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18 janeiro, 2025

JOBIM, José -
A VERDADE SOBRE SALAZAR.
(Entrevistas concedidas em Paris pelo Sr. Affonso Costa, ex-presidente da Liga das Nações e antigo primeiro-ministro de Portugal). Prefacio de Danton Jobim. Rio, Calvino Filho, editor, 1934. In-8.º (19x12,5 cm) de 141, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para história da política portuguesa nos alvores do Estado Novo, protagonizado por Afonso Costa - figura de proa da 1.ª República - que através de um conjunto de entrevistas concedidas a partir do exílio a um jornalista brasileiro, dá conta do seu "incómodo" com a situação vigente no país.
"Não sou amigo nem partidario do Sr. Affonso Costa. Reporter brasileiro, correspondente de jornaes brasileiros, não desejo immiscuir-me nos negocios internos de Portugal. Colhi, entretanto, um grande e expressivo depoimento sobre o momento politico portuguez. O ex-primeiro ministro e antigo presidente da Liga das Nações supportou durante annos o assédio que lhe movi. Não queria falar a estrangeiros sobre seu paiz. Ao fim de trez annos, capitulou. O que não obtivera a habilidade do jornalista conseguiu o odio contra a dictadura militar que, atacando-o, lhe nega o direito de defesa. E o Sr. Affonso Costa falou-me, concedendo a sua entrevista mais sensacional. Este livro é uma resposta ao "Salazar" do Sr. Antonio Ferro. Deveria compol-o um portuguez. Mas o estado totalitario do Doutor Salazar, pela sua propria estructura e finalidade, se attribue em Portugal o dominio absoluto dos prélos e das consciencias. Além do mais, a dictadura portugueza mantém um amplo e bem organisado serviço de propaganda entre nós. Creio, pois, que se deve conceder o direito de trazer ao publico brasileiro "a voz do outro sino"."
(Introdução)
"Neste livro o sr. Affonso Costa renova a sua velha crença nos destinos da democracia.
Si eu tivesse de tratar da personalidade politica do ex-primeiro ministro portuguez antes de ter deante dos olhos a série de entrevistas que ahi está, não o chamaria pura e simplesmente um democrata. Democrata e democracia são, em nosso tempo, expressões vagas, imprecisas, e, por isso, incolores, tão amplo o sentido que as conveniencias partidarias lhe emprestaram, sobretudo nas nossas jovens republicas da America Latina, e tão numerosos e evidentes têm sido os contrabandos de idéas e interesses sob esses rotulos honestos.
Recordando o seu passado republicano e as idéas que elle sustentou, teriamos preferido situal-o entre os authenticos jacobinos, cuja caracteristica fundamental é o culto da autoridade soberana do Estado, a necessidade da submissão de todos á lei, que emana da vontade popular, expressa através da igualdade politica, sem que se attenda ás differenciações de ordem economica e social. [...]
O estatismo exagerado que caracteriza a nossa época é levado a suffocar as liberdades individuaes. O sr. Salazar repete as variações do sr. Mussolini sobre as relações entre  liberdade e autoridade, que, aliás, em si, não têm nada de novo.
As theorizações fascistas, o esforço pela creação de uma physionomia propria para o fascismo, estão consubstanciadas na exposição doutrinaria redigida pelo Duce para a Encyclopedia Italiana:
"Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fóra do Estado". (Discurso no Scala de Milão). [...]
O sr. Oliveira Salazar é partidario intransigente desse estaismo fascista. Sob a sua immediata direcção organiza-se em Portugal um movimento corporativista, nos moldes do syndicalismo burocratico italiano. Mas haverá consições, na republica portugueza, para a victoria desse movimento? E a dictadura militar qu governa o paiz será capaz dessa tarefa? Eis uma these interessante e opportuna que aos pensadores e homens de estado portuguezes, que conhecem de parto a situação politico-social do paiz, incumbe responder."
(Excerto do Prefacio)
"O Hotel Vernet, situado na rua do mesmo nome, que atravessa os Champs Elysées na altura de Georges V, é um dos mais curiosos de Paris. Ali se hospedam estrangeiros apenas. É um hotel caro e familiar. Ha antigos presidentes e mesmo reis dos paizes mais remotos. [...]
O Sr. Affonso Costa não me faz esperar cinco minutos. Entra com um sorriso nos labios. É um homem baixo, forte, elegante, com os cabellos grisalhos e a pêra - a mais famosa pêra de Portugal - quasi alva. Parece ter apenas quarenta annos. E tem mais de sessenta. Respira saude e energia. E quando fala, ao sorrir faz com que a gente se lembre logo de Mefistopheles, tal a expressão maliciosa, viva, intelligente de sua mascara. Ha mesmo sarcasmo e força nessa mascara.
- "Uma entrevista? diz-me. Pois, seja! Mas quero que note em que condições especiaes e excepcionaes lh'a vou dar. Tenho sempre hesitação e melindre em contar a estrangeiros o que se passa de desagradavel e de injusto no meu paiz. O meu orgulho pessoal e de portuguez não me permitte solicitar apoio ou solidariedade a estranhos e muito menos fazer-lhes queixas."
(Excerto da Entrevista)
José Pinheiro Jobim (Ibitinga, 1909 – Rio de Janeiro, 1979). "Foi um economista e diplomata brasileiro, morto político da ditadura militar brasileira. Trabalhou primeiramente como jornalista, tendo sido revisor e redator de "A Manhã", do Rio de Janeiro, e redator do "Diário de Notícias" de Porto Alegre. Contratado pela Agência Meridional dos Diários Associados, foi redator de "O Jornal" e seu enviado especial à Europa. Entre 1930 e 1936 viajou também à URSS, Ásia e África. Iniciou sua carreira diplomática em 1938, atuando como cônsul de terceira classe, no mesmo ano foi designado vice-cônsul em Yokohama, no Japão. Entre 1938 e 1941, de volta ao Brasil, serviu na Secretaria do Comércio Exterior. Em 1941 foi transferido para Nova Iorque, ainda no posto de vice-cônsul. Promovido a cônsul de segunda classe em 1942, permaneceria em Nova Iorque até 1943 como cônsul adjunto. Desde sua promoção a ministro de primeira classe, em 1959, ocupou o posto de embaixador do Brasil no Equador, de 1959 a 1962, na Colômbia e na Jamaica cumulativamente, de 1965 a 1966, na Argélia, de 1966 a 1968, e no Vaticano e Malta, de 1968 a 1973. Ao se aposentar do Itamaraty, em 1975, estava à frente da representação brasileira no Marrocos, onde chegara em 1973. Fundou com seus filhos a Editora Brasília Rio.
Em 15 de março de 1979, o embaixador, já aposentado, foi à Brasília, onde tomou posse o ditador João Batista Figueiredo e, com ele, o chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, amigo de José Jobim. Durante a cerimônia, Jobim comentou com alguns amigos que estava escrevendo um livro de suas memórias, inclusive detalhes sobre o superfaturamento do governo na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que custou dez vezes o valor orçado, totalizando cerca de US$ 30 bilhões. Uma semana depois, no dia 22 de março, Jobim já estava de volta ao Rio de Janeiro e, logo depois do almoço, saiu de sua casa para encontrar um amigo. Seu corpo foi encontrado por um gari dois dias depois do sequestro, a menos de 1 quilômetro da Ponte da Joatinga. Ele estava pendurado pelo pescoço em uma corda de náilon em um galho de uma árvore pequena. Assim como as do jornalista Vladimir Herzog, seus pés, com as pernas curvadas, tocavam o chão, levantando suspeitas sobre a hipótese de suicídio. Seis anos depois, a promotora Telma Musse reconheceu que houve homicídio, mas considerou o caso insolúvel e pediu o arquivamento."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Aparado. Com falhas de pele na lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
45€

24 maio, 2024

BRANDÃO, Fernando de Castro -
SALAZAR : uma bibliografia passiva
. [S.l.], Edição do Autor, 2008. In-4.º (23x16 cm) de 126, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio bibliográfico sobre António de Oliveira Salazara, o controverso Presidente do Conselho e figura maior do Estado Novo.
"O interesse crescente pelo Estado Novo, nomeadamente pelo seu mentor, António de Oliveira Salazar, é uma inelutável realidade.
Após os anos negros de verdadeiro "obscurantismo", que se seguiram ao golpe militar do 25 de Abril de 1974, quanto a estas matérias respeitou, eis que se inicia o retorno a um desejável equilíbrio.
O distanciamento de mais de três décadas, baixa a poeira que o Estado autoritário havia levantado. O acesso livre, ou quase, a fontes documentais de grande importância, têm permitido a realização de estudos do maior interesse. [...]
Para bem ou para mal o País viveu "habitualmente", como desejava o Chefe do Governo.
A História se encarregará de analisar, criteriosamente, meio século de vida dos portugueses. Mas, até esse julgamento, muito haverá ainda por fazer. Apresenta-se ciclópica a tarefa, para aqueles que a empreendem. Há domínios de tamanha complexidade, que desvendar os seus meandros exigirá árdua investigação, probidade e paciência.
A historiografia portuguesa representa, quiçã, um dos domínios da cultura que mais beneficiou com o restabelecimento da liberdade de expressão. Por isso, não temos dúvidas que, de ano para ano, se multiplicarão os estudos sobre a figura e a obra, daquele que foi um estadista, na verdadeira acepção da palavra: Oliveira Salazar."
(Excerto de Apresentação)
Índice:
Apresentação | Bibliografia | Adenda - Artigos de imprensa | Autores citados.
Fernando de Castro Brandão (n. 1943). "Licenciou-se em História na Faculdade de Letras e foi assistente do Prof. Jorge Borges de Macedo durante dois anos. Ingressou na carreira diplomática em 1973 e o seu primeiro posto no estrangeiro foi em Porto Alegre (Brasil), até 1979. Serviu no México e no Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, a partir de julho de 1983. Foi depois destacado para o cargo de Cônsul-Geral em Boston, EUA, e em Luanda; e para embaixador em Islamabad e Caracas. Em 2002 foi nomeado Presidente do Instituto Diplomático, cargo que desempenhou até ser colocado na Embaixada em Praga. Em 2007 foi feito Embaixador "full-rank", atingindo o limite de idade no exterior em novembro do ano seguinte."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

15 março, 2024

TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de 7 [1] p. ; B.
PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA. Assinado em Lisboa em 29 de Julho de 1940. Ministério dos Negócios Estrangeiros. Secretaria Geral. Lisboa, Imprensa Nacional, 1940. In-8.º (22,5x14,5 cm) de [4] p. ; B.
1.ª edição.
SEGUNDO PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de [4] p. ; B.
Importante conjunto documental com relevância para a história da relação político-diplomática entre o Estado Novo e o regime nacionalista de Francisco Franco, el Caudillo. Trata-se da reprodução do Tratado de Amizade e Não Agressão - e Protocolos Adicionais - estabelecido entre Portugal e Espanha, subscritos quando ainda se lutava no país vizinho, em plena Guerra Civil, durante a queda de Madrid, tendo como signatários, por Portugal, António Oliveira Salazar, e por Espanha, Nicolás Franco Bahamonde, irmão de Franco. Estabelecido a 17 de Março de 1939 em Lisboa, seria ratificado também na capital portuguesa a 30 do mesmo mês e entrado em vigor nessa data com validade de 10 anos. O Protocolo Adicional, datado de 29 de Julho de 1940, confirma o acordo original estabelecido um ano antes, em 1939, e o Segundo Protocolo Adicional, assinado em 20 de Setembro de 1948, limita-se a confirmar e prolongar a validade dos anteriores por mais dez anos.
"O Tratado de Amizade e Não Agressão Luso-Espanhol (1939), que deu lugar ao Pacto Ibérico e consequente proclamação do Bloco Ibérico (1942), foi um tratado datado de 17 de março de 1939. Assinado pelo Presidente do Conselho de Ministros do governo autoritário de Portugal, António de Oliveira Salazar, e pelo embaixador de Espanha, Nicolás Franco (irmão mais velho de Francisco Franco). O pacto visava preservar a neutralidade da Península Ibérica em caso de um conflito mundial, num contexto em que Espanha simpatizava com as potencias do Eixo ao passo que as simpatias de Portugal pendiam para o lado Britânico. Nos termos do documento, Portugal e Espanha reconheciam mutuamente as respetivas fronteiras, estabeleciam relações de amizade e comprometiam-se a efetuar consultas diversas entre si, com vista a uma ação concertada em caso de conflito. Após o início da Segunda Guerra Mundial virá a ter um Protocolo Adicional assinado em 29 de Julho de 1940 também em Lisboa, reiterando a neutralidade peninsular. Este tratado e a diplomacia Portuguesa viriam a ter um papel importante na criação do um bloco Ibérico neutro em 1942 e na aproximação da Espanha Franquista aos Aliados da Segunda Guerra Mundial.
Esteve em vigor até 1977, sendo então substituído pelo Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e Espanha, ratificado no ano seguinte, em plena Transição Espanhola."
(Fonte: Wikipédia)
Raro conjunto, com interesse para a Guerra Civil de Espanha e para o relacionamento entre os dois países ibéricos nesse período marcante da história do país irmão.
Todos os documentos estão redigidos em português e castelhano.
"António Óscar de Fragoso Carmona, Presidente da República Portuguesa, e Francisco Franco Bahamonde, Chefe do Estado Espanhol e Generalíssimo dos Exércitos Espanhóis;
Animados do desejo de consignar em documento solene a sincera amizade entre Portugal e Espanha, baseada na comunidade de sentimentos e nos interesses derivados de realidades geográficas e históricas;
Desejosos também de cercar as boas relações dos dois países e a sua manutenção de todas as possíveis garantias;
Convencidos de que tudo quanto contribua para manter e assegurar a paz entre Portugal e Espanha é factor importante da paz europeia;
Verificando que nenhumas obrigações até agora assumidas por cada uma das Partes em relação a terceiras potências se opõem ao desenvolvimento e estreitamento das suas relações recíprocas nem estão em contradição com os intuitos e cláusulas deste Tratado, que as não altera:
Resolveram concluir o seguinte Tratado de amizade e não agressão e para este fim nomearam por seus Plenipotenciários, a saber:
O Presidente da República Portuguesa:
O Senhor Doutor António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O Chefe de Estado Espanhol:
O Senhor Don Nicolás Franco Bahamonde, seu Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário em Lisboa."
(Excerto de Tratado de Amizade e Não Agressão entre Portugal e a Espanha)
O [1.º] Protocolo Adicional pertence à tiragem original.
Exemplares em brochura, bem conservados.
Raro conjunto.
Com significado histórico.
30€

12 janeiro, 2022

SALAZAR. Pensamento e doutrina política. Textos antológicos. Organização e prefácio de Mendo Castro Henriques e Gonçalo de Sampaio Melo. [Lisboa : São Paulo], Verbo, 1989. In-8.º (21 cm) de 422, [8] p. ; B.
1.ª edição.
Na capa: Óleo de Dórdio Gomes (colecção particular).
Edição comemorativa do Iº centenário do nascimento do Doutor António de Oliveira Salazar, 1889-1989.
"A Revolução de 28 de Maio poderia ter sido mais uma de outras na história contemporânea de Portugal. Expulsos os políticos que feriam o País, desentendiam-se os militares ao exercerem funções à margem da sua vocação. A história de muitas revoluções. Foi então chamado de Coimbra, onde regia a cátedra de Finanças, um professor ao tempo alheado da política activa mas já conhecido pela recomendação de hábeis medidas económicas e pela defesa pública do ideário da democracia cristã."
(excerto do prefácio, Um Homem e um Regime)
Índice:
PARTE I - Identificação: 1 - O Homem. 2 - Portugal. a) A Nação. b) O Povo. 3 - Civilização. PARTE II - Política Interna
Princípios Gerais. 1 - 1908-1928 (Juvenília). 2 - 1928-1934. 3 - 1934-1945. 4 - 1945-1951. 5 - 1951-1968. PARTE III - Portugal no Mundo
1 - Política Ultramarina. a) Princípios Gerais. b) A Questão de Timor. c) A Questão da Índia. d) A Questão Africana. 2 - Política Externa. a) Princípios Gerais. b) As Grandes Crises: Guerra de Espanha; II Guerra Mundial. c) Os Novos Tempos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

04 dezembro, 2019

A SUA EXCELENCIA O SR. DR. ANTONIO DE OLIVEIRA SALAZAR, ILUSTRE MINISTRO DAS FINANÇAS - As Camaras Municipaes do Paiz. Porto, Litografia Nacional, 1930. In-8.º (18,5 cm) de [28] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia ao então ministro das finanças, António de Oliveira Salazar, que, com a contribuição das restantes câmaras municipais do país (270), permitiram a oferta ao estadista de um relicário, peça de ourivesaria inspirada no Mosteiro da Batalha, executado por Mestre Filipe José Bandeira. O opúsculo inclui um poema dedicado a Salazar - A Pátria registando... - da autoria de Parente de Figueiredo, a lista das câmaras municipais por ordem alfabética e o Livro d'honra, que contém as impressões de conhecidos artistas nortenhos sobre a peça: Teixeira Lopes - João Augusto Ribeiro - Joaquim Costa - Joaquim Lopes.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, ilustrado com o retrato de Salazar, do artista e do relicário e a sua planta.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do mestre-artista ao Dr. Valadão Chagas.
"As Comissões administrativas dos Municipios do Paiz inteiro, depois de terem levado a efeito a memoravel jornada a Lisboa, em 21 de Outubro p. p. perante e em nome da Nação que representavam, a mais sincera e eloquente prova do alto apreço em que, todas elas, teem a preclara inteligência, profundo saber e cristalina honestidade de V. Ex.ª, veem hoje, em complemento dessa grandiosa manifestação, que começou em Lisboa - gloriosa Capital, de tradições muitas vezes seculares - e acaba no Porto - histórica e briosa cidade da Virgem e do Trabalho - depôr nas mãos de V. Ex.ª a maravilha artistica do presente Relicário.
Vai dento dele, na pequena barra de oiro - oiro de Portuguezes - toda a alma de Portugal, numa atitude de eterno reconhecimento a quem soube, num momento histórico de confusão e incerteza, salvá-la, impondo-a, cheia de um novo prestigio, à consideração do mundo.
O Norte e o Sul, confundidos no mesmo pensamento de entusiasmo e gratidão juntam-se, neste momento, dentro dos muros desta cidade Invicta, para num amplexo fremente de amor Pátrio, entregarem a V. Ex.ª Senhor Ministro, o cinzelado Relicário, que perpetuará, pelos tempos fóra, a veneração da nossa Pátria pela intervenção salvadora de V. Ex.ª nos destinos da Terra Portugueza.
Fundiu-se nesse pedaço de oiro, o oiro de todos os cantos de Portugal, cabendo-no a nós, em nome de Ele, como seus lídimos representantes, entregar, assim guardado, o OIRO DE PORTUGUEZES A QUEM TANTO ZELA O OIRO DE PORTUGAL."
(Apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível

21 maio, 2019

LEGIÃO EM MARCHA. N.º 110/111 - ANO VII. Director: João Ameal. Março/Abril - 1958. [Lisboa], Gabinete do Presidente da J. C. da Legião Portuguesa, 1958. In-fólio (30x21cm) de 26, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Número especial comemorativo do 30.º aniversário da ascensão de Salazar ao poder, e dos 25 anos da Constituição de 1933, momento que marcaria o início do regime do Estado Novo.
Ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas ao longo do texto.
"Decorreram trinta anos, no passado dia 27 de Abril, que o Sr. Professor Doutor Oliveira Salazar ascendeu ao Governo da Nação.
Em três décadas de notabilíssima acção governativa, através duma jornada de inteira dedicação e sacrifício da sua própria vida, criou uma época nova nos destinos históricos da Casa Lusitana.
O que fez de profundo trabalho na regeneração dum País doente, o que saneou primeiro, para depois robustecer e prestigiar; o que solucionou nas horas perigosas da guerra; o que renovou na personalidade moral e mental da Nação: - fica inesquecível na gratidão de todo o português bem formado. [...]
A Legião Portuguesa «forma» como ala de Salazar. Em volta do seu Chefe, destinada a manter intacta a vitória que lhe devemos, afirma-se como expressão viva da nobre missão de que foi investida: a da consciência moral da Nação."
(Excerto de A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis)
Artigos:
- A obra de Salazar no presente e no futuro. - A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis. - Os 25 anos da Constituição de 1933. - Os Partidos perante a Nação. - A Igreja Vermelha. - Crónica internacional: Para onde vamos? - Um grande marinheiro português: João da Nova. - A obra de cooperação social da Legião. - Depois de "a conversa com Salazar". - Mensagem da Legião Portuguesa a Salazar. - Figuras e lições da História: Dom Teodósio II, sétimo duque de Bragança. - Este sólido bastião ibérico. - A Família no sistema soviético. - A propósito da reunião em Paris do Conselho da O. T. A. N. - Um caso insólito de racismo. - Uma conferência em Aveiro. - Uma conferência do capitão Silva Baptista sobre a Racionalização da Indústria do Pão. - Cinema nacional. - Mobilização permanente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

21 novembro, 2017

SALAZAR, Oliveira - COMO SE LEVANTA UM ESTADO. Prefácio de Jorge Morais. Lisboa, Golden Books, 1977. In-8.º (20,5 cm) de 111, [1] p. ; B.
1.ª edição portuguesa.
"Em 1936, uma editora francesa, [a Flammarion], negociou com António de Oliveira Salazar a publicação de um livro que, resumindo as opções políticas e a acção governativa do Estado Novo, constituísse o «cartão de visita» do pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris, a realizar em 1937. Praticamente desconhecido no nosso país durante décadas, Como se levanta um Estado mantém-se, pelas suas características singulares, uma obra indispensável na análise do fenómeno salazarista e no estudo de um período determinante da História Política nacional."
"Contra-revolucionárias por excelência, a teoria e a figura do doutor Oliveira Salazar voltam a estar na ordem do dia. Chefe do Governo durante 36 anos, o professor de Santa Comba regressa agora, a 9 anos da sua morte e a 3 do fim do Regime que consolidou, aos escaparates das livrarias, às primeiras páginas dos jornais e, o que é sem dúvida mais relevante, às conversas de café e aos desabafos das donas de casa."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio de Jorge Morais. Como se Levanta um Estado. I. Revolução Nacional. II. Princípios de uma Nova Ordem. III. O Estado Novo. IV. A Economia Corporativa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

27 fevereiro, 2016

SALAZAR, António de Oliveira - [DISCURSO NA ÚLTIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA LEGISLATURA DA ASSEMBLEIA NACIONAL, A 28 DE ABRIL DE 1938]. [S.l.], [s.n.], [1938]. In-4.º (25,5cm) de 13 p. ; B.
1.ª edição.
Encerramento da I Legislatura da Assembleia Nacional eleita segundo a Constituição de 1933. O Presidente do Conselho discursa sobre "Realizações de política interna - Problemas de política externa".
Raro discurso de Salazar, impresso sem capas, substituído para o efeito por simples guardas com as faces em branco, sendo o opúsculo impresso logo a partir do verso da guarda inicial, terminando na guarda posterior. O registo da BNP confirma a singeleza da edição.
"Realiza hoje a Assembleia Nacional a última sessão ordinária da primeira legislatura, e com ela finda, salvo o caso de alguma convocação extraordinária, a competência dos primeiros eleitos nos termos da Constituição de 1933. Para ser mais nítido o corte com o passado, mantive-me durante os quatro anos de vida desta Câmara sempre ausente embora nunca desinteressado da sua actividade; mas, ao findar êste ciclo de trabalhos, e em vésperas portanto de nova consulta eleitoral, não me sofreu o ânimo que não viesse vincar com a minha presença a solidariedade dos dois órgãos da soberania e congratular-me com a Câmara pelos resultados obtidos, ao mesmo tempo que agradeço - e sinceramente o faço - a sua patriótica e valiosa colaboração. [...]
Termina êste primeiro período experimental quando acaba também de fazer dez anos desde que a mim mesmo começou a caber-me parte maior ou menor de responsabilidade no govêrno dêste País e na direcção de uma obra a princípio de verdadeira salvação pública e depois felizmente de engrandecimento nacional: só um sentimento de modéstia que pelo seu exagêro poderia ser considerada vaidade me levaria a esquecer ou a fingir esquecer um facto a que aliás se quis dar por várias formas relêvo excepcional."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com mancha de humidade à cabeça, transversal a toda a obra.
Raro.
15€

20 fevereiro, 2016


SALAZAR, António de Oliveira - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 28 p. ; B.
VITAL, Domingos Fésàs - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 31, [1] p. ; B.
PACHECO, Antonio Faria Carneiro - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de 31, [1] p. ; B.
COLLAÇO, João Maria Tello de Magalhães - A MINHA RESPOSTA. No processo de sindicância à Universidade de Coimbra. Coimbra, Tipografia França Amado, 1919. In-4.º (24cm) de VI, 16, [2] p. ; B. 
1.ª edição.
"Em Março de 1919, na sequência de uma sindicância a quatro professores da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Salazar fica impossibilitado de dar aulas juntamente com Carneiro Pacheco, Fezas Vital e Magalhães Colaço, acusados de propaganda monárquica no exercício das suas funções. Como nada tivesse sido apurado foram reconduzidos nas suas funções.
Entretanto Salazar publica a sua defesa sob o título “A Minha Resposta”, tal como os restantes acusados, mas em documentos separados. Formula a sua defesa e conclui: «Tenho dado à Faculdade de Direito de Coimbra toda a minha inteligência, todo o meu trabalho, todo o meu entusiasmo pela educação de uma tão bela parte da mocidade portuguesa. Fui suspenso. Fez-se este inquérito agora. Ninguém atacou a minha honra pessoal, a minha competência profissional, a imparcialidade e rectidão dos meus julgamentos, a correcção do meu procedimento como funcionário. Hei-de orgulhar-me sempre destes meus curtos anos de professor: estou satisfeito. Não sei o que virá depois do inquérito. Eu cá… não quero outra portaria de louvor.»
A 19 de Abril terminou a sindicância e posteriormente foram reintegrados os professores."
(in http://oliveirasalazar.org/download/documentos/biografia)
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Raro.
Conjunto completo.
90€

08 julho, 2015

OLIVEIRA, Carlos d' - UM "MISTÉRIO SOBRENATURAL". Amadora, Edição da "Comunidade Colectiva de Leigos", 1969. In-8º (21cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Surpreendente opúsculo anti-comunista, denota um fervor religioso que roça o esoterismo. O autor reproduz nas suas páginas a «Missão Divina» que por intervenção do Espírito Santo teria de dar conhecimento a Salazar. Após o acidente do Presidente do Conselho, procurou ser recebido pelos médicos que o assistiam, o Dr. Eduardo Coelho e colegas. Sobre a dita "Missão», escreveu, respectivamente, à irmã de Salazar (Marta do Resgate), Marcelo Caetano e Américo Tomás, que aqui são reproduzidas.
"Nos seres humanos, existem diversos descrentes que só acreditam no que existe na Vida Natural, porque as coisas lhe são visíveis. Ignoram a existência das coisas Sobrenaturais, que servem muitas vezes para corrigirem ou solucionarem as deficiências que se produzem na Vida Natural. [...]
Este preâmbulo, vem a propósito do seguinte. Quando após a minha conversão à Fé, verifiquei ter a necessidade de possuir um director espiritual, o falecido Santo Padre Cruz, indicou-me que suplicasse ao Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, para que fosse o meu Director espiritual, ensinando-me uma oração própria para ser atendido. E de facto, na minha súplica fui atendido, pois o Espírito Santo me tem concedido alguns dos seus dons, entre os quais o da Profecia. O meu intelecto é por diversas vezes iluminado pelo Espírito Santo, e recentemente em Julho de 1968, foi-me inspirada uma «Missão Divina», sendo-me recomendado para que efectuasse a sua entrega ao Dr. Oliveira Salazar. Escrevi-lhe uma Mensagem, solicitando-lhe uma audiência para lhe entregar a «Missão Divina». Mas ele ignorou a Mensagem, e foi um dos seus secretários quem em seu nome me respondeu com muita amabilidade, dizendo não ser possível a audiência, em virtude dos seus muitos afazeres como Chefe do Governo. Deus não gostou desta resposta, e permitiu aos seus anjos para que se efectuasse a queda da cadeira e o seu ingresso na Casa de Saúde de Benfica..."
(excerto do preâmbulo)
"Exposição Confidencial - Ex.mo Sr. Dr. António de Oliveira Salazar. Com os meus respeitosos cumprimentos, venho expor a V. Excelência factos inéditos, para os quais na sua leitura e meditação, o vosso esclarecido entendimento melhor os entenderá. [...]
Há já algum tempo que V. Ex.ª efectuou uma declaração muito importante e que bastante agradou a Deus, quando disse: «Através de um Plano de Inteligência o comunismo sairá pelas mesmas portas e janelas por onde entrou, sem ser com bombas, canhões e aviões."
(excerto do Cap. III, Convite Divino)
Matérias:
Preâmbulo. - Cap. I. A Origem do Comunismo Soviético. Cap. II. A Penitência da Mensagem de Fátima. - Cap. III. Convite Divino. - Cap. IV. Um Mistério Sobrenatural. - Cap. V. O Poder de Deus é ignorado. - Cap. VI. A Missão Divina.
Carlos de Oliveira. Utilizou vários pseudónimos, o mais conhecido "Protero", ou "General Protero". Publicou diversos textos apocalípticos: «O continente americano em chamas», «O Perigo Amarelo», «Eu fui comunista...!», «Um general que foi comunista!!!», «Profecias e confissões de um ex-chefe comunista...», entre outros.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Primeira página do capítulo I com rasgão sem perda de papel. Capas apresentam mancha de humidade vertical, junto da lombada.
Invulgar e muito curioso.
A BNP possui apenas um exemplar registado, na Biblioteca João Paulo II (Universidade Católica).
Indisponível

30 setembro, 2013

FERRO, António - SALAZAR : o homem e a sua obra. Prefácio de Oliveira Salazar. Lisboa, Emprêsa Nacional de Publicidade, [1933]. In-8º (19cm) de XLI, [5], 301, [5] p. ; [4] p. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrado com fotografias a p.b. em separado e fac-símiles no texto.
Biografia política de António Oliveira Salazar. Balanço dos primeiros anos de governação.
"Peço desculpa de ter escrito este Prefácio. Não é que me envergonhe de o haver feito; é que me roubou tempo de que eu precisava para outras coisas.
16 de Janeiro de 1933"
(excerto do prefácio)
"Na Amadora, em 6 de Junho de 1926. O entusiasmo e a alegria das horas vitoriosas. O campo da aviação nunca teve tantas asas, tantas esperanças... Vaivém de soldados, de oficiais, de civis que confraternizam, que olham as árvores, as casas, a terra que pisam, deslumbrados e surpreendidos, como se Portugal fosse um menino acabado de nascer. Sol pleno, Sol sem reticências. A Primavera também é uma força, uma divisão do ano entre as divisões acampadas... Aproximo-me do general Gomes da Costa, mastro mais alto, a própria bandeira do movimento, e interrogo-o sobre os seus planos, sobre o seu sonho, sobre os seus futuros ministros. Gomes da Costa, imagem empolgante de Chefe, com os pés bem plantados na terra e com os seus olhos altos, entre nuvens, responde-me com a sua tocante distracção de poeta da espada:
O Governo foi o que se pôde arranjar num momento destes. O ministro das Finanças é um tal Salazar de Coimbra. Dizem que é muito bom. O senhor conhece-o?"
(excerto da introdução)
Encadernação em meia de percalina com cantos. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Discreta rubrica de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

18 julho, 2012

FOTOGRAFIA DO PRESIDENTE DO CONSELHO, DR. ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR, rodeado de personalidades civis e militares, em discurso aos microfones da TV, EN (Emissora Nacional) e RCP (Rádio Clube Português).

Dim: 13x18cm

Exemplar em bom estado de conservação. Canto inferior direito vincado.
Invulgar.
Indisponível

22 dezembro, 2011

SALAZAR, Oliveira (Prime Minister of Portugal) - THE ROAD FOR THE FUTURE. Lisboa, S. N. I., 1963. In-8º grd. (25cm) de VII, 244, [4] p. ; B.
Com um retrato de António Oliveira Salazar extra texto em papel couché.
Publicação em língua inglesa. Compilação de depoimentos políticos - exposições e discursos - do Presidente do Conselho, Dr. A. Oliveira Salazar, entre 1928 e 1962 - editado e publicado pelo Secretariado Nacional de Informação -, que revela a posição doutrinal do Estado Novo.
Importante documento exemplificativo da estratégia de propaganda internacional do Estado Novo. 
Bom exemplar.
Invulgar, com interesse histórico.
25€

11 dezembro, 2011

CORRESPONDÊNCIA DE PEDRO TEOTÓNIO PEREIRA PARA OLIVEIRA SALAZAR : Vol. I (1931-1939) ; Vol. II (1940-1941) ; Vol. III (1942) ; Vol. IV (1943-1944). [Lisboa], Presidência do Conselho de Ministros : Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, 1987-1991. 4 vol. in-8º (21cm) de 282, [2] p. (I), 582, [1] p. (II), 335, [1] p. (III) 782 p. (IV) ; il. ; B.
"Prosseguindo na divulgação de documentos relativos ao regime ditatorial que durante quase meio século esteve implantado no nosso país, a Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista inicia agora - a exemplo do que já fizera relativamente a outras figuras do regime - a publicação da correspondência do colaborador de Oliveira Salazar, subsecretário de Estado, dirigente legionário, embaixador e ministro, Pedro Teotónio Pereira, dirigida ao presidente do Conselho.
Figura marcante do regime, mais do que simples colaborador do ditador, Pedro Teotónio Pereira tem uma estatura política que o destaca da corte que rodeia Oliveira Salazar [...]" (excerto da introdução)
Bons exemplares.
Colecção completa. De grande interesse histórico e documental. 
Indisponível

30 outubro, 2011

MATHIAS, Marcello – CORRESPONDÊNCIA : MARCELLO MATHIAS/SALAZAR : 1947/1968 : Prefácio do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão ; selecção, organização e notas de Maria José Vaz Pinto. Lisboa, Difel, [1984]. In-8º (22,5cm) de 675 p. ; il. ; B.
Capa de José Cândido.
1ª edição.
“Com admiráveis dons para recriar figuras e acontecimentos, o Embaixador Marcello Mathias, pela sua argúcia crítica e experiência dos homens, não é menos dotado para a análise das situações em que a sua acção de diplomata gravitou. Muitos dos seus juízos viram-se depois confirmados, o que equivale a dizer que se extraem das suas cartas grandes lições de ciência política. A introdução mostra a segurança da sua visão sobre os homens e os acontecimentos. E as cartas emanadas do Doutor Oliveira Salazar mais não fazem do que reforçar o valor deste epistolário, ao mesmo tempo que nos oferecem a dimensão de um político de craveira excepcional e que há-de ficar para a história como um dos maiores portugueses de todos os tempos.” (excerto do prefácio)
Bom exemplar; ex-libris de posse colado na folha de guarda.
15€

28 setembro, 2011

CARTAS E RELATÓRIOS DE QUIRINO DE JESUS A OLIVEIRA SALAZAR - [Presidência do Conselho de Ministros], Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, Decreto-Lei n.º 100/78. Lisboa, Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, 1987. In-8º (21cm) de 220, [2] p. ; il. ; B.
"Quirino de Jesus surge-nos na documentação que agora se publica como o ideólogo, o estratego, o homem com ideias precisas e por vezes ousadas sobre os alvos e os caminhos da "reorganização nacional [...]" (da apresentação da obra)
Exemplar em bom estado de conservação;capas algo oxidadas.
Obra documental, de grande interesse histórico.
15€

27 dezembro, 2010

SALAZAR, António Oliveira - O MEU DEPOIMENTO. Discurso de S. Ex.ª o Presidente do Conselho, na Sessão Inaugural da II Conferência da União Nacional, no Porto, em 7 de Janeiro de 1949 - O PENSAMENTO DE SALAZAR. Lisboa, Edição do Secretariado Nacional da Informação, 1949. In-8º de 24, [2] p. ; B.
Nota: Acompanha o opúsculo uma folha volante da Causa Monárquica, datada de Janeiro de 1949, subscrita por Domingos Fezas Vital, onde se manifesta a posição da Causa perante o Estado Novo: “a Constituição vigente não representa, nem pretende representar, a solução definitiva do problema político português.”
exemplar em bom estado de conservação. Carimbo de posse da Mocidade Portuguêsa-Centro Universitario de Coimbra na f. anterrosto.

Pouco vulgar.
10€