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12 janeiro, 2026

ROCHA, Hugo - 
O SETUBALENSE AUGUSTO DA COSTA NO JORNAL E NO LIVRO. 
Conferência feita nos Paços do Concelho de Setúbal, em 11 de Dezembro de 1955
. Setúbal, Edição dos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Setúbal, 1956. In-4.º (24x17 cm) de 48 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem à memória do recém-falecido jornalista sadino Augusto da Costa (1899-1954), por ocasião do início das celebrações do centenário do jornal «O Setubalense».
Obra ilustrada em separado com fotografia do busto do homenageado, peça assinada pelo escultor Joaquim Valente.
"Quando a Câmara Municipal de Setúbal me convidou a fazer uma conferência sobre Augusto da Costa e a sua obra literária, como acto inicial das solenes comemorações do primeiro centenário da Imprensa setubalense, logo aceitei o convite por estes dois motivos: 1.º) porque se me proporcionava, assim, o ensejo de prestar homenagem à memória dum camarada que muito prezei e admirei; 2.º) porque se me oferecia o ensejo de rever Setúbal, a primeira cidade, depois de Lisboa, inscrita no meu itinerário nupcial, e indelével recordação. A homenagem a Augusto da Costa aí está, no despretensioso estudo que à sua figura e ao seu labor de homem de letras - e, também, de jornalista - consagrei. [...]
Setúbal, quanto à obra do Criador, isto é: à moldura e à ambiência, continua a ser a cidade que, há muitos anos, me cativou os olhos e a alma; no concernente ao artificial, isto é: à obra da criatura, afigurou-se-me, notando-lhe este e aquele sinais de progressos, cidade com as condições bastantes para se converter numa das mais notáveis, das mais consideráveis de Portugal."
(Excerto do Antelóquio)
"A jornada que, hoje, se inicia com esta sessão e que prossegue com a exposição a inaugurar amanhã precisa, talvez, de uma explicação prévia, embora breve. Trata-se de actos entre si ligados pela afinidade dos objectivos: homenagear a Imprensa setubalense, ao cabo de um século de existência e de luta, homenageando, do mesmo passo, um setubalense que, vindo da Imprensa, particularmente se distinguia nas letras nacionais, enriquecendo e honrando, deste modo, o património intelectual da sua terra.
No decurso deste ano, completaram-se cem anos sobre o aparecimento do primeiro jornal publicado em Setúbal. O acontecimento merecia ser assinalado, não só pela comemoração em si (um século é sempre um marco significativo no evoluir de tudo o que tem história), como, até, pelo facto de, neste capítulo, se ter Setúbal antecipado à maior parte das terras do País, ao criar a sua Imprensa própria."
(Excerto do Discurso proferido pelo Presidente da CMS, Dr. Jorge Botelho Moniz...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€

07 março, 2023

ROCHA, Hugo - O PROBLEMA DOS FANTASMAS.
Ensaio sôbre certos aspectos da fenomenologia sôbrenatural. Por... Pôrto, Sociedade Portuense de Investigações Psíquicas, 1937. In-8.º (18,5 cm) de 168, [12] p. ; [4] f. il. ; E.

1.ª edição.
Capa de A. Nascimento.
Curioso ensaio fenomenológico sobre os Fantasmas.
Ilustrado com 4 estampas intercaladas no texto: duas gravuras de Gustavo Doré, retiradas de A Divina Comédia de Dante (O Paraíso; O Inferno); uma reprodução fotográfica duma cena de Fausto; uma fotogravura, representativa dos fantasmas de mortos, obtida pelo músico italiano Maestro Ettore Bosio, em 30 de Janeiro de 1920.
"Ao falar de fantasmas, no sentido próprio ou no sentido figurado do vocábulo, subentende-se, em geral, algo de aterrador e enigmático, inatingível pela inteligência humana e, portanto, coroado pelo prestígio do sôbrenatural. É êsse prestígio, engrandecido pela ignorância quási geral dos que falam e ouvem falar de fantasmas, faz dêstes uma espécie de tabu para todos quantos - e são a quási totalidade - votam um respeito instintivo a tudo o que os impressiona e não sabem, não podem, nem querem explicar. Respeitável até à superstição para muitos crédulos, ridículo até à insensatez para muitos cépticos, o problema dos fantasmas permanece insolúvel, talvez, mercê do sagrado terror dos primeiros e da indiferença chocarreira dos segundos. Certo, não compete aos profanos o estudo do problema. Cabe a êstes, porém, não lhe exagerarem nem amesquinharem a importância.
Não pertencendo, pròpriamente, aos domínios da ciência e da filosofia, porque a ambas, na sua base actual, transcende, o problema dos fantasmas é, talvez, para-científico e para-filosófico. Assim, se, por um lado, o podemos considerar em relações com a metafísica, por outro (e é por êsse que os poucos investigadores de especialidade o têm considerado), podemos considerá-lo em relações com a metapsíquica."
(Excerto de Introdução ao problema)
Índice:
Dedicatória. | Antelóquio. | Introdução ao problema. | Dos fantasmas divinos. | Dos fantasmas diabólicos. | Dos fantasmas humanos. I - Dos fantasmas dos vivos. | Dos fantasmas humanos. II - Dos fantasmas dos mortos. | Considerações finais.
Hugo Rocha (1907-1993). Jornalista e escritor português, autor de mais de uma dezena de obras de temática variada, desde a produção de romances, à literatura de viagens e ao esoterismo. Natural do Porto, Hugo Rocha dedicou-se desde cedo ao Jornalismo. Integrou a redacção do jornal O Comércio do Porto, ao qual esteve ligado até se reformar, aos 74 anos.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
45€

17 fevereiro, 2021

ROCHA, Hugo - FUTEBOL : romance. Porto, Lello & Irmão, 1957. In-8.º (19,5 cm) de 378, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance sobre os meandros do desporto-rei português e a sua ligação com as ex-colónias, dedicado pelo autor "àqueles com quem,outrora, joguei a bola, tanto aos que assinalaram o seu nome na história do futebol em Portugal como aos que não deixaram rasto, como eu, da sua passagem pelos terrenos de jogo - esta história dum caso fictício que talvez se assemelhe a alguns casos reais.".
"A história que vou contar não se abona com a pretensão de ser o processo do futebol. Na verdade, este não é chamado, aqui, à barra do tribunal. Sem dúvida - não é isto segredo para ninguém -, o futebol, como desporto organizado sobre bases mercantis, enferma de certos males e é culpado de certas faltas, se não se quiser dizer, mesmo, de certos crimes... Um simples romance não é, porém, um libelo acusatório. Não cabe ao autor deste instruir o processo dos delitos em que o futebol tem incorrido. Julgue-o quem quiser julgá-lo..."
(Excerto do Antelóquio)
Hugo Rocha (1907-1993). Escritor e jornalista português, autor de mais de uma dezena de monografias de temática variada. "Nascido em 1907 na cidade do Porto, Hugo Rocha desde cedo percebeu que a sua grande vocação era o Jornalismo. Teve uma passagem muito intensa pela redacção do Jornal O Comércio do Porto, ao qual esteve ligado até se reformar aos 74 anos. Após uma vida inteira a “respirar” jornalismo, veio a falecer a 24 de Fevereiro de1993."
(Fonte: teoriadojornalismo.ufp.edu.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
25€