TEIXEIRA, Julio Cesar de Carvalho - PROJÉTO DE REGULAMENTO DE MANOBRAS DE UMA COMPANHIA DO PARQUE DE PONTES. [Por]... Tenente ajudante do Batalhão de Pontoneiros. [S.l.], [s.n.], [1914]. In-8.º (22x16,5 cm) de 32 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Proposta de regulamento elaborada pelo autor em 1912, e publicada em 1914, quando sopravam já os ventos da guerra.
A Companhia do Parque de Pontes foi uma subunidade histórica de apoio logístico e engenharia do Exército Português, integrada na estrutura de mobilização militar do início do século XX. Inseria-se no âmbito da Arma de Engenharia, cuja função primordial era garantir a transponibilidade de cursos de água e a livre circulação das forças terrestres em campanha através do transporte, manutenção e montagem de pontes táticas. (IA)
Obra com interesse para a bibliografia WW1, não mencionada na BNP, ilustrada com 5
quadros estatísticos em página inteira, incluindo o respeitante ao toque
de clarins, e em separado, com croquis desdobrável de generosas
dimensões (33,5x22 cm): "Bivaque normal de Uma companhia do parque de
pontes (Com material)".
O autor escreveu um outro livro muito interessante relacionado com o mesmo tema (WW1), já no posto de Tenente-Coronel: Sapadores Mineiros : Tropa de Engenharia (1935), que narra a história do Regimento Sapadores Mineiros e a sua intervenção na Grande Guerra.
"Como o regulamento da mobilisação e a organisação atual do exercito indicam que os cabos condutores teem cavalo para montadas, não podem continuar a ser tronqueiros, e passam por isso a ser chefes de viatura no trem de manobra e de grupos de viatura (secção) no de reserva. Os 2.ºs sargentos que comandavam um carro e dirigiam o imediato (n.º 7 do regulamento de manobras) passam a ser tambem chefes de viatura e comandam essa viatura e a imediata que tem por chefe um cabo, constituindo as duas viaturas uma secção, como na artilharia (regulamento para a instrução de artilharia montada e a cavalo de 1911).
Essas secções nunca operam isoladamente, como na artilharia, mas são reunidas as suas viaturas nas evoluções e são carregadas e descarregadas pelas suas guarnições reunidas para esse efeito."
(Excerto de Principais alterações propostas ao «Regulamento de Manobras para o Trem de Pontes» de 1889)
Índice:
Principais alterações propostas ao «Regulamento de Manobras para o Trem de Pontes» de 1889 | Projéto de regulamento de manobras de uma companhia do Parque de Pontes: I - Instruções gerais; II - Composição de uma companhia do Parque de Pontes em pé de guerra; III - Formação da companhia com material; IV - Operações de reunião e destroçar da companhia com o seu material; - V - Evoluções da companhia com o seu material; VI - Execução das manobras de pontes; VII - Bivaque da companhia com material; VIII - Evoluções e bivaque da companhia sem material.
Júlio César de Carvalho Teixeira GCC • GCA • GCMAI (Lisboa, 1884 - 1959). "Foi um político e militar português. Participou na Primeira Guerra Mundial, em França, tendo sido condecorado e recebido vários louvores. Foi professor no Instituto de Altos Estudos Militares, e nas Escolas do Exército e Central de Oficiais. Exerceu outros cargos públicos como o primeiro comissário do desemprego,
vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1926 e 1927, e
como Ministro do Comércio e Comunicações. A 31 de dezembro de 1920 foi feito Oficial da Ordem Militar de Avis, sendo elevado a Comendador em 28 de abril de 1928 e a Grande-Oficial em 28 de junho de 1941. Em 5 de Outubro de 1930 foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, (actual Ordem do Mérito Empresarial) Classe Mérito Industrial. Em 10 de janeiro de 1947 foi condecorado com Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Carvalho Teixeira foi ainda condecorado com 8 medalhas de mérito militar."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação cartonada revestida a tecido com rótulo na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€



































