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06 agosto, 2026

POLÍTICA IMPERIAL DE FOMENTO : Novas Directrises.
"Portugal Maior" - Cadernos Coloniais de Propaganda e Informação
. Luanda, Edição da "Casa da Metrópole", 1945. In-8.º (21,5x15 cm) de 21, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo de propaganda patriótica impresso em Luanda, Angola, publicado no último ano de guerra mundial. Trata-se do n.º 1 de uma colecção que atingiu 10 números, editada entre 1945-47.
Capa assinada "MCastelo".
A "Casa da Metrópole" em Luanda foi uma instituição colonial portuguesa de propaganda, informação e dinamização cultural ativa no século XX (com forte presença na década de 1940). A sua actuação baseava-se em frentes estratégicas bem definidas: Funcionava alinhada com as diretrizes do Estado Novo para projetar a presença e a herança portuguesa no território angolano. Foi responsável pela publicação de diversas obras e cadernos de propaganda colonial. O exemplo mais notório é a coleção "Portugal Maior: cadernos coloniais de propaganda e informação", que incluía ensaios e registos fotográficos históricos. Fazia a ponte de comunicação cultural e identitária entre a "Metrópole" (Portugal Continental) e os colonos radicados na então colónia de Angola. (IA)
Opúsculo ilustrado com retrato do Prof. Marcelo Caetano, Ministro das Colónias, colado na folha que sucede ao rosto.
"A idéia imperialista assenta sôbre princípios básicos, entre os quais é de maior vulto o que traduz uma forte unidade espiritual que se repercute na comunicação da língua, de sentimentos e de afectos, de esperanças e de aspirações.
Recebendo do passado as lições da expansão e da expressão de Portugal no Mundo, conhecendo do presente as inconfundíveis realizações materiais e espirituais que dignificam e enaltecem a política do Govêrno, a gente lusíada torna, acima de tudo em realidade, a unidade imperial portuguesa, agora servida por uma doutrina que se expande progressivamente por tôdas as terras do Império, animadas pelas precisas oportunas e justas resoluções do ilustre titular da Pasta das Colónias, cuja figura revela uma inteireza de carácter que se oferece ao desenvolvimento ordenado das nossas terras ultramarinas na mais rasgada visão imperial e humana."
(Excerto da Abertura) 
"«Quem conheceu a África tropical há 50 anos e a conhece hoje; quem há meio século viveu nas colónias portuguesas e por elas hoje transita - há-de verificar que consoante é voz corrente dos velhos coloniais «a África mudou muito» e até porventura aventurará (embora com excessivo optimismo) o paradoxo de que «a África já não é África».
Tais conceitos exprimem a admiração pela mudança operada nas condições de vida do branco, parece que nas próprias condições e ambiente, em virtude da ocupação europeia, que ousadamente rasgou estradas pelo coração dos sertões, assentou vias férreas, lançou cabos telefónicos e ergueu cidades e vilas no litoral e no interior, desbravou o mato, afastou as feras e cultivou fazendas em sítios outrora inóspitos. O que se fêz, alenta esperanças sôbre o muito que se pode fazer."
(Excerto de Discurso do Prof. Marcelo Caetano aqui reproduzido)
Índice:
[Abertura ] | [Reprodução de discurso do Prof. Marcelo Caetano] | Política de Fomento | Inspecção Superior de Fomento Colonial | A urbanização nas colónias africanas | O Gabinete de Urbanização Colonial - Sua orgânica e funções | A missão dos técnicos em África e a juventude escolar | O novo espírito a instaurar no fomento das colónias | A valorização do trabalho indígena | O auxílio do Estado às actividades privadas | A utilidade social da coordenação económica | «Tenha confiança no futuro do nosso império Colonial» | Apêndice: A «Casa da Metrópole» em Luanda e a sua actuação: - Finalidade; - Meios de acção.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

24 dezembro, 2024

SANTOS, Corte-Real -
AGONIA E MORTE A 13,43 GRAUS DE LATITUDE SUL.
2.ª edição : 3.º, 4.º e 5.º milhares. Sá da Bandeira - Angola, [Edição do Autor]. Distribuidores: Publicações Imbondeiro, [1964?]. In-8.º (21,5x14,5 cm) de 86, [2] p. ; mto il. ; B.
Capa de Alfredo de Freitas.
Reportagem da tragédia que vitimou dois pilotos em Angola no início dos anos 60 do século passado. O misterioso desaparecimento da aeronave emocionou e prendeu a atenção da população de ex-colónia portuguesa durante longos e penosos meses.
Obra com larga divulgação em Angola na época, ainda assim não se encontra representada no acervo da BNP.
Ilustrada com fotografias a p.b. no texto de mapas, da aeronave acidentada e dos malogrados pilotos, algumas impublicáveis pela crueza das mesmas.
"Aparece este livro para corresponder ao desejo manifestado de muitas das pessoas que se apaixonaram, condoídas, pela aventura extraordinàriamente emocionante dos aviadores civis Carlos da Costa Fernandes e Acácio Lopes da Costa, os quais em 18 de Março de 1963, a bordo da avioneta «Piper Colt», do Aero Clube do Lobito, empreenderam uma viagem de que infelizmente não haveriam de voltar vivos.
O triste caso, sem par na história da aviação de Angola, consternou vivamente a população da Província e a partir de então se manteve em intrigante mistério, apesar de intensivas buscas por ar, mar e terra efectuadas por dezenas de pessoas durante largas e arreliantes semanas.
Quando parecia que a tragédia havia terminado com a convicção de que a avioneta «Piper Colt» se afundara no mar com os seus dois ocupantes, surgiu inesperadamente, em 29 de Junho, - 103 dias passados! - a notícia de que o aparelho fora encontrado a mais de 50 quilómetros ao sul de Benguela, num local deserto denominado Dulombuluco, Piqui, não muito longe da praia da Binga. A informação, chegada a Benguela na tarde desse dia, acrescentava que os dois aviadores estavam mortos e os seus corpos já em meia decomposição.
Este epílogo trágico do caso consternou profundamente a população angolana, que leu sofregamente os relatos dos jornais - logo esgotados - e ouviu, magnetizada, o noticiário das emissoras. Todos esses relatos se dispersaram naturalmente e muita gente ficou insuficientemente informada.
Este facto tornou patente a necessidade dum livro em que se registasse o acontecimento por ordem cronológica, se desvendassem antecedentes que pareceram esclarecedores e, sobretudo, se dessem a conhecer os famosos «diários» deixados pelos desventurados aviadores."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

15 dezembro, 2023

VALDEZ, César -
AVENTURAS DE UM CAÇADOR DE FERAS.
Episódios ocorridos na caça do leão, do elefante, do tigre, do urso, da pantera, do leopardo, do crocodilo e outros animais ferozes. [Por]... Sócio honorário do Clube dos Caçadores de S. Paulo de Luanda. Lisboa, Emprêsa Literária Universal, [193-]. In-8.º (19x13,5 cm) de 47, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Série de episódios relatados pelo autor, caçador profissional, na sua demanda pelos santuários dos grandes predadores.
Obra importante, rara, sinalizada como título de referência na bibliografia portuguesa de caça grossa. Apesar disso, a BNP não menciona. Ainda assim, em trabalho publicado pela mesma biblioteca no âmbito da exposição 200 anos do romance de aventuras em Portugal, o livro é referido junto com alguns outros sobre o mesmo tema. Infra reproduzimos excerto:
"Alguma literatura de sinal animalista - da escola africanista dominada pela elegante pena de Henrique Galvão -, um ou outro título de antevisão histórica (cf. Gambetta Neves, O licor vermelho), de Utopia negativa (cf. Virgílio Martinho, O grande cidadão), expedições cinegéticas (cf. Diocleciano Neves, Itinerário de uma viagem à caça do elephante; cf. César Valdez, Aventuras de um caçador de feras; cf. João Teixeira de Vasconcelos, Memórias de um caçador de elefantes)."
Livro raro, ilustrado no texto com 11 bonitos desenhos da autoria de Fonseca, que também assina a capa. Aí está impressa a informação "17 gravuras originais", número que não corresponde ao número de desenhos, apontando para possível erro de impressão.
"Comecei a minha vida de caçador quando apenas contava 18 anos, e os meus primeiros tiros foram disparados contra inofensivos patos bravos, na Azambuja, e não menos inofensivos coelhos nos campos de Vila Nova da Rainha ou para os lados do Sabugo.
Lembro-me que, então, a minha perícia de atirador deixava muito a desejar, pois, geralmente, os coelhos «riam-se» de mim, e as cargas dos meus cartuchos iam apenas atingir os tronos das árvores ou perderem-se no infinito.
Todavia, a-pesar-da minha pontaria desastrada, que provocava o riso aos meus companheiros de jornadas venatórias - caçadores já experimentados e afortunados - pois que a caça é como o jogo: carece de um pouco de sorte, - já nessa época eu sentia uma verdadeira paixão por êsse desporto, alimentando a ambição de chegar a ser um grande caçador. [...]
- Vocês ainda hão-de ver-me não me conhecer!
E assim foi, na realidade. Anos depois, os relatos das minhas aventuras, insertos nos jornais africanos e transcritos em uma das nossas revistas, deixava-os boquiabertos, duvidando que o desastrado César Valdez, que então apontava a uma perdiz e «matava» um pinheiro, fosse o mesmo que, nos sertões de África, caçava valorosamente panteras, leopardos, leões, elefantes e crocodilos.
Seria possível?
Era; e vou dizer-lhes como iniciei essa arrojada profissão de caçador de feras."
(Excerto de I - Um caçador desastrado)
Índice:
I - Um caçador desastrado. II - Uma caçada ínesperada. III - Sem dispara um tiro. IV - Quanto menos se espera. V - Caçada indígena ao crocodilo. VI - Caça ao marfim. VII - Rondando-nos a porta. VIII - A dois passos da morte. IX - Uma caçada ao urso pardo. X - Uma caçada aos tigres.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

18 abril, 2022

NUNES, Sousa - O AMOR NO DEGRÊDO : romance.
Por...
Deposito - Livraria Popular de Francisco Franco, 1929. In-8.º (19 cm) de 112 p. ; B.
1.ª edição.
Romance algo exótico, levemente erótico, cuja acção decorre maioritariamente em Angola, durante o período da Ditadura Militar, principia com o embarque de Paulo - o "herói" da trama - em Cascais rumo ao degredo. A história acaba mal.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa de José de Sousa Nunes, datada de 31-12-929, "ao seu ilustre amigo o Cap. Carlos Cordeiro".
"O navio parou nas alturas de Cascais, para meter deportados, na calada a noite, com destino às colónias. Era um acontecimento banal, naquele período de efervescência revolucionária, a que já se não dava importância, mas desta vez, por excepção, uma curiosidade invencível estimulava todos os espírito e não deixava ninguém arredar pé, sem ver chegar certo prêso.
Tratava-se dum chefe algarvio, e quem os jornais se ocupavam vivamente, publicando-lhe fotografias espaventosas e criando-lhe um prestígio romanesco, que era qualquer coisa de considerável para as almas apaixonadas das nossas mulheres portuguesas.
Oficial dos mais distintos nos últimos tempos do democratismo, tanta gente se lembrava dêle em Lisboa, de o verem estadear a sua bela figura de militar cheio de garbo, quer à frente do seu pelotão de cavalaria da Guarda, nos dias solenes de parada, quer numa reünião oficial, o peito constelado de medalhas e cordões, lado a lado do seu Ministro, de quem muitas vezes foi ajudante, ou numa estação de desembarque, à espera dalgum adido militar estrangeiro, no impedimento do mestre de cerimónias legítimo!
Obrigado a residir em Faro, após o advento da ditadura, era detido, tempos depois, em Moncarapacho, sob o pêso duma acusação gravíssima, de que lhe resultou ser julgado sumàriamente, demitido do seu pôsto, privado de todos os seus direitos cívicos e deportado para Luanda, até lhe ser dado melhor destino.
Pouco haverá quem tenha esquecido aquela aterradora conspiração no Algarve, em que se viram envolvidos os mais ilustres e graúdo nomes do Sul, de todos os graus da sociedade, onde entravam generais e superabundavam os doutores e as classes produtoras.
Pois o jovem tenente de cavalaria, Paulo Faisão de Tôrre de Ares, êsse simpático oficial moreno, tão elegante como um  mosqueteiro, que fez durante anos o encanto e delícia das raparigas de Lisboa, foi o chefe dêsse conluio - dizia-se."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente manchadas; pequena falha de papel na lombada.
Raro.
Indisponível

04 novembro, 2019

MELLO, Antonio Brandão de - PRÓ BÉLGICA! Conferência. Loanda, Tipografia Mondego, 1915. In-8.º (22,5 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Conferência de solidariedade em favor do povo belga pronunciada em Luanda. Inclui um episódio de guerra no qual participaram um punhado de religiosas portuguesas que nunca abandonaram os "seus" feridos, mesmo após a ocupação da povoação pelo exército alemão.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Póde o azar da guerra riscar a Bélgica do mapa da Europa como nação independente, mas a história conserval-a-há nas suas páginas douradas e ela dirão aos vindouros o que foi essa epopeia dum pequeno povo defendendo palmo a palmo as terras da sua pátria, contra a invazão injusta da maior potência militar do mundo.
Em face da ameaça Alemã os sinos dos velhos «béfrois» flamengos repicaram mais uma vez e como outr'ora fôram ouvidos por todos os corações belgas. Ao tenir metálico dos seus bronzes, toda a nação correu às armas. [...]
Antes de terminar eu desejo ainda referir um episódio da guerra, que como português me enche de satisfação; episódio em que impera o mesmo sentimento de piedade que vos trouxe hoje aqui.
A scena passa-se em Aerschot. Numa vasta, mas fria e humilde das suas casas, transformada em hospital de sangue, uma dezena de senhoras portuguesas representando todas as classes sociais do nosso país; umas, netas de Duques e filhas de Marquezes e outras filhas do povo das aldeias, todas unificadas no espírito e igualadas pelo mesmo hábito religioso, estancavam com as suas mãos o sangue que corria das feridas de soldados belgas atingidos pelo inimigo, na defesa daquela posição."
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com pequenas falhas de papel.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

21 julho, 2019

Bispo d'Angola e Congo - ARTE E SCIENCIA. Leitura para os seminaristas de Loanda. I. Raphael. Huilla, Typographia da Missão, 1910. In-8.º (18,5 cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa biografia do pintor renascentista italiano Rafael (1483-1520). De acordo com a Biblioteca Nacional, o seu autor foi Dom José Sebastião de Almeida Neto (1841-1920), bispo de Angola e Congo entre 1879 e 1883.
"Alguns dias depois da minha chegada a Loanda, recebia das mãos de pessoa muito amavel uma collecção de cartões postaes esplendidamente illustrados com a reproducção de algumas das obras-primas da pintura classica italiana. Separei do grupo sete quadros de Raphael, e, dando-lhes a disposição que me pareceu mais bella e harmoniosa, mandei-os fixar n'esse caixilho que pende já de uma parede da vossa sala de estudo. E para que, quando os olhos poisarem em alguma d'essas divinas maravilhas, saibam o que estão a ver, não se encontrem extranhos e perdidos n'essa atmosphera luminosa, vou dizer-vos, sem a menor sombra de presumpção, o pouco que sei da pessoa e do pincel d'esse mestre incomparavel."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

17 agosto, 2016

LEITÃO, Fernando Rodrigues - O CUMPRIMENTO DAS PENAS NO ULTRAMAR PORTUGUÊS. Luanda, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Angolana], 1968. In-8.º (19,5cm) de 158, [10] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre o sistema prisional Ultramarino. Monografia ilustrada no texto com fotogravuras de diversas instituições prisionais.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Há anos escolheramos para dissertação de licenciatura um tema subordinado ao estudo dos Serviços Prisionais no Ultramar. Esta tarefa permitiu, a conselho de pessoas amigas, que agora pudessemos publicar o presenta trabalho. Para isso serviu-nos de base o estudo referido que foi remodelado com um novo capítulo, dando-se-lhe um novo arranjo com certas alterações que sofreu, e actualizando-o com a mais recente legislação em vigor. [...]
A nossa época é essencialmente adequada à meditação do valor dos territórios em relação à Metrópole. Uma época de perfídia política, em que se faz tudo para desagregar nações, dá azo para pensar na importância das parcelas Ultramarinas em relação à Mãe Pátria."
(excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
"Não nos é fácil estudar e citar as penas que do respectivo direito consuetudinário todos os diversos povos, que habitam o solo pátrio ultramarino, aplicavam. Mas poderemos formar uma ideia revelando as penas que alguns povos utilizavam.
Geralmente, no direito gentílico, as penas principais são a morte, a escravidão, as indemnizações, as penas corporais, o desterro, a maldição, as violências e as penas menores."
(excerto da Introdução, I - Referência histórica sobre a evolução da pena)
Matérias:
Palavras prévias. INTRODUÇÃO: I - Referência histórica sobre a evolução da pena. II - O crime. Factores sociais que influem  na delinquência. A individualização das penas.
O ESPÍRITO SOCIOLÓGICO NO REGIME DAS PRISÕES: I - O serviço social nas prisões. Tutela - Importância da técnica do Casework Social. - O Sistema conhecido pela Probation.
O TRANSPORTE DE CONDENADOS: I - O degredo em Portugal: passado e história. II - As duas correntes opostas de opinião sobre o degredo.A colonização penal. III - Extinção do degredo e criação de estabelecimentos especiais no Ultramar. IV - A Reforma Prisional e a Lei Orgânica do Ultramar, de 27 de Junho de 1953. A Reforma Prsional (Decreto-Lei n.º 26 643, de 28 de Maio de 1936. V - Extensão da Reforma Prisional ao Ultramar. O Decreto-Lei n.º 39 997, de 29 de Dezembro de 1954. VI - Aspectos especiais do problema prisional nas Províncias da Guiné, Angola, Moçambique, Timor e Estado da índia. VII - Construções prisionais. VIII - O trabalho prisional. IX - Classificação de delinquentes. X - Legislação recente.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada sujas, com defeitos. Últimas folhas com sinais de humidade.
Raro.
Indisponível

21 janeiro, 2016

SANTOS, António de Almeida - COIMBRA EM ÁFRICA. Com um prefácio do Prof. Dr. Afonso Queiró. [Coimbra], Edição do Orfeão Acdémico de Coimbra, 1950. In-4.º (23,5 cm) de 308, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada nas páginas do texto com fotografias a p.b., a maioria em página inteira.
Relato da viagem efectuada pelo Orfeão Académico de Coimbra ao Ultramar Português, no Verão de 1949. Inclui a relação dos orfeanistas estudantes que participaram nesta viagem cultural.
"A viagem do Orfeão Académico a África não poderia encontrar melhor cronista do que Almeida Santos, que dispõe de uma pena fácil, realmente apta para descrever com colorido e emoção os momentos inolvidáveis que a cento e tal estudantes universitários de Coimbra foi dado viver e sentir nas férias grandes de 1949.
A leitura deste «reportagem» vai facultar aos que não puderam ir connosco percorrer percorrer também aqueles longos mares que navegámos, serem apoteòticamente recebidos naquelas terras portuguesas (e tão portuguesas!) das duas costas, seguir-nos nas caminhadas que fizemos por terra, pelos rios, pelo ar, em busca de sensações antes só sonhadas, até surpreendermos a vida íntima do mato, nas suas maravilhas e nas suas agruras. E ao fechar da última página, o leitor ficará como os que foram e tiveram o primeiro contacto físico com as nossas terras do equador e trópicos: temperado por uma salutar lufada de optimismo e de fé nos destinos ultramarinos de Portugal."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. - O surgir dum anseio. - Antes. - Um espectáculo de despedida em Lisboa. - A partida. - Uma grande família. - Na Pérola do Atlântico. - Catorze dias no mar. - Luanda, a cidade que tem coração. - Lobito e Benguela. - Entre uma e outra costa. - Lourenço Marques. - A cidade da Beira. - De novo em Lourenço Marques. - Cape Town. - Moçâmedes, a Princesa do Deserto. - Sá da Bandeira. - Nova Lisboa. - De Nova Lisboa ao Lobito. - Adeus, Luanda! - S. Tomé. - Uma Ilha dos Amores. - A chegada. - Depois. - Relação dos orfeanistas estudantes da Universidade do Coimbra que constituíram a Embaixada Cultural ao Ultramar Português, no Verão de 1949.
António de Almeida Santos (1926-2016). Advogado, político e escritor português. Figura histórica e presidente honorário do PS. Foi Presidente da Assembleia da República durante a década de 1990. Natural de Seia, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Terminado o curso, Almeida Santos rumou a Moçambique e estabeleceu-se na então Lourenço Marques, actual Maputo, onde se envolveu em actividades políticas e de apoio a nacionalistas, fazendo oposição a Salazar. Ali viveu durante duas décadas, regressando a Portugal em 1974, a convite do então Presidente da República António Spínola. O envolvimento na política levou-o a ser um dos protagonistas no Portugal pós-25 de Abril de 1974, como ministro de várias pastas, desde o I Governo Provisório. Mais tarde foi conselheiro de Estado, presidente da Assembleia da República e presidente do PS, tendo sido um dos mais próximos colaboradores de Mário Soares. Foi autor de dezenas de livros, tinha várias condecorações, designadamente as portuguesas Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e da Ordem Militar de Cristo. Actualmente era o presidente honorário do PS.
(Fonte: www.publico.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

12 outubro, 2013

VITÓRIA, Simeão - O NOVE DE ABRILBreves palavras proferidas na Sessão Solene realizada em 11 de Abril de 1925, no Liceu Central de Salvador Correia, de Loanda, Angola. Loanda, Composto e Impresso na Tipografia Minerva, 1925. In-4º (22,5cm) de 14, [2] p. ; B.

Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Capitão Augusto Casimiro.

Raríssimo opúsculo publicado em Luanda com o intuito de, nas palavras do autor, homenagear os bravos mártires que na Flandres, Cunene e Rovuma, ergueram bem alto o espírito da Raça.

"Quanto mais valente é o inimigo,
tanto mais gloriosa é a vitória sobre o mesmo."
Von Hindenburg

"«Nove de Abril!» Este nome não é um nome de luto, um nome de morte!
[...]
Se a avalanche teutónica caiu pesadamente sôbre as nossas reduzidas tropas, na Flandres, flagelando-as, tingindo com o seu sangue o solo da França, reflectindo de lá para a Ocdidental Praia, o caudal rubro do martírio, dêsse golpe formidavel, impossível de conter em suas proporções gigantescas, uma acção sobrelevou a todas, plena de dignidade, de bravura, de brilho, numa bandeira de beleza.
Não foi em debandada, em fuga corrente, diante do exército alemão, o nosso exército.
Os espíritos superficiaes não merecem atenção dizendo o contrário.
Quem faz justiça aos nossos soldados não sou eu, que de mim êles não carecem, é o senhor General Gomes da Costa, é mais alguem além da alma portuguesa, é o próprio inimigo - o Marechal Hindenburgo.
[...]
"O «9 de Abril» é um sol despontando sôbre o nosso lar, acordando-o, fazendo revibrar suas energias latentes. Esse feito de armas onde travaram lutas homéricas - que o diga Lacouture, pedestral de glória do bravo Capitão Roma e de seus bravos companheiros - atesta bem às gerações d'hoje que o sangue lusíada não morreu, que a Raça de Nun'Alvares é ainda da têmpera antiga, que sômos capazes de grande cometimentos."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior dto.
Muito raro.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível