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23 julho, 2021

FEIO, Gonçalo Couceiro & GUERREIRO, Jorge & SEIXAS, Miguel - PIRATARIA E CORSO NO LITORAL BRASILEIRO NO REINADO DE D. JOÃO III
. Lisboa, Direcção do Serviço Histórico-Militar, 1994. In-4.º (24 cm) de 100, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos Descobrimentos, a pirataria que assolou a costa brasileira na primeira metade do século XVI, e as medidas tomadas pela coroa portuguesa para fazer face aos ataques.
Livro ilustrado ao longo do texto com diversos mapas em página inteira, e a reprodução do desenho de uma caravela da autoria de Roque Gameiro, que ocupa também uma página.
"É propósito deste trabalho tentar demonstrar as vias através das quais o Brasil contribuiu para a internacionalização dos assuntos ultramarinos ou melhor, de que forma Portugal se viu envolvido em conflitos com outras potências europeias - sobretudo a França - mercê da posse do Brasil, durante o reinado de Dom João Terceiro. Trata-se de um fenómeno complexo que merece ser observado de vários ângulos, pois manifesta-se num tempo de total desagregação de uma Ordem e num espaço abruptamente ampliado, produtor de novas geografias, reflexão de novas vontades. Assim, através da análise pontual, vertical, pretende-se construir um sistema que resulte numa visão global do problema, sem nunca esquecer que cada facto analisado participa e é inseparável de um Todo."
(Excerto de II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos - Introdução)
Índice:
I - O Brasil na estratégia imperial portuguesa (Miguel Seixas)
1 - A estratégia marítima portuguesa na América nos primórdios do século XVI. 1.1 - Antecedentes; 1.2 - As navegações pré-colombinas no Atlântico; 1.3 - O Tratado de Tordesilhas; 1.4 - O descobrimento do Brasil: peso estratégico. 1.4.1 - As notícias do chamamento; 1.4.2 - Primeiras concepções da importância estratégica. 2 - Os ataques ao litoral brasileiro e a evolução do conceito estratégico de "Brasil" ao longo do século XVI. 2.1 - Rivalidades com a Espanha e demarcação de limites; 2.2 - A posição portuguesa frente às outras potências europeias - "mare clausum" e "mare liberum"; 2.3 - Evolução do conceito estratégico de "Brasil". | Bibliografia.
II - O Brasil na Internacionalização dos assuntos Ultramarinos (Gonçalo Couceiro Feio)
Introdução. | 1 - As primeiras intromissões. As primeiras reacções. A crescente Internacionalização dos assuntos Ultramarinos. 1.1 - Carta de Marca. 2 - O Colégio das Artes. Seu enquadramento na política ultramarina de D. João III. 3 - Considerações gerais. | Bibliografia.
III - A resposta administrativa e militar portuguesa às ofensivas estrangeiras (Jorge Guerreiro)
Introdução. | 1 - As medidas administrativas. 1.1 - As Frotas de Patrulhamento; 1.2 - As Capitanias; 1.3 - O Governo Geral e os Regimentos. 2 - A Aliança com os indígenas. 2.1 - O Papel dos Jesuítas. 3 - O Combate à França Antártica. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

07 junho, 2021

MARTINS, Coronel E. de Azambuja - COLOANE : operações militares contra piratas, 1910, Macau
. [Lisboa], Publicações da Comissão de História Militar, 1951. In-4.º (23,5 cm) de 87, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio, por certo com tiragem reduzida, para a história da presença portuguesa em Macau, com especial foco para a operação de resgate de reféns na ilha de Coloane, na qual o autor, comandante da companhia europeia da polícia, tomou parte.
Livro profusamente ilustrado ao longo do texto com mapas e fotogravuras, bem como uma estampa em página inteira reproduzindo uma fotografia do "Obelisco, Memória das operações em 1910".
"Macau tem uma história única no Mundo, e que exalta o nome português.
A ilha de Coloane, como dependência, vai avultando de importância.
Coloane teve a sua hora de fama universal, quando em 1910, as agências telegráficas anunciaram que os piratas se tinham acoitado na pequena ilha, com crianças chinesas raptadas, exigindo por estas quantioso resgate.
Foi uma hora de sensação, que pelo seu exotismo os jornais avolumaram. Na China, a existência de piratas é secular e, pode afirmar-se, que a nossa possessão de Macau teve origem nessas circunstâncias locais, características durante séculos. [...]
O delta de Cantão, recortado de canais, presta-se à pirataria. Negócio da China, era antigamente chamado o comércio lucrativo, que a muitos sacrifícios arrastava. O perigo de ser roubado pelos piratas era o maior obstáculo a vencer para conseguir a fortuna naquelas aventuras longínquas, onde aliás se perdiam vidas e bens, em muito maior proporção do que se ganhavam fortunas. Contudo a significação do termo pirata é variada."
(Excerto da Introdução - Uma história única no Mundo)
"A estreita península de Macau conta de comprimento uma légua. Segue-se, ao sul, a ilha de Taipa, mais pequena; e, depois, encontra-se Coloane, três vezes maior do que Macau, mas como a ilha de Coloane não se avista da cidade, é quase desconhecida.
E, por ser quase desconhecida essa ilha, um grupo de piratas do delta de Cantão escolheu-a para esconder um grande rapto duma dúzia de crianças, efectuado numa escola chinesa, a meio do populoso delta, entre Cantão e Macau.
Os camponeses e comerciantes pais das crianças, queixaram-se às suas autoridades, as quais, após intensas investigações vieram a descobrir que os piratas se acoitavam com as crianças na nossa ilha de Coloane.
Solicitada a intervenção das autoridades portuguesas, estas procederam desde logo a investigações que confirmaram a veracidade do facto. [...]
A polícia secreta da nossa colónia de Macau dispunha de agentes chineses, os quais informaram que os piratas não se submetiam às intimações, encontrando-se abrigados na povoação principal de Coloane, em conivência com a população chinesa da ilha, que os favorecia por viver à sua custa, e ter medo das terríveis represálias dos piratas."
(Excerto A ocupação efectiva de Coloane em 1910)
Índice: 1.ª Parte - Operações contra piratas - 1910 - Macau: Introdução. - Uma história única no mundo. I - Estabelecimento da Colónia sacudindo os piratas locais. II - Ataque dos Holandeses. III - Efémera intromissão dos Ingleses. IV - Episódios militares recentes em Macau. V - O ambiente chinês em Macau. VI - O apreço das autoridades da Metrópole.
2.ª Parte - As operações militares de Coloane: I - A ocupação efectiva de Coloane em 1910. II - O porto exterior de Macau. III - Desembarque no velho forte de Coloane. IV - Estabelecimento do bivaque e postos avançados. V - O ataque à povoação de 13 de Julho de 1910. VI - As pesquisas na ilha aos esconderijos dos piratas. VII - Aprisionamento dos piratas. VIII - Ocupação efectiva de Coloane com dois postos militares. IX - Julgamento dos piratas em conselho de guerra. X - O apreço da população pela acção das tropas.
3.ª Parte - Conclusão: I - Vantagem obtida com o prolongamento da Colónia. II - O prestígio derivado da restauração do forte de Coloane. III - A propaganda de turismo e nacionalismo. IV - O monumento comemorativo das operações realizadas em 1910. V - O porto exterior valorizando Coloane.
4.ª Parte - Nótulas elucidativas: I - Relações com as tropas chinesas vizinhas. II - Importância Internacional dos acontecimentos. III - Acção coordenada das tropas e da marinha. IV - Trecho do relatório do comandante da «Macau». V - Exemplo recente de um ataque de piratas. VI - Bandeiras representando reconhecimento. VII - Excerto do discurso ministerial de 8-X-1951.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível