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24 setembro, 2024

DIAS, Dr. Jaime Lopes -
CORTIÇAS DA BEIRA BAIXA : apontamentos para o seu estudo histórico, económico e etnográfico
. Lisboa, Torres & C.ta - Livraria Ferin : Depositários, 1946 [Capa, 1947]. In-8.º (22x14,5 cm) de 64, [2] p. ; [11] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da indústria corticeira.
Invulgar e muito curioso, com interesse histórico e etnográfico.
Ilustrado no texto com desenho encimando o prefácio e uma tabela: Exportação da cortiça e seus derivados (1911-1942), e em separado, com 21 fotografias distribuídas por 11 folhas impressas sobre papel couché.
"Sem pretensões, e com a quase certeza de não dar novidades, mais no propósito de fazer história local, de registar práticas, costumes e termos, numa palavra, e revelar, como se me pediu, o que ainda se usa, neste capítulo, na Beira Baixa, o que se segue - quero crê-lo - talvez possa ter o préstimo de servir de elemento subsidiário para a organização da monografia - que falta escrever - das Cortiças de Portugal."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
[Prefácio] | I - Breve explanação do problema corticeiro português. II - A cultura do sobreiro na Beira Baixa: a) Uma lenda curiosa. b) Origem dos sobreirais e medidas de protecção necessárias. III - Extracção da cortiça. IV - Corticeiros, seu recrutamento, vida e costumes. V - Evolução da indústria corticeira na Beira Baixa. VI - Operações do fabrico da cortiça. VII - Comércio, arrendamento e exportação. VIII - Valor e utilidade do sobreiro e da cortiça. IX - A cortiça na arte popular e no folclore. X - Vocabulário corticeiro.
Jaime dos Santos Lopes Dias (Vale do Lobo, hoje Vale da Senhoa da Póvoa, Penamacor 1890 - Santa Catarina, Lisboa, 1977). "Foi um importante etnógrafo, olisipógrafo, escritor e historiador português, com formação em Direito e vários cargos na Justiça, Política e Função Pública. Uma das suas mais importantes obras é a Etnografia da Beira (1926)[1]. Esta obra de fôlego, com 11 volumes, resultou de um intenso e prolongado esforço de recolha de tradições orais sobre a vida, as tradições, os costumes, o folclore e as diversidades culturais da Beira-Baixa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

12 outubro, 2015

DIAS JÚNIOR, José Lopes - EM REDOR DO SERVIÇO SOCIAL. (Duas conferências). Vila-Nova-de-Famalicão, Tipografia «Minerva», de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1932. In-4º (23,5cm) de 50 p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao Doutor Luís dos Santos Viegas.
Os primórdios da assistência social em Portugal. Conferências pronunciadas pelo autor a propósito da importância do Estado no desenvolvimento do Serviço Social baseado nos princípios da dignidade humana.
"É tão costume nosso cultivar o ódio e o rancor, está tão dentro dos nossos hábitos o desvario de criticar injustamente e de malsinar, tão longe nos tem levado a onda de paixões sectárias que, na verdade, chegamos a um momento em que é preciso tocar a unir para as almas desinteressadas e ansiosas do Serviço Social, sêja qual for a modalidade em que se informe.
Estamos no século da Assistência!
Por todo o mundo civilizado corre um frémito de solidariedade pelo nosso irmão doente e desamparado, pela criancinha orfã de pais ou de carinhos, pelo ignorante, pelo sem-trabalho, , por todo o infeliz, pelo próprio degenerado e criminoso, irresponsável nas suas taras e distrofias! [...]
Ao conjunto dos meios destinados a remediar os males sociais chamamos nós assistência."
(excerto da conferência proferida em Castelo Branco)
Conferências:
Em redor do Serviço Social. Conferência popular, proferida no Teatro da Covilhã, a Convite da Associação Mutualista Covilhanense, no dia 24 de Abril de 1932.
Breves considerações sôbre Assistência em Castelo Branco. Palestra proferida numa festa de Caridade em benefício do Instituto do Cancro e de um pavilhão hospitalar para tuberculosos em Castelo Branco, realizada no Cine-Teatro desta cidade, na noite de 3 de Novembro de 1931.
José Lopes Dias Júnior (1900-1976). "Nasceu a 5 de maio de 1900, em Vale do Lobo, atualmente Vale da Senhora da Póvoa, concelho de Penamacor. José Lopes Dias Júnior foi médico e escritor. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1923, frequentou os hospitais de Paris durante todo o ano de 1925. realizou viagens de estudo a Espanha em 1923 e 1928 e à Itália em 1931. Seguiu cursos de radiologia e clínica geral no Hotel Dieu e na Charité, em Paris. Participou em muitos congressos nacionais e internacionais, especialmente de Pediatria, Proteção à Infância e de História das Ciências, designadamente de Medicina. Fundou, com apoio da Junta Geral do Distrito de Castelo Branco, em 1930, o Dispensário de Puericultura de Castelo Branco e as colónias marítimas de crianças, na praia da Nazaré. Foi médico em Penamacor durante três anos e depois em Castelo Branco, onde foi diretor do Dispensário de Puericultura e médico escolar no liceu de Nuno Álvares. Colaborou em diversos jornais e revistas como: Diário de Lisboa, Século, Diário de Notícias, Saúde Escolar, Acção Médica, Jornal Médico, etc. Foi redator do jornal Mocidade, entre 1916 e 1918, quando ainda era estudante, e na Acção Regional, de Castelo Branco, desde 1928. Consagrou-se como médico aos estudos referentes à Medicina Social e à História de Medicina em Portugal. Como médico escolar, encontra-se na revista Saúde Escolar, desde 1936. Foi assíduo colaborador em estudos de higiene das escolas primárias, dos liceus e universidades. Em 1946, juntamente com Firmino Costa preparam a tradução de Sete centúrias de curas médicas do Dr. João Rodrigues de Castelo Branco, vulgarmente conhecido por Amato Lusitano. Neste mesmo ano foi publicada a Primeira centúria."
(Fonte: Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, vol. XV, pp. 448)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€