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07 agosto, 2023

MACHADO, Fernando Falcão -
NOTAS PARA O ESTUDO DA SISMICIDADE DE SETÚBAL. Separata do n.º 21 da Revista A Terra. [Por]... Professor do Liceu do Carmo, Sócio da Sociedade de Meteorologia e Geofísica de Portugal. Coimbra, Tipografia Bizarro, 1936. In-8.º (22 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sismológico sobre a cidade de Setúbal. Inclui lista cronológica pormenorizada dos sismos sentidos em Setúbal - de 1531 a 1755 - e, retirada dos trabalhos de Pereira de Sousa, desde 1756 a 1909. Inclui ainda testemunhos de vários de abalos sentidos na cidade, e a lista anterior, organizada por Falcão Machado, segundo as escalas de intensidade.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Alfredo Cota.
"Quando se dá uma vibração da crusta terrestre devido a um abalo ou choque numa região profunda - dá-se um tremor de terra ou um sismo.
O abalo causador do sismo ocorre numa região chamada hipocentro, e esta pode ser um ponto, ou uma faixa; à região correspondente na superfície da terra, portanto, a mais próxima do local do abalo, chama-se epicentro. [...]
Setúbal encontra-se no cruzamento do paralelo 38º 31' 02'', de latitude Norte com o meridiano de 8º 51' 05'', de longitude Ocidental de Greenwich (onde 0º 14' 02'' a Leste de Lisboa), que são as suas coordenadas mais vulgares.
A cidade assenta em terreno de diversa índole geológica: para leste, a partir do bairro das Fontaínhas, estende-se um planalto, constituído por sedimento de areia aglutinado com barro, datando do Miocénico, de fácies marinha, que integra esta região na bacia terciária do Tejo e do Sado; para ocidente, logo se encontra a Serra da Arrábida, enrugada no Pliocénico e apresentando, actualmente, grande predomínio de terrenos jurássicos, em massas rochosas, ou compactos aglomerados, de origem calcárea, formando os célebres mármores da Arrábida. [...]
A região, é, pois, caracterizada pela sua estrutura tectónica , cortada de falhas, e que  a complicam e imprimem um aspecto, talvez único, no conjunto físico do território português; e, com tal feição, não admira que seja um centro sísmico notável e importante."
(Excerto do trabalho)
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta tonalidades diferentes por acção da luz.
Raro.
Indisponível

03 julho, 2023

MACHADO, F. Falcão -
NOTAS SOBRE OS CEGOS.
Separata do Boletim da Assistência Social. Ano 10.º / N.ºs 107 a 110 : Janeiro a Dezembro-1952. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso por E. Silva, Silvas, Limitada - Lisboa], 1953. In-4.º (241x17 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo pioneiro sobre a problemática dos invisuais em meados do século XX - a sua condição e plena integração na sociedade.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Alfredo de Melo e Mota.
"Quem é que deve considerar-se como cego?
Têm variado as respostas, consoante o conceito de cegueira.
Para alguns autores cego é quem sofreu perda total da vista. Para outros é quem sofreu uma perda parcial que, todavia, impede o exercício das faculdades de direcção e orientação espontânea; ou incapacita para o exercício dum trabalho remunerador, ou duma profissão em que a vista é essencial, ou, mesmo, o exercício da profissão exercida anteriormente à perda da vista."
(Excerto de 2 - Conceito do Cego)
Índice:
1) Os cegos em Portugal e sua distribuição corográfica. 2) Conceito do Cego. 3) Suplecção sensorial. 4) Personalidade do Cego. 5) Destino do Cego. 6) Possibilidades profissionais do Cego. 7) Soluções simples. 8) A resposta do Governo. | A facilidade dos cegos para o aprendizado de um ofício | Exploração de quiosques | O «Dia do Cego».
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada à cabeça.
Muito invulgar.
10€

25 junho, 2023

MACHADO. F. Falcão -
COIMBRA NA OBRA POÉTICA DE CÂNDIDO GUERREIRO. Separata do jornal «O Algarve». Lisboa, Depositária A Bôlsa do Livro, 1944. In-8.º (22 cm) de 10 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante ensaio sobre Cândido Guerreiro (1871-1953), conhecido advogado, poeta e dramaturgo algarvio, e a sua ligação a Coimbra.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao "S. Ex.mo amigo" Alfredo Mota.
"Cândido Guerreiro, ilustre Poeta algarvio, nascido em Alte a 3 de Dezembro de 1871, dedicou algumas composições suas a Coimbra, razão da presente e despretenciosa investigação da influência do ambiente coimbrão na sua obra.
A obra de Cândido Guerreiro, artista inimitável e inexcedível da forma poética trazida por Sá Miranda, já o sr. dr. Joaquim Magalhães, em artigo publicado - no jornal O Algarve, em 29 de Agosto de 1943, a caracterizou em termos tais que, por concordância, aqui transcrevo, no essencial:
«Cândido Guerreiro não foi e não é um renovador dentro da linha de evolução da poesia portuguesa. Não lhe deu novos rumos, não lhe abriu horizontes diferentes ou lhe indicou caminhos ignorados. O seu caso é bem pessoal e, por assim dizer, à parte»... e, na sua obra, «compreende-se a incompreensão do autor por grande parte de tôda a moderna poesia portuguesa, que segue, com as últimas três gerações, ideais estéticos e humanos estruturalmente diferentes dos seus».
«Cândido Guerreira ficará na nossa literatura como exemplo feliz e luminoso de perfeito sonetista»... «o joalheiro do soneto»... e, «atraído pelas dificuldades do soneto, adopta-o como expressão preferida das suas emoções»... «e é nos moldes mais perfeitos, nas formas mais bem acabadas, que extravasa as suas impressões transfiguradoras num anseio nunca traído da perfeição e serenidade clássicas»... «Cândido Guerreiro cristaliza no soneto, quási invariàvelmente, a sua emoção perante a beleza. Aceitou uma forma poética consagrada, adoptou-a com inalterável fidelidade e tem.na cultivado com esmerada e inesgotável persistência»."
(Excerto do ensaio)
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta tonalidades diferentes por acção da luz.
Invulgar.
10€

07 junho, 2023

MACHADO, Falcão -
GEOGNOSE DE PALMELA
. Palmela, [s.n. - Tip. Simões - Palmela], 1956. In-4.º (23 cm) de 24 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio geológico de Palmela.
Ilustrado com uma folha separada do texto.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Fernando Falcão Machado (Coimbra, 1904 - Porto, 1993). Nasceu em 28 de Maio de 1904 no Largo da Castelo, Coimbra. Professor e publicista. Casou com Maria Ana Cabedo Garcia, natural de Setúbal. Publicou trabalho de temática diversa - etnográfica, sociológica, geográfica, etc. - relacionada sobretudo com a zona de Coimbra, de onde era natural, e Setúbal, a sua cidade por adopção. Faleceu em 23 de novembro de 1993 na freguesia de Paranhos, Porto (89 anos de idade).
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta tonalidades diferentes por acção da luz.
Invulgar.
Indisponível

01 junho, 2023

MACHADO, Fernando Falcão - UM JORNAL DE COIMBRA: O DESPERTAR : 1917-1967.
Palestra comemorativa do cinquentenário do popular jornal, realizada na Associação dos Artistas de Coimbra na noite de 5-3-1967. Coimbra, Edição de «O Despertar», 1967. In-8.º (17 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Pequena monografia-resumo sobre a história deste conhecido jornal coimbrão - ainda hoje existente - por ocasião das comemorações dos seus 50 anos, celebrados em 1967.
"Hoje pouco se sabe de concreto relativamente à fundação de O Despertar, em 1917.
Sem dúvida que houve reuniões preparatórias, aquisição de material tipográfico, arrendamento de casa para instalação, contrato de tipógrafos, recepção de artigos segundo um plano prèviamente traçado, nomeação de correspondentes arrabaldinos, angariação de anúncios e de assinantes. Em suma: uma planificação.
Numa dessas reuniões assentou-se na escolha do Director - o Dr. José Pires de Matos Miguens - e deu-se o nome ao novo periódico: O Despertar.
Quem lhe deu o nome foi o colaborador Ezequiel Correia, funcionário postal em Coimbra (f. 4-VI-21).
Foi ele o padrinho de O Despertar.
Entre todos os títulos adoptados pelos jornais portugueses, este era o mais sugestivo (23-IV-21).
Se não era uma injunção imperativa - Despertar! - para tirar do sono ou da apatia, e entrar-se na acção - era a enunciação desse mesmo facto, como realidade."
(Excerto de Um jornal de Coimbra: O Despertar)
Exemplar brochado revestido de capilhas simples, lisas, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
15€