Mostrar mensagens com a etiqueta *PLÁCIDO (Ana Augusta). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *PLÁCIDO (Ana Augusta). Mostrar todas as mensagens

10 outubro, 2023

CARTAS INÉDITAS DA SEGUNDA MULHER DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Com algumas notas e commentarios de A. d'A. N. B. Lisboa, Depositária: Livraria de J. Rodrigues & C.ª, 1916. In-8.º (22 cm) de [1], 27, [3] p. ; [4] f. il. ; E.
1.ª edição.
Obra da responsabilidade de Afonso de Azevedo Nunes Branco, publicado por ocasião das comemorações do 91.º aniversário do nascimento de Camilo Castelo Branco.
Livro com tiragem reduzida, ilustrado com 4 estampas extra-texto.
«O produto liquido da venda d'este folheto reverte a favôr da subscripção, aberta em Villa Nova de Famalicão, para reconstruir a casa de S. Miguel de Seide.»
"Tão ligado anda ao nome de Camillo Castello Branco o de Anna Augusta Placido, que escrevendo sobre um preciso se torna escrever sobre o outro: mórmente quando se relatam ou historiam episodios do Inferno de Seide, como se deve classificar a vida de ambos e de seus filhos."
(Excerto dos comentários do autor)
"Meu amigo
Faço-o participante das mªs alegrias!...
Depois d'horas infernaes ha 20 dias por causa do tal ferimento nos olhos de Camillo, e quando já quase me faltava o animo, (porq elle acuzava todos os symptomas da catarata, e está quase n'um estado de vista q não pode aturar a luz) partiu hoje pª o Porto resolvido a um desengano.
Recebi o 2.º telegramma!
3 medicos dão o encommodo curavel, sendo o ultimo o primeiro especialista do Porto.
Imagine a mª alegria!
Estou sem dormir e sem comer mas sinto-me forte, rija, e quase com as forças dos 20 annos.
Tenho andado sempre com o Camillo p.ª o Porto, 2 dias cá, 2 dias lá!
Emquanto houvia o Ricardo Jorge, bem estavamos. Assim q chegava a caza «estou cego, suicido-me». Cansada d'esta lucta, disse-lhe q fosse desenganar-se. Se era cegueira, que pozessemos em ordem as nossas vidas e soubessemos morrer juntos com a coragem com que temos affrontado a desgraça: Hoje esperava a sentença de morte.
Chegou a de vida, e por isso lh'o participo como se fosse um filho estremecido.
Adeus abraça-vos a vossa am.ª
A. Placido."
(Carta de Ana Plácido para Manuel de Ascensão Espinho, em 1886)
Bonita encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse camiliano.
Indisponível

28 maio, 2019

PLACIDO, D. Anna Augusta - LUZ COADA POR FERROS. Escriptos originaes. Por... [Introdução de Júlio César Machado]. Lisboa, Livraria de A. M. Pereira, 1863. In-8.º (19 cm) de XV, [1], 210, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Edição original da primeira obra de Ana Plácido, mulher de Camilo Castelo Branco. Ilustrada com o retrato da autora em separado.
"Luz Coada por Ferros é o primeiro livro de Ana Augusta Plácido, com edição em 1863. É dedicado à sua irmã Maria José Plácido, que Ana tratou quando os pais morreram. A autora recorda a irmã com carinho, afirmando: «Foste a minha única amiga neste mundo: não conheci afeição mais verdadeira.» A obra está repleta de dor e amargura, ainda que com traços de coragem, representando o tempo em que Ana esteve presa. A maior parte dos textos que compõem a obra foi produzida na Cadeia da Relação do Porto."
(Fonte: http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/c_castelo_branco/luz_ferros.html)

"Grande parte d'estes escriptos nasceram na calamitosa época do carcere e do escarneo dos meus algozes, nunca saciados das torturas que me inflingiram."
(Excerto da dedicatória)
"O Porto é o eden aonde mais infloram os amores angelicos, candidos e infantis. Ninguem me desmentira, creio. Aqui, não chegou ainda o contagio d'essa peste malefica que lavra já na capital, como em todas as capitaes dos grandes reinos.
Se ha aqui peccadora, empolgada nas garras satanicas de paixão menos pura, ai d'ella! por que as pedradas chovem-lhe compactas, e á penitente nem tempo lhe dão de repetir uma historia passada entre Jesus e os apredejadores d'uma mulher, em Judea.
Estamos pois na cidade da Virgem.
É nesta divina padroeira que as mães descançam o cuidado de guardar intactos d'um desejo ou pensamento equivoco, os corações virginaes das filhas, muito além dos vinte e cinco annos, até que o marido predestinado lhes calque aos pés o gracioso e puro emblema da innocencia."
(Excerto de Adelina)
Indice:
Introdução. - Adelina. - Meditações (I; II; III; IV; V; VI; VII). - O amor. - Recordação. - Porphecia no leito de morte. - Martyrios obscuros. - Impressões indeleveis. - Ás portas da eternidade. - A Julio Cesar Machado.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

20 setembro, 2016

LESCŒUR - A VIDA FUTURA : conferencias. Pelo padre do oratório, o reverendo... Versão portugueza revista e prefaciada por Camillo Castello Branco. Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & Comp.ª, 1877. In-8.º (18cm) de VIII, 222, [2] p. ; E.
1.ª edição.
De acordo com Miguel Carvalho, no seu precioso catálogo bibliográfico camiiliano, trata-se da "primeira e única edição desta estimada obra, cuja tradução é devida, crê-se, a Ana Plácido."
[...] "Para avaliarmos o quilate dos homens que constituem essa renovada phalange de oratorianos, cumpre lêr a Vida Futura do padre Lescœur, este breve e substancial livrinho que a casa editora Mattos Moreira & C.ª nos encarregou de fazer traduzir e rever. Aqui se vos deparam ventiladas as questões que a velha e a novissima philosophia tem posto á volta do catholicismo com o proposito de o illaquearem. Nenhum dos velhos dogmas o habil contendor deixa no escuro quando para lá vê apontadas as flechas da incredulidade. Cita por seus nomes os adversarios de maior renome; desde Renan até Luiz Figuier, desde os historiadores criticos até aos antropologistas mais avessos á cosmogonia moyzaica, a todos contrapõe a fé alliada á sciencia, e a tradição alliada ao dogma. [...]
A sua palavra tem a uncção evangelica do propheta, e as lagrimas que deviam cahir no coração de um auditorio que appellava das iniquidades humanas para a misericordia divina."
(excerto do prefácio)
Conferências:
I - A negação contemporanea. II - A affirmação christã. III - A immortalidade da alma e a Vida Futura provada pela razão. IV - O Racionalismo e a Fé perante a Vida Futura. V - A Morte Eterna. VI - A Ressurreição. VII - O logar da immortalidade. VIII - A Vida Eterna. Notas.
Encadernação em meia de percalina com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pasta frontal com defeitos de relevo no revestimento lateral e nos cantos. Pelo interesse e raridade, a justificar restauro.
Raro.
25€

12 novembro, 2014

PLACIDO, D. Anna Augusta - LUZ COADA POR FERROS : escriptos originaes. Por... 2.ª edição. [Introdução de Júlio César Machado]. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, Livraria-Editora, 1904. In-8.º de 206 [2] p. ; E. Colecção Antonio Maria Pereira, 50
Obra que reúne um conjunto de reflexões de Ana Plácido.
"Luz Coada por Ferros é o primeiro livro de Ana Augusta Plácido, com primeira edição em 1863. É dedicado à sua irmã Maria José Plácido, que Ana tratou quando os pais morreram. A autora recorda a irmã com carinho, afirmando: «Foste a minha única amiga neste mundo: não conheci afeição mais verdadeira.» A obra está repleta de dor e amargura, ainda que com traços de coragem, representando o tempo em que Ana esteve presa. A maior parte dos textos que compõem a obra foi produzida na Cadeia da Relação do Porto."
(Fonte: Dicionário de Camilo Castelo Branco, de Alexandre Cabral, 1988)
"Não sabe talvez a auctora d'este livro, que estamos n'um paiz em que a primeira coisa que uma senhora de talento tem que fazer-se perdoar, é o seu talento mesmo. É tão commodo dispensar-se uma pessoa de ter espirito, que os semsaborões nacionaes formaram uma seita para castigar os que o teem; estre os homens a fórma de punir o talento é desvial-o dos destinos publicos, não lhe recompensar o heroismo da lucta, e, depois de o desdenhar, calumnial-o um dia; entre as senhoras o que se uza, é espalhar o boato de que a sua superioridade não as deixa attender a mais do que ao egoismo e á vaidade, sem consentir nunca que as domine a vehemencia de sentimentos, que formão o condão e a sorte da mulher."
(excerto da introdução)
Índice:
- [Dedicatória - Á memoria de minha irmã, D. Maria José Placido]. - Introducção. - Adelina. - Meditações (I; II; III; IV; V; VI; VII). - O amor! - Recordação. - Prophecia no leito da morte. - Martyrios obscuros. - Impressões indeleveis. - Ás portas da eternidade. - A Julio Cesar Machado.
Ana Augusta Plácido (1832-1895). Escritora portuguesa, mulher de Camilo Castelo Branco. "Com dezanove anos casou-se com o capitalista brasileiro Manuel Pinheiro Alves, de quarenta e três anos.
Em 1856 iniciou um relacionamento amoroso com Camilo Castelo Branco. Após queixa do marido contra a mulher e o amante, Ana Plácido é presa em 6 de Junho de 1860, e Camilo foge à justiça durante algum tempo, mas acaba por entregar-se em Outubro. Ficam detidos na Cadeia da Relação, no Porto.
Depois de absolvidos do crime de adultério em 16 de Outubro de 1861, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos. Dessa relação resultaram três filhos (embora o primeiro seja oficialmente filho do primeiro marido de Ana). Com a morte do primeiro marido em 1863, a herança passa para o primeiro filho do casal, sendo Ana a administradora dos bens. Passam a viver na propriedade do primeiro marido em São Miguel de Seide. Em 9 de Março de 1888 finalmente casam-se. Colaborou em diversas publicações, fez traduções, ajudou Camilo em alguns textos e dedicou-se, também, à poesia. No decurso da sua carreira literária assinou alguns trabalhos sob pseudónimo, os mais conhecidos: Gastão Vidal de Negreiros e Lopo de Souza." Publicou Luz Coada por Ferros (1863), 2.ª edição em 1904, e Herança de Lágrimas (1871), com o pseudónimo Lopo de Souza.
(Fonte: http://emprestimoexposicoescasadecamilo.wordpress.com)
Encadernação editorial inteira de percalina com título, autor e motivos florais gravados a seco e a negro nas capas.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse camiliano.
Indisponível