Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens

05 outubro, 2025

CARTAS SOBRE AS NEGOCIAÇOENS PENDENTES ENTRE AS CÕRTES DE PORTUGAL, E HESPANHA A CERCA DE MONTE VIDEO E A MENSAGEM DO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS AO SENADO E CASA DOS REPRESENTANTES; SOBRE A NECESSIDADE DE TOMAR POSSE DAS FLORIDAS, EMQUE SE VÊM OS MESMOS ARGUMENTOS PARA POSSUIR AS FLORIDAS, QUE PRODUS O AUTHOR PORTUGUEZ PARAQUE
El Rey de Portugal retenha Monte Video. Londres: Na Impreçao de Mess. Coz e Baylis, Great Queen Street. [1818]. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo interessantíssimo, com relevante interesse histórico.
Trata-se da troca de argumentos nas páginas de dois jornais londrinos, entre um patriota português e um espanhol, a propósito da ocupação de Montevideu (actual Uruguai), pelo coroa portuguesa. É evidente a fragilidade de uma Espanha não recuperada ainda da sua coligação com a França no contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), parceria amplamente derrotada nos campos de batalha. No final vem impresso a missiva do presidente americano James Monroe ao Senado e Câmara dos Representantes dos EUA, justificando a ocupação da Florida, outra colónia espanhola, com a necessidade de defesa das fronteiras contra as incursões dos índios, resultado da inércia das autoridades espanholas, decisão que, aos olhos do patriota português, justifica a ocupação de Montevideu, já que as razões apresentadas são as mesmas - protecção de fronteiras.
A carta do "patriota português" é muito interessante, bem redigida, pejada de factos históricos relacionados com a Guerra das Laranjas e seus antecedentes, pondo a descoberto a traição espanhola de conluio com a França, e a ocupação ilegal de Olivença (que perdura) - uma verdadeira aula de história!
"Senhor! - A chegada do Ministro Portugues à Paris, que diariamente se espera, se olha anxiosamente como um acontecimento politico da maior importancia, sendo bem sabido que as discussoens entre Hespanha, e Portugal, relativas á occupaçaõ do territorio de Monte-Video, estaõ ao ponto de ser decididas. Diz o rumor, que o Gabinete do Brazil naõ está disposto a prestar a devida attençaõ ás reclamaçoens de Hespanha neste ponto, nem ás pacificas recommendaçoens das Potencias mediadoras."
(Excerto de Carta dirigida ao Edictor do Times...)
"Senhor! Era apenas de suppor (depois do que se tem dito e publicado) que algum individuo tivesse ainda o arrojo de se dirigir ao publico, da maneiro que o fez "Philo Justitiae," no jornal Times. Esta tentativa para influir a opiniaõ publica, por mais fraca que sêja, naõ se deve tractar com demasiada indifferença. A occupaçaõ de Monte-Video tem-se justificado com varios argumentos; 1.º que a Côrte do Rio-de-Janeiro se naõ devia fiar nas promessas da Côrte de Madrid, vista a experiencia, que tam cara lhe custou em tempos passados: segundo, que o Governo Portuguez teve em vista, na occupaçaõ de Monte-Video, proteger as suas fronteiras contra os designios de Artigas."
(Excerto de Carta ao Edictor do Jornal Inglez Morning Chronicle...)
"Apresento agóra ao Congresso todas as informaçoens, que possue o Executivo, a respeito da guerra com os Seminoles, e medidas que julgou proprio adoptar, para segurança dos nossos considadaõs, na fronteira exposta as suas devastaçoens. Os documentos inclusos mostram, que as hostilidades desta tribu naõ fòram provocadas, que saõ parte de um espirito, por longo tempo fomentado, e muitas vezes manifestado contra os Estados Unidos, e que no presente caso se vai extendendo a outras tribus, e assumem diariamente aspecto mais sério.
Como toda esta tribu habita o paiz que está dentro dos limites da Florida, éra a Hespanha obrigada pelo tractado de 1795, a prevenir que elles commettessem hostilidades contra os Estados Unidos. Temos visto, com pezar, que aquelle Governo tem absolutamente deixado de cumprir com ésta obrigaçaõ, nem sabemos que tenha feito esforço algum para esse fim."
(Excerto de Mensagem do Presidente ao Senado sobre as Floridas)
Índice:
Carta dirigida ao Edictor do Times, e naquelle Jornal publicada, sobre a posse de Monte-Video pelas Tropas portuguesas, por Philo Justitiae. Paris, 14 de Fevereiro [1818] | Carta ao Edictor do Jornal Inglez Morning Chronicle, em resposta à antecedente, por Um Portuguez amante do seu Rey e da sua Patria. Paris 9 de Abril 1818 | Mensagem do Presidente ao Senado sobre as Floridas, por James Monroe. Washington, 25 de Março 1818.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

17 março, 2024

SAGE, A. M., P. H. D., LL. D., X. La Motte e ADKIN, Thomas F. -
SCENAS DE HYPNOTISMO E COMO SE PRODUZEM.
[Instrucção para Entretenimentos ... Com trinta illustrações mostrando as posições e costumes usados pelos sujeitos.]. Rochester, N. Y., E. U. A., New York State Publishing Company, [19--]. In-4.º (23x15 cm) de 32 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curiosíssimo manual de instruções para aplicação prática de técnicas de hipnotismo com o objectivo de "pôr e dispor" dos participantes, isto é, de os colocar em estado hipnótico, nas mais variadas acções/posições.
Publicado na 1.ª/2.ª década do século XX, numa época em que o assunto - em voga - e polémico - dividia a sociedade civil e médico-científica. Uns porque consideravam ser um avanço significativo, se bem utilizado, em diversos usos e terapias; outros, com desprezo, acusavam a comunidade de charlatanismo, de promover um "espectáculo de circo" para crédulos e gente pouco avisada.
Livro muito ilustrado com a reprodução de clichés representando cada um deles uma técnica de hipnotismo, devidamente documentada e explicada.
O verso da capa promove o "maravilhoso" Hypnodisco, reputado "como a mais notavel invenção que se tem imaginado para auxilio dos hypnotistas", aparelho "feito de tal maneira que se póde trazel-o na algibeira do collete, sem inconveniente de especie alguma"(!).
Índice: Dança d'urso | Um dentista tirando um dente | Corrida de bycicle | Briga de gatos | Briga premiada | Tocar "banjo" | "Buena dicha" | Nariz de borracha | "Base-ball" | Pedicuro | "Shoot the chutes" | Resvaladoiro "toboggan" | Scena de bebedeira | Fazer caretas ao auditorio | Scena de riso | Tocadores de realejo | Dançar | Declarando amor a uma vassoura | Cadeira quente | Outra scena amorosa | Um espectaculo | Discurso politico | Scena de melaço | Corrida de hiates | Comer cebolas por maçãs | Montando cadeiras por cavallos | Electricidade | Scena de barbeiro | O photographo | Catalepsia (Esta é uma experiencia de catalepsia executada pelo Dr. Herbert L. Flint, um hypnotista muito eminente. É geralmente considerado um feito notavel.).
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
45€

24 fevereiro, 2024

FORD, Henry -
HOJE E AMANHÃ.
[Por]... de colaboração com Samuel Crowther. Tradução de Monteiro Lobato. S. Paulo, Companhia Editora Nacional, 1927. In-8.º (18,5x12,5 cm) de 338, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição brasileira do segundo livro de Henry Ford, fundador e proprietário da Ford Motor Company, fabricante de automóveis americana sediada em Dearborn, Michigan, num subúrbio de Detroit. Obra interessante, trata-se de uma espécie de manifesto/ideário do pensamento do empresário, conduta e visão sobre o capitalismo industrial.
Obra não publicada em Portugal, sem registo na base de dados da Biblioteca Nacional.
"Henry Ford em seu livro Hoje e Amanhã (1927) reflete as fontes clássicas do racionalismo, que desaguou no liberalismo inglês do começo do século XVIII, onde tudo era possível de ser medido, calculado e mecanizado, mesmo que Ford o faça em linguagem simples e sem citar fontes.
Para Ford, o mundo era dividido entre pioneiros e rotineiros, sendo que o avanço do mundo depende das ideias e realizações dos primeiros. Dessa forma, as grandes indústrias de hoje, nasceram de ideias originárias de pioneiros de ontem. Entretanto, Ford vai além, ao afirmar que o pioneiro não deve ser um financista, o qual faz finança pela finança, visto que a finança deveria servir a indústria, para se integrar no aparelho útil da humanidade. Pelos critérios de Ford, dinheiro só é vivo quando empregado no negócio, e o negócio é a ciência para a qual todas as outras contribuem."
(Fonte: https://renoschmidt.wordpress.com/2018/04/08/resenha-do-livro-hoje-e-amanha-de-henry-ford/)
"O magnfico acolhimento que o nosso publico dispensou ao primeiro livro de Henry Ford, Minha vida e minha obra, permittindo duas edições de dez milheiros cada uma, anima-nos a dar o seu segundo livro, a que podemos chamar a verdadeira biblia da Efficiencia. Livro creador, do qual ninguem sae como entra - pois lava-nos das ideas falsas e dá-nos a comprehensão nitida de que os maiores milagres da industria não passam de bom senso e intelligencia no trabalho."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Henry Ford (1863-1947). "Empreendedor americano, fundou a Ford Motor Company e foi o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Ford foi um inventor prolífico, tendo registado 161 patentes nos Estados Unidos. Como único dono da Ford, tornou-se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo."
(Fonte: https://www.portaldalideranca.pt/lideres/137-listagem/2517-henri-ford)
Exemplar brochado razoável estado de conservação. Capas algo sujas. Rasgão (sem perda de suporte) visível na capa e nas primeiras páginas do livro, ocasionado, talvez, por forte pancada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 fevereiro, 2024

WHARTON, M. D., (Rev.) J. S. -
CURSO DE HYPNOTISMO.
Por... [A Esphera Hypnotica]. Rochester, N. Y., E. U. A., New York State Publishing Co., [19--]. In-4.º (23x15 cm) de 16 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso manual de hipnotismo em 8 lições - publicado na 1.ª/2.ª década do século XX - subordinado ao ensino da técnica por meio da Esphera Hypnotica - sistema de hipnose desenvolvido pelo autor, que no entanto, deixa aviso aos interessados logo na primeira página do livro: "Adormecer a gente ou submetel-a a uma profunda hypnose: Não tenteis submetter uma pessoa a um somno hypnotico sem obterdes mais conhecimentos sobre o hypnotismo. Se assim fizerdes, não seremos responsaveis pelos resultados."
Ilustrado ao longo do livro com fotos evidenciando a posição do hipnotizador e do sujeito alvo do processo hipnótico.
Sobre o Curso, sobre assunto tão em voga na época, diz-nos o autor: "Estas instrucções foram escriptas com o fim especial de acompanharem a Esphera Hypnotica. Por forma alguma se consideram como um curso completo sobre todas as phases do hypnotismo, mas o estudante sensato poderá, comtudo, adquirir muitos conhecimentos por meio d'ellas."
"A Esphera Hypnotica
A esphera influencia o sujeito de duas maneiras: primo, produz um effeito mechanico directo; secundo, a sua apparencia mysteriosa desperta uma certa expectativa na mente do sujeito." (Explicação)
Encadernação em  meia de percalina, com as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

09 novembro, 2023

FORD, Henry - O JUDEU INTERNACIONAL. Porto Alegre, Edição da Livraria do Globo : Barcellos, Bertaso & Cia, 1933. In-8.º (19x14 cm) de 432 p. ; il. ; E.
1.ª edição em português (Brasil).
Obra polémica, não publicada em Portugal, atribuída a Henry Ford, fundador e proprietário da Ford Motor Company, fabricante de automóveis americana sediada em Dearborn, Michigan, num subúrbio de Detroit. Terá tido influência decisiva no pensamento de Adolf Hitler e na sua abordagem doutrinária em Mein Kampf à "Questão Judaica".
Ilustrada com o retrato do autor.
"Em 1920, O Dearborn Independet, jornal de H. Ford, publicou uma série de artigos sobre a questão judaica. Esses artigos, muito documentados e serenos, obtiveram tanto sucesso que o jornal adquiriu imediatamente uma expansão enorme. Depois os mesmos artigos foram reunidos num livro, intitulado The Internacional Jew. Os judeus ficaram profundamente indignados, porque o adversario era serio. E encetaram contra Ford uma violenta campanha que durou diversos anos e só terminou em 1927.
Angustiado por graves embaraços financeiros, processado pelos judeus perante os tribunais americanos, vitima de um grave acidente automobilistico que se diz ter sido muito misterioso, Ford escreveu ás organizações judaicas uma carta em que desmentia tudo o que publicára contra os judeus. Estes, depois de o deixarem algum tempo na incerteza, aceitaram a retratação. Os processos em andamento foram sustados e corre o boato de que, se o arrependimento de Ford for sincero, póde-se pensar no seu nome, para a presidencia dos Estados Unidos."
(Excerto do preâmbulo)
"Vivemos de novo em uma época em que o judaismo atráe a atenção  crítica do mundo inteiro. Sua entrada durante a guerra nos círculos escolhidos financeiros, politicos e sociais, foi tão geral e ostensiva, que sua posição, poderio e fins foram acolhidos sob uma crítica acerba, e na maioria dos casos inspirou repulsão. Perseguições não são novidade para os judeus. O que é novo para êle, para o seu sêr e sua ética racial, é esta exaltação. É bem verdade que esta povo sofre ha 2.000 anos os efeitos de um antisemitismo instintivo das outras raças, mas tal aversão não chegou jamais a ser consciente, nem se pôde nunca expressar concreta nem claramente. Em troca,  hoje está por assim dizer submetido ao miscroscopio da observação cientifica, que nos dá a conhecer e compreender as verdadeiras origens de seu poderio, de seu insulamento e também de suas amarguras."
(Excerto de Primeira Parte - Cap. I. Os judeus: seu caráter individual e sua atividade produtiva)
Indice:
[Preâmbulo] | Primeira Parte: I - Os judeus: seu carácter individual e sua atividade produtiva. II - Como a Alemanha se defende dos judeus. III - História dos judeus nos Estados Unidos da America. IV - É real ou imaginaria, a questão do judaismo? V - Enraizará o antisemismo nos Estados Unidos? VI - A questão judaica abre caminho nas revistas. VII - Mr. Arthur Brisbane, defensor do judaismo. VIII - Existirá um programa judaico-universal determinado? IX - Fundamentos históricos da aspiração judaica é hegemonia universal. X - Uma introdução aos Protocolos judeus ou dos Sábios de Sion. XI - Apreciação judaica da natureza humana do não-judeu. XII - Os Protocolos judeus requerem em parte a admiração a que fazem jus. XIII - Um plano judeu de solapar mediante as "idéIas" a sociedade humana. XIV - Teriam previsto os judeus a guerra mundial? XV - Será o kahal judeu idêntico ao atual soviet russo? XVI - Como influe a questão judaica sôbre a agricultura. XVII - O judaismo predomina na imprensa mundial? XVIII - Como se explica o poder politico judaico? XIX - A U. R. S. S.  (Russia Vermelha) creatura do pan-judaismo. XX - Um testemunho judaico a favor do bolchevismo. Segunda Parte: Do Prefacio pessoal do Sr. Henry Ford | I - Nos Estados Unidos os judeus mistificam seu número e poder. II - Os judeus constituem uma nação. III - Judeus contra não-judeus na alta finança de Nova York. IV - A curva ascendente do poderio financeiro judaico. V - Baruch, o "Disraeli americano" e "Procônsul de Judá na America". VI - O predominio israelita no teatro norte-americano. VII - O primeiro "trust" teatral judeu. VIII - O lado judeu de problema cinematografico. IX - A preponderancia israelita no mundo cinematografico. X - Nova York sob o "kahal" judeu. XI - Crítica dos "Direitos judeus". XII - A ordem universal dos "B'nai B'rith". XIII - Como Disraeli caracteriza os judeus. XIV - O chefe de estado que teve de inclinar-se perante o judeu internacional. XV - História de Bennett, o editor jornalistico independente. XVI - A informação de Morgenthau sôbre a Polonia. XVII - O acorrentamento da Polonia pela Conferencia de Paz. XVIII - Panorama atual da "Questão Judaica". XIX - Um intervalo literario: que é o jazz? XX - Os viveiros do bolchevismo nos Estados Unidos. XXI - Confissões de um superior da ordem de "Binai Brith". XXII - Kuhn, Loeb & C.ª, de Nova York, e M. M. Warburg & C.ª, de Hamburgo. XXIII - A sêde de ouro americana sob o controlo financeiro dos judeus. XXIV - A influência judaica na vida intelectual americana. XXV - Os planos financeiros dos judeus internacionais.
Henry Ford (1863-1947). "Empreendedor americano, fundou a Ford Motor Company e foi o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Ford foi um inventor prolífico, tendo registado 161 patentes nos Estados Unidos. Como único dono da Ford, tornou-se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo."
(Fonte: https://www.portaldalideranca.pt/lideres/137-listagem/2517-henri-ford)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas algo cansadas.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP tem registo deste livro (Porto Alegre, 1933), com a indicação "sem informação exemplar".
25€

23 setembro, 2022

PINA, Luís da Câmara - DEVER DE PORTUGAL PARA COM AS COMUNIDADES LUSÍADAS DA AMÉRICA DO NORTE. Lisboa, [s.n. - imp. Atelieres Gráficos Bertrand (Irmãos), L.da, Lisboa], 1945. In-4.º (24 cm) de 73, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Com uma carta-prefácio de Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa.
Obra ilustrada com quadros e tabelas ao longo do texto.
"Sem estudar o pormenor da instalação dos primeiros portugueses na América do Norte e sem remontar aos grande navegadores, aos soldados e marinheiros da época dos Descobrimentos, é ponto assente que em 1654 já existiam núcleos lusíadas em New Amsterdam - hoje chamada New York.
Poucos a princípio, atraídos pela aventura ou pela riqueza, foram aumentando durante os séculos XVII e XVIII com pescadores que os azares da pesca afastavam das ilhas do Atlântico, principalmente dos Açores e da Madeira, e a perspectiva de vida melhor fixava na costa ocidental do continente americano."
(Excerto do Cap. I... Valor demográfico)
Índice:
I - Valor das Comunidades Lusíadas da América do Norte: 1) Valor demográfico; 2) Valor económico; 3) Valor religioso. II - Missão das Comunidades Lusíadas da América do Norte: 1) Conservação do Sentimento Português; 2) Expansão da Língua Portuguesa. III - Dever de Portugal. IV - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Invulgar.
10€

22 setembro, 2022

FERREIRA, I. Emerson - O VALOR DAS NAÇÕES
. Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1918. In-8.º (19,5 cm) de 110, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Projecto de estudo sobre as nações envolvidas na Grande Guerra, sob o ponto de vista histórico e da organização económica e social, administrativa, política e legislativa. Publicado durante o conflito, apenas este volume - dedicado aos EUA e à Alemanha - veio a lume.
Livro ilustrado com quadros e tabelas estatísticas.
"Esta pequena serie de Resumos Historicos ou antes Estatisticos, dados em quatro pequenos volumes, de dois ou trez paizes em cada um, é escripta sem pretensões litterarias, e são publicados por que estamos convencidos de que serão uteis como notas estatisticas, a todos que escrevem para o publico. A guerra, que, ha quasi quatro annos, tem envolvido e victimado a maior parte das nações do mundo, tem despertado, em muita gente que, antes, com o resto do mundo pouco se importava, o desejo de colher informações sobre as nações tanto de um lado como do outro do conflicto."
(Excerto de Uma introducção para o publico)
Camillo Castello Branco, ao escrever o Discurso preliminar ás suas «Memorias do carcere», principia por pedir ao leitor que o não julgue immodesto em querer ligar ao seu trabalho grande importancia - com um introito empavezado. Este prefacio é só e simplesmente uma pequena exposição das razões que teve o auctor para dar no seu modesto trabalho estatistico: Valor das Nações, o primeiro logar aos Estados Unidos da America, nada mais.
Nenhum paiz no mundo é tão pouco conhecido e tão mal comprehendido na Europa e especialmente em Portugal como a grande confederação norte-americana. [...]
Até certo ponto entende-se a razão d'esta ignorancia; antes de 1912, pouca gente europeia se lembrava de ir viajar para a America."
(Excerto de Um pequeno prefacio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia WW1.
Indisponível

20 setembro, 2022

GORDON, Dan - WYATT EARP. Romance de… Baseado no argumento de Dan Gordon e Lawrence Kasdan. Lisboa, Temas da Actualidade, [1994]. In-8.º (22 cm) de [10], 243, [3] p. ; B. Col. Romance Contemporâneo Planeta, 2
1.ª edição.
Fotografia da capa: Ben Glass.
Biografia de Wyatt Earp, mítico xerife do wild west americano.
"Nos anos oitenta do século passado, um vasto território começava a abrir-se a Oeste da América para os homens e mulheres com vontade de o reclamar para si. Wyatt Earp e os seus irmãos eram a essência desses corajosos pioneiros apostados em fazer fortuna numa terra jovem e sem lei. Mas algures ao longo do caminho, a vida transformou-os: os seus desejos e os seus princípios tornaram-se diferentes. E Wyatt Earp, um homem de lei que conseguira ganhar respeito num raio de muitos quilómetros, tornou-se um homem cujo nome inspirava medo e ódio.
Era um herói ou um homem obcecado pela vingança? Wyatt Earp tornou o Oeste mais seguro para todos os que vieram a seguir, ou estava apenas a cumprir a sua própria vingança a coberto da lei? A história de Earp tornou-se lenda – mas por detrás da longa sombra da lenda estava um homem… um homem cuja vida acompanhou lado a lado as mudanças de uma nação inteira e o fim de um modo de vida. Durante os anos de vida de Earp, o Oeste americano nasceu, cresceu e lutou para se tornar parte da grande nação americana. E um rapazinho tornou-se um homem inesquecível…"
(Apresentação)
Índice:
I – Dodge City. II – Tombstone. III – Deserto. | Post-scriptum.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

08 maio, 2022

"VIGORIZADOR ELECTRICO" (MARCA DE FABRICA) DO DR. McLAUGHLIN
. Lisboa, Imprensa de Libanio da Silva, 1904. In-8.º (20 cm) de 86 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro de propaganda a um aparelho - o Vigorizador Eléctico - apresentado como meio para a cura de diferentes maleitas por acção da corrente eléctrica, invento do Dr. McLaughlin, com consultório em meio mundo, incluindo Lisboa, na Rua Augusta, 188 - 2.º andar. Impresso nos primeiros anos do novo século, em período de franca expansão dos conceitos teórico-práticos do magnetismo animal, trata-se de um interessante exemplo de marketing americano, desenvolvido em época de poucas (ou nenhumas) restrições à imaginação e promoção da charlatanice, mais ou menos bem intencionada. Raro e muito curioso.
Ilustrado ao longo do texto com desenhos e gravuras, bem como diversas estampas em página inteira.
"Vivemos da edade electrica. Atravessamos um periodo e inventos no ramo da electricidade e nada mais justo que se façam grandes progressos na applicação do dito agente physico para a cura de muitos padecimentos que atacam o homem. [...]
A experiencia, acompanhada de um estudo conscencioso e cheio de fé; uma observação detida das necessidades dos enfermos e dos debeis, combinada com uma ambição ardente de applicar os meios que podessem combater mais efficazmente os elementos que originam o enfraquecimento do organismo, permittiram-me criar um dos methodos mais maravilhosos da applicação da electricidade ao organismo humano, e congratulo-me do meu exito por haver aperfeiçoado um apparelho que vence todos o inconvenientes inherentes no emprego da electricidade e que cura em absoluto em conformidade com a exposição de factos simples e sincera, para pessoas doentes, e por haver organizado o maior negocio de esta classe que ha no mundo.
Com milhares de curas que já se levaram a effeito, e milhares de pessoas agradecidas que expressam em voz alta a sua gratidão por havel-os livrado dos horrores da dôr e da decrépitude, como garantia de futuro exito, espero aimda maiores resultados dos meus sforços para demonstrar á verdade do xioma de toda a minha vida, «que a electricidade é a base de toda a vida animal e sem ella não poderiamos viver».
Estas palavas prestam-se a um profundo estudo, e a vós, os que buscaes a saude, as recommendo, assim como muitas outras verdades que encerra este livro."
(Excerto da Introducção pelo Dr. M. A. McLaughlin)
"É um facto demonstrado que a electricidade é o mais natural de todos os remedios para a cura das doenças que affligem o corpo human o. Todo o medico que professe idéas modernas advoga o tratamento electrico e reconhece a sua superioridade sobre todos os agentes medicos, sobre tudo na sua applicação ás doenças que se relacionam com o systema nervoso. Esta é a admissão pratica da força electrica sobre os nervos e orgãos vitaes, de onde resulta para toda a pessoa pensadora, a convicção de que o meio de applicar tão poderoso agente de uma maneira efficaz, deveria considerar-se como a maior fortuna para a humanidade enferma."
(Excerto de Discurso sobre os processos do Dr. McLaughlin)
"Quando nos detemos a considerar que o nosso systema nervoso é a fonte e vida para os rins, o figado, o estomago, o cerebro, os orgãos sexuaes, e as varias funcções organicas do corpo e que depende a sua existencia do elemento vivificador da electricidade, e que sem esta vida é impossivel que o corpo possa manter a sua condição normal... [...]
Era. por tanto, de imperiosa necessidade o averiguar ou descobrir um meio simples, economico, mas efficaz, que podesse produzir e applicar correntes electricas, sem que levasse juntos os inconvenientes que se experimentam no uso de remedios ordinarios; e este vasio é o que veio preencher o Dr. McLaughlin, ao inventar o seu Vulgarizador Electrico.
Attentos sempre ás necessidades de todos aquelles a cuja saude tem dedicado os seus maiores disvellos o Dr. McLaughlin, vem de anno em anno melhorando o seu invento, até que o consegio levar ao mais alto grao de perfeição, abarcando n'este simples apparelho um meio de saturar o organismo de electricidade de uma maneira suave e fortalecente, rodeando, a parte dorida ou lesionada por uma corrente galvanica suave e continua que terá que infundir n'aquella saude, dia por dia, sem interromper para nada os habitos usuaes do padecente, e proporcionando uma cura simples e de senso commum, que tem bem merecida a immensa fama que disfructa hoje em dia em todas as partes do mundo civilisado."
(Excerto de Alguns factos que demonstram que o Vigorizador Electrico do Dr. McLaughlin é uma cura ou remedio natural)
Matérias: Introducção.| Discurso sobre os processos do Dr. McLaughlin. | Alguns factos que demonstram que o Vigorizador Electrico do Dr. McLaughlin é uma cura ou remedio natural. | Algumas palavras acerca dos nossos famosos apparelhos. | Mal de Bright [Insuficiência Renal Crónica]. | A electricidade como curativo. | Algumas palavras aos que soffrem. | Dor nas costas. | Varicocele. | Os tres periodos de debilidade seminal. | Um regulador para graduar a força electrica. | Dores rheumaticas. | Vinte annos de progresso. | O systema nervoso. | Dyspepsia ou indigestão. | A força de vitalidade em diversas edades. | Recusem-se os apparelhos baratos e de nenhum valor. | Pode cada um curar-se a si mesmo? | Homens que parecem gigantes na sua estructura physica e que não obstante carecem de potencia sexual. | O Vigorizador Electrico combate as perdas seminaes. | Aos homens que trabalham. | Padecimentos femininos. | Lista dos Consultorios e Escriptorios do Dr. McLaughlin e Companhia. | Lista dos preços dos Vigorizadores Electricos do Dr. Mclaughlin, para ambos os sexos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

27 abril, 2020

JOHNSON, Douglas W. - CARTA DE UM AMERICANO A UM ALLEMÃO. Por... Professor da Universidade de Columbia. Documentos para a Historia Geral da Guerra de 1914. I. London, Eyre and Spottiswoode, Ltd, 1917. In-8.º (18 cm) de 72 p. ; B.
1.ª edição.
Publicação com interesse para a bibliografia WW1, organizada pelo Comité Internacional "Veritas" de Rio Grande, Brasil.
"O Comité Internacional "Veritas" foi organisado no Rio Grande em julho de 1915. Seus fundadores se inspiraram no objectivo exclusivo de promoverem a publicação em lingua portugueza da maior copia possivel de documentos e de trabalhos relativos á Conflagração Européa, especialmente dos que se referem aos acontecimentos satellites da acção militar propriamente dita. [...]
(Excerto da introdução do Dr. A. Duprat, Presidente da "Veritas")
"Esta carta escripta pelo Snr. Douglas W. Johnson, professor da Universidade de Columbia, em New York, é a resposta a uma carta advogando a causa da Allemanha, que elle recebeu de um professor de uma Universidade allemã. Pelo rigor, emoção e eloquencia, ella constitue um precioso testemunho da opinião que tem sobre a guerra alguns meios esclarecidos da America.
Revue de Paris, 15 de Septembro, 1916."
"Recebi vossas duas cartas, contendo recortes de jornaes, bem como vosso cartão postal. Posso assegurar-vos que não foi por impolidez que demorei em responder. [...] Se tardei em responder, foi por duvidar intimamente que uma carta minha vos pudesse ser util.
Não posso compartilhar da vossa opinião sobre a responsabilidade da Allemanha n'esta guerra, nem sobre os methodos por ella empregados para fazel-a. Não penso que possa ser proveitosa uma exposição de minhas ideias pessoaes sobre este assumpto vital. Vossas cartas deixam transparecer que foram escriptas sob a influencia de uma emoção intensa, emoção que se pode comprehender e respeitar, mas que nos deve impedir de acolher com imparcialidade vistas oppostas ás vossas.
Uma vez que vosso paiz se vê cercado de adversarios poderosos; uma vez que vossos filhos invadiram como um diluvio, terras extrangeiras, no cumprimentos heroico das ordens de vosso governo; uma vez que a patria que adoraes se acha moralmente isolada; por todos os neutros condemnada pelos crimes barbaros que ella tem comettido contra a civilisação; não se pode esperar que vos seja possivel escrever com a exactidão e a prudencia scientifica, que teria sido, em condições ordinarias, o vosso ideal."
(Excerto da Carta)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Raro.
Com intresse histórico.
15€

25 novembro, 2018

BELLAMY, Eduardo - D'AQUI A CEM ANNOS. Traducção de M. Pinheiro Chagas. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1891. In-8.º (18,5cm) de [4], 322, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance futurista, verdadeiramente surprendente e premonitório em muitos aspectos.
"É indispensavel explicarmos a contradicção em que se acha o titulo do livro com o prefacio do auctor. O interessantissimo romance de Edward Bellamy figura ser escripto no anno 2000, e d'este anno é portanto datado o prefacio. Por conseguinte intitula-se Looking backwards - Olhando para traz. Os americanos que conhecem o auctor, e sabem quaes são as suas idéas socialistas, e seguem nos jornaes a critica e a explicação do livro, não tinham que se espantar com o ex-abrupto do prefacio, que já é o comêço do romance. Nós, porém, precisamos de dar no titulo a idéa dos intuitos do livro, que é pintar a sociedade como o auctor entende que ella deve ser D'aqui a cem annos, e explicar ainda o motivo por que está o prefacio do auctor em contradicção com o titulo que o traductor poz no livro. É que esse prefacio se suppõe escripto pelo supposto auctor do livro, que é tão imaginario como o seu protagonista, Julian West, nascido e ressuscitado em Boston, cidade dos Estados-Unidos."
(Duas palavras de introducção)
"Vivendo como vivemos no anno ultimo do seculo XX, gosando as bençãos de uma ordem social a um tempo tão logica e tão simples que parece apenas o triumpho do senso commum, não admira que aquelles, cujos estudos não se applicaram amplamente a assumptos historicos, se espantem de lhes dizermos que a actual organisação da sociedade tem, no seu todo, menos de um seculo de existencia. Pois não ha facto historico mais incontestavel do que o de existir quasi até o fim do seculo XIX a crença geral de que o antigo systema industrial, com todas as suas revoltantes consequencias sociaes, estava destinado a durar, talvez emfim com algumas insignificantes modificações, até o fim dos seculos. Como parece extranho e quasi inacreditavel o ter-se realisado uma tão prodigiosa transformação moral e material, como a que tem havido de então para cá, em tão breve intervallo! A promptidão com que os homens se costumam, como sendo as cousas mais simples d'este mundo, a melhoramentos nas suas condições de vida, que quando se sonhavam parecia que não deixariam nada a desejar, não podia ser mais vivamente exemplificada. Que raciocinio melhor se podia imaginar para moderar o enthusiasmo de reformadores que contam para sua recompensa com a eterna gratidão dos seculos futuros!
O objecto d'este volume é prestar um serviço áquelles que, ao passo que desejam formar uma idéa mais definida dos contrastes sociaes entre os seculos XIX e XX, se assustam com o aspecto maçudo das historias que tratam do assumpto."
(excerto do prefácio)
"Foi na cidade de Boston que eu primeiro vi a luz do dia no anno de 1857. «O que! dizeis vós, oitocentos e cincoenta e sete? É um curioso lapso. O que elle quer dizer é novecentos e cincoenta e sete, é claro.» Peço perdão, não ha engano. Foi cêrca das quatro horas da tarde de 26 de dezembro, do dia seguinte ao dia de Natal, no anno de 1857 e não de 1957 que eu primeiro respirei a briza leste de Boston, a qual, posso affirmal-o ao leitor, possuia n'esta remota data as mesma penetrantes qualidades que a caracterisam no presente anno da graça de 2000."
(Excerto do Cap. I)
Index:
Duas palavras. Prefacio. I. O seculo XIX e o seculo XX - O côche social - O heroe e a sua noiva. II. O dia da condecoração - O dr. Pillsbury e o creado do Sawyer - Como o nosso heroe adormece. III. Como elle acorda - Um somno prolongado - O panorama de Boston. IV. Edith Leete e sua mãe. V. A questão do ttrabalho no seculo XIX e as suas resoluções no seculo XX. VI. O exercito industrial. VII. O voluntariado do serviço industrial. VIII. Um passeio matinal em Boston - Edith Leete. IX. A questão dos salarios. X. As lojas do seculo XX. XI. A musica no seculo XX - Os creados e os medicos. XII. As promoções no exercito industrial - A bibliotheca do dr. Leete. XIII. As relações internacionaes - Os livros. XIV. Um restaurante no seculo XX. XV. A litteratura no seculo XX - O jornalismo - O romance. XVI. Aurora de amor. XVII. A producção e o consumo - As eleições. XVIII. A mocidade e a velhice no seculo XX. XIX. Os tribunaes e os crimes. XX. A visita no quarto subterraneo. XXI. A educação. XXII. A riqueza social. XXIII. Um mysterio. XXIV. Os anarchistas e o partido nacional. XXV. A condição das mulheres. XXVI. Um sermão. XXVII. Revelação. XXVIII. Realidade ou sonho.
Edward Bellamy (1850-1898). Foi um escritor norte-americano, socialista, mundialmente famoso pelo seu romance utópico de ficção científica «Looking Backward : 2000-1887» (1888), cuja acção decorre no ano 2000. Julian West – o personagem principal -, após um transe hipnótico, acorda numa sociedade socialista em pleno ano 2000.
Inconformado com as desigualdades que o sistema económico e social provocavam na sociedade americana do seu tempo, Bellamy protestou através da produção desta notável peça de literatura, best-seller na época. De acordo com Erich Fromm, Looking Backward é "um dos mais notáveis livros publicados na América".
Traduzido em mais de vinte línguas, influenciou a intelectualidade da época e apareceu nas listas bibliográficas de diversas obras marxistas. Os «Clubes Bellamy» espalharam-se por toda a América do Norte para discutir e divulgar as ideias do livro. Esse movimento político veio a ser conhecido como Nacionalismo, tendo inspirado várias comunidades utópicas.
Foi publicado em Portugal com o título D’aqui a cem annos (1891), com tradução de Manuel Pinheiro Chagas.
Pouco meses antes da sua morte, Bellamy publicou Equality (1897) – sequela da história futurista de Julian West, o seu protagonista em Looking Backward : 2000-1887, título que no entanto não viria a alcançar o sucesso do anterior.
Encadernação em meia de percalina com cantos, com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse (2) na f. anterrosto.
Raro e muito curioso.
35€

13 fevereiro, 2018

KLARK, Blake - PEARL HARBOUR. (Relato duma testemunha ocular). Com um prefácio de Carlos Ferrão. Tradução de Estevam Reis. Lisboa, Editorial-Século, [194-]. In-8.º (19cm) de LXXX, 166, [2] P. ; [16] P. IL. ; E. Col. Os Grandes Documentos da Actual Guerra
1.ª edição.
Interessante narrativa coeva do ataque japonês à base americana de Pearl Harbor situada na ilha de O'ahu, Havaí, perto de Honolulu.
Valorizada com o extenso prefácio de Carlos Ferrão (72 pp.) que faz o balanço da guerra e aponta as razões diplomáticas entre aos dois contendores (EUA-Japão) que conduziram ao desfecho conhecido.
Ilustrada com fotografias a p.b. ao longo de 16 páginas extra-texto, reproduzindo o ataque e o caos instalado, observando-se diversos navios da esquadra americana em chamas.
"São 7:48 na ilha de Oahu, no arquipélago do Havai. O dia amanhecera encoberto, mas as nuvens estão a dissipar-se.
No ar há apenas três aviões de patrulha norte-americanos e nenhum deles foi enviado para Norte, pois o foco mais provável de um ataque japonês está a sudoeste, nas Ilhas Marshall.
O porto alberga, desde que as tensões com o Japão começaram a intensificar-se, a Esquadra do Pacífico, usualmente estacionada em San Diego, na Califórnia. Os couraçados Arizona, California, Maryland, Nevada, Oklahoma, Pennsylvania, Tennessee e West Virginia, estão concentrados na “Alameda dos Couraçados”. Como as águas do porto são pouco profundas, julgou-se que não seria viável o uso de torpedos largados de aviões, pelo que se prescindiu de proteger os navios com redes anti-torpedo. Muitos marinheiros estão de licença em terra – é fim-de-semana – e o mesmo fez um terço dos comandantes dos navios. As perspectivas de cerveja e de umas horas na companhia de havaianas simpáticas deixaram muitos navios com a tripulação mínima: a bordo do destroyer Alwin, por exemplo, há apenas quatro oficiais, todos com o posto de guarda-marinha e nenhum com mais de um ano de embarcado.
Em terra, nos aeródromos, o receio de sabotagem levou a que os aviões fossem parqueados o mais próximo possível uns dos outros, para facilitar a sua guarda.
Muitas das baterias anti-aéreas não dispõem de munições e as chaves das caixas onde estas são guardadas estão com os oficiais de dia. Boa parte dos canhões e metralhadoras anti-aéreas nem sequer está guarnecida.
De repente, a quietude matinal é quebrada pelo ruído de aviões a baixa altitude, um deles num voo tão rasante que um oficial americano, furioso, se esforça por distinguir o número de identificação do aparelho para apresentar queixa à sua unidade. Mas as bombas e os torpedos começam a cair e o equívoco desfaz-se: é a primeira vaga, de 183 aviões, de um ataque japonês. Uma hora depois, chega nova vaga, constituída por 171 aviões.
A segunda vaga não tem tarefa tão facilitada quanto a primeira: a base está agora plenamente desperta, há nutrido fogo anti-aéreo e o fumo dos incêndios causados pela primeira vaga dificulta a identificação dos alvos. Mas isso não impede os aviões japoneses de continuar a semear a destruição. Esgotadas as munições, também a segunda vaga empreende o regresso aos seis porta-aviões de onde tinha partido, a cerca de 400 Km de distância. Ainda não são dez da manhã."
(Fonte: http://observador.pt/especiais/pearl-harbor-o-dia-da-infamia-foi-ha-75-anos/)
"O drama de Pearl Harbor, narrado nêste livro com pormenores impressionantes, por uma testemunha que pôs no seu trabalho apenas um desejo firme de servir sinceramente a verdade, foi precedido de longas negociações diplomáticas conduzidas em Washington entre os delegados do Japão e dos Estados Unidos.
Na narrativa que a seguir publicamos, como prefácio apropriado à obra de Blake Clarck, descrevem-se, com a nitidez dos documentos autênticos sôbre os quais há de construir-se a história do nosso tempo, o que foram essas negociações, segundo uma versão americana autorizada que, como o leitor terá ocasião de apreciar, não perdeu nada do tom da imparcialidade e de independência que fez da intervenção dos Estados Unidos na guerra, depois do ataque a Pearl Harbor, um acto que teve a aprovação unânime do seu povo."
(Excerto do prefácio)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

19 dezembro, 2017

COOPER, Fenimore - O CORSARIO VERMELHO. Por... Traducção de J. L. R. T. Lisboa, Typ. Lisbonense de Aguiar Vianna, 1856. 3 vols in-8.º (19cm) de 158, [2] f. il. (I), 151, [1] p. ; [2] f. il. (II), 207, [1] p. ; [2] f. il. ; E. Bibliotheca Universal : Romances de Fenimore Cooper
1.ª edição.
Romance marítimo do notável novelista americano James Fenimore Cooper. Trata-se da versão primitiva vertida para português que não se encontra referenciada na Biblioteca Nacional (nem noutras fontes bibiográficas em língua portuguesa). A edição mais antiga recenseada na BNP data de 1868 (1 vol.).
Ilustrado com 6 bonitas estampas intercaladas no texto (duas por volume).
"Basta estar familiarisado com o movimento e actividade de uma cidade de commercio na America para reconhecer quanto Rhode-Island perdeu da sua importancia. Seria difficil hoje duvidar que Newport, a principal cidade d'esta ilha, teve o primeiro logar entreos portos das nossas vastas costas, porque a natureza havia sido prodiga para com ella dando-lhe porto commodo, ancoradouro seguro e uma bahia magnifica, o que tudo parecia destinal-a a recebêr armadas, e a crear uma raça de marinheiros destemidos e experimentados; mas bem depressa outras cidades rivaes que se foram alevantando, vieram paralisar o desinvolvimento da capital de Rhode-Island. [...]
Em os primeiros dias do mez de octubro de 1759, a alegria e a tristeza preoccupavam os animos dos habitantes de Newport, e das demais cidades da America: Quebec, capital do Canadá, acabava de ser tomada pelos inglezes; mas o general Wolf havia incontrado a morte juncto ás muralhas d'esta fortaleza.
O dia em que começa a nossa narração tinha sido destinado para celebrar a victoria ganha pelas tropas reaes; havia como em todos os outros dias de regosijos, principiado ao som dos sinos e ao estrepito do canhão, e a população tinha-se espalhado pela cidade com o proposito firme de se divirtir, intenção que é quasi sempre um obstaculo ao verdadeiro prazêr."
(Excerto do Cap. I)
James Fenimore Cooper (1789-1851). Foi um prolífico e popular escritor americano da primeira metade do século XIX. Os seus romances históricos incidiram, sobretudo, sobre questões de fronteiras no início da colonização americana, e sobre a vida dos índios, e o seu permanente confronto com os colonos. A sua obra foi percursora nos Estados Unidos neste género literário. Viveu a maior parte de sua vida numa propriedade da família, em Cooperstown, Nova York, que foi fundada por seu pai William. Durante três anos frequentou a Universidade de Yale, tendo sido expulso por mau comportamento. Antes de enveredar pela carreira de escritor serviu na Marinha dos EUA, escola de vida que viria a influenciar muitas das suas histórias e outras produções. O romance que o tornou conhecido foi The Spy  (O Espião), publicado em 1821. Escreveu ainda romances marítimos com assinalável sucesso. A sua obra de referência seria The Last of the Mohicans (O Último dos Moicanos).
Encadernação cartonada da época lisa em meia de pele. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Lombada com defeitos.
Muito raro.
25€

02 dezembro, 2016

DUARTE, Manuel Ferreira - "VIAGEM AO CONTRÁRIO". Crónica da travessia do veleiro "Gaivota" da baía de São Francisco às ilhas dos Açores. Uma perspectiva. San José, Califórnia, Bridge Publications, 1995. In-8.º (21,5 cm) de 210, [2] p. ; [28] p. il. ; B.
1.ª edição.
Obra ilustrada com dezenas de fotografias distribuídas por 28 páginas extratexto.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Manuel F. Duarte, nasceu na Madalena do Pico, tendo como paisagem de fundo o Canal e a sua meia-broa. O fascínio do horizonte foi o seu berço que desabrochou na sêde da aventura. De tenra idade, vai para o Faial. Mais tarde, a ocupação profissional, ao serviço de uma empresa de Cabos Submarinos, leva-o às Caraíbas e à América do Sul. Acaba por radicar-se na Califórnia em 1971. [...]
Com o presente trabalho, Duarte coloca perante o leitor a experiência ímpar e riquíssima da "Viagem ao Contrário", em justaposição àquela que terão realizado os pioneiros da emigração dos Açores, os baleeiros. Uma odisseia de mais de três meses, na rebusca da identidade. Era a realização de um sonho de criança, ao contrário."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

07 maio, 2015

RODRIGUES, Luís Nuno - SALAZAR-KENNEDY : a crise de uma aliança. Lisboa, Editorial Notícias, 2002. In-4.º (23cm) de 343, [1] p. ; il. ; B. Col. Biblioteca de História, 11
1.ª edição.
Ilustrado com fotografias a p.b. de diversos estadistas, entre os quais, Salazar, Kennedy, e Franco Nogueira, e do embarque de tropas portuguesas para as colónias.
"Os anos que corresponderam à administração de John F. Kennedy foram de crise para a aliança luso-americana e representaram o período mais difícil das relações entre Portugal e os Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Na origem dessa crise descortina-se, em grande parte, a alteração da política norte-americana em relação ao colonialismo europeu, em geral, e à «questão colonial» portuguesa, em particular. Por outro lado, esta alteração surge justamente na altura em que eclodem em Angola as revoltas contra o domínio colonial português. Este trabalho demonstra, contudo, que é possível identificar dois momentos claramente distintos na caracterização do relacionamento luso-americano durante a presidência Kennedy.
Primeiramente, ao longo do ano de 1961 e parte de 1962, as relações luso-americanas viveram provavelmente um dos seus piores períodos de sempre; depois, nos meses finais de 1962 e durante 1963, verificou-se uma clara moderação no discurso anticolonialista dos Estados Unidos e uma evidente tentativa de conciliação com as exigências colocadas pelo Governo português tendo em vista a permanência das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, nos Açores."
(apresentação)
"Duas semanas antes de ter sido assassinado, John Fitzgerald Kennedy recebeu na Casa Branca o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Franco Nogueira. Nesse encontro, Nogueira pressionou insistentemente o presidente norte-americano para que este alterasse a política que os Estados Unidos tinham adoptado para com Portugal desde o início da sua presidência, em 1961. Nogueira aludia sobretudo ao modo como os Estados Unidos tinham alterado o seu posicionamento em relação à política colonial portuguesa, desde o momento em que votaram «contra» Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Março de 1961. Kennedy disse entender o ponto de vista de Franco Nogueira e admitiu inclusivamente que na altura não se tinha apercebido da complexidade do problema africano. Contudo, o retorno dos Americanos a uma posição mais «conservadora» em questões coloniais não poderia ser repentino." 
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
10€