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21 outubro, 2022

NOBERTO, P. - PHILOSOPHIA SPECULATIVA. Ensaio d'explicação universal. Por... Coimbra: Na Imprensa da Universidade. 1836. In-8.º (20x13 cm) de 111, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Assinada P. Noberto, de acordo com a Universidade de Coimbra, em História da Ciência da UC, o autor da presente obra terá sido Pedro Noberto Correia Pinto de Almeida, professor da Faculdade de Filosofia. Além do seu carácter "especulativo", ou talvez por isso, deu origem a uma polémica assoberbada entre colegas - o autor e Sanches Goulão, que por pouco assumia proporções escandalosas.
"O Homem não póde olhar os phenomenos, que occorrem na Narureza, sem ambicionar conhecer-lhes as causas; e é o conhecimento destas, quem faz o objecto principal de sua solicitude philosophica.
Estas causas devem estar de tal sorte ligadas com os factos, que nellas seja precisamente comprehendida a reunião de todos os consimiles. D'aqui resultão para o philosopho duas difficuldades - o conhecimento de todos os factos congeneres, e o da relação, que os liga, e que deve conter a rasão sufficiente de todos. A primeira difficuldade é vencida pela experiencia, a segunda pela conjectura - ao analysta compete a primeira, ao metaphysico a segunda."
(Excerto do Prologo)
"A palavra sabidoria designou sempre o conhecimento de todas as coisas capazes d'excitar a curiosidade, e o elevado genio do homem; e d'ahi derivou para os perscutadores de quaisquer conhecimentos o nome d'amadores da sabidoria, ou philosophos, derivando do grego philo e sophia: mas bem depressa por um processo inverso a sabidoria perdeu o nome, que d'antes tinha, e em vez d'elle tomou um outro, derivado d'esse, em que intrára como componente para designar os studiosos, e que se chamou philosophia."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Prologo. | Introducção. | Parte I. Historia Natural: Art. 1.º Zoologia; Art. 2.º Phythologia; Art. 3.º Mineralogia. Parte II. Physica-Universal: Phenomenos da luz; do calor; da electricidade; das affinidaes; do magnetismo; physiologicos. Theoria da Lei-universal: Art. 1.º Da Physica; Art. 2.º Da Chimica; Art. 3.º Da Physiologia. | Conclusão. | P. S. | [Errata].
Pedro Noberto Correia Pinto de Almeida (1806-1849). "Professor da Faculdade de filosofia. Naturalidade - [Gervide, Loureiro, Peso da Régua], 3.11.1806 - Coimbra, 1.11.1849. Matrículas - Matemática, 21.7.1825; Filosofia, 8.10.1825; Medicina, 30.10.1834. Graus - Bacharel, 1.6.1 835; Licenciado, 2.3.1837; Doutor, 25.6.1837. Cadeiras - Zoologia (1838-1839), 2.° substituto; Física (1839-1842), 2.° substituto; Zoologia (1841-1844), 2º substituto; Botânica (1842-1848), 2.° substituto; Anatomia e Fisiologia dos Vegetais (1848-1849), 2.° substituto; Botânica (1848-1849), 2.° substituto. Cargos - Director do Jardim Botânico. Publicações - Vários trabalhos em revistas, e ainda: Filosofia especulativa, ensaio de explicação universal (Coimbra, 1836). Observações - Voluntário do Batalhão Académico em 1826. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra."
(Fonte: https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/ALMEIDA_Pedronorbertocorreiapintode)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. Com algumas manchas na capa e pequenas falhas de papel na lombada.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

07 outubro, 2021

BINET-SANGLÉ, D.r - A LOUCURA DE JESUS. Hereditariedade, Constituição e Fisiologia.
Edição Popular. Tradução de Manoel Ribeiro
. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1910. In-8.º (20,5 cm) de XVIII, 249, [3] p. ; [1] f. il. ; E.
A questão de saber se o Jesus histórico gozava de boa saúde mental foi alvo de estudos por vários psicólogos, filósofos, historiadores e escritores. O primeiro a questionar abertamente a sanidade de Jesus foi o francês Charles Binet-Sanglé (1868-1941), médico militar e psicólogo, autor de La folie de Jésus [A loucura de Jesus], tese polémica que atingiu particularmente os círculos cristãos e conservadores parisienses. (wikipédia)
Livro ilustrado em separado com um retrato de Jesus Cristo.
Manuel Ribeiro (1878-1941) - o tradutor - teve um percurso de vida que o levou do catolicismo relutante - época em que traduziu a presente obra - ao catolicismo pleno, não sem antes, pelo meio, ter tido um papel activo no movimento anarco-sindicalista nacional bem como na fundação do Partido Comunista Português, antes de se "encontrar" com a sua religiosidade, prática e mística.
Precede a obra própriamente dita duas tabelas: o "Vocabulario dos nomes de pessoas" e o "Vocabulario do nomes de logares".
"A maior parte dos homens d'acção têm repugnância em escrever.
Os exaltados e os energúmenos que tomam parte numa campanha religiosa, se pensam alguma vez em redigir as suas memórias, apenas o fazem depois da batalha ou quando a idade os obriga ao descanço. Os discípulos de Ieschou bar-Iossef [Jesus Cristo] sentiam tão pouca necessidade de escrevêr quanto mai próximo julgávam o fim do mundo.
Dest'arte, durante vinte, trinta anos talvez, os actos e as palavras do Nazareno apenas fôram conservadas nas memórias, mas nestas memórias, exercícios de iletrados, que nos transmitíram, intactos na sua prosódia, os védas, os poemas homéricos e os poemas árabes, nessas memórias semíticas, que recébem a impressão e a conservam como o cilindro do fonógrafo, nessas memórias de místicos impressionáveis, para quem as mais insignificantes palavras e gestos do rabi, tínham o valor das palavras e dos gestos dum deus."
(Excerto do Cap. II, Os documentos relativos a Ieschou - I - A paradosis)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Primeira Parte - Hereditariedade de Ieschou bar-Iossef. | Segunda Parte - Constituição e físiologia de Ieschou bar-Iossef.
Encadernação cartonada recoberta de pano estampado com motivos florais, com autor e título gravados a ouro em rótulo aposto na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

06 fevereiro, 2018

MAÇÃS, Delmira - AS RELAÇÕES ENTRE O CORPO E O CARÁCTER NA LINGUAGEM POPULAR PORTUGUESA. Separata do «Boletim de Filologia» : Tomo IX. Lisboa, Tipografia Jorge Fernandes, L.ᵈᵃ, 1948 (publ. 1950). In-4.º (24cm) de 22 p. ([1], 230-250 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Curioso ensaio fisiopsicológico sobre a linguagem popular em Portugal.
Valorizado pela dedicatória autógrafa da autora ao consagrado casal da professores catedráticos - Elza Paxeco e José Pedro Machado.
"«O homem e a guerra para vê-los meia légua».
Apesar deste aviso, vamos observar o homem de perto, através das cantigas, adágios e modismos do português. Por estas expressões linguísticas procuraremos mostrar que a sabedoria do povo não é alheia aos princípios da fisiognomonia e da fisiopsicologia, apresentando uma série de concepções, mais ou menos assentes, mesmo quando contraditórias, sobre as relações entre o aspecto exterior do corpo ou a sua constituição fisiológica e o carácter."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
O Aspecto Físico e o Carácter. A Constituição Fisiológica e o Carácter. Os Gestos e a Linguagem como Expressão de Carácter.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível