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10 março, 2021

CARDOSO, Nuno Catharino - TUMULOS PORTUGUESES.
Relação de cento e cincoenta e sete  dos mais belos ou curiosos tumulos e sarcofagos existentes em Lisboa e em diversas cidades e vilas de Portugal, acompanhada de elucidativas gravuras através das quais facilmente se pode avaliar o que são estes monumentos
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XX
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com fotogravuras de monumentos funerários ao longo das páginas de texto.
No final do opúsculo inclui o "Indice Alfabetico dos 157 Tumulos citados neste trabalho".
Tiragem: 350 exemplares.
"Em Portugal há bastantes tumulos, sendo alguns dentre êles muito artisticos, como poderá verificar quem percorrer o país e fizer o respectivo inventário.
Ora revestidos da maxima simplicidade, como serve de exemplo o tumulo dos Sete Cavalheiros mortos, em 1242, na tomada de Tavira, ora sumptuosos, como são entre outros, os tumulos de D. Pedro I e de D. Ignês de Castro, em Alcobaça, verdadeiras maravilhas em pedra lavrada, existem em Portugal tumulos de estilos e epocas bem diversas, a começar no seculo XII, formando um conjunto admiravel que completa o nosso patrimonio artistico que possue, nesse e noutros generos, exemplares de grande belesa e valor, como tenho demonstrado através da paginas desta colecção.
Falar dos tumulos portugueses corresponde a recordar muitas paginas da Historia de Portugal desde D. Afonso Henriques á Grande Guerra, pois bastantes desses monumentos perpetuam a memoria de vultos  nacionais bem ilustres, ácerca dos quais a morte não teve verdadeiramente poder, tais foram os feitos que legaram á posteridade, enobrecendo os seus nomes."
(Excerto do preâmbulo, Alguns dos mais belos ou curiosos tumulos existentes em Portugal)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

25 novembro, 2020

CARDOSO, Nuno Catharino - LAPIDES E SEPULTURAS BRASONADAS.
Relação de 76 lápides brasonadas em Evora, no Espinheiro, em Torres Novas, Silves, Arraiolos, S. Domingos de Bemfica, Bragança, Funchal, Leiria e Lisboa, acompanhadas de ilucidativas gravuras
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XVII
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com desenhos de escudos heráldicos ao longo do texto.
Tiragem: 350 exemplares.
"Há muitas [lapides e sepulturas brasonadas] em Portugal, formando um importante e belo conjunto.
Apesar da acção do tempo e dos homens haverem já apagado, na sua faina destruidora, muitas delas, tornando-as ilegiveis, e indecifraveis os brasões que as ornamentavam, quem tiver percorrido o país e examinado muitas dessas lapides e sepulturas verá, apesar de tudo, como são ainda deveras interessantes.
Como se sabe, só em setembro de 1835 é que começaram a funcionar em Portugal os cemitérios, criados em 28 de março de 1805. Antes dessa medida ter sido posta em execução, os enterramentos faziam-se nos adros e no interior dos templos. É esta a razão porque em tantas igrejas, mosteiros e claustros ainda hoje se encontram sepulturas e, dentre elas, muitas brasonadas que se referem a pessoas nobres, a bispos, arcebispos e a outros vultos ilustres da Igreja Católica."
(Excerto do preâmbulo, Lapides e sepulturas brasonadas)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

27 junho, 2018

CARDOSO, Nuno Catharino - CAMILO CASTELO BRANCO E DOM PEDRO V (subsídios para a vida e história do grande escritor). Lisboa, Edição do Autor, 1956. In-8.º (21cm) de 4 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante peça camiliana. Descrição dos encontros de D. Pedro V com Camilo na Cadeia da Relação do Porto, e reflexões do autor acerca do assunto.
Tiragem de 150 exemplares.
"Em Novembro de 1860. D. Pedro V foi ao Porto e visitou as Cadeias da Relação, cujo ar pestilencial, por absoluta falta de condições higiénicas, era irrespirável.
Tinha então o Monarca 23 anos de idade e a alma povoada de sonhos. Amava o povo e os seus padecimentos afligiam-no.
Como se sabe, Camilo estava preso na Cadeia da Relação do Porto, desde 1 de Outubro de 1860, tendo-se apresentado voluntàriamente à prisão. D. Ana Plácido, sua cúmplice e esposa do comerciante Manuel Pinheiro Alves, havia sido presa anteriormente, levando consigo uma criança de colo, o desventurado Manuel Plácido, a que alude Camilo nas «Scenas da Hora final».
Eram mais de cinco horas da tarde do dia 23 de Novembro de 1860, quando D. Pedro V, acompanhado pelo Marquês de Loulé, Presidente do Conselho, visitou na Cadeia Camilo Castelo Branco.
Não esperava encontrá-lo aqui, disse o Rei.
Estimo que se livre cedo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Não consta do Catálogo bibliográfico camiliano de Miguel de Carvalho.
15€