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18 setembro, 2015

PINTO, Silva - SANTOS PORTUGUEZES. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira, 1895. In-8.º (18,5cm) de [4], 268, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Colecção de curtas biografias de santos da devoção nacional.
Relativamente a este conjunto biográfico, diz-nos no prefácio o autor: - "Falo de humildes perante o seu Deus; falo dos que, na culminancia do poder, ou na simplicidade da vida, sacrificaram do espirito e do coração aos necessitados de pão e de carinhos; falo de santos portuguezes, que temperaram com o heroismo da Humildade o heroismo da Soberba do Portugal valente - e a breve termo do esquecimento. Desponto simplesmente a arestas mysticas do Flos Sanctorum, para vos mostrar apenas espiritos sanctificados pela Caridade - a doce irman da Justiça - antes que os sanctificasse a Egreja."
Santos biografados:
I - S. Gonçalo de Amarante. II - S. João de Deus. III - S. Fructuoso. IV - Santa Joanna. V - Santa Izabel. VI - Santa Comba (de Coimbra). VII - Santa Comba (de Traz-os-Montes). VIII - Santa Comba (do Alemtejo). IX - Santa Iria. X - Santa Senhorinha de Basto. XI - Santa Godinha. XII - S. Damaso. XIII - Santo Antonio. XIV - Santa Eufemia. XV - Santa Marinha. XVI - Santa Engracia (I). XVII - Santa Engracia (II). XVIII - Santa Thereza (de Ourem). XIX - Santa Matrona. XX - Santa Vicencia. XXI - Santa Felicissima. XXII - Santa Quiteria. XXIII - Varias Santas: (Celerina, Suzanna, Livrada, Basilissa, Victoria, Marciana, Germana, Genebra, Revocada, Maxima, Julia, Pelagia, Achileya, Theodosia). XXIV - S. Francisco Xavier. XXV - S. Rozendo. XXVI - Varios Santos: (Martinho, Victor, Pedro de Rates, Frei Gil, Mansos, Verissimo, Cucufate, Theotonio). XXVII - S. Geraldo.
António José da Silva Pinto (1848-1911). "Foi um crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista português, da segunda metade do século XIX. Foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo colégio de jesuítas de Campolide, começa a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedica-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espetro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixará uma imensa colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Atualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual foi posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combate ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressa a Portugal."
(in infopedia)
Encadernação em meia de pele com cantos, com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa apresenta restauro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 abril, 2015

PINTO, Silva - DE PALANQUE. Porto, Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores, 1897. In-8º (18,5cm) de 368 p. ; E.
1.ª edição.
Apreciada colecção de 68 crónicas de Silva Pinto sobre os mais variados temas da cena nacional, sempre pinceladas da sua característica ironia.
"Esta, é de Camillo Castello Branco. Disse-m'a um dia, no Minho, o meu primeiro e ultimo mestre:
- «Você conhece Fulano? Bem. Esse homemsinho foi recebido em minha casa, e aqui esteve perto d'um anno hospedado. Era-me agradavel a permanencia do rapaz, porque elle fôra amigo de um meu filho - que morreu. Ao termo d'um anno, pediu-me elle cartas de recommendação para uns amadores de photographia, homens ricos, intelligentes e meus amigos, residentes em Madrid. O sujeito é photographo. Dei-lhe as cartas, foi-se o rapaz ao seu destino, e, ha oito dias, recebi d'elle uma carta.
«Diz-me elle, na carta - que os meus amigos são umas bestas; que as minhas cartas de apresentação lhe foram inuteis; que perdeu um anno em minha casa, que gastou, desde que saíu d'aqui, sem libras de economias, e que, portanto, lhe devo cem libras...
- «Diga-me você agora, - concluiu Camillo, com aquelle seu rictus de ironia tragica, - qual de nós é o doido: eu, ou o tal sujeito?»"
(Estudando, pp. 66-67)
António José da Silva Pinto (1848-1911). "Foi um crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista português, da segunda metade do século XIX. Foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo colégio de jesuítas de Campolide, começa a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedica-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espetro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixará uma imensa colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Atualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual foi posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combate ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressa a Portugal."
(in infopedia)
Encadernação em meia de percalina. Conserva as capas de brochura. Capas apresentam manchas de oxidação. Mancha de humidade antiga na parte inferior do livro, junto ao festo.
Muito invulgar.
20€

07 fevereiro, 2015

PINTO, Silva – O MUNDO FURTA-CÔRES. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1900. In-8º peq. (12,5cm) de [8], 365 p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de deliciosas crónicas de Silva Pinto sobre os mais variados temas da cena nacional, sempre pinceladas da sua característica ironia.
“Diz algures o Balzac: - «O homem é sempre castigado, por fazer o bem. Deus não quer que lhe usurpem os seus direitos.» Esta explicação satisfaz. É a intervenção orientada da Providencia nos casos de desorientação sentimental em que a gente quebra a cabeça nas ingratidões e n’outras semsaborias da vida. De ingratidões não lhes falo, porque não ha propriamente culpados de tal delicto: o que ha é um feitio da alma, e quem não é ingrato constitue excepção. A rapariga que ao termo de vinte anos se separa do pae e da mãe, que se esfalfaram e sacrificaram por ella, e os esquece por um bigorrilhas que lhe cubiça o dinheiro ou as carnes, é ingrata por feitio de alma, inconscientemente, e espantada ficaria, como o pae ou a mãe, se um extranho a accuzasse de ingratidão. E é assim em toda a linha da mixórdia.”
(excerto de, Por esta vida)
António José da Silva Pinto (1848-1911). "Foi um crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista português, da segunda metade do século XIX. Foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo colégio de jesuítas de Campolide, começa a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedica-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espetro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixará uma imensa colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Atualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual foi posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combate ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressa a Portugal."
(in infopedia)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada algo desgastada, apresenta ainda picadas de insecto.
Invulgar e muito apreciado.
20€

02 outubro, 2014

PINTO, Silva - FRENTE A FRENTE! : 1908. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1909. In-8º peq. (13cm) de 400 p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa colecção de crónicas, escritas com a fina ironia que caracteriza o trabalho de Silva Pinto.
"As auctoridades acabam de proceder, em Paris, contra uns theatros onde se expunham mulheres núas. Diversas pessoas sérias approvam. Cheira-me a hypocrisia o procedimento das auctoridades, mais o das pessoas sérias.
Quem não quer vêr, não vae ao espectaculo. Eu quizera vêr; como estheta - gosto do nú.
Vejo n'um jornal da noite, de Lisboa, que os estrangeiros se indignam, ao regressarem ás suas patrias, pelas taes immoralidades que viram em Paris. Creio que se irritam a valer - por terem de regressar á patria.
Pobres mulheres núas! não podem as pessoas sérias vêr uma camisa lavada a um homem... nem uma mulher sem camiza! Corja!"
(crónica retirada da obra)
António José da Silva Pinto (1848-1911). "Foi um crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista português, da segunda metade do século XIX. Foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo colégio de jesuítas de Campolide, começa a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedica-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espetro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixará uma imensa colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Atualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual foi posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combate ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressa a Portugal."
(in infopedia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. As capas são simples, lisas, aparentando ser uma solução provisória, antes de encadernar.
Muito invulgar.
Indisponível

23 agosto, 2011

PINTO, Silva - O RISO AMARELLO : POLITICOS, IMPOLITICOS E OUTROS. Lisboa, Livraria de A. M. Pereira-Editor, 1897- In-8 peq. (12,5cm) de [10], 413, [4] p. ; E.
1ª [e única] edição.
Curioso conjunto de crónicas da vida pública portuguesa - social e política - do final do século XIX.
António José da Silva Pinto (1848-1911) "Foi um crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista português, da segunda metade do século XIX. Foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo colégio de jesuítas de Campolide, começa a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedica-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espetro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixará uma imensa colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Atualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual foi posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combate ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressa a Portugal." (in infopedia)
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada em bom estado de conservação; apresenta algum desgaste superficial na cartonagem, nos cantos e no topo e base da lombada; conserva as guardas originais.
Bom exemplar.
Raro.
35€
Reservado