RAMOS, Battaglia - BREVE NOTICIA SOBRE A ORDEM DO SANTO SEPULCHRO. Lisboa, Imprensa Lucas, 1899. In-8.º (19x12 cm) de 14, [2] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da Ordem do Santo Sepulcro, comunidade criada na sequência da Primeira Cruzada tendo como finalidade a protecção dos locais sagrados do cristianismo, sobretudo a basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, evoluindo para uma ordem militar de proteção aos peregrinos.
Obra muito invulgar, impressa em papel de superior qualidade, a primeira que sobre este assunto se publicou entre nós. A BNP não menciona.
Ilustrada no texto, em página inteira, com o escudo da Ordem, e em separado, com duas estampas: Igreja do Santo Sepulcro; retrato do Patriarca de Jerusalém.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Visconde de Sanches de Baena (1822-1909), médico, historiador, genealogista e heraldista português.
"As origens da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém remontam à Primeira Cruzada, quando o seu líder, Godofredo de Bulhão, libertou Jerusalém.
Na reorganização que fez dos corpos religioso, militar e administrativo do território recém-libertado do controlo Muçulmano, criou a Ordem dos Cónegos do Santo Sepulcro. Segundo os registos dos Cruzadas, em 1103 o primeiro rei de Jerusalém, Balduíno I, assumiu a chefia dessa ordem canónica e reservou, para si e para os seus sucessores (como agentes do Patriarca de Jerusalém), a prerrogativa e o direito de nomear os Cavaleiros para essa ordem, no caso de ausência ou impossibilidade do Patriarca.
A Ordem incluía não só membros regulares (Frates), mas também seculares (Confrates) e militares. Estes últimos eram armados cavaleiros de entre os cruzados pelo valor e dedicação demonstrados, fazendo votos de obediência à Regra Agostiniana de pobreza e obediência e assumindo, como especial obrigação, defender o Santo Sepulcro e os Lugares Santos, sob o comando do Rei de Jerusalém."
Na reorganização que fez dos corpos religioso, militar e administrativo do território recém-libertado do controlo Muçulmano, criou a Ordem dos Cónegos do Santo Sepulcro. Segundo os registos dos Cruzadas, em 1103 o primeiro rei de Jerusalém, Balduíno I, assumiu a chefia dessa ordem canónica e reservou, para si e para os seus sucessores (como agentes do Patriarca de Jerusalém), a prerrogativa e o direito de nomear os Cavaleiros para essa ordem, no caso de ausência ou impossibilidade do Patriarca.
A Ordem incluía não só membros regulares (Frates), mas também seculares (Confrates) e militares. Estes últimos eram armados cavaleiros de entre os cruzados pelo valor e dedicação demonstrados, fazendo votos de obediência à Regra Agostiniana de pobreza e obediência e assumindo, como especial obrigação, defender o Santo Sepulcro e os Lugares Santos, sob o comando do Rei de Jerusalém."
(Fonte: https://santosepulcro-portugal.pt/o-c-s-s-j/)
"A Ordem do Santo Sepulcro em Portugal teve origem no século XII (c. 1103) como uma ordem militar e canónica, instalada no Mosteiro de Santo Sepulcro em Penalva do Castelo. Apoiada por D. Teresa, visava defender a Terra Santa e orar no local sagrado. Atualmente, a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém continua ativa como instituição pontifícia." (IA)
"A Ordem do Santo Sepulchro de Jerusalem teve fundação pelos annos de 1000, da era christã.
Deve-se a sua origem ao facto de se resolver prestar o devido culto aos santos logares da Palestina onde se realisou o drama sublime da Cruz.
Occupada a grandiosissima basilica fundada por Santa Helena, pela instituição dos conegos regrantes de Santo Agostinho, tinham estes por serviço rezar missa ao romper do dia no altar occidental do monumento; celebrar a 15 de julho todos os annos solemnmente a data da toma-da de Jesrusalem que havia sido em 1099; a 16 officiar pelas almas dos christãos mortos durante o assedio; e a 17 especialmente pela de Godofredo de Bolhão, Barão e Defensor do Santo Sepulchro e o mesmo que não acceitou a corôa real, por não querer, segundo disse, usar uma corôa de oiro onde o Rei dos reis usara uma de espinhos."
(Excerto de Breve noticia...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€






























