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22 agosto, 2025

ANDRADE, Ruy d' -
LA CRISIS DEL CABALLO ANDALUZ : 1946
. Lisboa, Tip. Duarte, Limitada, 1946. In-4.º (25,5x18,5 cm) de 45, [3] p. ; [56] p. il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Andaluz, raça equina originária da Andaluzia, Espanha. Trata-se de um alerta do autor para a situação periclitante da raça em meados do século passado, que a incúria e desinteresse poderia concorrer para a sua extinção.
Ilustrado com 111 fotografias distribuídas por 56 páginas separadas do texto, reproduzindo mais de uma centena de exemplares da raça.
"O cavalo andaluz é uma raça equina originária da Andaluzia, na Espanha. Descendente direto do cavalo ibérico, é oriundo de cruzamentos de cavalos sorraia (descendente de tarpã) com berberes e posteriormente árabes. É considerado o mais antigo cavalo de sela do mundo, tanto que muitos impérios e monarquias caíram e subiram através desta raça.
Cavalos de origem ibérica introduzidos nas Américas durante o período colonial, conhecidos como cavalos colonizadores, contribuíram geneticamente para a formação de diversas raças modernas, como o puro-sangue inglês, o cavalo campolina, o cavalo hanoveriano, o holsteiner, o lipizzan, o alter-real, o quarto de milha, conforme documentado em estudos genealógicos equinos.
É uma raça que apresenta bom desenvolvimento dos ossos e músculos, grande resistência física e perfeita harmonia entre as várias partes do corpo. Destaca-se também por sua inteligência, valentia e versatilidade."
(Fonte: Wikipédia)
"Escribo este opusculo con el fin de alertar los interesados para la situación peligrosa de la raza caballar andaluza que se va a perder, y tyentar impedir que este hecho se dé.
Porque me impresiona este peligro? Porque es una lástima perderse un monumento tan glorioso de la Historia Peninsular: el caballo compañero secular de los triunfo militares de todos nosotros , y porque es un error económico.
Los pueblos de la peninsula ibérica fueron siempre valientes y guerreros.
Desde cuando, en el liminar de la Historia, se opusieron a los invasores celtas, arrinconandolos sobre la meseta central, cuando mas tarde, mercenarios, combatieron en Sicilia y asta en Grecia, mas tarde aún, cuando en su patria se opusieron a Cartagineses y Romanos: mas tarde todavia cuando acompañaron Anibal a Italia y tantas pruebas de valor dieron hasta la ultima resistencia en la batalla de Zama; durante las glorioosas luchas de celtiberos, lusitanos, gallegos y cantábros, en que lució el valor de Viriato y de Sertorio, y el valor ibérico se elevó al lirismo de la mas alta gloria."
(Excerto do Preambulo)
Ruy de Andrade (Génova, Itália, 1880 - Lisboa, 1967). "Destacou-se como académico, político e teórico nos estudos agronómicos cuja formação ao mais alto nível concretizou com a sua tese de doutoramento apresentada no âmbito das Ciências Agronómicas na Universidade de Paris e com o reconhecimento académico no âmbito dos seus trabalhos de investigação na mesma àrea recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Madrid.
Na vida política, destaca-se a sua participação na vida política local, regional e nacional. No plano regional, revelou-se quase sempre como próximo dos interesses governamentais, sendo deputado por Arronches durante a última fase da Monarquia quando aquela vila era identificada com os valores republicanos. Durante a fase inicial do Estado Novo foi uma personagem importante junto dos corredores governamentais no sentido de obtenção de melhorias locais para a cidade de Elvas e para a Vila de Campo Maior.
Em Elvas, vive nas décadas de 40 e 50, período em que escreve e publica as suas obras de referência: O Cavalo Andaluz (1937), Garranos (1938) Elementos para a História da Coudelaria de Alter, (1947-1959), entre outras pequenas publicações de matriz agrícola."
(Fonte: http://flama-unex.blogspot.com/2009/03/ruy-de-andrade-o-ultimo-presidente-da.html)
Bonita encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Carminado à cabeça.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
30€

14 fevereiro, 2023

ANDRADE, Ruy d' - BREVE NOTÍCIA DA EQUITAÇÃO DE ALTA-ESCOLA.
Separata do Boletim Pecuário - Ano XI - N.º 1
. Lisboa, Impresso nas oficinas da Sociedade Astória, Ltd, [1943]. In-4.º (26 cm) de 102, [2] p. ; [XLIV] p. estampas ; E.
1.ª edição independente.
Importante estudo sobre Arte Equestre, pelo Dr. Ruy de Andrade, uma das maiores autoridades sobre o assunto - e tudo o que diz respeito à criação, estudo e protecção equídea - em Portugal. Exemplar sem folha de rosto, iniciando na página 5, supomos que tal como foi publicado, respeitando a numeração do Boletim Pecuário onde originalmente o trabalho foi impresso.
Livro ilustrado com inúmeras reproduções de gravuras antigas, desenhos, retratos e fotogravuras distribuídas por 44 páginas separadas do texto.
"O que actualmente se chama Alta-Escola, é uma arte completamente diferente da equitação que lhe deu origem e se praticou no período do seu apogeu (séculos XVI, XVII e XVIII). [...]
De tôdas as formas da Alta-Escola é especialmente esta última a mais deturpada, pois a maior parte dos exercícios ou ares que se fazem executar aos cavalos, não derivam da verdadeira equitação concentrada, que só pode ser feita montado, mas de truques ou manhas que, com paciência, guloseimas e castigos, se ensinam aos cavalos, sem necessidade portanto de ser cavaleiro.
A passage, o passo e trote espanhol, algumas levadas, andamentos a compasso de música, algumas piruetas, etc., são os ares vulgarmente mostrados nos circos, mas que não representam senão uma deformação da verdadeira e clássica Alta-Escola."
(Excerto do Proémio)
"Como D. João V e D. José tiveram muito a peito a picaria da sua Côrte, o primeiro, por solicitações do segundo e talvez da Rainha D. Mariana de Áustria, fundou em Alter-do-Chão uma Real Coudelaria semelhante e para os mesmos fins da de Lipizza, iniciada com esta com éguas e cavalos andaluzes para êsse efeito importados, além doutros procedentes da Coudelaria de Portel, pertencente à Casa de Bragança. Na Coudelaria de Alter se criou uma raça de cavalos que no seu tempo chegou a ser a melhor da Península e uma das melhores do Mundo, mas que o cruzamento com outras raças, a árabe designadamente, começado relativamente cedo mas com certa discrição, acabou sem descernimento, o que fez desaparecer quási de todo a casta e nada criou de novo.
É, pois, provável, que no tempo daqueles Reis, e depois até à extinção da Picaria Real quando da primeira invasão francesa, servissem nas Reais Cavalariças bons picadores e para elas se remontassem bons cavalos, adquiridos alguns no estrangeiro, de preferência em Espanha, e outros em Portugal, êstes criados pela Casa de Bragança no Alentejo, pelo Infantado nas lezírias do Tejo, e, finalmente, em Alter-do-Chão."
(Excerto de A Alta-Escola em Portugal)
Matérias: Proémio. | Origem da Equitação de Alta-Escola. | A Alta-Escola em Nápoles. | A Alta-Escola em Espanha. | A Alta-Escola em França. | A Alta-Escola na Áustria. | A Alta-Escola noutros países: Inglaterra; Alemanha; Dinamarca e Suécia. | A Alta-Escola em Portugal. | Evolução da Alta-Escola. | Bibliografia.
Belíssima encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ex-libris de António Lobão de Mascarenhas. Capa apresenta assinatura de posse no pé.
Muito invulgar.
Indisponível

05 julho, 2020

ANDRADE, Ruy d' - O BURRO. (Separata do Boletim Pecuário, n.º 1 - Ano VII). Lisboa, [s.n. - Imp. Lucas & C.ª - Lisboa], 1939. In-4.º (26,5 cm) de 22, [2] p. ; [22] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Curiosa monografia sobre o Burro - suas raças e características.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao historiador Ludovico de Menezes.
Livro ilustrado com quadros ao longo do texto, e 73 fotogravuras de exemplares das várias raças do animal distribuídas por 16 páginas impressas sobre papel couché em separado.
"Todos sabem o que são burros ou asnos, e que esta segunda designação deriva do latim Equus asinus.
Nós usamos mais vulgarmente a primeira, que deriva do baixo latim burrus, e que foi aplicada primitivamente ao cavalo pequeno.
Os árabes, porém, usam um têrmo parecido - barra.
O burro é o animal dos humildes, companheiro no duro trabalho dos campos, sóbrio, paciente, incansável trabalhador.
Para uns, é o símbolo da estupidez; para outros, da paciência, da filosofia na vida; e êle foi argumento de obras satíricas e de exemplos filosóficos desde Esopo, Apuleio e Luciano até Cervantes, Demicasa, Victor Hugo e outros.
O asno ou burro tem uma configuração especial, que não o deixa confundir com outros eqüídeos; e comparando-o ao cavalo, podemos classificá-lo de feio."
(Excerto do texto)
Ruy de Andrade (Génova, Itália, 1880 - Lisboa, 1967). "Destacou-se como académico, político e teórico nos estudos agronómicos cuja formação ao mais alto nível concretizou com a sua tese de doutoramento apresentada no âmbito das Ciências Agronómicas na Universidade de Paris e com o reconhecimento académico no âmbito dos seus trabalhos de investigação na mesma àrea recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Madrid.
Na vida política, destaca-se a sua participação na vida política local, regional e nacional. No plano regional, revelou-se quase sempre como próximo dos interesses governamentais, sendo deputado por Arronches durante a última fase da Monarquia quando aquela vila era identificada com os valores republicanos. Durante a fase inicial do Estado Novo foi uma personagem importante junto dos corredores governamentais no sentido de obtenção de melhorias locais para a cidade de Elvas e para a Vila de Campo Maior.
Em Elvas, vive nas décadas de 40 e 50, período em que escreve e publica as suas obras de referência: O Cavalo Andaluz (1937), Garranos (1938) Elementos para a História da Coudelaria de Alter, (1947-1959), entre outras pequenas publicações de matriz agrícola."
(Fonte: http://flama-unex.blogspot.com/2009/03/ruy-de-andrade-o-ultimo-presidente-da.html)

Exemplar em bom estado de conservação. Discreta assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
50€

17 novembro, 2016

ANDRADE, Ruy d' - O CAVALO DO SORRAIA. Lisboa, [s.n.], 1945. In-4.º (26 cm) de [2] 13, [1] p. ; [18] p. il. ; B. Separata do Boletim Pecuário - Ano XIII - N.º 3
1.ª edição independente.
Monografia sobre o Cavalo do Sorraia, o último descendente do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica. Ilustrada com tabelas de mensuração no texto, e 18 páginas extratexto que incluem 1 mapa e 47 fotografias a p.b., na sua grande maioria, de cavalos adultos e potros do Sorraia.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Os Cavalos do Sorraia são os últimos descendentes do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica que, aparentemente, sobreviveram no então inacessível vale do rio Sorraia em Portugal. O hipólogo português Dr. Ruy d'Andrade descobriu em 1920, enquanto caçava, a última manada existente desta raça, tornando-se o responsável pela sua preservação. Chamou-os de "Sorraia", por causa do Rio Sorraia, local onde os descobriu. Admite-se que no passado em Portugal, estes cavalos selvagens tenham sido conhecidos por "zebro" ou mesmo "zebra".
Os Cavalos do Sorraia medem aproximadamente entre 1,40 m e 1,48 m na cernelha e são sempre de coloração baia ou rato. Quando domados, podem-se tornar nuns obedientes animais de sela. Actualmente existem aproximadamente 200 cabeças, encontrando-se a maior parte em Portugal, embora a Alemanha também detenha um bom número. Nos dias de hoje, esta espécie já não vive em regime selvagem, mas é criada de maneira natural pela família d'Andrade. Contudo, os que pertencem à Coudelaria Nacional são normalmente mantidos em estábulos e tratados como se fossem apenas mais uma criação de cavalos.
Ainda hoje existe uma manada selvagem, que sobrevive sem qualquer ajuda humana no "Refúgio do Vale de Zebro Sorraia" a nordeste de Lisboa.
É frequente os Sorraias, serem erradamente apresentados como uma raça domesticada. O seu salvador, Dr. Ruy d'Andrade, zoologista, paleontólogo, um dos mais conceituados criadores de cavalos Lusitanos e um especialista de renome em Cavalos Ibéricos, considera-os como uma subespécie selvagem e um antepassado do cavalo Lusitano, teoria entretanto comprovada através de pesquisas moleculares e genéticas. Ao criar Sorraias como uma raça domesticada, não se contribui para a sua preservação, mas antes para a sua mudança contrariando os ideais do Dr. Ruy d'Andrade."
(fonte: www.sorraia.org)
"Os terrenos que circundam o vale do Sorraia na sua parte inferior, arenosos e hoje cobertos de sôbro, estavam antigamente revestidos de matos e arbustos silvestres e eram aproveitados para cria de bovinos de raça brava (reses de lide), apenas ficando aos cavalos os restos dos pastos que aquêles ruminantes deixavam.
O trabalho dêsses cavalos na guarda e condução dos touros de uma para outra parte, de um para outro redondel taurino, faina dura e perigosa, era no Verão alternado com a debulha dos calcadoiros de cereais e leguminosas a pé de gado e no Outono, atrelados às grades, com a mobilização e semeadura dêsses terrenos. [...]
Em tal ambiente, absolutamente despovoado até às primeiras décadas do século XIX e onde os nossos reis até essa época caçavam veados, gamos e javalis fora de tôda a convivência humana, se manteve êste tipo equino primitivo. Sujeitos a êste regime de mau trato, só animais adaptados a semelhante ambiente puderam perseverar; e como os mais adaptados eram naturalmente autóctones, portanto os mais antigos, êste tipo primitivo pôde sobreviver."
(Excerto de O Cavalo do Sorraia, Habitat)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível