CÆSAR, Julius - JULII // CÆSARIS // COMMENTARII // DE // BELLO GALLICO ET CIVILI // Ejusque fragmenta, & alia // quæcumque exstant. // ACCEDIT AD COMMENTARIOS // DE BELLO GALLICO // A. HIRTII CONTINUATIO // Itemque ejusdem // BELLUM ALEXANDRINUM. // AFRICANUM, & HISPANIENSE. // Omnia ex veteris Commentarii Patavini editione, cui // nunc primum adjetæc sunt // CHRISTOPHORI CELLARII // ADNOTATIONES. // VENETIIS, MDCCXCII. // Apud Hæredes Constantini. // Superiorumpermissu. In-8.º (16x8 cm) de [6], 678 p. ; E.
Edição setecentista do clássico da literatura universal e militar, impressa no original, em latim, sobre o tempo que o grande general romano Caio Júlio César passou em campanha na Gália.
"Comentários à Guerra da Gália ("Commentarii de Bello Gallico" em latim) é o relato, em primeira mão, de Júlio César sobre as Guerras Gálicas, escrito como uma narrativa na terceira pessoa. Nela, César descreve as batalhas e intrigas que ocorreram nos nove anos em que ele passou lutando contra os povos germânicos e celtas da Gália que se opunham à conquista romana.
A "Gália" à qual se refere César é toda a Gália, com exceção da Província Narbonense (hoje Provença), englobando toda a França atual, Bélgica e parte da Suíça. Noutras outras ocasiões ele se refere somente ao território habitado pelos Celtas.
A "Gália" à qual se refere César é toda a Gália, com exceção da Província Narbonense (hoje Provença), englobando toda a França atual, Bélgica e parte da Suíça. Noutras outras ocasiões ele se refere somente ao território habitado pelos Celtas.
A obra tem sido um dos pilares da instrução latina por via da sua prosa simples e direta.
Começa com a frase frequentemente citada "Gallia est omnis divisa in partes tres", que significa "A Gália está toda dividida em três partes". A obra completa contem oito secções, Livro 1 ao Livro 8, variando em tamanho de aproximadamente 5.000 a 15.000 palavras. Cada um dos livros de De Bello Gallico é consagrado a uma das sete campanhas de César na Gália, sendo o livro 8 escrito por Aulus Hirtius, após a morte de César."
Começa com a frase frequentemente citada "Gallia est omnis divisa in partes tres", que significa "A Gália está toda dividida em três partes". A obra completa contem oito secções, Livro 1 ao Livro 8, variando em tamanho de aproximadamente 5.000 a 15.000 palavras. Cada um dos livros de De Bello Gallico é consagrado a uma das sete campanhas de César na Gália, sendo o livro 8 escrito por Aulus Hirtius, após a morte de César."
(Fonte: https://www.fnac.pt/livre-numerique/a7809980/Comentarios-a-Guerra-da-Galia)
Júlio César (100 a.C. - 44 a.C.). Foi um militar, político e ditador romano. "Júlio César protagonizou um dos percursos militares mais impressionantes de todos os tempos. Num olhar contemporâneo, tal facto revela-se especialmente meritório num homem que não era soldado profissional. Mas a verdade é que, para os senadores romanos, milícia e política eram inseparáveis e inevitáveis. No caso de Júlio César, as suas conquistas militares tiveram sempre um objectivo claro: obter mais poder para si próprio em Roma. As chaves do seu êxito militar eram o seu extraordinário carisma pessoal, a sua relação especial com os soldados, a ambição de levar a cabo acções que ninguém jamais realizara e a inteligência para alternar crueldade e clemência, conforme fosse mais conveniente em cada momento.
As histórias sobre a sua excepcional coragem pessoal remontam à sua juventude: com apenas 19 anos, César ganhou uma coroa cívica, a mais alta condecoração de coragem e bravura, por ter arriscado a sua vida para salvar outro romano. Em Vida do divino Júlio, Suetónio registou inúmeras demonstrações da coragem e do talento de um homem que se destacava não só no manejo das armas, mas também no dos cavalos (algo que os adivinhos tinham previsto). Até ao fim, César criou e cuidou cuidadosamente do seu corcel, a ponto de lhe dedicar uma estátua em Roma.
César era também um militar infatigável, capaz de marchar a pé, ao sol ou sob chuva, de atravessar rios a nado e de ser extremamente rápido a percorrer longos trajectos. Por vezes, chegava ao destino antes dos mensageiros que deveriam anunciar a sua chegada. A sua célebre frase Veni, vidi, vici (“cheguei, vi e venci”), que proclamou num dos seus desfiles triunfais em Roma, refere-se, de facto, à celeridade com que o general planeou e venceu uma guerra-relâmpago contra o rei Fárnaces do Ponto. Este invadira a província romana do Ponto e César, que se encontrava no Egipto, partiu de imediato ao seu encontro. O desfecho chegou poucas semanas depois: Fárnaces foi derrotado pelos romanos na batalha de Zela, em 2 de Agosto de 47 a.C.
No campo de batalha, César era conhecido pela capacidade de sacrifício e pela coragem, sendo capaz de cometer actos ousados, como disfarçar-se de gaulês para atravessar os postos de guarda inimigos, ou embarcar sozinho numa infernal noite de Inverno durante a guerra civil contra Pompeu para alcançar a costa da Grécia. Diz-se também que, em Alexandria, teve de saltar para uma barcaça devido a um ataque inimigo e que, quando vários outros soldados se lançaram sobre esta afundou-se.
No campo de batalha, César era conhecido pela capacidade de sacrifício e pela coragem, sendo capaz de cometer actos ousados, como disfarçar-se de gaulês para atravessar os postos de guarda inimigos, ou embarcar sozinho numa infernal noite de Inverno durante a guerra civil contra Pompeu para alcançar a costa da Grécia. Diz-se também que, em Alexandria, teve de saltar para uma barcaça devido a um ataque inimigo e que, quando vários outros soldados se lançaram sobre esta afundou-se.
César foi, então, forçado a saltar para a água e a nadar quase 300 metros até chegar a um navio próximo, com a mão esquerda elevada para evitar que se molhassem os escritos que levava e arrastando com os dentes o manto de general para que este não caísse nas mãos do inimigo. A sua biografia está repleta de episódios semelhantes que, verídicos ou não, evidenciam a valentia que já na sua época se atribuía ao líder romano.
O próprio César contribuiu para alimentar a sua lenda nos Comentários sobre a Guerra das Gálias e Comentários sobre a Guerra Civil. Escritas num latim exemplar e na terceira pessoa, César descreveu ali a sua participação nessas campanhas, elogiando as suas conquistas e minimizando os seus fracassos. Na guerra das Gálias, César apresentou-se em diversas ocasiões na linha da frente do combate. Na batalha final contra os helvécios, o general desmontou do cavalo e lutou ao lado dos soldados de infantaria, negando-se a fugir. Fê-los saber que estava ali para vencer ou morrer, um gesto espantoso e admirável com o qual infundiu coragem nos seus homens, compensou os seus erros anteriores na campanha e ganhou prestígio e admiração.
O próprio César contribuiu para alimentar a sua lenda nos Comentários sobre a Guerra das Gálias e Comentários sobre a Guerra Civil. Escritas num latim exemplar e na terceira pessoa, César descreveu ali a sua participação nessas campanhas, elogiando as suas conquistas e minimizando os seus fracassos. Na guerra das Gálias, César apresentou-se em diversas ocasiões na linha da frente do combate. Na batalha final contra os helvécios, o general desmontou do cavalo e lutou ao lado dos soldados de infantaria, negando-se a fugir. Fê-los saber que estava ali para vencer ou morrer, um gesto espantoso e admirável com o qual infundiu coragem nos seus homens, compensou os seus erros anteriores na campanha e ganhou prestígio e admiração.
No ano seguinte, quando as tribos belgas se revoltaram, César enfrentou-as na batalha de Sambre. Perante o ataque-surpresa dos belgas contra os romanos, o general multiplicou os seus esforços, encarregando-se de formar a linha de batalha e de dar o sinal de ataque, animando pessoalmente os seus soldados e centuriões. Por fim, no cerco de Alésia contra o gaulês Vercingetórix, a sua presença no campo de batalha foi uma das chaves da vitória das suas legiões. César tinha a capacidade de aparecer no momento oportuno, arriscando a sua integridade física se necessário, muitas vezes precipitando o desfecho da batalha a seu favor.
A coragem que César mostrava como militar servia de exemplo para os seus soldados, com os quais mantinha um vínculo singular. Os homens viam nele um líder próximo que partilhava as suas dificuldades e César apreciava-os pelo seu valor no campo de batalha, independentemente da sua origem ou posição social. De facto, em assembleia, dirigia-se a eles como conmilitones (“camaradas”), e sabia os seus nomes. Esta consideração com que tratava os seus soldados traduzia-se em lealdade e esforço por parte destes, pois sabiam que o seu valor seria recompensado.
Os homens de César estavam dispostos a suportar todo o tipo de sofrimento pelo seu general. Na verdade, durante a guerra civil, muitos cativos preferiram morrer a traí-lo. Os soldados também rivalizavam entre si para demonstrar a sua valentia.
Os homens de César não hesitavam em sacrificar-se por ele e ele sofria por eles quando o infortúnio os atingia. Em 54 a.C., quando algumas tribos belgas atacaram os acampamentos de Inverno de César, a coluna romana foi quase totalmente aniquilada. A derrota afectou muito o general, que deixou crescer a barba e o cabelo em sinal de luto e não os cortou até vingar os seus homens. Acções como esta reforçaram o seu vínculo com os soldados e consolidaram a lealdade destes a ponto de o exército de César ter chegado a ser maior do que o da própria República."
(Fonte: https://www.nationalgeographic.pt/historia/o-genio-militar-julio-cesar_3127)
Encadernação coeva, sólida, inteira de pele com nervuras, dourados e rótulo na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Fronstispício apresenta carimbo, rubrica (ilegível) e assinatura de posse do Pe. Joaquim José Carvalho.
Raro.
Peça de colecção.
35€
Reservado






























