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26 julho, 2026

LISBÔA, Conselheiro -
RELAÇÃO DE UMA VIAGEM A VENEZUELA, NOVA GRANADA E EQUADOR.
Pelo... A. M. pela Universidade de Edimburgo, Membro Correspondente do Instituto Historico e Geographico Brasileiro. Bruxellas, A. Lacroix, Verboeckhoven e Cia, Editores - Rua Real, 3, Bêco do Parque - Com Casa em Leipzig e em Leorne, 1866. Direitos de reproducção e traducção reservados. In-4.º (23,5x15 cm) de 393, [1] p. ; 
[1] mapa a cores em 2 f. ; [11] plantas/mapas ; [17] estampas ; [4] f. partitura ; [1] quadro desdob. ; E.
1.ª edição.
Importante livro de viagens por países da América Latina, locais onde o autor - diplomata - esteve destacado.
Obra de fôlego, nunca reeditada, belamente ilustrada em separado com estampas, quadros, plantas e mapas, sendo alguns deles desdobráveis. Inclui partitura do hino patriótico colombiano "El 20 de Julio - Cancion nacional".
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita de Miguel Lisboa ao "Ex.mo Senhor Almeida e Albuquerque". Assina "O Autor".
"Eu prevejo que a publicação em 1865 de uma relação de viagens escrita em 1853 dará logar a commentarios por ventura justos. Conheço que o interesse de taes narrativas como a que com tanta tardança apresento ao publico, depende em grande parte da sua novidade; e esse conhecimento com effeito fez-me por muito tempo hesitar si deveria ou não publicar o meu trabalho. [...]
O interesse que teem os brasileiros em conhecer o estado social das Republicas que com nosco limitam, longe de haver diminuido de 1853 para cá tem augmentado. Graça á abertura do rio Amazonas, nosso commercio com as que estão contiguas pelo Norte e Oeste váe-se desenvolvendo. A mesma ignorancia sobre o estado de civilisação dellas, sobre o que ahi ha de apreciavel, assim como dos elementos de desordem e decadencia que retardam os seus progressos, existe ainda. Acostumados, fazendo echo com escriptores europeos apaixonados e superficiaes, a só enxergar nas Republicas hespanholas as suas revoluções, a falta de garantias que em algumas dellas se manifesta, e a sua decadencia material, fazemos-lhes grande injustiça desconhecendo o muito que ha nellas de respeitavel e sympathico, já no caracter de seus habitantes, descendentes de uma raça nobre e cavalheresca, que apezar de 50 annos de desordens e máo governo, ainda possúe, a meu ver, elementos de futura prosperidade e grandeza, já nos monumentos historicos que ainda hoje attestam a energia dessa raça emprehendedora."
(Excerto de Advertencia)
"No dia 2 de Setembro de 1852, pelo meio dia, embarquei-me a bordo do vapôr Orinôco, capitão Hast, pertencente á Real companhia dos paquetes de vapôr das Indias occidentaes, com destino a Santomaz, uma das ilhas chamadas Virgens, situada quasi á vista da colonia hespanhola de Porto-Rico.
São bem conhecidos no porto do Rio de Janeiro os magnificos vapôres desta Companhia, uma das mais importantes da Gran Bretanha. Si ella tem tirado de seus esforços ampla remuneração, é preciso confessar que tem feito importantes serviços ao commercio e ás communicações do velho mundo com o Brasil e com as republicas hispano-americanas. [...]
De muitas commodidades gozam os passageiros a bordo destes vapôres: o aceio é igual ao que se encontra em todos os navios de guerra ingleses; a superioridade e abundancia de viveres frescos fazem esquecer que se navega no alto mar; o serviço dos despenseiros é tam regular quanto é possivel em uma reunião que nunca é menor de cem pessõas e frequentemente excede a duzentas; finalmente o systema de ventilação é muito estudado, e os camarotes e beliches a bordo do Orinôco são mais espçosos e commodos que os de fragatas e náos em que tenho viajado. Eu occupei só um camarote que tinha dez palmos de comprimentos, oito de largura e dez de altura, tendo uma abertura para o mar de pé e meio quadrado."
(Excerto de I - Viagem de Southampton a Santomaz; a real Companhia dos paquetes de vapôr das Indias occidentaes; Sombrero)
Miguel Maria Lisboa (1809-1881). "Nasceu no Rio de Janeiro a 22 de maio de 1809 e faleceu em Lisboa a 28 de abril de 1881. Foi diplomata. Formou-se em artes pela Universidade de Edimburgo e seguiu a carreira diplomática, tendo cumprido missões em Londres, no Chile, na Venezuela, na Bolívia, no Equador na Nova Granada (atual Colômbia), no Peru, nos Estados Unidos, na Bélgica e em Lisboa.
Pertenceu ao Conselho do Imperador D. Pedro II, foi veador da Imperatriz Tereza Cristina, grande dignitário da Imperial Ordem da Rosa, comendador da Ordem de Cristo, grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem de Nossa Senhora Jesus Cristo (ambas de Portugal) e da Ordem Ernestina da Saxónia, da Casa Ducal da Saxónia. Recebeu o diploma de Artium Magister da Universidade de Edimburgo. Em 1° de janeiro de 1839 foi eleito sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente estrangeiro da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 28 de fevereiro de 1867."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20587)
Belíssima encadernação meia em pele com nervuras, rótulos e letras a ouro na lombada. Conservas as capas de brochura. Aparado e carminado à cabeça.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas envelhecidas, alvo de pequenos restauros. Interior correcto.
Ex-libris de Aucindio Rodrigues da Silva na f. ante-rosto.
Raro.
250€

21 fevereiro, 2026

MAW, Henrique Lister -
NARRATIVA DA PASSAGEM DO PACIFICO AO ATLANTICO, A TRAVEZ DOS ANDES NAS PROVINCIAS DO NORTE DO PERU, E DESCENDO PELO RIO AMAZONAS, ATÉ AO PARA.
Por... Traduzida do inglez. Liverpool, Impressa por F. B. Wright. 1831. In-8.º (22x14 cm) de [6], viii, 318, [2] p. ; [2] mapas ; E.
1.ª edição.
Relato de viagem do Tenente Henry Maw através da América do Sul, de costa a costa, - ente o Perú e o Brasil, - ligando oceanos - Pacífico e Atlântico. Trata-se de um documento histórico, importante manancial de informação sobre as terras percorridas, os seus habitantes, história e costumes, versando sobretudo sobre os índios do Perú e do Brasil. A tradução para o português é da autoria de Antonio J. da Costa, Cônsul de Portugal em Liverpool, que também se encarregou da nota de abertura, evidenciando nesta o objectivo primordial do seu trabalho - abrir a porta ao comércio entre o reino e os países americanos.
Ilustrado no texto com inúmeros quadros e tabelas estatísticas e, em separado, com 2 desdobráveis:
- Plano do Amazonas que deve acompanhar a Narrativa do Tenente Maw (21,5x47 cm);
- Mapa-resumo estatístico (21,5x22 cm).
"Saõ taõ poucas as publicaçoens que existem na nossa lingoa sobre as differentes producçoens da America do Sul, e mesmo sobre as do Brasil, que julguei seria de alguma utilidade a traducçaõ da narrativa do Tenente Maw, e confio que o leitor a achará instructiva e interessante.
O consideravel commercio que quasi todas as naçoens hoje fazem com as antigas colomnias Hespanholas, e a certeza que tenho de que muitos dos generos de industria e cultura Portuguesa podiaõ ter vantajosa extracçaõ naquelles mercados, exigem o chamar a attençaõ do Governo á necessidade de fazer augmentar para aquelle vasto Continente o valor das nossas exportaçoens , e ainda que esta narrativa só trate limitadamente das producçoens d'algumas partes do Peru, e do Brasil, nenhuma existe, que hum commercio lucrativo e valioso se offerece taõbem á naçaõ Portuguesa com o Chili, Buenos Ayres, Columbia, Mexico &cª., promovendo o Governo que se obtênhaõ aquellas prévias informaçoens que se fazem necessarias, e alterando os Regulamentos que obstaõ á admissaõ dos nossos generos naquelles mercados, e á dos productos destes differentes paizes em Portugal."
(Excerto do Preâmbulo)
Conteudo:
[Preâmbulo] | I - Causas que motiváraó a expediçaõ. II - Chego a Campana, ou Campainha de Huanchaco, o pôrto de Truxillo. III - Deixo Caxamarca. IV - Deixo Chachapoyas. V - Jornada a pé a Balsa Puerto. VI - Embarcâmos em Canôas. VII - Deixâmos Laguna. VIII - Desembarcâmos em Tabitinga. IX - Sahimos de Tabitinga. X - Deixámos Egas, e procedêmos pelo Amazonas abaixo. XI - Procedêmos pelo Amazonas abaixo. XII - Chegâmos ao Pará. | Conclusaõ | Appendice.
Henry Lister Maw (Warmsworth Hall, Doncaster, Yorkshire, Inglaterra, 1801 - Birkenhead, Wirral, Cheshire, Inglaterra, 1874). "Foi um tenente da Marinha Britânica que explorou a Amazónia em 1827, publicando mais tarde, em 1829, Journal of a passage from the Pacific to the Atlantic : crossing the Andes in the northern provinces of Peru, and descending the River Marañon or Amazon. Durante esta viagem reuniu apreciável coleção de objectos das regiões atravessadas, que doou ao Museu Britânico em 1831."
(Fonte: https://www.britishmuseum.org/collection/term/BIOG126078)
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Páginas escurecidas por oxidação devido à fraca qualidade do papel.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Peça de colecção.
Indisponível

03 fevereiro, 2022

ALMEIDA, Francisco de - QUADROS DO NOVO MUNDO. Lisboa, Typographia das Horas Romanticas, 1876. In-8.º (20,5 cm) de [4], 211, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de lendas/contos históricos cuja temática está relacionada com a América do Sul. É muito estranho e curioso verificar que o autor - cidadão português - tenha escolhido o "Novo Mundo" para escrever a presente obra. Nada foi possível apurar acerca deste interessantíssimo livro ou de Francisco de Almeida por não existirem quaisquer referências bio-bibliográficas, incluindo a BNP, que não menciona o livro.
"Roque Alma-Negra era o terror de Buenos Ayres. Verdugo por excellencia entre uma associação de verdugos, chamada Mashorca, e cegamente devotado ao tremendo fundador d'aquella terrivel irmandade, contava as horas pelo numero dos crimes, e o seu braço, armado perpetuamente do punhal, nunca baixava senão para ferir. Era um rego de sangue o rasto do bandido; a compaixão abandonara-o, havia muito tempo, que nem a minima lembrança d'ella conservava; e os gemidos do orphão, da esposa e da mãe, achavam-no tão insensivel, como a folha fria do aço que enterrava no peito das victimas. Toda a similhança com a humanidade desapparecera do rosto d'aquelle homem, e a sua linguagem, expressão fiel do nome que os delitos lhe haviam dado, era um mixto de ferocidade e de blasphemia que fazia empallidecer de espanto a todos que tinham a desgraça de se acercar d'elle.!"
(Excerto de A filha do assassino)
"Governava a famosa Patosi, na qualidade de supremo magistrado, D. Francisco Godoy, quando a desapparição de varias pessoas fizera suspeitar que se perpetravam crimes na sombra, sem que as auctoridades os podessem descobrir. O vulgo então acreditava que as victimas erravam impenitentes, e explicava assim as visões e ruidos que, dizia, se sentiam por toda a parte e a todo o momento.
Apesar, porém, d'estas fabulas, elevadas na época á cathegoria de verdades, as festas e a corrupção não diminuiam. O luxo era sempre o mesmo. Ao esplendor dos trajes e á riqueza dos adornos uniam-se as mobilias deslumbrantes, as festas pomposas do culto, a solemnidade dos patronos da villa imperial, os banquetes e os regosijos dos senhores opulentos, e o jogo com todo o eu cortejo de gosos estimulantes.
Uma só cousa se conservava, como ancora, no meio d'aquella sociedade informe, viciosa, desenfreada: a auctoridade do chefe de familia, cuja voz era escutada com a submissão da ordem de um amo irresponsavel.
Como as novas gerações se houvessem ido agrupando sempre no mesmo centro, as antigas casas dos grandes formavam por assim dizer, um estado á parte, bastante populoso, regido por um chefe absoluto."
(Excerto de A mina mysteriosa)
Indice:
A filha do assassino. | A serpente domestica. | Os prazeres do Sacramento. | A mina mysteriosa. | O astro do manancial. | O thesouro dos Incas.
Encadernação coeva inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta corte longitudinal à cabeça.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

04 maio, 2018

PLANAS-SUÁREZ, Dr. D. Simón - NOTAS HISTÓRICAS Y DIPLOMÁTICAS : Portugal y la independencia Americana. Por el... I. - El reconocimiento de las nuevas repúblicas La Gran Colombia. II. - El ideal internacional de Bolívar y el proyecto portugués de confederácion de la independencia de las naciones. Lisboa, Centro Tipográfico Colonial, 1918. In-8.º (18,5cm) de 127, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a participação da diplomacia portuguesa na história da independência das colónias hipano-americanas e a formação da Gran Colombia, projecto de país sul americano, cujo impulsionador foi Simón Bolívar.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do distinto diplomata-historiador Planas-Suárez ao Visconde de Santarém.
"Desde fines del siglo XVIII el Continente Colombiano surgió espléndido para ser la cuna de la Liberdad y el oasis del futuro Derecho de las Naciones; y quando en los primeros lustros del XIX el más extraordinario de los americanos realizó el portento de crear y asegurar la Independencia de cuantas fueron colonias de España em América, a excepción de Cuba y Puerto Rico, con el poder de su genio y de su famígero acero, su obra no tuvo sólo un carácter interno y continental, sino un alcance y transcendencia mundial, cuya consistencia, valor y influencias han ido creciendo e imponiéndose a la admirácion de todos, a medida que el tiempo se dilata y las relaciones de los pueblos aparecen influidas por una aspiración de justicia, que haga más eficaz el dominio del Derecho en el trato de los Estados y posible, en su práctica acción la verdadera Sociedad de las Naciones.
Simón Bolívar expresó en sus concepciones sublimes y grandiosas, el primero entre los hombres máximos que brillan en los Anales de la Historia, las más altas aspiraciones de la humanidad, porque ninguno como él, ni antes que él, ha tenido iniciativas más fecundas, ni esfuerzos más decisivos, ni tendencias más elevadas, ni más nobles deseos en favor de la Sociedad Internacional..."
(Excerto da introdução)
Simón Planas Suárez (1879-1967). "Natural de Caracas, Venezuela. Foi advogado, escritor, professor universitário e diplomata. Graduou-se em Direito na Universidade Central de Venezuela (1904). Foi Ministro Plenipotenciário da Venezuela na Áustria, Itália, Hungría, Portugal, Roménia e Jugoslávia, e interviu várias vezes como representante da Venezuela em litígios internacionais. Também foi professor de Direito Internacional em Haia, Holanda; publicou mais de vinte obras sobre este assunto, assim como sobre temas históricos, tendo sido considerado uma das maiores autoridades da sua época em Direito Internacional, público e privado."

(Fonte: https://www.geni.com/people/Sim%C3%B3n-Planas-Su%C3%A1rez/6000000026509881922)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Ostenta no verso da pasta anterior o ex-libris dos Visconde de Santarém e de Villa Nova da Rainha.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

20 dezembro, 2016

OLIVEIRA, António Rodrigues de - VENEZUELA : Pátria Imortal. Por... Figueira da Foz, Edições Gaivota, [195-]. In-4.º (25cm) de 94, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Publicação laudatória do regime ditatorial da Venezuela, e do seu líder, o General Marcos Pérez Jiménez. Ao longo do livro, muito ilustrado com fotografias a p.b., o autor desenvolve vários aspectos do país relacionados com a cultura - a arte e os seus monumentos, o folclore e a poesia - e sob o ponto de vista político e militar. Inclui uma breve biografia de Simón Bolívar, O Libertador, considerado por alguns países da América Latina como o herói-revolucionário, redentor do colonialismo espanhol. Inclui ainda, as notícias da condecoração conferida por Craveiro Lopes com a Banda das duas Ordens - Cristo e de Aviz - ao Presidente da República venezuelana, e da primeira imagem de Nossa Senhora de Fátima levada para a Venezuela.
Valorizada pela dedicatória manuscrita do autor a [João?] San Payo.
"A Venezuela, vasto e riquíssimo país, é um oásis, no meio do actual mundo, cheio de contradições.
No proverbial dizer dos seus habitantes, «o que se pisa é oiro; o que se vê é pão». E assim é.
No seu aspecto físico, a Venezuela pode considerar-se sob três aspectos: Montanha, Planície e Guaianas.
Desde a cordilheira de Colômbia, penetram na Venezuela dois cordões, que se chamam serra de Perijan e serra de Mérida e que cercam o lago de Maracaibo.
Para nascente, paralela ao litoral, segue a cordilheira de Venezuela ou cadeia dos Caribes.
Ao sul e sudoeste das cordilheiras de Mérida e Caribe, estendem-se as vastas planícies, alagadiças no tempo chuvoso, por serem baixas."
(excerto de Venezuela : País Fabuloso)
"Já não é caso novo na história, surgir num país um homem dinâmico que, milagrosamente, resolve muitos problemas que gerações inteiras não puderam, ou não quiseram resolver.
Nem é preciso recorrermos à vida de outros países para encontrarmos a confirmação disto. No «caso Português», tivemos a prova exuberante de quanto vale um homem só, votado inteiramente e desinteressadamente ao serviço da causa nacional. [...]
Para não fugir à regra, a Venezuela também teve a sua figura histórica na pessoa ilustre do seu Presidente General Marcos Pérez Jiménez, como muito bem o afirmou o meticuloso Times.
Homem de uma vontade firme, ele está em tudo que tenha um mínimo de interesse para o país que representa. Trabalhador incansável, muitas vezes o vimos às primeiras horas da manhã, presenta na inspecção de muitos trabalhos de construções em curso, para voltarmos a vê-lo quando findava o dia, presidindo aos estudos de novos trabalhos, analisando terrenos, conferenciando, rodeado de técnicos, nos lugares aonde os interesses económicos justificam a atenção imediata dos poderes públicos.
Milagrosamente, a bem do progresso de um país que a passos agigantados caminha para o lugar máximo entre as nações do Mundo, a Venezuela encontrou no seu Presidente, Senhor General Marcos Pérez Jiménez, o Homem que está escrevendo em letras de ouro mais uma página gloriosa nos anais da Venezuela imortal."
(excerto de Um homem ao serviço de um país)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

31 outubro, 2012

VASCONCELOS, Faria de - POR TERRAS DALÉM MAR (Viagens na América). Lisboa, Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1922. In-8.º (20,5cm) de 230, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante livro de viagens com incursões nas áreas da pedagogia e etnografia. Ilustrado com reproduções fotográficas em página inteira.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€