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15 janeiro, 2026

O 9 DE ABRIL : luz do passado -
[AAVV]. [2.ª edição]. Pôrto, Tipografia Gonçalves, [1937]. In-8.º (19x14 cm) de [1], 26, [3] p. ; B.
Importante conjunto de crónicas e episódios dedicados ao 9 de Abril de 1918.
Trata-se de um apanhado de textos sobre o 9 de Abril, episódio desastroso da história militar portuguesa, também conhecido por Batalha do Lys, assinados por conhecidas figuras do meio literário e militar: Manuel Ribas; Freitas Soares; Rocha Martins; Gen. Ferreira Martins.
Inclui ainda um balanço do esforço de guerra feito pela Agência do Porto da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.
"O soldado desconhecido é o herói obscuro de tôdas as horas. Vem das serranias e das planícies. Apontam-lhe uma bandeira e logo lhe jura fidelidade. Marcha para a luta, combate e morre a cantar. É humilde e sabe olhar bem o sol, vendo nêle a luz suprêma que o guia na Eternidade.
Em ti, combatente obscuro, homem ignorado, vejo e sinto todo o potencial de energia, de coragem e de abnegação das grande multidões, sustentáculos das Pátrias e das Civilizações."
(Nove de Abril, Manuel Ribas)
"Dizem os relatorios da Grande Guerra, contam-no livros, narram as testemunhas alguns feitos que calam, ardentemente, num coração de português admirador, até às lágrimas, dos verdadeiros militares e, por isto, desprezando os que deixam de falecer, sob a farda, o brio, a coragem e a lealdade.
O major José Xavier Barbosa da Costa, comandante do 29 de infantaria, de Braga, pertence à categoria das figuras que não se podem esquecer, ao relembrarem-se heróis.
Ante o ataque brutal, violentissimo, do inimigo sôbre os postos de Dean End, êste oficial, com os seus homens, dispôs-se a receber o embate a que era quási impossivel resistir. Poucos são os combatentes, escasseiam as munições, não há trincheiras na linha aberta, possui-se apenas uma metralhadora para responder aos canhões e ao avanço dos infantes germânicos, ante os quais só há dois caminhos: recuar ou morrer!
Preferiu as probabilidades terriveis da ultima hipótese. Então, como um espartano, ou antes, como um português da época dos viso-reis, o major enviou para o quartel general a brigada a que pertencia o comunicado simbólico em cujas poucas letras palpita um poema:
«Já fiz todo o meu papel de major.  Agora é o do homem e simples oficial que procura reunir fugitivos»."
(Excerto de, Um Português à Antiga na Guerra Moderna, Rocha Martins)
Índice
:
Nove de Abril, Manuel Ribas. | Ao Povo Português : 1918-1937, A Agência do Pôrto da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. | O Esfôrço da Raça (9 de Abril na Flandres), Freitas Soares. | Vultos e Sombras - Um Português à Antiga na Guerra Moderna, Rocha Martins. | A propósito do 9 de Abril : justiça aos portuguêses!, General Ferreira Martins.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

27 dezembro, 2023

QUE SORTE, CIGANOS NA NOSSA ESCOLA! Lisboa, Centre de recherches tsiganes : Secretariado Entreculturas, 2001. In-4.º (23,5x16 cm) de 333, [3] p. ; il. ; B. Colecção Interface
1.ª edição.
Importante estudo colectivo. U
m olhar para o passado, presente e futuro do povo cigano - a sua história, hábitos e cultura. Ilustrado no texto com fotografias, desenhos esquemáticos, gráficos e tabelas.
Grupo de trabalho: Carlos Cardoso; Carlos Jorge dos Santos Sousa;  Elisa Lopes da Costa - consultora científica; Elisabete Mateus; José Maria Vargas Peña; Maria Helena Torres Chaves; Mercedes Torres; Mirna Montenegro; Teresa Fernandes; Tiago Maymone Martins.
"A educação da pessoa assenta, invariavelmente, sobre a sua disponibilidade para encetar uma viagem interior de verdade e, no limite, de 'conversão'.
Se queremos mudar uma relação difícil temos de começar por nos transformarmos a nós próprios. Este axioma cristalino, mas frequentemente escamoteado, tem aplicação tanto no plano das pessoas, como no das comunidades ou no da relação entre povos. A reciprocidade tem sempre uma origem e esta é a responsabilidade individual, quiçá moral, de cada um.
Com efeito, o preconceito gera preconceito, do mesmo passo que o ódio multiplica o ódio, ou a violência provoca mais violência. [...]
No caso vertente, que ocupa substantivamente os ensaios sob escrutínio, a libertação de preconceito é tarefa maior da educação dos Ciganos que, fruto de uma clausura comunitária, muitas vezes se vêm tolhidos na sua relação como o mundo exterior. Mas ela constitui também um objectivo nuclear da educação intercultural de todos os membros da sociedade portuguesa para que ultrapassem, nas suas mentes, imagens profundamente distorcidas da comunidade cigana, quantas vezes acriticamente propagadas de geração em geração.
Este livro é bordado com a mais delicada filigrana humana. Por ele perpassa muito da dimensão colectiva e da memória espiritual do povo Rom."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Nota de abertura | Prefácio | Pinta a erva da cor que quiseres, ela será sempre erva | A erva curva-se ao vento e levanta-se de novo quando o vento passa | A mais bela fogueira começa com pequenos ramos | A águia voa alto, mas corta-lhe as asas e ficará uma galinha | Caminha sobre a erva com pés leves, os teus cavalos podem precisar dela | Ainda que montes um cavalo virado para a cauda, ele continuará a caminhar para a frente | Informações úteis.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

14 abril, 2022

HOMENAGEM A ALMEIDA GARRETT. Pelos escritores da Tertúlia "Rio de Prata".
[Coordenador: Ulisses Duarte]. Lisboa, Universitária Editora, 1999. In-8.º (21 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de textos (27) de vários autores - em prosa e verso - de homenagem ao vate português.
"João Baptista da Silva Leitão nasceu no Porto em 1799 no seio de uma família burguesa. Sua mãe pertencia à "burguesia brasileira". A família materna, de fracos recursos económicos, fora para o Brasil e aí tinha feito fortuna; pelo lado do pai, funcionário superior da Alfândega, com propriedades na Ilha Terceira e três irmãos eclesiásticos duma boa cultura, saía duma burguesia letrada.
O apelido Garrett foi adoptado por ele e vinha duma ascendente paterna, de origem irlandesa, que dizia-se, tinha vindo para Portugal no séquito duma princesa.
A família embarcou para as propriedades açorianas aquando das Invasões Francesas, e foi o tio, Frei Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra, que com a sua erudição iniciou João Baptista nos estudos A família destinava-o à carreira eclesiástica mas ele preferiu cursar Direito e matriculou-se em Coimbra."
Com o saber arcádico aprendido com o tio, e as ideias liberais político-religiosas bebidas em Coimbra, começou a escrever tragédias, odes, soneto e outras composições. Já adoptara o apelido Garrett e começou a ser notado pelo seu entusiasmo pelas ideias liberais, pelos discursos e poemas."
(Excerto de Almeida Garrett, Político e Homem de Letras - Armanda Veríssimo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e biográfico.
10€

02 agosto, 2021

RELIGIÕES. História : Textos : Tradições.
[Hinduísmo - Judaísmo - Budismo - Cristianismo - Islão - Fé Bahá'í]. Lisboa, Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões : Paulinas, 2006. In-8.º (22 cm) de 879, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho inter-religioso, que contempla os credos doutrinais com alguma dimensão existentes no território nacional.
"Religiões - História, Textos e Tradições é um projecto da Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões (Presidência do Conselho de Ministros), elaborado e executado em parceria editorial com Paulinas Editora, que se socorreu da ajuda de representantes institucionais de cada religião tratada e também de especialistas da área das religiões, da história, da antropologia, da sociologia e da linguística. O empenhado trabalho de investigação para a recolha, tradução e contextualização dos textos é o resultado manifesto do presente livro.
Como primeiros objectivos desta obra, contam-se a preocupação de dar a conhecer ao grande público o essencial da história das principais religiões implantadas na comunidade portuguesa, assim como os seus textos, as suas diversas tradições e formas de expressão; e, num plano complementar, é também objectivo deste trabalho contribuir para a criação de ambiências propícias a reciprocidades de respeito e de valorização por parte de todos os portugueses ou residentes que, apesar da diversidade das suas crenças, habitam o mesmo espaço nacional e nele concretizam os seus sonhos de vida familiar e afectiva afirmando, em cada dia, também as suas diversificadas actividades.
Este é um trabalho original, em língua portuguesa, e elaborado por especialistas portugueses que esperamos encontre grande receptividade e grado acolhimento, correspondentes ao esforço de todos os envolvidos neste processo."
(Retirado da badana da sobrecapa)
Supervisão Religiosa/Institucional:
Hinduísmo - Ashok Hansraj (Comunidade Hindu de Portugal). Judaísmo - Boaz Pash (Comunidade Israelita de Lisboa). Budismo - Paulo Borges (União Budista Portuguesa). Cristianismo - Peter Stilwell (Igreja Católica Romana); Samuel Pinheiro (Aliança Evangélica); Alexandre Bonito (Igreja Ortodoxa Grega); Arsénio Sokolov (Igreja Ortodoxa Russa). Islão - Abdool Magid A. Karim Vakil e David Munir (Comunidade Islâmica de Lisboa). Fé Bahá'í (Mário Mota Marques (Comunidade da Fé Bahá'í de Lisboa).
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada, revestida de sobrecapa carmim com letras a branco.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

04 janeiro, 2021

OS MÉDICOS E O CAFÉ
. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1961. In-4.º (25 cm) de 73, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do comércio e indústria do café entre nós. Peça de propaganda publicada pela JNC, que reúne artigos de opinião de algumas das maiores autoridades portuguesas da saúde, exaltando as propriedades e os benefícios do café, recomendando o seu consumo. Na contracapa foram impressos pequenos excertos de artigos assinados por médicos estrangeiros, igualmente promovendo o café.
"Neste pequeno folheto decidiu a Junta de Exportação do Café reunir a maior parte dos artigos de carácter médico publicados durante quase dois anos no «Notícias do Café» e no «Mensário Popular do Café», páginas respectivamente do Diário de Notícias e do Diário Popular que foram integralmente dedicadas a esta grande riqueza nacional e que, a par da divulgação de curiosidades sobre o café, artigos literários, históricos ou de iconografia artística tinham por fim combater os preconceitos ainda hoje existentes contra esta excelente bebida, como sendo nociva para a saúde. [...]
Julga-se que, com a publicação desta colectânea, se presta um serviço não só ao café português mas ainda à literatura médica sobre o assunto, salvando-se do limbo das folhas dos jornais muitos e muitos artigos do maior interesse."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
Café contra tabaco - Pelo Dr. A. Aires Pinto. | A bebida útil - Pelo Dr. Antunes de Brito. | Bebida de pobres e ricos - O Café - Pelo Dr. Augusto d'Esaguy. | A História Maravilhosa do Café / Café puro não faz mal / Não é o café que faz mal / Sim ou não? - Pelo Dr. Celestino Gomes. | O café a as suas propriedades farmocodinâmicas / O café de saco / O café esperta ou faz dormir? / Café doce / Conversa de café / O café, bebida intelectual - Pelo Prof. Doutor Costa Sacadura. | Café: sim ou não? - Pelo Prof. Doutor Diogo Furtado. | Um bom café a qualquer hora - Pelo Dr. Elias Baruel. | Alimentos heróicos - Pelo Dr. Evaristo Franco. | Os estimulantes da inteligência - Pelo Dr. Freitas de Figueiredo. | Uma chávena de café - Pelo Dr. Gonçalves da Cunha. | Sua Magestade o Café - Pelo Dr. Luís Guerreiro. | Rápido elogio do café - Pelo Dr. Lycurgo de Castro Santos Filho. | Coração e café - Pelo Dr. J. B. Macedo. | Beba café - Pelo Dr. Mário Rosa. | O café e a medicina no trabalho - Pelo Dr. F. Martins Eleutério. | O café, dádiva divina - Pelo Prof. Doutor Maximino Correia. | O café - esse nosso conhecido - Pelo Dr. Pedro Mayer Garção. | A arte e o café - Pelo Dr. F. Mendes de Brito. | Valor terapêutico do café - Pelo Dr. M. Monteiro Pereira. | Cessem os sábios gregos e os troianos - Pelo Dr. J. Pereira Gomes. | O café, bebida social - Pelo Dr. Vasco Riobom.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€

25 outubro, 2020

IN MEMORIAM a Artur do Canto Resende, Engenheiro Geógrafo. (Herói e Mártir de Pátria em Timor) : 1897-1945.
Condecorado com a "Torre e Espada" a título póstumo
. [Lisboa], Publicações do Sindicato Nacional dos Engenheiros Geógrafos, 1956. In-4.º (26 cm) de 149, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a Artur do Canto Resende, prisioneiro das forças de ocupação japonesas em Timor, viria a falecer num campo de detenção, em 1945, vítima da fome, doença e maus tratos. Inclui o testemunho de diversas personalidades, incluindo aqueles que com ele privaram e acompanharam no doloroso cativeiro.
Livro ilustrado com inúmeras fotografias a p.b. e um mapa - carta geográfica - de Timor, a duas cores, em página inteira.
Exemplar n.º 130 de uma tiragem não declarada.
"Pelos exemplos de rara nobreza de que havia dado sobejas provas, jogando, vezes sem conta, a vida em defesa dos seus compatriotas, o Eng. Artur do Canto, ao solicitar a exoneração do lugar que havia desempenhado a contento unânime da população de Timor (é prova irrefutável desta asserção o apelo que os portugueses fizeram ao Governador, Sr. Cap. Manuel de Abreu Ferreira de Carvalho, insistindo para que ele continuasse desempenhando o mesmo cargo), leva-nos a crer que factos ponderosos deviam brigar com a sua dignidade para tomar esta fatídica decisão que o desapossou de um lugar oficial na vida administrativa da Província e cujos reflexos depressa se fizeram sentir nas represálias, cujas circunstâncias propícias o seu denodado patriotismo criara na polícia das forças ocupantes.
Ele, que nunca pesou as consequências das suas atitudes desassombradas que assumia em perfeito holocausto à Pátria e para salvar da morte certa muitos portugueses, aliviando os sofrimentos morais e materiais de uma população subjugada e martirizada, não teve, no momento crucial da sua partida para o cativeiro, e depois ali, quem o livrasse da vingança ardilosa que havia fatalmente de o conduzir à morte pelas severas privações que lhe foram impostas.
Foi-se desta vida, envolvido em miseráveis farrapos, tendo por catre meia porta, sobre caixotes. Era o seu leito no cativeiro. As últimas palavras,ainda em perfeita consciência, proferiu-as ele três dias antes de morrer para um dos seus companheiros de cativeiro: «... vou tranquilo; não levo a mais pequena mancha que possa conspurcar a minha consciência»."
(Excerto do preâmbulo)
Artur do Canto Resende (Vila Franca do Campo, Açores, 7 de Agosto de 1897 - Kalabahi, Alor, 23 de Fevereiro de 1945) foi um engenheiro geográfico, trabalhador do Instituto Geográfico e Cadastral, que se notabilizou pela sua acção durante a ocupação japonesa de Timor. Foi condecorado, a título póstumo, com o grau de oficial da Ordem da Torre e Espada.
Em 1937, já com uma década de experiência em trabalhos de levantamento cartográfico, foi nomeado adjunto da recém-criada Missão Geográfica de Timor do Instituto Geográfico e Cadastral, tendo, após um período de preparação, chegado a Díli em Agosto de 1938, a bordo do paquete Colonial.
Estava em serviço em Timor Português quando em 1939 se desencadeou a Segunda Guerra Mundial na Europa, a que se seguiu em 1941 o ataque aéreo do Japão a Pearl Harbour e o desencadear a Guerra do Pacífico. Por razões estratégicas, os governos da Austrália e dos Países Baixos, esta última ao tempo a Potência administrante do território da actual Indonésia, uniram-se na ocupação de Timor Português por forças australianas e neerlandesas. Seguiu-se a Batalha de Timor e a ocupação da ilha pelas forças japonesas em Fevereiro de 1942. Artur do Canto Resende foi um dos poucos técnicos superiores da administração portuguesa que permaneceu no território.
Após a ocupação de Díli pelos japoneses desenvolveu-se uma difícil convivência entre as autoridades coloniais portuguesas e as forças de ocupação japonesas, com o Governador português de Timor, o capitão de Infantaria Manuel de Abreu Ferreira de Carvalho, com residência fixa no Palácio de Lahane e a sua acção fortemente condicionada pelo comandante das forças de ocupação japonesas, o tenente-general Yuichi Tsuchihashi, e pelo cônsul-geral japonês Masaki Yodogawa, figura a quem estava, de facto, confiada a administração civil do território. Embora as autoridades portuguesas fossem superficialmente toleradas, os japoneses governariam Timor de Fevereiro de 1942 até Setembro de 1945.
Foi nesse difícil e perigoso contexto, já que as prisões, os fuzilamentos e massacres se sucediam numa permanente guerra de guerrilha um pouco por todo o território, que Artur do Canto Resende se ofereceu voluntariamente, para exercer as funções de administrador do Concelho de Díli, cargo equivalente ao de Presidente da Câmara Municipal respectiva, em substituição de Lourenço de Oliveira Aguilar, que se encontrava doente e não era tolerado pelas autoridades de ocupação japonesa.
Aceite a nomeação pelo governador, passou a desenvolver uma notável missão de ajuda e socorro à população local e aos residentes portugueses, distribuindo comida e roupa e apelando para a libertação de prisioneiros em mãos japonesas. Simultaneamente a violência alastrava pela ilha, num crescendo de vandalismo e selvajaria, a que se seguiam prisões em massa, massacres e fuzilamentos. Foi num cenário de permanente desconfiança e de odiosa perseguição aos ocidentais presentes no território e de opressão pela força das populações locais, que foi obrigado a desenvolver a sua acção.
Apesar de repetidos bombardeamentos dos Aliados, entre ataques de guerrilhas e duras retaliações das forças japonesas contra os insurgentes timorenses, Artur do Canto Resende exerceu uma notável missão de ajuda e socorro, incutindo coragem com o seu exemplo, acudindo sempre que podia em situações de perigo.
As pressões das autoridades de ocupação nipónicas, que o acusavam de parcialidade em favor da resistência, levaram a que fosse exonerado do cargo de administrador de Dili a 9 de Março de 1944. Sem gozar da protecção, ainda que pequena, que era concedida às autoridades portuguesas na ilha, em 10 de julho daquele ano foi preso pelas forças militares japonesas e deportado para um campo de prisioneiros de guerra na vizinha ilha de Alor.
Faleceu a 23 de Fevereiro de 1945 em resultado dos maus tratos infligidos pela polícia militar japonesa, da mal-nutrição e da falta de cuidados médicos no campo de prisioneiros de guerra de Kalabahi, na ilha de Alor, então uma possessão colonial neerlandesa sob ocupação japonesa, hoje parte da Indonésia. Ficou sepultado naquela ilha."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

18 maio, 2020

LEÃO. Poema organizado por um grupo de admiradores. Rio de Janeiro, Typ.-Lyth. Steele, Mattos & Cia., 1924. In-4.º (24 cm) de 26, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem poética a um cão - o Leão - organizada por um grupo de admiradores cariocas do animal.
Livro insólito, raro e muito curioso, por certo de curtíssima tiragem.

"Era bello e sagaz: chamava-se Leão.
Um homem se não foi, foi mais do que isso - um cão.
Tinha o pello amarello, espesso e luzidio,
Sem muito crêspo ser, nem muito corredio.
Por cauda, um mero côto em forma de pincel,
Servindo, oh paradoxo, ás vezes de painel.
As orelhas pendendo ao longo do focinho,
Juntavam-se com este em gracioso alinho.
A fronte soberana, augusta, magestosa,
Ridicula tornava a humana portentosa.
E tudo que possue de bello a natureza
Ali se resumia em rara singeleza,
Pendendo d'ella, austero, aos olhos entreposto,
Não um focinho, não!... mas um formoso rosto
Que, certo estou, faria arder de grande inveja,
A muitos ou, até, quem sabe... Salvo seja!..."

(Excerto do poema)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Apresenta pequena mancha de humidade junto ao corte lateral, visível apenas nas primeiras folhas.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional de Lisboa e na BN do Rio de Janeiro.
Peça de colecção.
Indisponível

23 março, 2020

OS MILÉNIOS DO GARRANO - Vários Autores. [Coordenação: Adelino Gouveia, José Vieira Leite, Rui Dantas]. Vieira do Minho, Associação dos Criadores de Equinos de Raça Garrana (ACERG), 2000. In-4.º (23x23 cm) de 107, [1] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história, conhecimento e divulgação da raça Garrana, "uma das quatro raças de equinos autóctones de Portugal, juntamente com a Lusitana, a Sorraia e o Pónei da Terceira. Embora criado em liberdade o Garrano é classificado taxonomicamente como cavalo doméstico."
Testemunhos de, entre outros, D. Duarte Pio, o Duque de Bragança, Paulo Valadas de Castro, Maria Portas, João Filipe Figueiredo (Graciosa), D. Eurico Dias Nogueira, João Paulo Carneiro Ribeiro.
Bonito livro, concebido com esmero e apuro gráfico, impresso em papel de superior qualidade e ilustrado ao longo do texto com belíssimas fotografias a cores.
Junta-se um folheto da Associação dos Criadores de Equinos de Raça Garrana, com o título "Garrano", referente ao projecto "O Garrano - uma raça em extinção", contendo o Padrão da Raça Garrana (com foto de um exemplar da raça), o Calendário Anual de feiras, exposições e concurso de modelos e andamentos e a Área Geográfica de implantação da raça (mapa).
"A Identidade de Portugal está intimamente ligada ao mundo rural.
Nos alvores da sua origem, a nacionalidade viu as suas raízes reforçadas com o repovoamento dos campos incultos à espera de quem deles tirasse o sustento. E mesmo a gloriosa gesta dos Descobrimentos não pode ser entendida sem o substracto rural que alimentou a nossa vocação marítima.
Desde então, os valores rurais tornaram-se parte integrante do nosso património biológico, económico, sociológico e cultural. [...]
De presença milenar em Portugal, há séculos que o cavalo Garrano constitui um elemento integrante da paisagem humanizada do Minho.
Os vestígios arqueológicos, as referências escritas que remontam aos Romanos, as lendas que empolgam a História - D. Afonso Henriques teria tido um Garrano como montada - testemunham a forte inserção deste cavalo no Norte do nosso território, especialmente a partir do repovoamento da região no reinado de D. Dinis.
O pequeno cavalo Garrano revela-se como o mais adequado à lavoura do sistema agrícola de minifúndio, e ao transporte de pessoas e mercadorias com maior economia e segurança pelas íngremes e sinuosas vias de montanha. De tal modo que, apesar de algumas leis terem pretendido obrigar à criação de cavalos de maior porte, nas Corte de Évora em 1490 os lavradores minhotos obtiveram de D. João II permissão para criarem éguas Garranas."
(Excerto de O Garrano do Minho e a Tradição, D. Duarte Pio)
Encadernação do editor com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
40€

24 julho, 2019

RIA DE AVEIRO: Que futuro? Painel realizado no IV Encontro Nacional de Saneamento Básico (Universidade de Aveiro, 25 a 28 de Junho de 1990). [Organização de: Carlos Borrego, Marco Ré, Mª Manuel Cruz, Mª Rafaela Matos, Mª de Cielo Adrian]. [S.l.], Comissão de Coordenação da Região Centro (CCRC), 1991. In-4.º (24cm) de 239, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante obra de teor ambiental com interesse para a bibliografia da Ria de Aveiro.
Muito ilustrada ao longo do texto com quadros, gráficos, tabelas, plantas e mapas da região.
Tiragem: 600 exemplares.
"Assume o risco de incorrer no pecadilho de sublinhar a afirmação de lugares comuns, quem se proponha assinalar as naturezas interdisciplinares e intersectorial de que se revestem as problemáticas do desenvolvimento de uma área territorial. [...]
São múltiplas as motivações que nos animaram a fazê-lo e que nos suscitaram aquelas considerações preambulares.
Sendo insofismável o relevo marcante da Ria na caracterização e na estruturação da sua área envolvente, em termos das actividades desenvolvidas, da organização espacial e da própria identidade histórico-cultural das populações e das comunidades, é também um facto que constitui um exemplo paradigmático de um sistema em que surge com particular acuidade a necessidade de promover a integração sobre que discorremos.
Inserida em áreas onde se situam centros de grande dinamismo económico, a Ria sofre os efeitos inerentes a esse enquadramento geográfico, em termos dos impactos gerados pelo volume e pela índole dos efluentes urbanos e industriais que daí decorrem. [...]
Pela importância determinante que a Ria de Aveiro assume na Região Centro, pelos efeitos colhidos de abordar estes problemas perante um auditório tão qualificado nas temáticas do âmbito dos recursos hídricos e em particular do saneamento básico, pelo facto de na sua origem se encontrarem unidades tão conhecedoras do meio e dos seus problemas como o são a Universidade de Aveiro e o Gabinete da Ria de Aveiro, afigura-se-nos oportuno e do maior interesse publicar a presente documentação."
(Excerto do Preâmbulo)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

31 maio, 2019

O APOSTOLADO. Número Comemorativo do 1.º Centenário do Nascimento do Monsenhor Alves da Cunha : 1872-1972. Director: Henrique Alves - Editor: Arquidiocese de Luanda. Luanda, Comp. e Imp. NEA, Junho/1972. In-fólio (34,5x24,5 cm) de 40 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Na capa: desenho de Roberto Silva - (Museu de Angola).
Homenagem ao ilustre flaviense Monsenhor Alves da Cunha por ocasião do seu centenário natalício.
Publicação muitíssimo ilustrada com reproduções fotográficas a duas cores.
Colaboração: Abertura - Padre José Maria Pereira. A sua memória permanecerá como uma bênção - D. Moysés Alves de Pinho. Homem de Deus e da Pátria - Vasco Lopes Alves. O meu testemunho - Padre Silva Rego. Um Centenário - Nuno Simões. Mons. Alves da Cunha e os Missionários do Espírito Santo - Padre Rocha Ferreira. Uma carta do Contra-Almirante Sarmento Rodrigues. Em memória de Monsenhor Alves da Cunha - Alberto de Lemos. Uma carta de Óscar Ribas. Presença edificante - A. Maio. Humildemente grande - F. Araújo Rodrigues. Luanda e o «Dr. Cunha» - Mário Milheiros. Um dos maiores homens de Angola - Reis Ventura. Um homem, uma época - J. F. Martins dos Santos. A lição dum transmontano - Dialino Esteves. Grande Monsenhor Alves da Cunha - notável figura de Angola - José Redinha. Memorável ciclo comemorativo. Perfeitamente bom... - Artur de Lemos Pereira. Obreiro do Ensino Liceal - Antero Simões. Grande figura da História de Angola da primeira metade do século XX - D. Manuel Nunes Gabriel.
Monsenhor Manuel Alves da Cunha (1872-1947). "Nasceu em Chaves, em 8.6.1872 e faleceu em Luanda, em 4.6.1947. Concluiu o bacharelato em Teologia na Universidade de Coimbra (1894). Foi professor do ensino particular na sua Terra (1897) e em 22.9.1900, é ordenado sacerdote. Em 31.10.1901 é nomeado Cónego de Luanda e nos anos seguintes, passa a provisor, e vigário geral, deão da Sé, vice reitor do Seminário Liceu vigário capitular, prelado doméstico, governador do bispado, protonotário apostólico e director das missões católicas. Foi ele que criou o liceu de Salvador Correia e aí foi professor e reitor. Também foi vereador da Câmara de Luanda e provedor da Misericórdia da mesma cidade. Em 1926 o Ministro João Bello chamou-o a Lisboa para com ele estudar o estatuto das Missões e a reorganização do Ministério do Ultramar. Regressou a Angola e prosseguiu a sua brilhante carreira polivalente, ao nível religioso, académico e político. Em tudo o que fez se mostrou um patriota impoluto, um intelectual de fino recorte, um amigo de Angola, um Transmontano inconfundível. Em 1933 foi alvo de uma homenagem pública que envolveu todos os sectores da vida angolana, a coroar uma simpatia invulgar, um trato social incomum, uma cultura fora de série. Em 1.11.1941 embarca compulsivamente no Cubango e desembarca em Lisboa, em 27 do mesmo mês. Só regressa a Angola em 2.1.1943. Nesse lapso de tempo publica e anota o III Vol. da História das Guerras Angolanas de Cadornega (1942). Alberto de Lemos, seu biógrafo e seu aluno, escreveu: "é um dos maiores vultos da História de Angola. Durante 15 anos da vacância episcopal foi sustentáculo válido duma Igreja batida pelo abandono e pelas agressões duma política que não tinha a compreensão das melhores conveniências do Ultramar Português e também atormentada pelas agressões de potências estrangeiras que ambicionavam deslocar nos dos territórios e das posições das influências em África. Dotado de inteligência superior e muito culto, modelo de virtudes cristãs, foi sempre colaborador indispensável e amado pela hierarquia que com ele privou. Polígrafo de muitos méritos, foi historiador, etnólogo, ensaísta de muito saber, mestre incomparável de todos os contemporâneos do seu convívio: Foi conselheiro prudente e auxiliar devotado de muitos governadores gerais. "A sua obra literária foi vastíssima, passando pelo jornal O Apostolado, Boletim da Diocese, Revista "Arquivos de Angola"."

(Fonte: https://de_svo.blogs.sapo.pt/30766.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

26 maio, 2019

O VOSSO CÃO : tudo o que sôbre êle deve saber. [GUIA ACTUALIZADO SOBRE QUESTÕES CANINAS]. Dedicado a todos aqueles verdadeiramente amigos dos seus cães. Este folheto é propriedade «copyright» de Karswood, Adelphi, Salford, Manchester - E. Griffiths, Ltd : Estabelecida 1758. Lisboa, Distribuidores exclusivos: João Machado da Conceição & Cia., Ltda, [194-]. In-8.º (18cm) de 104 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Guia canino publicado entre nós nos anos 40 do século passado. Muito ilustrado ao longo do texto com desenhos e reproduções fotográficas de exemplares de várias raças.
"Toda a vida tenho lidado com cães e observado a evolução do público em geral na maneira dos tratar. A maior parte das pessoas tem realmente vontade de tratar bem os seus cães, alimentá-los convenientemente e cuidar da sua saúde dentro dos limites em que não é necessária a intervenção do veterinário. Contudo, a maioria, não sabe a melhor forma de proceder e só conhece rudimentarmente tudo quanto se refere à raça daquele que possui. Os Senhores Karswood prestam, portanto, um grande serviço pondo ao alcance de todos um tão útil sumário sobre o que se relaciona com o cão. É uma prova de inteligência adquirir êste livro, guia autorizado cujos conselhos verificareis serem da maior conveniência."
(Introdução de Charles Cruft, Fundador e organizador da mais importante e famosa Exposição Canina de Inglaterra)
Invulgar.
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18 julho, 2017

LISBÔA-PORTO : numero unico. Publicado pela Imprensa de Lisboa em beneficio das victimas sobreviventes do incendio do Theatro Baquet. Lisboa, Imprensa de Lisboa, 1888. In-folio (37x48,5cm) de [20] p. ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
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16 novembro, 2016

PLANO DE VALORIZAÇÃO DO ALENTEJO. Rega de 170 000 hectares : notas - MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS : Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos : Direcção dos Serviços de Aproveitamentos Hidráulicos. Lisboa, [s.n.], Abril de 1959. In-4.º (23cm) de 61, [3] p. ; [1] f. desd. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o Plano de Rega do Alentejo, desenvolvido nos anos 50/60 do século XX.
"Como o Professor Marcelo Caetano ainda recentemente escreveu, a irrigação do Alentejo é mencionada, desde há cinquenta anos, em todos os estudos dos economistas, e até nos programas políticos, como condição essencial da transformação das condições de vida nacionais."
(excerto do Cap. I, A irrigação do Alentejo...)
Matérias:
I - A irrigação, nomeadamente no Alentejo, preconizada por políticos, por economistas e por técnicos. II - Os benefícios da rega apontados por ilustres lavradores. III - Demonstração do reconhecimento das vantagens da rega dada pelo elevado número de pequenos aproveitamentos que a Lavoura tem mandado realizar, principalmente no Alentejo. IV - Críticas formuladas ao Plano de Rega do Alentejo. V - O abastecimento de água às populações não deverá prejudicar a execução do Plano de Rega do Alentejo, antes será facilitado por este. VI - Os pequenos aproveitamentos hidroagrícolas não podem produzir os efeitos que só as grandes obras de rega possibilitam, não se confirmando que àqueles correspondam custos unitários inferiores aos destas. VII - Os anteriores planos de obras de hidráulica agrícola e os projectos dessas obras têm sido largamente divulgados e criteriosamente apreciados. VIII - O Plano da Rega do Alentejo constitui apenas uma parte do Plano de Valorização do Alentejo, tendo sido elaborado mediante uma estreita colaboração entre os Serviços de vários Ministérios. IX - Resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. X - Análise das bases dos resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. XI - Existência de possibilidades de consumo para os produtos. XII - Os regimes de sequeiro e de regadio no Alentejo. XIII - A terminar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

27 outubro, 2016

GRANDES REPÓRTERES PORTUGUESES DA I REPÚBLICA : os casos vibrantes, anedóticos, dramáticos, confidenciais descritos pelos próprios jornalistas que os viveram. Selecta Jornalística. Lisboa, Foto-Jornal, 1986. In-8.º (21cm) de 231, [9] p. ; B. Colecção Grande Reportagem, 3
1.ª edição.
Compilação de histórias e reportagens de conhecidos jornalistas 1.ª República, contadas por eles próprios.
"Época das mais relevantes na história do jornalismo português, a I República constitui uma das referências míticas dessa geração inquieta e criadora que, entre outras irreverências, teve a de revolucionar a nossa Imprensa, nela introduzindo não só técnicas percursoras, mas também o estilo imagético da reportagem moderna. Cometeu excessos, o menos ingénuo dos quais se figurou no despontar do jornalismo sensacionalista, bem temperado de boémia e aventuras feéricas. [...]
Foi o tempo em que a concorrência profissional entre jornais e entre repórteres assumia não raras vezes aspectos de inaudita ferocidades: para obter a notícia, completa, em primeira mão, exclusiva, valia tudo, rigorosamente tudo, à exacta semelhança de lanceiros inimigos no fragor da batalha. E nesse minuto decisivo cessavam, entre colegas os competidores, e enquanto durasse a degladiação, todas as normas de boa camaradagem - as quais, aliás, prontamente eram retomadas tão logo a edição transitasse da rotativa para as mãos dos ardinas...
Foi ainda o tempo de um buliçoso jornalismo político, repleto de prosas mordazes, amiúde geniais em sobejo para a efemeridade da produção - «os artigos de fundo», em regra vigorosos e quilométricos - a melhor herança deixada na década anterior pela Monarquia estropiada mas que viria depois a extinguir-se no sufoco da crescente da Censura.
E foi, sobretudo, e por tudo isto e muito mais, o tempo de uma geração notável de repórteres - que esta antologia pretende representar, como retrato feito pelos próprios, através de textos originais e desconhecidos que dormiam nas bibliotecas e fomos agora acordar de um sono de mais de meio século."
(excerto da apresentação de Pedro Foyos)
Índice:
1. Acúrsio Pereira - Ladrões de crianças. 2. Álvaro Maia - Liberdade de Imprensa. 3. Amadeu de Freitas - «Redactor habilitado, precisa-se». 4. Artur Portela - Como se perde uma reportagem. 5. Augusto de Castro - A minha estreia no Jornalismo. 6. Belo Redondo - A morte do Rei. 7. Carlos Faro - Um minuto de hesitação. 8. Eduardo Fernandes (Esculápio) - A vida anedótica dos jornais. 9. Eduardo Frias - A musa indiana. 10. Eduardo de Noronha - Um aperto... jornalístico. 11. Feliciano Santos - O contínuo do jornal. 12. Ferreira de Castro - Como eu fui preso... no Limoeiro. 13. Hermano Neves - O quarto de hora do repórter. 14. João Rodrigues Consolado - Uma frustrada reunião. 15. Joaquim Leitão - Como se lança um amigo. 16. Joaquim Manso - O meu primeiro artigo. 17. José Joaquim de Almeida - Os últimos são os primeiros. 18. Julião Quintinha - Uma entrevista com Wells. 19. Júlio de Almeida - A Batalha do Milhafre». 20. L. Consigliéri Sá Pereira - Enquanto a cidade dormia. 21. Luís Teixeira - ... Fogo!!! 22. Luís Trigueiros - Crónicas mundanas. 23. Norberto de Araújo - Um equívoco. 24. Norberto Lopes - No rasto das águias. 25. Pinto Quartim - Um homem persistente. 26. Raul Brandão - O Dr. Nascimento. 27. Reinaldo Ferreira (Repórter X) - Quatro episódios da vida jornalística. 28. Rocha Martins - O meu violento e doloroso artigo. 29. Santos Tavares - Reportagem da saudade. 30. Silva Passos - Uma entrevista difícil. 31. Trindade Coelho - Contraste. 32. Vitorino Nemésio - Página de memórias.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
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