Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens

14 maio, 2025

SILVA, Eugénio Sobreiro de Figueiredo e -
OS LAGARES E MOINHOS DA ORDEM DE CRISTO.
Separata dos «Anais da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo» : Vol. II-1948. Tomar, [s.n.], 1948. In-4.º (23,5x16 cm) de 22 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante trabalho histórico sobre os lagares e moinhos da Ordem de Cristo, sucessora em Portugal da Ordem do Templo (Templários).
Ilustrado com 6 fotografias ao longo do livro.
"Tendo feito, no último número dos Anais, a discrição do Celeiro e do Armazém de Azeite que foram pertença da Ordem de Cristo, não acho desprovido de interesse dizer alguma coisa acerca dos lagares e moinhos que a mesma Ordem possuia junta ao rio Nabão, na então vila de Tomar. [...]
Desejo apenas deixar estas linhas como documentário, não só do que vi, mas também do que consegui saber por informações e por documentos que aos mesmos fazem referência. [...]
Dado o grande caudal do rio Nabão, não é de admirar que venha de longas eras o seu aproveitamento como força  motriz."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo amarelecidas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

17 agosto, 2024

CABRAL, Cezar Amadeu da Costa -
A ACÇÃO REPUBLICANA MILITAR NA PROVINCIA (Região central do paiz).
[Por]... Tenente d'Infanteria. Apontamentos para a Historia da Republica Portugueza. [Prefácio de Álvaro de Castro]. Coimbra, F. França Amado, Editor, 1911. In-8.º (19 cm) de 66, [2] p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Relatório sobre o movimento conspirativo militar que desencadeou a revolução republicana no centro do país, com epicentro em Coimbra. Trata-se de um raro e importante subsídio para a história da implantação da República em Portugal.
Prefácio de Álvaro de Castro, "jovem turco" da República.
Ilustrado em separado com folha desdobrável do autógrafo cifrado de J. A. Pereira de Vasconcelos "relativo á detenção dos militares manifestamente adverso à Republica no movimento revolucionario de 28 de janeiro". É muito interessante esta cifra, onde "os numeros que estám a seguir aos «sinais» indicam os individuos encarregados das respetivas detenções e outros trabalhos ali marcados", seguindo-se a exposição alfanumérica dos estudantes insurgentes, bem como outros revolucionários "estranhos á academia" - artistas, comerciantes, caixeiros e empregados públicos.
Inclui correspondência entre Costa Cabral e alguns dos insignes revolucionários republicanos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa - curiosa - do autor ao conhecido professor e arqueólogo viseense Dr. José Coelho (1877-1977).
"O teu livro ficará sendo um precioso documento para a futura historia do movimento revolucionario.
E aqui tens o que necessitava dizer-te com toda a franqueza de amigo. [...]
Se procuras simplesmente o camarada que comtigo teve as mesmas decepções, as mesmas dores e eguaes esperanças isso é outra cousa, mas então este prefacio não é mais do que uma pagina de recordações.
O escrevel-a seria roubar-te uma parte dum futuro livro, onde descreverás os meios principaes da perseguição monarchica, a atmosphera politica de Coimbra antes da morte do rei Carlos e ainda as figuras comicas que constituiam os elementos de defeza do throno."
(Excerto do Prefacio)
Ao começar a escrever estas linhas, varias difficuldades se nos deparam.
Que nome deveremos pôr ao conjuncto destes apontamentos?
Relatorio! - não será fatuoso este nome, quando nelle se não descreve nenhum feito ostensivo, quando não tomámos parte, nem assistimos a nenhum dos combates, que tiveram por fim proclamar a Republica no paiz?
A Republica na Provincia! - Não será alargar demais a esphera d'acção que praticamente desconhecemos?
Não será abusar um pouco d'um vão personalismo, quando são exclusivamente collectivos os esforços empregados num mesmo trabalho?
A acção republicana militar na provincia (Região central do paiz).
Parece-me ser este o nome mais adequado, porquanto, se vão demonstrar os esforços praticados por um punhado de militares republicanos, e embora o seu campo de acção seja principalmente em Coimbra, elles irradiaram, como conhecemos, por outros pontos, taes como Figueitra da Foz, Thomar, Aveiro, e, portanto, podemos dizer região central do paiz. [...]
Com estes apontamentos, podemos ainda dar elementos a quem quizer fazer a historia completa do movimento republicano em Portugal. [...]
Estes apontamentos, que tenho a certeza, serão acolhidos com interesse no meio republicano, sê-lo-hão tambem no exercito, quer entre os camaradas que, tendo sido sempre liberaes (e essa era a maioria do exercito), só por uma noção mal comprehendida não collaboraram com os republicanos, mas que depois contribuiram para a completa consolidação da Republica, e pelos nossos camaradas revolucionarios de Lisboa e Porto."
(Excerto do Cap. I)
César Amadeu da Costa Cabral. Pouco se sabe acerca do autor deste relatório. A BNP dá notícia de, para além da presente obra, uma outra - Aleluia Portuguêsa! Alocução proferida... em homenagem aos Herois Desconhecidos da Grande Guerra (1921) e o jornal publicado em Aveiro A Portugueza : jornal republicano independente (1912-1913), de que foi director.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris do Dr. José Coelho na f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

13 novembro, 2023

GONÇALVES, Fausto da Silva - AO CAIXEIRO INDIFERENTE. Beja, Tipografia Porvir, 1917. In-8.º (16,5 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do anarco-sindicalismo em Portugal.
Trata-se de um folheto de doutrina sindical publicado em época de acentuada degradação das condições de vida da população, de confronto entre o operariado e o patronato, quando o movimento sindicalista dava os primeiros passos entre nós. Este ano - 1917 - foi também o ano em que o primeiro contingente do C.E.P. embarcou para a Flandres, parte do esforço de guerra português no conflito mundial, mais agravando a situação.
Não se conhece qualquer publicação em nome de Fausto Gonçalves, incluindo na Biblioteca Nacional, que não possui nada em seu nome.
"Já pensaste no que aconteceria se as tuas Associações morressem?
Talvez não tenhas pensado. Felismente o destino nunca dará realidade a tal hipotese, mas, se algum dia a desse... veriamos, nesse dia, como tu te queixarias de tal desastre, filho da tua atitude egoista e do teu mau procedimento.
Queres mudar de rumo?
Queres? Então vem comnosco! Vem, porque melhorarás bem depressa a tua negtra situação.
Estás ainda a tempo e a organisação da classe no momento actual é uma necessidade imperiosa.
Cremos que de boa vontade colaborarás na obra de conjugação de esforços e energias.
Em pleno seculo XX não se pode de forma alguma ficar silencioso em face do procedimento da maior parte dos comerciantes, retrogados aos nossos direitos, que venham aniquilar uma causa justa como é a nossa e impedir o caminho da civilisação, do nosso bem estar e do progresso.
Bastará ver o que se passa em Lisboa e no Porto, onde constantemente se movimenta o patronato, exercendo as maiores represálias e as maiores infamias contra as nossas regalias.
Bastará ver o mesquinho salário que recebes ao fum dum determinado numero de dias em troca dum trabalho extenuante, forçado, e muitas vezes prejudicial á tua saude.
Bastará ver o que se passa pelas cidades, vilas e aldeias, onde caixeiros ha, que não auferem descanço semanal e regulamentação de horas de trabalho.
Bastará ver o que se passa, finalmente, por todas as terras do paiz, onde o patronato explora vil e tiranamente o pobre marçano, nosso companheiro de trabalho, que em nenhum caso e sob nenhum pretexto, poderá deixar de lhe ser concedido o descanço semanal.
Por consequencia, não demonstres mais o desinteresse pelas tuas Associações. Elas teem sido zelosas e teem-se sacrificado até ao ultimo ponto em teu proveito e para o teu bem estar social.
Quanto maior numero de associados a Associação tiver, tanto mais forte, mais vigorosa e mais vital ela se torna."
(Excerto de Por mau caminho...)
Índice:
Por mau caminho... | Trabalhador (Da brochura editada pela «Federação Geral do Trabalho de França») | Despertai!
Fausto da Silva Gonçalves (1899-1977)."Nascido em Tomar, no ano de 1899, filho mais velho de um abastado industrial e comerciante de calçado, José Gonçalo, sai de casa aos 17 anos, sem completar os estudos liceais. Dado a convívios e leituras de cariz revolucionário, entrou, muito novo, em forte litígio com o ambiente familiar muito conservador, mesmo provavelmente reaccionário, gerado por seu pai. O Congresso Operário Nacional, realizado em 1914 na sua cidade natal, desperta a sua consciência de adolescente, já solidária com as classes trabalhadoras. Começa a escrever. Lê toda a literatura que lhe passa ao alcance. Lateralmente, diverte-se a jogar futebol e é um dos fundadores do União de Tomar, que se vem a tornar um importante clube de província.
Sai da casa paterna para uma situação problemática. Encontra trabalho no Comércio em Torres Vedras, mais tarde em Beja, até se fixar em Lisboa. Abraça por inteiro o Jornalismo e a luta política. Fausto Gonçalves torna-se companheiro de Alexandre Vieira, Manuel Joaquim de Sousa, Mário Araújo, Cristiano Lima e Mário Castelhano, figuras grandes do Anarco-Sindicalismo, ideologia que respeita mas onde encontra incapacidades de afirmação para o futuro da luta dos trabalhadores. Escreve em “A Batalha”, órgão da Confederação Geral do Trabalho - que vem a tornar-se o 2º ou 3º diário português em tiragem, tendo colaboradores como Ferreira de Castro e Julião Quintinha.
Em 1917, a Revolução Russa leva-o à adesão às ideias bolcheviques e a integrar o grupo dos fundadores da Federação Maximalista Portuguesa, que surge em 1919 e vai anteceder a criação do Partido Comunista Português, ao qual pertence desde a primeira hora, estando assinalado como seu membro em toda a vigência da 1ª República. Colabora em “A Bandeira Vermelha”, dirigido por Manuel Ribeiro, além de jornalista, escritor de assinalar. Este é preso em 1920, mas quando sai da prisão assume um comportamento político diferente do que apresentava e torna-se um católico conservador."
(Fonte: https://www.tribunaalentejo.pt/artigos/120-anos-do-nascimento-de-fausto-goncalves-celebrados-na-casa-do-alentejo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Interior correcto.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Indisponível

19 setembro, 2011

ROSA, Amorim - DE TOMAR. Edição Comemorativa do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique e do VIII Centenário da Cidade de Tomar. Ilustrações de Júlio Gil. Tomar, Edição da Comissão Central das Comemorações, 1960. In-8.º (21cm) de 82, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição comemorativa ilustrada com belíssimos desenhos de página inteira.
"De Tomar, o quê? perguntará o leitor. História de Tomar? Lendas de Tomar? Efemérides de Tomar? De tudo um pouco, ligado pelo fio da fantasia, sem grave atropelo da Verdade histórica."
(excerto da Nota Prévia do autor)
Excelente exemplar.
Invulgar, de grande interesse histórico e regional.
Indisponível