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12 agosto, 2025

COSTA, General Gomes da -
SOLDADOS DE PORTUGAL! Alocução proferida na revista passada pelo General Gomes da Costa, a todas as fôrças da Província de Macau, em 9 de Abril de 1923, 5.º aniversário da Batalha de La Lys. Publicação ordenada pelo Governo da Colónia para distribuir pelos quartéis. Macau, Imprensa Nacional, 1923. In-8.º (18,5x13 cm) de [2], 14, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Narrativa proferida em forma de discurso às tropas da colónia - por um dos principais protagonistas  das forças portugueses em França - do que foi a Batalha do Lys e o esforço português para suster o avanço do exército alemão. Peça rara, com indubitável interesse para a bibliografia WW1.
A propósito da presença do general em Macau: "Devido (ou a pretexto de) aos tumultos de 1922 o governo português decidiu enviar de Lisboa o general Manuel Gomes da Costa (1863-1929) ao Oriente para realizar uma inspecção às tropas. Nesse périplo de dois anos passou pela Índia, Macau (Abril) e Xangai.
De regresso a Portugal, Gomes da Costa aceita chefiar o golpe militar em 28 de Maio de 1926 pondo fim à Primeira República."
(Fonte: http://macauantigo.blogspot.com/2014/04/soldados-de-portugal-9-abril-1923.html)
"Soldados de Portugal!
Desde 30 de Janeiro de 1917, em que saí do Tejo à frente da 1.ª Brigada Portuguesa, nos achámos, pràticamente, em guerra contra a Alemanha. Pouco mais de um ano depois - a 9 de Abril de 1918 - tinha lugar o grande ataque alemão às tropas portuguesas, ao sul de Armentières, no vasto campo de batalha de Messines.
Mais de um ano havia que o inimigo se achava paralizado em frente do sector português, travando connosco repetidos combates; havia mais de um ano que nos mantínhamos no mesmo terreno apesar dos esforços do adversário para dêle nos desalojar. Os alemães, desesperados com a longa resistência de toda a linha dos Aliados, desesperados pela longa duração desta guerra que tinham suposto fácil e rápida, desesperados pela crise interna, resolveram-se a empreender uma acção de grande envergadura, que lhes permitisse abrir caminho até ao mar, cortando em dois o Exército dos Aliados, e, com êste objectivo, concentram enormes massas de artelharia - centros de baterias - com as quais, a partir de Janeiro de 1918, começam a bater toda a zona à rectaguarda do nosso sector, por êles escolhido como objectivo imediato do seu ataque principal.
Em meados de Janeiro começam executando uma série de raids, com o fim de reconhecer e apalpar a nossa linha, procurando-lhe os pontos fracos. A partir de 19 de Janeiro, a actividade da sua artelharia cresce, já em trabalhos de contra-bateria, já na destruìção das defezas acessórias e pontos fortes do terreno.
Dois prisioneiros que as nossas patrulhas fizeram a 18 de Fevereiro, informavam-nos da chegada de mais 30 novas baterias; outros dois prisioneiros feitos a 1 de Março diziam-nos que brevemente se realizaria um ataque, com o objectivo de melhorarem as suas posições."
(Excerto da Alocução - A Batalha do Lys)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior direito. Com passagens do texto sublinhadas a lápis.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

09 abril, 2025

COSTA, General Gomes da -
SOLDADOS DE PORTUGAL! Alocução proferida na revista passada pelo General Gomes da Costa, a todas as fôrças da Província de Macau, em 9 de Abril de 1923, 5.º aniversário da Batalha de La Lys. Publicação ordenada pelo Governo da Colónia para distribuir pelos quartéis. Macau, Imprensa Nacional, 1923. In-8.º (18,5x13 cm) de [2], 14, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Narrativa proferida em forma de discurso às tropas da colónia - por um dos principais protagonistas  das forças portugueses em França - do que foi a Batalha do Lys e o esforço português para suster o avanço do exército alemão. Peça rara, com indubitável interesse para a bibliografia WW1.
A propósito da presença do general em Macau: "Devido (ou a pretexto de) aos tumultos de 1922 o governo português decidiu enviar de Lisboa o general Manuel Gomes da Costa (1863-1929) ao Oriente para realizar uma inspecção às tropas. Nesse périplo de dois anos passou pela Índia, Macau (Abril) e Xangai.
De regresso a Portugal, Gomes da Costa aceita chefiar o golpe militar em 28 de Maio de 1926 pondo fim à Primeira República."
(Fonte: http://macauantigo.blogspot.com/2014/04/soldados-de-portugal-9-abril-1923.html)
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do General Gomes da Costa.
"Soldados de Portugal!
Desde 30 de Janeiro de 1917, em que saí do Tejo à frente da 1.ª Brigada Portuguesa, nos achámos, pràticamente, em guerra contra a Alemanha. Pouco mais de um ano depois - a 9 de Abril de 1918 - tinha lugar o grande ataque alemão às tropas portuguesas, ao sul de Armentières, no vasto campo de batalha de Messines.
Mais de um ano havia que o inimigo se achava paralizado em frente do sector português, travando connosco repetidos combates; havia mais de um ano que nos mantínhamos no mesmo terreno apesar dos esforços do adversário para dêle nos desalojar. Os alemães, desesperados com a longa resistência de toda a linha dos Aliados, desesperados pela longa duração desta guerra que tinham suposto fácil e rápida, desesperados pela crise interna, resolveram-se a empreender uma acção de grande envergadura, que lhes permitisse abrir caminho até ao mar, cortando em dois o Exército dos Aliados, e, com êste objectivo, concentram enormes massas de artelharia - centros de baterias - com as quais, a partir de Janeiro de 1918, começam a bater toda a zona à rectaguarda do nosso sector, por êles escolhido como objectivo imediato do seu ataque principal.
Em meados de Janeiro começam executando uma série de raids, com o fim de reconhecer e apalpar a nossa linha, procurando-lhe os pontos fracos. A partir de 19 de Janeiro, a actividade da sua artelharia cresce, já em trabalhos de contra-bateria, já na destruìção das defezas acessórias e pontos fortes do terreno.
Dois prisioneiros que as nossas patrulhas fizeram a 18 de Fevereiro, informavam-nos da chegada de mais 30 novas baterias; outros dois prisioneiros feitos a 1 de Março diziam-nos que brevemente se realizaria um ataque, com o objectivo de melhorarem as suas posições."
(Excerto da Alocução - A Batalha do Lys)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas. Contracapa apresenta rasgão à cabeça (sem perda de suporte) e falha de papel no pé.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

12 maio, 2020

AGUIAR, Armando d' - A DITADURA E OS POLÍTICOS. Lisboa, Editorial Hércules, 1932. In-8.º (18,5 cm) de 173, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento sobre a Ditadura Militar. Conjunto de entrevistas ao autor por algumas das personagens mais relevantes da cena políticas e militar da época.
"O Consulado Militar que derrubou a Constituição em Maio de 1926, não nasceu como muitos querem no período de agitação social que teve a sua origem no quadriénio dantesco, que, de 1914 a 1918 enlutou tôda a Europa. [...]
Não quiz ao escrever o meu primeiro livro, apresentar-me em público, perante o Pretorio que há-de condenar-me ou absolver-me, guiado pela mão dum «consagrado», dum príncipe da Literatura, dum rei da Política. Venho só. Minto. acompanham-me algumas das mais representativas figuras do xadrês político português, que se deixaram interrogar pela minha insatisfeita curiosidade de jornalista.
A Ditadura, fórmula política com aqual tenho muitas vezes estado em desacôrdo, interessou-me.
E em sua volta realizei um inquérito, no qual depôem indivíduos desde os mais avançados aos mais conservadores... Inimigos e amigos...
A «Ditadura e os Políticos» é um cartaz luminoso, uma «féerie» de nomes ilustres, que falam sôbre o Consulado Militar, que o atacam e o defendem, que exaltam as suas obras e condenam os seus êrros."
(Excerto da introdução)
Personalidades entrevistadas:
Gomes da Costa. | Domingos Pereira. | Tamagnini Barbosa. | Afonso Costa. | Ramada Curto. | Cunha Leal. | Manuel Maria Coelho. | António Maria de Silva. | D. João d'Almeida. | Vicente de Freitas. | Magalhães Lima.
Nota do autor:
- A entrevista de D. João d'Almeida foi-me concedida pelo ilustre fidalgo português dois mêses antes do falecimento do Sr. D. Manuel de Bragança.
- O Sr. Dr. Magalhães Lima, deu-me esta entrevista, quatro mêses antes de falecer. São as últimas afirmações políticas do famoso republicano tornadas públicas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
30€

29 março, 2018

A VIDA AGITADA DO MARECHAL GOMES DA COSTA : documentario da vida militar e politica do Grande Soldado. Compilado por seu filho Carlos Gomes da Costa. [Prefácio de Henrique de Paiva Couceiro]. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, 1931. 2 vols in-8.º (19 cm) de 292, [2] p. e 262, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia política e militar do Marechal Gomes da Costa, um dos mais ilustres e respeitados chefes militares portugueses.
"Sempre que este nome me acode ao pensamento, sinto nos ouvidos, sem pensar em tal, os sons viris da «Marcha da Guerra», que tantas vezes segui, com os clarins á frente, quando pertencia ao Exercito. É que esse nome de Marechal Gomes da Costa, com a sua aureola de combatente denodado, envolve consigo a sugestão viva do espirito militar. Gomes da Costa foi, com efeito, o tipo genuino do soldado de vocação, com todo o patriotismo inherente a essa qualidade, e com todos os aprumos, e toda a linha erecta de quem possue, dentro do peito, o pleno sentido da nobre profissão que exerce. Honrava a raça sem logar para duvidas. Colocados nas suas mãos, o brio e a honra de Portugal, estavam seguros e bem guardados. E todos os portugueses tinham a certeza disto."
(Excerto do prefácio)
"O general segue impassivel [pelas trincheiras], como se passeasse na Avenida, sob o bombardeamento - que se ia tornando intenso.
E entra na zona bombardeada Mauquisart adiante na linha mais avançada - com o mesmo sangue frio. Os cacos ferviam por todos os lados a cravarem-se com um som mate e sinistro na terra enlameada.
O general pára e conversa com os soldados que estão «ao parapeito», oferece dos seus cigarros á tropa que guarnece a linha e a quem o acompanha.
A terra treme sob os nosso pés a cada rebentamento. É preciso talvez recordar que um morteiro pesado é do tamanho de uma creança de dez anos e pesa mais de duzentos kilos. E o nosso general conversa naturalmente como se bombardeassem em Ostende! Ha morteiros que vem caír proximo, escaqueirando o nosso caminho; os estilhaços seguem a sua cantiga de morte. Paramos. Um dos projecteis desce vertical, negro, volumosos e rapido sobre nós. Olhamos para o ceu a vêr caír a bêsta. O general olha como nós, atirando a sua baforada de cigarro - Acredito que vá um pouco de receio porque alguem disse ao general, emquanto o morteiro mergulhava terra abaixo, alguns passos á esquerda:
- É melhor abrigar-se, meu general!
O morteiro explode violento, fazendo dançar a gente no entrincheiramento, os estilhaços zumbem, a terra entorroada cái numa chuva que magôa - e o nosso general continua direito, a sua alta estatura a destacar-se acima da magistral e logo que a voz se pode ouvir diz a quem o avisou:
- Um general não se abriga!"
Pina de Morais
(Excerto do Cap. 13, O heroismo do general na Grande Guerra)
Matérias:
I Volume
1. As Memorias do Marechal. 2. O Tenente Gomes da Costa. 3. A Revolta de Goa e a campanha de 1895-1896. 4. A Campanha dos Namarrais. 5. A Campanha de Gaza. 6. A Expedição ao Niassa. 7. Reconhecimento nos Dembos. 8. A Campanha contra o Cuanhama. 9. Historia da Campanha do Cuanhama descrita em cartas do Capitão Gomes da Costa para Ayres de Ornellas. 10. 1905-1914 - Moçambique - 1906-1911. 11. O 14 de Maio. 12. O C. E. P.
II Volume
13. O heroismo do general na Grande Guerra. 14. A Expedição a Moçambique. 15. O Caso de Tavira. 16. Um jantar que se tornou suspeito. 17. O 19 d'Outubro. 18. O Cêrco de Lisboa. 19. A viagem do Marechal ao Oriente. 20. O 18 de Abril e 19 de Julho. 21. Discurso na posse do Ministro da Guerra. 22. Ultimos actos politicos do general no ano de 1925. 23. In Memoriam.
Exemplares brochados em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
Indisponível

22 setembro, 2016

ORNELLAS, Carlos d' - O AÇOREANO NA GRANDE GUERRA. (Capa de Carlos Mendes da Costa). [Prefácio do Marechal Gomes da Costa]. Lisboa, Revista Insular e de Turismo, 1931. In-8.º (22cm) de [14], 128, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com os retratos do Marechal Gomes da Costa, com a legenda "uma grande figura da guerra", e do pai do autor, o General de Artilharia Guilherme Carlos Lopes Banhos. Contém ainda inúmeros retratos da oficialidade açoriana que integrou o C. E. P., em França, bem como a reprodução de fac-símiles, desenhos e fotogravuras de paradas militares.
Exemplar n.º 814 de uma tiragem não declarada, assinada pelo autor.
Livro duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Carlos de Ornelas.
"Carlos d'Ornellas, açoriano que esteve na guerra, ao voltar às suas Ilhas, realizou uma conferência para honrar os patrícios que com êle tomaram parte na grande guerra. E é essa conferência que êle hoje lança a público e me pediu para prefaciar.
Esta guerra de 1914-1918, foi a mais assombrosa de todos os tempos, quer pelo número de homens, nela empenhados, quer pela qualidade e perfeição do material; mas tudo isso, que constitue sérias preocupações para os comandos, têm para o soldado um único sentido - a necessidade de vencer; e essa mesma, deixa-a êle ao cuidado dos comandos, entendendo que, por si, o que tem a fazer, é servir-se bem da espingarda e da baioneta. E como a guerra não é uma cousa triste para soldados verdadeiros, procuraram, fóra das horas de combate, passar o tempo o melhor possível. [...]
Enfim, eu não me proponho descrever o que é a guerra de trincheiras; mas quando se tem de escrever lembrando gente da guerra, logo acodem ao pensamento detalhes que só os que pelas trincheiras passaram conhecem. O essencial, agora, é mostrar o valor do soldado, e em particular, do soldado açoriano, e é êsse o objectivo do Carlos d'Ornelas e consegue-o."
(excerto do prefácio)
"Fui parar a uma unidade de infantaria e, no próprio dia em que cheguei, fiz a minha apresentação nessa unidade, que se encontrava no sector Ferme du Bois, marchando imediatamente para o front, como recompensa pelos serviços que prestei aos soldados portugueses, quando «capachim», porque também o fui, infelizmente, três meses, em Roquetoire, onde a abundância de géneros de todas as qualidades, fazia caras de repouso nas arrecadações.
Contos largos para a história da guerra...
Como ia dizendo, às 10 horas da noite, depois de percorrer aquela extensa trincheira de comunicação, fui escalado para fazer uma patrulha com dez praças para a colocação de arame farpado.
Alicates, corta arames, luvas, espingardas, granadas de mão e ainda granadas de espingarda, não contando com as respectivas máscaras de gazes, espingarda e os duzentos cartuchos da praxe, tudo levávamos.
Ao entrar na primeira linha, (noite cerrada) encontrei o Armando Saraiva, rapaz do meu tempo de escola em Ponta Delgada, hoje conhecido barítono que, em Itália, tem feito os seus dias, que estava na primeira linha a comandar um pelotão.
Escusado será dizer que o Saraiva era miliciano.
Baixinho, conversámos um pouco e eu, à direita do sector, mandei os soldados saltar o parapeito para a terra de ninguém, sendo o primeiro a fazel-o o medroso, 144, que, minutos antes, se lastimara da sua malfadada vida, e com tanta infelicidade, que, com todas as suas demoras, foi ferido com uma bala no peito, retirando para a ambulância."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel nas extremidades da lombada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

13 novembro, 2012

MONIZ, General Júlio Botelho – A VIDA HERÓICA DO MARECHAL GOMES DA COSTA. Palestra proferida no Teatro-Circo de Braga no XXX aniversário do movimento de 28 de Maio. Vila Nova de Famalicão, Tipografia Privativa de Carvalhos, Castro & C.ª, Lda, 1956. In-4º (24cm) de 30, [2] p. ; B.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do General Botelho Moniz.
Palestra com interesse biográfico, político e militar do Marechal Gomes da Costa. O comando pelo exemplo, as zonas do globo onde serviu, as guerras, os confrontos, a politica…
Júlio Carlos Alves Dias Botelho Moniz (1900-1970)). “Foi Oficial do Exército e político, tendo atingido o posto de General do Exército. Apoiante da Revolução Nacional, foi observador do Exército Português na Alemanha nazi no princípio da Segunda Guerra Mundial.
Entre 6 de Setembro de 1944 e 4 de Fevereiro de 1947 foi Ministro do Interior do governo de Salazar. Entre 1949 e 1951 foi adido militar em Madrid e Washington, DC. Em Fevereiro de 1953 foi promovido ao posto de general sendo em 1955 nomeado Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. Entre 14 de Agosto de 1958 e 13 de Abril de 1961 exerceu as funções de Ministro da Defesa, substituindo no cargo Santos Costa. […] Desencantado com a política de intransigência de António de Oliveira Salazar em relação à autodeterminação dos territórios ultramarinos, nas funções de Ministro da Defesa Nacional liderou em Abril de 1961 uma tentativa fracassada de impor uma mudança reformista a partir do próprio regime, forçando a exoneração do ditador e a reforma do Estado Novo.” (in www.lacm.org.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

28 julho, 2012

COSTA, General Gomes da – A GUERRA NAS COLÓNIAS : 1914-1918. Portugal na Guerra. Lisboa, Portugal-Brasil, [1925]. In-8.º (19cm) de 255, [13] p. ; B.
1.ª edição.
“Este livro é o registo summario das campanhas que de 1914 a 1918 fizemos nós, Portuguezes, nas duas costas Africanas. Não é um livro d’acusações; menos, ainda, de insinuações; não é um livro de escandalo, nem de odio. É apenas o registo d’uma lição severa e que é preciso aproveitar. Narramos sucintamente as negociações que precederam a nossa entrada na guerra, tal como vem nos livros que o Governo apresentou ao Parlamento; narramos os sucessos d’Africa, como chegaram ao nosso conhecimento quando ali estivemos em 1918, e não constituem segredo para ninguem. […] Numa republica onde os homens que se sucedem no poder, mal teem tempo para tomar posse, e logo se vão embora, é indispensavel que as instituições prevejam e remedeiem os inconvenientes resultantes, em tempo de guerra dessa instabilidade… […] A lição dos factos, em paizes de gente inteligente e hábil, è sempre proveitosa: que a lição que as campanhas d’Africa nos fornece sirva tambem, entre nòs, , para se tratar a sério da organização militar do Continente e das Colonias, preparando o Exercito para o seu fim exclusivo, para a missão mais levantada e mais nobre do homem, – a Guerra! (excerto da introdução Ao Exercito) 
Manuel Oliveira Gomes da Costa (1863-1929). Presidente da República e do Ministério, comandante da 1ª Divisão do CEP. Nasceu em 14 de Janeiro de 1863 e faleceu em 17 de Dezembro de 1929. Ingressou no Exército em 1880 e cinco anos depois foi promovido a alferes. Após uma curta passagem pela Guarda Fiscal (1887/89) partiu para a Índia como ajudante do Governador-Geral, já como tenente. Distinguiu-se nas operações militares contra os rebeldes indianos. Depois de uma breve estadia na metrópole, em finais de 1895, partiu no ano seguinte para Moçambique onde também se destacou nas campanhas de pacificação e de ocupação que se seguiram à prisão e queda de Gungunhana. Após o seu regresso em 1900, e até 30 de Janeiro de 1917, data em que partiu para França comandando a 1ª Divisão do CEP, prestou serviço em Angola, S. Tomé e Príncipe, na metrópole e novamente em Moçambique. Promovido a general em 8 de Maio de 1918 e regressado a Portugal em Novembro desse ano iniciou depois uma crescente intervenção política, nomeadamente em 1921, insatisfeito e ressentido com os políticos que governavam o País no pós-guerra. O seu crescente intervencionismo e crítica pública do Governo levaram este a afastá-lo através do seu envio numa missão à China e à Índia (1922/24), mas este afastamento não impediram Gomes da Costa de continuar a criticar duramente o Governo e por fim de aceitar chefiar o golpe militar perpetrado em 28 de Maio de 1926. Depois de conseguir sobrepor-se a Mendes Cabeçadas, o chefe nominal do golpe, passou a chefiar o Governo e a ocupar a Presidência da República (26 de Junho a 9 de Julho de 1926). Porém, por pouco tempo, pois Sinel de Cordes, outro chefe militar que esteve por detrás do golpe, afastou-o do poder, em 9 de Julho de 1926, deportando-o, sob prisão, para os Açores, donde regressou em Novembro de 1927, com a distinção honorífica de marechal, mas numa altura em que tinha perdido por completo o protagonismo político que havia alcançado poucos anos antes.” (www.primeirarepublica.org)  
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Restauro com fita gomada na parte superior da lombada.
Muito invulgar. 
Com interesse histórico. 
Indisponível