Mostrar mensagens com a etiqueta Guias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guias. Mostrar todas as mensagens

22 setembro, 2026

SANTOS, C. Affonso dos -
GUIA TAUROMACHICA. Arte de tourear a pé e a cavallo. Porto, Escriptorio de Publicações, [1904]. In-8.º (16,5x10,5 cm) de 106, [2] p. ; il. ;E.
1.ª edição.
Curioso subsídio para bibliografia taurina. Trata-se de um "guia" da arte do toureio apeado e a cavalo, e as "sortes" que em cada uma são utilizadas pelos profissionais do ofício, e das pegas protagonizadas pelos moços de forcado.
Obra rara e muito interessante, sem menção na BNP.
Ilustrado no texto com desenhos de sortes e inúmeros retratos de matadores, bandarilheiros, cavaleiros e forcados - as grandes figuras da época.
"[...] Este trabalho tem por fim elucidar os amadores das corridas de touros em tudo o que diz respeito á lide a pé e a cavallo, e pôl-os sobretudo ao facto das nomenclaturas e regras que existem para as differentes sortes. É um producto da nossa observação de muitos annos, em dezenas de corridas e nas principaes obras que se teem publicado sobre esta materia."
(Excerto do Prologo)
"O objecto da lide nas corridas de touros, o ponto para onde se dirigem todas as attenções, a victima de tantos maus tratos e auctor de tantas barbaridades é um animal elegantissimo, um quadrupede immenso, um mammifero sanguinario, cheio d'orgulho, ameaçando a humanidade com os seus chifres ponteagudos e reluzentes, em curvas diabolicas, saltos phenomenaes, que semeiam o enthusiamo nas bancadas, ao som d'um arfar raivoso, que os accordes da musica amortecem... Este animal é o touro."
(Excerto de O touro)
Indice:
Prologo. | I - O touro. II - Lides dos cavalleiros. III - Pégas. IV - Sortes de capa. V - Saltos. VI - As sortes de bandarilhas. VII - As fainas de muleta. VIII - A sorte de morte. | Conclusões.
Encadernação recente inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Se, f. ante-rosto.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
85€

03 setembro, 2026

ALGARVE -
Guia Turístico do Algarve
. Olhão, Edição da Revista Internacional, 1944. In-8.º (20x14,5 cm) de [116] p. ; [2] f. il. (4 estampas f/v) ; [2] mapas ; il. ; B
1.ª edição.
Capa assinada por Narciso Morais (1892–1977), aguarelista e ilustrador como seu pai, o conhecido Alfredo de Morais (1872–1971). Texto de Mário Lyster Franco. Gravuras de Martins & Ferreira, L.da.
Curioso roteiro, o primeiro sobre o assunto - com estas características - publicado entre nós. Obra de propaganda à região algarvia, às suas cidade e vilas do interior e do litoral, promovendo as suas praias de areia branca, a par com as actividades lúdicas, serviços e indústrias sedeadas da região. Inclui publicidade da época.
Obra pioneira, rara e muito interessante, publicada numa época em que o turismo algarvio, ainda muito insípido, principiava a despontar.
Livro profusamente ilustrado no texto, incluindo a planta de Faro em página inteira, e em separado, com 4 estampas (duas de Lagos; uma de Monchique-convento; outra da Praia da Rocha), e dois mapas: Barlavento e Sotavento algarvio.
"A província do Algarve, que uma cordilheira quési interminável de montanhas divide do Alentejo, que o acidentado percurso do Guadiana separa da Andaluzia e que o Oceano Atlântico abraça por dois lados em carinhoso amplexo, constitue tôda ela uma verdadeira região de turismo.
Situada mo extrêmo sul do País e muito justamente considerada uma das mais lindas regiões de Portugal, abunda-lhe em primorosos trechos de païsagem e em notas características de vida regional, aquilo que circunstâncias várias fizeram que lhe faltasse em riquezas monumentais. Com os seus campos intensamente cultivados de uma flóra especial e tratados como autênticos jardins, as suas povoações dotadas de um facies próprio que um delírio de brancura e alguns pormenores de construcção mais acentuam, com um clima verdadeiramente excepcional, onde os rigores do inverno dificilmente se conhecem e os grandes calores são, quási sempre, amenizados pela brisa marítima, o Algarve, dotado de uma luminosidade que por vezes entontece e de um céu de azul vibrante que só encontra rival no do mar em que se reflete, merece ser devidamente assinalado ao turista que nêle muito encontrará digno de despertar-lhe o interêsse."
(Excerto de Algarve)
Índice:
Algarve | Faro | S. Braz de Alportel | Loulé | Olhão | Tavira | Castro Marim | Vila Real de Santo António | Albufeira | Armação de Pera | Silves | Praia do Carvoeiro | Portimão | Praia da Rocha | Caldas de Monchique | Lagos | Sagres e o Cabo de S. Vicente | O fabrico das conservas de peixe | A pesca do atum | O sal.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.
50€

25 agosto, 2026

NEMÉSIO, Vitorino -
AÇORES : Terceira - Graciosa - São Jorge.
Texto:... Angra do Heroísmo, Comissão Regional de Turismo da Ilha Terceira, 1965. In-8.º (20x13 cm) de [28] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonito roteiro de três ilhas do Grupo Central do arquipélago - Terceira, Graciosa e São Jorge - com especial destaque para a ilha Terceira - pela pena do grande prosador açoriano. Inclui informações úteis ao passeante e turista.
Ilustrado com desenhos de plantas e mapas, e inúmeras fotografias a p.b. das ilhas.
Fotos: Norberto Ávila; António Lino; Rodolfo Brum; Raul Forjaz; Foto Lilás; Dr.Álvaro Silvano.
Mapas: Péricles Martins.
Obra não referida na bibliografia nemesiana, nem tão pouco na BNP.
"A Ilha Terceira está no grupo central dos Açores. Foi descoberta depois de Santa Maria e de São Miguel (daí o nome «Terceira»; «invocação de Jesus Cristo») nos fins do segundo quartel do século XV. Por 1450 o Infante Dom Henrique deu a sua capitania ao mercador flamengo Jácome de Bruges, que começou a povoá-la com Diogo de Teive, o descobridor de Flores e Corvo, e com Álvaro Martins Homem, que fundou Angra (estátua na Praça da Restauração).
Angra do Heroísmo é uma obra-prima de urbanismo renascente, com planta intacta do século XVI (carta de Linschoten) e casario dos séculos XVII e XVIII em arruamento harmoniosos sobre um eixo de artérias e praças. [...]
O grande monumento de Angra é o Castelo de São João Baptista, no istmo do Monte Brasil, com a sua porta lavrada e ponte de arcos, as suas largas cortinas e bastiões, os fossos na escarpa do Relvão, os torreões atalaiando as duas baías (Angra e Fanal)... [...]
(Excerto do Roteiro)
Vitorino Nemésio (1901-1978). "Escritor português natural da Ilha Terceira, nos Açores (1901-1978), foi professor da Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou na revista Presença e dirigiu a Revista de Portugal. Poeta, ficcionista, ensaísta, cronista, crítico literário, recebeu o Prémio Nacional de Literatura em 1966. De entre as suas obras, são de destacar Festa Redonda (1950), Nem Toda a Noite a Vida (1952), O Pão e a Culpa (1955), O Verbo e a Morte (1959), O Cavalo Encantado (1963), Canto da Véspera (1966), Sapateia Açoriana (1976) e ainda o romance Mau Tempo no Canal (1944)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

05 julho, 2026

ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS DE PORTUGAL -
Hotels : Hotéis - 1963 : Portugal
. Lisboa, SNI, 1963. In-8.º (23x20 cm) de 55, [1] p. ; [1] mapa Portugal ; B.
1.ª edição.
Capa belíssima assinada por Paulo-Guilherme (1932-2010).
Curioso roteiro dos estabelecimentos hoteleiros disponíveis e "certificados" no ano de 1963 em Portugal continental, Açores e Madeira. Muito completo e organizado, composto por quadros com as localidades/endereço e o nome dos espaços; inclui o telefone dos estabelecimentos, o tipo de alojamento, estadia e as refeições, e respectivos preços.
Guia quadrilíngue (português/francês/inglês/alemão), editado pelo SNI - Secretariado Nacional da Informação - Cultura Popular e Turismo, não mencionado na BNP.
Nos anos 60, o turismo em Portugal registou um crescimento explosivo e de massas, forçando o Estado Novo a transitar de uma lógica puramente propagandística para uma atividade económica vital. Pressionado pela necessidade de divisas para financiar a Guerra Colonial, o regime abriu as fronteiras ao turismo internacional. (IA)
Inclui mapa do território nacional com dimensões generosas (32,5x20 cm) em separado: "Portugal : Edições SNI Lisboa".
"O presente guia indica os hotéis, pousadas, estalagens e pensões oficialmente classificados. Todos estes estabelecimentos, com preços visados pela Direcção dos Serviços de Turismo, possuem as comodidades indispensáveis, satisfazendo, de um modo geral e dentro da sua categoria, os clientes a que se destinam.
Além dos incluídos neste guia, outros estabelecimentos existem tais como pensões, de 3.ª classe e hospedarias.
Há, também, estabelecimentos não classificados pela Direcção dos Serviços de Turismo, os quais, pela modéstia das suas instalações e serviços, são considerados sem interesse para o turismo.
À entrada dos estabelecimentos hoteleiros encontra-se afixado um quadro com os preços que lhes correspondem. Sobre estes preços o hóspede pagará 10% para o serviço e, nas zonas de turismo, uma sobretaxa de 3%. Nas refeições a preço fixo estão incluídos 3 dl de vinho comum.
Os preços referidos neste guia são indicados em escudos."
(Excerto de Informação geral)
Exemplar em brochura bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

16 março, 2026

CORREIA, Dr. Vergílio & GIRÃO, Dr. A. De Amorim & SOARES, Dr. Torquato de Souza – EXCURSÕES NO CENTRO DE PORTUGAL. [Paisagem - Arte - História]. Por... Professores da Faculdade de Letras. Instituto de Alta Cultura - Curso de Férias. Universidade de Coimbra : Faculdade de Letras. Coímbra, Publicação subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura, 1939. In-8.º (19,5x12 cm) de 160, [2] p. ; [1] mapa desdob. ; B.
1.ª edição.
Bonito guia paisagístico e cultural da zona centro do país.
Invulgar e muito interessante.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, ilustrado com 101 fotogravuras no texto e um mapa desdobrável da Região Centro do país.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

11 março, 2026

COUTINHO, Azevedo -
GUIA DO VIAJANTE EM BRAGA. Com noticias historicas sobre templos, monumentos, sanctuarios, etc. e indicações indispensaveis ao viajante. Braga, Livraria Central-Editora de Laurindo Costa, 1894. In-8.º (16,5x11,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original deste curioso "guia do viajante", obra pioneira no género devotada à "Cidade dos Arcebispos".
Opúsculo raro, com interesse para a bibliografia bracarense.
"A falta d'uma publicação que orientasse o viajante n'esta formosa capital do Minho tornava-se sobremodo sensivel; e tão notada era essa falta que, para, d'algum modo,  preencher a lacuna que sôbre este ponto existia, organisei, despretenciosamente, este singelo trabalho."
(Excerto de Ao Leitor)
"Esta bella capital do Minho, terceira cidade do reino e sede da provincia ecclesiastica Bracarense e do districto administrativo de Braga, fica a 48 kilometros ao norte do Porto, e 80 a oeste de Bragança, em 41.º 36' de latitude e 12.º 39' de longitude norte. É uma das cidades mais antigas e mais nobres da peninsula hispanica.
Está admiravelmente situada, em local um pouco elevado, mas plano; tem boas condições hygienicas; e tem melhorado muito, pela abertura de novas ruas, que vão transformando completamente alguns bairros.
Esta cidade não tem ampliado d'um modo sensivel os seus limites, nos ultimos tempos, mas tem-se aformoseado consideravelmente, pela reconstrucção de edificios e abertura do novas ruas.
As industria téem, desde ha annos, manifestando um pronunciado desenvolvimento assaz animador, como claramente se evidenciou nas ultimas exposições industriaes.
Braga tem por armas em um escudo oval uma imagem de N. Senhora entre duas torres, com o Menino nos braços, e tendo por timbre uma mitra pontifical, e em cima a legenda - Insignia fidelis et antigua Brachara."
(Excerto do preâmbulo - Braga)
Índice:
Ao Leitor | Braga | Templos e Conventos | Estabelecimentos publicos | Estabelecimentos de beneficiencia | Monumentos | Associações de recreio | Periodicos | Passeio publico | Cemiterio Municipal | Vias de transito | Indicações uteis: Estações de viação: - Estação dos Americanos; - Escriptorios de diligencias; - Estação telegrapho-postal | Cafés e bilhares | Hoteis | Restaurantes | Trens d'aluguer | S. João da Ponte | Bom Jesus do Monte | Sameiro.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Interior correcto. Capas frágeis com pequenos defeitos e vestígios de selo à cabeça.
Raro.
25€

26 janeiro, 2026

PAPE, Estevão -
GUIA DO CAÇADOR
. [S.l.], Exame - B.A&N, Comunicação e Imagem, 1992. In-8.º esguio (22x10 cm) de [48] p. ; il. ; B.
1.ª edição. 
Interessante guia do caçador, manancial de informações relevantes sobre, onde, quando e como caçar no território nacional.
Elaborado com a colaboração de Estevão Pape, conhecido médico de Medicina Interna e Diabetologia, caçador de longa data e presidente do Clube Português de Monteiros.
Obra impressa em papel de superior qualidade, ilustrada no interior com fotografias a cores, mapas, publicidade, quadros e tabelas cinegéticas.
"Há, nos últimos anos, uma clara evolução na forma como em Portugal se encara a caça. Particularmente no passado mais recente, têm surgido nos meios de comunicação numerosos artigos onde claramente se reconhece que a exploração racional dos recursos silvestres é indispensável - muito especialmente naqueles países em que a exploração agrícola é pouco rentável por razões de pobreza dos solos e das dificuldades do clima - sendo considerada a caça como uma das formas mais rentáveis dessa exploração. [...]
O aparecimento de um Guia do Caçador como este, ao qual desejo o maior êxito futuro, é já uma evidência de que a caça é um recurso natural renovável de grande importância económica, que poderá envolver a actividade competente de muitas centenas de empresários e de milhares de agricultores, para benefício directo de mais de trezentos mil caçadores e de muitos milhares de apaixonados pela Natureza e pela fauna bravia."
(Excerto de Agricultura, Caça e Conservação da Natureza, por João Bugalho)
Índice:
Agricultura, Caça e Conservação da Natureza | Regime Cinegético Especial: Organizar a actividade venatória e gerir o património cinegético nacional | Onde caçar em Portugal: 21 herdades, reservas de caça e coutadas, com respectiva foto e ficha técnica | Mapa espécies.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
30€

28 setembro, 2025

ESTAÇÃO DE MELHORAMENTO DE PLANTAS -
GUIA DOS ENSAIOS DE CAMPO. Elvas, [s.n. - Tipografia Elvense de António dos Santos - Elvas], 1942. In-8.º (21,5x13,5 cm) de 19, [1] p. ; [2] plantas ; il. ; B.
1.ª edição.
Guia da Estação de Melhoramento de Plantas, reputado estabelecimento de investigação agrícola localizado em Elvas.
"A ENMP de Elvas, ao longo da sua história, foi responsável pela obtenção e melhoramento de dezenas de variedades de plantas, tendo-se especializado em espécies de cereais, pastagens biodiversas, leguminosas e oliveira." (https://www.lusosem.pt/noticias/estacao-de-melhoramento-de-plantas-de-elvas-celebra-75-anos)
Livrinho ilustrado com fotografias no texto e duas plantas agrícolas em separado.
"A Estação de Melhoramento de Plantas tem a missão de crear formas de cereais e forragens com valor económico superior ao das que existem presentemente. Por essa circunstância deve ser considerada como «Fábrica de Novas Plantas». [...]
Para se conseguires êstes objectivos que ficaram apontados, existem na Estação de Melhoramentos de Plantas numerosos talhões com hibridos e ensaios de natureza diversa. É  a enumeração daqueles considerados de maior importância que se faz nesta publicação, afim de facilitar ao visitante a apreciação dos trabalhos em curso."
(Excerto de Palavras prévias)
Índice:
Palavras prévias | I - Trigo. II - Cevadas. III - Aveias. IV - Forragens. V - Milhos. VI - Centeios. VII - Ensaios de adaptação.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

21 setembro, 2025

REDONDO, Belo -
GUIA DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA : História da "Volta".
Por... Prefácio do Prof. Beirão a Veiga. Com um desenho de Ferreira de Albuquerque e várias fotografias. Regulamento da prova - Itinerários das 16 étapas e respectiva quilometragem - Mapas dos récordes, tabelas das corridas, lista dos campiões. O mais completo guia ilustrado da VI Volta a Portugal, indispensável a todos os desportistas. Lisboa, [s.n.], 1935. In-8.º (18x12,5 cm) de 71, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Volta a Portugal em Bicicleta.
Trata-se do primeiro guia especializado sobre o evento, que conta com o prefácio de Caetano Beirão - o ideólogo e dinamizador da "Volta".
Inclui uma espécie de carnet em branco - "As étapas e os resultados da VI Volta" - para preenchimento com notas e apontamentos relevantes sobre a prova, etapa a etapa, e observações sobre as classificações.
"Especificamente sobre a Volta, o primeiro registo é de Júlio Guimarães, chama-se Recordação da IV Volta a Portugal em Bicicleta: Verso e Prosa, de 1933, sendo uma elegia ao evento e aos seus campeões, nomeadamente Nicolau e Trindade; data de 1935 o primeiro esboço da história da Volta, elaborado por Belo Redondo, Guia da Volta a Portugal: História da Volta, no qual são descritas as cinco primeiras edições, bem como os respectivos campeões."
(Fonte: https://www.mundossociais.com/temps/livros/08_03_11_29_voltaffindiceintrodt.pdf)
Ilustrado com uma caricatura de corpo inteiro que antecede o prefácio - "O Prof. Dr. Beirão da Veiga, criador da "Volta a Portugal", visto por Ferreira de Albuquerque", bem como quadros, tabelas e fotografias de dirigentes e atletas no texto.
A Volta a Portugal, também conhecida como Volta a Portugal em Bicicleta, é uma corrida de longa distância, realizada por etapas, em Portugal. A 1.ª edição realizou-se em 1927 e é considerada a maior prova do ciclismo português, seguida pela Volta ao Algarve. É uma das competições por etapas mais antigas do mundo.
A Volta foi organizada por uma parceria entre os jornais Diário de Notícias e Os Sports que se inspiram no Tour de France, inventado pelo jornal L’Auto em 1903. A Volta aparece a seguir ao Giro d'Italia organizado pela La Gazeta dello Sport em Maio de 1909, e antes da Vuelta a España realizada pelo Informaciones em 1935. Tanto a Volta a Portugal como o Tour de France são corridas de bicicletas que se distinguem de todas as outras pela articulação que os primeiros traçados estabelecem com a linha da fronteira territorial dos respectivos países, seguindo os seus contornos durante algumas décadas. A competição iniciou-se a 26 de abril de 1927 e percorreu o país durante 20 dias, num percurso de 2 000 km repartidos por 18 etapas terminando com uma recepção em apoteose pela população em Lisboa. António Augusto Carvalho sagrou-se o primeiro vencedor naquela que viria a ser chamada de Prova Rainha do ciclismo português."
(Fonte: Wikipédia)
"Os que discordam da «Volta a Portugal» em bicicleta, fundados nos supostos prejuízos que causa o esfôrço a que ela obriga, ignoram que se trata de uma manifestação desportiva a que só são chamados os consagrados «ases» do velocipedismo. A «Volta a Portugal» em bicicleta é uma prova para campeões. E se em tôda a manifestação desportiva, além dos bons recursos atléticos, é indispensável a preparação, segue-se que, escolhendo os organizadores os concorrentes entre os ciclistas que com melhores «tempos» fizeram no ano, na «Volta» só tomam parte atletas em boas condições físicas e suficientemente treinados. O que seria excessivo para o comum dos mortais é, portanto, normal para êles."
(Excerto de As cinco Voltas da Volta)
Índice:
Prefácio - Duas palavras do Prof. Dr. Caetano Beirão | A história da prova - Pelo jornalista Belo Redondo: As cinco Voltas da Volta | Notas sobre o Regulamento | Os conquistadores de étapas | As étapas e os resultados da VI Volta.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Infelizmente manchado na capa e "enrugado" por acção da humidade.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

05 fevereiro, 2025

AZEVEDO, Correia de -
PENAFIEL TURÍSTICA.
Edição de Portugal Turístico com o patrocínio da Comissão Municipal de Cultura de Penafiel. [Porto], [Portugal Turístico], 1964. Oblongo (12x17,5 cm) de [32] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Monografia-roteiro do concelho de Penafiel, profusamente ilustrada com fotografias a p.b. e dois mapas: - Penafiel : planta da cidade; - Concelho de Penafiel.
"Penafiel é terra antiquíssima. Em 1770 chamava-se vila de Arrifana de Sousa.Até que, por decreto deste anos, foi elevada à categoria de cidade, título que ainda possui.
Por essa altura era uma terra de grande prestígio político e social, o que lhe valeu ser convertida em sede do bispado de Penafiel. Mas a sua importância começou a baixar, desde que em 1778 o mesmo foi extinto e as suas terras reencorporadas, novamente, na jurisdição do bispado do Porto. [...]
Edificada no cimo e nas encostas de uma elevada colina, entre os rios Sousa e Cavalum, a cidade possui alguns miradoiros de largos horizontes e sugestivo encanto que se prolongam para além dos campos e vales que a circundam."
(Excerto de Penafiel)
"Para além dos monumentos e motivos de maior interesse e lugares paisagísticos de maior encanto que tivemos ocasião de referir nas primeiras páginas deste trabalho, vamos conduzir o turista através das terras do concelho, em rápidos passeios, com vista a revelar outros monumentos de natureza civil e religiosa ou colocá-lo em lugares de deslumbrantes panorâmicas.
Relativamente aos monumentos de arquitectura civil, merecem desde já especial referência a Torre e Solar de Coreixas, a Torre da Honra de Barbosa, o portão armoriado dos Brandões na Tapada de Coreixas, as pontes românicas de Rans, Santa Marta e Abragão; e, quanto aos monumentos de arte sacra, algumas igrejas de arquitectura românica de grande interesse artístico e os cruzeiros dos mosteiros de Bustelo e Paço de Sousa, etc.
Os restantes motivos de interesse turísticos surgirão a seu tempo. A caminho, pois."
(O Concelho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Ex-libris de Celestino de Matos Domingues assente no verso da capa.
Raro.
Indisponível

17 outubro, 2024

RUSSO, Alferes Américo José -
GUIA DO AGENTE FISCALIZADOR DA CAÇA E DA PESCA E DO RESPECTIVO DESPORTISTA.
Compilação do... Comandante da Secção da G. N. R. de Penafiel. Publicação autorizada pelo Comando Geral da Guarda Nacional Republicana. [S.l.], [s.n. - Centro Gráfico de Famalicão de José Casimiro da Silva - Vila Nova de Famalicão], 1958. In-8.º (16x11 cm) de 365, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso vade-mécum, reúne todas as informações pertinentes (e actualizadas) que regularizam a caça e a pesca em Portugal, incluindo todos os assuntos directa ou indirectamente ligados a estas actividades.
É muito interessante o capítulo dedicado ao Registo canino, que o autor divide em três grandes grupos, com as respectivas definições: os cães de caça; os cães de guarda; os cães de luxo, propondo ainda, em "Extinção dos cães vadios", uma (discreta) "solução final" para os cães da rua.
O tema da Caça fecha com 12 quadros-resumos em página inteira.
"O Decreto n.º 23.461, que regulamenta o exercício da caça, data de 1934, e, de então para cá, tem sofrido várias alterações que se encontram dispersas por vários diplomas, o que torna difícil a sua consulta.
O mesmo sucede com a legislação que regula o exercício a pesca, esta ainda mias complexa, porque não tem pròpriamente um diploma fundamental, pois sendo vários os que regulam este desporto, cada um trata da sua parte sem se referir quase aos outros, agravado pela circunstância de a maior parte dessa legislação se não encontrar publicada senão nos Diários do Governo, nem sempre fáceis de conseguir, visto alguns datarem de há mais de setenta anos.
Estas dificuldades deparadas a cada passo no desempenho das funções de Comandante da Secção Rural da Guarda Nacional  Republicana, encorajaram-me a reunir num único livro, a que dei o título de «Guia do agente fiscalizador da caça e da pesca e do respectivo desportista», toda a legislação que regula estes assuntos, no qual foi incluída também a que se refere a
Armas
Registo de cães
Vacina de cães
Polícia Florestal,
por se relacionar com a que orienta aqueles dois desportos.
E para maior utilidade deste trabalho, procurou-se dar a este livro um formato prático, fácil de transportar sem grande incómodo, dado que tanto o agente fiscalizador como o desportista têm necessidade de o trazer sempre consigo, para o consultarem a cada momento."
(Excerto de Advertência)
Índice:
Advertência | I- Caça. II - Armas. III - Registo de cães. IV - Vacina de cães. V - Polícia Florestal. VI - Pesca.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

30 julho, 2024

PORTUGAL - GUIDE PANORAMIQUE : GUIA PANORAMICO.
Lisbonne, Cintra, Estoris, Cascaes, Evora, Mafra, Alcobaça, Batalha Leiria, Figueira da Foz, Thomar, Coimbra, Bussaco, Porto, Braga, Amarante, Vianna do Castello, Vidago, Monchique, Praia da Rocha, Villa Nova de Portimão, Faro, Tavira, Villa Real de Santo Antonio. Offre au IV Congrès de Tourisme : Oferta al IV Congreso de Turismo. Lisbonne, Sociedade de Propaganda de Portugal, Mai 1911. In-4.º esguio (23x12,5 cm) de 95, [1] p. ; [1] planta ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante publicação sobre o turismo em Portugal, obra pioneira patrocinada pela Sociedade de Propaganda de Portugal, organismo criado no princípio do século XX com a finalidade de divulgar o país no exterior.
Edição bilíngue (francês/castelhano), preenchida com informações úteis, muito ilustrada com fotografias a p.b. das cidades, vilas e locais de norte a sul do país, e as paisagens, edifícios e monumentos relevantes que estas encerram.
Inclui, em separado, Planta de Lisboa a cores de generosas dimensões (33x42 cm) - Escala 1:15.000.
"A Sociedade Propaganda de Portugal, fundada em 1906 por um grupo da burguesia lisboeta, foi um organismo pioneiro na história do turismo português. Esta associação delineou um ambicioso projeto de modernização do país através da promoção da atividade turística, criando inúmeros planos relativos a transportes, urbanismo, melhorias na hotelaria e serviços, conservação de monumentos e uma persistente divulgação do país. Apesar destes esforços, a sua ação foi fortemente limitada pela sua condição de organismo privado que carecia de parceiros nos poderes públicos."
(Fonte: https://www.ics.ulisboa.pt/livros/sociedade-propaganda-de-portugal-e-construcao-do-turismo-moderno-1888-1911)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenas falhas e defeitos. Por razão que não descortinamos, a folha que compreende a página 73/74  foi colocada no final do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

27 junho, 2024

BAPTISTA, Virgínio - GUIA DO VIAJANTE NA PRAIA DA VITÓRIA. (Notícia sucinta sôbre esta Muito Notável Vila). Angra do Heroismo, Livraria Editora Andrade, 1929. In-8.º (15x12,5 cm) de 74, [6] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Guia quase centenário da vila da Praia da Vitória, hoje cidade, localizada na parte leste da Ilha Terceira, tendo sido a sua primeira capital.
Ilustrado com 4 estampas a sépia separadas do texto.
Guia raro e muito interessante. A BNP não menciona.
"Sendo reconhecida a necessidade dum opúsculo que esclarecesse o visitante e viesse descrever, embora sucintamente, o que existe nesta Vila, digno de ser admirado, resolvi publicar o presente Guia do Viajante na Praia da Vitória.
Sem pretensões e sem exibicionismos que não possuo, êle atinge o fim que tive em vista e que creio deve satisfazer o turista, ávido de saber e conhecer os factos mais notáveis desta vila e os pontos principais que tem a visitar, para não andar às cegas e, muitas vezes, ir admirar coisas de somenos importância, por ignorar a existência de outras de mais valimento.
Tudo descreve êste guia e a todas as coisas se refere, embora superficialmente.
Os terramotos que arrazaram esta Vila, a libertação dos Açôres do jugo opressor de Castela, a gloriosa batalha de 11 e Agosto de 1829 entre miguelistas e liberais, as igrejas, fortes, monumentos, casas de caridade, paços do concelho, repartições públicas, a tudo se faz referência neste guia."
(Excerto de Duas palavras necessárias)
Índice:
[Preâmbulo] | Duas palavras necessárias | A Praia da Vitória Notável | Como se fundou a Vila da Praia: - [Introdução]; - Fundação da Religião Católica nesta Vila; Brazão da Vila da Praia; - A destruição da Vila da Praia da Vitória; - A Praia da Vitória e as várias epidemias que a teem assolado; - A Vila da Praia da Vitória progressiva. | Igrejas, Capelas e Ermidas (Urbanas): - Matriz de Santa Cruz; - Misericórdia ou Santo Cristo; - Capela dos Remédios; - Capela de S. Lazaro; - Ermida de S. Salvador. | Conventos: - S. Francisco; - Chagas; - Nossa Senhora da Luz; - Jesus; - Frades Gracianos ou de Nossa Senhora da Graça. | Monumentos: - Forte de Santa Catarina; - Forte das Chagas; - Forte de Santas Cruz do Porto; - Forte do Espírito Santo; - Estatua do Conselheiro José Silvestre Ribeiro; - Estatua da Liberdade. | Estabelecimentos de Beneficiência: - Asilo de Mendicidade D. Pedro V; - Santa Casa da Misericórdia; - Hospital dos Lazaros; - Hospício dos Expostos. | Edificios públicos: - Paços do Concelho; - Alfandega; - Tribunal Judicial; - Repartição de Finanças; - Repartição do Registo Civil; - Conservatória do Registo Predial; - Sub-Inspecção de Saúde; - Caixa Geral de Depósitos; - Tesouraria da Fazenda Pública; - Comissão dos Bens Culturais; - Execuções Fiscais; - Tribunal do Contencioso das C. e Impostos; - Secção de Fiscalização; - Secção Administrativa da Camara Municipal; - Aferição de Pêsos e Medidas; - Biblioteca José Silvestre Ribeiro; - Cadeia Civil; - Estação Telégrafo Postal; - Matadouro Municipal; - Mercado Público; - Mercado do Peixe; - Praça do Gado; - Salão-Teatro Praiense; - Campo de Foot-ball. | Escolas: - Escola Dr. Sousa Júnior; - Escola Primária Geral (sexo feminino); - Escola Municipal de Música. | Casas de Crédito: - Caixa Económica da Vila Praia da Vitória; - Caixa Económica do Monte-Pio Terceirense. | Clubs | Estâncias de veraneio: - Porto Martins; - Casa da Ribeira; - Biscoitos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com defeitos, cortes marginais e pequena falha de papel na lombada.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

01 dezembro, 2023

GUIA DE ARQUITECTURA LISBOA 94.
Coordenação Geral: Francisco Gentil Berger; Luis Bissau; Michel Toussaint. Lisboa, Associação Arquitectos Portugueses : Sociedade Lisboa 94 : Faculdade de Arquitectura da Univ. Técnica de Lisboa, 1994. In-8.º (17x10 cm) de 395, [5] p. ; [1] mapa desdob. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante roteiro histórico-arquitectónico de Lisboa.
Edição bilingue (português/inglês), ilustrado no final com um mapa desdobrável de Lisboa de grandes dimensões.
"Uma cidade vai-se construindo. Se, em primeiro lugar, é a população que a caracteriza, as arquitecturas, implantadas num território que se transforma, fixam a multiplicidade dos espaços de vida. Ruas, praças, jardins, edifícios, bairros acolhem essa população que neles reconhece a sua urbe, da qual, quer os que nela habitam e trabalham, quer os que a visitam, formam uma imagem. Sem ela não há identidade, identidade esta que se cria na inter-relação entre sítio natural, arquitecturas e gente, mas também na directa relação com um território mais ou menos vasto do qual a cidade é o centro.
Lisboa, cidade milenar, tem-se renovado ao longo dos tempos, por vezes violentamente. O rio, as colinas e o vale constituem, desde o início, o sítio que o Homem foi transformando e até marcando particularmente com edifícios mais importantes ou áreas mais vitais. Arquitecturas militares, religiosas ou palacianas escolheram os pontos mais destacados. Arquitecturas mais correntes espraiaram-se formando o tecido urbano que suporta aquela excepcionalidade.
Da cidade romana até hoje, é possível traçar o seu desenvolvimento e reconhecer elementos mais perenes que outros e que as sucessivas fases de construção deram corpo. Agora Lisboa já não tem limites claros. É centro de uma vasta Área Metropolitana. A cidade destaca-se quer pelo número de empregos e pela especialização das actividades, quer pelas arquitecturas de excepcionalidade estética e/ou histórica que aí se soube construir e que não identificam apenas uma urbe, mas a sua região e até o País, visto tratar-se da capital portuguesa, o que tem sido há vários séculos.
O presente Guia de Arquitectura de Lisboa pretende, em primeiro lugar, dar a conhecer um pouco desta cidade, entendida dentro dos limites administrativos do seu Concelho, através de cerca de cento e cinquenta exemplos de modo a que o volume consiga ser manuseável por quem o quiser como companhia de deambulações urbanas. Este número foi fixado também tendo em vista que cada exemplo seria apresentado por uma fotografia actual e um comentário.
Previamente definiu-se uma periodização da história arquitectónica da cidade e fez-se uma escolha dos exemplos. Depois foram convidados vários especialistas que escreveram os textos de enquadramento e os comentários aos exemplos adoptados em princípio. Deste modo, a organização do Guia reflecte o método seguido, com dez períodos dentro dos quais os exemplos escolhidos se colocam como o que de mais representativo e de mais fácil acesso existe nas diversas épocas da cidade, entre a mítica Olisipo e a Lisboa contemporânea. No final um mapa reúne todos os exemplos ajudando à sua localização e à programação dos passeios que o Guia de Arquitectura - Lisboa 94 suscitar."
(Introdução)
Índice:
Introdução | Modo de Emprego | Lisboa Antiga - Da Pré-História ao Séc. VII (D.C.) | Cidade Árabe e Medieval (Séculos VIII - XV) | Cidade dos Descobrimentos (Séculos XV e XVI) | Um olhar sobre a Lisboa de Seiscentos | Os Anos de Ouro do Barroco de Lisboa | Lisboa do Século XVIII (Últimas Décadas): - Lisboa Pombalina e Iluminista; - A Simbólica do Século XVIII | Lisboa 1800-1914 | Os Anos da Repúb. e a Ascenção do Estado Novo | Afirmação e Crise da Cidade Moderna | Anos 80, Anos 90: - De Hoje para o Futuro; - Lisboa Post-Moderna; - Reabilitação Urbana da Cidade de Lisboa.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

05 novembro, 2023

A SÉ CATEDRAL DE LAMEGO -
GUIA DO VISITANTE
. [Lamego], Edição da Paroquial da Sé, 1966. In-8.º (21x15 cm) de 23, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante guia da Sé de Lamego.
Acompanha a descrição pormenorizada do monumento fotografias a p.b. de alguns dos locais mais emblemáticos que integram o conjunto.
"Erigida no século XII, é constituída pela igreja de três naves, capela-mor, capela do Santíssimo Sacramento, sacristia e sacristia-pequena, torre dos sinos, claustro e suas capelas, casa do cabido, cartório e outros edifícios." (Introdução)
"O bispado de Lamego é de fundação antiquíssima e, pelo menos, já existia pelos anos de 572 da era de Cristo. Tomada a cidade pelos Mouros em 982, ficou sem prelado e assim continuou até que, depois de ter sido reconquistada por D. Fernando Magno em 1038 e de ter sido edificada a nova catedral por mandado do Conde D. Henrique, foi restaurada, sendo o seu primeiro bispo D. Mendo, eleito cerca de 1146."
(Excerto de Reconstituição Histórica)
Índice:
[Introdução] | Torre | Frontaria | Naves | Capela-mor | Capela do Santíssimo Sacramento | Sacristia | Sacristia-pequena | Claustro | Capelas do claustro: Capela de São Nicolau; Capela de Santo António | Coro-alto | Reconstituição Histórica | Notas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

19 outubro, 2023

LACERDA, Antonio do Prado de Souza - VIAGEM Á SERRA DA ESTRELLA.
Guia do excursionista, do alpinista e do tuberculoso. Topologia - Ethnographia - Physiologia - Mineralogia - Thesoiros - Aerotherapia - Sanatorios de Manteigas - Sanatorio da Covilhã - Hydrographia - Rios e Lagôas - Flora - Fauna - Povoações actuaes - Georgenia Herminia Prehistorica (Visão do Passado). 
Por... Bacharel formado na faculdade de Direito. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1908. In-8.º (19x11,5cm) de [2], 120, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso roteiro da Serra da Estrela, dos primeiros com estas características a ser publicados entre nós, numa época em que a Serra principiava a ser divulgada.
"Este opusculo é uma tentativa rapida, mas methodica, uma pequena bibliotheca dos Herminios, desde os tempos prehistoricos até á actualidade: é um pequeno quadro historico da Montanha Lusitana: o seu fim é tornar bem conhecida do publico a nossa Serra da Estrella que é apreciada pelos estrangeiros: porém ali só ha a bella e pujante Natureza em toda a sua doçura e rudeza. É um incentivo para digressões no verão: é um livrinho que está á moda, em harmonia com as aspirações nacionaes. [...]
Para tornar conhecidos os nossos Sanatorios da Serra a Estrella e as bellezas da fauna e da flora herminia tentei escrever este opusculo, à vol d'oiseau, nos intervallos de longa e cruel doença pulmonar que me trouxe, como que desterrado 3 annos pelos paramos dos Herminios."
(Excerto da apresentação)
Indice:
Guia Theorico | Guia Pratico | I - Topologia da Serra da Estrella. II - Ethnographia da Serra da Estrella. III - Physiographia dos Montes Herminios. IV - Mineralogia dos Herminios. V - Thesoiros. VI - Aerotherapia da Serra da Estrella - Sanatorios. VII - Sanatorio da Covilhã. VIII - Hydrographia Herminia. IX - Lagoas da Serra da Estrella. X - Flora dos Herminios. XI - Fauna da Serra da Estrella. XII - Povoações actuaes.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel marginais. Ex-libris de Celestino Domingues no verso da capa.
Raro.
Indisponível

02 outubro, 2023

LEITÃO, Amélia -  MANTEIGAS : Roteiro Turístico - SERRA DA ESTRELA : Portugal.
Compilação e recolha:...  [S.l.], Edição da Câmara Municipal de Manteigas e Região de Turismo da Serra da Estrela, [1990?]. In-8.º (21x12 cm) de 26, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonito roteiro de Manteigas, castiça vila portuguesa situada em plena cadeia montanhosa da Serra da Estrela, a mais elevada em Portugal Continental, sendo por isso conhecida como o "Coração da Serra da Estrela". Os textos que compõem o guia são da autoria de Amélia Leitão, Joaquim Martins, José Carvalho, Bruno Tavares e Albino Leitão.
Muito ilustrado ao longo do livro com fotografias a cores de monumentos, edifícios relevantes e aspectos paisagísticos. As páginas centrais compreendem um mapa - também a cores - da região de Manteigas.
"Em pleno coração da Serra da Estrela, a 700 m de altitude, situa-se a Vila de Manteigas.
Conta actualmente com cerca de 5 mil habitantes, distribuídos por 3 freguesias: Santa Maria e São Pedro na sede do Concelho e Sameiro, à distância de 5 km.
Com uma área aproximada de 112 km2, é delimitada pelos Concelhos da Guarda, Covilhã, Gouveia e Seia dos quais dista cerca de 40 km.
Escondida entre as partes mais altas da Serra da Estrela, Manteigas, encontra-se num profundo vale glaciar, por onde corre o rio Zêzere."
(Excerto de Situação geográfica)
"A história de Manteigas perde-se no tempo.
Embora haja boas evidências da sua existência em épocas anteriores à era cristã, o que se sabe de definitivo é que o primeiro foral lhe terá sido concedido por D. Sancho I no ano de 1188.
Datado de 4 de Março de 1514 existe um foral atribuído à Vila de Manteigas por D. Manuel I em que são reconfirmadas as concessões atribuídas por D. Sancho I e doadas outras regalias à população local."
(Excerto de Perspectiva histórica)
Índice:
Situação geográfica | Perspectiva histórica | Acção educativa | Acção social | Animação desportiva | Associações | Actividades económicas | Paisagem | Mapa da região | Passeios de automóvel | Passeios a pé | Locais turísticos | Imóveis de interesse | Centro cívico | Apoios ao campismo | Termalismo | Turismo e gastronomia | Artesanato | Festas e romarias | Informações úteis.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

23 setembro, 2023

ARAUJO, Manoel -
INDUSTRIAS DE BRAGA (notas dum jornalista)
. Braga, Tipografia da «Pax», 1923. In-4.º (23x16 cm) de 220, [4] p. ; [43] p. il. ; B.
1.ª edição.
Magnífico roteiro-inquérito industrial da região de Braga, incluindo algumas das mais emblemáticas empresas da época.
Livro ilustrado em separado com 43 estampas - impressas sobre papel couché - reproduzindo unidades industriais da região e seus produtos.
"Ao reunir em volume o inquérito á vida industrial de Braga - inquérito ligeiro, feito no dia a dia febril do jornalismo - um desejo que nos animou: carrear alguns elementos para a larga, profunda e esclarecida obra que se torna preciso fazer sobre a actividade económica bracarense. [...]
Reconhecendo tôdas as deficiências de que o inquérito não está isento, por motivos fàcilmente compreensiveis, teve-se em vista, apenas, formular como que um índice das nossas indústrias.
É pouco, sem dúvida. Ainda assim permitirá saber-se que desde as artérias públicas ás empresas particulares o esforço da Grey se esculpe em caracteres fundos, em verdadeiros bronzes imorredoiros.
Braga tem estado esquecida, ignorada. No entanto, no rude e laborioso revolver dos campos; no intenso movimento da cidade; no murmúrio cadenciado das oficinas humildes; na fornalha escaldante das grandes fábricas, a mão rugosa do bracarense, o seu pulso forte, aparece senhor da victoria, e uma multidão infinita de pessoas move-se, trabalha, lucta numa ansiedade que nunca tem fim, que aumenta de hora a hora, de instante a instante, num propósito sublime de engrandecimento.
É devido a esse propósito - incontestavel gerador de tão funda acção - que Braga possue hoje fábicas enormes, fortes; estabelecimentos comerciais importantes, belos; uma vida económica desenvolvida, rica; uma vida social consideravel; excelentes instituições de caridade e e magníficos monumentos de grande beleza artística.
Tem esse propósito a valoriza-lo, ainda, a grande virtude de ser realizado com os únicos recursos da Terra, sem o mínimo auxílio do Estado - pode dizer-se afoitamente."
(Excerto do preâmbulo)
Indice:
[Preâmbulo] | Industrias de Braga | Fábrica Social Bracarense | Fábrica Taxa | A Industrial | Saboaria e Perfumaria Confiança | Saboaria a Vapor | Emprêsa de Calçado «Fox» | Companhia Fabril do Minho | Companhia Fabril do Cávado | Colégio de Regeneração | A Bracarense | Marcenaria Artística | A Indústria de Talha | A Indústria de Mobiliário | Arte Moderna, Marcenaria | Arte Religiosa | União Mecânica | Latoaria Mecânica a Electricidade | Serralharia Mecânica e Civil | Antiga Fábrica de Fundição de Sinos | Indústria de Artigos de Viagem | A Indústria da Cêra | Luvaria Monteiro | Grande Serração e Moagem de Braga, Limitada | «Pax» | Banco do Minho | Ultimas Notas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com falhas e pequenos defeitos marginais. Ex-libris de Casimiro de Souza Fontes Junior colado na f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico e industrial.
45€