AZEVEDO, Maximiliano de - ZEFA. Peça em um acto. Original de... Representada pela primeira vez no theatro de D. Maria II a 24 de dezembro de 1907. Lisboa, Imprensa Luso-Africana, 1909. In-8.º (20x12,5 cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Peça de teatro histórico cuja acção decorre no período da Guerra Civil Portuguesa, após o exílio de D. Miguel. Três fugitivos, partidários do rei absolutista, são traídos por Zefa, moça que procura vingar o pai, caído na guerra.
Obra invulgar, não mencionado na BNP.
"Um paul nos arredores de Castro Daire - chão rodeado de um muro de pedra secca, onde se põem a seccar os cereaes antes de irem a malhar nas eiras. - O muro, antecedido por uma berma, é no fundo e na esquerda, e tem nas duas faces uma abertura, sendo a do fundo mais larga, de modo que dê passagem a um carro; a altura orça pela da cintura de uma pessoa. - Á direita o palheiro com porta ao centro, colmado com palha de centeio. - Horisonte de ares avermelhado pelo crepusculo vespertino. - Duas ou tres pedras espalhadas pela scena podem servir de assento."
(Descrição da cena)
Maximiliano Eugénio de Azevedo (Funchal, 1850 - Lisboa, 1911). "Estudou no liceu da sua cidade natal e depois em Lisboa, na Escola Politécnica e na do Exército. Oficial de Artilharia, concluiu o curso em 1875. Foi tenente (1878), capitão (1884), major (1897), tenente-coronel (1903) e coronel (1911). Desde 1880 coadjuvou Latino Coelho na preparação da História Política e Militar de Portugal nos Fins do Século XVIII e Princípios do Século XIX e durante a sua carreira militar, foi várias vezes nomeado para missões culturais, como a organização da biblioteca e arquivo do Ministério de Guerra (1890) e para membro de uma comissão encarregada de elaborar a história da artilharia (1893). Fez várias viagens pelos países da Europa, em 1889, 1893 e 1900, apresentando longos e circunstanciados relatórios. Distinguiu-se como jornalista, sendo redactor do Jornal do Norte, de Lisboa, entre 1882 e 1884, e colaborou em várias revistas como a Ocidente, Revista das Sciencias Militares e Ilustração de Portugal e Brasil. Muito versado em teatro, escreveu e traduziu peças teatrais e no final da vida geriu o Teatro Normal, em Lisboa.
Jovem tenente já colocado nos Açores, em 1867, na Companhia de Artilharia N.º 1, ficando destacado na Horta, onde casou em 1879 com D. Valentina Morisson. Regressou à capital em 1881, onde fez o resto da carreira.
Da sua experiência insular, Madeira e Açores, tirou temática para o seu livro de contos Histórias das Ilhas, publicado em Lisboa, em 1899. J. G. Reis Leite (2002).
Obras Principais: (1889), Tiro das Bocas de Fogo. Lisboa, Tip. Adolfo, Modesto e Cª. (1892), Marchas e Estacionamentos. Lisboa, Tip. Adolfo, Modesto e Cª. (1899), Histórias das Ilhas (Reminiscências dos Açores e da Madeira). Lisboa, Parceria António Maria Pereira."
Jovem tenente já colocado nos Açores, em 1867, na Companhia de Artilharia N.º 1, ficando destacado na Horta, onde casou em 1879 com D. Valentina Morisson. Regressou à capital em 1881, onde fez o resto da carreira.
Da sua experiência insular, Madeira e Açores, tirou temática para o seu livro de contos Histórias das Ilhas, publicado em Lisboa, em 1899. J. G. Reis Leite (2002).
Obras Principais: (1889), Tiro das Bocas de Fogo. Lisboa, Tip. Adolfo, Modesto e Cª. (1892), Marchas e Estacionamentos. Lisboa, Tip. Adolfo, Modesto e Cª. (1899), Histórias das Ilhas (Reminiscências dos Açores e da Madeira). Lisboa, Parceria António Maria Pereira."
(Fonte: https://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/default.aspx?id=5085)
Exemplar em brochura, bem conservado. Carimbo (2) de Mário Portocarrero Casimiro na f. rosto.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€
Reservado

























