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29 julho, 2026

SOCIEDADE PROMOTORA DO APURAMENTO DE RAÇAS CAVALARES - TURF-CLUB.
Relatório e Contas da Direcção. Parecer da Comissão Revisora de Contas e Lista dos Sócios. 92.º Ano - 1974. Lisboa, [s. n.], 1975. In-8.º (19x14,5 cm) de 37, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório e Contas do Turf Club, um dos mais prestigiados e antigos clubes privados de cariz aristocrático em Lisboa, fundado originalmente em 1883, inspirado na tradição dos clubes de cavalheiros britânicos, estando intimamente ligado à história do desporto hípico e da alta sociedade em Portugal. Trata-se do documento relativo ao ano de 1974 - o da Revolução de 25 de Abril - que, talvez por isso, indicia alguma desmobilização dos sócios, razão para as "queixas" da Direcção no interior do livro.
Inclui a Lista de Sócios, encabeçada pelo Presidente Honorário, S. A. R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança.
O Turf Club, oficialmente designado como Sociedade Promotora do Apuramento de Raças Cavalares, é uma associação histórica e prestigiada fundada em 1882. Situada na Rua Garrett, n.º 74, 1.º andar, no Chiado, a instituição serviu durante décadas como um espaço de convívio, reuniões e fomento da criação e competição equestre em Portugal. (IA)
"A publicação deste livro foi acolhida sem grande interesse pela maioria dos Sócios, incluindo muitos que frequentam regularmente o Club.
Dos 224 sócios existentes em 31 de Dezembro de 1974, somente 75 o compraram. Foram vendidos, no total, 103 livros.
Existiam razões para supor que cada sócio adquirisse, pelo menos, um exemplar desta obra que julgamos ser do interesse dos Sócios e até de pessoas que, não sendo sócios, estivessem interessadas ou ligadas à vida Lisboeta dos últimos noventa anos."
(Excerto de «O Turf Club e a sua História»)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

28 março, 2026

MONTEIRO, José - O CAVALO LUSITANO : contributo para o seu estudo. 
[Por]... Médico-veterinário, ex-chefe dos Serviços Coudélicos, sócio honorário e consultor da Associação Portuguesa de Raças Selectas, etc. [Lisboa], [Ministério da Agricultura e Pescas], 1983. In-4.º (25x19 cm) de 205, [3] p. ; [20] f. il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Lusitano, o mais antigo cavalo de sela do mundo, animal nobre, generoso e ardente, mas sempre dócil e sofredor, sendo que, "neste momento, a competição, o toureio, a arte equestre utilizam cada vez mais cavalos Lusitanos em todo o Mundo".
Obra de referência sobre o tema, publicada no Boletim Pecuário do MAP, ilustrada com 30 desenhos e fotogravuras, a p.b. e a cores de representantes da raça, distribuídos por 20 folhas extra-texto impressas sobre papel couché.
"A designação de lusitano atribuída ao cavalo que de há longos séculos se cria em Portugal, deriva do nome do primeiro povo histórico - os lusitanos - que habitou grande parte do actual território nacional e parte do território que é hoje Espanha."
(Excerto de O cavalo da Lusitânia)
"O cavalo de Portugal conhecido por lusitano é o protótipo do cavalo de sela, isto é, um cavalo que alia à beleza e harmonia do modelo um temperamento dócil e generoso e uns andamentos fáceis e cómodos e brilhantes.
A sua rusticidade, o seu equilíbrio natural e a sua versatilidade, permitem-lhe uma perfeita adaptação a todos os climas, a todos os terrenos e a várias modalidades hípicas."
(Excerto de Características Morfo-funcionais do Cavalo Lusitano)
Índice: Agradecimentos. | Prefácio. | Origem e evolução do Cavalo. | Origem e evolução do Cavalo na Península Ibérica. | O cavalo da Lusitânia. | Características Morfo-funcionais do Cavalo Lusitano: Padrão da Raça. Alguns dados biométricos. Pelagem. Aptidão funcional. Provas Morfo-funcionais. | Áreas de expansão do Cavalo Ibérico. Raças Derivadas. | Métodos de Exploração. | Fins da Exploração: Cavalos de sela e cavalos de desporto. Forças Armadas. Cavalos de Serviço. Criação Mulateira. Cavalos para abate. | Efectivo cavalar actual no continente. | Exterior do Cavalo Lusitano: Cabeça e Pescoço. Balanceiro Cervical. Garrote. Dorso e Rim. Garupa. Peitoral. Ventre. Costado. Flanco. Anus e Perineo. Orgãos genitais masculinos. Testículos e Bolsas. Pénis e Forro. Orgãos genitais femininos. | Membros e seu Funcionamento. | Aprumos do Cavalo Lusitano. | Regiões dos Membros. | Membro Torácico: Espádua. Braço. Antebraço. Codilho. Joelho. | Membro Pélvico: Nádega. Soldra. Perna. Curvilhão. | Regiões comuns ao Membro Torácioco e ao Membro Pélvico: Canela e Tendão. Boleto. Quartela. Coroa. Casco ou Pé. | O Cavalo Lusitano e os Concursos de Modelo e Andamentos. | Perspectivas da Criação Cavalar Nacional. | Principal bibliografia consultada.
Belíssima encadernação meia de pele com cantos, recente; lombada decorada com nervuras, título e autor a ouro em 'casas fechadas'. Tintado à cabeça. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
120€

17 fevereiro, 2026

SIMÕES, José Alves - MANUAL DE SIDERÒTÈCNÍA PARA USO DOS APRENDIZES DE FERRADOR. Por... Coronel-Veterinário. Segunda edição (melhorada). Lisboa, Esc. Tipografica das Oficinas de S. José, 1932. In-8.º (21,5x15 cm) de 204 p. ; il. ; B.
Importante manual sobre o trabalho na forja, devotado à arte de "calçar" os animais, e o equídeo em particular.
Obra pioneira em língua portuguesa.
Ilustrada no texto com fotogravuras e desenhos esquemáticos.
"Devido é, ao leitôr, o motivo da publicação da presente obra.
Quem, por imposição de cargo oficial, têve, alguma vez, de ministrar o uso da sideròtècnia nos corpos montados do exército, conheceu práticamente as dificuldades com que lutou, suscitadas pela carencia absoluta dum pequêno manual escrito em língua portuguêsa, que servisse de expositor.
Dos raros trabalhos nacionais, existentes no género, pouco ha de aproveitavel, pecando uns por deficiencia, outros por nocividade da doutrina.
Quanto a obras estranjeiras, existem verdadeiros primôres, versando o assunto, mas estão naturalmente póstas de parte, pelo desconhecimento, que os alunos decerto teem, dos idiômas, em que se acham escritas.
Estes factos sugeriram-nos a ideia, de sem estulta vaidade, tentar o preenchimento desta lacuna, compondo um livrinho, onde, a par da indispensavel teoria, se mostrassem os métodos práticos de ferração, usuais no país. [...]
Se, como o delineámos, o livro não correspondêr ás necessidades nacionais da arte, e outro mérito lhe não fôr reconhecido, crêmos não lhe será regateado o de registo de numerôso vocabulário sideròtècnico, cuja maioria de têrmos, apênas viventes na linguagem falada, careciam de inscrição, porquanto um grande número passou completamente despercebido aos nossos dicionaristas. [...]
O estudo da sideròtécnia necessita de longa aprendizagem.
Não basta conhecêr a teoria; só a prática e muita prática, por ela esclarecida, e guiada por bons mestres na sua aplicação, junta á indispensável aptidão do indivíduo, e ao desejo de aprendêr, produzem um bom profissional.
A êste respeito, no nosso país, tudo está por fazer. Faltam escolas, mestres, livros, cursos e alunos! Vive-se tão sómente da rotina."
(Excerto do Prólogo da primeira edição)
"Sideròtècnía significa a arte de forjar e ferrar.
Forjar consiste em fabricar a ferradura; e ferrar é prepara-la e applica-la com arte ao pé dos animais.
Chama-se ferradura ou peça, antigamente cornozêlo e ferraza, a uma chapa, de ordinario metálica, destinada a proteger-lhes o pé.
Dentre os que o homem utiliza, necessitam de ser ferrados o cavalo, a muar, o jumento e o boi.
Usa-se a ferragem para garantir o casco contra o gastamento, conservando ao mesmo tempo a forma, propriedades e bom funcionamento de suas diferentes partes.
Com ela se consegue igualmente remediar os inconvenientes de certos defeitos de aprumo, irregularidades no andar, atitudes viciosas na cavalariça, algumas doenças do pé e por vêzes facilitar a aplicação de pensos, medicamentos, etc.
Como se vê, a sideròtècnía desempenha um papel vasto e importante. Sem o seu aussílio, o homem não poderia utilizar o cavalo, a muar, etc."
(Excerto de Preliminares)
Índice:
Prólogo [da primeira edição] | [Prólogo da segunda edição] Preliminares | Primeira Parte: I - Exterior do cavalo. II - [ - ]. III - Funções do pé. IV - Mecânica do pé. Segunda Parte: I - Forjar. II - Ferrar. III - [ - ]. Terceira Parte: Ferrações estrangeiras. Quarta Parte: Ferrações especiais. Quinta Parte: Ferração da muar, jumento e boi. Sexta Parte: [ - ].
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas manchadas, com defeitos. Sem papel lombada. Interior correcto. Deve ser encadernado.
Muito raro.
A BNP dá conta de um exemplar desta edição e nenhum da primeira.
Peça de colecção.
50€

03 fevereiro, 2026

ALGÔDRES, Conde de Fornos d' -
EQUITAÇÃO E HIPPOLOGIA.
Pelo... Quarta edição, corrigida e acrescentada pelo auctor. Prefacio de João Viegas de Paula Nogueira, Professor do Instituto de Agronomia e Veterinaria de Lisboa. Com 50 gravuras. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1914. In-8.º (22x15,5 cm) de 295, [1] p. ; il. ; E.
Quarta edição deste famoso tratado de equitação, preferível à que as precederam porque significativamente melhorada e ampliada.
Trata-se de um importante trabalho abrangente devotado ao Cavalo, e aos exercícios equestres - o Hipismo e a Alta-Escola.
Ilustrado no texto com belíssimos desenhos de exemplares da diversas raças, entre outros, o Alter Real, e movimentos relacionados com saltos e Alta-Escola.
"Dizem que um prefacio é apenas uma apresentação. Se assim é, não sei qual de nós dois - o auctor ou o prefaciador d'este livro - terá maior jus a ser o apresentante do outro.
Porque a verdade é esta: o auctor, o sr. Conde de Fornos d'Algôdres, possue todas aquellas qualidades que exornavam muitos dos homens da antiga aristocracia, habituados á equitação tão querida dos sportsmen, e simultaneamente ao sua ve convivio das boas lettras... [...]
Hippologia e Equitação são os titulos da obra que vae ler-se; e acertadamente o auctor os juntou, porque mal irá ao candidato a cavalleiro, se de todo lhe falharem os conhecimentos hippologicos.
Se o cavallo, em vez de um organismo vivo, fosse apenas uma complicada machina material, susceptivel de executar diversos movimentos, sujeitos a leis fixas e invariaveis, que diriamos de quem tivesse a pretensão de bem dirigir-lhe o jogo do complexo mechanismo, ignorando por completo a feitura de cada uma das peças e o artificio com que ellas se relacionam entre si, para produzirem os effeitos dynamicos? [...]
Importa, pois, ao cavalleiro conhecer a estatica e a dynamica do cavallo, antes de lhe utilisar o esforço. [...]
Essa primeira parte é um resumido compendio do Exterior do cavallo; mas resumo substancioso, do qual foram amputadas todas as superfluidades, para só ficarem os preceitos capitaes. [...]
Mais notavel ainda pela sã doutrina é o capitulo que se occupa da producção cavallar portugueza. Ha alli bastante que aprender, e oxalá os nossos lavradores se inspirassem nas considerações e preceitos que encerra esse capitulo, bem como o que termina a primeira parte da obra e se refere á alimentação e hygiene do cavallo.
A segunda parte - Equitação - achei-a eu tão clara, tão concisamente escripta que, ainda mesmo pouco pratico do assumpto, me julgaria capaz de, guiado só por este livro, me arvorar - não ousarei dizer em professor de equitação, mas pelo menos em estudante, sem outro mestre da nobre arte."
(Excerto do Prefacio)
Manuel Nicolau Cardoso e Melo, 3.º Conde de Fornos de Algôdres (Fornos de Algodres, 1839 - 1913). "De seu nome completo Manuel Nicolau de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, era sobretudo um apaixonado por hipismo e hipologia. Fidalgo da Casa Real. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi Governador Civil de Leiria e Presidente da Câmara Municipal de Santarém."
(Fonte: https://www.geni.com/people/Manuel-Nicolau-de-Abreu-Castelo-Branco-Cardoso-e-Melo-3%C2%BA-Conde-de-Fornos-de-Alg%C3%B4dres/6000000016103701938)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pasta posterior algo manchada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
75€

25 dezembro, 2025

SIMÕES, Coronel Alves - MANUAL DO ENFERMEIRO HÍPICO. Coordenado pelo... Inspector Geral do Serviço Veterinário, Membro correspondente da Société de Pathologie Comparée de Paris, Cavaleiro da Legião de Honra, etc. Ministério da Guerra. Lisboa, Imprensa Nacional, 1924 [na capa, 1925]. In-8.º (21x15 cm) de 234, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada ao longo do livro com fotogravuras e desenhos exemplificativos.
"Denomina-se enfermagem a assistência aos doentes.
Enfermeiro é o indivíduo que se dedica à prática da enfermagem. Quando esta visa o tratamento dos animais, o profissional toma o nome de enfermeiro pecuário. Se a assistência se restringe aos solípedes, cabe-lhe a denominação de enfermeiro hípico. [...]
A profissão de enfermeiro obriga a fadigas, vigílias e trabalhos violentos, e requere, portanto, que o indivíduo seja novo, sàdio e robusto para suportar semelhante lida.
O asseio pessoal é uma qualidade que deve caracterizar o enfermeiro, em alto grau, tanto mais que pode, pelo fato, pelas mãos, calçado, etc., ser o transmissor de muitas doenças. O que não tiver amor à limpeza própria pouco se lhe dará do asseio dos doentes e da enfermaria, notando-se que a falta de limpeza é um obstáculo sério a vencer, no tratamento das doenças, mormente nas dos animais.
A outros requisitos, não menos importantes, deve satisfazer o enfermeiro, para merecer êste nome.
Precisa de possuir uma certa instrução a fim de compreender as prescrições do clínico, sagacidade para as executar, e memória para reter o que observar no doente e mais tarde o referir ao clínico.
A sinceridade e consciência são predicados que o bom enfermeiro possuirá, narrando ao clínico todos os factos ocorridos na sua ausência e de que tiver conhecimento, sem os alterar, embora daí lhe advenha qualquer compromisso.
Será um executor fiel das prescrições do clínico a quem deve a mais estrita obediência, confessando-lhe qualquer esquecimento ou engano.
A prática adquirida torná-lo há previdente, habituando-o a preparar tudo quanto o clínico necessita, para o exame dos doentes, para operar, etc., sem que o médico tenha necessidade de lhe fazer contínuas indicações.
O enfermeiro hípico, tendo de lidar incessantemente com irracionais, necessita de prudência, sem deixar de ser resoluto em caso de perigo.
Deve mostrar-se calmo no tratamento dos animais, revelando boa índole, não exercendo sôbre êles a menor violência nem agravando-lhes os sofrimentos; muito pelo contrário mostrar-se há caridoso e paciente e dará uma prova de abnegação servindo semelhante mester."
(Excerto de Preliminares)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas à cabeça.
Muito invulgar.
35€

19 dezembro, 2025

ESTAÇÃO ZOOTÉCNICA NACIONAL : Fonte-Boa
. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª - Lisboa], [194?]. In-8.º (22,5 cm) de 17, [3] p. ; [14] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a Estação Zootécnica Nacional, reputada instituição agro-pecuária situada na Quinta da Fonte-Boa, Santarém.
Livro ilustrado no texto com tabelas estatísticas, e em separado, com 14 estampas impressas sobre papel couché reproduzindo animais criados na Fonte-Boa, e algumas vistas das instalações da Estação.
"A Estação Zootécnica Nacional é hoje um estabelecimento de fomento pecuário e investigação científica, instalado a 9 quilómetros de Santarém, na quinta da Fonte-Boa, nome porque é vulgarmente conhecida.
A sua fundação data de 1887, então simplesmente como Coudelaria, só tendo oficialmente ampliado o seu âmbito de acção 26 anos mais tarde.Se. de princípio, foi a espécie cavalar a única cujo melhoramento e fomento se teve em vista, obedecendo às necessidades e solicitações da época e às tradições nacionais nesse capítulo, não decorreu muito tempo sem que se tornasse extensiva a outras espécies - e muito especialmente à ovina - semelhante acção.
Lenta mas progressivamente se tem feito a transformação dêste Estabelecimento, à medida que os trabalhos aqui realizados, os progressos da técnica e as necessidades nacionais o têm exigido.
Presentemente a organização da Estação Zootécnica Nacional abrange 5 secções às quais estão confiados outros tantos sectores de actividade:
Serviços Coudélicos;
Espécies Alimentares;
Serviços Laboratoriais;
Serviços Culturais;
Serviços Administrativos.
Para se poder avaliar da trajectória percorrida no meio século da sua existência é suficiente dizer que o primeiro dêstes sectores foi, durante bastantes anos, a razão de ser do Estabelecimento, sem que, a-pesar disso, tivesse atingido a amplitude e aperfeiçoamento presentes.
De facto, se durante os primeiros 51 anos de vida dêstes serviços se distribuïram gratuitamente pelo País 3.553 garanhões que beneficiaram 73.383 éguas, nos últimos 5 anos êsses números atingem, respectivamente, 1.0006 e 23.233, afora a cedência de 102 asininos pelos quais foram beneficiadas mais 1.855 éguas.
Êste ponto já de si importante pelo seu significado de progresso na acção fomentária, revestirá aspecto mais transcendente se considerarmos que, como lógica conseqüência, permitiu entre os técnicos e a lavoura relações mais íntimas e freqüentes, cujo proveito para ambos e para o País escusado será enaltecer.
Esta cooperação foi reforçada ainda com a passagem para êste estabelecimento, em 1940, dos serviços de registo do reprodutores destinados à produção de cavalos para o exército.
Assim, a Estação Zootécnica Nacional contrasta a produção cavalar de cêrca de 200 casas de lavoura, as quais possuem, aproximadamente, 4.000 éguas e 3.000 poldros, e presta-lhes toda a assistência técnica possível."
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

25 novembro, 2025

VAUX, Baron de -
LES HARAS ET LES REMONTES : prix des chevaux - étalons de pur sang - anciennes jumenteries. La production chevaline en France. Par le... Introduction par Edmond Henry. Paris, J. Rothschild, Éditeur, 1887. In-8.º (17x13 cm) de 95, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o panorama da produção equina em França. Trata-se de um estudo dedicado sobretudo às principais coudelarias e centros hípicos do país, abordando ainda o ensino e a Alta Escola francesa. Inclui o preço de mercado dos cavalos, e a problemática dos garanhões puro-sangue.
"Aven d'entrer dans l'examen de l'intéressante publication que M. le Baron de Vaux consacre à l'étude de la Question chevaline, je dois dire à quelles considérations j'ai obéi en acceptant de le faire à cette place.
C'est d'abord à cause des éloges mérités qu'il va m'être permis de faire cette étude, et aussi, je l'avoue, parce que je vais en profiter pour signaler quelques points de détail sur lesquels je ne partage pas l'avis de l'auteur.
C'est justement parce que M. de Vaux a révélé dans la presse une connaissance plus approfondie des principaux ponts de doctrine qui constituent aujourd'hui l'ensemble de la Question chevaline, que je tiens à signaler les points peu nombreux, fort heureusement, de cette question sur lesquels je diffère avec lui."
(Excerto de Introduction)
Table des matières:
Introduction | Les deux soeurs | La réponse des haras en 1842 | L'armée doit-elle diriger les haras? | La question du prix des chevaux | L'instabilité dans les méthodes d'achat | Les étalons de pur sang des haras | Les anciennes jumenteries de l'État | Les haras et le budget de 1887 | L'élevage et les écoles de dressage | La production chevaline en France | Les courses au trot | L'organisation à créer | Les courses plates | Les courses telles qu'elles drevraient être | Le budget des remontes pour 1887.
Barão de Vaux (Charles Devaux) (1843-1915). Nasceu a 3 de setembro de 1843 em Bailleul (Nord) e faleceu a 2 de dezembro de 1915, em Paris. "Foi um cavaleiro francês, escritor e jornalista desportivo. "Polígrafo mundial, o Barão de Vaux (1843-1915) publicou muitas obras belamente ilustradas que são um deleite para os colecionadores. Antigo oficial de cavalaria, serviu sob o comando do General l'Hotte antes de se tornar jornalista e escritor desportivo. Mennessier recorda-nos que “em 1860 alistou-se voluntariamente no Sexto Regimento de Lanceiros, em 1863 foi transferido para Saumur como Brigadeiro, em 1864 era Sargento, em 1866 ou 1867 deixou o serviço militar e trabalhou como editor de um jornal provincial, depois ingressou no jornalismo desportivo para tratar de assuntos relacionados com a criação de animais, equitação, etc. […] e em 1898 fundou o jornal desportivo e social L’Illustré Parisien.
Nos seus artigos, menciona os cavaleiros mais importantes desde Baucher (Flammarion, 1888). Só para citar os seus contemporâneos, mistura Baucher e D'Aure, claro, L'Hotte, Faverot de Kerbrecht, e também Molier, Franconi, o Duque de Aumale ou o General Gallifet. E mais adiante, na sua obra Equitation ancienne et moderne (Flammarion, 1898), podemos encontrar alguns mestres antigos."
(Fonte: https://labibliothequemondialeducheval.org/en/p/63/the-chronicles-of-the-baron-de-vaux.html)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Aparado à cabeça. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa frontal apresenta falhas de papel marginais.
Raro.
25€

22 agosto, 2025

ANDRADE, Ruy d' -
LA CRISIS DEL CABALLO ANDALUZ : 1946
. Lisboa, Tip. Duarte, Limitada, 1946. In-4.º (25,5x18,5 cm) de 45, [3] p. ; [56] p. il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Andaluz, raça equina originária da Andaluzia, Espanha. Trata-se de um alerta do autor para a situação periclitante da raça em meados do século passado, que a incúria e desinteresse poderia concorrer para a sua extinção.
Ilustrado com 111 fotografias distribuídas por 56 páginas separadas do texto, reproduzindo mais de uma centena de exemplares da raça.
"O cavalo andaluz é uma raça equina originária da Andaluzia, na Espanha. Descendente direto do cavalo ibérico, é oriundo de cruzamentos de cavalos sorraia (descendente de tarpã) com berberes e posteriormente árabes. É considerado o mais antigo cavalo de sela do mundo, tanto que muitos impérios e monarquias caíram e subiram através desta raça.
Cavalos de origem ibérica introduzidos nas Américas durante o período colonial, conhecidos como cavalos colonizadores, contribuíram geneticamente para a formação de diversas raças modernas, como o puro-sangue inglês, o cavalo campolina, o cavalo hanoveriano, o holsteiner, o lipizzan, o alter-real, o quarto de milha, conforme documentado em estudos genealógicos equinos.
É uma raça que apresenta bom desenvolvimento dos ossos e músculos, grande resistência física e perfeita harmonia entre as várias partes do corpo. Destaca-se também por sua inteligência, valentia e versatilidade."
(Fonte: Wikipédia)
"Escribo este opusculo con el fin de alertar los interesados para la situación peligrosa de la raza caballar andaluza que se va a perder, y tyentar impedir que este hecho se dé.
Porque me impresiona este peligro? Porque es una lástima perderse un monumento tan glorioso de la Historia Peninsular: el caballo compañero secular de los triunfo militares de todos nosotros , y porque es un error económico.
Los pueblos de la peninsula ibérica fueron siempre valientes y guerreros.
Desde cuando, en el liminar de la Historia, se opusieron a los invasores celtas, arrinconandolos sobre la meseta central, cuando mas tarde, mercenarios, combatieron en Sicilia y asta en Grecia, mas tarde aún, cuando en su patria se opusieron a Cartagineses y Romanos: mas tarde todavia cuando acompañaron Anibal a Italia y tantas pruebas de valor dieron hasta la ultima resistencia en la batalla de Zama; durante las glorioosas luchas de celtiberos, lusitanos, gallegos y cantábros, en que lució el valor de Viriato y de Sertorio, y el valor ibérico se elevó al lirismo de la mas alta gloria."
(Excerto do Preambulo)
Ruy de Andrade (Génova, Itália, 1880 - Lisboa, 1967). "Destacou-se como académico, político e teórico nos estudos agronómicos cuja formação ao mais alto nível concretizou com a sua tese de doutoramento apresentada no âmbito das Ciências Agronómicas na Universidade de Paris e com o reconhecimento académico no âmbito dos seus trabalhos de investigação na mesma àrea recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Madrid.
Na vida política, destaca-se a sua participação na vida política local, regional e nacional. No plano regional, revelou-se quase sempre como próximo dos interesses governamentais, sendo deputado por Arronches durante a última fase da Monarquia quando aquela vila era identificada com os valores republicanos. Durante a fase inicial do Estado Novo foi uma personagem importante junto dos corredores governamentais no sentido de obtenção de melhorias locais para a cidade de Elvas e para a Vila de Campo Maior.
Em Elvas, vive nas décadas de 40 e 50, período em que escreve e publica as suas obras de referência: O Cavalo Andaluz (1937), Garranos (1938) Elementos para a História da Coudelaria de Alter, (1947-1959), entre outras pequenas publicações de matriz agrícola."
(Fonte: http://flama-unex.blogspot.com/2009/03/ruy-de-andrade-o-ultimo-presidente-da.html)
Bonita encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Carminado à cabeça.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
30€

26 maio, 2025

SCALI, Marion -
MESTRE NUNO OLIVEIRA. Ilustrações: Jean-Louis Sauvat
. Lisboa, Edições Inapa, 2007. In-4.º (24 cm) de 317, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra sobre a arte equestre e o seu ensino, cuidada, impressa em papel de superior qualidade, iIustrada no texto com fotografias a p.b.
"Nuno Oliveira (1925-1989) foi sem dúvida o mais brilhante cavaleiro do século XX, o «mestre de equitação», como era tratado pelos seus inúmeros alunos dos quatro cantos do mundo. Reconhecido mundialmente, consagrou a sua vida ao ensino e à dressage. Marcou a linha de acção da Alta Escola promovendo o cavalo lusitano como exemplo perfeito do "equilíbrio e ligeireza"."
(Fonte: Wook)
Nuno Waldemar Núñez Marques Cardoso Pery de Linde de Abreu de Oliveira OIH (1925-1989). "Foi um cavaleiro português. Mestre brilhante da equitação do século XX[ Nuno Oliveira dedicou a sua vida ao ensino e à dressage, tornando-se num verdadeiro embaixador da arte equestre no mundo. Tendo começado a montar com apenas sete anos de idade, começou por receber os ensinamentos do mestre Joaquim Gonçalves de Miranda, que influenciou o seu estilo de montar, francês de Versailles. Em 1940, após a morte do mestre Miranda, Nuno Oliveira prosseguiu a sua carreira, apresentando-se diversas vezes em público e abrindo escola na Póvoa de Santo Adrião. Na década de 1960 granjeava já de uma significativa visibilidade, o que se refletiu não apenas no seu percurso, mas também na valorização do cavalo lusitano. Atuou em diversos países da Europa, América, Ásia e Oceânia, e foi lhe confiado o ensino de inúmeros jovens praticantes da equitação, vindos de todo o mundo. Em 1973 comprou a Quinta do Brejo, na freguesia de Santo Estêvão das Galés, concelho de Mafra, onde abriu escola e passou a viver. Publicou Princípios clássicos da arte de treinar cavalos, entre outros trabalhos escritos em português, francês e inglês, em que expôs o seu método equestre, refletindo sobre o contributo do cavalo lusitano para tão complexa arte. A 7 de Fevereiro de 1985 o Presidente da República, António Ramalho Eanes, agraciou-o como Oficial da Ordem do Infante D. Henrique."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
20€

09 maio, 2025

BIBLIOTECA DE ARTE EQUESTRE -
DOM DIOGO DE BRAGANÇA, VIII MARQUÊS DE MARIALVA
. Sintra, Parques de Sintra - Monte da Lua S.A., 2015. In-4.º (27x21 cm) de 143, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da importante colecção sobre arte equestre que antes pertenceu a D. Diogo de Bragança. "Foi batizada de «Biblioteca Equestre D. Diogo de Bragança» em honra desse notável cavaleiro,  o VIII Marquês de Marialva. D. Diogo de Bragança durante toda a sua vida reuniu documentos sobre a temática e após a sua morte, em 2012, os seus herdeiros venderam o acervo à Parques Sintra.
A coleção abrange os séculos XVI ao XX e integra 1.400 títulos impressos e manuscritos, 165 gravuras e estampas originais e ainda algumas peças raras. Há ainda exposições temporárias que expõem adereços tauromáquicos, retratos a óleo, entre outros elementos.
Esta compilação pretende incentivar a investigação sobre as bases e a evolução da tradição equestre portuguesa e perpetuar uma arte tão portuguesa, através da manutenção do património equino.
Simultaneamente, promove a Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) e o próprio Palácio de Queluz.
(Fonte: https://www.viajecomigo.com/2015/05/27/biblioteca-arte-equestre-palacio-queluz/)
Tiragem: 500 exemplares.
Obra lindíssima, de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel de superior qualidade e profusamente ilustrada ao longo do livro com fotografias a p.b. e a cores, reproduzindo retratos, portadas, gravuras, estampas e documentos vários.
Ficha técnica:
Concepção e textos Pedro Maria de Saldanha e Sousa Mello e Alvim. Descrições bibliográficas e iconográficas Pedro Falcão de Azevedo. Colaboração Inês Mineiro Pais; Leonor da Cunha de Sousa Alvim. Fotografia. Ana Luísa Ulrich da Cunha de Alvim; Dom Manuel Empis de Bragança
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
30€

25 abril, 2025

FESTIVAL INTERNACIONAL DO PURO-SANGUE LUSITANO. III Campeonato Internacional : XI Campeonato Nacional Oficial do Cavalo Lusitano. [Homenagem a Fernando d'Andrade]. - Festas de Lisboa : 1991. Hipódromo do Campo Grande : 21, 22, 23 Junho. Lisboa, APSL : Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro-Sangue Lusitano, 1991. In-4.º (29,5 cm) de 70, [34] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Lusitano impresso por ocasião do festival internacional dedicado ao cavalo de raça portuguesa, circunstância aproveitada pela organização para homenagear Fernando Sommer de Andrade, recentemente falecido. A última parte do livro é dedicado às coudelarias nacionais criadoras do Puro-Sangue Lusitano. Contém ainda um pequeno artigo  consagrado à Charanga a cavalo do RC da GNR, que só utiliza «Lusitanos».
Muito ilustrado ao longo do texto com gravuras e fotografias a p.b. e a cores, representando maioritariamente belos exemplares da raça.
"O actual lusitano é, como todos sabem, o ramo português daquele que foi célebre nos séculos XVII e XVIII, no Ocidente, com a designação de «Genet d'Espagne».
Conhecido desde a mais alta antiguidade (grutas de Pileta, Malaga, XX milénio A.C.); tido como melhor cavalo na época mitológica grega (Homero, Ilíada, mais de 1 000 A.C.), historicamente assinalado na Grécia (Xenofonte, Guerra do Peloponeso, 369 anos A.C.); valorizado como melhorador por excelência das pesadas raças cavalares do Império Romano, (Columela; Varrão; Paládio; Virgílio; Isidoro;........), foi o melhor cavalo de sela da antiguidade.
Os mouros ao entrarem na Península, reconhecem a superioridade dele em relação aos seus próprios cavalos, (Tarif Ben Tarick, século VIII da nossa Era).
Aperfeiçoado através das lutas constantes entre as diversas tribos Ibéras; entre Ibéros e outros povos de além fronteiras, invasores Cartagineses e Romanos; levado a combater fora da Península pelos mercenários na Grécia, na Itália e na Numidia, ele é, pode dizer-se, a própria essência da Gineta.
A Gineta é a forma de combate a cavalo por meio de evoluções apropriadas para o duelo com a lança contrapesada dos Ibéros (Gymnetes, tribo ibéra do SW da Península Ibérica).
A luta contra os Mouros, do oitavo século da nossa era até ao fim do décimo quinto século e à conquista de Granada, deu-lhe a sua forma definitiva.
Porque a Andalusia dispõe das melhores terras e do melhor clima para a criação cavalar; porque aí perdurou, até mais tarde, a selecção funcional do cavalo ginete, uma vez o último reduto da moirama peninsular, considera-se esta como o berço do cavalo ibérico de tipo sub-convexo, também conhecido como Cavalo Andaluz.
A Península Ibérica, designada pelos Romanos como Hispania, era composta por diversos reinos, cada um como o seu nome, (Leão, Castela, Navarra, Aragão, etc, e Portugal).
Portugal, independente desde 1147, partilhava, pois, com Aragão e Castela, o território Hispânico, em 1492. [...]
«Genet d'Espagne», Andaluz ou Espanhol é, pois, o mesmo cavalo que nós, portugueses, designámos até 1492, como «Cavalo Peninsular», sem mais, acrescentando-lhe a origem - Andaluz, Entremenho ou Português - e, somente quando os espanhóis impuseram a designação de Cavalos de Pura Raça Espanhola àqueles nascidos em Espanha e registados no seu stud book, nos vimos obrigados a designar os nossos como Lusitanos.
Como se sabe, a Lusitania era para os Romanos a quasi totalidade do actual território de Portugal.
O cavalo lusitano é, pois, o ramo português do velho «Ginete Ibérico».
(Excerto de O Cavalo Lusitano, por Fernando d'Andrade)
Índice: - O Cavalo Lusitano, Fernando d'Andrade. - Histoire du Cheval Iberique, Fernando d'Andrade. - The rise of the Lusitano Horse in Great-Britain, Sylvia Loch. - Esgrima de Lança à Gineta, Ruy d'Andrade. - Arte Equestre: Notícia das Festas que os Duques do Cadaval fizeram em 1720 na sua Quinta de Sintra, José Teixeira. - Escola Portuguesa de Arte Equestre, Guilherme Borba. - Programa. - Padrão da Raça Lusitana. - The Standard for the Lusitano Breed. - Modèle de la Race Lusitanienne. - Selecção Funcional dos Cavalos Novos, Fernando d'Andrade. - Regulamento.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€

22 julho, 2024

CORDEIRO, Jayme Frederico -
DICCIONARIO DE EQUITAÇÃO.
Por... Tenente-coronel do estado maior de infanteria. Lisboa, Tip. e Lith. de Adolpho, Modesto & C.ª : Fornecedores da Sociedade de Geographia, 1885 [capa 1886]. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 113, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso dicionário, abrangendo todos os termos relacionados com equitação conhecidos na época.
Trabalho pioneiro, raro, e muito interessante.
"Os diccionarios constituem hoje um meio commodo de vulgarisação scientifica, porque facilitam a todos os que não dispõem de tempo necessario para a leitura de bons tratados, nem dos meios pecuniarios para os adquirirem, o poderem alcançar, com pequeno trabalho e insignificante dispendio, noções geraes sobre cada um dos pontos relativos á sciencia de que esses diccionarios se occupam. [...]
Em Portugal já alguma cousa se tem feito ultimamente n'este sentido, e pena é que ainda hoje o seu numero seja tão limitado, que em muitas occasiões se lamente a falta d'esses livros.
Foi isso que nos succedeu quando recentemente precisámos consultar o Regulamento para a instrucção da cavallaria publicado em 1878, e mais sensivel se nos tornou essa falta, por sermos estranhos á nobre arma a que esse regulamento diz respeito. [...]
Recorrendo aos livros que podémos colher sobre o assumpto, á bem conhecida e classica Arte do marquez de Marialva, e áquelle regulamento tão desenvolvido e claro na instrucção e deveres do soldado de cavallaria, de todos elles extrahimos as definições dos termos, locuções e phrases que constituem a technologia d'esta arte."
(Excerto de Advertencia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas de papel. Interior correcto.
Raro.
Indisponível

13 outubro, 2023

TÓRGO, Alves -
CARTEIRA DE UM VETERINARIO : apontamentos ao alcance de todos.
Sobre as principaes doenças internas do Cavallo, Boi e Cão. Por... Lente do Instituto de Agronomia e Veterinaria. Lisboa, Typographia Mattos Moreira e Pinheiro, 1897. In-8.º (16x11 cm) de VI, [1], 324 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual veterinário para utilização dos amadores/interessados no bem estar nos animais, para resolução de emergências quando na impossibilidade de recorrer a profissional habilitado.
"Não para substituir o medico-veterinario em todas as circumstancias, mas como recurso de occasião onde e quando a assistencia clinica d'aquelle seja de todo impossivel - e não são poucas as vezes que isso succede - vai ver mundo este ligeiro trabalho com o modesto e suggestivo titulo de Carteira de um veterinario. Vale este titulo o mesmo que dizer que não se trata de um desenvolvido trabalho, mas de umas simples notas ou apontamentos - ineditos uns, outros colligidos - sobre as principaes doenças internas das tres especies de animaes domesticos que mais interessam ao homem. [...]
De resto, esta Carteira vai preencher a falta, desde longe sentida, de um tratado de veterinaria pratica, escripto em portuguez e á altura dos modernos conhecimentos scientificos.
Por isso muito póde e deve ella utilizar, no que respeita ás principaes doenças internas do cavallo, boi e cão, a todas as pessoas que tenham de vêr-se a braços com um animal doente, longe de todo o auxilio veterinario."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Alves Tórgo (1850-?). Nasceu em Vila Real a 25 de Outubro de 1850. Ardente, sincero e forte na propaganda da Republica, a sua fé jamais esmoreceu, o que importa o maior elogio do seu carácter e das suas convicções democráticas. Exerceu desde longa data o magistério como lente do Instituto de Agronomia e Veterinária, e o seu saber, foi por outros, lisonjeado e distinguido pela sua classe, que sempre procurou honrar, não só na cátedra, como também em congressos e revistas da especialidade. Dedicou-se durante anos, em quase todas as suas horas de ócio à educação das classes populares, de que é testemunho a obra simpática e benemérita do Centro Escolar Affonso Costa."
(Fonte: http://clubedohistoriador.blogspot.com/2011/04/alves-torgo.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
Indisponível

14 fevereiro, 2023

ANDRADE, Ruy d' - BREVE NOTÍCIA DA EQUITAÇÃO DE ALTA-ESCOLA.
Separata do Boletim Pecuário - Ano XI - N.º 1
. Lisboa, Impresso nas oficinas da Sociedade Astória, Ltd, [1943]. In-4.º (26 cm) de 102, [2] p. ; [XLIV] p. estampas ; E.
1.ª edição independente.
Importante estudo sobre Arte Equestre, pelo Dr. Ruy de Andrade, uma das maiores autoridades sobre o assunto - e tudo o que diz respeito à criação, estudo e protecção equídea - em Portugal. Exemplar sem folha de rosto, iniciando na página 5, supomos que tal como foi publicado, respeitando a numeração do Boletim Pecuário onde originalmente o trabalho foi impresso.
Livro ilustrado com inúmeras reproduções de gravuras antigas, desenhos, retratos e fotogravuras distribuídas por 44 páginas separadas do texto.
"O que actualmente se chama Alta-Escola, é uma arte completamente diferente da equitação que lhe deu origem e se praticou no período do seu apogeu (séculos XVI, XVII e XVIII). [...]
De tôdas as formas da Alta-Escola é especialmente esta última a mais deturpada, pois a maior parte dos exercícios ou ares que se fazem executar aos cavalos, não derivam da verdadeira equitação concentrada, que só pode ser feita montado, mas de truques ou manhas que, com paciência, guloseimas e castigos, se ensinam aos cavalos, sem necessidade portanto de ser cavaleiro.
A passage, o passo e trote espanhol, algumas levadas, andamentos a compasso de música, algumas piruetas, etc., são os ares vulgarmente mostrados nos circos, mas que não representam senão uma deformação da verdadeira e clássica Alta-Escola."
(Excerto do Proémio)
"Como D. João V e D. José tiveram muito a peito a picaria da sua Côrte, o primeiro, por solicitações do segundo e talvez da Rainha D. Mariana de Áustria, fundou em Alter-do-Chão uma Real Coudelaria semelhante e para os mesmos fins da de Lipizza, iniciada com esta com éguas e cavalos andaluzes para êsse efeito importados, além doutros procedentes da Coudelaria de Portel, pertencente à Casa de Bragança. Na Coudelaria de Alter se criou uma raça de cavalos que no seu tempo chegou a ser a melhor da Península e uma das melhores do Mundo, mas que o cruzamento com outras raças, a árabe designadamente, começado relativamente cedo mas com certa discrição, acabou sem descernimento, o que fez desaparecer quási de todo a casta e nada criou de novo.
É, pois, provável, que no tempo daqueles Reis, e depois até à extinção da Picaria Real quando da primeira invasão francesa, servissem nas Reais Cavalariças bons picadores e para elas se remontassem bons cavalos, adquiridos alguns no estrangeiro, de preferência em Espanha, e outros em Portugal, êstes criados pela Casa de Bragança no Alentejo, pelo Infantado nas lezírias do Tejo, e, finalmente, em Alter-do-Chão."
(Excerto de A Alta-Escola em Portugal)
Matérias: Proémio. | Origem da Equitação de Alta-Escola. | A Alta-Escola em Nápoles. | A Alta-Escola em Espanha. | A Alta-Escola em França. | A Alta-Escola na Áustria. | A Alta-Escola noutros países: Inglaterra; Alemanha; Dinamarca e Suécia. | A Alta-Escola em Portugal. | Evolução da Alta-Escola. | Bibliografia.
Belíssima encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ex-libris de António Lobão de Mascarenhas. Capa apresenta assinatura de posse no pé.
Muito invulgar.
Indisponível

24 maio, 2022

SILVA, Roberto - ALIMENTAÇÃO RACIONAL DO CAVALO DE GUERRA.
Thése apresentada em 1919
. Elvas, Typographia e Stereotypia Progresso, 1919. In-8.º (21,5 cm) de 59, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de licenciatura apresentada à Escola Superior de Medicina Veterinária alguns meses após o final da Grande Guerra. No final do trabalho, o autor apresenta 3 "Observações", isto é, três casos práticos por si desenvolvidos onde relaciona a qualidade/quantidade de ração vs. trabalho pedido aos animais para apuramento de conclusões quanto à "alimentação racional" a ministrar aos solípedes.
Monografia rara e muito curiosa, impressa em Elvas, sobre a qual não existem referências bio-bibilográficas.
"Ao serviço militar desde que terminei o curso e, por consequencia, não podendo dispôr de mim sempre que o desejava; n'um meio falho dos recursos de que precisa lançar mão todo aquele que pensa - no caso presente, a quem fazem pensar - em elaborar um trabalho de tal natureza, resolvi ensaiar a aplicação dos princípios de higiene aos solípedes que me foram confiados, regulando a alimentação a fornecer-lhes pelo trabalho que d'eles é exigido sem desequilíbrio da sua integridade organica e funcional.
As experiencias que fiz e são o fêcho da minha obra, mais facilmente a desenharão no seu esquelêto.
Todas as acções fisiologicas, suas causas e efeitos, mais ou menos directamente ligadas ao acto nutritivo, bem como todas as que influenceiam a maquina animal de fórma a transformarem n'ela, a energia latente em trabalho, são apontadas n'este livro e englobadas em dois capítulos:
O primeiro estuda os alimentos na sua composição química e a digestão nas suas diferentes fases, mostrando quais os agentes que desdobram os princípios alimentares até á sua assimilação.
O segundo diz respeito ao estudo as relações em que a materia alimentar deve existir em toda a ração capaz de garantir, ao indivíduo, o seu equilibrio fisiologico, bem como ao estudo da transformação de energia sob a fórma de alimento em energia sob a fórma de trabalho, encerrando-o a série de experiencias em que assenta esta despretenciosa obra."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€