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13 agosto, 2013

AS EXECUÇÕES CAPITAIS EM PORTUGAL NUM CURIOSO MANUSCRITO DE 1843. Apresentação e notas de António Braz de Oliveira. Lisboa, Biblioteca Nacional, 1982. In-fólio de 19, [1] p. (num. p. 109-127) ; il. ; B. Separata da Revista de Biblioteca Nacional, N.º 1
Ilustrado em página inteira com fac-símile da primeira página do Manuscrito.
"Decano da ex-polícia preventiva, como no final do manuscrito se refere, António José da Conceição terá contactado de perto com alguns dos sentenciados e sido testemunha directa (visual) de algumas das execuções. [...] A redacção do manuscrito, deverá ter-se situado por volta do ano de 1843. [...] Aqui fica, pois, a nossa apresentação da Breve notícia de diversas execuções capitais em Portugal desde 1326 a 1843, de que foi autor António José da Conceição."
(excerto da apresentação)

1326
É degolado em Lisboa, por traidor, João Afonso, irmão natural de D. Afonso IV.

1603
É enforcado e esquartejado o padre-mestre frei Estevão Caveira de Sampaio, por querer introduzir em Portugal como rei D. Sebastião, o calabrês Marco Túlio.

1758
Padecem morte atroz o Duque de Aveiro, Marqueses de Távora e outros, por conspiração contra El-Rei D. José.

1761
É garroteado, como herege, o padre Gabriel Malagrida.

1772
É enforcada Isabel Xavier Clesse, por deitar um clister de água-forte a seu marido que, segundo um comentador, ficou de perfeita saúde.
Neste mesmo ano foi atenazada pelas ruas públicas, tendo as mãos cortadas em vida e sendo garroteada e queimada, Luísa de Jesus, por ir buscar expostos à Misericórdia de Coimbra para criar, matando-os e enterrando-os para lhes roubar o enxoval. Acharam-se enterrados 33 cadáveres e a ré confessava haver garroteado 28
Morrem também enforcados diversos escravos que mataram seu senhor João da Fonseca.

1773
É queimado vivo Alexandre Franco Vicente, armador da Patriarcal de Lisboa, por lançar por vezes fogo à igreja para encobrir os seus furtos.

1775
É atado a quatro cavalos, arrastado, despedaçado, depois de ter as mãos cortadas e, por fim, queimado, João Baptista Pele, acusado de atentar contra a vida do Marquês de Pombal.

1808
É fuzilado o português Jacinto Correia, por ordem do General francês Loisson, por ter matado com uma foice dois soldados franceses. Também é arcabuzado Macário José, por haver morto três soldados franceses.

1817
São supliciados como réus de lesa-magestade e alta traição, o Tenente-General Gomes Freire de Andrade e onze companheiros, estes no campo de Santa Ana e Gomes Freire na Torre de S. Julião.

1838
É fuzilado, como chefe de guerrilha, o Remechido, José Joaquim de Sousa Reis, no Algarve.

(transcrição de algumas execuções)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
Indisponível

01 setembro, 2011

DEVASSA A QUE MANDOU PROCEDER SUA MAGESTADE NO TERRITÓRIO DO ALTO DOURO PELO DESEMBARGADOR ANTÓNIO DE MESQUITA E MOURA. Organização de António Braz de Oliveira e Maria José Marinho ; Apresentação de António Barreto. Lisboa, Biblioteca Nacional, 1983. In-4º (27,5cm) de XCII, [4], 1103, [5] p. ; [1] corrigenda ; il. ; B.
Tiragem: 1000 exemplares.
"[...] Depois de alguma ponderação, foi decidido [...] preparar a edição da «Devassa...», mesmo sabendo que não se trata seguramente de um «best-seller». Todavia, estou certo de que o seu grande valor, para a investigação histórica, virá a revelar-se com o tempo. Pelo seu conteúdo é um precioso contributo para a história social e económica da Região do Douro e do comércio do vinho; donde se deduz a importância deste material para a história económica do país, dada a posição de relevo do vinho nas exportações portuguesas do século XVIII. Finalmente, até para a história do Direito e da Administração será útil este documento, tendo em vista a sua natureza processual. Contém a «Devassa...» 2.379 depoimentos, feitos por um pouco mais de duas mil pessoas (algumas repetiram a audição) , todas elas originárias, residentes ou exercendo as suas actividades na Região do Douro, tal como esta resulta das primeiras Demarcações Pombalinas. [...] Para todos os efeitos, o Douro vinícola foi a primeira Região Demarcada da história, no que foi seguido, já no século XIX, por várias outras, em França, na Alemanha, na Itáila, na Espanha e, de novo, em Portugal." (da Apresentação)
Bom exemplar.
Invulgar, de grande interesse histórico.
40€