Mostrar mensagens com a etiqueta Polícia / Investigação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Polícia / Investigação. Mostrar todas as mensagens

13 novembro, 2024

NORONHA, Eduardo de – DIARIO DE UM POLICIA.
Scenas da politica e da rua, anotadas pelos jornaes
. Lisboa, Guimarães & C.ª, 1919. In-8.º (18,5 cm) de 232 p. ; E.
1.ª edição.
Obra satírica e muito invulgar sobre a Lisboa "subterrânea" da época, das menos conhecidas da bibliografia do autor.
Trata-se do Diário do guarda 444, Bonifácio da Madre de Deus, da 12.ª esquadra de Lisboa.
Obra não mencionada na Biblioteca Nacional.
"Vejamos quem era essa prestante entidade policial, que, de indole curiosa, methodica, systematica, por inspiração sua ou por suggestão alheia, se lembrou de redigir um Diario onde, n'uma serie de apontamentos lançados á pressa, um tanto atabalhoadamente, sem preoccupações gramaticaes, é certo, registou todos os acontecimentos que presenceava ou de que tinha conhecimento. O seu espirito de ordem levou-o a authenticar, ou melhor, a condimentar esse Diario collando ao lado as noticias referentes a esses successos publicadas nos jornaes de maior circulação. O diario regorgitava de notas, de factos, de observações, constituia um vasto, um amplo repositorio dos incidentes e episodios da vida politica e social de Lisboa."
(Excerto do texto)
Indice:
I – Atroz desapontamento. II – Episodios e caricaturas. III – Gatunos e receptadores. IV – Larapios e rufias. V – Arruaças e arruaceiros. VI – Artistas de… cabeça. VII – Casamentos e lôgros. VIII – O «flirt» do animatographo. IX – Subsistencias e… falsificações. X – A nove I… XI – Somnambulas e videntes. XII – Superstições e candices.
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
30€

07 novembro, 2024

COELHO, Campos – UM ÊRRO JUDICIÁRIO : O 411 está inocente!
[Por]... Advogado. Lisboa, Editorial Labor, 1937. In-4.º (25,5 cm) de 290, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Peça jurídica sobre o assassinato de Albino Barcelos, agente da P.S.P. do Funchal, em 6 de Fevereiro de 1931, no seguimento dos "gravíssimos tumultos, conhecidos pelo movimento das farinhas", que ocorreram naquela cidade insular.
Livro ilustrado com fotografias, desenhos e fac-símiles relativos à reconstituição do crime.
"O Crime da «Fábrica de S. Filipe». Pedido de Revisão da Sentença que injustamente condenou José Fernandes, na pena de 20 anos de degredo, por um crime de homicídio praticado por Fernando Faria «o Arguim» - apresentado ao Supremo Tribunal de Justiça pelo advogado Campos Coelho.
Redigimos esta petição, por amor à Verdade e em homenagem à honrada Justiça Portuguesa que, assim, desejamos servir modesta mas dedicadamente.
A sua publicidade, através deste livro, que tão insistentemente nos foi solicitada em nome da defesa do condenado, levará a todos os cantos da sua Ilha Maravilhosa o grito de protesto com que José Fernandes, há seis longos anos, heroicamente vem proclamando a sua claríssima Inocência!
Compreendendo e sentindo o perigo que corremos – acusando uma poderosa quadrilha de malfeitores – nem por isso deixaremos de abençoar o momento sublime em que entrámos nesta cruzada pela salvação do Inocente!"
(Excerto da introdução)
Encadernação simples meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta pequeno orifício de traça na capa, ao centro, junto ao festo, com pouca expressão, atingindo ainda a folha de rosto e a seguinte.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e insular.
20€

29 setembro, 2024

SALOMÃO, Ricardo & GAMBOA, Pedro -
DETECTIVES PARTICULARES EM PORTUGAL.
Por... E ainda entrevistas com: Insp. Varatojo; Artur Cortês; Diplo; Dinis Machado. Lisboa, Margem, [1985]. Oblongo (17,5x24 cm) de 56, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Livro curiosíssimo, algo insólito, dá a conhecer o mundo dos serviços de investigação privados na década de 80.
Trata-se de uma reportagem sobre esta actividade marginal, de "espionagem", ilegal na época.
"Quem não conhece Columbo ou Mike Hammer como exemplos de detective americano, ou Sherlock Holmes e Miss Marple no caso inglês, ou ainda Poirot e Maigret no universo da língua francesa? Mas do "seu" detective o público português nada sabe. [...]
Nós quisemos saber quem é o detective português.
A legislação proíbe, ou, na melhor das hipóteses, não prevê a existência de investigação privada. Mas o facto é que nas "Páginas Amarelas" várias empresas de investigação anunciam os seus serviços; a verdade é que diariamente os jornais trazem nas colunas dos pequenos anúncios, ao lado dos astrólogos, das massagistas, dos clubes gay e das orações ao "Divino Espírito Santo", os préstimos de inúmeros detectives privados, na sua maioria sem qualquer espécie de qualificação ou princípios deontológicos, o que desperta a gula de muitos vigaristas.
Não estão dentro as regras legais, pouco se falando deles, mas... bem à nossa frente trabalham os detectives particulares.
Classe dividida por lutas e intrigas internas, está também dividida em tipos básicos, formando modelos que nos servem para uma apreciação global.
Saímos para a rua à procura do detective nacional e encontrámos quatro tipos distintos de detective. Estes quatro tipos agrupam-se em duas grandes divisões: As empresas e os free lancers. Para além desta distinção de "status" há naturalmente, e como seu efeito, um discurso que no primeiro grupo tem na "legalidade" o seu leitmotiv, em oposição ao outro grupo que se encontra num assumido discurso de marginalidade."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Tipo I - O Troféu Tanit; - Ruper - O Homem da Rua. | Tipo II - "Há coisas que não queremos falar". | Tipo III - O Típico. Tipo IV - O Tipo; O Tipo na cidade | Contratipo - O Detective Barroco | Opinião: Polícia Judiciária - A Perspectiva do Estado; Inspector Varatojo - Governo devia Legalizar | Ficção: Diplo - O Detective possível; Artur Cortez; Dinis Machado.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
50€

23 setembro, 2024

BRAGA, Fernando Celestino -
GUIA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL.
Por... Antigo Chefe de Brigada da Polícia Judiciária com o Curso de Técnica Policial. Porto, Edição do Autor, [1953]. In-4.º (25,5x19 cm) de 258, [2] p. ; il. ; C.
1.ª edição.
Interessante contributo para a história da investigação criminal em Portugal.
Guia ilustrado no texto com desenhos esquemáticos.
"Define-se, geralmente, como investigação criminal, todo o conjunto de diligências no sentido de se poder esclarecer a verdade judicial sobre determinado acto abrangido por Lei.
Divide-se em investigação e instrução.
A primeira, que podemos considerar exclusivamente policial, consiste, fundamentalmente, em descobrir provas que conduzam a um resultado de certeza. A segunda, em ordenar e dispor, convenientemente, essas provas sob a forma de processo.
Pela legislação em vigor, estas duas fases da investigação criminal confundem-se numa só, formando a chamada instrução preparatória.
A investigação, que tem por único objectivo a descoberta da verdade, é uma missão melindrosa e difícil, havendo absoluta necessidade de ter ao seu serviço, Homens de Bem, que encarem o seu trabalho como um Apostolado, dispostos a jogar a sua vida, a sua carreira e a sua honra Pela Verdade, Pela Justiça E Pela Razão.
E não se julgue que estas palavras se destinam a impressionar o leigo ou o noviço. Não. Elas representam o drama diário do profissional pundonoroso, num meio que lhe é hostil e onde nada existe para o defender.
O investigador - seja qual for a Corporação onde preste serviço - tem como principal dever profissional a sua lealdade à verdade e aos seus superiores, informando-os, esclarecidamente, de todos os factos que apurar no decorrer do seu trabalho, ou por que for perguntado.
Essas informações devem ser prestadas em termos concisos, o que não exclui o pormenor profissional, ou seja, aquele directamente relacionado com o caso.
Opiniões pessoais não interessam. Dão-se sòmente, quando superiormente solicitadas. [...]
O Criminoso, mais do que a Pena, teme a certeza de que esta lhe será Aplicada - é isto uma grande verdade, aliás, defendida por ilustres nomes da criminologia.
Deve, pois, o investigador estar preparado para defender a sociedade na surda luta, cheia de subtilezas, astúcia, e algumas raras vezes força muscular, que antepõe ao Crime a certeza da sua Punição.
O delinquente habitual ou o ocasional, que actuou com premeditação, procurará desfazer vestígios, apagar traços e interesses, despersonalizar o acto, desvincular os idiotismos, que são como a assinatura de cada um.
Por outro lado, o investigador reunirá todos os vestígios, pesará todas as indicações dos arquivos, indagará todas as possíveis provas, pondo em acção todo o zelo, inteligência e argúcia, preencherá as lacunas pelo conhecimento do meio, pela maneira de operar, pela investigação científica, usando de toda a sua perspicácia e brio profissional, até que, supridas as falhas, chegue à verdade dos factos.
A investigação criminal é, como dissemos, um problema de Certeza: quanto à existência de crime e quanto ao seu autor."
(Excerto da Introdução)
Sumário:
I - Introdução. II - Acção Penal - Prisão. Perguntas. Termo de Identidade e Caução. III - Prova resultante da Confissão - Como interrogar o acusado? Os exames, buscas e apreensões. IV - Prova Testemunhal - Como inquirir a testemunha? A acareação. O reconhecimento. V - Prova resultante dos Documentos - Exame comparativo de assinaturas e manuscritos. Documentos dactilografados. Falsificação de documentos por alteração, decalque e imitação. Disfarce de letra. Escrita invisível. Noções de criptografia. VI - Prova Indiciária e Técnica - Impressões papilares. Pegadas, pontuadas e rodados. Vestígios de dentes. Pêlos e cabelos. Fibras, poeiras, cigarros, e cinzas. Manchas de sangue e outras. Armas. Utensílios usados pelos criminosos. VII - Noções Gerais de prevenção à criminalidade habitual. VIII - Noções Gerais sobre os elementos constitutivos dos crimes mais frequentemente denunciados à Autoridade, e sua investigação. IX - Apêndice - Indicações úteis sobre Comarcas e Tribunais Municipais: seus concelhos e freguesias. Divisão administrativa. Distribuição territorial dos corpos com funções policiais: P. J. - P. I. D. E. - G. N. R. - G. F. - P. S. P. - P. V. T.
Encadernação editorial cartonada com letras e desenho de impressão digital a vermelho e negro.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

19 julho, 2024

FLORES, Francisco Moita - A MORTE VIOLENTA E OS PRIMÓRDIOS DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
. Lisboa, Centro Português de Estudos Sobre a Morte, 1994. In-8.º (20x14,5 cm) de 97, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Invulgar estudo histórico sobre investigação criminal. A BNP não menciona.
Ilustrado com fotogravuras em página inteira, incluindo o cadáver de Sidónio Pais, na morgue, pouco tempo após o atentado que o vitimou.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrada do autor.
"A segunda metade do sec. XIX transporta para o centro do debate científico o estudo do crime e dos criminosos. Na teorética do cientismo de finais do século, escorada nos alicerces mais profundos no positivismo comteano e no antropologismo darwinista, a ciência, liberta dos espartilhos metafísicos e da explicação teológica da vida e do mundo, estaria em condições de atingir o verdadeiro conhecimento da natureza humana. [...]
É através desta contextualização que o cientismo vai procurar construir uma metodologia de construção de prova judiciária expurgada dos seus elementos de avaliação subjectiva, e sustentada pelo acervo de informação determinada pela demonstração científica da verdade sobre qualquer acto criminoso."
(Excerto de 2. Morte Violenta e Polícia Científica)
Índice:
Preâmbulo | 1. Morte e Secularização. 2. Morte Violenta e Polícia Científica. 3. Sidónio Pais: A síntese do passado e do presente. Conclusão | Anotações | Bibliografia.
Francisco Moita Flores (1953). "Nasceu em 1953 em Moura, Alentejo. Formou-se em Biologia e foi professor secundário antes de ingressar na Polícia Judiciária em 1978. Trabalhou na PJ até 1990 investigando furtos, assaltos e homicídios. Mais tarde voltou à PJ como diretor e participou do programa Casos de Polícia da SIC. Licenciou-se em História e desenvolveu uma carreira de sucesso como escritor, tendo recebido vários prémios em Portugal."
(Fonte: https://pt.slideshare.net/slideshow/francisco-moita-flores/13220970)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e criminal.
Sem registo na BNP.
30€

22 maio, 2023

DOMINGUES, Bento Garcia -
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL. Técnica e táctica nos crimes contra as pessoas. Homicídio - Envenenamento - Infanticídio - Aborto - Crimes contra a honestidade. [Por]... Inspector-Adjunto da Polícia Judiciária. Lisboa, [Edição do Autor - Composto e impresso na Tipografia - Escola da Cadeia Penitenciária de Lisboa], 1963. In-4.º (23,5 cm) de 322, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual de investigação criminal.
Ilustrado no texto com tabelas, figuras esquemáticas e desenhos relacionados com o crime e obtenção de prova através da recolha de vestígios.
"O facto humano previsto e punido pela lei penal, o crime, não se define apenas no momento da sua prática. Para que se caracterize e conduza à punição do seu autor necessário é que, através de uma série de diligências, quer respeitantes à realidade material que o facto modificou, quer respeitantes à própria pessoa do seu autor, se reunam os elementos que hão-de convencer o Tribunal da sua prática e da responsabilidade do autor que lhe é apresentado. [...]
Um simples pêlo ou cabelo encontrado no local de um crime, quantas vezes irònicamente desprezado, pode conduzir, quando convenientemente aproveitado, à identificação do autor dum crime ou à confissão dum suspeito.
Será com esses e outros conhecimentos que a técnica policial fornece que a investigação poderá alcançar o seu fim útil, habilitando o investigador a considerar e interpretar os elementos encontrados e com eles estabelecer o seu quadro de raciocínio indutivo, dedutivo ou analógico que lhe permita definir a autoria ignorada de um crime."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. | I Parte - A Prova e a Técnica de Investigação: A - Prova pessoal. B - Prova real. C - Conservação e interpretação dos vestígios e perícia. D - Buscas e apreensões. II Parte - I - Homicídio. II - Crime de ofensas corporais voluntárias. III - Infanticídio. IV - Aborto. V - Crimes contra a honestidade.
Bento Garcia Domingues. Membro da Polícia Judiciária. Fez parte do pessoal político civil na Direcção da Censura à Imprensa (antes esteve na censura de espectáculos) onde se encontrava aquando do 25 de Abril. Regressou à PJ em 1976 e, ao terminar funções em 1985, foi-lhe atribuído o "crachat" de ouro pela Direcção que descobriu no antigo polícia e censor "assinalável capacidade de conciliar exigível firmeza de actuação com uma prudência certa, esclarecida tolerância e apurada compreensão do Homem na sua verdadeira e mais transcendente dimensão".
(Fonte: Gomes, Joaquim Cardoso, Os censores do 25 de Abril: o pessoal político
da censura à imprensa, 2014)
Exemplar brochado em bom estar de conservação. Carimbo de posse na f. rosto.
Invulgar.
25€

20 abril, 2023

POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA : Escola Prática - 
Imprensa, Jornalismo e Publicações Pornográficas : Jun. 85. [S.l.], PSP, 1985. In-8.º (21,5 cm) de [8], 98, [2] p. ; il. ; B.
Manual editado pela PSP para uso dos aluno da EPP - Escola Prática de Polícia, com legislação aprovada em Fevereiro de 1975, pouco tempo após a revolução do 25 de Abril. Inclui leis e conceitos jurídicos e doutrinários sobre a novel liberdade de expressão e informação livre, bem como o código de conduta dos jornalistas. Compreende ainda legislação diversa, onde está considerada a venda e divulgação de conteúdos pornográficos.
Livro ilustrado com reprodução da Carteira de Imprensa - em página inteira (frente/verso) - passada pelo Sindicato dos Jornalistas.
"A liberdade de expressão do pensamento pela imprensa, que se integra no direito fundamental dos cidadãos e uma informação livre e pluralista, é essencial à prática da democracia, à defesa da paz e ao progresso político, social e económico do país."
(Excerto de Lei de Imprensa - I - Liberdade de imprensa e direito à informação)
"São considerados jornalistas profissionais, para efeitos do disposto nesta lei, os indivíduos que, em regime de ocupação principal, permanente e remunerada, exerçam as seguintes funções: [seguem-se 5 funções - de a) a e).
(Excerto de Estatuto do Jornalista - I - Dos jornalistas, Artigo 1.º)
"É proibido afixar ou expor em montras, paredes ou outros lugares públicos, pôr à venda ou vender, exibir, emitir ou por outra forma dar publicidade a cartazes, anúncios, avisos, programas, emblemas, discos, fotografias, filmes e em geral quaisquer impressos, instrumentos de reprodução mecânica e outros objectos ou formas de comunicação áudio-visual de conteúdo pornográfico ou obsceno, salvo nas circunstâncias e locais previstos nos artigos seguintes: [seguem-se 9 Artigos]
Exemplar em brochura, dactilografado e policopiado, em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

22 setembro, 2021

NEVES, Pedro Mendes - LEI DAS POLÍCIAS E DAS FORÇAS DE SEGURANÇA.
Leis Profissionais da PSP, GNR, PJ, SEF, SIS, Polícia Prisional, Polícia Florestal, Polícia Marítima e Polícia Municipal. - Inclui  Orgânica e Regulamentos Disciplinares - Colecção: Lei das Profissões
. [Porto], Legis Editora, 2001. In-4.º (23 cm) de 535, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"No ordenamento jurídico que regula o acesso, o exercício, a disciplina, a carreira das profissões policiais e forças de segurança encontramos uma dispersão de diplomas que torna a vida muito difícil para os respectivos profissionais, bem como para os juristas.
Daí, termos decidido compilar os diplomas fundamentais numa única obra inédita no mercado para incluir numa igualmente colecção inovadora no mercado.
Optamos por dividir a obra em partes, tantas quantas as diversas forças policiais e de segurança, incluindo em cada, as mais importantes leis.
Esperamos, que este livro seja útil a todos, e muito especialmente aos respectivos profissionais."
(Razão da edição)
Índice:
Parte I - PSP - POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA: 1. Lei Orgânica da PSP. 2. Estatuto do Pessoal da PSP. 3. Regulamento Disciplinar da Polícia de Segurança Pública. 4. Regime de Exercício de Direitos do Pessoal da PSP.
Parte II - GNR - GUARDA NACIONAL REPUBLICANA: 1. Lei Orgânica da GNR. 2. Estatuto dos Militares da GNR. 3. Regulamento de Disciplina da Guarda Nacional Republicana Parte.
III - POLÍCIA JUDICIÁRIA: 1. Lei Orgânica da Polícia Judiciária. 2. Regulamento Disciplinar da Polícia Judiciária Parte.
IV - SEF - SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS: 1. Lei Orgânica do S.E.F. - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
Parte V - SIS - SERVIÇO DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA: Lei Orgânica do Serviço de Informações de Segurança Parte.
VI - GUARDAS PRISIONAIS: Guardas Prisionais. Alterações do Estatuto da Guarda Prisional. Alteração do Estatuto Profissional da Guarda Prisional.
Parte VII - POLÍCIA FLORESTAL: Polícia florestal.
Parte VIII - POLÍCIA MARÍTIMA: 1. Criação e Orgânica da Polícia Marítima; Estatuto do Pessoal da Polícia Marítima. 2. Estabelece o regime de exercício de direitos do pessoal da Polícia Marítima. 3. Regulamento Disciplinar da Polícia Marítima
Parte IX - POLÍCIA MUNICIPAL: Polícia Municipal. Decreto-Lei nº. 39/2000.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
20€

31 maio, 2021

MACHADO, A. Victor -
DO CRIME E DA LOUCURA.
Estudo sobre delinqüentes, observando-os perante as disposições dos Códigos de Justiça e a Medicina Legal. [Prefácios dos Ex.mos Srs. Drs. Luís Cebola e João Ramos de Castro]
. Lisboa, Henrique Torres - Editor, [1933]. In-4.º (24,5x19 cm) de 414, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo histórico, biográfico, sociólogo e médico-legal de alguns conhecidos facínoras portugueses, passando em revista os crimes tenebrosos que na época em que foram cometidos abalaram o país.
Livro ilustrado ao longo de texto com tabelas e desenhos, bem como estampas coladas reproduzindo o retrato dos meliantes, e num dos casos, as fotografias (chocantes) da vítima no local do crime, conforme foi encontrada, e noutra, "arranjada" e exposta para reconhecimento popular.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Álvaro de Almeida, popular actor da primeira metade do século XX, e pelo seu ex-libris, colado no canto inferior esquerdo da mesma página.
"Investigador criterioso, A. Victor Machado, depois de haver colhido notas devéras interessantes em vários arquivos de cadeias, tribunais e manicómios, concatenou-as hábilmente e elaborou um livro, de estilo apropriado - simples e fluente - porquanto o destinava ao grande público. Mas não só este irá deleitar-se com sua leitura; tambem os cientistas, que se dedicam aos estudos médico-forenses do crime, acharão aqui elementos preciosos, para melhor fundamentar os seus pontos de vista ácêrca da responsabilidade e anomalias dos malfeitores célebres."
(Excerto do prefácio do Dr. Luís Cebola)
"O crime praticado por Francisco de Matos Lobo, num primeiro andar do prédio número 5 da rua de S. Paulo, na noite de 25 para 26 de julho de 1841, - há perto de um século - é uma das maiores monstruosidades que a História Criminal regista. [...]
Matos Lobo, após a horrenda chacina que pôs em prática, dizimando, com a mais requintada ferocidade, quatro vidas, foi entregue ao Poder Judicial, que o julgou e condenou, sem que a Ciencia Médica se pronunciasse sôbre o estado mental do assassino.
Prêso na noite em que praticára o crime (25 de Julho de 1841), fôra julgado  trinta e seis dias depois, (30 de Agosto), e enforcado em 17 de Abril de 1842, - 265 dias depois do seu hediondo feito."
(Excerto de Francisco de Matos Lobo)
Indice: Prefácio. | Duas palavras. | Nota preambular. | Francisco de Mattos Lobo - (Homicidío e roubo) (1814-1842). | Luís Augusto Pereira (o Físico-Mór) - (Furto) (1858-1866). | Diogo Alves (o Pancada) - (Homicidío e roubo) (1810-1841). | Joséfa da Conceição - (Infanticidio) (1875). | João António Lobo (o Mestre Lobo) - (Homicidio, fôgo-posto e roubo) (1893) . | Virgínia Augusta da Silva - (Homicidio por envenenamento) (1860-1897). | Tomaz Ribeiro - (Assassínio) (1871-1893). | Adriano Joaquim Moreira - (Homicídio) (1879). | Tatuágem e Gíria das Prisões. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha de humidade - desvanecida - atinge as primeiras folhas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e forense.
Indisponível

18 março, 2021

MONTEIRO, Gomes - A INOCENCIA DE URBINO DE FREITAS
. Lisboa, Livraria Editora Guimarães & C.ª, [1933]. In-8.º (19 cm) de 258, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
"Obra misto de ensaio e romance que retrata o processo de Urbino de Freitas, famoso médico portuense, acusado de ter envenenado diversos familiares nos finais da década de 80 do século XIX. O caso teve enormes repercussões públicas, com discussões médico-forenses, tendo Urbino de Freitas sido condenado a oito anos de prisão, seguidos de degredo."
(Fonte: pedroalmeidavieira.com)
Livro ilustrado em separado, incluindo um retrato de corpo inteiro do Dr. Urbino de Freitas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manuseado; ligeiramente amarelecido.
Invulgar.
15€

09 março, 2020

A LUTA CONTRA O CRIME. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, [19--]. In-8.º (19 cm) de 92, [4] p. ; B. Colecção de Divulgação Policial, N.º 3
1.ª edição.
Interessante conjunto de textos sobre a Polícia, sua organização e funcionamento, a investigação criminal - a mais "avançada" - e a sua actuação pugnando pelo respeito e cumprimento da lei.
"Um magistrado inglês afirmou certo dia, com grande verdade, que o grau de civilização dum povo pode ser conhecido pelo grau da cultura da sua Polícia. A frase correu mundo e é hoje registada como lema em todos os povos que compreendem que a Polícia é o «mestre-sala» daqueles que entram pela primeira vez num país.
Nunca em Portugal se tinha pensado a sério nos serviços policiais. Um antigo e errado conceito fizera da Polícia - fôsse ela qual fôsse - um organismo odioso, um organismo inimigo do povo, quando a Polícia tem de ser considerada apenas inimiga do criminoso, do desordeiro, do malfeitor."
(Excerto de A polícia e o público)
"A Polícia precisa contar sempre com o laboratório de técnica policial, fazendo todo o possível para organizar modernamente o seu funcionamento, demonstrar a capacidade técnica dos seus componentes, inculcar-lhes o hábito de observação e formar verdadeiros homens de laboratório capazes de se identificarem com o espírito da organização científica.
Vejamos um dos assuntos correntes de natureza policial: a denúncia.
Na polícia, a denúncia é a acção de comunicar um determinado facto que, pela sua natureza, pode constituir um delito ou contravenção, dignos de serem investigados.
As denúncias chegam, geralmente, ao conhecimento das autoridades em forma verbal, escrita ou telefónica."
(Excerto de A denúncia)
Índice:
A polícia e o público. | A denúncia. |Como são ensinados os cães polícias. | Quando aparece um cadáver. | Não mexa no cadáver. | As marcas dos dedos já eram conhecidas na antiguidade. | Como trabalham os «G. Men». | A rádio e os serviços da polícia de Nova York. | Escrita à máquina. | A dactiloscopia. | A técnica da dactiloscopia. | O magnetismo na criminalidade. | Os estado hipnóticos. | Técnica policial. | Como foram descobertas as impressões digitais. | A identificação pelos dentes.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com falhas de papel, bem como na lombada.
Raro.
20€

11 outubro, 2018

PESSOA, Alberto - GUIA DE TÉCNICA POLICIAL. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1929. In-8.º (20,5cm) de IX, [1], 183, [1] p. ; [18] p. il. ; [1] f. desd. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo de investigação criminal, inovador na época.
Ilustrado em separado com inúmeras fotogravuras, distribuídas por 18 páginas impressas sobre papel couché, exemplificando os diversos "momentos" da investigação.
"Do conhecimento da posição ocupada por um cadáver no momento em que foi encontrado; da sua situação em relação aos objectos que o cerquem; da qualidade dêsses objectos e da forma como estejam ordenados; da natureza das manchas dispersas pelo chão, pelas paredes, pelas roupas, etc.; da verificação das impressões deixadas pelos pés, pelas mãos ou pelos dedos nas superfícies em que se apoiaram; dos sinais de efracção que se encontrem nos móveis, nos cofres-fortes, nas portas ou nas janelas, etc., etc.; de tudo isto podem resultar, como é sabido, elementos da mais alta importância, não só para reconstituir o caso que no local se passou, mas ainda para reconhecer ou procurar o criminoso ou os criminosos, quando os haja.
Mas, para poder tirar proveito dêstes diversos dados, importa manifestamente que, até à chegada dos magistrados ou dos peritos, tudo se mantenha sem qualquer alteração. [...]
Para o bom exito das pesquisas, seria portanto desejável, tentar fazer, antes de mais nada, a educação dos agentes da autoridade e do público, espalhando largamente umas Instrucções, mandadas elaborar por quem de direito, onde claramente se mostrasse a enorme vantagem que há, nas primeiras horas em seguida há descoberta dum crime, em nada deslocar, nada limpar, nada tocar, nada pisar no local em que o delito foi praticado e ainda numa certa área em tôrno; onde se dissesse mais que, numa sala ou numa casa onde se cometeu um crime, ninguém deve andar a entrar e a sair, nem mesmo os donos ou os habitantes do prédio; onde se afirmasse ainda a inconveniência de andar a passear, quando se trate de crimes praticados ao ar livre, numa zona bastante larga em tôrno do lugar onde tenham sido encontrados os vestígios manifestos do caso, etc., etc. [...]
Mas, seja qual fôr o estado em que as coisas se encontrarem, chegados ao local do crime, deverão os magistrados ou os peritos fazer um exame tão completo quanto possível de tudo quanto por lá houver, registando duma maneira exacta os resultados do que observarem, visto muitas das disposições, existentes no momento, tenderem a desaparecer com o tempo.
De facto, a necessidade de remover o cadáver para ser autopsiado e depois enterrado; a necessidade de mandar para um laboratório, onde possam ser estudados, os objectos com manchas, impressões ou outros vestígios; a necessidade de adaptar o local a novos usos bastariam para modificar por completo o aspecto que as coisas tinham na ocasião dêste primeiro exame, mesmo que outras causas não interviessem. [...]
Neste pequeno Manual, com efeito, descrevem-se alguns processos técnicos, suficientes para resolver a maioria dos casos correntes, cuja execução exige apenas uma meia dúzia de coisas que, mais ou menos, se têm sempre à mão."
(Excerto da introdução, Do conhecimento da posição ocupada)
Alberto Cupertino Pessoa (1883-1942). "Nasceu em Coimbra (freguesia de Santa Cruz) em 31.5.1883 e na mesma cidade faleceu em 21.4.1942. Filho de Alberto Pessoa e Maria da Luz Barbosa Cupertino Pessoa, licenciou-se em Matemática e Filosofia (1899) e Medicina (1903). Na UC lecionou Anatomia Patológica e Medicina Legal (1911-29) e Patologia Geral (1929-41), como professor auxiliar.
Em 1908 começou a exercer como médico do partido de Verride (Montemor-o-Velho), sendo exonerado em 1912. Prestou serviço militar de 1.10.1917-10.5.1918 como Alferes médico do Corpo Expedicionário Português e foi vogal efectivo do Conselho de Arte e Arqueologia da 2ª Circunscrição (Coimbra) em 1919. Membro da Associação dos Médicos do Centro de Portugal, dela foi ainda Presidente (1922-25). Oficial da Ordem de Santiago de Espada em 1926. Autorizado em 20.10.1928 a estudar na Espanha, França e Bélgica a organização dos serviços de criminologia e policia técnica. Presidente do Conselho de Arte e Arqueologia da 2ª Circunscrição em 6.12.1930-1932. Oficial da Ordem da Instrução Pública de França em 1931. Regeu os cursos livres de Toxicologia Forense, Dermatologia Profissional e (1936) História da Medicina. Regeu também as cadeiras de Psicologia Judiciária, Polícia Científica e Antropologia Criminal do Curso Superior de Medicina Legal. Medalha de prata das campanhas do Exército Português e Medalha da Vitória. Membro da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, da Sociedade de Medicina Legal de Lisboa, da Sociedade Anatómica Portuguesa, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, etc. Sócio do Instituto de Coimbra.
Foi 1º assistente interino do Laboratório de Anatomia Patológica (1912), do Instituto de Medicina Legal (1912-14), do Instituto de Anatomia Patológica (1913), secretário do Instituto de Medicina Legal (4.2-2.5.1919). Médico do Instituto de Medicina Legal (4.2.1919-10.4.1931) foi ainda Director da 1ª Secção do Instituto de Criminologia (1927-1931).
Colaborou em revistas científicas, como O Instituto, Coimbra Médica, Revista da Universidade de Coimbra, Medicina Contemporânea, Seara Nova, Folia Anatomica Universitatis Conimbrigensis, Petrus Nonius e Arquivo de Medicina Legal. Publicou ainda: A prova testemunhal (estudo de psicologia judiciária). Coimbra, 1913; Simples noções de dactiloscopia. Coimbra, 1921; J. J. da Gama Machado. O homem e a obra. O legado à Universidade de Coimbra. Coimbra, 1926; Guia de técnica policial. Coimbra, 1929; As imagens dos SS. Cosme e Damião existentes em Coimbra. Coimbra, 1930."
(Fonte: pesquisa.auc.uc.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com sublinhados a vermelho na primeira parte do livro.
Iinvulgar e muito curioso.
Inisponível

30 janeiro, 2018

GASPAR, João José Figueiredo - APONTAMENTOS DE UM AGENTE DA POLÍCIA DE VIAÇÃO E TRÂNSITO. [Pelo]... Major de Cavalaria. Lisboa, Edição de Severo - Freitas - Mega, 1949. In-8.º (18cm) de 91, [5] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia sobre o trânsito nas estradas portuguesas. Muito ilustrada no texto com bonitos desenhos, croquis, quadros e fotogravuras a p.b.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Ao escrever estes apontamentos não tive a pretensão de criar doutrina nova nem revelar conceitos inéditos. [...]
É legítima essa ansiedade de querer contribuir para melhorar a disciplina do trânsito. A rapidez de ritmo da vida moderna e a consequente necessidade de não perder tempo em esperas enervantes, bastariam para a justificar se não existisse uma muito mais poderosa razão: o desejo que todos têm de sentir bem acautelada e respeitada a sua segurança pessoal. [...]
O problema da segurança de trânsito não é fácil de resolver com a urgência que é desejo de todos.
É, primeiro que tudo, um problema de educação que necessita de tempo... muito tempo, para criar o clima próprio. Há que principiar por aí e já, para não se perder mais tempo.
É depois um problema de engenharia, que implica igualmente tempo e dinheiro para que se possa adaptar a rede de estradas às características dos veículos modernos e às exigências da circulação.
É, finalmente, um problema de polícia que requer organização, bom senso e meios suficientes."
(Excerto da Nota prévia)
Índice: Nota prévia. Coisas que convém saber: A velocidade; A energia cinética; Travagem e distância de travagem; Cálculo da distância de travagem; Paragem e distância de paragem; Cálculo de distância de paragem; Margens laterais de segurança; As margens de segurança e a velocidade admissível; Ultrapassagem de veículos - Distância de ultrapassagem e tempo de ultrapassagem - Cálculo do tempo e da distância de ultrapassagem; Como se devem aplicar. Alguns «tipos» característicos com quem terás de lidar: Como deves proceder: O poder da amabilidade; Seja moderado; Sustenha o seu temperamento; Seja um guia do público; Um pouco de tudo; Ao lidar com crianças; A solicitude e o carinho são compatíveis com o uniforme; Seja imparcial para ser profissionalmente honesto; Energia e firmeza de actuação; Não discuta nem permita que discutam.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito interessante.
20€

03 fevereiro, 2017

CÁMEIRA, José M. - ESTUDOS CONCRETOS SÔBRE GUERRA DE RUAS. [Por]... coronel de infantaria. [S.l.], [Edição do Autor - imp. na Tipografia da Cantina da Polícia de Segurança Pública de Lisboa], 1944. In-8.º (17,5cm) de 38, [2] p. ; [16] desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual de contra-subversão urbana, muito ilustrado com croquis simulando múltiplas situações táticas repressivas em 16 folhas desdobráveis separadas do texto.
"O tempo de improvização, do que fôr soará ou da meia bola e fôrça, na projecção de uma luta contra sediciosos armados, propício a constantes perplexidades e inquietações, àlém da incerteza dos seus resultados, já não deve perdurar mais.
A actividade de certos elementos na maioria dos povos mundiais estará sendo alvoraçadamente mantida em alto expoente pelos seus agentes instigadores, com propaganda tenaz e subversiva e a obtenção por meios clandestinos, de material bélico e correlativo, do melhor quilate e de utilidade aos seus propósitos.
E sendo a surprêsa destas sublevações, a par dêsses novos meios de actuação, as suas melhores armas de êxito, a previsão de tais emergências deverá estar sempre bem presente no espírito dos organismos dos Estados, especialmente encarregados da manutenção da ordem pública.
Matérias:
Considerações prévias. I - Generalidades. II - Indicações gerais e dispositivos preparatórios para as colunas de segurança em marcha. III - Marcha de uma fôrça (até companhia) por uma rua, havendo suspeitas de encontro com revoltosos. IV - Indicações gerais e dispositivos preparatórios para o combate. V - Combate de uma fôrça (até companhia) numa rua contra revoltosos armados. VI - Casos particulares. VII - Reconhecimento.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na base de dados da Biblioteca Nacional (BNP).
20€

07 janeiro, 2016

REGULAMENTO DO REGISTO COMMERCIAL. Approvado por decreto de 15 de novembro de 1888 : seguido de legislação sobre PRISÃO PREVENTIVA E PRESTAÇÃO DE FIANÇA. Lisboa, Typographia da Bibiotheca Popular de Legislação, 1903. In-8.º (19,5cm) de 110, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa colecção de leis e regulamentos aprovados durante o regime de Monarquia Constitucional. Contém legislação sobre a prisão preventiva que, salvo melhor opinião, reflete os primórdios desta medida cautelar entre nós, sendo este opúsculo, eventualmente, o primeiro a ser publicado sobre o tema. Inclui ainda legislação igualmente interessante: "Regulamento de Policia Judiciaria e de Investigação", "Isenções do Regimen de Prisão Maior Cellular", "Casa de Correcção para menores do sexo feminino [Monicas]", entre outros.
                                    ..........................
"Os réus conduzidos á presença do competente juiz por haverem sido presos em flagrante delicto, a que, nos termos da lei, corresponda processo correccional, e que forem residentes na circumscripção onde este tem de correr, serão immediatamente postos em liberdade, se, sendo conhecidos em juizo, ou provada a sua identidade, assignarem o termo mencionado no artigo 5.º."
(Artigo 1.º, Decreto de 12 de maio de 1886)
"Os réus accusados em qualquer processo criminal, poderão livrar-se soltos, nos termos da presente lei, excepto quando haja de lhes ser applicada qualquer das penas fixas estabelecidas nos artigos 49.º e 50.º da lei de 14 de junho de 1884, ou qualquer das que, segundo o systema penitenciario, forem a ellas correspondentes."
(Artigo 1.º, Decreto de 13 de abril de 1886)
Índice:
- Regulamento do Registo Commercial. - Prisão Preventiva e Prestação de Fiança (Decretos de 13 de abril e 12 de maio de 1886). - Regulamento de Salubridade das Edificações Urbanas. - Organização dos orçamentos e mais serviços relativos ás despezas de Instrucção Primaria. - Regulamento de Policia Judiciaria e de Investigação. - Execuções Fiscaes (Legislação publicada posteriormente as respectivo regulamento). - Casas de Penhores (Legislação que lhes diz respeito). - Isenções do Regimen de Prisão Maior Cellular (Carta de lei de 27 de abril de 1903). - Casa de Correcção para menores do sexo feminino (Carta de lei de 27 de abril de 1903). -Taxas do Sello de Licenças Industriaes (Decreto de 27 de abril de 1903). - Direitos de Mercês Lucrativas ou Honorificas (Decreto de 19 de julho de 1903).
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Apresenta defeitos importantes: Sem capa frontal. Falha de papel no canto superior dto das primeiras páginas do livro. As últimas folhas, incluindo a capa posterior, encontram-se ratadas no corte lateral sem afectação da mancha tipográfica. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro.
Sem indicação de registo na base de dados da BNP (Biblioteca Nacional).
10€

29 junho, 2015

GOUVEIA, Fernando - MEMÓRIAS DE UM INSPECTOR DA P. I. D. E. 1. A Organização Clandestina do P. C. P. Lisboa, Roger Delraux, 1979. In-8º (21cm) de 486, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 4 esquemas e um mapa em páginas inteiras.
Fernando Gouveia foi considerado o maior especialista da P. I. D. E., no P. C. P. Este é um livro de memórias dedicado pelo autor à luta contra o Partido Comunista enquanto funcionário superior da P. I. D. E. Num plano que comportaria vários volumes, este livro «1» sobre o P. C. P. é tudo quanto foi publicado.
"O Povo Português está a sentir bem, mais de quatro anos após o «25 de Abril», os efeitos da ditadura comunista gonçalvista culminada com a tentativa de insurreição felizmente frustrada em 25 de Novembro de 1975.
Não tem interesse, por isso, descrever, neste primeiro volume de memórias, a teoria comunista. Interessará, sim, fazer a história do que foi a organização clandestina do Partido Comunista Português, no período decorrido entre 28 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974.
Daremos a conhecer como essa organização subversiva iniciou a sua actividade em Portugal e assim trataremos dos seguintes assuntos:
- funcionamento dos aparelhos e as suas várias evoluções; - disciplina partidária; - regras conspirativas; - quadros legais e ilegais; - métodos e tácticas; - mobilização e agitação de massas; - imprensa clandestina e respectivo aparelho distribuidor; - sistemas de ligação (cifras e «credenciais»); - casas clandestinas; - aparelhos de fronteira; - falsificaaçção de passaportes, bilhetes de identidade e outra documentação; - congressos legais e ilegais; - lutas intestinas; - casos picarescos e trágicos (liquidações); - organizações subsidiárias; - organização sindical; - juventude comunista; trabalhadores, estudantes, «mudistas»; - cursos na U. R. S. S. e em Cuba, etc."
(excerto da Nota prévia)
Fernando de Sousa de Araújo Gouveia. "Nasceu em Lisboa em Julho de 1904. Ingressou como agente na Polícia de Informação do Ministério do Interior em Junho de 1929, ascendendo a chefe de brigada e, por distinção, a subinspector. Inspector da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P. I. D. E.) em 1962, e inspector adjunto em 1973, era, finalmente, técnico superior da Direcção-Geral de Segurança (D. G. S.) quando eclodiu o «25 de Abril».
Apesar de se encontrar ainda em convalescença de grave doença, esteve presente na sede da D. G. S. desde a madrugada do dia 27, quando respeitou a ordem de recolher a casa.
A fim de compartilhar da sorte dos seus camaradas detidos, apresentou-se voluntariamente na Cova da Moura, no dia 29, ficando preso durante 28 meses, primeiro no Forte de Caxias, e, depois, e sucessivamente, na Penitenciária de Lisboa, no Forte de Peniche e, novamente, no Forte de Caxias.
Em 30 de Agosto de 1976, beneficiou do regime de liberdade provisória, aguardando julgamento pelo Tribunal Militar por ter sido membro da polícia política do antigo regime e se ter destacado na luta contra a organização clandestina do P. C. P.
A apreciação superior da acção de Fernando Gouveia como funcionário da P. I. D. E./D. G. S. valeu-lhe a concessão de dez louvores. É condecorado com a Cruz de Ouro da Ordem da Fénix, concedida pelo rei Paulo da Grécia."
(apresentação biográfica do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco comum.
15€

04 março, 2014

SANTANA, Emídio – HISTÓRIA DE UM ATENTADO : o atentado a Salazar. [S.l.], Forum, 1976. In-8º (21cm) de 225, [3] p. ; il. ; B.
Ilustrado com fotografias a p.b., plantas e desenhos esquemáticos do atentado a Salazar.
“A história do atentado a Salazar, ocorrido a 4 de Julho de 1937, nunca foi totalmente revelada ao público. A imprensa da época, embora desse o necessário relevo ao atentado, veiculou informações falsas.
Os factos, os autores do atentado e as fotografias então apresentadas estão longe de corresponder à verdade. O regime de Salazar queria fazer crer que o atentado tivera origem numa bem estruturada organização política.
A realidade era muito diferente. […]
Este livro revela o que efectivamente foi o atentado a Salazar. Quem o escreve é Emídio Santana, um dos autores do atentado.
A História de Um Atentado não é só um relato factual. O leitor compreenderá os verdadeiros motivos que levaram um punhado de homens resolutos e quase sem meios a lançarem-se num empreendimentos que, se bem sucedido, poderia ter alterado completamente o curso da história em Portugal.”
(excerto da apresentação)
Emídio Santana (1906-1988). Natural de Lisboa. “Foi um dos mais importantes militantes portugueses do anarcossindicalismo e anarquista. Foi autor de diversos artigos e ensaios sobre o anarcossindicalismo e o mutualismo. Militou nas Juventudes Sindicalistas e foi membro do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, filiado na antiga Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa. No seguimento do golpe militar fascista de 28 de Maio de 1926, desenvolveu uma actividade de resistência contra a ditadura e actividade sindical clandestina. Em 1936, representou a CGT portuguesa no congresso da Confederatión Nacional del Trabajo de Espanha. Em 4 de Julho de 1937 foi um dos autores do atentado a Salazar quando este se deslocava à capela particular do seu amigo Josué Trocado, na Avenida Barbosa du Bocage, n.º 96, em Lisboa, para assistir à missa. Na sequência do atentado, Emídio Santana é procurado pela PIDE e foge para o Reino Unido, onde a polícia inglesa o prende e envia para Portugal onde é condenado a 16 anos de prisão. A partir do fim da ditadura (1974), Emídio Santana retoma a vida militante activa, nomeadamente como director do jornal A Batalha. Em 1985, Emídio Santana escreveu Memórias de um militante anarcossindicalista, livro onde recorda momentos importantes da sua vida de militância política.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

23 maio, 2013

BARRETO, Mascarenhas – HISTÓRIA DA POLÍCIA EM PORTUGAL : polícia e sociedade. Braga - Lisboa, Braga Editora, 1979. In-8.º (20,5cm) de 263, [9] p. ; [7] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em separado com reproduções de gravuras.
“O conjunto de normas imperativas – disposições jurídicas que não podem ser afastadas pela vontade dos indivíduos, nem por um poder políticos estrangeiro – constitui a «ordem pública».
Ao longo dos séculos, os Estados criaram grupos de pessoas incumbidas de assegurar a observância da ordem pública, vigiando e entregando ao poder judicial aqueles que a violassem. Ao grupo de vigilantes incumbido de proteger a população, mantendo essa harmonia da vida social, pelo cumprimento das normas da ordem pública, se chamou «Corpo de Polícia». (excerto da introdução)
Matérias:
O Homem e a Sociedade. Controlo Social. As Normas Jurídicas e a Ordem Pública.
I - PRIMÓRDIOS DA POLÍCIA EM PORTUGAL
1- História Sumária da Polícia na Antiguidade.
2- De D. Afonso Henriques a D. Sebastião:  As Ordenações / Os Juízos de Deus / A Feitiçaria / Os Tratos / A Inquisição / Os Judeus / A Vontade Popular / Os Cristãos Novos / A Saúde Pública / A Peste / As Galés / Os Pelourinhos / A Censura.
3- Dos Filipes a Pina Manique: A Restruturação da Polícia / A Propriedade, o Latifúndio e o Sentido da Liberdade e Moral / Armas e Disfarces / O Marquês de Pombal / Os Proveitos / A Administração Policial / O Desterro dos «Meninos de Palhavã» / O Intendente-Geral da Polícia da Corte e do Reino / As Prisões / A «Viradeira» / A Guerra / Pina Manique / Salubridade e Moral Pública / A Remodelação dos Serviços de Polícia.
II- A POLÍCIA PORTUGUESA NA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA
1- A Guarda Real De Polícia: O Conde de Novion / As Invasões Francesas / A Guarda Militar de Polícia / A Conspiração de Gomes Freire.
2- A Guerra Civil: A Questão da Legitimidade / Extinção da Guarda Real de Polícia / A Guarda Nacional e a Polícia Preventiva / A Extinção da Intêndencia-Geral da Polícia.
3- A Guarda Municipal: A Restauração da «Carta» / As Condecorações e os Títulos / A Abolição da Escravatura / O caso dos «Ociosos» e das «Irmãs da Caridade» / As Amnistias e a Polícia Cívica / O caso «João Brandão».
4- A Alvorada Republicana: A Grande Guerra / O Epílogo da Primeira República /A Ditadura.
5- A Polícia de Segurança Pública: Terrorismo e Repressão / Perturbações da Ordem Pública / A «Guerra Colonial» / «Salazarismo» e «Libertação» / «Pela Lei e Pela Grei» / Organizações da PSP / Mensagem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar, com interesse histórico.
Indisponível