SIMÕES, José Alves - MANUAL DE SIDERÒTÈCNÍA PARA USO DOS APRENDIZES DE FERRADOR. Por... Coronel-Veterinário. Segunda edição (melhorada). Lisboa, Esc. Tipografica das Oficinas de S. José, 1932. In-8.º (21,5x15 cm) de 204 p. ; il. ; B.Importante manual sobre o trabalho na forja, devotado à arte de "calçar" os animais, e o equídeo em particular.
Obra pioneira em língua portuguesa.Ilustrada no texto com fotogravuras e desenhos esquemáticos.
"Devido é, ao leitôr, o motivo da publicação da presente obra.
Quem,
por imposição de cargo oficial, têve, alguma vez, de ministrar o uso da
sideròtècnia nos corpos montados do exército, conheceu práticamente as
dificuldades com que lutou, suscitadas pela carencia absoluta dum
pequêno manual escrito em língua portuguêsa, que servisse de expositor.
Dos
raros trabalhos nacionais, existentes no género, pouco ha de
aproveitavel, pecando uns por deficiencia, outros por nocividade da
doutrina.
Quanto
a obras estranjeiras, existem verdadeiros primôres, versando o assunto,
mas estão naturalmente póstas de parte, pelo desconhecimento, que os
alunos decerto teem, dos idiômas, em que se acham escritas.
Estes
factos sugeriram-nos a ideia, de sem estulta vaidade, tentar o
preenchimento desta lacuna, compondo um livrinho, onde, a par da
indispensavel teoria, se mostrassem os métodos práticos de ferração,
usuais no país. [...]
Se,
como o delineámos, o livro não correspondêr ás necessidades nacionais
da arte, e outro mérito lhe não fôr reconhecido, crêmos não lhe será
regateado o de registo de numerôso vocabulário sideròtècnico,
cuja maioria de têrmos, apênas viventes na linguagem falada, careciam de
inscrição, porquanto um grande número passou completamente despercebido
aos nossos dicionaristas. [...]
O estudo da sideròtécnia necessita de longa aprendizagem.
Não
basta conhecêr a teoria; só a prática e muita prática, por ela
esclarecida, e guiada por bons mestres na sua aplicação, junta á
indispensável aptidão do indivíduo, e ao desejo de aprendêr, produzem um
bom profissional.
A
êste respeito, no nosso país, tudo está por fazer. Faltam escolas,
mestres, livros, cursos e alunos! Vive-se tão sómente da rotina."
(Excerto do Prólogo da primeira edição)
"Sideròtècnía significa a arte de forjar e ferrar.
Forjar consiste em fabricar a ferradura; e ferrar é prepara-la e applica-la com arte ao pé dos animais.
Chama-se ferradura ou peça, antigamente cornozêlo e ferraza, a uma chapa, de ordinario metálica, destinada a proteger-lhes o pé.
Dentre os que o homem utiliza, necessitam de ser ferrados o cavalo, a muar, o jumento e o boi.
Usa-se
a ferragem para garantir o casco contra o gastamento, conservando ao
mesmo tempo a forma, propriedades e bom funcionamento de suas diferentes
partes.
Com
ela se consegue igualmente remediar os inconvenientes de certos
defeitos de aprumo, irregularidades no andar, atitudes viciosas na
cavalariça, algumas doenças do pé e por vêzes facilitar a aplicação de
pensos, medicamentos, etc.
Como
se vê, a sideròtècnía desempenha um papel vasto e importante. Sem o seu
aussílio, o homem não poderia utilizar o cavalo, a muar, etc."
(Excerto de Preliminares)
Índice:
Prólogo
[da primeira edição] | [Prólogo da segunda edição] Preliminares |
Primeira Parte: I - Exterior do cavalo. II - [ - ]. III - Funções do pé.
IV - Mecânica do pé. Segunda Parte: I - Forjar. II - Ferrar. III - [ -
]. Terceira Parte: Ferrações estrangeiras. Quarta Parte: Ferrações
especiais. Quinta Parte: Ferração da muar, jumento e boi. Sexta Parte: [
- ].
Exemplar
brochado em razoável estado de conservação. Capas manchadas, com
defeitos. Sem papel lombada. Interior correcto. Deve ser encadernado.
Muito raro.
A BNP dá conta de um exemplar desta edição e nenhum da primeira.
Peça de colecção.
50€





































