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05 fevereiro, 2026

FONSECA, Tomás da -
ÊRRO DE ORIGEM. Transformismo religioso. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da »Lvmen» - Coimbra], 1925. In-8.º (16,5x11 cm) de 71, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio anticlerical, tendo o autor vertido as suas reflexões em conferência.
Ilustrado com uma estampa em folha separada do texto, evidenciando a "República" a enxotar a "religião".
"Há quem suponha que a revolução cristã, alterando os scenários, modificando os rituais, alterou e modificou também os sentimentos piedosos. É um êrro.
Em todos os tempos e lugares houve sempre espíritos doentes, almas profundamente místicas. E são êsses os que dão alma aos deuses, criando ou transformando as religiões e as seitas.
Ora, em todas elas os crentes que oram e crêem com verdadeira unção religiosa, procuram escapar à sua natureza mortal, para atingirem Deus, abismando-se nêle.
Os místicos do Cristianismo tentaram isso mesmo pelo martírio do corpo e excitação da alma. Era no silêncio dos retiros, por esforços de meditação, que êles procuravam aproximar a divindade."
(Excerto de Atordoamento místico)
Índice:
[Preâmbulo] | Provocações teológicas | Minerva, apregoando a própria bancarrota | Mêdo â verdade | Acção criadora dos scépticos | Origem dos deuses | O destino dos deuses | A joeira do tempo | As lições do passado | A mulher, coluna mestra da Igreja | Atordoamento místico | Confusão teológica | Agentes sobrenaturais | A religião, freio do povo | Indiferença do povo | Como os deuses morrem | Palavras do Profeta Isaías | O homem criou Deus à sua imagem | Palavras de fé.
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nascido num pequeno povoado perto da Serra do Caramulo em 10 de março de 1877, seminarista que veio a tornar-se ateu, anticlerical e republicano, maçon que teve simpatias comunistas, José Tomás da Fonseca teve um percurso político multifacetado e intenso desde a preparação ideológica republicana à oposição ao sidonismo e ao salazarismo.
Polígrafo compulsivo com vastíssima intervenção na imprensa, foi polemista e pensador, poeta e historiador, sendo ainda relevante a suas ligações ao ensino, tanto como professor como pedagogo. Tão multímoda a sua obra, nela pode destacar-se a do polemista convicto e severo que, segundo recente tese de Luís Filipe Torgal, teve diferenciadas leituras: «Os detratores de Tomás da Fonseca acusaram-no de republicano sectário, apóstata, anticlerical fanático, satânico, mistificador e iconoclasta. Pelo contrário, os seus admiradores representaram-no como missionário do povo, apóstolo cívico do laicismo, símbolo dos livres-pensadores portugueses, destruidor de falsos mitos da História, Política e Religião.»
Falecido em 12 de fevereiro de 1968, foi reconhecido postumamente com o grau de comendador da Ordem da Liberdade em 1984."
(Fonte: https://www.bnportugal.gov.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1313%3Adestaque-tomas-da-fonseca-1877-1968-10-fev-10-mar-18&catid=169%3A2018&Itemid=1324&lang=pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Aparado à cabeça. Sem capa frontal. Com alguns cadernos soltos.
Muito invulgar.
Indisponível

14 abril, 2024

FONSECA, Tomás da -
ENSINO LAICO : educação racionalista e acção confessional. [Por]... Prof. de História da Civilização. Lisboa - Porto - Coimbra, "Lvmen" : Empresa Internacional Editora, 1923. In-8.º (19,5x12,5 cm) de XII, 187, [9] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a laicidade no ensino, uma das tarefas de vida de Tomás da Fonseca, figura da proa da República, anticlerical, intransigente defensor da ciência em oposição aos preceitos religiosos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O problema do laicismo continua sendo, em nossos dias, aquele perturbante conflito que o século XIX viu nascer e debater-se entre dois mundos, igualmente aguerridos, que presentam - um o Passado, com toda a sua Intolerância, outro o Espírito Novo que, pelos seus princípios e aspirações morais, torna maior o sêr humano, procurando dar a cada um e consciência de si próprio.
«Penso assim e quero assim, diz o primeiro, porque assim pensaram e quiseram também os meus avós».
E adentro desta fórmula, terrível como uma gragalheira de aço, encerram toda a possível discussão. É  avelha metafísica, teologal, dogmática, absurda que, fechando a porta ao raciocínio, recusa ao mesmo tempo a certeza que do facto nasceu.
É a sciência feita, em luta contra a verdadeira Sciência, que nunca cessa de fazer-se, a qual, como as águas correntes que por si próprias vão rasgando novos leitos, segue sempre, através do tempo e do espaço, abrindo ao pensamento e à acção novos campos, novos mundos onde a vida procure e encontre uma seiva mais pura, uma arte mais bela e um coração mais alto."
(Excerto do preâmbulo)
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Poeta, ficcionista, historiógrafo, jornalista, professor e militante republicano de cariz anti-clerical, José Tomás da Fonseca colaborou, com o advento da República, na reforma do ensino primário normal e organizou e animou diversas associações de carácter cultural. Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director da Escola Normal de Lisboa e de Coimbra - das quais foi afastado pelo sidonismo e pelo Estado Novo - e um dos fundadores da Universidade Livre de Coimbra. É muito vasta a sua colaboração na imprensa periódica nomeadamente em A Pátria, O Mundo, A Vanguarda, República, Alma Nacional ou, entre outros, no Arquivo Democrático, de que foi director. Em Evangelho de um Seminarista, Memórias dum Chefe de Gabinete e Memórias do Cárcere encontramos, passados a letra de imprensa, testemunhos da sua vivência."
(Fonte: https://purl.pt/13858/1/volta-textos/209.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas falhas de papel marginais.
Invulgar.
Indisponível

27 outubro, 2019

FONSECA, Tomás - A ORIGEM DA VIDA. Por... (Prof. e director das Escolas Normaes de Lisboa). Lisboa, Empreza de Publicações Populares, 1913. In-8.º (19 cm) de 151, [1] p. ; il. ; B. Bibliotéca d'Ensino Popular
1.ª edição.
Curiosíssimo título do autor, e um dos mais raros da sua extensa bibliografia. Obra de forte pendor anticlerical, onde Tomás da Fonseca procura desmistificar os ensinamentos religiosos ministrados durante o período da monarquia, de que Deus estaria por trás da criação da vida.
Livro ilustrado em página inteira com as árvores genealógicas monofilética e polifilética dos seres organizados, cada qual em sua página.
"N'esta altura da vida portugueza, depois de tanta destruição, aliaz necessaria, bom é que se comece a construir.
Deitou-se por terra a monarquia, expulsaram-se os reis e os jesuitas, fecharam-se as congregações religiosas, dominou-se o clericalismo, neutralisou-se o ensino, mas isso só não basta. O principal, que é a formação do caracter, a educação do povo - aspiração e pensamento dominante dos que fizeram a Revolução e a Republica - isso está por fazer.
O nosso esforço, as nossas energias teem-se gasto combatendo e demolindo instituições nocivas, castas inimigas do progresso, grupos divorciados da Razão e da Patria.
É tempo de começarmos a ensinar, levando a mocidade á repulsão de preconceitos tolos, d'aspirações absurdas, d'habitos degradantes que fizeram a decadencia e a miseria moral dos que nos precederam. [...]
O que fazer portanto? Crear a ordem n'essa confusão.
A ciencia augmenta, dia a dia, os seus triumfos; as ideias de emancipação e de egualdade tomaram conta dos espiritos, e fazem, gloriosamente, a sua marcha."
(excerto da introdução)
Matérias:
A Origem da Vida. I - As velhas teorias; II - Luta entre a religião e a ciencia; III - A geração expontanea; IV - Experiencias biologicas; V - Influencias do meio; VI - Aparecimento da vida; VII - Desenvolvimento das especies; VIII - Nosce te ipsum.
O Transformismo e a Intolerancia. I - A um professor primario; II - A uma aristocrata; III - [Resposta a uma carta que defende os milagrosos textos de Moises].
«Aparecimento da Vida sobre a Terra» (3.ª lição da Universidade Livre de Lisboa, realisada por Tomás da Fonseca).
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nasceu em Laceiras, Mortágua, a 10 de Março de 1877. Escritor, poeta, jornalista, professor e propagandista, professou desde cedo ideias liberais e republicanas. Frequentou Teologia no seminário de Coimbra, escrevendo 'Evangelho de um seminarista', após a sua saída em 1903. Pertenceu à Maçonaria, sendo iniciado em 1906. Foi um dos mais activos propagandistas republicanos, estando presente na organização de várias associações de carácter cultural e social. Jornalista, escreveu em vários órgãos de imprensa, nomeadamente O Mundo, Pátria, Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, Alma Nacional, sendo director do Arquivo Democrático. Escreveu também em jornais estrangeiro (España Nueva e Lanterna, do Brasil). Depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foi chefe do gabinete de Teófilo Braga, em 1910-1911, foi eleito em 1911 para a Assembleia Constituinte, por Santa Comba Dão, deputado na primeira legislatura e, em 1915, senador por Viseu, pelo Partido Democrático. Muito ligado à questão da educação e do ensino, foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Foi presidente do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra. Em 1920 visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, numa missão de estudo a escolas, museus e bibliotecas. Da sua vasta obra, de cariz essencialmente pedagógico e de propaganda anti-clerical (especialmente contra a exploração de Fátima), cumpre referir os seguintes títulos: Sermões da Montanha (1909), Cartilha Nova para o Zá Povinho ler à noite ao serão (1911), Origem da vida (1912), Memórias do Cárcere (1919), Cartas Espirituais – A mulher e a Igreja (1922), História da Civilização, relacionada com a História de Portugal (1922), Ensino Laico (1923), No Rescaldo de Lourdes (1932), A igreja e o Condestável (1933), Fátima (1955), Na Cova dos Leões (1958), Bancarrota (1962). Morreu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1968."
(fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Tom%C3%A1s%20da%20Fonseca)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresenta mancha junto à lombada.
Raro.
Indisponível

10 outubro, 2019

FONSECA, Tomaz da - NO RESCALDO DE LOURDES. Coimbra, Academica Editora, 1932. In-8.º (19 cm) de 125, [3] p. ; B. Biblioteca de Estudos Livres, IV
1.ª edição.
Obra polémica, anti-clerical, publicada na Biblioteca de Estudos Livres. Além da análise ao "fenómeno" de Lourdes, Tomás da Fonseca dedica dois capítulos do livro ao culto de Fátima.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"E voltamos ao tema das aparições miraculosas, que provocaram as minhas conferencias e os meus artigos na altura em que a Cúria Romana, segura da sua tatica e da fidelidade dos agentes portuguezes, Sidónio á frente, ordenou o avanço.
D'umas e doutras vão apenas amostras, a fim de não tornar pesado e caro um trabalho que se destina sobretudo àqueles que nem enriqueceram com a guerra, nem foram convidados a tomar parte nessa boda, onde se dão, aos convivas, indumentarias brilhantes, automoveis luxuosos e casamentos ricos, com meninas galantes e, ainda por cima, a promessa do ceu!
Aí lh'o mando, meu amigo. Não o ceu, é evidente, mas o trabalho em causa. Se tiver tempo de folhear as suas paginas, verá que tambem eu busco um micróbio - aquele de que todos sentem a acção destruidora, mas que ninguem ainda aniquilou.
Veja se encontra no seu laboratório, tão seguro em localisar e definir com precisão os infinitamente pequenos, um microscópio suficientemente poderoso para nos indicar o ponto exacto da célula onde esse agente perturbante faz as devastações, a fim de se lhe injectar o antídoto que para sempre o torne inofensivo."
(Excerto da Dedicatoria)
Índice:
- Dedicatoria. - Prefácio. - No rescaldo de Lourdes. - Lagrima num sepulcro. - Lourdes & c.ª ilimitada. - Fatima - romaria portuguesa. - O equivoco de Fatima. - Adenda. - Como nos recebem em Lourdes. - Lourdes e a medicina.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com manchas e defeitos na lombada.
Invulgar.
Indisponível

01 junho, 2019

FONSECA, Thomaz da - CARTILHA NOVA. Para o José Povinho lêr á noite, ao serão. Eis aqui o que eu julguei dever escrever-vos ácerca d'aquelles que vos enganam. S. João-Epist. 1-Cap. 11-26. Edição do Gremio "O Futuro". Lisboa, Typographia Bayard, 1911. In-12.º (14,5cm) de 30, (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Folheto de propaganda republicana para ilustração popular, de forte pendor anticlerical. Trata-se da raríssima edição original, publicada pouco tempo após a instauração da República, dedicada pelo autor "Aos que morreram luctando pela causa da Liberdade e da Justiça".
Para melhor compreensão do "povo", a cartilha foi escrita sob a forma de diálogo entre dois personagens - o João da Quinta, pequeno lavrador, e o Manuel Martins, professor primário.
"João - Mas... Senta-te ahi, Manuel, e diz-me cá uma coisa: Então a Republica sempre poderá sustentar-se? Os republicanos não andam já em guerra aberta uns contra os outros por não saberem como háo de governar o paiz? Disse-me o nosso padre... Mas olha que tu, vê lá, não digas nada d'isto... Disse-me elle que lá em Lisboa já ninguem se entende e que entre os proprios republicanos ha muitos que trabalham para que volte a monarquia. Disse-me até que já temos nem sei quantos navios de guerra, e que a maior parte dos regimentos estão prontos a sair para a rua, afim de porem outra vez D. Manuel no trono.
Manuel - E tu acreditaste n'esse jesuita?
João - Eu, se queres que te diga...
Manuel - Pobre homem, que tão ingenuo me saiste! Pois tu não vês que isso são altas manobras!... Os padres, como sabes, (e quando digo padres, digo jesuitas, porque em Portugal os padres acabaram) os padres vendo que o tal Couceiro comia quanto dinheiro lhe mandavam e sem nada fazer, cortaram-lhe a maquia...
João - E parece que não era pequena... Só do Brazil lhe vieram muitos milhares de libras.
Manuel - Do Brazil, de Paris, de Roma,de toda a parte. D. Manuel, D. Miguel, D. Amelia, todos mais ou menos deram. Mas estes cansaram-se depressa. Quem continuou a aguentar-se no balanço foram os jesuitas, que estão furiosos contra o bando de comedores e covardes que na fronteira tem passado tempo a embebedar se e a dansar o tango, com as espanholas. Outros jogam a batota. Não ha muitos dias ainda que o thesoureiro foi deposto por ter perdido só n'uma noite, trinta contos de réis! Ora foi por estas e outras como estas que os taes jesuitas, de combinação com o papa e os bispos portuguezes...
João - Os bispos tambem? D'essa é que eu não sabia!
Manuel - Pois tu não sabes nada, porque se soubesses não andavas por ahi ás ordens dos nossos inimigos... Os bispos são até os que maior mal estão fazendo á Republica. Ultimamente houve entre todos elles uma combinação secreta, proveniente d'umas ordens que receberam do alto, como se costuma dizer, onde combinaram mudar de tactica, para com mais facilidade destruirem a Republica. Resolveram elles ordenar ao padres das suas dioceses que em todos os domingos e em todas as egrejas de Portugal se façam praticas e conferencias acerca do valor e das vantagens moraes da confissão, de modo que aos pés dos confessores vá o maior numero de gente possivel. E uma vez no confissionario, o padre se encarregará de levar esse paroquiano e esse penitente, a combater e difamar a Republica, por todos os modos e feitios... Eu, como toda a gente sabe, nunca gostei muito d'essa tal confissão. Mas desconfiando de coisas, por certas palavras que ouvi a umas mulheres, ao sairem da missa, fui tambem confessar-me."
(Excerto do diálogo de O confissionario como arma de guerra)
Matérias:
Encontro; Os inimigos da Republica; O confissionario como arma de guerra; Porque não querem elles a Republica?; A lei da separação; As egrejas e o culto; A doutrina nas escolas; Um anno feliz.
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nasceu em Laceiras, Mortágua, a 10 de Março de 1877. Escritor, poeta, jornalista, professor e propagandista, professou desde cedo ideias liberais e republicanas. Frequentou Teologia no seminário de Coimbra, escrevendo 'Evangelho de um seminarista', após a sua saída em 1903. Pertenceu à Maçonaria, sendo iniciado em 1906. Foi um dos mais activos propagandistas republicanos, estando presente na organização de várias associações de carácter cultural e social. Jornalista, escreveu em vários órgãos de imprensa, nomeadamente O Mundo, Pátria, Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, Alma Nacional, sendo director do Arquivo Democrático. Escreveu também em jornais estrangeiro (España Nueva e Lanterna, do Brasil). Depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foi chefe do gabinete de Teófilo Braga, em 1910-1911, foi eleito em 1911 para a Assembleia Constituinte, por Santa Comba Dão, deputado na primeira legislatura e, em 1915, senador por Viseu, pelo Partido Democrático. Muito ligado à questão da educação e do ensino, foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Foi presidente do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra. Em 1920 visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, numa missão de estudo a escolas, museus e bibliotecas. Da sua vasta obra, de cariz essencialmente pedagógico e de propaganda anti-clerical (especialmente contra a exploração de Fátima), cumpre referir os seguintes títulos: Sermões da Montanha (1909), Cartilha Nova para o Zá Povinho ler à noite ao serão (1911), Origem da vida (1912), Memórias do Cárcere (1919), Cartas Espirituais – A mulher e a Igreja (1922), História da Civilização, relacionada com a História de Portugal (1922), Ensino Laico (1923), No Rescaldo de Lourdes (1932), A igreja e o Condestável (1933), Fátima (1955), Na Cova dos Leões (1958), Bancarrota (1962). Morreu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1968."
(fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Tom%C3%A1s%20da%20Fonseca)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas levemente oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

08 janeiro, 2015

FONSECA, Tomás da - MEMÓRIAS DUM CHEFE DE GABINETE. Prefácio de Lopes de Oliveira. Lisboa, Distribuidores: Livros do Brasil, Limitada, 1949. In-8.º (19,5cm) de 166, [4] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 4 fotogravuras em extratexto.
Livro de memórias do autor relativas ao período da República, e sobretudo, à época em que foi chefe de gabinete do Ministro do Fomento, António Luís Gomes, ilustre figura republicana.
"Pois, dei-me a reler em Mortágua este novo trabalho de Tomás da Fonseca - Memórias dum Chefe de Gabinete - em que se encontram não só lembranças do seu passado, da sua nobre vida, mas também eloquentes páginas da própria história da República. [...]
As Memórias dum Chefe de Gabinete vieram focar a figura de António Luiz Gomes, um dos mais nobres fundadores da República Portuguesa - na hora em que era alvo duma torpe perseguição - cercando-a do fulgor das suas virtudes, levantando-a como alto exemplo perante as novas gerações. [...]
O Doutor António Luiz Gomes, como Ministro do Fomento, escolheu para o seu Gabinete um só homem - Tomás da Fonseca. Não teve outro auxiliar."
(excerto do prefácio)
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Poeta, ficcionista, historiógrafo, jornalista, professor e militante republicano de cariz anti-clerical, José Tomás da Fonseca colaborou, com o advento da República, na reforma do ensino primário normal e organizou e animou diversas associações de carácter cultural. Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director da Escola Normal de Lisboa e de Coimbra - das quais foi afastado pelo sidonismo e pelo Estado Novo - e um dos fundadores da Universidade Livre de Coimbra. É muito vasta a sua colaboração na imprensa periódica nomeadamente em A Pátria, O Mundo, A Vanguarda, República, Alma Nacional ou, entre outros, no Arquivo Democrático, de que foi director. Em Evangelho de um Seminarista, Memórias dum Chefe de Gabinete e Memórias do Cárcere encontramos, passados a letra de imprensa, testemunhos da sua vivência."
(in purl.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Invulgar.
Indisponível

12 julho, 2013

FONSECA, Tomás de - NA COVA DOS LEÕES. Edição destinada ao Brasil. Lisboa, [s.n.] Composto e Impresso na: Emp. Téc. de Tipog., Lda. - Vila Franca de Xira, 1958. In-8º (18cm) de 458, [6] p. ; B.
1ª edição.
Obra polémica, das mais procuradas do autor. Aborda a questão religiosa tendo Fátima como pano de fundo. Censurada pelo Estado Novo, foi proibida a sua circulação em Portugal.
"Alguém me diz que um livro da natureza deste, posta a circular em Portugal, põe em risco, não apenas a liberdade do autor, mas ainda a sua própria vida. Embora! Morra ele, mas vivam os tristes que salpicam de lágrimas e sangue os caminhos que levam aos santuários donde regressam mais pobres e mais desventurados!
Sim. Morra ele, mas vivam esses e, com eles, todos os que têm fome e sede de justiça! E morra como deve morrer: no campo donde se volta livre, ou se não volta mais!"
(excerto da introdução).
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Escritor, político, mestre e pensador da 1ª República Portuguesa. Foi uma personalidade de destaque no meio intelectual e político da sua época. Espírito brilhante e tribuno exímio, desde muito cedo se evidenciou na defesa das ideias liberais e depois do regime republicano. Teve um papel preponderante na geração que fez a República, pelo seu feitio combativo. Era firme e intransigente na defesa das suas ideias, sempre orientado na procura da verdade e da justiça e dono de uma coragem moral que desafiou todas as vicissitudes." 
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível