SOUSA, Tude M. de - MOSTEIRO, PALÁCIO E PARQUE DA PENA NA SERRA DE SINTRA. Por... Antigo Director da Colónia Penal e Agrícola de Sintra, da Associação dos Arqueólogos Portugueses e do Instituto de Sintra. Estefânia - Sintra, Sintra - Gráfica de António Medina Júnior, 1950 [Imp. 1951]. In-4.º (24,5x16,5 cm) de 91, [11] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre Sintra - descreve o Palácio da Pena, o mosteiro de Nossa Senhora da Pena que lhe serviu de base e a fabulosa zona envolvente - a vasta mata de inspiração romântica.
Obra impressa em papel fino, ilustrada no texto e em página inteira, com fotografias, retratos e belíssimas gravuras, entre as quais, o retrato de D. Fernando II (1816-1885), príncipe consorte de D. Maria II, figura central na transformação da vila de Sintra no século XIX, moldando a sua paisagem romântica e monumental.
"Na maior e mais remota distância para as suas origens, não escapou o convento da Pena àquela regra muito conhecida nas velhas tradições religiosas de que, tendo sido descoberta no alto da serra uma imagem milagrosa, logo foi resolvido pela pública devoção fazer-se no local uma pequena ermida consagrada a Nossa Senhora, sob a invocação de Nossa Senhora da Penha ou Pena, em virtude da situação alta onde se achou. [...]
Mais tarde, por volta de 1503, como o rei D. Manuel, muito devoto de S. Jerónimo e muito dedicado à Ordem, quizesse transformar a pequena ermida num mosteiro, mandou cortar e ferro e fogo e à força de despezas e de trabalhos a maior elevação do monte, que era de rocha dura, até ser arranjado o espaço bastante para a nova construção, a qual logo mandou fazer, de madeira, entregando-a aos monges de S. Jerónimo.
Mas, um dia em que o monarca, perseguindo um veado branco conseguiu preá-lo, segundo diz o Abade de Castro, quando se avistava ao longe, no Oceano, uma frota de nove velas, a qual se reconheceu ser parte da que, em 1502, capitaneada por Vasco da Gama, fora mandada à Índia, quiz D. Manuel, em comemoração de tão feliz acontecimento, se erigisse novo mosteiro com todas as condições e garantias de resistência e duração para substituir o existente, já provàvelmente danificado pelo tempo, dando em tal sentido as ordens necessárias."
(Excerto de O Convento)
Tude Martins de Sousa (1874-1951). "Nasceu na Amieira do Tejo, Nisa, a 17 de janeiro de 1874, e morreu na Amadora a 16 de julho de 1951. Formou-se em 1893 pela Escola Agrícola de Coimbra, obtendo o diploma de Regente Agrícola. Desenvolveu atividade como ecónomo para a Colónia Agrícola Correcional de Vila Fernando (1895), Regente Florestal na Serra do Gerês (1904), diretor da Colónia Penal Agrícola de Sintra (1915) e chefe de Serviços Agrícolas da Administração e Inspeção-geral das Prisões (1919), foi ainda diretor da revista O Lavrador, boletim da antiga Associação dos Regentes-Agrícolas. Em 1932 integrou a comissão responsável pela instalação de uma Colónia Penitenciária em Alcoentre e para uma prisão para mulheres, na antiga Quinta da Mitra, em Santo Antão do Tojal (Loures). Em 1939 foi encarregado pelo Governo para proceder à remodelação da Escola Agrícola de Paiã, da Junta Distrital de Lisboa. Presidiu à Associação dos Arqueólogos Portugueses e foi Diretor do Instituto de Sintra. Os interesses de Tude de Sousa pautaram-se, simultaneamente, por outros domínios de conhecimento, designadamente, por aspetos de Etnografia Portuguesa, tendo desenvolvido estudos pioneiros sobre o comunitarismo agropastoril da região do Gerês, contribuindo significativamente para a crescente expressão regionalista da Etnografia do século XX."
(Fonte: https://matrizpci.patrimoniocultural.gov.pt/pt-PT/RecursosSearch/PesquisaInvestigadores?IdEntidade=423)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Apresenta notas e sublinhados a lápis vermelho ao longo do livro.
Invulgar.
15€






























