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27 fevereiro, 2024

MATOS, Manuel Cadafaz de -
O CULTO PORTUGUÊS A SANT'IAGO DE COMPOSTELA AO LONGO DA IDADE MÉDIA.
Peregrinações de homenagem e louvor ao túmulo e à cidade do Apóstolo entre o Séc. XI e Séc. XV. Lisboa, Instituto Português do Património Cultural, 1985. In-4.º (24x17 cm) de [2], 37, [1] p. (521-557 p.) ; [7] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do Tomo II do Volume I de Bibliotecas, Arquivos e Museus.
Tiragem limitada a 50 exemplares.
Importante ensaio histórico sobre as peregrinações a Santiago de Compostela na Idade Média.
Livro ilustrado no texto com mapas dos caminhos, incluindo o traçado da «estrada Mourisca», uma planta de Braga medieval em página inteira, e em separado, com 8 figuras distribuídas por sete páginas, sendo uma delas um mapa das vias romanas do Centro de Portugal, provavelmente em uso na época da peregrinação a Santiago da rainha Santa Isabel. Inclui reprodução das letras de diversas canções medievais para utilizadas nas peregrinações e lista de personalidades da história medieval pátria que terão ido em romagem a Compostela.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. José da Costa Miranda.
"Nos arquivos e bibliotecas portugueses, sejam eles de carácter central ou local, pode encontrar-se um rico acervo documental que nos dá testemunho - nas mais distintas perspectivas  historiográficas e socioculturais e religiosas - do «peregrinar», essencialmente durante a Idade Média, desta terra lusa até Santiago de Compostela. [...]
Partindo-se de uma premissa de carácter religioso - dado que todo o «peregrinar» envolvia, na sua essência, a prestação de culto -, toda essa mobilização do binómio homem e espírito-religioso se via irmanada com toda uma série de sucedâneos. Tinham eles a ver, entre outras questões, com o que sucedia ao crente na sua peregrinação desde sua casa até ao santuário do túmulo do Apóstolo em Compostela, a forma como se deslocava, se vestia, alimentava ou comportava, ou, já no sentido de regresso, a forma como transportava (e muitas vezes materializava em actos de culto) esse mesmo ideal de culto medieval, ou se mantinha fiel, durante gerações sucessivas, a esse mesmo espírito religioso."
(Excerto da Sinopse)
"A todo o peregrino era dado acolhimento nos albergues ou hospícios situados nos caminhos por onde transitava. Dessas vias, espalhadas um pouco por todo o País, ganhava significativa nomeada - particularmente nas regiões a norte do Tejo - a que ligava Lisboa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Soure e Coimbra. Aí esse percurso entroncava com dois outros: um proveniente de Lisboa e que passava por Santarém e Tomar; e aquele que, denominado «estrada mourisca», ligava as regiões centro-fronteiriças, nomeadamente as áreas de Elvas e Campo Maior, com a cidade do Mondego passando por Açumar, Crato, Barca de Amieira, Cardigos, Sertã e Mirando do Corvo."
(Excerto de 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam)
Índice:
Sinopse | 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam. 1.1. Da história religiosa e das instituições à arqueologia da cultura oral dos peregrinos. 2. Alguns casos exemplares de peregrinos ilustres que foram em romagem até ao túmulo do Apóstolo (sécs. XI-XV).
Manuel Cadafaz de Matos (n. 1947). "Nasceu em São José das Matas (Mação) a 11 de Agosto de 1947. Frequentou a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa e é Mestre em Literatura e Culturas Portuguesas - Época Moderna (1990) e Doutor em Estudos Portugueses - especialidade História do Livro (1998), pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É académico correspondente da Academia Portuguesa da História e Academia de Marinha, e foi docente universitário em Lisboa na Universidade Católica Portuguesa (1989) e na ESD (Prof. Associado) e professor catedrático convidado na Universidade de Barcelona (2004). Foi ainda colaborador da revista Blitz. É director, desde 1997, da Revista Portuguesa de História do Livro, que se edita semestralmente. Dirige os projectos editoriais das obras latinas de Damião de Góis e André de Resende. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem da Instrução Pública, em 2015."
(Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/6389608.Manuel_Cadafaz_de_Matos)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

25 maio, 2019

GUERRA, L. de Figueiredo da - A CAPELLA DE SANTO ABDÃO DA CORRELHÃ. Por... Viana, Tip. Comercial «A Aurora do Lima», 1924. In-8.º (21,5 cm) de 15, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico sobre as disputas políticas e territoriais entre a Arquidiocese de Braga e a Igreja de Compostela na Idade Média, com epicentro na Correlhã - a antiga Vila Corneliana -, cuja capela foi utilizada por Diogo Gelmires, Bispo de Iria, aquando do furto e transporte para a Galiza das relíquias de quatro santos.
Opúsculo ilustrado com uma reprodução fotográfica da Capela de Santo Abdão.
"A capella junto ao adro paroquial de S. Thome da Correlhã, no concelho de Ponte do Lima, é uma antiga ermida corporal, ou funeraria, como outras que conhecemos nos Mosteiros medievais da Galiza e de Portugal; algumas tinham tão pequenas dimensões, que mal se podiam celebrar n'ellas os officios divinos.
Sobem aos seculos X e XI.
Sendo outr'ora prohibidos os enterros dentro das egrejas, distribuiram-se as sepulturas, fóra e em roda dos templos, em recinto vedado, conservado sempre os tumulos a respectiva orientação.
Convém não confundir esta nossa Correlhã, a antiga - Villa Corneliana -, pertencente a Sant'Iago de Compostella, com a outra Villa, do comêço do seculo XI, situada perto de Oviêdo, nas Asturias, e chamada tambem Corneliana.
Assentava aquella velha Villa wisigothica na margem esquerda do rio Lima, a dous kilometros, a jusante da ponte de pedra, onde passava a - Via Romana - de Braga para Tuy, e que lhe vinha atravessar os limites."
(Excerto dos Cap. I e II)
Luís de Figueiredo da Guerra (Viana do Castelo, 1853 - 1931). "Foi um historiador e historiógrafo vianense que se distinguiu no estudo da história local da região em torno da foz do Lima. Foi director do Museu Municipal e da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico.
Indisponível