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30 janeiro, 2023

OLIVEIRA, Luna de - O HOMEM VENCEU O ESPAÇO
. Lisboa, Distribuidor Geral: Editorial Século, 1946. In-8.º (19,5 cm) de 387, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso livro de "lendas tradições, inventos e célebres realizações da audácia e experiência humanas para a conquista do ar e do espaço interplanetário".
"Pela primeira vez num livro deste género aparecem os inventos aéreos portugueses, dos longínquos tempos a nossos dias, com o relevo merecido e a sua colocação ordenada entre as proezas da história internacional da Aeronáutica."
"O sonho do ar dominou sempre a Humanidade. O homem, grilhetado à Terra pelas leis da gravitação, procurou, desde tempos imemoriais, elevar-se no espaço, librar-se nas alturas, deslocar-se entre as camadas aéreas, num surto ambicioso que o tornasse semi-deus.
A lenda do Ícaro, a bíblica Torre de Babel, a Coluna dos Gigantes e tantos mais contos que se perdem no negrume dos tempos atestam que os homens, numa aspiração suprema de atingir o céu, nunca descançaram na tarefa inglória de penetrar o ignoto.
O azul eucromo da fantasia e a noção zenital que domina quase todos os habitantes da Terra, deram à palavra Céu, até no sentido religioso, a impressão de altura, de lugar superior, de trono elevado."
(Excerto do preâmbulo - Sic itur ad astra!)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
15€

30 setembro, 2022

CASTRO, Alberto Domingos Pinto de - PROBLEMAS DEONTOLÓGICOS DA MEDICINA ESPACIAL. Dissertação para o acto de licenciatura apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Rocha - Vila Nova de Gaia], 1961. In-4.º (24,5x20 cm) de [12], 56, [17] p. ; C.
1.ª edição. 
"Trabalho realizado nos Serviços de Deontologia Médica sob orientação do Ex.mo Senhor Professor Doutor Luís de Pina".
Interessantíssimo ensaio sobre os aspectos deontológicos a considerar na nova área médica que desponta - a Medicina Espacial.
Estudo publicado em 1961, durante a Guerra Fria, numa época de armamento e competição feroz entre as duas super-potências - EUA e URSS - pela conquista do espaço.
Releve-se, a título de curiosidade, que a presente tese foi submetida a provas no ano em que Yuri Gagarin - o primeiro homem no espaço - efectuou o seu voo inaugural a bordo da nave Vostok, em 12 de Abril de 1961.
Obra rara e muito curiosa, pelo tema em questão e timing da sua apresentação, e pelo facto de tal assunto ter sido desenvolvido por um cidadão nacional, circunstância altamente improvável por não ser Portugal um país com tradições aeroespaciais, muito menos na época. Nada foi possível apurar acerca do livro ou do seu autor por falta de referências, incluindo a Biblioteca Nacional, a não ser a menção da apresentação da tese no Anuário da Universidade do Porto, XV, 1960-61.
Livro impresso em papel encorpado, concebido com esmero e apuro gráfico.
"- Na ânsia, sempre insatisfeita, de desvendar, perante os seus olhos mortais, toda a grandeza da obra da Criação, tem a humanidade dedicado à exploração do Universo, o melhor de séculos de esforço constante. [...]
O progresso científico, tornando cada vez mais próxima a hora em que seres humanos poderão poderão evadir-se da velha Terra, põe à humanidade uma terrível pergunta: qual o comportamento dos primeiros astronautas a como resistirão aos choques emocionais a que têm de ser submetidos? As experiências que, em todo o mundo, estão a ser praticadas e a sua possível contestação trouxeram-nos à lembrança o tema que nos propomos tratar. [...]
O homem na sua constante ânsia de saber, lança-se à conquista do espaço, convencido de que isso o ajudará a viver mais e melhor, fazendo, para isso, estudos profundos e experiências arrojadas sobre o corpo humano, para conhecer as condições de vida que lhe serão impostas, a sua capacidade de adaptação a novos meios, enfim, submete o seu semelhante a tudo o que o seu génio imagina para levar a bom termo o seu grande sonho.
Como diz Toscano Rico: - "Não pode duvidar-se hoje da necessidade imprescindível de uma experimentação racional, como factor decisivo do progresso dos conhecimentos médicos", e neste caso dos conhecimentos gerais do homem. Mas, continua o mesmo autor, " a ânsia da descoberta ou o interesse especulativo da investigação, podem às vezes arrastar a experimentação numa correria desenfreada e torna-se lícito perguntar se não existem limites deontológicos que devam condicioná-la".
Serão exactamente esses limites, aplicados ao caso particular da exploração do espaço, a essência do tema que escolhemos para a nossa dissertação de Licenciatura."
(Excerto da Introdução)
Sumário:
I - Introdução. II - Um velho sonho. III - O Homem e o Espaço. IV - Conclusão. | Bibliografia.
Encadernação cartonada com letras gravadas a negro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
75€

22 janeiro, 2020

A LUA. Texto de O. Binder. Ilustrações de G. Solonevich. Tradução de Carlos Santos. Lisboa, Editorial Verbo, 1963. In-8.º (20,5 cm) de 53, [1] p. ; mto il. ; E. Col. Ver e saber : Maravilhas do Mundo e da Ciência, 4
1.ª edição.
Curiosa monografia de educação científica sobre a Lua, publicada originalmente em 1962 (versão portuguesa, 1963), sete anos antes do homem pisar solo lunar.
Ilustrada com fotografias a p.b. e bonitos desenhos a cores ao longo do texto.
"Com um diâmetro de 3473 km, a Lua tem cerca de 1/4 do tamanho da Terra. Para um satélite é bastante. De todos os satélites dos nove planetas do nosso sistema solar a Lua é o sexto em tamanho. Apesar das suas dimensões, o peso (massa) da Lua é apenas 1/80 do da Terra. A Lua compõe-se de elementos mais leves e provavelmente não terá um denso núcleo de ferro, como a Terra. Em virtude dessa massa mais leve, tem a Lua à superfície, uma baixa atracção de gravitação, 1/6 da da Terra. Um homem de 90 quilos pesaria na Lua apenas 30."
(Excerto de A Lua, mundo nosso vizinho)
"Em 11 de Outubro de 1958, a aviação americana enviou o Pioneiro I, míssil de 80 kg, a uma altura de 115 000 km, quase um terço da distância à Lua. [...]
Outros mísseis serão enviados em direcção à Lua. Todas essas experiências lunares serão baseadas nas leis imutáveis do movimento no espaço. Um míssil tem de atingir, pelo menos, uma velocidade horária de 40 000 km, a fim de se libertar da poderosa atracção gravitacional da Terra.
Depois construir-se à um míssil que não só aterre na Lua como a deixe por si próprio, para voltar à Terra. Para tanto será necessária uma reserva de combustível que lhe permita vencer a velocidade de escape da Lua (8400 km/h).
Então, depois de esse mísseis terem preparado o caminho, uma nave espacial pilotada por homens alcançará a Lua. Ninguém sabe exactamente quando chegará esse dia. As previsões variam entre 1965 e o fim do século."
(Excerto de Direcção: Lua)
Matérias:
- A Lua, mundo nosso vizinho. - A origem da Lua. - O mapa das paisagens lunares. - As crateras e os raios. - As fases da Lua. - Eclipses. - As marés. - Como nos servimos da Lua. - Direcção: Lua.
Encadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação. Capas com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

08 dezembro, 2013

SILVA, Agostinho da – VIAGEM À LUA. Lisboa, Edição do Autor, [1943]. In-8.º (19 cm) de 32 p. (inc. capas) ; il. ; B. Colecção À Volta do Mundo, Textos para a Juventude – 1.ª Série
1.ª edição.
“No início dos anos 40 do século passado, Agostinho da Silva publicava, enquanto autor e editor, uns “Textos para a juventude”, fascículos de cultura e de coisas práticas, com o título mais vasto de À volta do Mundo. Foi em 1943 que deu à estampa o título Viagem à Lua, caderninho de 32 páginas (capa incluída). […] A dada altura, Agostinho da Silva questiona o seu (jovem) leitor: “E será realmente possível ir à Lua?”. De imediato, lhe dá a resposta: “Claro que é possível e não será absurdo afirmar-se que é mesmo tão fácil como ir a qualquer outra parte: tudo consiste no meio de transporte”. E quais são as condições? Poder percorrer a distância, de acordo com as várias camadas de ar que vai encontrando (passagem que serve para explicar o porquê de esta viagem não se poder efectuar em balão ou em aeroplano, mas admitindo que o foguete poderia dar uma ajuda). Outras condições são a conjugação dos movimentos e a protecção do homem que arrisque a viagem. Em conclusão: “Se escaparem da viagem e do bombardeamento [de asteróides], se levarem aparelhos respiratórios e fatos de aquecimento ou de resfriamento, para a noite ou para o dia, poderão os exploradores visitar a Lua e percorrer-lhe todos os acidentes de terreno, trazendo-nos muitas noções científicas novas”.
E o texto de Agostinho da Silva termina com um sonho – o que poderia o homem contemplar a partir da Lua? “O que ainda despertaria maior interesse seria a descrição das paisagens da Lua e dos aspectos do Céu: os homens que lá fossem poderiam (…) ver surgir e pôr-se o sol sempre rodeado de chamas e numa lenta carreira pelo firmamento; e poderiam à noite contemplar o que deve ser o mais extraordinário dos espectáculos: a Terra em fases, como nós vemos a Lua”. E vem a chamada de atenção ao (jovem) leitor: “Calcula o que será ver-se a Terra, quando o hemisfério visível estiver todo iluminado, quando for Terra cheia, quatro vezes maior do que a Lua que nós vemos e lançando uma luz 14 vezes maia intensa que o luar.”
(Fonte: http://nestahora.blogspot.pt/2009/08/agostinho-da-silva-e-antecipacao-da.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível