VIANA, Mário Gonçálvez - DA SUGESTÃO NO ANIMATÓGRAFO. Estudo social, psicológico e crítico, original de... [S.l.], [Edição do Autor - Composto e impresso na tipografia André J. Pereira & F.º - Viana do Castelo], Ano de 1921. In-8.º (17,5x12,5 cm) de 26, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio pioneiro - pretensamente científico - sobre o efeito que o cinema e a projecção de filmes em salas às escuras, verdadeiros "antros de perversidade", tem na mente e no comportamento humano, e o perigo que representa para a sociedade tais "experiências".
Obra rara, interessante e muito curiosa, com indubitável interesse para a bibliografia cinéfila.
"É um caso curioso, a curiosa psicologia das sociedades contemporâneas que se vão suicidando lentamente, sem terem a nítida noção do que fazem. Um sôpro de desvario obscurece a inteligência humana, fazendo desaparecer o resto de bom-senso que ainda parecia existir.
Os mais alarmantes simptomas de dissolvência, latentes muitas vezes ou esboçados apenas, são precipitados irremediavelmente pela fôrça poderosa de um conjunto de circunstâncias de tal forma alarmante, que surpreëndem pela rapidez do imprevisto e mais ainda - que assustam, pela sua gravidade presente e por uma sombria perspectiva de conseqúências possivelmente desastrosas, os espíritos estudiosos e calmos de todos os que não se deixam arrastar na avalanche sinistra das actuaes loucuras humanas. [...]
No entanto, longe de nos querermos referir a todos eles, é nosso intuito, por ora, focar com nitidez a influência deletéria e subversiva que tem exercido sôbre os indivíduos em especial - e portanto sôbre os agrupamentos sociaes em que eles vivem e de que fazem parte - um dos elementos mais desorganizadôres das sociedades que se arrogam a civilizadas - o Animatógrafo."
(Excerto do Estudo)
Mário Gonçalves Viana (Lisboa, 1900 - Esposende, 1977). "Pedagogo, escritor e crítico literário, atividade que exerceu no Jornal do Comércio e Colónias e no Polígrafo. Foi professor e formador de professores. Foi, igualmente, autor de uma obra vasta nas áreas da pedagogia, psicologia e biografia. Refletiu, abundantemente, sobre os valores da educação e sobre a deontologia docente. Fez os estudos secundários em Coimbra, tendo-se licenciado em Direito na Universidade de Lisboa em 1923. De 1927 a 1930, foi redactor principal do Jornal do Comércio e das Colónias, de que era também crítico literário. Entre 1934 e 1936, exerceu o cargo de conservador do Registo Civil de Manteigas, tendo depois seguido a carreira de professor do ensino secundário em vários estabelecimentos de Viana do Castelo, Esposende e Porto. Colaborou no jornal A Voz, de Lisboa, com uma secção regular de Sociologia Agrária, e foi cronista e crítico literário do Diário do Minho, de Braga. Tem ainda colaboração sobre educação física, pedagogia desportiva e psicologia, dispersa por jornais e revistas de Portugal, Brasil, Uruguai, Chile, Itália, França e Espanha."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, parcialmente por abrir, bem conservado. Capas oxidadas.
Raro.
Peça de colecção.
35€































