaborava na revista Lusitânia e militava com crescente ardor contra a República, a ponto de se ver prisioneiro por algumas horas no Governo Civil, em 1921, por via dum poema Ao Soldado Desconhecido, de intenções claramente hostis à atitude política que ditara a nossa entrada na guerra de 14-18 ao lado das nações aliadas."
(excerto do Cap. II, A tentação anarquista)
Matérias:
I - Afonso Lopes Vieira anarquista: 1 - Estreia literária. 2 - A tentação anarquista. 3 - A novela eslava «MARQUES». 4 - Humilhados e ofendidos. Notas. II - Antologia: Da novela «MARQUES»: 1 - O nascimento de «Marques». 2 - O lusco-fusco lisboeta. 3 - A cidade do terramoto. 4 - Os sonhos do corcunda. 5 - Os varredores. 6 - Deus e os humilhados. 7 - O sonho de Marcos. 8 - Conto de Natal. Do livro de poemas «AR LIVRE»: 9 - À Cruz. Do «CONTO DE NATAL»: 10 - Um Pobre fala a Jesus.
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Invulgar conjunto.
Indisponível

19 maio, 2012

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DE PORTUGAL : das Invasões Francesas aos nossos dias. Direcção de João Medina. Colaboração de Aniceto Afonso, António José Telo, António Sousa Francop, António Matos Ferreira, António Pinto Ravara, Armando Castro, Carlos Alberto Medeiros, Carlos Oliveira Pinto, Eduarda Dionísio, Ernesto Castro Leal, Fernando Catroga, Fernando Marques da Costa, Fernando Piteira Santos, Francisco Canais Rocha, Francisco Fortunato Queirós,  Hipólito de la Torre Gómez, Isabel Soares, Jacinto Baptista, Jorge Gaspar, José Manuel Tengarrinha, Luís Alves de Fraga, Luís Reis Torgal e Victor Wladimiro Ferreira. 7 vol. in-fólio (30cm) ; mto il. ; E. 
[1º e 2º vol.] : Monarquia Constitucional : das origens do liberalismo à queda da realeza . - (291, [4] ; 280, [3] p.). 
[3º e 4º vol.] : Primeira República : da conspiração republicana ao fim do regime parlamentar . - (302, [1] ; 299, [1] p.). 
[5º e 6º vol.] : Ditadura do Estado Novo : do 28 de Maio ao Movimento dos Capitães . - (307, [1] ; 307, [1] p.).
[7º vol.] : Portugal de Abril : do 25 de Abril aos nossos dias . - (321, [2] p.).
Obra de fôlego, importante documento histórico dedicado em exclusivo aos dois últimos séculos da História de Portugal.
Muitíssimo ilustrada a p.b. e cores com fotografias de grandes momentos históricos, bem como desenhos e cartoons plenos de humor e sátira - tão característicos do final do séc. XIX, príncipio do séc. XX -, dos mestres consagrados. 
"A presente história, fruto do trabalho em comum de vintena e meia de colaboradores, na sua grande maioria docentes universitários, pretende ser, aliás sem paradoxo, ambiciosa e modesta. Ambiciosa porque intenta cobrir lacunas sentidas por quantos fazem história, ensinam ou apenas estudam o período contemporâneo, lacunas que vão desde a inacessibilidade de algumas fontes textuais até à pura inexistência de qualquer contributo bibliográfico mínimo em determinados sectores; neste domínio sentimos, assim, o compreensível orgulho de termos aberto novos caminhos, chamando ao campo focal da historiografia portuguesa zonas até aqui ignotas ou descuradas. 
Por outro lado, todavia, a consciência clara de algumas limitações inevitáveis força-nos a contrapor à referida ambição uma modéstia assumida e sincera: não estamos, agora que a obra está acabada, diante de um estudo definitivo, com julgamentos históricos que transitassem em julgado, antes nos apercebemos de que, no fundo, ainda é grande o campo deixado a pesquisas novas, mais fundas ou mais ricas. Fizemos a história possível do período contemporâneo que se inicia com os primórdios da revolução liberal portuguesa e que se encerra com o período de estabilização do processo de restauração da democracia após a «revolução dos cravos»: são quase dois séculos de fértil, complexa, atribulada e apaixonante aventura nacional, evocada no que ela tem de essencial, relevante e significativo. Aqui estão, pois, a revolução liberal e o tíbio constitucional dela saído, o projecto republicano alvoraçadamente concebido em momentos alternados de apatia e fervor, amargura e esperança pátrias; a difícil implantação do sonho de 1910, a trágica degradação do novo regime ao longo de uma década e meia de desilusões e balbúrdias, a fatal preparação da ditadura que depois triunfa, o seu perfil ideológico e a sua natureza estranhamente repressiva, a queda do longevo «Estado Novo» que em vão se procurara emendar, e, por fim, o processo de readaptação do País a uma situação de liberdade, a uma nova dinâmica social." (excerto do prefácio do Prof. João Medina) 
João Medina, "é Professor catedrático de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; nasceu em Moçambique em 1939; licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa; doutorou-se em em Sociologia na Universidade de Estrasburgo, tendo ensinado na Universidade de Aix-en-Provence (França). Em Portugal foi Director-Geral no Ministério da Comunicação Social (1975-1977); desde 1988 é professor catedrático de História na faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ensinou ainda nas universidades de Colónia (Alemanha), Pisa (Itália), São Paulo (Brasil) e nos Estados Unidos. Tendo realizado um vasto percurso como conferencista, colaborador e cronista em vários países em todo o mundo." Além da sua própria produção literária, conta com a direcção de duas obras historiográficas de grande fôlego: a História Contemporânea de Portugal, e uma História de Portugal. Belíssimas encadernações editoriais gravadas a seco e a ouro nas pastas com dourados nas lombadas.
Excelentes exemplares.
Importante.
75€

27 dezembro, 2010

HISTÓRIA DE PORTUGAL : DOS TEMPOS PRÉ-HISTÓRICOS AOS NOSSOS DIAS. Dirigida por João Medina. Alfragide, Ediclube, 2004. 20 vol. In-8º grd. (23cm) ; il. ; E.
Encadernação do editor. Edição luxuosa de grande esmero e apuro gráfico, profusamente ilustrada.
Excelente estado - como nova.
Indisponível