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31 julho, 2025

CID, A. Salter - PLANTAS AROMATICAS E PERFUMES. Agricultura Colonial. Lisboa, Typographia da Livraria Ferin, 1906. In-8.º (21 cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual de fabrico de perfumes elaborado a partir da identificação e transformação de plantas aromáticas produzidas nas colónias portuguesas.
O autor justifica o cultivo destas plantas em solo ultramarino com o crescente interesse dos mercados internacionais nestes produtos, dando como exemplo a França - um dos potentados da indústria perfumeira -, a Alemanha e a Inglaterra, ilustrando o apontamento com alguns dados estatísticos sobre a importação de matérias primas similares realizadas por estes países.
"Pensamos que teria alguma cousa de util e opportuno chamar a attenção dos colonos portuguezes para a exploração de algumas plantas uteis e de bastante importancia commercial, por isso nos resolvemos a confeccionar este modesto trabalho em que trataremos de um dos muitos gruppos d'essas plantas uteis que conviria explorar, - as plantas aromaticas. [...]
Ao grande valor venal dos productos da industria de perfumaria accresce a enorme vantagem, sobretudo para as colonias longinquas, do seu pequeno volume e portanto diminutas despezas de transporte.
O material industrial para a sua fabricação é tambem, relativamente insignificante e pouco braços exige a sua laboração.
Como em portuguez pouco se tem escripto sobre esta especialidade, talvez alguma utilidade tenha esta publicação que, embora d'um modo resumido, encerra o essencial que ao colono europeu convêm saber sobre a cultura de algumas das principaes plantas aromaticas de que se extrahem perfumes."
(Excerto do Prefacio)
Indice:
Prefacio. | Badiana. | Belgate - Chá do Gabão. | Benjoin. | Canneleira. | Geranio Rosat. | Girofeiro. | Patchouly. | Vanilheira. | Ylang-Ylang.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.
35€

01 maio, 2025

CAMPOS, João Manuel Saraiva de - POSTO PILOTO DE MEDICINA DO TRABALHO MONTADO NA FÁBRICA DA CERVEJA DE COIMBRA. Dissertação de Licenciatura apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Trabalho sugerido e orientado pelo Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Luís Augusto Duarte-Santos. Coimbra, Secção de Textos, 1968. In-8.º (21,5x16,5 cm) de 236, [4] p. ; [10] doc. desdob. ; [1] env. c/ 2 cartões perfurados ; il. ; B.
1.ª edição.
Tese académica inovadora, teve por finalidade estudar as condições de trabalho dos operários da Fábrica da Cerveja de Coimbra (1930-2002), unidade industrial que esteve na génese da Central de Cervejas, tendo o autor privado durante um mês com os seus funcionários, recolhendo inúmeros e preciosos testemunhos.
Saraiva de Campos não se limita à parte médica do trabalho, antes percorre a fábrica descrevendo os vários departamentos, procedimentos e funcionamento da mesma em pormenor, desde a recepção do malte, passando pela linha de enchimento até ao produto final.
Livro ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, quadros e tabelas, e em separado, com uma planta da fábrica de grande dimensões (29,5x106 cm) evidenciando todas as secções que a compunham, inúmeros desdobráveis com gráficos e propostas/projectos para um "Dossier Médico" que incluiria exames aos trabalhadores, e no final, um envelope da FCC contendo 2 cartões perfurados - proposta de ficha médica para computador, antecipando o advento da informática aplicada à saúde, e em particular às consultas preventivas.
Trabalho policopiado, raro e muito curioso. A BNP dá suma notícia desta obra com a indicação "Sem informação exemplar".
"A aplicação dos conhecimentos médicos, dos seus métodos, dos seus métodos às diferentes actividades, tornou-se uma necessidade dos nossos dias. Razão do aparecimento da Medicina do Trabalho, Medicina Desportiva, da novel Medicina Especial, etc.
Em toda a actividade industrial a protecção do operário tornou-se indispensável, actividade essa que sentiu a necessidade de uma organização não só científica, mas também humana, que a conduzisse tanto quanto possível a uma correcção de produção.
Sendo o trabalho "o esforço que se dispende para fazer uma coisa" encontra-se rodeado de aspectos de ordem física, social, moral e económica. Podemos considerar nesse trabalho qualquer que seja a tarefa ou profissão:
- O esforço Intelectual (compreensão, reflexão e inteligência).
- O esforço Sensorial (atenção, paciência, habilidade e precisão).
- O esforço Físico (movimento e resistência à fadiga).
Mas, para além disso, o trabalho actualmente representa até certo ponto uma agressão ao operário; mesmo que este se encontre preparado fisiológica e tecnicamente, o perigo do Stress persiste, persegue e acompanha o trabalhador. [...]
É inegável que o desenvolvimento industrial e técnico surgiu para minorar para minorar o trabalho humano, mas também não é menos certo que com a máquina vieram acidentes. Assim como novos produtos químicos passaram a ser utilizados pela própria máquina para o seu funcionamento ou manutenção, acarretaram intoxicações profissionais igualmente inexistentes nessa data.
Além dos acidentes de trabalho da máquina inerentes à sua cada vez maior utilização não é de desprezar os menos aparatosos mas mais frequentes problemas que o automatismo e a grande cadência condicionam; uma fadiga precoce, tanto muscular como nervosa, encaminha o operário incauto e não dirigido para a "surmenage", acarretando esta:
- Menor rendimento
- Maior fadiga
- Mais acidentes
- Maior morbilidade geral
Poderíamos mesmo afirmar, que a máquina criada para beneficiar o homem acabou por o escravizar.
Se o emprego da máquina em regime de elevada cadência, parece num primeiro relance, beneficiar a entidade patronal, veremos que se nos debruçarmos mais atentamente, isso não corresponde à verdade. Pois o prejuízo próximo da saúde do operário, é o prejuízo a mais longo prazo da empresa."
(Excerto da Introdução)
Indice:
Prefácio | Introdução | Fabrico da Cerveja | Apresentação do Dossier Médico | Aspecto geral dos exames efectuados | Exame de entrada tipo | Caso J. A. P. | Alguns casos clínicos | Visitas aos postos de trabalho | Acidentes de Trabalho e Prevenção | Conclusões | Prólogo | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas vincadas. Com vestígios de traça na última folha (em branco).
Muito raro.
Com interesse histórico, sociológico e industrial.
Peça de colecção.
200€

11 abril, 2025

PEREIRA, J. M. Esteves - A INDUSTRIA PORTUGUEZA (Seculos XII a XIX). Com uma introducção Sobre as corporações operarias em Portugal. Por... Lisboa, Empreza do Occidente, 1900. In-8.º (19 cm) de XXXIX, [1], 42, [2] p. ; B. Elementos de logographia industrial
1.ª edição.
Curioso estudo histórico sobre a indústria nacional.
"Em cada epoca apparece uma certa ordem de estudos que captiva os espiritos e d'ella saem os elementos de uma sciencia nova.
O industrailismo, systema que considera a industria como o fim principal do homem, conta hoje, graças á instrucção positivista, um crescido numero de adeptos, que por aturadas investigações buscam demonstrar a sua doutrina, auctorisando-a com factos historicos.
D'aqui se originou a logographia industrial, ou reprodução escripta do progresso das industrias, formando um conjuncto dos conhecimentos relativos ao desenvolvimento material da civilisação."
(Excerto da Introdução)
João Manuel Esteves Pereira (1872-1944). “Erudito particularmente interessado na história da indústria, J.M. Esteves Pereira frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa e o Instituto Industrial e Comercial. Concluiu em 1896 o Curso Superior de Letras. Em 1897 publicou na Companhia Nacional Editora, inserida na colecção «Biblioteca do povo e das escolas», a curiosa monografia O feminismo na indústria portuguesa, o que denota desde logo o seu interesse pela história industrial e do movimento feminista. Em 1900 voltou ao tema, publicando na editora Occidente A industria portugueza: século XII a XIX: com uma introdução sobre corporações operárias em Portugal: elementos de logographia industria."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos, ligeiramente oxidadas. Título de possa na capa.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

30 março, 2025

PEREIRA, Esteves - SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA PORTUGUESA.
Com um Ensaio Económico-Social sobre as Corporações e Mesteres por Carlos da Fonseca. Lisboa, Guimarães & C.ª Editores, 1979. In-8.º (21,5x15 cm) de 190, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra interessante composta por três estudos, antes publicados sob a forma de artigo n'O Occidente, entre 1897 e 1900, versando diversos aspectos da economia e indústria nacional, e um pequeno estudo de Carlos Fonseca relacionado com os demais.
Ilustrada com tabelas e quadros estatísticos no texto.
"A presente edição compõe-se de três ensaios publicados na revista O Ocidente. Por ordem cronológica apareceram: A Covilhã e a Indústria dos Lanifícios (n.º 659 de 20 de Abril ao n.º 669, de 30 de Julho de 1897; Progressos da Indústria Portuguesa desde os primeiros tempos da Monarquia até às invasões francesas (do n.º 761 de 20 de Fevereiro ao n.º 769, de 10 de Maio de 1900); Sobre as corporações operárias em Portugal (n.º 772 de 10 de Junho ao n.º 775, de 10 de Julho de 1900). [...]
É necessário ter presente os três quartos de século que nos distanciam destes artigos. Não porque os dados informativos tenham envelhecido, ou porque o valor intrínseco tenha diminuído, mas porque evoluiu a óptica de abordar o problema.
Com o pequeno Ensaio Económico Social sobre as Corporações e Mesteres não aspiramos a explicações definitivas. O nosso objectivo é mais modesto. Sondarmos o papel dos ofícios mecânicos na sociedade portuguesa, a sua influência sobre a evolução da indústria e sobre o comportamento dos trabalhadores."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Tradição e modernidade na Indústria Portuguesa | 1.ª Parte - Sobre as corporações operárias em Portugal. 2.ª Parte - Progressos da Indústria Portuguesa desde os primeiros tempos da monarquia até às invasões francesas. 3.ª Parte - A Covilhã e a indústria dos lanifícios.
João Manuel Esteves Pereira (1872-1944). "Erudito particularmente interessado na história da indústria, J. M. Esteves Pereira frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa e o Instituto Industrial e Comercial. Concluiu em 1896 o Curso Superior de Letras. Em 1897 publicou na Companhia Nacional Editora, inserida na colecção «Biblioteca do povo e das escolas», a curiosa monografia O feminismo na indústria portuguesa, o que denota desde logo o seu interesse pela história industrial e do movimento feminista. Em 1900 voltou ao tema, publicando na editora Occidente A industria portugueza: século XII a XIX: com uma introdução sobre corporações operárias em Portugal: elementos de logographia industria."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

19 fevereiro, 2025

FERREIRA, Luiz Feliciano Marrecas - 
EFFEITOS DOS TREMORES DE TERRA NAS FABRICAS DE ALHANDRA. 
Pelo Engenheiro Chefe da 3.ª Circunscrição Industrial... Boletim do Trabalho Industrial - N.º 32. Relatorio dos Serviços 
da 3.ª Circunscrição dos Serviços Technicos da Industria no Anno de 1909. Lisboa, Imprensa Nacional, 1909. In-4.º (25x16 cm) de 7, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório do responsável técnico do Estado após o sismo ocorrido a 23 de Abril de 1909, com epicentro localizado na costa do Algarve, que atingiu Lisboa, mas sobretudo, a região de Benavente (razão pelo qual foi baptizado com o nome dessa vila), Samora Correia e Salvaterra de Magos, já no Ribatejo. Registaram-se cerca de 40 mortos e 70 feridos.
Trabalho interessante sob o ponto de vista histórico e técnico. Raro. A BNP não menciona.
"Segundo as noticias recebidas dos diversos pontos em que se fez sentir a catastrophe a povoação da margem direita do Tejo mais damnificada foi Alhandra, importante centro fabril, não constando, até o momento em que escrevo, de qualquer fabrica situada noutra região que tivesse soffrido qualquer damno digno de nota.
Impunha-se-me, portanto, como dever a visita ás fabricas da localidade, indo lá investigar especialmente se do estado de ruina das edificações poderia resultar prejuizo para os operarios e quaes as providencias a prescrever, se remedio efficaz não houvesse já sido dado.
Direi, antes da succinta descrição a que vou passar, que vi nos empregados superiores d'ellas a maior solicitude por tudo o que respeita á segurança dos seus operarios e que não ha absolutamente ponto algum onde, com perigo para estes, a laboração tenha continuado.
São quatro as fabricas ali existentes, versando a laboração sobre:
Cimento, fabrica de Antonio Moreira Rato & Filhos.
Ceramica, fabrica de Chamusco & Tavares.
Linho e juta, Companhia Fabril Lisbonense.
Fiação e tecidos, Fabrica de José Ferreira do Amaral."
(Excerto do Relatorio)
Luís Feliciano Marrecas Ferreira (1851-1928). "Nasceu em Évora a 1 de julho de 1851 e faleceu a 4 de junho de 1928. Formou-se em engenharia militar na Escola do Exército, tendo seguido a carreira militar no Exército. Especializado em Matemática, foi lente da Escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais a 1 de abril de 1880, passando a sócio efetivo a 13 de março de 1905, integrando a 1.ª secção (Ciências Matemáticas). Na Academia, foi eleito vogal do Conselho Administrativo a 16 de dezembro de 1909 e a 17 de dezembro de 1918, tendo sido, segundo uma anotação no seu processo, também eleito membro do mesmo Conselho Administrativo entre 1911 e 1914."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/details?id=20723&detailsType=Authority)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

13 junho, 2024

SALDANHA, Eduardo de Almeida -
A INDÚSTRIA AÇUCAREIRA.
Importancia excepcional da nacionalização e do desenvolvimento da indústria açucareira em Moçambique e Angola, para a prosperidade económica, regeneração financeira, autonomia e dignidade política de Portugal. (Separata do livro A questão Nacional). Vila.Nova-de-Famalicão, Tipografia «Minerva», de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1932. In-4.º (27 cm) de [8], CLXI, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre a indústria açucareira nacional, actividade desenvolvida nas ex-colónias, crucial para a economia do país.
Obra crítica do "sistema", do problema da produção e da fixação dos preços. Com dados históricos e geo-políticos relevantes, numa época em que o regime do Estado Novo dava os seus primeiros passos.
Livro ilustrado com dados estatísticos no texto.
"Que nós Portuguêses auxiliemos a nossa agricultura, as nossas indústrias e o nosso comércio, quer se exerçam na metrópole ou nas colónias, nada de mais justo nem de mais patriótico; no entanto há que pôr um limite a essa protecção, limite que não ultrapasse, o que é razoável e justo.
Se amanhã um agricultor, um industrial ou um comerciante se lembrar de fundar uma má exploração e lhe acrescentar uma má administração, sem método, sem previdência, sem tino, não podemos sacrificar um país inteiro para valer a essa exploração, condenada a morrer, nem matar os outros para que ela viva. [...]
Até ao decreto proïbindo o fabrico do ácool, a indústria açucareira quási não existia na nossa costa ocidental; com a imprevidência que nos caracterizava, e caracteriza, achava-se mais simples, rendoso e prático, embriagar o preto, de preferência a fazer alguma cousa de mais útil.
Uma vez feira a proïbição, receberam os possuïdores de plantações de cana uma indemnização por cada hectare plantado. Foi nesse momento que começaram aparecendo as primeiras fábricas de açúcar, na sua maioria um amontoado de cousas compradas a esmo, em segunda mão, já fora de uso, por pouco rendosas, e, afora pequenos remendos deitados, com a compra de uma ou outra máquina mais moderna, essas fábricas são ainda as mesmas e já lá vão bastos anos e já a indústria açucareira caminhou a passos agingatados no sentido de uma produção mais rendosa, por maior rendimento e menor emprêgo de mão de obra."
(Excerto de Açúcar e açucareiros)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e económico.
15€
Reservado

26 março, 2024

GOMES, Alfredo de Fraga -
MONOGRAPHIA DA FREGUEZIA RURAL DE CAMARA DE LOBOS, CONCELHO DE CAMARA DE LOBOS, DISTRICTO DO FUNCHAL.
Pelo agronomo... Boletim da Direcção Geral da Agricultura. Undecimo Anno N.º 8 - Ministerio do Fomento. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1912. In-4.º (24 cm) de 97, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo monográfico sobre Câmara de Lobos, Madeira.
Ilustrado em página inteira com um mapa da Ilha da Madeira e uma planta da Freguesia de Câmara de Lobos, e ao longo do livro, com fotogravuras, tabelas, gráficos e quadros estatísticos.
"Câmara de Lobos é um município português na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira, com sede na cidade de Câmara de Lobos, cidade que deu o nome ao município e à freguesia de que faz parte. O município tem 52,15 km² de área e 35 666 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias, enquanto a cidade tem 17 986 habitantes (2011).
A freguesia de Câmara de Lobos é uma das mais antigas na ilha da Madeira, e a sua criação remonta ao princípio do segundo quartel do século XV, aproximadamente pelo ano 1430.
O município é limitado a norte pelo município de São Vicente, a nordeste por Santana, a leste pelo Funchal e a oeste pela Ribeira Brava, sendo banhado pelo oceano Atlântico a sul."
(Fonte: Wikipédia)
"O logar denominado Camara de Lobos, na ilha da Madeira, foi descoberto por João Gonçalves Zargo, sob os auspicios do infante D. Henrique, no reinado de D. João I, a 4 de julho de 1419 ou 1420.
Dois dias antes, num domingo 1.º do mesmo mês, Zargo e Tristão Vaz Teixeira, havendo partido de madrugada da ilha do Porto Santo, já descoberta no anno anterior, chegaram-se ao extremo oriental do negrume que de lá viam a sudoeste, reconhecendo que de facto era terra aquillo que em sua presença se achava e cuja approximação tanto receio infundira. Estava deste modo descoberta tambem a ilha da Madeira."
(Excerto de Introducção)
"A ilha da Madeira está situada no Oceano Atlantico a 32º e 57' de latitude norte e a 16º e 55' de longitude oeste de Greenwich. Méde 65 kilometros de comprimento, 23 de largura e 815 kilometros quadrados de superficie. É muito accidentada, mais alta na parte central de leste a oeste, pendendo de um e de outro lado para o mar, onde chega por encostas de pendor mais ou menos forte ou por rochas cortadas a prumo, secções verticaes de montes que em parte desabaram, minados pera erosão das vagas do Oceano. Póde-se dizer que é constituida por um rochedo em que abundam picos mais ou menos aguçados ou recortados, penhascos inaccessiveis e numerosos abysmos, apresentando, porém, paizagens admiraveis pela imponencia da natureza e pelo pittoresco da vegetação indigena revestindo toda a superficie da terra nos logares aonde o vandalismo ainda não chegou.
Na vertente meridional, a cêrca de 31 kilometros para oeste da Ponta de S. Lourenço e a 8,5 kilometros tambem ao occidente da cidade do Funchal, demora a freguezia de Camara de Lobos, uma das 51 da diocese. A povoação do mesmo nome, séde da parochia, fica situada no littoral, como quasi todos os povoados da Madeira, na parte baixa da freguezia, no local em que desembarcou Zargo com a sua gente. Chamam-lhe villa, não que possúa foral disso.
Occupa um pequeno valle que vae desapparecendo com a encosta que desde perto do mar abruptamente se levanta para o lado do norte e de oeste. Na parte oriental a freguezia ergue-se muito para logo depois afundar á Ribeira dos Socorridos; para o poente trepa bruscamente até á formidavel altura de 600 metros a prumo sobre o oceano, sóbe ainda um pouco mais, internando-se na terra, attingindo depois de algumas ondulações a altitude de 936 metros n o Pico da Cruz, no extremo de noroeste, sem limites com a freguezia do Campanario e onde tambem convergem as outras duas - Quinta Grande e Estreito de Camara de Lobos.
O territorio, como se infere do que fica dito, é muito accidentado, composto de montes e rochas escarpadas, ravinas e valles, lombos e lombadas.
Camara de Lobos é porto de mar, sabe-se já. Acha-se a cêrca de 30 minutos de distancia do Funchal, por barco a vapor, e a uma hora, por barco á vela ou a remos. O seu affastamento da cidade é de pouco mais de 8 kilometros, sendo, porém, de 9k,958 o percurso desde a sua egreja até á Sé do Funchal pela estrada littoral.
Além do transporte maritimo, o mais barato de todos, tanto para pessoas como para gado e outras mercadorias, podendo cada passageiro gastar de 50 a 200 réis para ir á cidade e outro tanto para a volta, ha automoveis, carruagens, cavallos de sella, carros de bois e redes do Funchal que fazem serviço para Camara de Lobos sempre que appareçam passageiros sufficientes."
(Excerto de II. Estado actual da freguezia: 1.º - Situação topographica)
Indice:
[Preâmbulo] | I. Introducção. II. Estado actual da freguezia: 1.º - Situação topographica. 2.º - Territorio e clima. 3.º - População. 4.º - Predios urbanos. 5.º - Agricultura: - Cultura da canna de assucar; - Cultura da vinha; - Cultura da bananeira; - Cultura da batata; - Cultura do feijão para baginha ou para grão; - Cultura do tomateiro; - Cultura da couve e aboboreiras; - Cultura do trigo; - Cultura da batata dôce; - Cultura do centeio e da cevada; - Arvores fructiferas; - Pinhaes; - Ervagens; - Gados. 7.º - Exploração agricola. 8.º - Industria. 9.º - Commercio. 10.º - Capitaes. 11.º - Trabalho. - 12.º - Consumo. 13.º - Hygiene e instrucção. 14.º - Previdencia e assistencia. 15.º - Estado moral e social. 16.º - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta vinco no canto superior direito.
Raro.
Com interesse histórico, económico e social.
Indisponível

24 fevereiro, 2024

FORD, Henry -
HOJE E AMANHÃ.
[Por]... de colaboração com Samuel Crowther. Tradução de Monteiro Lobato. S. Paulo, Companhia Editora Nacional, 1927. In-8.º (18,5x12,5 cm) de 338, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição brasileira do segundo livro de Henry Ford, fundador e proprietário da Ford Motor Company, fabricante de automóveis americana sediada em Dearborn, Michigan, num subúrbio de Detroit. Obra interessante, trata-se de uma espécie de manifesto/ideário do pensamento do empresário, conduta e visão sobre o capitalismo industrial.
Obra não publicada em Portugal, sem registo na base de dados da Biblioteca Nacional.
"Henry Ford em seu livro Hoje e Amanhã (1927) reflete as fontes clássicas do racionalismo, que desaguou no liberalismo inglês do começo do século XVIII, onde tudo era possível de ser medido, calculado e mecanizado, mesmo que Ford o faça em linguagem simples e sem citar fontes.
Para Ford, o mundo era dividido entre pioneiros e rotineiros, sendo que o avanço do mundo depende das ideias e realizações dos primeiros. Dessa forma, as grandes indústrias de hoje, nasceram de ideias originárias de pioneiros de ontem. Entretanto, Ford vai além, ao afirmar que o pioneiro não deve ser um financista, o qual faz finança pela finança, visto que a finança deveria servir a indústria, para se integrar no aparelho útil da humanidade. Pelos critérios de Ford, dinheiro só é vivo quando empregado no negócio, e o negócio é a ciência para a qual todas as outras contribuem."
(Fonte: https://renoschmidt.wordpress.com/2018/04/08/resenha-do-livro-hoje-e-amanha-de-henry-ford/)
"O magnfico acolhimento que o nosso publico dispensou ao primeiro livro de Henry Ford, Minha vida e minha obra, permittindo duas edições de dez milheiros cada uma, anima-nos a dar o seu segundo livro, a que podemos chamar a verdadeira biblia da Efficiencia. Livro creador, do qual ninguem sae como entra - pois lava-nos das ideas falsas e dá-nos a comprehensão nitida de que os maiores milagres da industria não passam de bom senso e intelligencia no trabalho."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Henry Ford (1863-1947). "Empreendedor americano, fundou a Ford Motor Company e foi o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa em menos tempo e a um menor custo. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Ford foi um inventor prolífico, tendo registado 161 patentes nos Estados Unidos. Como único dono da Ford, tornou-se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo."
(Fonte: https://www.portaldalideranca.pt/lideres/137-listagem/2517-henri-ford)
Exemplar brochado razoável estado de conservação. Capas algo sujas. Rasgão (sem perda de suporte) visível na capa e nas primeiras páginas do livro, ocasionado, talvez, por forte pancada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

23 setembro, 2023

ARAUJO, Manoel -
INDUSTRIAS DE BRAGA (notas dum jornalista)
. Braga, Tipografia da «Pax», 1923. In-4.º (23x16 cm) de 220, [4] p. ; [43] p. il. ; B.
1.ª edição.
Magnífico roteiro-inquérito industrial da região de Braga, incluindo algumas das mais emblemáticas empresas da época.
Livro ilustrado em separado com 43 estampas - impressas sobre papel couché - reproduzindo unidades industriais da região e seus produtos.
"Ao reunir em volume o inquérito á vida industrial de Braga - inquérito ligeiro, feito no dia a dia febril do jornalismo - um desejo que nos animou: carrear alguns elementos para a larga, profunda e esclarecida obra que se torna preciso fazer sobre a actividade económica bracarense. [...]
Reconhecendo tôdas as deficiências de que o inquérito não está isento, por motivos fàcilmente compreensiveis, teve-se em vista, apenas, formular como que um índice das nossas indústrias.
É pouco, sem dúvida. Ainda assim permitirá saber-se que desde as artérias públicas ás empresas particulares o esforço da Grey se esculpe em caracteres fundos, em verdadeiros bronzes imorredoiros.
Braga tem estado esquecida, ignorada. No entanto, no rude e laborioso revolver dos campos; no intenso movimento da cidade; no murmúrio cadenciado das oficinas humildes; na fornalha escaldante das grandes fábricas, a mão rugosa do bracarense, o seu pulso forte, aparece senhor da victoria, e uma multidão infinita de pessoas move-se, trabalha, lucta numa ansiedade que nunca tem fim, que aumenta de hora a hora, de instante a instante, num propósito sublime de engrandecimento.
É devido a esse propósito - incontestavel gerador de tão funda acção - que Braga possue hoje fábicas enormes, fortes; estabelecimentos comerciais importantes, belos; uma vida económica desenvolvida, rica; uma vida social consideravel; excelentes instituições de caridade e e magníficos monumentos de grande beleza artística.
Tem esse propósito a valoriza-lo, ainda, a grande virtude de ser realizado com os únicos recursos da Terra, sem o mínimo auxílio do Estado - pode dizer-se afoitamente."
(Excerto do preâmbulo)
Indice:
[Preâmbulo] | Industrias de Braga | Fábrica Social Bracarense | Fábrica Taxa | A Industrial | Saboaria e Perfumaria Confiança | Saboaria a Vapor | Emprêsa de Calçado «Fox» | Companhia Fabril do Minho | Companhia Fabril do Cávado | Colégio de Regeneração | A Bracarense | Marcenaria Artística | A Indústria de Talha | A Indústria de Mobiliário | Arte Moderna, Marcenaria | Arte Religiosa | União Mecânica | Latoaria Mecânica a Electricidade | Serralharia Mecânica e Civil | Antiga Fábrica de Fundição de Sinos | Indústria de Artigos de Viagem | A Indústria da Cêra | Luvaria Monteiro | Grande Serração e Moagem de Braga, Limitada | «Pax» | Banco do Minho | Ultimas Notas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com falhas e pequenos defeitos marginais. Ex-libris de Casimiro de Souza Fontes Junior colado na f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico e industrial.
45€

19 maio, 2023

TRANCOSO, Peres -
MADEIRA.
O Trabalho Português I. Organização Económica - As Indústria - O Comércio - Os Vinhos - Os Bordados - A Cana Sacarina - Os Vimes - Os Lacticínios - O Turismo - A Riqueza, Etc., Etc. Paris - Lisboa, Livraria Aillaud e Betrand, [1928?]. In-fólio (32x21,5 cm) de [2], 54 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a Ilha da Madeira.
Muito ilustrada ao longo do livro com fotogravuras a p.b. de cenas, labores e paisagens madeirenses, bem como publicidade a marcas e produtos locais.
"A Ilha da Madeira é uma das mais lindas do mundo. Quem viaja pelo prazer de observar o que de original e belo a terra oferece, quer como formosura de paisagem ou singularidade de costumes, não deve deixar de visitar esta ilha.
Não é fácil encontrar um clima que, participando da moderação de temperaturas do Sul da Europa, já faz sentir ligeiramente, suavemente, o esplendor dos trópicos. O termómetro não desce além de 15 graus C. no inverno e não sobe além dos 19 C. no verão. É um clima privilegiado, doce, paradisíaco, para gozar um scenário esplêndido e deslumbrante de flores, entre montanhas altas, verdes e escarpadas, donde saltam catadupas de cristal... Quási todos os frutos e flores, quer do habitat europeu, quer dos países exóticos, crescem lado a lado neste abençoado torrão. Carne, peixe, leite, manteiga, verduras, são produtos deliciosos, que parece a Natureza primou em criar frescos e apetitosos como em nenhuma outra parte. Não há doenças graves, nem epidemias. O ar puro do mar, varre para longe, lavando tôdas as impurezas. É uma terra calada, pacífica, agradável, para descançar e saborear dias de beleza sem par que jámais esquecem."
(Excerto de A Ilha da Madeira)
Francisco Xavier Peres Trancoso (1877-1952). "Oficial da armada, democrático, deputado desde 1915. Comissário-geral dos abastecimentos em 1915-1917. Ministro da agricultura em 19 de Outubro de 1921 e, depois ministro das finanças de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921, nos governos outubristas."
(Fonte: Politipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

26 junho, 2022

COELHO, José Gabriel Pinto - MARCAS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS.
Ensaio sôbre a teoria jurídica das Marcas Comerciais e Industriais e do nome do estabelecimento no Direito Português (com referências ao Direito Brasileiro)
. Lisboa, Portugal-Brasil, [1922]. In-4.º (23 cm) de 133, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro sobre a denominação dos estabelecimentos e marcas comerciais, sua propriedade e direito de transmissão, matérias que davam os primeiros passos em Portugal no período que se seguiu à Grande Guerra.
"Como o título da obra indica, limitámo-nos a registar aqui os princípios fundamentais sôbre as marcas e sôbre o nome do estabelecimento, procurando assim dar a nossa contribuição para a construção técnica da respectiva teoria jurídica, que entre nós não fôra ainda devidamente organizada num trabalho sistemático sôbre o assunto, facto êste que, em nosso ver, muito se ressente a nossa jurisprudência referente á matéria.
Aproveitámos para êste fim alguns elementos que havíamos reunido quando tivemos a nosso cargo a regência da cadeira do direito comercial na Universidade de Coimbra, e condensámos bem assim nestas páginas o fruto das investigações especiais a que nos entregámos, quando em 1918 estivemos, em comissão da Faculdade de Direito da mesma Universidade, estudando a jurisprudência das nossas estações oficiais sôbre marcas de fábrica e de comércio. Servem de relatório dessa comissão de estudo as páginas que aqui  consagramos à referida matéria."
(Excerto da Advertencia)
Índice:
[Advertencia]. | I - Marcas de Fabrica e de Comercio. Introdução - Conceito e evolução da marca. I. Carateres da marca; II. Composição, propriedade e transmissão da marca. II - Nome do estabelecimento. I. Conceito e carateres do nome do estabelecimento; II. Propriedade e transmissão do nome do estabelecimento.
José Gabriel Pinto Coelho (1886-1978). "Formou-se em Coimbra, tendo sido professor catedrático nesta universidade. Em 1919, transferiu-se para Lisboa tendo dirigido a Faculdade de Direito e exercido as funções de vice-reitor, antes de ser nomeado reitor. Apoiante do Estado Novo, chegou a presidir à Câmara Corporativa.
Com um dos reitorados mais longos história da universidade, quase dez anos, Pinto Coelho teve um papel importante na organização académica e administrativa da universidade. Em particular, procurou estabelecer um novo sistema de distribuição e de controlo das finanças universitárias e desenvolver uma estrutura mais consistente do pessoal não docente.
Foi durante o seu reitorado que se deram, finalmente, os passos decisivos com vista à construção dos novos edifícios do Hospital Escolar e Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito, Faculdade de Letras e Reitoria."
(Fonte: https://www.ulisboa.pt/bio/jose-gabriel-pinto-coelho)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Manuseado. Capa apresenta pequena falha de papel na margem lateral.
Muito invulgar.
Com interesse histórico, comercial e jurídico.
20€

22 maio, 2022

LOUREIRO, Nicole Ballu - "O ANIMAL NA LOUÇA DAS CALDAS".
Exposição Itinerante da Cerâmica Caldense. Museu de Alberto Sampaio
. [S.l.], [s.n.], [1982?]. In-fólio (30x21,5 cm) de [26] f. ; B.
1.ª edição.
Capa assinada: "EL-82".
Trabalho em dactilotexto. Interessante subsídio para a indústria de Cerâmica das Caldas. Trata-se de um inventário de peças decoradas com motivos animais, elaborado a partir de um cuidadoso levantamento artístico, recorrendo a colecções privadas e instituições públicas.
"A escolha do tema "O Animal" foi decidida para cativar o interesse do público pela beleza do património tradicional que os rodeia muitas vezes nas suas próprias casas, sem que se apercebam do valor artístico que podem atingir os objectos mais humildes, e por representar a fonte de inspiração mais antiga dos oleiros caldenses. [...]
Em meados do sec. XIX a chegada Às Caldas da Rainha de Manuel Cipriano Gomes, barrista mafrense - que ficou rapidamente conhecido como "O Mafra", deu origem a um novo estilo de fabricação, pois este ceramista, em contacto com a Corte e os artistas estrangeiros que a rodeavam, descobriu e adoptou uma técnica renascentista muito apreciada e reproduzida naquela época na França e na Alemanha, mas transformando-a de maneira a torná-la genuinamente caldense, inconfundível, recolendo enfim os frutos deste esforço com importantes exportações de louça para o estrangeiro. [...]
A chegada de Rafael Bordalo Pinheiro em 1884 e o início da sua carreira barrista nos ateliers de Gomes d'Avelar - outro ceramista de grande evidência - coincidiu com o desaparecimento de Manuel Mafra, desencadeando assim a última viragem da evolução artística caldense."
(Excerto do preâmbulo)
Segue-se a lista de 250 peças "das mais importantes colecções habitualmente fora do alcance do público", com a respectiva descrição técnica, data e proveniência.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
35€

07 maio, 2022

AVILA, Arthur Lobo d' - A PROTECÇÃO Á AGRICULTURA E O COMMERCIO DOS CEREAES.
Por... Secretario da Real Associação Central da Agricultura Portugueza
. Lisboa, Typographia Universal (Imprensa da Casa Real), 1886. In-4.º (25 cm) de [8], 138, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio sobre a indústria agrícola nacional, onde assume particular relevância a questão cerealífera.
"A existencia de Portugal, n'este seculo, a que restam poucos lustros, parece-me poder dividir-se em dois grandes periodos, pelo que respeita á sua economia social e politica. No primeiro, decorrido mais de meio seculo, o paiz oscilla constantemente em commoções violentas, de origens diversas. Ás consequencias do grande acontecimento com que a era anterior terminára, morrendo entre uma grande explosão de ideias e luzes novas, na França, a um tempo coração e cerebro da Europa, succedem-se as perturbações internas de toda a especie.
É o periodo que alcança desde a regencia de D. João VI (1799) até á regeneração - 1851. N'este intervallo succedem-se desgraças e calamidades variadissimas. São o preço por que o paiz compra o advento do regimen liberal e parlamentar. Invasões estrangeiras, guerras civis, lutas permanentes e acirradas entre parcialidades politicas, levantam e depõem governos ephemeros, que se gastam especialmente na guerra aos contrarios. Governa-se sempre em armas; e emquanto os ministros vigiam, como esculcas, não as almenáras d'um inimigo estrangeiro, mas os pontos da terra portugueza em que receiam se levante mais um grito sedicioso, difficilmente podem cuidar da situação economica do paiz."
(Excerto de A protecção á agricultura: I - Considerações geraes)
"Estudando esta magna questão, procuri, quanto me foi possivel, investigar a transcendencia dos pontos principaes tocados pelas recentes discussões da imprensa.
Fui, por isso, levado a uma divisão da materia em partes em que a sua importancia reveste um caracter especial. Eram elles: a importancia social e economica da cultura do trigo; o proceder actual dos governos da Europa sobre tal assumpto; o passado do commercio do trigo em Portugal; e o seu presente."
(Excerto de O commercio dos cereaes - introdução)
Indice:
Advertencia. | A protecção á agricultura: I - Considerações geraes; II - Importancia historica e economica da agricultura em Portugal; III - A crise agricola e a concorrencia americana. | O commercio dos cereaes: [Introdução]. I - Feição generica da producção e negocio do trigo; II - A discussão nos parlamentos; III - O Terreiro do Trigo. Leis portuguezas sobre o trigo e seu commercio; IV - A questão actual entre nós.
Artur Eugénio Lobo de Ávila (Lisboa, 1856 - 1945). "Foi um escritor e jornalista português. Começou a sua carreira no Comércio, sendo despachado, aos 19 anos de idade, Empregado da Alfândega. Nesse mesmo ano, 1874, acompanhou seu pai, o General José Maria Lobo Ávila que seguia para Macau com as funções de Governador. Além de Secretário Particular de seu pai, foi Secretário de Legação na China, no Japão e no Sião. Regressando a Lisboa em 1877, voltou ao seu serviço na Alfândega, matriculando-se, nessa altura, no Curso Superior de Letras. A Literatura atraía-o, começando por escrever para o Teatro. Estreou-se com duas Comédias: Uma Noiva no Prego, em 1879, e Empenhos Políticos, em 1880. Como Jornalista, começou na Redacção d' "O Comércio de Lisboa", colaborando também nos jornais "Diário de Notícias", "O Século", "Jornal da Colónias", "Época" e "Novidades", especialmente em folhetins históricos. Publicou As Memórias do Padre Vicente, com Prefácio de Tomás Ribeiro, Os Ministros do Sr. Moura, reeditado com o título Ministro Ideal, prefaciado por Teófilo Braga, A Descoberta e Conquista da Índia pelos Portugueses em 1898, Os Caramurús em 1900, Os Amores do Príncipe Perfeito em 1904, O Rei Magnífico em 1911, tendo transformado em Dramas os dois últimos trabalhos. Escreveu ainda: A Verdadeira Paixão de Bocage em 1905, de colaboração com Fernando Mendes, As Meias Roxas, Comédia Histórica, de colaboração com Júlio Rocha, Auto da Descoberta do Novo Mundo, e um compêndio técnico, Esmaltes Artísticos, em 1935, em que patenteou os seus conhecimentos de esmaltador de raro merecimento. Terminou a sua carreira com um livro de memórias, Nos Bastidores do Jornalismo, que o antecedeu poucos meses na morte. Devem citar-se, ainda, outras obras suas de merecimento: Elogio Histórico do Visconde de Coruche em 1905, A Protecção à Agricultura e o Comércio dos Cereais, Vasco, Romance, O Reinado Venturoso, Romance Histórico, Os Malhados, Teatro, de 1902, Antes Quebrar que Torcer, Teatro. Tomou parte entusiástica na explanação e defesa da tese da nacionalidade Portuguesa de Cristóvão Colombo exposta por dos Santos Ferreira e outros, intervindo por meio de artigos, opúsculos e conferências na ardente defesa da identidade Colombo-Zarco, por aquele pretendida."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Capas frágeis com defeitos; contracapa alvo de restauro.
Invulgar.
25€

14 dezembro, 2021

A ROTA DO MÁRMORE DO ANTICLINAL DE ESTREMOZ. Coordenação, investigação e textos: Alfredo Tinoco; Carlos Filipe; Ricardo Hipólito. [Prefácio: Prof. Jorge Custódio]. Lisboa, Centro de Estudos de História Contemporânea, Instituto Universitário de Lisboa, 2014. In-4.º (24 cm) de 71, [1], [72] p. ; il. , B.
1.ª edição.
Importante estudo cultural e turístico, e histórico e geológico, sobre o Anticlinal de Estremoz.
Livro ilustrado a p.b. e a cores com fotografias, tabelas, desenhos, plantas e mapas.
Tiragem: 500 exemplares.
"A obra que agora se publica integra as três partes constituintes do referido projecto, antecedidas de uma introdução. A primeira parte consta de um pequeno estudo sobre as relações entre património cultural, turismo e desenvolvimento, essencial para a compreensão do significado das rotas turísticas. Segue-se um capítulo sobre a história e geologia do Anticlinal de Estremoz e da sua localização geológica e geográfica, onde se atende ao papel histórico que desempenhou na sub-região alentejana, quer do ponto de vista da extracção do mármore, como da sua exploração oficinal e industrial, como ainda do seu consumo histórico enquanto material de construção utilizado na arquitectura monumental e artística e de uso doméstico. Finalmente, uma terceira parte contém a própria Rota do Mármore proposta para os principais concelhos da sub-região."
(Excerto do Prefácio)
"O presente estudo teve como principal objectivo a criação de um roteiro turístico e a valorização do seu recurso endógeno - o mármore -, enquanto elemento identitário da Zona dos Mármores (concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa) e enquanto principal elemento dinamizador da economia local.
Recurso natural de excelência, os mármores alentejanos são aqueles que mais se destacam no contexto nacional, conseguindo ombrear com os melhores mármores do mundo, conquistando, assim, prestígio e popularidade assinalável.
Do ponto de vista turístico, a região dispõe de um património digno de registo e a Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz tem uma vertente marcadamente de roteiro industrial. Embora a temática do turismo industrial seja cada vez mais um produto apetecível, o projecto que desenvolvemos não se limita a abordar o lado industrial do sector sob pena de este se esgotar rapidamente, correndo o risco de se tornar um produto pouco atractivo e pouco apetecível, exceptuando, talvez, o interesse de um público especializado. [...]
Embora tratando-se de um trabalho académico, o leitor é convidado a percorrer e descrição de algum do património existente numa sub-região bem identificada culturalmente, procurando enriquecer o seu conhecimento e o debate de ideias."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Prefácio. Agradecimentos. Introdução. I - Património, Turismo e Desenvolvimento. II - História e Geologia. III - Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz. Bibliografia e webgrafia. Cartografia. Anexos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico e regional.
15€