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03 janeiro, 2025

MESQUITA, Abílio de -
O DIVÓRCIO E A MEDICINA (êrros e crimes da Lei do Divórcio portuguesa)
. Pôrto, Casa Editora de A. Figueirinhas, 1924. In-8.º (17,5x12 cm) de [2], 77, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de doutoramento do autor apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
"O estudo da legislação dum povo deve andar sempre ao lado do da biologia porque aquela depende de esta. Daí, o papel preponderante da Medicina legal nas várias questões sociais, a qual, além de fornecer os conhecimentos médicos aos problemas jurídicos, trata das relações entre os factores biológicos e as leis dum povo, constituindo parte da sócio-biologia.
Sendo o casamento a base da sociedade pela segurança na continuação da espécie e o divórcio a destruição, em parte, dessa mesma segurança, entram na sócio-biologia os estudos do casamento e do divórcio; é êste que constitue o nosso trabalho."
(Excerto do Prefácio)
"O casamento é a união consciente entre dois indivíduos de sexo diferente com deveres de fidelidade, de assistência e de auxílio mútuos. O risco conjugal é o conjunto de circunstâncias agradáveis ou desagradáveis a que os conjuges estão sujeitos durante a vida matrimonial.
O divórcio é a cessação consciente do matrimónio, depois dêste consumado, em vida de ambos os conjuges, com a possibilidade de novo casamento; quando esta regalia não existe, a dissolução não é completa. Pode ser por mútuo acôrdo ou independentemente dele, tendo-se em vista actualmente os interesses do outro conjuge.
A nulidade faz com que não exista o matrimónio que o divórcio pressupõe.
Repúdio é a separação por vontade de um só dos conjuges, em geral o homem. Na evolução histórica do casamento, como veremos, o repúdio antecede o divórcio. Pelo repúdio o homem é senhor absoluto no lar conjugal. O divórcio destroe esse autoritarismo marital, igualando os direitos do homem aos da mulher e emancipando esta em parte."
(Definições)
Indice:
Dedicatórias | Prefácio | Definições | I Parte - História e evolução do divórcio. II - Parte - O divórcio na actualidade. III Parte - A loucura como causa de divórcio. IV - Parte - Doenças contagiosas e aberrações sexuais como causas de divórcio. V Parte - Conclusões | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
20€

28 dezembro, 2024

TAVARES, Amandio Joaquim -
ESTUDOS SOBRE AS VARIAÇÕES MUSCULARES DO THORAX.
Tese de Doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina do Pôrto. [Por]... 2.º Assistente de Anatomia da Faculdade de Medicina do Pôrto. Pôrto, Tipografia Sequeira, Limitada, 1924. In-4.º (24x16,5 cm) de 147, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Tese de Doutoramento do ilustre Professor Amândio Tavares, reitor da UP entre 1945 e 1961.
Livro ilustrado com desenhos, quadros e esquemas.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao seu amigo e colega Ulisses da Silva Canijo".
"As minhas investigações incidiram principalmente sôbre a região muscular ântero-lateral do tórax da Anatomia descritiva, mas com carácter sistemático apenas foi feito o estudo do preesternal, esta curiosa anomalia que desde longos anos tem atraído a atenção de muitos anatomistas, empenhados na resolução dos variados problemas que, directa ou indirectamente, com ela se prendem."
(Excerto do Preâmbulo)
Amândio Joaquim Tavares (Valpaços, 1900 - Senhora da Hora, 1974). "Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e doutorou-se em Medicina e Cirurgia pela mesma Escola em 1924. Foi professor catedrático de Anatomia Patológica. Homem de forte personalidade, austero, de carácter firme, dinâmico, criou escola, formou alunos e publicou numerosos trabalhos de referência na sua área científica, sobretudo sobre Anatomia Patológica e a sua aplicação à clínica. Desde muito cedo valorizou a internacionalização da pesquisa científica e o seu prestígio fora de portas é comprovado de diversas formas, incluindo condecorações de governos estrangeiros. Foi nomeado reitor da Universidade do Porto em 1945 e apenas cessou funções em 1961. A ação reitoral que protagonizou, além de prolongada no tempo, ficou marcada pelo dinamismo e foi um período muito fecundo da Universidade do Porto que viu crescer o seu prestígio interna e externamente."
(Fonte:https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=reitores%20da%20u.porto%20-%20am%c3%a2ndio%20joaquim%20tavares)
Exemplar brochado em bom estado gerall de conservação. Interior correcto. Capas frágeis com cortes marginais. Contracapa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo. Mancha de humidade desvanecida à cabeça, acompanha parte do livro.
Raro.
30€

23 janeiro, 2024

A TESÃO DO REI TURCO.
Poema inédito, muito cândido e delicado para marcar presença na nossa reunião de 1977 - CURSO DA F.E.U.P. : De 1941. [S.l.], [s.n.], [1977]. In-8.º (16x10,5 cm) de [18] p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Paródia dos alunos da Faculdade de Engenharia da UP - assinado "O." - composto por um poema de teor hard erótico em 54 estrofes, seguido de posfácio, também em verso.
Exemplo do tipo de "literatura estudantil" produzida nos primeiros anos pós-25 de Abril de 74.
Exemplar batido à máquina e fotocopiado.

"Em tempos idos, já remotos
Lá nos orientes ignotos
Reinou um tal Kemal Omar
De quem as tradições e lendas
Que contam guerras e contendas
Nos dizem coisas de pasmar

Bem nascido e mui desejado
Dum califa desanimado
Por não ter um filho varão
Sua favorita mais quente
Por milagre ou outr' agente(?)
Deu-lhe um lindo rapagão"

(I/II)
 
"Não me conhecias a veia. Nem eu!
Foi tontice que me deu
Se gostaste não me envaideças
Não repito nem que me peças
Se não gostaste não me grites
O teu perdão e ficamos quites
Eu não quiz suplantar Camões
Não me venhas, pois, com sermões
Porque então dessa maneira
É tu que ofuscas Vieira."

(Excerto do posfácio)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
35€

30 setembro, 2022

CASTRO, Alberto Domingos Pinto de - PROBLEMAS DEONTOLÓGICOS DA MEDICINA ESPACIAL. Dissertação para o acto de licenciatura apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Rocha - Vila Nova de Gaia], 1961. In-4.º (24,5x20 cm) de [12], 56, [17] p. ; C.
1.ª edição. 
"Trabalho realizado nos Serviços de Deontologia Médica sob orientação do Ex.mo Senhor Professor Doutor Luís de Pina".
Interessantíssimo ensaio sobre os aspectos deontológicos a considerar na nova área médica que desponta - a Medicina Espacial.
Estudo publicado em 1961, durante a Guerra Fria, numa época de armamento e competição feroz entre as duas super-potências - EUA e URSS - pela conquista do espaço.
Releve-se, a título de curiosidade, que a presente tese foi submetida a provas no ano em que Yuri Gagarin - o primeiro homem no espaço - efectuou o seu voo inaugural a bordo da nave Vostok, em 12 de Abril de 1961.
Obra rara e muito curiosa, pelo tema em questão e timing da sua apresentação, e pelo facto de tal assunto ter sido desenvolvido por um cidadão nacional, circunstância altamente improvável por não ser Portugal um país com tradições aeroespaciais, muito menos na época. Nada foi possível apurar acerca do livro ou do seu autor por falta de referências, incluindo a Biblioteca Nacional, a não ser a menção da apresentação da tese no Anuário da Universidade do Porto, XV, 1960-61.
Livro impresso em papel encorpado, concebido com esmero e apuro gráfico.
"- Na ânsia, sempre insatisfeita, de desvendar, perante os seus olhos mortais, toda a grandeza da obra da Criação, tem a humanidade dedicado à exploração do Universo, o melhor de séculos de esforço constante. [...]
O progresso científico, tornando cada vez mais próxima a hora em que seres humanos poderão poderão evadir-se da velha Terra, põe à humanidade uma terrível pergunta: qual o comportamento dos primeiros astronautas a como resistirão aos choques emocionais a que têm de ser submetidos? As experiências que, em todo o mundo, estão a ser praticadas e a sua possível contestação trouxeram-nos à lembrança o tema que nos propomos tratar. [...]
O homem na sua constante ânsia de saber, lança-se à conquista do espaço, convencido de que isso o ajudará a viver mais e melhor, fazendo, para isso, estudos profundos e experiências arrojadas sobre o corpo humano, para conhecer as condições de vida que lhe serão impostas, a sua capacidade de adaptação a novos meios, enfim, submete o seu semelhante a tudo o que o seu génio imagina para levar a bom termo o seu grande sonho.
Como diz Toscano Rico: - "Não pode duvidar-se hoje da necessidade imprescindível de uma experimentação racional, como factor decisivo do progresso dos conhecimentos médicos", e neste caso dos conhecimentos gerais do homem. Mas, continua o mesmo autor, " a ânsia da descoberta ou o interesse especulativo da investigação, podem às vezes arrastar a experimentação numa correria desenfreada e torna-se lícito perguntar se não existem limites deontológicos que devam condicioná-la".
Serão exactamente esses limites, aplicados ao caso particular da exploração do espaço, a essência do tema que escolhemos para a nossa dissertação de Licenciatura."
(Excerto da Introdução)
Sumário:
I - Introdução. II - Um velho sonho. III - O Homem e o Espaço. IV - Conclusão. | Bibliografia.
Encadernação cartonada com letras gravadas a negro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
75€

07 fevereiro, 2019

SERRÃO, Joaquim Veríssimo - HISTÓRIA DAS UNIVERSIDADES. Por... Porto, Lello & Irmão - Editores, 1983. In-8.º (22,5cm) de 213, [3] p. ; [22] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das Universidades ao longo da História. Com referência às portuguesas de Coimbra, Évora, Lisboa e Porto.
Ilustrado no texto em página inteira com mapas e plantas, e em separado, 22 estampas impressas sobre papel couché.
"Pretende este livro oferecer uma pequena história das Universidades, englobando os seus grandes períodos e as mais celebradas instituições. [...]
O presente estudo pode assim mostrar o que foi a génese e a evolução das Universidades até aos alvores do século XX. [...]
Acompanhar o sulco temporal das Universidades não corresponde apenas a desbravar um capítulo fundamental da história do pensamento. Implica também, para os homens do nosso tempo, uma ampla reflexão sobre o papel dessas instituições desde o século XII e a sua real inserção no mundo de hoje. Podem as Universidades definir-se como casas-mães do Espírito, por serem os grandes centros de formação de eruditos, de letrados e de técnicos, de quantos puseram a sua inteligência e capacidade de acção ao serviço da cultura e da ciência. Esse facto permite afirmar que as Universidades contribuíram em larga escala para a promoção social dos homens e para o progresso mental das Nações. Devem por isso ser consideradas um legado universal."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. A Universidade Medieval - I. Formação das Escolas medievais. II. Criação das principais Universidades. A Universidade do Renascimento - I. A Universidade do Renascimento. II. Fundações do Renascimento. A Universidade nos tempos modernos - I. Classicismo e Iluminismo. II. Fundações universitárias. A Universidade Napoleónica - I. A Universidade do Liberalismo. II. Principais Universidades.
Exemplar em brochura bem conservado.
Invulgar.
20€