LALLOUE - ALGUMAS INDICAÇÕES SOBRE O METHODO DE ENSINAMENTO DO CÃO POLICIA, DE GUARDA E DEFESA. [Por]… Ex-agente de Segurança em Epinal (Voges). [S.l.], [s.n], [192?]. In-fólio (29x23 cm) de [1], 15, [1] f. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual sobre o ensino do Cão Polícia segundo o método de um ex-agente da brigada cinotécnica da polícia francesa. Documento histórico. Trata-se, talvez, da primeira tentativa sistematizada entre nós de transmissão de conhecimentos nesta área para lidar com a criminalidade recorrendo à ajuda canina, numa fase ainda muito incipiente do ofício, dado que o o uso oficial de cães-polícia remonta à década de 1930, ainda sem a constituição formal das brigadas cinófilas, tanto da PSP como da GNR.
Obra de generosas dimensões - dactilografada - constituída por 15 folhas de texto impressa na frente.
"Existe uma coisa certa: é que o agente de policia em qualquer Cidade onde esteja colocado, e qualquer que seja o serviço a seu cargo, representa o inimigo maximo do criminoso e tem tudo que temer d'elle.
Quem dirà, por vezes, as angustias da mãe de familia e das crianças sentindo o esposo e o pae, nas noite infindaveis, exposto a todas as especies de perigos, sobretudo se reberem cartas de ameaças e temendo a cada instante pelo ausente querido talvês victima d'uma cilada... E se elle virà, enfim, como dantes, feliz de ter cumprido o seu dever e mais feliz ainda por encontrar o lar onde tudo lhe sorri.
Que supõe igualmente os incomodos d'um agente de policia proporcionados pelo seu serviço quer de dia quer de noite; a prisão dificil que elle apesar dos seus esforços não pôde executar com rigor; a caça a um malfeitor que escapu a todas as perseguições; a captura de pistoleiros sem escrupulos; e tantos outros que se podem citar.
É escusado atenuar estas minhas informações, digo, afirmações afiançando que o agente de policia nunca anda só, sobretudo de noite, e que tem o auxilio do seu camarada, e que póde fazer face a todas as dificuldades, porque tambem eu poderia responder tão facilmente como vós, visto que esse camarada, mesmo se não fôr um poltrão, pode ficar imobilisado durante um cêrco ou ou ataque; ou separado d'aquelle que deveria soccorrer impedido por uma causa estranha e incapaz portanto de prestar os seus serviços.
Mas, se o agente de policia està acompanhado pelo seu Cão e este està bem ensinado e améstrado, tudo muda imediatamente."
(Excerto de I - A utilidade do Cão polícia)
Índice:
I - A utilidade do Cão polícia. II - A escôlha da raça. III - A criação do Cão polícia. IV - A educação: 1.º Condução à guia; 2.º A chamada; 3.º Obedecer à voz de sentar; 4.º A ordem de deitar e a continuação dessa ordem, mesmo na ausência do dono; 5.º O Recusar d'uma oferta; 6.º Obedecer à ordem de Abocar; 7.º Transportar um objecto; 8.º Encontrar o objecto perdido; 9.º Guardar um objecto; 10.º Salto de obstaculos; 11.º A defeza do dono; 2.º Seguir uma pista; 13.º Guarda dum homem caido; 14.º Procurar um individuo num grupo; 15.º Perseguição; obediencia ao animal; 16.º Exercicios de obediencia; 17.º Serviço de estafeta. | Apendice.
Exemplar em brochura, bem conservado. Vincado ao centro, na vertical.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
85€


























