15 abril, 2026

COELHO, Trindade -
TRINDADE COELHO : cartas, com um prefacio e notas de Paulo Osorio
. Porto, Editadas por Paulo Osorio, 1908. In-8.º (19x12 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição
Publicação da correspondência de Trindade Coelho para Paulo Osório, forma de este, prefaciador e editor, homenagear o autor de Os Meus Amores e In Illo Tempore, recém-falecido. Importante subsídio - "precioso documento psycologico" - para melhor compreensão do homem e da sua obra, editado  pouco tempo após o regicídio.
"Em 1897, esse pobre Trindade Coelho, cuja face pallida eu vi ha pouco na serenidade muda do seu esquife de suicida, pontificava num pequeno grupo de praticantes em letras, ao qual eu, então em começo, pertencia. Seduzira a essa meia duzia de estreiantes, de aptidões mais ou menos definidas , a arte tão nova, tão difficil quanto apparentemente singela, enternecida, dôce, luminosa, que enche as paginas translucidas dos seus contos. Os Meus Amôres eram os amôres de nós todos, eram a nossa biblia; e, porque o Trindade, que sempre foi doido por creanças, nos aturava magnanimo, pelas paginas risonhas das nossa revistas, pelas dedicatorias dos nossos contos ou dos nossos livros, o seu nome andava sempre, illuminado e florido, como o de um padroeiro. [...]
Pobre Trindade! A dictadura, que tanto parecia opprimir o teu espirito e revoltar o teu raciocinio, foi derribada, espesinhada, apunhalada, vencida. E quando a causa que fôra a tua se erguia thriumphante, e a voz do paiz esturgia nas abobadas de S. Bento como tu perceituavas, e o imperio da lei augusta e poderosa se promettia, como era de tua ambição instante e apaixonada, e quando as cadeias da opressão se quebravam a tiros de carabina e o sol da felicidade parecia subir, embora laivado de sangue, a illuminar de novo a terra portuguêsa, tu, o combatente, o martyr, o propheta, o apostolo, só encontráste no teu destino uma solução - morrer! E d'essa dictadura e do homem que a representava tu tinhas, pouco antes do suicidio, esta impressão amarga e dolorosa que te trouxera ao espirito atormentado toda a contemplação amargurada da tua vida desfeita:
- Tenho na minha alma uma grande gratidão pelo João Franco. E gostava que elle o soubesse. Porque, quando alguem um dia lhe propôs que me demittisse, dizem-me que elle respondeu: não demitto esse homem porque tem uma mulher e um filho. E esses, agora, não se lembram sequer de que essa  mulher e esse filho existem!"
(Excerto do Prefacio)
Paulo Mendes Osório (1882-1965). "Activo partidário de João Franco, dedicou-se sobretudo ao jornalismo. Em 1911, na sequência da queda da Monarquia, fixou-se em Paris, onde se tornou colaborador de O Século e correspondente do Diário de Notícias, tendo dirigido a secção parisiense deste último. Da sua obra, podem salientar-se dois volumes de crónicas, Lisboa (1908) e No Fado (1911), para além do conto História dum Morto (1914), e Le Portugal et la Guerre (1918), livro editado em França com tradução de Philéas Lebesque. Dedica também vários estudos a Camilo Castelo Branco, de que se destaca uma biografia do escritor, Camilo. A Sua Vida, o Seu Génio, de 1908."
(Fonte: https://modernismo.pt/index.php/p/706-paulo-mendes-osorio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
20€

14 abril, 2026

SOUSA,  Carlos de -
SCENAS AFRICANAS : 1897 a 1917
. Lisboa, Lamas, Motta & C.ª, [1917?]. In-8.º (19,5x13 cm) de 328 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas sobre histórias e episódios protagonizados pelo autor em África, por terras de Moçambique. Inclui viagens e capítulos devotados à caça grossa e a ao "encontro" com leões, um búfalo furioso e uma  carga de elefante, e ao seu relacionamento com a terra e as gentes indígenas e os seus costumes.
Obra com interesse histórico e etnográfico. Nada foi possível apurar sobre o autor, a não ser, pela leitura do livro, que foi oficial do exército português, tendo privado com Mousinho de Albuquerque e Gomes da Costa; era valente, apreciava sobremaneira África e tinha gosto pela aventura.
Livro ilustrado com inúmeras fotogravuras no texto.
"Todo aquelle que, levado á Africa pelos asares da vida e ao cabo de vinte annos quasi consecutivos de trabalho intenso, de sobreexcitação cerebral, devida á grande lucta para a existencia, n'aquelle meio e n'aquelle clima, embora resistindo á ferroada traiçoeira e vil dos inoculadores da malaria, tenha uma ou duas vezes passado pelas forcas caudinas da febre biliosa, e depois d'essa sobreexcitação, se encontre, embora com as maximas comodidades, o maximo carinho e conforto dos seus, no remanso do lar portuguez, é fatalmente invadido no fim de pouco tempo, que em geral não vae alem de um anno, pela terrivel doença nervosa, o desejo cruciante de voltar para lá, que tanto mais nos ataca, quanto mais tenhamos sofrido das febres, quantas mais contrariedades ali tenhamos tido, a terrivel nostalgia africana..."
(Excerto de Nostalgia Africana)
"Tinhamos sahido de Catuane n'uma chata de Monhé, tripulada por dois pretos, empurrada á vara; o rio ali junto á fogueira, é pouco fundo, e só pode ser navegado por aquelles barcos. Tinha a chata uns 4.m de comprido e 1m,20 de largo, e fizemos-lhe um toldo de capim com o duplo fim de nos abrigar do sol, e nos mascarar dos animaes do rio, para mais de perto os podermos caçar. Iamos sentados em comodas  cadeiras de lona, com as armas na mão, e a diante das mallas, cantina e um braseiro para fazer a comida. Para nós tinha um grande atractivo a viagem pois que sem nos massarmos, nem apanhar-mos muito sol, podiamos gosar a paisagem fluvial do rio Maputo que é realmente interessante.
Vinhamos da fronteira da Suazilandia e de Estatuene. O meu companheiro, um rapaz muito novo e muito rico, que viajava por diletantismo, fora-me recomendado em Lisboa; tinha um grande empenho em atirar a um cavallo marinho [hipopótamo], caça ali muito abundante; trazia uma Mauser com bala dum dum, eu uma Winchester de bala explosiva; vinhamos portanto bem armados para isso.
Elle chegára a Lourenço Marques havia poucos dias, e era completamente novato em caçadas de féras, e visitas a povoações de pretos. Com a ideia de atirar a um cavallo marinho, parecia uma creança.
«Espere, lhe disse eu, se tivesse vindo comigo ha uns seis meses, quando de volta da fronteira desci este rio, acompanhado do Corte Real, então era muito facil a caça a estes  monstros, mas agora, no tempo do cio, são umas verdadeiras feras; se se atira a uma femea, é certo que o macho vem sobre nós, se a um macho que vem atraz da femea, peor ainda, se a uma femea com filho, é ella que nos atáca; de resto são animaes muito pacificos, de olhar meigo, e nunca atacam que não os ataca primeiro.» [...]
Em breve vimos dois hipopotamos aos pulos na agua; era um casal brincando, o macho enorme, e apesar do rio ter ali uns 60m de largura de agua, parecia pequeno para elle. tão entretidos estavam os dois, aos pulos, que não deram por nós. N'um certo momento em que o macho estava mais socegado, e de cabeça de fóra disse ao meu amigo, que atirasse, apontando bem entre os olhos e, de espingarda engatilhada, fiquei esperando para acudir em caso de necessidade."
(Excerto de No rio Maputo, o regulo M'Pobobo)
Exemplar brochado em bom esta de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
85€

13 abril, 2026

CAVACO, Faustino - VIDA E MORTES DE FAUSTINO CAVACO. Organização de: Rogério Rodrigues. Lisboa, Euroclube, 1988. In-8.º (21,5x16 cm) de 516, [4] p. ; C.
1.ª edição.
Memórias de Faustino Cavaco, conhecido assassino, assaltante de bancos, que na sua fuga da cadeia de alta segurança de Pinheiro da Cruz (Grândola), em 1986, deixou atrás de si um rasto de mortos e feridos.
"A 29 de Julho de 1986 [...] seis perigosos reclusos tinham conseguido fugir da cadeia de Pinheiro da Cruz, a vinte quilómetros de Grândola, deixando para trás três guardas prisionais mortos e outros dois feridos com alguma gravidade. [...] No interior do edifício, destruíram o rádio para impedir comunicações com o exterior e arrombaram o armeiro de onde tiraram quatro G3 e cinco pistolas. Três guardas que tentaram travar a fuga foram abatidos a sangue-frio e outro ficou ferido. Outros três foram feitos reféns e usados como escudo pelos cadastrados para chegarem ao exterior. [...] Pinheiro da Cruz demorou meia hora a alertar o posto da GNR mais próximo, situado a 25 quilómetros, por só haver uma linha telefónica. [...] No final do dia, havia uma certeza: aquela era a fuga mais sangrenta na história das prisões portuguesas."
(Fonte: https://observador.pt/especiais/faustino-cavaco-a-fuga-da-prisao-que-parou-o-pais/)
Inclui no final um glossário dos termos e expressões utilizados pela banditagem entre si.
"José Faustino Cavaco é o anti-herói. Ninguém que mereça a nossa piedade nem o nosso respeito. É o que foi um jovem que matou seis pessoas, por revolta, por medo, por vezes, gratuitamente.
Condenado à pena máxima pelos tribunais portugueses, marcado por humilhações, vexames e mesmo violências insuportáveis por parte do sistema prisional português, um universo contraditório e, com frequência, arbitrário, José Faustino Cavaco, encerrado, durante meses, na solitária de Coimbra, começou a escrever as suas memórias (curtas mas intensas), um morrer diário com vidas de ontem.
Com uma grande capacidade narrativa, capas de criar situações e desenvolver instantes e gestos com uma intuição e facilidade que não deixam de nos surpreender, este livro, a que eu tive acesso em primeira mão, num original de letra esguia, azul, angustiada, é um ajuste de contas com a vida, uma certa predisposição para não-viver.
Os seus protagonistas são crápulas e vulgares, volúveis e venais, sem gestos de honra nem actos de coragem, sem códigos nem organização, agindo sob as necessidades de momento.
Faustino Cavaco fez parte e um bando comummente conhecido por FP-27 que realizou mais assaltos a bancos, em Portugal, que qualquer outra quadrilha.
Mas não se pode dizer que pertencia a uma organização complexa, com núcleos estanques e apurados estudos de alvos a atingir.
Faustino Cavaco era um operacional de caçadeira de canos serrados. Fazia parte de um pequeno grupo que quatro ou cinco elementos, expressões nocturnas e excepcionais, de jovens perdidos na comunidade portuguesa, emigrada em França.
Foi por casualidade que o original me veio parar às mãos. Mais tarde encontrámo-nos na cadeia de Coimbra. E falámos sobe o livro. Faustino Cavaco parecia desejar muito pouco a vida. Era sua  obsessão que, dia mais dia menos, pode ser abatido. A sua única referência futura é o futuro da sua filha, a sua paixão,o único elo que o liga à vida. [...]
Não me compete emitir juízos de valor. Que cada um faça os seus. Penso, isso sim, que este desfilar de misérias, de sofrimento e grandes carências de toda a ordem, é um apelo à sensibilidade do leitor, à descoberta de um tempo quase único - de brusquidão, de ternura mortal, de infância às tiras, num universo onde só cabem os sobreviventes.
Mas as palavras de Faustino Cavaco falam por si.
Este é o seu último assalto, com tiros que não matam, mas doem."
(Excerto de Nota explicativa)
Índice:
Introdução. | A minha infância. | A minha ida para França. | A morte da minha mãe. | Um carrasco na pele da madrasta. | O «irmão» da minha ruína. | Regresso ao Algarve. | Regresso do meu pai. |! A morte do meu filho. | O princípio do meu fim. | O Pires chega de França. | Assalto ao banco de Beja. | A morte do Laginha e dos guardas-fiscais. | A GNR sem pistolas. | Assalto nas barbas da PJ. | Prisão do Michel. | Os últimos assaltos. | Dois de Janeiro de 1985 - O dia em que morri. | Pela primeira vez na prisão. | Entrada na Penitenciária. | O inferno de Pinheiro a Cruz. | A fuga para a morte. | Perseguição e captura. | As últimas horas. | Glossário.
Encadernação cartonada do editor em vermelho com letras a negro nas pastas e na lombada, e retrato de Faustino Cavaco na pasta posterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e criminal.
35€

12 abril, 2026

EÇA DE QUEIROZ -
Questão de naturalidade
. Porto, Imprensa Portugueza, 1906 [aliás 19--]. In-8.º (21x14,5 cm) de [4], 20, [8] p. ; il. ; B.
Edição fotocopiada - sem data - elaborada a partir da versão original desta obra publicada em 1906.
Trata-se do "ponto final" colocado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim  a propósito da polémica com Vila do Conde acerca da naturalidade de Eça de Queiroz, que para o efeito apresenta provas irrefutáveis que atestam a naturalidade poveira do grande escritor português, documentos aqui reproduzidos em fac-símile.
Opúsculo ilustrado com reprodução da lápide afixada na casa de Eça, na Póvoa, e fac-símiles de duas cartas e sobrescrito do pai de Eça de Queiroz.
"Alguns dias antes de ser inaugurado e acceite, pela Camara Municipal da Povoa de Varzim, a lapide bronze destinada a memorar o nascimento de Eça de Queiroz n'um predio d'esta localidade viu-se, com alvoroço e surpreza, a villa visinha contestar o asserto da homenagem projectada. Em projecto, todavia, estava de ha muito, a consagração iniciada por alguns conterraneos residentes no Brazil: em projecto se exhibira ha mais de um anno, em jornaes, o monumento concebido e modelado pelos irmãos Teixeira Lopes; em projecto ainda ficára anteriormente uma iniciativa municipal que os periodicos locaes annunciaram e a benemerencia dos ausente prejudicou. E não obstante, só duas semanas antes da solemnidade é que surge uma reivindicação que nem factos precisos, nem a tradição oral e escripta fundamentavam."
(Excerto de Questão de naturalidade)
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta vinco no canto superior direito.
Invulgar.
10€

11 abril, 2026

VIEIRA, Affonso Lopes - O ROMANCE DE AMADIS.
Composto sobre o Amadis de Gaula de Lobeira. Por... Lisboa, Sociedade Editora Portugal-Brasil, L.da, [1922]. In-8.º (17,5x12 cm) de [2], XLI, [1], 216, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Versão moderna do Amadis de Gaula, talvez a mais conhecida novela de cavalaria da Península Ibérica.
Ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas assinalando o início e o final da obra.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Moreira Júnior.
"O Romance, Novela, História, Livro ou Conto, escrito por Afonso Lopes Vieira, nobre arauto e mantenedor do Lirismo da alma portuguesa e evocador das suas mais puras manifestações, não é invenção nova, individual dêle.
É a interpretação  moderna, a síntese artística de uma das grandes obras antigas de fantasia que todos conhecem os, de nome e fama pelo menos: o Amadis de Gaula (não da França, mas de Gales, Wales). Isto é: a narração das proezas e aventuras do primeiro e modelar cavaleiro andante das nações peninsulares que criaram o tipo. A narração, sobretudo, dos seus amores com Oriana, a Sem-Par, ora idílicos, ora contrariados.
Derivado, há mais de sete séculos, de lendas bretónicas, cantadas por troveiros anglo-franceses, o Amadis chegara a Portugal na mocidade del-rei D. Denis, nacionalizado por um meigo trovador desta costa ocidental, o qual, impulsionado acaso por atavismos célticos, talvez já tivesse redigido outros Lais de Bretanha, traduzindo e imitando Tristan e Lançarote, que em parte subsistem anónimos, em parte desapareceram."
(Excerto do Prefacio, de Carolina Michaëlis de Vasconcellos)
"Senhores, ouvide o romance de Amadis, o Namorado. Escreve-o um velho trovados português, e depois um castelhano, trocando-lhe a língua e o jeito, da sua terra o levou. Mas já as mais nobres mentes de Espanha por nosso o dão.
Em Portugal tem a segunda pátria o espírito heróico e amoroso da Távola-Redonda.
E o conto é de amor fino e fiel, de português amor, rendido com êle só.
Ao começar o romance de Amadis, invoco a memória do cavaleiro-poeta que o compôs, para que me alumie. Invoco o par para sempre enlaçado e vivo de Tristan e Iseu, que morreram de amor e dor ambos os dois.
E vós que amais com amor heróico e fiel, que amais o amor, ouvide a história como eu a senti."
(Excerto de I - Perion)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas oxidades. Interior correcto.
Muito invulgar.
45€

10 abril, 2026

NUNES, Joaquim António -
JORNAIS, HOMENS E FACTOS DE PORTIMÃO. Por... Estudos Algarvios : Colecção Dirigida pela Comissão Cultural da Casa do Algarve - VIII. Lisboa, Casa do Algarve, 1962. In-4.º (24,5x17 cm) de 50, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da imprensa escrita em Portimão, capital do Barlavento Algarvio, e das figuras gradas da terra que para tal contribuíram.
"Obra bibliográfica publicada em 1962 pelo escritor e regionalista algarvio Joaquim António Nunes. Editada pela Casa do Algarve em Lisboa (como parte da coleção Estudos Algarvios), funciona como um inventário histórico e descritivo da imprensa em Portimão. Os principais focos da obra incluem:
Imprensa local: Descrição detalhada dos jornais portimonenses, sua evolução e impacto.
Personalidades: Identificação dos mentores, jornalistas e figuras influentes que animaram a vida pública e mediática da cidade.
Indústria Tipográfica: Registo das tipografias que permitiram o florescimento da cultura escrita na região."
(Fonte: IA)
"Pelo exemplo de trabalho que nos oferece a acção dos portimonenses e pessoas que aqui se fixaram, no desenvolvimento do jornalismo, em favor da expansão do pensamento, dos superiores interesses do burgo e de toda a região barlaventina, é digna de ser realçada, ainda que em curtas páginas, para tornar conhecidos os homens que foram, seus obreiros, os periódicos por eles criados e mantidos, e a vigência do seu esforço. [...]
São páginas da história de Portimão raramente conhecidas dos portimonenses e doutras pessoas ligadas às actividades locais e que pela soma de sacrifícios que representam, num labor de anos consecutivos, na mira de aperfeiçoar sistemas, para melhorar ao fim condições de vida - luta tantas vezes inglória por incompreendida - devem ser expostas às modernas gerações para conhecimento da veracidade dos factos que influíram na evolução de Portimão."
(Excerto de Preâmbulo)
Índice dos Jornais por Antiguidade:
O Município | Correio do Meio Dia | Liberdade | Jornal dos Artistas | O Algarve | A Independência | A Ordem | A Verdade | O Portimonense | Alma Algarvia | O Arauto | A Lira | Ecos do Além | O Portimonense | O Algarbh | A Cidade Nova | Jornal de Portimão | Rosa Cruz | Comércio de Portimão | Jornal de Cinema.
Joaquim António Nunes (1905-). "Natural de Portimão (nascido em 1905 no Morgado do Reguengo), Nunes foi uma figura central do regionalismo algarvio em Lisboa. Foi chefe de serviços na Administração do Porto de Lisboa e o sócio número 1 da Casa do Algarve, instituição que ajudou a erguer. Além deste título, escreveu a monografia Portimão (1956), o ensaio Da Vida e da Obra de Teixeira Gomes (1976) e Regionalismo, Cultura e Turismo (1989). É recordado como um investigador rigoroso da história e costumes da sua terra natal, tendo começado a aprender as letras apenas aos 13 anos antes de seguir uma carreira técnica e literária de relevo."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

09 abril, 2026

CUNHA, Annibal -
EM MINHA LEGITIMA DEFEZA.
Exposição apresentada ao Senado da Republica Portugueza por... Capitão-Pharmaceutico. Porto, Typographia Artes & Lettras, 1913. In-8.º (21x15 cm) de 27, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, ocorrida no Porto. Trata-se da narrativa do autor, participante directo do movimento conspirativo, tendo tomado parte nos encontros e negociações de bastidores entre militares e iminentes figuras da República, e do que se seguiu - a fuga, e o exílio após o fracasso golpista, - e por fim o regresso à Pátria, onde, após o 5 de Outubro de 1910, reclama da sua situação militar. Inclui diversa documentação relacionada com o 31 de Janeiro, incluindo missiva abonatória em seu nome expedida por João Chagas do Limoeiro, em artigo de 1897, publicado no jornal Marselhesa, que o próprio dirigia a partir da cadeia, e outros testemunhos abonatórios de conhecidas personalidades do regime recém-instituído.
Opúsculo valioso, raro, sem referências bibliográficas, incluindo a BNP que não menciona a obra. Por certo com tiragem reduzida
"Sendo estudante, assentei praça, como voluntario, no mez de Janeiro de 1888, no Regimento de Infanteria 18, requerendo licença para estudos, que me foi concedida. Em 1890, á data do Ultimatum do governo inglez, tinha eu o posto de cabo. Tomei parte activa nas manifestações academicas de caracter politico que então se produziram, chegando a dirigir os meus companheiros do Lyceu do Porto sob o meu commando.
Terminando o anno lectivo, recolhi ao corpo e empreguei todo o tempo disponivel na propaganda republicana a dentro dos quarteis, distribuindo, secretamente, periodicos republicanos pelas casernas, organisando grupos e dando reuniões de cabos depois do toque de recolher.
Uma noite, estando de inspecção o capitão Sarsfield, reuni os meus camaradas e propuz-lhes a conveniencia de sahirmos  armados para a rua, afim e se proclamar a Republica. No meu enthusiasmo de rapaz, julguei que o momento era opportuno, visto que á Guarda Municipal não tinha sido ainda distribuida a espingarda Kropatschek, o que nos dava uma grande superioridade, apezar de estarem muito reduzidos os quadros dos regimentos da guarnição do Porto, pelo facto de haverem  sahido grandes contingentes d'estes corpos para o cordão sanitario. Quando este plano estava prestes a ser executado, alguem lembrou a conveniencia de préviamente nos entendermos com os elementos civis, pois poderia a nossa precipitação prejudicar quaesquer trabalhos revolucionarios que estivessem organisados. Por proposta minha, ficou desde logo nomeada uma commissão de cabos, que no dia immediato procuraria João Chagas, director da Republica Portugueza, para lhe offerecer a nossa cooperação Assim se fez, indo nós á redacção do jornal avistarmo-nos com João Chagas, que ficou surpreehendido com o que ouvia e deliberou enviar-nos no dia seguinte um delegado seu, que se entenderia connosco no Jardim da Cordoaria.
De facto, lá appareceu, á hora marcada, o Dr. Eduardo de Souza, que, em face da nosse attitude, e reconhecendo a gravidade da situação, nos aconselhou a fallarmos novamente com João Chagas, ficando eu incumbido d'essa missão.
João Chagas aconselhou-nos que esperassemos alguns dias até ao regresso ao Porto de Bazilio Telles e Santos Cardoso, para depois se dar inicio aos trabalhos revolucionarios entre militares. Pôz-me depois em relações directas com Alves da Veiga, Bazilio Telles e Santos Cardoso, que morava então na rua do Almada, onde João Chagas, para este effeito, lhe foi apresentado por José Pereira de Sampaio, que os reconciliou."
(Excerto da Narrativa)
Aníbal Augusto Cardoso Fernandes Leite da Cunha (1868-1931). "Cientista, pedagogo e militar. Filho de António Cardoso Leite da Cunha, militar, e de D. Quitéria Augusta Fernandes Cunha, naturais do Porto e moradores na rua do Almada, nasceu na freguesia da Vitória, Porto, a 8 de setembro de 1868. Foi batizado no dia 24 de outubro seguinte, tendo como padrinhos José Fernandes, seu avô materno, e Ana Rita da Costa Pinto.
No Porto fez o curso dos liceus e cedo se notabilizou pela sua intervenção cívica. Militar desde 1888 (assentou praça como voluntário no Regimento de Infantaria 18), participou na Revolta de 31 de Janeiro de 1891, facto que o conduziria ao exílio. Em Espanha, onde se exilou, foi um dos subscritores do Manifesto dos Emigrados da Revolução Republicana Portuguesa de 31 de Janeiro de 1891, editado em Madrid a 12 de abril desse ano. No Brasil, onde também esteve exilado, exerceu o magistério.
Regressou a Portugal após amnistia, a 6 de junho de 1893, e casou com Laura Vieira d’Andrade.
Em 1910 foi reintegrado no exército, mais tarde, em 1921, foi promovido a Major Farmacêutico e em 1930 colocado na situação de reserva.
Aníbal Cunha é considerado um dos principais obreiros da afirmação do ensino farmacêutico em Portugal, muito tendo contribuído para a converter a Escola de Farmácia na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, em 1921.
Integrou associações científicas e foi condecorado com a medalha de prata de classe de comportamento exemplar, medalha de bronze comemorativa da Revolta do 31 de Janeiro e medalha de ouro de comportamento exemplar. Foi, ainda, distinguido, com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e o título de Comendador da Ordem Militar de Avis.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
85€

08 abril, 2026

LEMOS, Antonio de -
CANTAROLAS
. Porto, Livraria e Imprensa Civilisação, 1924. In-8.º (16,5x12 cm) de [50] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de cantigas em verso de cunho popular.
Livrinho ilustrado com bonita gravurinha nas capas e na última folha, em página inteira.

"Se te vejo no jardim
Mourejar com alegria,
Tenho-te inveja, confesso,
Maria, minha Maria.

E penso, cá para mim,
Que quem contigo casar
Ha-de ser feliz á certa,
Maria, meu bem amar.

Mas os teus olhos, cachopa,
São para o socego um p'rigo,
Por isso... por causa d'elles,
Não hei-de casar contigo.

E, como tambem não quero,
Que alguem mais te possa amar,
Fica certa, e muito certa,
Nem te hei-de deixar casar."

(Cantarola I)

António Baptista Alves de Lemos (1864-1931). Nado e criado no Porto. Pouco de sabe a seu respeito. Apesar de ter publicado cerca de duas dezenas de obras, especialmente pequenas peças de teatro, a sua principal ocupação seria o exercício de farmácia, sendo proprietário de um dos estabelecimentos mais antigos do Porto - a Farmácia Lemos & Filhos, localizada na Praça de Carlos Alberto.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas frágeis, manchadas. Capa anterior apresenta falha de papel nos cantos.
Invulgar.
10€
 

07 abril, 2026

CLARO, Rogério - 
DR. FRANCISCO DE PAULA BORBA : 1.º cidadão honorário de Setúbal
. Setúbal, Edição: Do autor, 1986. In-8.º (21,5x15 cm) de 83, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra biográfica de homenagem a Francisco de Paula Borba, ilustre angrense que elegeu Setúbal como terra de adopção.
Bonita edição, totalmente impressa sobre papel couché, ilustrada com inúmeras fotografias a p.b., sendo algumas delas em página inteira.
"- Ó Moniz, está lá fora um patrício teu que te quer falar.
Carlos Ramos Moniz, obtida a licença do mestre, descansou o instrumento no banco donde se levantara e assomou à porta da sala de ensaios da banda de Caçadores 1. Corria o ano de 1898.
Fora, um jovem alto, de porte distinto, apresentou-se. Era o Francisco, o irmão do padre Borba que andara com Moniz à escola, na ilha Terceira, nascidos todos na freguesia de Biscoitos da Praia da Vitória. Com 26 anos, médico recém-formado, o Dr. Francisco de Paula Borba acabara de chegar a Setúbal, para aqui estabelecer clínica, sem outra referência senão a do patrício, músico distinto no regimento local. Ficou 15 dias aboletado em cada da mãe dele, a senhora Carolina Serralha, na Rua Nova da Conceição. Depois, seguiu o rumo da sua vida."
(Excerto do Cap. I)
Francisco de Paula Borba (Angra do Heroísmo, 1873 - Setúbal, 1934). "Foi um médico, formado em cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1898, que exerceu medicina em Setúbal, sendo médico da Misericórdia e do Montepio daquela cidade. Distinguiu-se no campo da filantropia."
(Fonte: Wikipédia)
Rogério Noel Peres Claro (Setúbal, 1921 - 2015). "Foi um professor do ensino comercial e industrial, jornalista e divulgador da história da cidade de Setúbal. Tirou o curso dos liceus no Liceu Nacional de Setúbal (atual Escola Secundária de Bocage) e licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa. Iniciou a sua carreira docente como professor do ensino técnico profissional em 1943, tendo sido diretor da Escola Industrial e Comercial de Estremoz (atual Escola Secundária Rainha Santa Isabel) entre 1952 e 1961 e da Escola Industrial e Comercial de Setúbal (atual Escola Secundária Sebastião da Gama) entre 1961 e 1970."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€
Reservado

06 abril, 2026

A POPULAÇÃO DE PORTUGAL EM 1798. O CENSO DE PINA MANIQUE.
Com introdução de Joaquim Veríssimo Serrão
. Paris, Fundação Calouste Gulbenkian : Centro Cultural Português, 1970. In-4.º (25,5x17 cm) de XXX, 144, [2] p. ; [2] f. il. ; C. Fontes Documentais Portuguesas - I
1.ª edição.
Importante trabalho oitocentista de recolha de dados estatísticos sobre a população residente em Portugal no final do século XVIII, o primeiro com estas características realizado entre nós. Esta operação estatística foi impulsionada por Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805), que exercia o cargo de Intendente-Geral da Polícia (1780-1803), e teve como objetivo contabilizar a população e os fogos (fogachos) do Reino de Portugal. Trata-se de um documento fundamental para o estudo da demografia portuguesa no final do século XVIII/início do século XIX, antecedendo os censos de 1801-1802.
Obra com relevância histórica e sociológica.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto: a reprodução do frontispício do Livro e do 'mapa' estatístico que abre o manuscrito.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Veríssimo Serrão ao conhecido historiador Dr. Guilherme de Oliveira Santos.
"Constitui o primeiro volume desta série o Livro que contém as freguesias que há em Lisboa, no seu termo e nas diversas terras deste Reino, manuscrito que se conserva nos «Archives Historiques du Ministère de la Guerre», em Vincennes, onde tem a cota: Mss. 1355.
Trata-se do censo da população portuguesa no ano de 1798, mandado executar pelo então Intendente-Geral da Polícia de Lisboa, Diogo Inácio de Pina Manique, e em que se indicam as províncias, cidades, vilas, freguesias e lugares do reino e os respectivos fogos. Esse documento, do mais alto interesse para a história demográfica do país, faz-se acompanhar de um estudo prévio em que se pretendem explicar as razões que estiveram na base do recenseamento e as medidas tomadas pelo Intendente-Geral para obter esse quadro numérico. Não se veja nesse intróito o estudo exaustivo que a matéria exige, mas apenas uma tentativa de esclarecimento histórico para integrar o censo de 1798 no quadro político da época.
O nome de Pina Manique fica assim ligado à história de tão valioso documento que, estamos certos disso, passa a constituir uma fonte de consulta imprescindível para todos os historiadores da fase posterior à Administração pombalina."
(Excerto do Prefácio)
"Não constitui novidade histórica que no ano de 1798, por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, teve lugar uma contagem dos habitantes do reino com o fim de obter recrutas para o Exército. Mas sucede que o referido censo ficou inédito apesar do seu interesse para a história social portuguesa, ignorando-se também as formas a que obedeceu o recrutamento e a concreta actuação que nele teve o Intendente-Geral da Polícia de Lisboa. [...]
O censo de 1798 teve uma finalidade imediata, de interesse militar, no recrutamento de tropas para a defesa do reino. Mas os seus dados têm o mais alto valor na medida em que dão a conhecer a população por comarcas, cidades, vilas, freguesias e fogos, numa contagem que atendendo aos meios de comunicação da época pode considerar-se, tanto quanto possível, rigorosa e global.
Sabe-se, por outro lado, que os Governadores, Corregedores e os Juízes de Fora e ordinários cumpriram com rapidez as ordens emanadas do Intendente-Geral, tendo feito a verificação do número de habitantes por fogos - que abrangeu os povoados mais reduzidos - entre Maio e Setembro daquele ano."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Livro que contem as freguesias que há em Lisboa no seu termo, e nas diversas terras deste Reyno. | Freguesias de Lisboa e seu termo. | Comarca de Santarém. | Comarca de Tomar. | Comarca de Leiria. | Comarca de Torres Vedras. | Comarca de Setúbal . | Comarca de Ourém. | Comarca de Alenquer. | Comarca de Ribatejo. | Comarca de Chão de Couce. | Comarca de Alcobaça. | Comarca de Coimbra. | Comarca de Viseu. | Comarca de Lamego. | Comarca de  Guarda. | Comarca de Castelo Branco. | Comarca de Trancoso. | Comarca de Aveiro. | Comarca de Pinhel. | Comarca de Linhares. | Comarca de Feira. | Comarca de Arganil. | Comarca de Porto. | Comarca de Penafiel. | Comarca de Guimarães. | Comarca de Viana do Castelo. | Comarca de Barcelos. | Comarca de Valença. | Comarca de Braga. | Comarca de Miranda. | Comarca de Moncorvo. | Comarca de Bragança. | Comarca de Vila Real. | Comarca de Évora. | Comarca de Elvas. | Comarca de Portalegre. | Comarca de Ourique. | Comarca de Aviz. | Comarca de Vila Viçosa. | Comarca de Beja. | Comarca de Crato. | Comarca de Taveira. | Comarca de Lagos. | Comarca de Faro.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e estatístico.
35€
Reservado

05 abril, 2026

MESQUITA, Luís de -
MENSAGEIRO DO ESPAÇO.
Colecção Flamingo. Lisboa, Sampedro, [1957]. In-8.º (18x11,5 cm) de 271, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Capa assinada por Victor Ribeiro.
Curioso romance de ficção científica, o único deste género publicado nesta estimada colecção.
"Mensageiro do Espaço, quarto volume da Colecção Flamingo, é um romance de ficção científica, um dos primeiros, senão o primeiro, de autoria portuguesa a ser publicado. [...]
Misto de realidade e de imaginação, [a ficção científica] fornece o meio ideal de evasão inteligente das preocupações da vida. Distrai, mas também instrui, revelando ao leitor muitos factos que lhe eram desconhecidos e, ao mesmo tempo, representando o género mais variado no campo do pensamento humano."
(Excerto de Nota dos editores)
"Não havia dúvida de que as coisas não estavam a correr-lhe bem naquela tarde. Por mais que se esforçasse, Carlos não lograva concentrar a sua atenção no trabalho que há dias o ocupava tão apaixonadamente.
Tratava-se do cálculo matemático das características e coordenadas de um pequeno cometa que descobrira duas noites antes na Constelação dos Gémeos.
Evidentemente que, no campo da astronomia, tal evento é banal, sobretudo se levarmos em conta as modestas proporções do astro em questão. Mas para Carlos, novel astrónomo amador, a descoberta de um pontinho brilhante, ainda por catalogar, assumia naturalmente foros de de acontecimento sensacional na sua vida. Alvoraçado, não abandonava, durante a noite, a ocular do seu pequeno reflector, tentando obter algumas fotografias que pudessem documentar a pequena memória que estava a elaborar, anunciando o nascimento de mais um cometa - o seu cometa."
(Excerto de I - Sintomas precursores)
Índice:
Nota dos editores | I - Sintomas precursores. II - Desaparecido. III - O Mensageiro. IV - As razões. V - Viagem interplanetária. VI - «Tahal», Mundo de maravilha. VII - Antina. VIII - O Conselho dos Anciãos. IX - Digressão pelo passado. X - «Aliks», música e amor. XI - Turismo fugaz. XII - Micro-Estrelas, Estrelas e Galáxias. XIII - A Revelação. XIV - Humanidades longínquas. XV - Ronda planetária. XVI - O aviso | Epílogo.
Luís de Mesquita. "Professor de bioquímica da Universidade de Lisboa, escreveu “A Ameaça Cósmica” (Liv. Sampedro Ed., Lx.ª s/d), confirmando o talento de narrador que já exibira em “O Mensageiro do Espaço”. Um cientista descobre que grandes cataclismos ocorrerão na Terra durante a passagem próxima de um cometa, procurando por isso alertar os mais poderosos governos, que não chegam a entendimento estratégico. Até ao instante fatal, sucedem-se vários desenlaces particulares entre personagens cujas relações ambíguas caminham para uma urgente redefinição."
(Fonte: https://projectoadamastor.org/cool_timeline/a-ameaca-cosmica/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
35€

04 abril, 2026

ALMEIDA, P. Teodoro d' -
RECREASAÕ // FILOZOFICA, // OU // DIALOGO // Sobre a Filozofia Natural para instruc- // saõ de pesoas curiozas, que naõ // frequentáraõ as aulas. // PELO // P. TEODORO D'ALMEIDA // da Congregasaõ do Oratorio de S. Fi- // lipe Neri. // TOMO IV. // Trata do Omem. //
LISBOA. // Na Oficina de MIGUEL RODRIGUES, // Impres. do Emin. Senhor Cardeal Patriarca. // M. DCC. LVII. // Com todas as licensas necesarias, // e Privilegio Real. In-8.º (17x11 cm) de [8], 333, [3] p. ; [5] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Tomo IV desta obra admirável - de proporções enciclopédicas - do iluminismo português -, escrita e publicada em 10 volumes entre os anos de 1751 e 1800. Trata este tomo dos olhos, dos sentidos e do corpo humano em geral.
"Recreação Filosófica é uma obra monumental do Padre Teodoro de Almeida, publicada entre 1751 e 1800, que divulga a filosofia natural e ciência experimental no séc. XVIII através de diálogos didácticos entre mestre e pupilos. A obra visa instruir os curiosos, defendendo uma pedagogia oratoriana que conciliava a ciência com a fé, num formato acessível e estruturado em vários tomos."
(Fonte IA)
Exemplar ilustrado no início com bonita gravura no texto, e no final, com 57 figuras distribuídas por 5 estampas desdobráveis em separado (completo).
"Eug. Emfim, já se abararaõ os embarasos, amigo Silvio, que atéqui tanto me impediaõ o vir continuar a nosa Recresaõ Filozofica, em que eu tanto me instruia com a vosa doutrina, e do noso amigo Teodozio; porem cheguei; e já envergonhado de tanta demora, sem lhe prometer tempo determinado, venho inesperadamente: vamos a busca-lo lá dentro.
Silv. Eu vos afirmo que já em nós ambos tinha crescido muito a desconfiansa de que os diversos empregos  e ocupasoens em que vos tinhaõ entretido, vos fizesem perder o gosto, ou totalmente esquecer da nosa literaria conversasaõ; entrai vós primeiro, quero que Teodozio tenha todo o gosto de repente.
Teod. Amigo Eugenio; basta que já vos vejo em minha caza!
Eug. Muito tempo à que me vereis, se me deixasem; como conheceis a minha vontade, escuzado é dar-vos relasaõ dos meos embarasos.
Teod. Todos tenho eu sentido; porem mais que todos a vosa molestia dos olhos, que muito me magoou.
Eug. Grande cuidade me deo, vendo-me quazi cego; porque sem vista~, eu naõ sei que alegria posa aver no caorasaõ umano: toda a beleza das creaturas, e a fermozura deste grande jardim do mundo, é inutil para um cego..."
(Excerto Da admiravel fabrica dos Olhos)
Index das materias, que se trataõ neste Tomo IV:
Tarde XVI - Trata do sentido da Vista. Tarde XVII - Da Dioptrica, ou dos Instrumentos de que uzaõ os olhos, e fazem seu efeito com a refracsaõ. Tarde XVIII - Da Catoptrica, ou dos Instrumentos de que uzaõ os olhos, e fazem seu efeito com a reflexaõ. Tarde XIX - Trata dos outros sentidos do Omem, Externos, e Internos, da Vós umana, do Sono, Vigia; e outras coizas deste genero. Tarde XX - Da Fabrica do Corpo Umano. Tarde XXI - Continúa a tratar da fabrica do Corpo Umano. | Erratas.
Teodoro de Almeida (1722-1804). "Oriundo de uma família de extracção social modesta, de Lisboa, Teodoro de Almeida ingressou na Casa do Espírito Santo da Congregação do Oratório a 11 de Abril de 1735, possivelmente devido à protecção do prepósito da Casa, o pe. Domingos Pereira. Iniciou depois os seus estudos sob a direcção do pe. João Baptista, o autor da Philosphia Aristotelica Restituta, que o influenciará de forma decisiva, definindo-se então o seu interesse pela Filosofia Natural.
Em 1748 foi substituto do mestre encarregue do triénio de Filosofia, o pe. Luís José, cujo docência assegurou a partir de 1751. Neste mesmo ano saíram dos prelos os dois primeiros volumes da sua obra mais importante, a Recreação Filosófica.
A década de 1750 é a da plena afirmação de Teodoro de Almeida, que ganha prestígio crescente como pregador, mas sobretudo como escritor e divulgador de temas científicos. Os volumes da Recreação sucedem-se a ritmo veloz, publicando-se o sexto em 1762. Em 1752 o pe. João Baptista inicia as conferência de Filosofia Experimental - ou Filosofia Natural - na Casa das Necessidades, beneficiando do excelente equipamento de laboratório doado à Congregação por D. João V, nas quais o seu discípulo viria a ter papel de destaque. As conferências eram abertas ao público e foram um sucesso, chegando a registar mais de 400 assistentes, entre os quais o próprio monarca. Todavia o fenómeno ficou algo a dever à curiosidade de salão, sem que todos os que a ela assistiam pudessem ter a percepção do que estava realmente em jogo do ponto de vista científico.
Enquanto expoente desta popularidade da divulgação científica, Almeida foi alvo de várias críticas e polémicas, sendo acusado de desvios em relação à ortodoxia religiosa e de ser plagiário. De entre os que vieram em sua defesa salienta-se o jesuíta Inácio Monteiro, autor de uma obra importante obra pedagógica também.
Na década seguinte alguns dos Oratorianos mais influentes conheceram a perseguição de Pombal. Teodoro de Almeida foi forçado a exilar-se em 1768, continuando a desenvolver uma acção pedagógica importante em França. Regressou a Portugal em 1778, logo após o afastamento de Carvalho e Melo, embrenhando-se nos anos seguintes na revitalização do Oratório, na escrita e nos cursos.
É também um dos elementos do grupo que organiza a criação da Academia das Ciências de Lisboa, que se apresenta a público com uma Oração de Abertura de sua autoria, proferida a 4 de Julho de 1780; nela comparava o atraso do país em matéria científica ao reino de Marrocos, suscitando uma violenta reacção dos sectores intelectuais ligados ao pombalismo, expressa em várias cartas anónimas que vituperavam o orador e a nova Academia.
Continuou depois a Recreação, cujo plano editorial se concluiu com a publicação do volume X em 1800. Esta última fase é porém já dominada por um conservadorismo que reage às repercussões políticas do ideário das Luzes, que foi o seu numa primeira fase enquanto não pôs em causa a religião revelada e a ordem social vigente, à qual Teodoro de Almeida se encontrava fortemente vinculado, embora longe da sua componente ultramontana; manifestava-se sim contra os descrentes, pela conservação do seu ideário religioso, como antes de afirmara contra os escolásticos, pela renovação do ideário científico.
Da obra ficou sobretudo o grande projecto enciclopédico que foi a Recreação Filosófica (com os volumes I a VI sobre a Filosofia Natural, o VII sobre a Lógica, e os últimos três sobre a Ética e a Moral), complementada pelas Cartas Físico-Matemáticas (3 vols., 1784-1798), sendo aquela a obra que leva mais longe e ao mesmo tempo marca os limites das possibilidades da Ilustração católica portuguesa. Mas além destas deixou muitos mais escritos, como o Feliz Independente do Mundo e da Fortuna (3 vols., com 2.ª ed. corrigida em 1786), o mais celebrado dos seus livros sobre espiritualidade."
(Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p47.html)
Encadernação coeva inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenas "esfoladelas" nas pastas.
Muito invulgar.
30€

03 abril, 2026

LIVRO DE ORIGENS PORTUGUÊS (L. O. P.).
Registos n.os 18001 a 23000. Volume X- CLUBE PORTUGUÊS DE CANICULTURA. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Oficina Gráfica, Lda. - Lisboa], 1977. In-8.º (21,5x15 cm) de 140, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante repositório de dados caninos - raças, campeões, etc., - e estrutura administrativa, - com interesse para a história e organização do Livro de Origens Português (LOP).
Índice:
Clube Português de Canicultura: Direcção; Comissões; Membros de Honra; Membros Natos; Vogais | Raças por Grupos | Juízes do C. P. C. | Afixos - Prefixos e Sufixos | Campeões de Beleza Portugueses | Abreviaturas | Notas Importantes | Registos N.os 18 001 a 23 000 - Por ordem alfabética | Raças e Variedades - Ordem alfabética dos registos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

02 abril, 2026

CAUSA SOBRE NULLIDADE DE MATRIMONIO ENTRE PARTES DE UMA, COMO AUCTORA, A SERENISSIMA RAINHA D. MARIA FRANCISCA ISABEL DE SABOYA, NOSSA SENHORA, E DA OUTRA O PROCURADOR DA JUSTIÇA ECCLESIASTICA EM FALTA DE PROCURAÇÃO DE SUA MAGESTADE EL-REI D. AFFONSO VI, NOSSO SENHOR
. Lisboa, Imprensa União-Typographica, 1858. In-8.º (21x13 cm) de XV, [1], 133, [1] p. ; E.
Peça jurídica sobre o processo de divórcio entre o rei D. Afonso VI e sua mulher, a rainha D. Maria Francisca de Saboya, que alegou a impotência do monarca e, por consequência, a impossibilidade de consumar o casamento, para a sua anulação.
Processo histórico que suscitou as maiores dúvidas na época, e nos dias que corrrem, sendo vasto o rol de historiadores que se dividem na apreciação dos factos. Verdade ou conspiração? Os problemas físicos do rei obstariam à cópula de facto, e por conseguinte impeditivos da consumação matrimonial, ou interesses políticos e a afeição entre a rainha e o cunhado real precipitaram o desfecho conhecido?
Obra rara e muitíssimo interessante. Contém inúmeras peças relevantes para a construção do processo, incluindo o depoimento de 22 testemunhas da parte do procurador da rainha, sendo a maior parte relativo a mulheres jovens que tiverem encontros íntimos com o rei (descritos para os autos em pormenor), o Breve do Papa Clemente IX que confirma a nulidade do matrimónio real e certifica a união de D. Pedro com a rainha, e a Sentença Final.
"D. Afonso nasceu a 21 de agosto de 1643, quarto filho do rei D. João IV e da rainha D. Luísa de Gusmão. Depois da morte de D. Teodósio, seu irmão primogénito e herdeiro do trono, e apesar dos seus problemas de saúde, D. Afonso VI subiu ao trono em novembro de 1656. Cognominado de O Vitorioso, foi o 22.º rei de Portugal.
O casamento de D. Afonso VI com Maria Francisca Isabel de Sabóia, Mademoiselle d’Aumale celebrou-se por procuração em 27 de junho de 1666, e a nova rainha chegou a Lisboa a 2 de agosto do mesmo ano. Mas o casamento não resultou e foi anulado.
D. Afonso VI foi deposto pelo seu irmão D. Pedro, e passou a vida em cativeiro, primeiro na ilha Terceira e depois em Sintra, onde veio a falecer a 12 de setembro de 1683."
(Fonte: https://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/casamento-de-d-afonso-vi-com-maria-francisca-isabel-de-saboia/)
"A historia é a immortalidade da recordação. Assim como as virtudes e os crimes se continuam na lembrança dos povos, ella os perpetúa desde a interveção da imprensa nas suas paginas sem limite. [...]
Publicando a Causa entre as partes, de uma, como auctora, a rainha D. Maria Francisca Isabel de Saboya, e da outra o procurador da justiça ecclesiastica, em falta de procuração d'el-rei D. Affonso VI, fazemos conhecido um documento celebre, que é apenas como a decoração de uma das principaes scenas desse drama, que, se está por fazer no theatro, está ha muito completo nas paginas da historia. [...]
A 24 de março de 1668, vespera de Ramos, saiu a sentença que annullou o matrimonio de D. Affonso VI com D. Maria Francisca Isabel de Saboya. A princeza mandou intimar os tres-estados, pedindo a restituição do seu dote para se recolhger a França. Os fios do trama urdido com tanto cuidado vão unir-se no ponto desejado.
D. Maria de Saboya havia ganho a estima de todas as classes. Os estados não a queriam deixar partir, e juntos ao senado da camara vão supplicar-lhe, como uma graça, o que ella, como  mulher, deseja com a vehemencia da ambição, e com o enthusiasmo do amor. Supplicam-lhe que acceite a mão do regente. Annue a princeza, e a 2 d'abril a benção nupcial, confirmada mais tarde pelo breve de S. S. Clemente IX, liga os destinos de D. Maria de Saboya, e do infante D. Pedro. 
D. Affonso VI tem ainda o nome de rei; mas depois do desterro na ilha Terceira, vive captivo naquelle carcere tão conhecido da risonha Cintra. O irmão que lhe tomára a esposa e o reino deixa-lhe, como symbolo de um poder já findo, essa insignia de que se adorna só depois da morte de D. Affonso VI.
Fallecido o rei em nome, o rei de facto sóbe ao throno, tendo ao lado a que pelo seu amor ahi o conduzira."
(Excerto da nota d'Os Editores)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
30€

01 abril, 2026

VASCONCELLOS, Henrique de -
CONTOS NOVOS
. Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1903. In-8.º (20x12 cm) de 237, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de contos, segunda obra em prosa do autor (das três publicadas), saída após A mentira vital (1896). Uns históricos, outros do 'tempo presente' (redigidos na primeira pessoa), sendo comum a todos uma certa matriz sanguinária, e a presença da morte - do amor e da morte.
"N'um longinquo Outróra, governava um ducado vasto como um reino, o duque Alindôr.
Governava? Não. Vexava os povos, exigindo constantemente contribuições para as desabridas correrias nas fronteiras d'um estado visinho; violava as virgens espreitando o pasmo que se lhes abria nos olhos; mandava tirar dos thalamos enfeitados as esposas recentes, para gaudio das suas ceias, que se demoravam até á noite alta despejando vastas canecas de vinhos fortes.
Fôra a maldição que cahira sobre aquelles povos, um flagello peor que a peste, porque esta passa, e o duque, apesar das orgias, da sua gula infrene, da volupia, era forte e são aos cincoenta annos, e parecia um pagem na ligeireza com que saltava para a sella e ia para montes distante e pelas florestas caçar faisões ou correr javalis."
(Excerto de As forcas)
"Foi em Carthagena, a cidade amaldiçoada e esteril, toda em montanhas asperas e pardas em que não cresce uma herva, que comecei a frequentar tabernas sujas de bairros excentricos, onde se reunem, pela noite morta, cocheiros, ladrões, almocreves e a fina flôr dos prostibulos reles, toda a Hespanha nocturna e pittoresca, faces queimadas, olhos brilhantes de creaturas magras, angulando e desperdiçando gestos. [...]
Uma noite fomos a uma pequena taberna, toda branca como uma ermida, isolada, em Quita-Pillegas, secco o ramo de louros á porta.
Vinha lá de dentro um rumor de briga e de risos. Alguem sahiu, gritando, as mãos no ventre.
E nós entrámos. Ainda pude vêr o brilho d'uma navalha que se limpava; aos poucos, toda a gente se foi sumindo, ficando apenas o taberneiro, impassivel, sentado ao balcão, como homem habituado ás scenas de facadas, e um bebedo, silencioso, o busto lançado sobre a mesa."
(Excerto de A cabeça da morta)
Henrique de Vasconcelos (São Filipe, Cabo Verde, 1876 - Lisboa, 1924). "Diplomata, político, jornalista e escritor português, colaborador e amigo de Afonso Costa, deputado em várias legislaturas da Primeira República Portuguesa. Poeta decadentista, autor da Missa negra, foi Director Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e um importante bibliófilo, detentor de uma vasta biblioteca.
Cabo-verdiano de nascimento, radicou-se cedo em Lisboa, desfrutando de prestígio literário em Portugal. Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Coimbra, e foi Director–Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Representou Portugal em legações e missões diplomáticas em vários países.
Com uma obra de temática europeia, foi autor, entre outras, das seguintes obras: Flores cinzentas, poesia (Coimbra, 1893); Os esotéricos, poesia (Lisboa, 1894); A Harpa de Vanádio, poesia (Coimbra, 1894); Amor Perfeito, poesia (Lisboa, 1895); A mentira vital, contos (Coimbra, 1897); Contos novos, contos (Lisboa, 1903); Flirts, contos (Lisboa, 1905); Circe, poesia (Coimbra, 1908); e Sangue das rosas, poesia (Lisboa, 1912). Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas O Branco e Negro (1899), Ave Azul (1899-1900), Brasil-Portugal (1899-1914), Serões (1901-1911) e Atlântida (1915-1920)."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado à cabeça. Capa de brochura frontal alvo de restauro; com assinatura de posse.
Raro.
40€
Reservado