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02 outubro, 2026

RODRIGUES, Álvaro e DIAS, António C. -
PRÁTICAS DE COZINHA : Cursos Itinerantes de Hotelaria.
Apontamentos coligidos pelos monitores:... Secretaria de Estado da Informação e Turismo : Direcção-Geral do Turismo. Lisboa, Centro Nacional de Formação Turística e Hoteleira, [196-]. In-fólio (29x20,5 cm) de [2], 310, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual culinário gravado em stencil e reproduzido em duplicador. Contém inúmeras receitas culinárias, as mais variadas.
Os cursos itinerantes de hotelaria foram iniciativas históricas em Portugal, promovidas no século XX pela Direcção-Geral do Turismo, para levar formação prática em cozinha e serviço hoteleiro às regiões do país fora dos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto), onde a hotelaria e o turismo começavam a dar os primeiros passos e onde as unidades hoteleiras locais careciam de mão de obra qualificada. (IA)
Obra rara e muito curiosa, sem menção na BNP.
"Técnica" é o conjunto dos processos de execução dum trabalho ou de uma arte. Não apenas a profissão, mas também toda a operação que lhe diz respeito tem a sua técnica, mais conhecida em cozinha pelo termo "princípios". A "mise en place", é um exemplo desses princípios.
A Técnica Culinária, é em definitivo o conjunto das pequenas operações postas em prática pelo cozinheiro, tendo em vista a preparação dos alimentos. Ela compreende primeiro que tudo a manipulação das matérias primas, partindo das mais simples ou das mais conhecidas, e utilizando sempre o seu nome técnico para evitar qualquer confusão. Ela compreende também os temperos preliminares e os seus empregos sucessivos, nos diversos modos de cozedura."
(Técnica Culinária)
Índice:
Técnica Culinária | Higiene Profissional | Vocabulário Técnico | Utensílios | Cozinha Fria | Secção de Sopas | Secção do Entremédio | Secção do Peixeiro | Secção dos Assados | Secção dos Molhos | Pastelaria | Manteigas, Compostas e Molhos  Guarnições  Massas  Ovos e seus derivados  Caldos e Sopas  Peixes, Mariscos e Crustáceos | Carnes | Diversos | Pastelaria
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta mancha no pé.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
60€

24 outubro, 2025

SANTA RITTA, José -
O PSITACISMO E O ENSINO.
Por... Sócio da Sociedade de Estudos Pedagógicos, Professor do Liceu Pedro Nunes. Lisboa, Composto e impresso da Casa Portuguêsa : Papelaria e Tipografia, [1913]. In-8.º (22x15 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo pioneiro sobre o psitacismo publicado em separata da Revista de Educação - Geral e Técnica., tendo como tema principal o "decoranço", expediente utilizado por muitos alunos das escolas básicas e secundárias.
Definição de psitacismo: "Aprendizagem por repetição mecânica de palavras e frases, sem intervenção do raciocínio". (Infopédia)
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Joaquim Fontes (1892-1960, conhecido pedagogo, médico e professor catedrático.
"O psitacismo desenvolve-se tanto mais fácilmente quanto é certo que a imitação e o automatismo teem um papel importante na linguagem e se cada um de nós tem o seu vocabulário próprio, a mesma palavra evoca em cada um de nós imagens diferentes; isso ainda se agrava na criança, que tem uma mentalidade especial, vê as coisas por prismas diferentes do nosso e dá às palavras significações que nós não conhecemos, procedendo como se elas tivessem para a criança a significação precisa que nós lhes supomos. A criança repete muitas vezes a palavra sem lhe ligar sentido e nós, desde que ela a diga, satisfazemo-nos sem procurar verificar ao que a palavra corresponde. [...]
A vaidade das famílias exige dos seus filhos «boas notas», estasia-se perante a criança que papagueia lições e que, aos dez ou doze anos, deixa de brincar e correr para estudar e «fazer exercícios». A tendência do professor e da família é toda para a cultura livresca, fácil de transmitir e de adquirir e que, alêm disto, faz o pequeno estar quieto; para a aprendizagem do que vem no livro pode contar-se com a família, que ela faz o aluno estudar; para a cultura física e moral nada há a esperar dela. [...]
É uma lástima ver o estado em que os rapazes chegam aos liceus - e por que não dizê-lo? - o estado em que se conservam nos liceus. Só quem nunca interrogou um rapaz que vá fazer o seu exame de instrução primária ignora a forma porque êle sabe as coisas, jogando com palavras cuja significação desconhece."
(Excerto de Conseqùências no ensino)
Índice:
O Psitacismo [I-II] | Conseqùencias no ensino | Conseqùências sociais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

18 junho, 2025

OSORIO, Ana de Castro -
VIAGENS AVENTUROSAS DE FELÍCIO E FELIZARDA AO BRASIL.
Ilustrações de A. Jourdain. Lisboa, Lusitania Editora, Lda, 1923. In-8.º (20,5x14,5 cm) de 209, [3] p. ; il. ; C.
1.ª edição. 
Livro de leitura apresentado ao concurso aberto em Portugal pela Direcção Geral do Ensino Normal e Primario em 7 de Abril de 1920 e aprovado para leituras correntes da 5.ª classe da Escola Primaria, em 30 de Janeiro de 1922.
Obra interessante e educativa, belissimamente ilustrada por A. Jourdain, alguns em página inteira.
"É preciso semear, nos cidadãos do mundo e governantes das nações, uma consciencialização de que o espaço marítimo é da responsabilidade comum.
Foi nesta perspectiva que a escritora Ana de Castro Osório concebeu o audacioso projecto de, fundindo o real e o fantástico e recorrendo à retórica da personificação, ministrar, com a engenhosa imaginação de dois bonifrates, muitas e curiosas informações sobre as águas frias do Atlântico Norte, tendo deixado as águas tropicais do Atlântico Sul para uma próxima viagem de Felício e Felizarda. Esta é uma obra de urdidura narrativa simples e interessante que, inscrita agora também na temática Os Oceanos, Um Património para o Futuro, servirá para informar, formar e divertir tanto crianças como adultos."
(Fonte: Wook)
Com dedicatória manuscrita - em carimbo olegráfico - da Lusitânia Editora à redacção de O Mundo.
"Agora que já temos os nossos herois prontos para novas aventuras vamos tratar de os embarcar... - dizia o Pedrinho chamando a mãe para junto da sua cadeira de repouso.
- Bom! Cá estão eles vestidos a capricho, como verdadeiros viajantes que sabem as regras de bem viver... - respondeu ele, pegando nos bonecos e mostrando-os aos pequenos, que Pedrinho consentia que ouvissem a historia das maravilhosas aventuras que era costume sucederem aos seus queridos herois, com a condição de estarem com atenção e não interromperem a mãe com as suas intempestivas preguntas e observações. Ali estavam pois para ouvir e calar..."
(Excerto de I - Pela barra fóra)
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: Wook)
Encadernação cartonada do editor dom deseno e letras a negro e amarelo.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta pequena falha do revestimento.
Invulgar.
25€

28 novembro, 2024

CHABY, Manoel de -
TABOADA DO NOVO SYSTEMA LEGAL DE PESOS E MEDIDAS APPROVADA PELA JUNTA CONSULTIVA DE INSTRUCÇÃO PUBLICA para uso das escólas de instrucção primaria.
Por... Terceira edição. Lisboa, Lallemant Frères, Typographos, 1870. In-8.º (16x10,5 cm) de 67, [1] p. ; il. ; E.
Importante subsídio para o ensino da aritmética no ensino primário entre nós.
Ilustrado com desenhos esquemáticos, quadros e 22 tabelas em página inteira no interior.
Inclui ainda cinco folhas separadas do texto de várias dimensões, sendo três delas desdobráveis, representando os pesos e medidas.
"Achando-se extinctas a primeira e segunda edições da nossa Taboada do novo systema legal de pesos e medidas, que em tempos publicamos com official approvação, e que, desde a primeira edição permanece em uso nas escolas do reino, e sendo-nos indicada por alguns dignos professores de instrucção primaria, a conveniencia de uma nova publicação da mesma Taboada; por tal indicação, e confiado na benevolencia do publico, emprehendemos esta 3.ª edição, sem que nos afastamos das condições de simplicidade e claresa que devem ser caracteristico dos trabalhos deste genero, conservando todavia, as ampliações que na segunda edição realisamos, e o addicionamento de varias figuras, que então n os pareceram apropriadas para mais facil comprehensão do texto."
(Excerto da nota introdutória)
Manuel Bernardo Pereira de Chaby (1827-1908). "Ajudante do inspector-geral. Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. Repartição de Pesos e Medidas."
(Fonte: https://arquivohistorico.sgeconomia.gov.pt/details?id=220125)
Encadernação simples, lisa, em percalina.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta rubrica de posse - "Lobão" - na f. rosto. Com algumas (poucas) folhas soltas.
Raro.
Com interesse histórico e educativo.
Indisponível

29 junho, 2024

SILVA, Carlos -
O PALEOGRAPHO EM ESCALA CALLIGRAPHICA PARA APRENDER A LEITURA MANUSCRIPTA.
Approvado pelo Conselho superior d'Instrucção publica para uso dos Collegios. Contem Differentes alphabetos abhreviaturas, Cartas familiares e Commerciaes, ordens de pagamento, recibos, obrigações facturas, contas de venda, lettras, conhecimentos, circulares, arrendamentos, requerimentos, & &. Por... Director do Instituto Calligraphico. Lisboa, [s.n.], 1880. In-8.º (20x13 cm) de [2], 94 p. ; E.
Importante tratado caligráfico, obra multiplamente reeditada ao longo do século XIX e princípio do século passado. Inocêncio dá conta que a edição original foi publicada em 1864, e que em 1870 já haviam sido publicadas doze edições.
A presente não tem indicação do número da edição, nem pela data - 1880 - vem mencionada na Biblioteca Nacional.
Exemplar marcado com carimbo do autor na f. rosto, marca sem a qual o livro seria considerado contrafeito e sujeito à aplicação das leis vigentes.
Encadernação em percalina. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Pastas manchadas, com defeitos.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
20€

02 junho, 2024

BARATA, Antonio Francisco - RESUMO DA HISTORIA DE PORTUGAL.
Para uso das Escolas. Composto em mappas. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1867. In-4.º (24 cm) de 39, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosíssimo método desenvolvido pelo autor, através da utilização de quadros-resumo, - 'mappas' -, para o ensino primário da História de Portugal.
Obra rara, muito interessante e inovadora, dedicada por AF Barata à "Associação dos Artistas de Coimbra e nomeadamente a seu fundador Olympio Nicolau Ruy Fernandes".
Com uma dedicatória manuscrita na capa (do autor?).
"Não é por ser grande a falta de resumos de Historia, para uso das escolas de instrucção primaria que, eu, obscuro e incompetente me abalanço a dar ao prelo este. É sim, por julgar que talvez sobreleve vantagens a outros, no methodo apropriado ao ingresso nas memorias infantís, nas minuciosidades sem diffusão e nas datas correspondentes aos acontecimentos."
(Excerto de Advertencia)
António Francisco Barata (Góis, 1836 - Évora, 1910). "Erudito, publicista, escritor, historiador e grande observador dos costumes nacionais. Órfão e sem recursos, iniciou-se na vida profissional como aprendiz de barbeiro em Coimbra. Espírito curioso e amante da leitura, o contacto com os lentes da Universidade, que frequentavam a barbearia onde trabalhava, determinaram a sua formação de autodidacta. Aos 24 anos publicou a primeira obra, sob o título, Lucubrações de Um Artista (1860), que reunia algumas composições poéticas. No ano seguinte (1861) dava à estampa a Breve memória histórica acerca da velha Coimbra, arrasada por Ataces e Remismurado, e da fundação ou edificação da actual Coimbra; em 1862 um drama em quatro actos, A Conquista de Coimbra; e em 1863, as Novas Lucubrações de Um artista. Trabalhador infatigável e polemista vigoroso, é extensíssima a sua obra dividida em vários géneros literários, tendo firmado alguns dos seus escritos com os pseudónimos de D. Bruno da Silva e Bonifaciano Tranca Ratos, este adoptado em polémicas e em assuntos que se prestavam à ironia. Colaborou com os vários periódicos existentes em Évora, Elvas, Estremoz, Barcelos e Coimbra. A sua bibliografia é bastante vasta, pois era profundo conhecedor dos costumes e história da região de Évora, dedicando à cidade a sua vida e erudição, através de ensaios de história e arqueologia. Escreveu romances históricos como O Manuelinho de Évora (1873), fez recolha de composições para o Cancioneiro Quinhentista (1902), que se pretendia a continuação do de Garcia de Resende. Colaborou também no Dicionário Heráldico e no Dicionário Espanhol-Português e Português-Espanhol de Figanière (1879). Espírito empreendedor, foi fundador da «Typographia Minerva», inicialmente situada na Praça de Giraldo, nº 40 e 41. Nos primeiros anos do século XX, já velho e doente, ainda produziu algumas obras: Évora e seus arredores (1904), Évora Antiga (1909), e Homenagem de Évora a Alexandre Herculano (1910). Nos últimos anos da sua vida, procurou deixar uma bibliografia de toda a sua produção, Escritos e Publicações de António Francisco Barata - 1866-1908. Personalidade controversa para muitos seus contemporâneos, a verdade é que foi um homem singular."
(Fonte: http://bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=103)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo. Pequeno restauro na última página do livro.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
75€

12 maio, 2024

INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO POR CORRESPONDÊNCIA : LISBOA -
Fundado em 1 de Janeiro de 1919. Director e proprietário Ruy Manuel Mourão de Freitas. Lisboa, Composto e impresso na tipografia do Instituto Nacional de Correspondência Lisboa, [1927]. In-8.º (21x15 cm) de 38 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Ensino à Distância (EaD) entre nós. Brochura de apresentação da, estamos em crer, primeira organização portuguesa que se dedicou a este tipo de instrução. Fundado no imediato pós-Grande Guerra, em época de desanuviamento, esperança e crença na recuperação económica, o seu principal objectivo seria munir de competências os empregados do comércio para que estes pudessem ascender a melhores empregos e salários, ou mesmo, perspectivar a sua entrada no mundo empresarial. No entanto, verificou-se que também os ociosos, curiosos e donas de casa em busca de conhecimento e cultura solicitaram e receberam as aulas por correspondência, método simples e económico para quem não queria ou podia frequentar o ensino oficial.
Inclui as condições de inscrição nos cursos por correspondência e os testemunhos de antigos alunos, de várias áreas, do sexo masculino e feminino.
Livrinho ilustrado no interior com reprodução de certificados de aproveitamento escolar, um em página inteira, e outro em folha desdobrável:
- Título que é conferido aos alunos que concluiram qualquer dos cursos com aprovação;
- Diploma que é conferido aos alunos que concluiram os dois cursos com uma classificação média não inferior a 15 valores.
"O ensino por correspondência, seja de que ramo fôr do saber humano, é hoje o meio universalmente consagrado para todo o homem de trabalho se ilustrar, aperfeiçoar-se numa profissão e até iniciar-se nela.
Não há sciência, não há idioma, que não tenha encontrado a fórma prática e eficaz de ser ensinado por correspondência. As próprias artes e ofícios, que se consideravam inaprendíveis fóra do âmbito das fábricas e das ofícinas, ensinam-se hoje de longe nos mínimos detalhes da sua execução e de longe se aprendem nas maiores delicadezas da sua técnica."
(Excerto de Origem e necessidade do ensino por correspondência)
"Perguntem à maioria dos primeiros empregados no comércio e dos guarda-livros modernos, não em Portugal, onde a rotina em tudo é o maior inimigo a vencer, como êles se fizeram: se foi indo de livros debaixo do braço para as escolas, ou recorrendo ao ensino por correspondência? Não oferece a menor hesitação a resposta.
O homem moderno, o verdadeiro trabalhador desta época, em que, como nunca, houve tanta pressa de entrar na luta pela vida e tanta ânsia de vencer, não gasta o melhor dos seu anos e da sua energia pelas escolas, debruçado sôbre tratados."
(Excerto de O curso rápido, prático e económico que é preciso para o comércio)
"Partindo dos centros de maior população e actividade, o ensino comercial por correspondência tem-se pouco a pouco infiltrado por tôdas as outras terras.
É curiosissima a forma por que o nosso ensino se foi alargando, curiosissima pela correlação que, de facto, há entre o número de alunos e a expansão do trabalho e da riqueza pública nas respectivas regiões.
Pouco tempo esteve o nosso ensino circunscrito às cidades ou às vilas mais importantes pela sua indústria e pelo seu comércio. Não tardaram a afluir alunos até de aldeias, onde não era presumível que êle viesse a implantar-se tão cedo, pelas poucas ou nenhumas necessidades do comércio local.
A explicação do facto veio depois. O aluno mandou ir as lições e os livros para os escriturar, como exercícios; experimentou as suas fôrças perfeitamente à vontade em sua casa, sem ninguem saber de uma tentativa, que podia ser frustrada.
Compreendeu bem as primeiras lições e os trabalhos a fazer; animou-se, continuou e, por fim, concluiu o curso. E, senhor desta bela arma de luta, dêste poderoso instrumento de trabalho, deixou a sua aldeia, arranjando logo colocação noutra terra em qualquer estabelecimento fabril ou comercial e tendo em pouco tempo o seu futuro assegurado."
(Excerto de O ensino por correspondência alarga-se...)
Índice:
Origem e necessidade do ensino por correspondência | O curso rápido, prático e económico que é preciso para o comércio | O ensino por correspondência alarga-se considerávelmente entre nós tendo aberto futuros invejáveis a muitos alunos | Em tôdas as idades e condições sociais se pode aprender com êxito. Cursos que se freqüentam sem incómodos, nem acanhamento e emulações | O desenvolvimento febril no nosso comércio e o "Instituto Nacional" | O testemunho dos que aprenderam - A satisfação dos que acabam o seu curso. Como êles se sentem com fôrças para assumir as responsabilidades do trabalho e conseguem, após os estudos, empregar-se como guarda-livros ou exercer cargos superiores. - As senhoras e o ensino comercial | O nosso ensino estende as suas vantagens a todos os domínios portugueses e ao estrangeiro. - Os que descriam do ensino e o reconhecem hoje como o melhor. | Programa e condições de matrícula dos cursos de Escrituração Comercial por partidas simples e dobradas, Aritmética e Contabilidade: [Programas] / Duração dos cursos / Condições de matricula / Ordem dos estudos / Preços dos cursos / Pagamento em prestações.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
25€

08 maio, 2024

ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DE COIMBRA - ANNO DE 1872. Coimbra, Imprensa da Universidade, [1873]. In-4.º (24,5x17 cm) de 34 p. ; B.
1.ª edição.
RELATORIO E CONTAS DA ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MUTUOS DOS ARTISTAS DE COIMBRA RESPEITANTE AO ANNO DE 1897. Coimbra, Typographia de Luiz Cardoso, 1898. In-8.º (22,5x14,5 cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de opúsculos com interesse para a história da conhecida agremiação coimbrã - escola de artes e ofícios - e do associativismo operário da cidade - a Associação dos Artistas de Coimbra.
"Cumprindo a disposição do artigo 73.º dos nossos estatutos, temos a honra submetter á vossa apreciação as contas relativas ao anno de 1872 e que respeitam á nossa gerencia. [...]
Tivemos alguns donativos importantes, como se vê do mappa da nossa conta de receita e despeza, figurando entre os bemfeitores o nosso generoso monarcha o Senhor D. Luiz I, seu augusto irmão o Senhor Duque de Coimbra nosso presidente honorario, e o Senhor D. Pedro II Imperador do Brazil, que, visitando esta casa, se declarou nosso protector."
(Excerto de Associação dos Artistas de Coimbra : Anno de 1872 - Relatorio da Direcção)
Exemplares brochados em bom estado geral de conservação. Cansados, com falhas e pequenos defeitos. Ambos apresentam orifícios de arquivador.
Raro conjunto.
20€

23 novembro, 2023

DOMINGOS, Manuela D. -
ESTUDOS DE SOCIOLOGIA DA CULTURA. Livros e Leitores do Século XIX. Colecção Temas de Cultura Portuguesa n.º 10
. Lisboa, Centro de Estudos de História e Cultura Portuguesa : Instituto Português a Distância, 1985. In-8.º (21x15 cm) de 191, [1] p. ; [3] f. desdob. , il. ; B.
1.ª edição.
Capa: Rocha de Sousa.
Interessante obra composta por dois ensaios sobre a "Bibliotheca do Povo e das Escolas", apreciada colecção da responsabilidade de David Corazzi, publicada no último quartel do século XIX, e os "Gabinetes de Leitura", fonte divulgadora de cultura.
Ilustrado com reprodução de portadas de livros, bem como mapas, tabelas, gráficos e quadros, sendo alguns destes em folhas desdobráveis.
"Os problemas da instrução popular básica e profissional foram profundamente sentidos nas últimas décadas de Oitocentos, sobretudo pelos mais atentos analistas da conjuntura que souberam, a seu tempo, pôr o dedo nessa ferida profunda do corpo da Nação.
A preocupação pela modernização do país foi patente, ao nível da formação proporcionada àqueles que, apenas nas escolas elementares, tinham possibilidades de contactar com as ciências - nos seus fundamentos e nas suas aplicações, como, por outro lado, se fez sentir junto dos que podiam vir a ser os "quadros médios" que as revoluções industriais reclamavam. E Portugal esteve então a ponto de apanhar esse comboio.
Neste quadro se inserem as iniciativas várias de divulgação cultural, que tiveram melhor ou pior fortuna; de curta duração ou de longo alcance (não só no tempo) - as colecções de livros com esses intuitos programáticos, entre os quais figura, em lugar de destaque, a "Bibliotheca do Povo e das Escolas"."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta notas e sublinhados a lápis e alguns, poucos, a tinta.
Invulgar.
Com interesse histórico e bibliográfico.
25€

26 setembro, 2023

OS COLÉGIOS DA ALTA COIMBRÃ -
EPISÓDIOS DA VIDA ACADÉMICA.
Exposição documental. Coimbra, Publicações do Arquivo da Universidade de Coimbra, 1987. In-8.º (21x15 cm) de 78, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Exposição comemorativa do 450.º aniversário da transferência definitiva da Universidade para Coimbra (1537-1587) e do 1.º Encontro sobre a Alta de Coimbra (23-25 de Outubro de 1987).
Livro ilustrado com um mapa: Planta de Coimbra com seus Colégios universitários, e respectiva legenda em folha à parte, bem como diversas fotografias e gravuras em página inteira dos colégios universitários.
"O estudo pormenorizado e sistematizado de cada Colégio permitirá o conhecimento cabal dos vários aspectos em que decorreu a sua vida ao longo dos tempos: desde o religioso ao científico-cultural, do económico-financeiro ao demográfico, ao social e das mentalidades, e do iconográfico ao genealógico.
Reveste-se de relevante interesse penetrar, antes de mais, na análise dos diversos estatutos e compará-los entre si, para, através deles, se compreender como estava estruturado o funcionamento da instituição em todos os seus quadrantes.
A partir dos estatutos e investigando a vasta documentação que se conserva um pouco por toda a parte, em bibliotecas e arquivos nacionais e estrangeiros, poder-se-há saber o número de estudantes e superiores que nele havia; as suas proveniências geográficas e familiares; os processos «de genere» e de ordenação sacerdotal; as Faculdades frequentadas na Universidade de Coimbra; a produção editorial de cada colégio; as preocupações artísticas que tiveram, nomeadamente na edificação de igrejas e sua ornamentação; as bibliotecas que se criaram e as orientações que presidiram à aquisição de livros; as ligações que houve entre cada casa, a Universidade e outras instituições da cidade e conventos os colégios da mesma ordem existentes no país ou fora dele; os bens que possuíam e como se processava o movimento de receitas e despesas de cada um; o grau de assimilação das correntes de pensamento; a reacção à Reforma Pombalina da Universidade; e a sua participação na renovação da vida religiosa desde o Concílio de Trento em diante, etc., etc."
(Excerto de Apresentação)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

26 agosto, 2023

COSTA SACADURA, S. C. da -
ATTITUDES VICIOSAS NAS ESCOLAS. (Escripta direita e escripta inclinada).
Por... 2.ª edição. Hygiene Escolar. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1910. In-4.º (23x15 cm) de 32 p. ; il. ; B.
Curioso ensaio escolar sobre o tipo de caligrafia a utilizar pelos alunos da Instrução Primária e os "defeitos" a corrigir, sendo o autor adepto da escrita "direita". Trabalho visionário nalguns aspectos, como as questões da iluminação e do mobiliário escolar, já relativamente à "imposição" do tipo de escrita, aos olhos de hoje, parece um tanto ou quanto desfasado. Opúsculo raro e muito interessante.
Livrinho ilustrado no texto com desenhos exemplificativos.
Indiscutivelmente a instrucção primaria tem despertado servido interesse em todos os povos civilisados, interesse de que resulta o progresso scientifico e economico, que só um ensino bem orientado póde impulsionar. [...]
Não sei se os nossos legisladores mediram bem alguma vez a sua responsabilidade ao decretarem a instrucção obrigatoria, sem ao mesmo tempo cuidarem na construcção de material de ensino, porque sem isto é impossivel o aperfeiçoamento dos methodos de instrucção e educação. [...]
Pela minha parte, como medico escolar e como cidadão portuguez, é meu desejo contribuir dentro das minhas debeis forças para que alguma coisa de proveito se faça a favor da hygiene escolar e do robustecimento organico dos que frequentam a escola primaria; por isso venho hoje chamar a attenção para as principaes causas das doenças escolares mais frequentes - a myopia e as deformações vertebraes - destacando como mais importante, o uso da escripta inclinada, além da deficiencia da illuminação e o mau mobiliario."
(Excerto do Cap. I)
Sebastião Cabral da Costa Sacadura (1872?-1966). "Foi professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa. Nasceu no concelho de Mangualde, a 17 de Julho de 1872. Formou-se na antiga Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1898. Desempenhou vários cargos de chefia em diferentes clínicas e hospitais. Foi também professor catedrático até 1943. Fez parte de numerosas comissões de reforma do ensino de obstetrícia, puericultura e enfermagem, sanidade escolar e educação física. Em 1902, instituiu a primeira consulta pré-natal portuguesa. Promoveu, participou e distinguiu-se em vários congressos e seminários e recebeu várias condecorações, entre outras, as de oficial e comendador da Ordem de Santiago de Espada e comendador da Ordem de Instrução Pública. Chefiou, ainda, a direcção do Arquivo de Obstetrícia e Ginecologia e foi redactor no Jornal das Sociedades Médicas, no Portugal Médico e na Imprensa Médica."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/sacadura-c-1945)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e falha de papel no canto superior esq. contracapa.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
20€

10 julho, 2023

RODRIGUES, Manuel Augusto -
GRAMÁTICA ELEMENTAR DE HEBRAICO. Com Textos Bíblicos e Léxico Hebraico-Português. [Por]... Professor de História do Cristianismo e de Árabe na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra]. Coimbra, [s.n. - Imprensa de Coimbra, Limitada, Coimbra], 1967. In-4.º (23,5 cm) de XIX, [3], 174, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta importante gramática hebraica, obra pioneira no nosso país. Em 1993 foi reeditada em fac-símile.
Ilustrada com portadas de livros históricos relacionados com o assunto.
"A presença de grande número de Judeus, pelo menos desde o século III, muito veio contribuir para a divulgação do Hebraico em Portugal. As primeiras Tipografias existentes no nosso país eram judaicas, o que certamente tinha de constituir um elemento de extraordinária importância para a difusão de obras hebraicas e, desse modo, para a expansão da Língua."
(Excerto de Prefácio)
Para suprir uma grande lacuna que existia entre nós, pensámos há já bastante tempo na preparação dum manual de Hebraico. [...]
Dividimos o nosso trabalho em três partes: Elementos da língua e escrita, Morfologia e Sintaxe. Ao fim, apresentamos alguns exercícios que podem ajudar a compreender melhor as explicações teóricas fornecidas no decorrer daquelas partes."
(Excerto de Apresentação)
"O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas, designação que se começou a usar de 1781 em diante (o primeiro a fazê-lo foi Luís Schlözer).
Não se conhece a primitiva língua semítica da qual provieram as outras línguas derivadas e seus dialectos, a maior parte das quais já hoje não são faladas. [...]
O hebraico é o resultado da evolução da língua cananeia depois da entrada do povo hebreu. Ao entrar na Terra Prometida herdaram, como era natural, o idioma que ali era falado, o cananeu. Porém, antes que que fosse escrito qualquer dos livros bíblicos naquela língua tomou nova fisionomia e características fonéticas e sintáticas especiais. O vocabulário foi enriquecido com novos termos e alguns dos já existentes assumiram assumiram outro significado. [...]
Depois do século III d.C. dava-se a decadência do hebraico médio. O aramaico impusera-se definitivamente e mantinha-se agora como o idioma falado por todos os judeus até que no século VII o árabe lhe tirava o primeiro posto. Este período fulgurante da cultura islâmica marca todavia, porém, o início de um ressurgimento literário e gramatical que conduzia anos depois à fixação definitiva do texto masotérico.
Depois do século III o hebraico caía no abandono quase absoluto. Foi no século passado que, sob o impulso do movimento sionista, o hebraico voltou a florescer e difundiu-se bastante, sendo hoje em dia o idioma oficial do estado de Israel."
(Excerto de Introdução)
Manuel Augusto Rodrigues (1936-2016). "Formado em Teologia e Ciências Bíblicas e Línguas Semíticas, respectivamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana e pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1955-1962). Frequentou ainda a École Biblique et d’Archéologie Française de Jerusalém (1962-1963). Em 1963, foi convidado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra como professor extraordinário além do quadro para reger a cadeira de História do Cristianismo. Doutorou-se em 1975 em História da Cultura Medieval e Moderna com a defesa da tese "A Cátedra de Sagrada Escritura na Universidade de Coimbra (1537-1640)". Prestou provas para professor extraordinário em 1978 e para professor catedrático em 1980.
Teve a seu cargo diversas disciplinas como História da Cultura Moderna, Antiguidade Oriental, História da Península Hispânica, História da Universidade de Coimbra, História das Religiões e Línguas e Culturas Árabe e Hebraica. Dirigiu várias teses de mestrado e de doutoramento. É autor de mais de duas centenas de estudos sobre Exegese Bíblica, História da Teologia e da Igreja, Línguas Semíticas, Humanismo e História da Universidade de Coimbra, áreas em que tem desenvolvido as suas investigações em arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiros. Entre os cargos exercidos contam-se o de Pró-Reitor para as comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra (1990-1994) e o de Director do Arquivo desta Universidade (1980-2003)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

19 junho, 2023

A ESTRUTURA DA CAUSA -
Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra. [Coimbra], DG / AAC, 2004 [imp. 2005]. In-4.º (23 cm) de 126, [6] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo sobre os novos caminhos do ensino superior público pelo prisma do movimento associativo académico coimbrão. Trata-se de uma espécie de manifesto que convida à reflexão nas questões de política educativa adequada aos novos tempos.
Ilustrado no texto com gráficos e tabelas.
"A Associação Académica de Coimbra, fundada em 1887, pautou o seu percurso pela intervenção política em defesa dos direitos, liberdades e garantias de cidadãos de acordo com as circunstâncias da própria história. Sempre foi reconhecida pelo papel progressista ao serviço destes valores e, apesar do seu inconformismo permanente ter resultado em momentos de alguma incompreensão, a verdade é que foi esta postura que construi a sua história. [...]
Explicar, fundamentar a causa estudantil é imprescindível num momento em que a discussão pública da substância das reivindicações estudantis estagnou, para dar lugar à discussão sobre as formas da luta estudantil. É neste sentido que, com esta publicação, pretendemos centrar o debate na substância e sobretudo eliminar os dogmas inerentes à análise, quer da política educativa, quer da intervenção do movimento associativo.
Ao mesmo tempo contamos com alguns textos de ilustres personalidades da Academia Coimbrã, que dão o seu honroso contributo em matérias fundamentais para a plenitude desta publicação.
Causa estudantil, causa de progresso, são conceitos que se aproximam através desta publicação, lançando um desafio à reflexão intitulado "A estrutura da causa"."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Miguel Duarte - Prefácio | I - Associativismo: Prof. Doutor Luís Reis Torgal - Associativismo e movimentos estudantis; Acção cultural e inconformismo - "Uma reflexão". II - Contexto sociológico: Universidade actual Vs Universidade dos anos setenta: Doutor Elísio Estanque - A Universidade e os estudantes de Coimbra. III - A estrutura da Causa: Financiamento; Acção Social; Internacionalização do Ensino Superior - "Do Papel à Prática"; Autonomia Universitária. IV - Encruzilhadas da Autonomia Universitária: Prof. Doutor Rui de Alarcão - Encruzilhadas da Autonomia Universitária - "Tópicos". V - Relatório Europeu na Cauda da Europa. VII - Carta de Princípios para o Ensino Superior Público. Carta de princípios.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

28 maio, 2023

SILVA, Ilda da Conceição Figueira Saldanha Coelho e -
D. FRANCISCO ALEXANDRE LOBO E A REFORMA DOS ESTUDOS.
Dissertação de Licenciatura em Filosofia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra, [sn.n.], 1971. In-8.º (22,5 cm) de VII, [1], 472, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante estudo académico sobre D. Francisco Alexandre Lobo, religioso beneditino, uma das personalidades mais influentes do círculo de D. Miguel I e pedagogo do regime.
D. Francisco Alexandre Lobo nasceu em Beja, de pais plebeus, em 1763. Foi educado segundo os princípios da Religião Católica, por seus pais até partir para Coimbra, recebendo protecção de um padrinho clérigo.
Cursou na Faculdade de Teologia, em Coimbra, de 1781 a 1786, tendo sido despachado lente da mesma Faculdade por carta régia de 1806. [...]
Não iremos deter-nos longamente com a Biografia de D. Francisco Alexandre Lobo, pois já se encontra escrita, como Auto-Biografia, ainda que incompleta, nas Obras do Bispo de Vizeu Impressas à custa do Seminário da sua Diocese.
O que o Bispo de Viseu não disse de si fala dele a sua obra.
Gostaríamos mais de conseguir delinear um esboço da sua formação cultural e política, visto nos ocuparmos de um homem da contra-revolução e de um pedagogo do Governo de D. Miguel."
(Excerto da Introdução - 1.º D. Francisco Alexandre Lobo. A sua formação cultural)
Índice:
Prefácio. | Introdução: 1.º D. Francisco Alexandre Lobo. A sua formação cultural; 2.º O Ministro de Estado e o tradicionalismo político; 3.º A Teoria Política. Aliança do Trono e do Altar.|  I - O reformador e a reforma: conceitos e princípios. II - Os estudos: seu estado e reorganização. III - O magistério: a ciência e a consciência. IV - Os discípulos: instrução e educação moral e cívica. V - Livros elementares: revisão e elaboração. | Conclusão. | [Apêncice documental]. | [Errata].
Francisco Alexandre Lobo (Beja, 1763 - Viseu, 1844). "Religioso da Ordem de São Bento, era Doutor em Teologia. Foi professor na Universidade de Coimbra e Bispo de Viseu, tendo desempenhado também outros cargos relevantes na vida pública da época. Por esse motivo, é consensualmente considerado uma figura de relevo na vida cultural e política da segunda metade do século XVIII e primeira metade do século XIX."
(Fonte: BANZA, Ana Paula, O Discurso histórico e crítico de D. Francisco Alexandre Lobo: um olhar diferente sobre a vida e a obra de Vieira. Universidade de Évora)
Exemplar brochado, stencilizado, em bom estado geral de conservação. Capas cansadas. com vincos.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
30€

06 maio, 2023

FERNANDES, Rogério -
PARA A HISTÓRIA DOS MEIOS AUDIOVISUAIS NA ESCOLA PORTUGUESA.
Por... Separata da 'Revista de Portugal - Série A: Língua Portuguesa' - Volume XXXIV. Lisboa, [s.n.], 1969. In-4.º (25 cm) de 58 p. ; B.
1.ª edição independente.
Ensaio histórico sobre a tecnologia audiovisual ao serviço da educação, trabalho elaborado pouco tempo após a implementação da Telescola - projecto de ensino à distância - via televisão - que arrancou em Portugal a 6 de Janeiro de 1965.
"Telescola, cursos televisivos de actualização docente, intervenções cirúrgicas difundidas em circuito fechado, cinema educativo, rádio escolar, diapositivos, laboratórios de línguas -, o vocabulário e o arsenal dos audiovisuais, de que os exemplos citados constituem reduzida amostragem, instalam-se, a pouco e pouco, na escola portuguesa.
O nosso país acompanha, com o ritmo característico da nossa vida, o movimento que se desenha, um pouco por toda a parte, a favor da adopção dos meios audiovisuais como auxiliares do ensino. Razões económicas, sociais e políticas fazem do nosso tempo, segundo a definição de Edgar Faure, a «idade do conhecimento». Por outro lado, a chamada «explosão escolar», motivada, em parte, pela demografia, as exigências de «educação permanente» e de reciclagens periódicas, vieram acentuar as dramáticas carências escolares: escassez de professores, míngua de salas de aula, implantação assimétrica da rede de estabelecimentos, necessidade de conjugar o máximo de eficiência do ensino com o mínimo de custos. No caso de países jovens, os meios audiovisuais ajudam a suprir a falta de quadros e permitem a aceleração do progresso educacional de massas vastíssimas de iletrados. [...]
O objecto deste estudo consiste em trazer alguns subsídios para o conhecimento histórico dos antecedentes dos audiovisuais na escola portuguesa. Evocam-se iniciativas pioneiras,, nos planos da teoria e a prática pedagógicas bem como no da regulamentação legal, algumas das quais, apesar de relativamente recuadas no tempo, revelam uma clarividência digna de enaltecimento perante a real situação da instrução pública entre nós."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. | I - «Pedagogia do sensível» e meios «audiovisuais». II - Os encantamentos da Lanterna Mágica. III - [ - ]. IV - Cinema educativo. V - Educação pela rádio. VI - [Conclusão].
Rogério Fernandes (Lisboa, 1933 - 2010). "Professor catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, jornalista e ensaísta português. Opositor do regime do Estado Novo, foi militante do Partido Comunista Português, tendo integrado o grupo parlamentar daquele partido na Assembleia da República. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (9 de junho de 2002)."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

06 março, 2023

O ENSINO DE FARMÁCIA.
Uma questão já velha... [S.l.], [s.n], [1926]. In-8.º (22 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição independente.
Polémica relacionada com o ensino superior de Farmácia. Artigo vertido em separata, anteriormente publicado no Jornal «A Montanha» em Dezembro de 1925 e Janeiro de 1926, pouco tempo antes da instauração do regime da Ditadura Nacional em Portugal.
"Questão de interêsse geral, para bem a esclarecer, teremos de fazer um pequeno bosquejo histórico sôbre o ensino de Farmácia em Portugal.
Até 1902 existiam entre nós dois cursos de Farmácia: o irregular ou de 2.ª classe e o regular ou de 1.ª classe.
O primeiro obtinha-se mediante uns exames liceais e oito anos de boa prática farmacêutica nas farmácias particulares a que se seguia um exame geral de Farmácia feito nas escolas de Medicina, perante um juri de três membros, um dos quais farmacêutico e professor do Dispensário farmacêutico anexo às Escolas de medicina, e o segundo ou regular, que era cursado em dois anos nas Escolas médicas, após toda a preparação liceal.
O primeiro era feito por todo o grande número de indivíduos que sem posses para mais, iam praticando nas farmácias particulares e estudando; o segundo pelos alunos de medicina e quási sempre por sport ou para aumentar o número dos seus diplomas.
Resultado final: dois cursos incompletos.
Um tinha a prática laboratorial mas faltavam-lhe os conhecimentos scientíficos absolutamente necessários: o outro tinha a preparação geral mas faltavam-lhe os conhecimentos técnicos. [...]
Criado pela lei de 1902, o curso superior de Farmácia, ficou assim e desde logo numa justa visão do que devia ser o ensino e o exercício da profissão farmaceutica, unificado êsse curso.
Não mais farmaceuticos de duas qualidades; apenas farmaceuticos com iguais habilitações para ricos e pobres, cidades e aldeias.
Mas surge o advento do novo regime e com êle o advento também de alguns reformadores...
Logo em 1911 nova reforma: criação do curso de farmaceutico-químico,  a seguir a licenciatura e, finalmente, o doutoramento.
Pelo meio, esparsas como flores em canteiro mal tratado, uma reformecas para uso do auctor.
Não se fez logo a reforma, a única que devia ter sido feita, isto é, um curso de tal forma organisado que dêle saíssem profissionais sabedores, competentes, podendo entrar mal saídos ainda da sua escola, na vida prática com confiança em si próprios, e tendo a confiança dos outros."
(Excerto da exposição)
Exemplar em brochura, preso por atilhos - tal como foi distribuído -, em bom estado geral de conservação. Frágil, com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
15€

08 dezembro, 2020

SERRASQUEIRO, José Adelino - TRATADO ELEMENTAR DE COSMOGRAPHIA.
Composto segundo o programma official para o ensino d'esta sciencia nos lyceus. Por... Bacharel formado em Philosophia pela Universidade de Coimbra, Professor de Mathematica no Lyceu Central de Coimbra, Socio Effectivo do Instituto da mesma Cidade
. Coimbra, Livraria Central de J. Diogo Pires - Editor, 1893. In-8.º (21 cm) de 243, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original do conhecido manual de cosmografia de José Serrasqueiro. Foi publicado pelo menos em mais três ocasiões (1895-1896-1924). A BNP não possui no seu acervo a presente edição.
Livro ilustrado com quadros tabelas e desenhos esquemáticos ao longo das páginas de texto.
José Adelino Serrasqueiro (1835-?). "Professor e publicista, nascido em Castelo Branco a 22-12-1835. Bacharel formado em Medicina e Filosofia pela Universidade de Coimbra (1880), fez o curso com distinção e obteve vários prémios. Dedicou-se depois ao ensino particular. Foi sócio efectivo do Instituto de Coimbra e professor de Matemática no liceu da mesma cidade. Os seus livros publicados a partir de 1869 recebem forte influência de Bertrand e, tal como ele, incluem a inovação pedagógica da inclusão de exercícios no final das diversas secções. Propõe uma colecção completa para o ensino secundário de então e os seus livros conhecem múltiplas edições, tendo sido adoptados no Colégio D. Pedro II, então escola de referência no Brasil.
Publicou: Elementos de algebra (1882); Elementos de arithmetica (1869); Elementos de geometria (1881); Elementos de trigonometria rectilinea (1877); Tratado de algebra elementar (1878); Tratado de geometria elementar (1879); Tratado elementar de arithmetica (1879); Tratado elementar de cosmographia (1893)."
(Fonte: http://www.apm.pt/files/05.pdf)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Notas e sublinhados a lápis no interior.
Invulgar.
20€

02 julho, 2020

FREITAS, Urbino de - O ENSINO NATURAL DA LINGUAGEM. Por... Porto, Typographia Central de Avelino Antonio Mendes Cerdeira, 1884. In-8.º (22,5 cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Ensaio sobre aprendizagem do conhecido médico portuense Urbino de Freitas, cujas acusações de envenenamento a familiares de sua mulher, no final do século XIX, sobressaltaram a cidade do Porto e indignaram o país.
Trabalho curioso, descreve o "método natural", técnica de ensino da linguagem desenvolvida pelo autor. Texto anteriormente publicado na Revista da Sociedade de Instrcção do Porto, oferecido por Urbino de Freitas à memória de seus pais. 
A Biblioteca Nacional dá notícia de duas obras da autoria de Urbino: A theoria e a pratica em medicina. Dissertação de concurso á Escola Medico-Cirurgica do Porto (1877) e O ensino natural da linguagem (1884), esta última, "sem informação exemplar".
"O ensino da linguagem fundamenta toda a instrucção e quando natural, será a iniciação unica n'um plano verdadeiramente educador, promotor de um natural, por adequado e integro, desenvolvimento das aptidões de cada individuo e portanto da collectividade resultante.
Se esta affirmação é justa e se ella estiver justificada e devidamente definida, nas paginas que vão ler-se, é natural esperar que espiritos orientadores, e por estes a imprensa periodica, o declarem no proveito publico, que lhe cabe garantir."
(Excerto do proémio)
"No ensino está garantida a prioridade social e esta offerece um alvo obrigado a todo o esforço humano, vide America do Norte. Sentir e realisar o bem são o motivo e o fim da existencia individual e collectiva do homem.
O bem-estar, para saber bem e sentir melhor. Assim, para que o homem seja bom, importa ser util e portanto intteligente e instruido, o que ainda presuppõe o ser valido, capaz physicamente.
Em sua maioridade, o homem satisfará á lei moral, motivo e fim da sua existencia, na medida de um caracter disposto a realisar o bem, assegurado este por uma energia nativa e adquirida - virtual, nas aptidões phisicas, psychicas e conhecimentos adquiridos; realisada, na apropriação prática d'estes e d'aquellas ao bem social."
(Excerto de O ensino natural da linguagem)
Matérias:
[Dedicatória]. | [Proémio]. | O ensino natural da linguagem. | Elementos methodologicos apropriaveis ao ensino natural da linguagem. | Nota do Pe. Candido J. A. de Madureira, Abbade de Arcozelo.
Vicente Urbino de Freitas (1849-1913). "Foi um médico portuense, formado na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em 1875, e professor na Escola Médico-cirúrgica do Porto. Em 1877, casou com Maria das Dores, filha de um rico comerciante de linhos. A este casamento sucederam-se um conjunto de mortes de familiares directos de Maria das Dores em circunstâncias suspeitas, nomeadamente as dos seus irmãos Guilherme e José, este último após ter sido consultado por Urbino de Freitas e com os sintomas típicos de ingestão de veneno. Alguns meses depois, os três sobrinhos de Maria das Dores, filhos dos seus irmãos falecidos que passaram a viver com os avós, receberam uma encomenda suspeita de bolos e amêndoas que revelavam um sabor esquisito provocando-lhes mal-estar. Estas foram atendidas pelo tio Urbino que lhes receitou eméticos e clisteres com a recomendação que fizessem uma retenção tão longa quanto possível. Apenas Mário, o rapaz e o mais velho, seguiu a prescrição do tio, mas viria a falecer com sintomas semelhantes aos do seu tio José. As suspeitas de envenenamento recaíram em Urbino de Freitas, acusado de querer ficar o único herdeiro da fortuna do sogro.
As circunstâncias do crime e a frieza e crueldade dos actos de Urbino causaram bastante celeuma e indignação. O caso foi muito mediático, tendo sido acompanhado diariamente pela população e tendo originado inúmeras discussões. No cerne da questão estavam as análises toxicológicas dos cadáveres e dos alimentos suspeitos. [...]
[Pelo] acórdão de 1 de Dezembro de 1893, do Tribunal Criminal do Porto, Urbino de Freitas foi condenado a oito anos de prisão e ao degredo pelo homicídio do seu sobrinho Mário. O réu, demitido das suas funções e proibido de exercer medicina, acabou por ser deportado para o Brasil após ter cumprido a pena de prisão na Penitenciária de Lisboa. [...]
Uma comissão de portugueses e brasileiros, convictos da inocência de Urbino de Freitas no caso do envenenamento ocorrido no Porto, enviou uma petição ao Rei D. Carlos, pedindo a revisão do processo, que não foi deferido. Em 1913, Urbino de Freitas regressou a Portugal, e até ao fim da sua vida alimentou uma batalha jurídica, procurando novos elementos de prova que o habilitassem a obter um despacho judicial favorável. Contou sempre com o apoio e a fé inquebrantável da sua inocência por parte da esposa, Maria da Dores Freitas. Morreu no dia 23 de Outubro de 1913."
(Fonte: http://dererummundi.blogspot.com/2008/05/o-caso-urbino-de-freitas.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com vincos e pequenos defeitos. Paginas apresentam manchas de oxidação. Rubrica de posse na f. rosto.
Muito raro.
Peça de colecção.
75€