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22 agosto, 2026

FORNELLOS, Alvaro Maria e -
MEMORIA HISTORICO-ECONOMICA DO CONCELHO DE MESÃO FRIO.
Dissertação para a cadeira de Economia Politica. Do alumno n.º 76... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1886. In-4.º (24x15 cm) de 135, [1] p. ; [3] estampas ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho académico sobre o Mesão Frio, vila e concelho localizado no Distrito de Vila Real.
Rara monografia, com interesse histórico e regional. A BNP não menciona.
Ilustrada com quadros e tabelas no texto, e três estampas em separado: Sete sepulturas; Custodia da egreja de S. Nicolau; Fachada da egreja de S.ta Christina e casa da Ordem Terceira.
"Este concelho é sito na provincia de Traz-os-Montes, pertence á comarca do Peso da Regoa e ao bispado de Lamego, formando circulo eleitoral com o concelho da Regoa. A sua area é - 5:110 hectares. Tem por séde ou capital a villa de Mesão-Frio, que dista - 13 k. da villa do Peso da Regoa, 25 de Amarante, 80 do Porto e 355 de Lisboa; está situada no planalto da serra do Marão, que fica imminente ao rio Douro, na margem direita.
O terreno do concelho de Mesão-Frio é bastante fertil, produz especialmente vinho, azeite, laranja, castanha e cereaes; tem esplendidas aguas nativas e outras que lhe descem da referida serra do Marão, o seu clima é notavelmente saudavel."
(Excerto de I - Origem historica do concelho)
Thema proposto para a dissertação - cadeira de Economia Politica:
I - Origem historica do concelho. II - Distribuição da propriedade antes e depois do regimen liberal. III -Distribuição da população antes e depois do regimen liberal; imigração e emigração - se as houve e ha, suas causas e effeitos. IV - Industria antes e depois do regimen liberal - seu progresso, decadencia e causas. V - Misericordias - sua historia e disposições principaes do seu compromisso, capitaes que possuem e modo por que os empregam. VI - Confrarias - sua fundação, estatutos, capitaes que possuem e modo por que os empregam. VII -Sociedades de instrucção e beneficiencia. VIII - Bancos e sociedades cooperativas.
Encadernação meia de pele com ferros gravados a outo na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

09 julho, 2026

FIGUEIREDO, Candido de -
O GOVERNO CIVIL DE VILLA REAL : Apontamentos de uma Administração.
Por... exgovernadôr civil. Lisboa, Typographia da Companhia Nacional Editora, 1893. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 31, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
"Relatório" completíssimo, muito bem redigido, sobre a administração efémera do Governo Civil de Vila Real pelo autor, período marcado por inúmeros incidentes políticos, dos quais este se queixa em carta impressa no início do livro ao Conde de Cabral, que antes interviera junto do poder político para a sua nomeação para o cargo.
Obra não mencionada nas principais biografias do autor, ilustrada em página inteira com quadro-mapa elaborado pelo seu punho para facilitar a recolha de dados sobre a instrução no distrito.
Documento precioso, raro e muito interessante, com indubitável interesse para o conhecimento da região nos seus mais variados aspectos em finais do século XIX.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Visconde de Baena.
"Desde que assumi a governação do districto, foram-me apresentadas repetidas queixas contra contra as irregularidades de várias câmaras municipais, no cumprimento dos seus encargos. Um dia, era o administradôr e outros empregados, que não recebia há mêses os seus vencimentos; outro dia, e mais frequentemente, eram as pobres mulheres, encarregadas da criação de expostos, e ás quais as câmaras não pagavam o respectivo subsidio, há quatro, cinco e sete annos; outro dia ainda, era um munícipe, apontando-me tal ou tal câmara, que se esquivava a impreteriveis melhoramentos locais, ao passo que contraia empréstimos de dezenas de contos, fazendo-os desapparecêr, sem que se soubesse como."
(Excerto de I - Fazenda municipal)
Índice:
Carta ao senhôr Conde de Cabral | I - Fazenda municipal. II - Beneficiência e saúde pública. III - Expostos. IV - Instrucção pública V - Processo eleitoral. VI - Segurança pública. VII - Emigração. - Jôgo. - Pêsos e medidas. - Contrabando. VIII - Conclusões.
António Cândido de Figueiredo (Tondela, 1846 - Lisboa, 1925). "Distinguiu-se como poeta, intelectual, lexicógrafo e interessado em sanscritologia.
Após cursar Teologia em 1863 no seminário de Viseu, matriculou-se em 1869 no curso de Direito na respetiva Faculdade da Universidade de Coimbra, formando-se a 8 de junho de 1874.
Em 1875, ajudou a fundar a Sociedade de Geografia de Lisboa, sendo seu sócio fundador com o número de registo 13.
À semelhança dos seus pares, teve uma atividade periódica intensa. Casado com uma feminista, Cândido de Figueiredo seria simpatizante da causa feminista, colaborando em revistas a que a esposa Mariana Angélica de Andrade (1840-1882) estava ligada, como Voz Feminina. Além de advogado, poeta, prosador, estudioso da língua portuguesa, Cândido de Figueiredo foi também tradutor, sobretudo das línguas francesa e italiana, contando-se, entre o seu repertório, desde obras de filologia à ficção do belga Maeterlinck (1862-1949)."
(Fonte: https://tecop.bnportugal.gov.pt/np4/np4/figueiredo.html)
Bonita encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Aquando do trabalho de encadernação foi acrescentado ao livro folhas em branco com o fim de "engrossar" o volume.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
A BNP dá notícia do livro com a indicação "Sem informação exemplar" e "Mau estado de conservação".
Indisponível

29 maio, 2026

ALVES, A. A. Monteiro -
CURSO DE RECICLAGEM SOBRE PLANEAMENTO DA ARBORIZAÇÃO.
Textos-sumário das lições proferidas no Instituto Politécnico de Vila Real de 20 a 24 de Fevereiro de 1978. [S.l.], [s.n.], [1978]. In-fólio (29x21 cm) de [52] f. ; il. ; B.
1.ª edição.
"O Curso de Reciclagem sobre Planeamento da Arborização, da autoria do Professor e Engenheiro Silvicultor António Monteiro Alves, é um documento de suporte pedagógico e técnico de referência fundamental no sector florestal e de arborização em Portugal." (IA)
Obra batida à máquina, policopiada, folhas impressas na frente, ilustrada em página inteira com tabelas, quadros, diagramas e mapas.
"Não se pode dizer que seja nova a questão da utilização racional do espaço, na qual se inscreve o tema do planeamento da arborização, nem sequer que sejam novos os alertas sobre os riscos de sobrevivência humana na terra, perante a degradação dos equilíbrios naturais. Os "ecologistas" que, na actualidade, se multiplicam a todos os níveis, dos profissionais aos jornalísticos, a-pesar dos extremos e de exageros com que por vezes se debruçam sobre estes problemas, não são mais que sintomas do progresso da "consciência social" daquilo que o conhecimento científico, acumulado através dos tempos, permitiu ir demonstrando."
(Excerto de 1. Ordenamento do espaço e arborização)
António Alberto Monteiro Alves (1931-2015). "O Professor emérito António Monteiro Alves foi sócio fundador e o primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais. Para além de um florestal de excelência, era um artista, que apesar de preferir a escrita à palavra, na sua faceta de comunicador colaborou com Sousa Veloso na fase inicial do programa da RTP “Vida Rural”. Conhecia a realidade florestal que transmitia aos alunos, em visitas de estudo inesquecíveis, e sensibilizava-os para as 
questões sociais e ambientais. Foi um silvicultor que participou ativamente na Ordem dos Engenheiros, 
membro Conselheiro e Presidente do colégio Silvícola, foi também membro fundador da Academia de Engenharia."
(Fonte: Floresta para Todos, Newsletter - Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, Edição 13, Março 2019)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior esquerdo.
Muito invulgar.
Indisponível

01 março, 2026

METELLO, Manuel Arnao -
ARNAOS. Do Vedor de D. Filipa de Lencastre à casa de Cabo de Vila, em Mesão Frio. Lisboa : [s.n. - Impressão e Acabamento: Olegário Fernandes S. A.], 1997. In-4.° (23,5x16 cm) de 94, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo acerca da família de apelido Arnao/Arnaud. Trata-se de uma obra de genealogia que aborda a linhagem desta família, traçando a sua evolução desde o Vedor da Rainha D. Filipa de Lencastre até à sua fixação na Casa de Cabo de Vila, em Mesão Frio.
Obra ilustrada no texto e em página inteira com fotografias a cores e p.b., e reprodução de documentos, desenhos, pinturas e o brasão de família. Inclui ainda a Carta de Brasão passada a Diogo Arnao em 15 de Abril de 1717 a p.b. no texto, tendo sobreposto o mesmo documento em colagem a cores. 
Tiragem limitada a 300 exemplares.
"Vêm os Arnaos portugueses de William Arnold, descendente dos Condes de Aro ou de Arundel, na Inglaterra - segundo registam Avelar Portocarrero on "Genealogias Manuscritas" (ANTT 21-D-29) e Fr. Luis de Sousa na sua "Crónica de S. Domingos", falando do seu bisneto Frei Bernardo Arnao  - vindo para Portugal na comitiva da Raínha D. Filipa de Lancastre, como seu Vedor, ou Mordomo-Mor."
(Excerto de Arnaos: origens e grafia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e genealógico.
45€

16 fevereiro, 2026

CUNHA, António Cardoso -
S. CIPRIANO, PADROEIRO DE BRUXOS E FEITICEIROS
. [Por]... Bispo de Vila Real. Porto, [s.n. - Composto e impresso nas Ofic. Gráf. da Livraria Cruz - Braga], 1983. In-8.º (23,5x16 cm) de, [3], 28, [1] p. (252-279 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Revista «Humanística e Teologia» : Tomo IV - Setembro-Dezembro de 1983 - Fasc 3.
Interessante trabalho sobre superstição e crendice, e a influência que S. Cipriano teve nos rituais e práticas de bruxaria e feitiçaria.
"Os esforços feitos pelos Padres e homens da Igreja para extirpar na nova sociedade cristã hábitos supersticiosos longamente enraizados não foram totalmente coroados de êxito.
Para muitos cristãos era (e ainda hoje é) possível conciliar a prática da vida cristã com a credulidade supersticiosa. As proibições mais ou menos severas das autoridades civis e religiosas foram inúteis.
Na cristandade medieval, os profundos sentimentos religiosos que floriram nas artes, nas Sumas Teológicas, nas Cruzadas e em tantas outras manifestações de piedade individual e colectiva não puderam exterminar a cizânia da crendice que, por toda a parte, contaminava o povo cristão. A ignorância das massas populares, favorecida pela falta de cultura da grande maioria dos sacerdotes que tinham a missão de as orientar e esclarecer, tornava o terreno propício ao ressurgir de antigas superstições. [...]
Os germanos introduziram na cristandade medieval as ordálias ou juízos de Deus que já existiam em alguns povos da antiguidade pagã. Esse bárbaro costume, que floresceu na Alemanha e na França, era aceite como prova irrefutável nos tribunais.
Os suspeitos de crimes gravíssimos eram submetidos pelas autoridades a deter minadas provas (ou eles espontaneamente pediam) com o fim e se averiguar a sua inocência ou culpabilidade .
As modalidades mais frequentes eram o duelo, deitar sortes (sorteio), a prova de fogo, do ferro em brasa (ferro caldo) e a prova da água quente e fria.
Havia a ingénua convicção de que Deus intervinha milagrosamente na defesa dos inocentes e no castigo dos culpados."
(Excerto de A mentalidade Supersticiosa na Idade Média e no Renascimento)
Índice:
Actas dos Santos Mártires Cipriano e Justina: I - Conversão; II - Confissão; III - Martírio. | Lenda ou História? Confusão de Cipriano de Antioquia com Cipriano de Cartago | A Magia Profundamente Enraizada na Sociedade Pagã não Desapareceu Subitamente com a Vinda do Cristianismo | A mentalidade Supersticiosa na Idade Média e no Renascimento | As Actas de Cipriano e Justina Fazem Parte duma Literatura Característica dos Primeiros Séculos da Era Cristã | A Lenda de Cipriano Renasce e Renova-se Através dos Séculos | O Livro de S. Cipriano | Conclusão.
António Cardoso Cunha (Penso, Sernancelhe, 1915 - Chaves, 2004). "Foi um bispo português. Depois da instrução primária, bem como secundária e terminado o Curso de Teologia foi nomeado professor do seminário de Resende, por não ter idade canónica para ser ordenado sacerdote. A 16 de Abril de 1938 foi ordenado sacerdote por D. Agostinho de Jesus e Sousa, tendo sido nomeado pároco de Vila da Moimenta da Beira. Regressando ao Seminário de Resende como professor e Perfeito, foi depois estudar para Roma História Eclesiástica, na Universidade Gregoriana. Após ter voltado a Portugal, foi nomeado Vice-Reitor do Seminário de Resende e, anos mais tarde, Vice-Reitor do Seminário de Lamego.
A 9 de Março de 1956 foi eleito Bispo Auxiliar de D. José do Patrocínio Dias, Bispo de Beja, com o título de Baris. A sua sagração episcopal celebrou-se na Catedral de Beja em 10 de Junho de 1956. Como auxiliar mostrou um grande acompanhamento do Seminário Diocesano (inaugurado em 1940), e uma grande proximidade com os sacerdotes, devendo-se a ele a formação qualificada de muitos deles. Foi também um dos padres conciliares portugueses no Concílio Vaticano II. Em 7 de Outubro de 1965 foi nomeado Administrador Apostólico de Beja, tomando posse por procuração. Ao morrer D. José do Patrocínio Dias em 24 de Outubro desse mesmo ano, foi nomeado para Bispo de Beja, a 18 de Dezembro, e D. António Cardoso Cunha foi nomeado Bispo Coadjutor da Vila Real.
A 16 de Maio de 1966, D. António Cunha é nomeado Bispo Coadjutor da Vila Real, com direito de sucessão a D. António Valente da Fonseca, tomando posse deste cargo a 3 de Julho de 1965. Com a resignação de D. António Valente da Fonseca a 10 de Janeiro de 1967, foi nomeado Bispo de Vila Real, resignando a 19 de Janeiro de 1991." Faleceu no Lar de Velhinhos das Irmãs dos Anciãos Desamparados, de Chaves, onde residia desde 1991, ano da sua resignação.
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

24 dezembro, 2025

RIBEIRO, Julieta Adelina Menezes Rodrigues - CULINÁRIA VEGETARIANA, VEGETALINA E MENÚS FRUGÍVEROS. 
Livro dedicado às mulheres luso-brasileiras por... Quarta edição emendada e revista pela autora. Porto, Machado & Ribeiro, Lda, 1923. In-8.º (22x14 cm) de 359, [1] p. ; il. ; B.
Importante publicação sobre cozinha naturista, verdadeira "bíblia" da bibliografia vegetariana, contém 1264 receitas, as mais variadas. Apesar de se terem publicado quatro edições entre 1916 e 1923, sendo a presente a última e mais completa, trata-se de uma obra invulgar e muito procurada.
Livro ilustrado no texto com tabelas e cerca de oito dezenas de desenhos e fotogravuras.
"Ao esgotar-se a terceira edição dêste volume, escrito em momentos fugazes, roubados  às canceiras do lar, aos cuidados maternais e filiais que se impõem ao coração feminino, devotado ao culto da tradição que se esvai e ao amôr do porvir que renasce, seja-me lícito afirmar que a quarta edição, lançada ao público, representa apenas um atestado de glória para a doutrina que exemplifica e põe em prática. Só a verdade consegue vencer e perdurar. O que se baseia na fantasia e no devaneio estiola, cança e em  breve esquece.
As três edições esgotadas, em poucos anos desapareceram do mercado, o que prova que o livro correspondeu a uma necessidade do público estudioso.
Cada edição que reaparece limada, aperfeiçoada e corrigida, acompanha a evolução do pensamento em matéria naturista, actualisando-se, segue a esteira do ideal; a perfectibilidade ambicionada. [...]
São, pois, justificados os motivos do aparecimento da 4.ª edição da «Culinária Vegetariana», prevendo que os adeptos e mesmo os extranhos ao Naturismo se congratulem com o reaparecimento dêste livro necessário em todos os lares, indispensável a todas as managëres, ciosas de  espelharem a felicidade como anjos da família que devem ser."
A autora,
Julieta A. M. R. Ribeiro.
Quinta de Vil'Alva - Vila Real - Janeiro 1923
(Excerto do Prólogo da 4.ª edição)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa frágil, com pequenas falhas de papel. Sem contracapa. Interior correcto.
Raro.
35€

04 outubro, 2025

CUNHA, D. António Cardoso -
ORIGEM E EVOLUÇÃO DE ALGUNS COSTUMES FUNERÁRIOS.
[Por]... Bispo de Vila Real. Porto, [s.n.], 1986. In-4.º (23x16 cm) de, [1], 25, [1] p. (226-249 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Separata da Revista «Humanística e Teologia».
Interessante estudo sobre a  morte e os rituais fúnebres.
"Na antiguidade, havia a convicção de que os defuntos levavam, no além, uma vida obscura, mas em tudo semelhante à que tinham experimentado durante a existência terrena.
Por isso, na sepultura eram colocados, ao lado do cadáver, os objectos que o defunto utilizara na vida quotidiana, sobretudo os de sua especial predilecção . Assim a um guerreiro não podiam faltar as armas; a uma mulher, os objectos de toilette; a uma criança, os brinquedos com que se entretinha.
Esta mentalidade e prática ainda se encontram hoje entre os povos de cultura primitiva."
(Excerto de I - Banquetes funerários - No paganismo)
Estes usos e costumes persistiram em Portugal e ainda hoje se encontram manifestações e vestígios em algumas terras.
As Constituições da Diocese do Porto, de 1585, no título 18 fl. 78, determinam: «E para tirar os ritos e costumes que mais são de gentios que de cristãos, ordenamos e mandamos que em nenhum tempo se coma nem beba sobre as sepulturas dos finados nem se consinta fazer sob pena de serem punidos segundo a tal superstição merecer».
(Excerto de I - Banquetes funerários - Em Portugal)
Índice:
I - Banquetes funerários: - No paganismo; - Na sociedade cristã; - Banquetes em honra dos mártires; - Em Portugal. II - A viagem depois da morte. III - Espectaculares manifestações de pesar.
António Cardoso Cunha (Penso, Sernancelhe, 1915 - Chaves, 2004). "Foi um bispo português. Depois da instrução primária, bem como secundária e terminado o Curso de Teologia foi nomeado professor do seminário de Resende, por não ter idade canónica para ser ordenado sacerdote. A 16 de Abril de 1938 foi ordenado sacerdote por D. Agostinho de Jesus e Sousa, tendo sido nomeado pároco de Vila da Moimenta da Beira. Regressando ao Seminário de Resende como professor e Perfeito, foi depois estudar para Roma História Eclesiástica, na Universidade Gregoriana. Após ter voltado a Portugal, foi nomeado Vice-Reitor do Seminário de Resende e, anos mais tarde, Vice-Reitor do Seminário de Lamego.
A 9 de Março de 1956 foi eleito Bispo Auxiliar de D. José do Patrocínio Dias, Bispo de Beja, com o título de Baris. A sua sagração episcopal celebrou-se na Catedral de Beja em 10 de Junho de 1956. Como auxiliar mostrou um grande acompanhamento do Seminário Diocesano (inaugurado em 1940), e uma grande proximidade com os sacerdotes, devendo-se a ele a formação qualificada de muitos deles. Foi também um dos padres conciliares portugueses no Concílio Vaticano II. Em 7 de Outubro de 1965 foi nomeado Administrador Apostólico de Beja, tomando posse por procuração. Ao morrer D. José do Patrocínio Dias em 24 de Outubro desse mesmo ano, foi nomeado para Bispo de Beja, a 18 de Dezembro, e D. António Cardoso Cunha foi nomeado Bispo Coadjutor da Vila Real.
A 16 de Maio de 1966, D. António Cunha é nomeado Bispo Coadjutor da Vila Real, com direito de sucessão a D. António Valente da Fonseca, tomando posse deste cargo a 3 de Julho de 1965. Com a resignação de D. António Valente da Fonseca a 10 de Janeiro de 1967, foi nomeado Bispo de Vila Real, resignando a 19 de Janeiro de 1991." Faleceu no Lar de Velhinhos das Irmãs dos Anciãos Desamparados, de Chaves, onde residia desde 1991, ano da sua resignação.
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

25 setembro, 2025

NO CENTENÁRIO DO GENERAL BARROS RODRIGUES. O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira. O Oficial e o Chefe do Estado-Maior do Exército, Pelo Coronel Carlos Gomes Bessa. O Professor e o Historiador, Pelo General Manuel Freire Themudo Barata. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 1991. In-8.º (23x16 cm) de 42, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao General Barros Rodrigues, oficial do Exército Português, combatente em França na Primeira Guerra Mundial.
"Alistado como voluntário no Regimento n.º 4 de Cavalaria, Regimento do Imperador da Alemanha Guilherme II (Lisboa), em 27 de Julho de 1909, o ex-aluno n.º 6 do Real Colégio Militar, José Filipe de Barros Rodrigues, decide ingressar na Escola de Guerra em 1912. [...]
Em 1914 deixa a Escola de Guerra, classificado como n.º 2 num curso de 14 alunos, para ser promovido a Alferes em Novembro de 1915, sendo Aspirante-a-Oficial do Regimento de Artilharia n.º 4 (Amarante), donde virá a ser transferido, logo no ano seguinte, para o Regimento de Artilharia n.º 2 (Figueira da Foz).
Mobilizado para o Corpo Expedicionário Português (o CEP) ainda como Alferes, embarca em 31 de Março de 1917 para França, ali permanecendo, sem gozar qualquer licença em Portugal, até 22 de Agosto de 1918 - 1 ano e 145 longos dias na frente, de acordo com os registos oficiais.
Ao partir da Estação do Rossio, confessa não ter sentido «grande comoção»: «Parti - escreve - como teria partido para uma digressão. É que ainda não há listas de mortos e feridos, e a inconsciência foi sempre uma das grandes características do portuguez». Contudo, ao atravessar a fronteira francesa, assalta-o uma súbita comoção: «Quem sabe se nunca mais voltarei a Portugal...!» [...]
12 de Junho de 1917
A 3.ª Bataria do 1.º Grupo de Batarias de Artilharia (1.º GBA) encontra-se em posição desde 9 de Maio, no sector de Neuve Chapelle. Até hoje, as granadas da poderosa e infatigável artilharia alemã não a tinham atingido.
No observatório da Bataria, a cerca de 600 metros da frente, o Alferes Barros Rodrigues, que ali se encontrava desde as 5 horas da madrugada, localiza um morteiro de trincheira no dispositivo inimigo. A Bataria recebe os elementos de tiro e as peças de 7,5 TR abrem fogo de imediato. Era a primeira vez que a 3.ª Bataria executava tiro sobre um objectivo referenciado do observatório.
Cerca das 3 horas da tarde cai uma primeira granada alemã de 12 cm na posição e às 7 horas ainda a posição era batida de 2 em 2 minutos.
As guarnições das peças e os telefonistas procuram precipitadamente abrigo numa casa próxima. Há, porém, quem de repente se lembre ter sido deixado na posição um pipote de vinho. Não houve necessidade de convocar voluntários - o dito pipote foi recuperado num abrir e fechar de olhos..."
(Excerto de O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira)
José Filipe Barros Vieira (Vila Real, São Pedro, 1890 - Lisboa, 1957). "Oficial do Exército. 1917 - Integrou o CEP e participou na Batalha de La Lys; 1927 - Chefe do Estado-Maior do Destacamento do Norte nas operações contra os revoltosos de 3 de Fevereiro; Chefe do Estado-Maior da Missão Militar Portuguesa de Observação em Espanha, durante a guerra civil; Chefe da Divisão de Fotogrametria dos Serviços Cartográficos do Exército; Professor do curso de Estado-Maior da Escola Central de Oficiais; Professor da Escola Militar. Procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo. Carreira parlamentar: Legislaturas I/II - Defesa Nacional."
(Fonte: Assembleia da República - Parlamento)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse para a bibliografia WW1.
20€
Reservado

02 setembro, 2025

MENEZES, Monsenhor João Rebello Cardoso de - OS SEMINARIOS.
Por... Capellão Honorario de Sua Santidade Leão XIII = Extra Urbem =, Vice-reitor do Seminario de Braga, e Examinador Pro-Synodal do Arcebispado. Braga, Typographia Lusitana, 1880. In-8.º (19x12,5 cm) de 134, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Obra interessante e muito invulgar, dedicada pelo autor a D. Crisóstomo de Amorim Pessoa, Arcebispo de Braga, "em testimunho de sincera gratidão e humilde respeito, e para commemorar o fausto acontecimento da abertura no novo Seminario dos Apostolos S. Pedro e S. Paulo".
D. João de Menezes, apologista da educação religiosa ministrada em seminários, considera ser essa a única forma de passar competências aos futuros sacerdotes e dar-lhes a base necessária para um bom desempenho da actividade pastoral. Traça ainda o diagnóstico da educação clerical no país, em época conturbada e de crise de vocações, aliada a um forte sentimento anticlerical.
"A maior obra de caridade actualmente em Portugal é a instituição de bons seminarios, onde se eduque um clero com verdadeiro espirito ecclesiastico." (Impresso na f. rosto)
"Como portuguez, como christão, e ainda mais como Padre, não posso, nem devo deixar de me condoer dos males que affligem Portugal.
Tenho corrido quasi todo o nosso reino, e tocado com a mão nas suas chagas, e é á vista d'ellas que por mais d'uma vez tenho exclamado - Portugal seria uma terra de santos, se tivesse um certo numero de clero com um verdadeiro espirito ecclesiastico.
Amo o clero, e desejava vel-o elevado á altura do santo e sublime ministerio, de que por Deus foi encarregado, e posso dizel-o bem alto, que não só com as minhas palavras, mas ainda com minhas obras eu tenho proclamado esta verdade. [...]
 Nos males actuaes do clero em Portugal, nem tem culpa o simples clero nem os Prelados. Que haviam elles fazer relativamente á sua educação em circumstancias tão anormaes?
É verdade que não ha sociedade sem religião; não ha religião sem ministros, e não ha ministros da religião dignos d'esse nome sem que haja uma casa, onde elles se eduquem. [...]
Que é um Padre? É o homem do sacrificio em beneficio da humanidade e para honra e gloria de Deus. [...]
Quem é este homem quasi divino que assim se sacrifica pelos seus irmãos?! Este home é o Padre catholico."
(Excerto do Cap. I, Da excellencia o estado ecclesiastico) 
Indice:
Da excellencia do estado ecclesiastico. II - Da impossibilidade d'um bom clero sem um bom seminario, onde elle se eduque. III - O espirito do sacrificio necessario ao clero só no seminario se póde adquirir. IV - O espirito da fé necessario ao Padre só se adquirirá no seminario. V - Os obstaculos que no mundo se dão ao espirito de fé. VI - A vocação. VII - Os signaes da verdadeira vocação. VIII - Os signaes de verdadeira vocação ordinariamente só se conhecerão no seminario. IX - Ou bons seminarios ou nenhuns. X - Condições necessarias para o seminario ser bom e conforme ao espirito da Santa Egreja. XI - A devoção ao Agusto Mysterio da Eucharistia. XII - A devoção a Maria Santissima. XIII - A obediencia. XIV - O desapego do mundo. XV - A castidade. XVI - Meios de que se deve lançar mão para suscitar e conservar as vocações para o estado ecclesiastico. | Monita ad Sacerdototes.
D. João Rebelo Cardoso de Menezes (1832-1890). "Irmão da Condessa de Margaride, nascido na Rua Direita, em Vila Real, baptizado na igreja de S. Pedro no dia 4 de Novembro de 1832. Fez com distinção os preparatórios no Liceu de Vila Real e estudou Teologia no seminário de Braga, onde, pelo seu talento e aplicação, foi considerado o aluno mais notável do seu curso. Em 1 de Junho de 1855, concluído o curso, recebeu ordens menores em Barcelos das mãos do bispo de Leiria, D. Joaquim Pereira Ferraz. A 22 de Dezembro do mesmo ano teve ordens de sub diácono, conferidas pelo prelado de Lamego, D. José de Moura Coutinho. Em 20 de Dezembro de 1856 foi o arcebispo de Braga, D. José Joaquim de Azevedo e Moura, que lhe impôs ordens de diácono; em 19 de Setembro de 1857 era-lhe dada a dignidade de presbítero. Depois foi missionário apostólico durante doze anos nos Açores. Posteriormente foi chamado a Braga e ali lhe deram a direcção do seminário do arquiepiscopado, cuja reforma se tornara urgente. O papa Leão XIII nomeou-o então seu capelão honorário extra urbem, dando-lhe, em Agosto de 1879, o título de monsenhor. Em Outubro de 1880 foi nomeado desembargador honorário da relação eclesiástica de Braga e em Fevereiro de 1881 protonotário apostólico e prelado doméstico de S.S. Foi examinador prosinodal e director do jornal Semana Religiosa Bracarense. Em 10 de Setembro de 1884 foi nomeado arcebispo e vigário geral do Patriarcado e logo confirmado com recomendação do papa para que lhe não fosse aceite qualquer escusa no elevado cargo. A 7 de Dezembro era sagrado arcebispo de Mitilene no seminário de Santarém pelas mãos do patriarca e tendo por assistentes o bispo do Algarve, D. António Mendes Belo, e o de Macau, D. António Joaquim Medeiros. A seguir o papa Leão XIII conferiu-lhe o grau de doutor em Teologia pelo diploma de 16 do mesmo mês e ano. Logo entrou no desempenho dos cargos de provisor e vigário geral do Patriarcado, não deixando, contudo de pregar e confessar, doutrinar laboriosamente, fazer ordenações, crismar, e até ajudar humildemente o pároco da igreja onde diariamente dizia missa. Distinguiu-se muito como orador sagrado, pronunciando em S. Vicente de Fora, na Quaresma dos anos 1884-85 e 86, conferências religiosas-filosóficas que foram muito apreciadas não só pelos fiéis como também pelos mais ilustres homens de letras do seu tempo, que foram ouvi-lo, atraídos pela fama da sua erudita e vernácula eloquência. Em 1887 foi nomeado arcebispo de Larissa, coadjutor e sucessor do bispo de Lamego. A 12 de Maio do mesmo ano fez a sua entrada solene naquela cidade. Escreveu este prelado três obras de importância: O Código Penal da Igreja, que é um comentário da instituição Apostolicae Sedis; Os Seminários e um Cerimonial. D. João Rebelo Cardoso de Menezes faleceu, com 58 anos, no Paço Episcopal de Lamego, no dia 5 de Junho de 1890, foi sepultado na Capela de Arroios - Vila Real, de nome original de Santo António, doando todos os seus bens à Diocese de Lamego."
(Fonte: http://www.cm-vilareal.pt/gremio/images/publicacoes/tellus_48.pdf)
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. F. rosto apresenta pequeno restauro lateral.
Raro.
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13 outubro, 2023

TÓRGO, Alves -
CARTEIRA DE UM VETERINARIO : apontamentos ao alcance de todos.
Sobre as principaes doenças internas do Cavallo, Boi e Cão. Por... Lente do Instituto de Agronomia e Veterinaria. Lisboa, Typographia Mattos Moreira e Pinheiro, 1897. In-8.º (16x11 cm) de VI, [1], 324 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual veterinário para utilização dos amadores/interessados no bem estar nos animais, para resolução de emergências quando na impossibilidade de recorrer a profissional habilitado.
"Não para substituir o medico-veterinario em todas as circumstancias, mas como recurso de occasião onde e quando a assistencia clinica d'aquelle seja de todo impossivel - e não são poucas as vezes que isso succede - vai ver mundo este ligeiro trabalho com o modesto e suggestivo titulo de Carteira de um veterinario. Vale este titulo o mesmo que dizer que não se trata de um desenvolvido trabalho, mas de umas simples notas ou apontamentos - ineditos uns, outros colligidos - sobre as principaes doenças internas das tres especies de animaes domesticos que mais interessam ao homem. [...]
De resto, esta Carteira vai preencher a falta, desde longe sentida, de um tratado de veterinaria pratica, escripto em portuguez e á altura dos modernos conhecimentos scientificos.
Por isso muito póde e deve ella utilizar, no que respeita ás principaes doenças internas do cavallo, boi e cão, a todas as pessoas que tenham de vêr-se a braços com um animal doente, longe de todo o auxilio veterinario."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Alves Tórgo (1850-?). Nasceu em Vila Real a 25 de Outubro de 1850. Ardente, sincero e forte na propaganda da Republica, a sua fé jamais esmoreceu, o que importa o maior elogio do seu carácter e das suas convicções democráticas. Exerceu desde longa data o magistério como lente do Instituto de Agronomia e Veterinária, e o seu saber, foi por outros, lisonjeado e distinguido pela sua classe, que sempre procurou honrar, não só na cátedra, como também em congressos e revistas da especialidade. Dedicou-se durante anos, em quase todas as suas horas de ócio à educação das classes populares, de que é testemunho a obra simpática e benemérita do Centro Escolar Affonso Costa."
(Fonte: http://clubedohistoriador.blogspot.com/2011/04/alves-torgo.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
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23 agosto, 2018

FIGUEIREDO, Otílio - INTERLÚDIO : odes. Porto, Edições Contraponto, 1981 In-4.º (13x24cm) de 73, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Capa: Gil Maia.
Obra poética incluída nas apreciadas edições da Contraponto. Bonita peça de design, impressa em papel de superior qualidade.
Tiragem: 1 600 exemplares.
Otílio de Carvalho Figueiredo (1909-1988). Foi um médico português - "médico-dos-pobres" à boa maneira de João Semana -, escritor, músico, pintor, caricaturista, e a partir de 1984, editor-livreiro. "Nasceu em Trás-os-Montes onde conclui o curso do liceu e da escola de Desenho. Depois de ter frequentado em Lisboa os preparatórios para a Marinha e no Porto o Conservatório de Música foi licenciar-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Cedo começou a versejar pois são de ainda aluno da escola primária as suas primeiras poesias. Dirige aos 12 anos um jornal manuscrito de que se salvaram alguns números. Aos 17 anos a casa Sasseti publica-lhe as primeiras músicas. Durante décadas, a par da música, das conferências, do jornalismo, da pintura a óleo e das caricaturas, escreve contos, romances e poemas que à excepção do ABC das Mães (por ser livro de divulgação científica) só viriam a ser publicados depois do 25 de Abril."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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07 agosto, 2012

[LACERDA, D. José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de] – UM PAPEL POLITICO. Hontem, Hoje e Ámanhã. Lisboa, Tipografia do Gratis, 1842. In-8.º (19,5 cm) de [2], III, [1], 205, [1] p.
1.ª edição.
Rara edição original, publicada sob anonimato.
"Sou portuguez, e amo o meu paiz: eis-aqui a minha profissão de fé politica. Mas de que côr trajas? É esta uma pergunta, cuja resposta, ainda antes de me lerem, desejarão antecipada todos que pegarem neste papel. Cumpre-me satisfazel-a. Odeio o absolutismo, e não sou republicano: desprezo o miguelista, e respeito o monarchismo: comungo com os Cartistas, mas não do bando renegado, nem da parcialidade alcunhada Cabralina: sou portuguez."
(Excerto da introdução)
José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de Lacerda (Vila Real, 1802 - Lisboa, 1877). “Em 1817 entrou na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Estudou línguas Orientais, Filosofia e Teologia na Universidade de Coimbra. Seguidamente ensinou em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O governo miguelista prendeu-o. Evadiu se da prisão e fugiu para o estrangeiro, onde prestou bons serviços à causa liberal. Chegou a merecer a estima pessoal de D. Pedro IV, de D. Maria Il, D. Pedro V e de D. Luís. Depois foi cónego e deão da Sé de Lisboa. Escreveu as seguintes obras: A. B. da Costa Cabral (1844-1845) em 2 volumes; Portuguese African Territories. Reply to Dr. Livingstone, Accusations and Representations (1851); Novíssimo Dicionário de Sinónimos (1860); e A New Dictionary of the Portuguese and English Language (1871).”
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação. A derradeira folha apresenta rasgão sem perda de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
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