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04 setembro, 2026

COSTA, Fernandes -
ELOGIO ACADEMICO DO DR. TEIXEIRA DE QUEIROZ, Socio effectivo da Academia das Sciencias de Lisboa.
Lido na sessão ordinaria de "Classe de Letras" da mesma Academia, em 24 de julho de 1919. Pelo Socio Effectivo... O auctor e o editores d'esta publicação destinam-a exclusivamente a offerecimentos. Nenhum exemplar é posto á venda. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1919. In-8.º (19,5x12,5 cm) de [2], 79, [1] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Homenagem a Teixeira de Queiroz, insigne escritor naturalista, contista e romancista, sobretudo conhecido pela sua obra de fôlego em vários volumes distribuídos por duas séries - a Comédia do Campo e a Comédia da Burgueza - onde se propõe retratar as vivências "do natural" no campo e na cidade.
Elogio proferido e publicado por ocasião da morte da morte do escritor ocorrida poucas semanas antes.
Peça indispensável da bibliografia do homenageado, ilustrada com o seu retrato em folha separada do texto.
"Em 23 de julhgo de 1919, quarta feira, soubemos, pelos jornaes da manhã, que n'esse dia se sepultava Teixeira de Queiroz, fallecido, na vespera, em Cintra. [...]
Tivemos a boa fortuna de acompanhar, passo a passo, desde o primeiro, toda a vida litteraria d'este modelar artista, d'este homem n o mais recto e inquebrantavel caracter, d'este escriptor de mais pura e elegante correcção. E n'ssa boa fortuna, e em tão especiaes condições, nos escudámos, para que nos seja revalada a amplitude que vâmos dar a este simples voto de condolencia..."
(Excerto da Nota explicativa)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lom,bada. Conserva a capa anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

11 junho, 2026

EVANGELISTA, Júlio -
UM HERÓI VIANÊS. Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa. Viana do Castelo, Junta de Freguesia da Meadela, 2004. In-8.º (22x15,5 cm) de 75, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a António Gonçalves Pires, combatente na Grande Guerra, primeiro em Angola, mais tarde integrando o contingente do C.E.P. em França.
Obra limitada a 500 exemplares.
Ilustrada no texto e em página inteira com retratos e fotografias a p-b.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"[...] Deu-se a batalha de La Lys. As forças alemãs haviam lançado, pela madrugada, uma ofensiva irresistível protegida por implacável barragem de artilharia. As tropas aliadas tiveram de bater em retirada, que nalguns casos se tornou em fuga desordenada e confusa. Foi assinalável a acção do tenente Gonçalves Pires, que mereceu o seguinte louvor: «... no combate de 9 de Abril de 1918, manifestou coragem e altas qualidades de comando incitando as praças do seu pelotão a manterem-se resolutas na frente do inimigo, fazendo com que todos o acompanhassem na perigosíssima marcha pela estrada Oxford até estabelecer contacto com as forças em retirada» (O.S.C. 4 nº 133 de 18 de Maio de 1918)."
(Excerto de I - Um herói vianês)
António Gonçalves Pires (1893-1971). "Natural da Meadela, soube valorizar a protecção de seus padrinhos (emigrantes no Brasil regressados à sua terra natal) no estudo e vida militar. Foi um aluno distinto no ensino liceal, e frequentava o curso de Engenharia, quando foi mobilizado para a Grande Guerra. Combateu no Sul de Angola, onde revelou um grande aprumo e espírito de entrega. Criado o corpo de milicianos para o C. E. P., foi chamado a Portugal, donde partiu para os campos da Flandres no posto de alferes. Combateu em La Lys, e mereceu as mais altas condecorações: promoção ao posto de tenente em campanha, Legião de Honra e, ao regressar a Portugal, o grau de Cavaleiro da Torre e Espada com palma. Foi o mais condecorado dos oficiais portugueses do seu tempo. Instado a ingressar no quadro permanente, decidiu, pelo contrário, passar à reserva no posto de coronel por solicitação familiar."
(Retirado da badana anterior)
Roteiro:
Prefácio | I - Um herói vianês. II - Herdeiro dos Martins Viana. III - Capítulo final duma vida heróica. IV - Abreviado e por extenso.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
30€
Reservado

03 junho, 2026

SANTOS, Leandro Miguel dos - OS SINALEIROS DO MAR DA ERICEIRA. [Prólogo de José Caré Júnior]. [S.l.], Edição do Forum Ericeirense, Agosto 1994. In-4.º (24 cm) de [52] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem aos "sentinelas do mar" - os Sinaleiros da Ericeira -, homens que vigiavam o mar em dias alterosos, e que conduziam os pescadores para o porto em segurança. O presente estudo explica o trabalho dos Sinaleiros, e inclui breves biografias dos mais conhecidos "vigias" ericeirenses.
Livro muito ilustrado com fotogravuras da Ericeira e do seu porto, e o retrato dos biografados.
"Este livro que ora se publica, vem, em nossa opinião, preencher uma falta na bibliografia marítimo-piscatória da Ericeira, concretamente, ao tratar da figura e a acção dos nossos sinaleiros do mar.
O autor não poupou esforços e tempo, para obter dados e fotos de diversos sinaleiros (alguns do século XIX), que desenvolveram a sua meritória e humanitária actividade em prol das vidas e bens dos pescadores locais (e não só).
A formação espontânea e a aquisição de conhecimentos por parte do sinaleiro para o exercício da sua missão, eram adquiridas através da observação do mar embravecido, hora após hora, dia após dia, e durante uma vida inteira.
Era este tipo de formação que lhes possibilitavam trazer a bom porto barcos e homens, através das vagas alterosas."
(Excerto do Prólogo)
"Finalmente se presta a justa homenagem a todos esses homens que, duma maneira tão nobre e voluntariosa, contribuíram para que os seus conterrâneos saíssem e chegassem sãos e salvos a bom porto - Os Sinaleiros.
Muito pouco existe documentado que descreva este trabalho geralmente feito por pescadores mais idosos. Idade de muita experiência e de ggrande sentido de responsabilidade. Todos os que tivessem os seus familiares no mar, era nesses momentos que mais sentiam que a vida dos seus dependia dessa nobre figura que era o Sinaleiro.
"Marcar o Mar" requeria toda essa experiência e coragem que, durante muitos anos, eles próprios na sua faina, foram adquirindo. Quantas vezes sentiram o medo e a angústia, de olhos postos naquele que, do alto do Forte da Guarda Fiscal, os mandava avançar com toda a força ou esperar com toda a calma, até que viesse um "raso". Em inúmeras e inúmeras situações de mar bravo o destemido pescador da Ericeira lá foi saindo ou entrando no porto, ajudado pelo Sinaleiro numa luta tão desigual entre a natureza embravecida e a sua velha experiência. Só os Sinaleiros poderão descrever o que é que sentiam naqueles momentos, sozinhos e isolados de tudo e de todos, tendo a enorme responsabilidade de trazer todos os pescadores a bom porto. Procurámos em documentos antigos, mas nada encontrámos sobre os Sinaleiros, talvez por estes homens não serem remunerados, o que recebiam era algum peixe, dado por aqueles que acabavam de salvar."
(Excerto da Introdução do autor)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

09 maio, 2026

A LOUÇA DAS CALDAS DA RAINHA.
Publicação feita por um grupo de amigos de Rafael Bordallo Pinheiro. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1899. In-8.º (17,5x11,5 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio bordaliano mandado publicar por um grupo de amigos do ilustrador, caricaturista e industrial de cerâmica, "espírito brilhante, ímpar de criatividade,", fundador da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
"Se algum importante acontecimento deve assignalar a historia da arte portugueza no presente seculo, é elle por certo o vigoroso impulso dado á ceramica pelo talento prestigioso de Rafael Bordallo.
Nenhum industria artistica existe porventura mais caracteristicamente nacional do que esta. [...]
Dar a esta arte um impulso de revivescencia significava reatar a velha tradição, senão quebrada, pelo menos diluida nas seccessivas deformações, na passagem atravez de gerações de operarios pouco intelligentes.
Foi o que Rafael Bordallo comprehendeu e tratou de pôr em pratica, com um exito plenamente justificado pela vivacidade do seu talento e pela exuberancia da sua phantasia. As formas, sobre as quaes elle quiz modelar os seus maravilhosos motivos ornamentaes, foram as mesmas consagradas por um uso secular ininterrupto, os typos do vasilhame portuguez, derivados da arte mourisca e arabica, das variadas influencias do Oriente, da Persia, da India e China, ou longinquamente filiados na arte greco-romana, ou ainda espontaneamente surgidos da imaginação popular, fecundada pelas necessidades do nosso meio.
Por outro lado, o eminente artista submetteu a sua phantasia ás condições do caracter que desde tempos remotos fôra imprimido á ceramica portugueza, na escolha refletida dos motivos decorativos. Viram-se as rãs, os sapos, as cobras, rojando pelo bojo das bilhas e dos potes, pelo disco esmaltado dos grandes pratos, differenciando-se por um aperfeiçoamento de esculptura, um aprimorado gosto artistico na procura de attitudes, da antiga industria rotineira das Caldas da Rainha.
A fauna e flora maritimas deram um largo contingente para a ornamentação dos mais ricos e deslumbrantes productos de faiança, para que não esquecesse a nota caracteristica de um povo quem, acima de qualquer outro, deu impulso á navegação moderna."
(Excerto da Publicação)
Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905). "Revelou-se um espírito brilhante, ímpar de criatividade, que aplicou a uma contínua intervenção atenta e crítica à vida portuguesa. Permanecem de surpreendente atualidade os seus comentários à política, à economia, à sociedade da época, nas revistas de caricatura e humor que editou, atitude que não raro refletiu na cerâmica que, a partir de 1884, logra revitalizar nas Caldas da Rainha."
(Fonte: https://www.instituto-camoes.pt/activity/centro-virtual/bases-tematicas/figuras-da-cultura-portuguesa/rafael-bordalo-pinheiro)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
20€

02 maio, 2026

ALMANACH DAS SENHORAS Para 1926 PORTUGAL E BRASIL.
Fundado em 1871 por Guiomar Torrezão. Illustrado com os retratos de Escriptores e escriptoras de diversas nacionalidades. [...] Directora: Julieta de Luna. Anno LVI. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1925. In-8.º (17x13 cm) de 3.82, [2] p. ; [1] f. il. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Almanaque das Senhoras, estimada publicação de referência no género. Vem revestido de capa belíssima, muito ilustrado no texto, nalguns casos em página inteira, e em separado com o retrato do actor recém-falecido Eduardo Brasão. Inclui farta colaboração de conhecidos autores portugueses, e algumas singelas homenagens a: Camilo Castelo Branco (com duas cartas e alguns textos da sua autoria), Luís de Camões, Sacadura Cabral (desaparecido no Mar do Norte em Nov. 1924), e aos combatentes portugueses da Grande Guerra, em França, reproduzindo imagem do icónico Cristo de Neuve Chapelle, acompanhado de pequeno texto.
Contém ainda, ao longo do livro, publicidade dirigida às senhoras e aos cavalheiros, e fotogravuras de paisagens, locais históricos, monumentos relevantes e "tipos" do nosso país.
"Embora as cartas de Camillo não possuam aquela admiravel e doce filosofia que se evola das de Anthero - o primorosissimo e transcendente sonetista e admiravel prosador - ou o estilo sono e austerissimo de Herculano, as epistolas de Camillo Castello Branco são, contudo, para mim, das mais expressivas e belas da literatura portuguesa.
Por elas perpassa, ora num tomo ironico, ora em frase polida e grandiosa, todo o cortejo de desditas que, sem fim, lhe roubaram carinhos, socego e vida, levando o Torturado de Seide aos tresloucado gesto do suicidio."
(Excerto de Duas cartas de Camillo)
"Troava o canhão, chovia a metralha, nos já devastados campos da Flandres; as ultimas casas ruiam com fragor, não deixando uma parede sequer com um metro de altura!
Depois, o silencio, a paz, o socego, a devastação!
E o Christo, unica elevação na desolada região arrasada, absolutamente indemne, sorria ainda tristemente, como a perdoar a ferocidade humana."
(O Chisto de Neuve-Chapelle)
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

07 abril, 2026

CLARO, Rogério - 
DR. FRANCISCO DE PAULA BORBA : 1.º cidadão honorário de Setúbal
. Setúbal, Edição: Do autor, 1986. In-8.º (21,5x15 cm) de 83, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra biográfica de homenagem a Francisco de Paula Borba, ilustre angrense que elegeu Setúbal como terra de adopção.
Bonita edição, totalmente impressa sobre papel couché, ilustrada com inúmeras fotografias a p.b., sendo algumas delas em página inteira.
"- Ó Moniz, está lá fora um patrício teu que te quer falar.
Carlos Ramos Moniz, obtida a licença do mestre, descansou o instrumento no banco donde se levantara e assomou à porta da sala de ensaios da banda de Caçadores 1. Corria o ano de 1898.
Fora, um jovem alto, de porte distinto, apresentou-se. Era o Francisco, o irmão do padre Borba que andara com Moniz à escola, na ilha Terceira, nascidos todos na freguesia de Biscoitos da Praia da Vitória. Com 26 anos, médico recém-formado, o Dr. Francisco de Paula Borba acabara de chegar a Setúbal, para aqui estabelecer clínica, sem outra referência senão a do patrício, músico distinto no regimento local. Ficou 15 dias aboletado em cada da mãe dele, a senhora Carolina Serralha, na Rua Nova da Conceição. Depois, seguiu o rumo da sua vida."
(Excerto do Cap. I)
Francisco de Paula Borba (Angra do Heroísmo, 1873 - Setúbal, 1934). "Foi um médico, formado em cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1898, que exerceu medicina em Setúbal, sendo médico da Misericórdia e do Montepio daquela cidade. Distinguiu-se no campo da filantropia."
(Fonte: Wikipédia)
Rogério Noel Peres Claro (Setúbal, 1921 - 2015). "Foi um professor do ensino comercial e industrial, jornalista e divulgador da história da cidade de Setúbal. Tirou o curso dos liceus no Liceu Nacional de Setúbal (atual Escola Secundária de Bocage) e licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa. Iniciou a sua carreira docente como professor do ensino técnico profissional em 1943, tendo sido diretor da Escola Industrial e Comercial de Estremoz (atual Escola Secundária Rainha Santa Isabel) entre 1952 e 1961 e da Escola Industrial e Comercial de Setúbal (atual Escola Secundária Sebastião da Gama) entre 1961 e 1970."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

17 janeiro, 2026

AUGUSTO, Arcebispo d'Evora -
HONOR VICTORIBUS!
Allocução proferida no templo de Sancta Maria de Belem no dia 20 de Janeiro de 1896 por occasião do solemne Te-Deum em Acção de Graças pelas victorias das armas portuguezas e feliz feito da Expedição a Lourenço Marques. Lisboa, M. Gomes - Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1896. In-4.º (23x15 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Celebração de D. Augusto Eduardo Nunes, Arcebispo de Évora, em homenagem à campanha vitoriosa de Mouzinho de Albuquerque por terras de Gaza (Moçambique), que levou à pacificação da região e detenção do régulo Gungunhana.
"[...] Ao chegar a Lisboa a faustissima nova do arrojado, inverosimil e quasi phantastico feito que poz a corôa á longa e penosa campanha da Africa Oriental, a nação toda, desde o Minho ao Guadiana, desde a metropole até á minuscula aldeia perdida em serrania alpestre ou invia charneca, - desde o augusto Monarcha, chefe do estado e generalissimo do exercito, até ao mais obscuro proletario, - a nação toda, como uma só familia, como um só homem, se ergueu, acclamando frenetica os invictos guerreiros que tão briosamente defenderam a integridade das possessões, que são um como prolongamento do solo patrio, e sobredouraram de novo brilho, de brilho inextinguivel o escudo nacional!~"
(Excerto da Allocução)
Augusto Eduardo Nunes (Portalegre, 1849-1920). "Foi um bispo católico português. Entrou no colégio de Campolide com o desejo de ser sacerdote. Mais tarde ingressou no Seminário Patriarcal de Santarém e aí fez a formação sacerdotal revelando-se um aluno brilhante. Distingue-se de tal forma que foi escolhido para se ir formar em Teologia, na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, onde mais tarde chegou a leccionar, escrevendo o primeiro compêndio de Teologia Dogmática, que não teve beneplácito régio pelo facto de ser fiel à doutrina da Santa Sé. Em 13 de Novembro de 1884 foi nomeado arcebispo coadjutor de Évora (como titular de Perge). Alguns anos mais tarde, em 1890, por morte de D. José Pereira Bilhano, ascendeu a Arcebispo Metropolitano de Évora, cargo que exerceu até à sua morte, Julho de 1920. A seguir à revolução republicana de 1910 juntou-se aos restantes Bispos de Portugal, no protesto que fizeram na sequência da promulgação da Lei da Separação do Estado das Igrejas, em 1911. Na sua arquidiocese suportou alguns momentos difíceis durante os primeiros anos após a implantação da República, chegando mesmo a ter que fixar residência em Elvas, por ter sido exilado da sede arquidiocesana. Após o seu regresso a Évora teve de iniciar a reconstrução da diocese, visto ter sido expropriado o Paço Arquiepiscopal (atual Museu Regional de Évora), praticamente encerrado o Seminário Maior e encontrando-se muitas das paróquias desprovidas de pároco. Colaborou na revista Lusitânia (1914)."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com defeitos. Páginas oxidadas.
Raro.
15€

12 janeiro, 2026

ROCHA, Hugo - 
O SETUBALENSE AUGUSTO DA COSTA NO JORNAL E NO LIVRO. 
Conferência feita nos Paços do Concelho de Setúbal, em 11 de Dezembro de 1955
. Setúbal, Edição dos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Setúbal, 1956. In-4.º (24x17 cm) de 48 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem à memória do recém-falecido jornalista sadino Augusto da Costa (1899-1954), por ocasião do início das celebrações do centenário do jornal «O Setubalense».
Obra ilustrada em separado com fotografia do busto do homenageado, peça assinada pelo escultor Joaquim Valente.
"Quando a Câmara Municipal de Setúbal me convidou a fazer uma conferência sobre Augusto da Costa e a sua obra literária, como acto inicial das solenes comemorações do primeiro centenário da Imprensa setubalense, logo aceitei o convite por estes dois motivos: 1.º) porque se me proporcionava, assim, o ensejo de prestar homenagem à memória dum camarada que muito prezei e admirei; 2.º) porque se me oferecia o ensejo de rever Setúbal, a primeira cidade, depois de Lisboa, inscrita no meu itinerário nupcial, e indelével recordação. A homenagem a Augusto da Costa aí está, no despretensioso estudo que à sua figura e ao seu labor de homem de letras - e, também, de jornalista - consagrei. [...]
Setúbal, quanto à obra do Criador, isto é: à moldura e à ambiência, continua a ser a cidade que, há muitos anos, me cativou os olhos e a alma; no concernente ao artificial, isto é: à obra da criatura, afigurou-se-me, notando-lhe este e aquele sinais de progressos, cidade com as condições bastantes para se converter numa das mais notáveis, das mais consideráveis de Portugal."
(Excerto do Antelóquio)
"A jornada que, hoje, se inicia com esta sessão e que prossegue com a exposição a inaugurar amanhã precisa, talvez, de uma explicação prévia, embora breve. Trata-se de actos entre si ligados pela afinidade dos objectivos: homenagear a Imprensa setubalense, ao cabo de um século de existência e de luta, homenageando, do mesmo passo, um setubalense que, vindo da Imprensa, particularmente se distinguia nas letras nacionais, enriquecendo e honrando, deste modo, o património intelectual da sua terra.
No decurso deste ano, completaram-se cem anos sobre o aparecimento do primeiro jornal publicado em Setúbal. O acontecimento merecia ser assinalado, não só pela comemoração em si (um século é sempre um marco significativo no evoluir de tudo o que tem história), como, até, pelo facto de, neste capítulo, se ter Setúbal antecipado à maior parte das terras do País, ao criar a sua Imprensa própria."
(Excerto do Discurso proferido pelo Presidente da CMS, Dr. Jorge Botelho Moniz...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€

10 janeiro, 2026

MORENO, Mateus - GENERAL JOSÉ PAULO FERNANDES : o Homem - o Militar - o Patriota.
In-Memoriam. Por... Capitão do G. A. P. 2. [S.l.], [s.n.], [1933]. In-8.º (16,5x10 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
(Alocução proferida na sessão de homenagem realizada no Forte da Ameixoeira em 29 de Nov. de 1933).
Homenagem ao General José Paulo Fernandes (1871-1933), oficial português que fez parte do Corpo de Artilharia Pesada (CAP, CAPI, ou CALP, em francês), na Flandres, durante a Grande Guerra.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Promovido a capitão, aí por 1911 ou 12, nessa data assume o comando da bataria de que era subalterno e nela vinca a sua passagem com novos estudos topográficos e de preparação do tiro, todos bem eveladores do seu muito saber e grande dedicação pelos progressos da arma a que pertencia.
Vem a Grande Guerra e, logicamente, é escolhido para fazer parte da élite artelheira que constituiu as missões preparatorias da ida das nossas tropas para o C. E. P. e aí lhe é ,depois, confiada, sem condições, toda a instrução dos subalternos e sargentos da missão portugueza."
(Excerto da Alocução)
Mateus Martins Moreno Júnior (1892-1970). Natural de Faro. "A paixão pela cidade que o viu crescer e pelo Algarve revelaram-se logo na mocidade, através da participação na imprensa e no movimento associativo locais. Presidiu à Academia do Liceu de Faro, onde fez estudos preparatórios. Fundou, em Outubro de 1911, o quinzenário académico A Mocidade, sendo da sua lavra a rubrica «Horas líricas», onde publicou muita poesia.
Em finais de 1914, Mateus Moreno veio para Lisboa para frequentar o curso de Matemáticas da Faculdade de Ciências. Terá sido essa a razão da transição da redação, administração e impressão da Alma Nova para a capital.
Nem mesmo a sua mobilização, em 1917, e ordem de marcha para França, incorporado no C.E.P., como alferes miliciano de artilharia de campanha, conseguiram interromper a atividade como escritor e como diretor da Alma Nova. No entanto, não é de excluir que as dificuldades que a revista registou no cumprimento da periodicidade, no final de 1916 e início do ano seguinte, se ficassem a dever, entre outras causas, à ausência de Mateus Moreno.
Redigiu e publicou alguns livros sobre o conflito militar e estudos técnicos sobre a sua arma, que foram apreciados pela hierarquia do exército. No que se refere à Alma Nova aí foram publicadas 5 cartas com as suas impressões da viagem e da chegada a França. Terminada a guerra, Mateus Moreno optou pela carreira militar frequentando a Escola de Guerra. Também fez o Curso Superior Colonial, em resultado do qual obteve algumas missões em Angola e desempenhou diversos cargos. Atingiu o posto de Major em 1942."
(Fonte: https://research.unl.pt/files/3627477)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
25€
Reservado

25 setembro, 2025

NO CENTENÁRIO DO GENERAL BARROS RODRIGUES. O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira. O Oficial e o Chefe do Estado-Maior do Exército, Pelo Coronel Carlos Gomes Bessa. O Professor e o Historiador, Pelo General Manuel Freire Themudo Barata. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 1991. In-8.º (23x16 cm) de 42, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao General Barros Rodrigues, oficial do Exército Português, combatente em França na Primeira Guerra Mundial.
"Alistado como voluntário no Regimento n.º 4 de Cavalaria, Regimento do Imperador da Alemanha Guilherme II (Lisboa), em 27 de Julho de 1909, o ex-aluno n.º 6 do Real Colégio Militar, José Filipe de Barros Rodrigues, decide ingressar na Escola de Guerra em 1912. [...]
Em 1914 deixa a Escola de Guerra, classificado como n.º 2 num curso de 14 alunos, para ser promovido a Alferes em Novembro de 1915, sendo Aspirante-a-Oficial do Regimento de Artilharia n.º 4 (Amarante), donde virá a ser transferido, logo no ano seguinte, para o Regimento de Artilharia n.º 2 (Figueira da Foz).
Mobilizado para o Corpo Expedicionário Português (o CEP) ainda como Alferes, embarca em 31 de Março de 1917 para França, ali permanecendo, sem gozar qualquer licença em Portugal, até 22 de Agosto de 1918 - 1 ano e 145 longos dias na frente, de acordo com os registos oficiais.
Ao partir da Estação do Rossio, confessa não ter sentido «grande comoção»: «Parti - escreve - como teria partido para uma digressão. É que ainda não há listas de mortos e feridos, e a inconsciência foi sempre uma das grandes características do portuguez». Contudo, ao atravessar a fronteira francesa, assalta-o uma súbita comoção: «Quem sabe se nunca mais voltarei a Portugal...!» [...]
12 de Junho de 1917
A 3.ª Bataria do 1.º Grupo de Batarias de Artilharia (1.º GBA) encontra-se em posição desde 9 de Maio, no sector de Neuve Chapelle. Até hoje, as granadas da poderosa e infatigável artilharia alemã não a tinham atingido.
No observatório da Bataria, a cerca de 600 metros da frente, o Alferes Barros Rodrigues, que ali se encontrava desde as 5 horas da madrugada, localiza um morteiro de trincheira no dispositivo inimigo. A Bataria recebe os elementos de tiro e as peças de 7,5 TR abrem fogo de imediato. Era a primeira vez que a 3.ª Bataria executava tiro sobre um objectivo referenciado do observatório.
Cerca das 3 horas da tarde cai uma primeira granada alemã de 12 cm na posição e às 7 horas ainda a posição era batida de 2 em 2 minutos.
As guarnições das peças e os telefonistas procuram precipitadamente abrigo numa casa próxima. Há, porém, quem de repente se lembre ter sido deixado na posição um pipote de vinho. Não houve necessidade de convocar voluntários - o dito pipote foi recuperado num abrir e fechar de olhos..."
(Excerto de O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira)
José Filipe Barros Vieira (Vila Real, São Pedro, 1890 - Lisboa, 1957). "Oficial do Exército. 1917 - Integrou o CEP e participou na Batalha de La Lys; 1927 - Chefe do Estado-Maior do Destacamento do Norte nas operações contra os revoltosos de 3 de Fevereiro; Chefe do Estado-Maior da Missão Militar Portuguesa de Observação em Espanha, durante a guerra civil; Chefe da Divisão de Fotogrametria dos Serviços Cartográficos do Exército; Professor do curso de Estado-Maior da Escola Central de Oficiais; Professor da Escola Militar. Procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo. Carreira parlamentar: Legislaturas I/II - Defesa Nacional."
(Fonte: Assembleia da República - Parlamento)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse para a bibliografia WW1.
20€
Reservado

03 setembro, 2025

FEIJÓ, Antonio -
SACERDOS MAGNUS.
Versos recitados no Theatro Academico no sarau litterario na vespera da inauguração do monumento a Luiz de Camões. Coimbra, Livraria Central de J. Diogo Pires - Editor, 1881. In-4.º (23,5x15,5 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Sacerdos Magnus é uma obra poética de António Feijó, a sua primeira, cuja publicação ocorreu em 1881, quando o autor contava apenas 22 anos de idade. O poema foi originalmente apresentado em Coimbra, num sarau de homenagem a Luís de Camões, precedendo a inauguração da estátua do poeta na cidade, comemorativa do tricentenário da sua morte.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória do punho do autor "Ao seu amº José de Castro".

"Deixae avoejar, serena como o dia,
a borboleta azul da vossa phantasia.
Scismando, imaginae n'uma região distante,
um poço enorme e fundo, um barathro gigante,
onde ruge bramindo um rude cataclysmo
d'aquellas solidões convulsionando o abysmo.
As larvas sepulchraes e as lividas chimeras,
os hediondos reptis e as monstruosas feras,
tudo o que ha de medonho e pavoroso, assombra
o nosso olhar perante aquella horrivel sombra,
onde passam, batendo a negridão dos ares,
as azas colossaes d'aves crepusculares.
[...]
A Edade-Media foi um tenebroso abysmo,
em cuja escuridão, quando eu medito e scysmo,
vejo a lucta sombria, o batalhar constante
d'uma elaboração activa e fecundante,
onde se retemp'rou a seiva das idêas
que explosiram mais tarde, esmigalhando as pêas,
aos rutilos clarões do sol da Renascença!
[...]
Brotou a Renascença, a epocha sublime,
que o nosso imaginar, dobravel como um vime,
entrevê sob o azul aveludado e limpo
d'um ceu formoso e bom, d'um fabuloso Olympo..."

(Excerto do Poema)

António de Castro Feijó (Ponte de Lima, 1859 - Estocolmo, 1917). "Foi um poeta e diplomata português. Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo e o final da sua obra tende a um certo tom fúnebre. Fez os estudos liceais em Braga, de onde partiu, em 1877 para Coimbra, onde concluiu o curso de Direito em 1883. Dirigiu, juntamente com Luís de Magalhães, a Revista Científica e Literária publicada nos seus tempos de estudantes académicos da Universidade de Coimbra. Em 1886 ingressou na carreira diplomática.Exerceu cargos diplomáticos no Brasil (consulados nos estados de Pernambuco e do Rio Grande do Sul) e, a partir de 1895, na Suécia, assim como na Noruega e na Dinamarca. Desposou em 24 de Setembro de 1900 a sueca Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Lewin (nascida em 19 de agosto de 1878), cuja morte prematura, em 21 de setembro de 1915, o viria a influenciar numa temática fúnebre, patente na sua obra."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, levemente oxidadas, com falha de papel no canto superior direito.
Raro.
Indisponível

23 agosto, 2025

PIMENTA, Belisário -
ANTÓNIO AUGUSTO GONÇALVES : polemista
. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da «Coimbra Editora, Limitada» - Coimbra], 1968. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 26, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante apontamento biográfico sobre o Prof. António Augusto Gonçalves, ilustre pensador, artista e historiador natural de Coimbra. Estudo publicado em separata do Arquivo Coimbrão, Vol. XXIV, 1968.
"António Augusto Gonçalves nasceu em Coimbra, a 19 de Dezembro de 1848. Herdou de seu pai, pintor e decorador com alguns merecimentos, uma fina sensibilidade estética e um critério de apreciação que irá aplicar na pedagogia e na vulgarização artísticas. Concluídos os seus estudos secundários, frequentou na Universidade de Coimbra, o curso de Farmácia, que logo abandonou. A partir de então passa a dedicar-se ao ensino livre do Desenho e da Matemática, ao mesmo tempo que irá alargando o campo dos seus conhecimentos artísticos. Belisário Pimenta, que com ele de perto privou, traça-nos … o perfil da sua mentalidade: «tinha contra si a mácula das suas ideias ao tempo muito avançadas em política e a outra mácula não menor da falta de crenças religiosas; de modo que o seu atrevimento em não seguir os cânones pedagógicos oficiais em Arte, o seu tolerante republicanismo apenas de princípios embora firmes e o não menos tolerante livre-pensamento, teriam, na época ressonância verdadeiramente revolucionária». Neste testemunho falta apenas a alusão ao enternecimento que lhe mereciam as camadas populares mais humildes e o operariado carecido de instrução."
(Fonte: https://acercadecoimbra.blogs.sapo.pt/coimbra-e-as-suas-personalidades-29734)
"Nas décadas dos meados do século passado, a seguir à implantação do sistema liberal em Portugal, nasceu uma série de gerações notáveis de que ùltimamente temos andado, com mais ou menos interesse, a celebrar os contínuos centenários. [...]
Coimbra foi então um centro de inquietadora rebeldia. A Universidade mantinha velho prestígio e velhas prerrogativas apesar do vendaval de 1834; a sua acção dominantemente conservadora exercia-se com relativa independência do poder central mas não acompanhava as elevadas intenções dos rapazes que, com a viveza dos 20 anos, sentiam o que havia de caduco na instituição dionisiana que impunha até à própria actividade cidadã bastante da sua gravidade e autoritarismo. [...]
Coimbra era pois um ambiente de inconformismo e de espírito de revolta - não aquela revolta que truculentamente surge nas ruas, de armas na mão quase sempre de origens duvidosas e sem finalidade de interesse elevado ou proveitoso, mas sim a revolta em que a inteligência domina e tem como armas a livre discussão e a livre intenção de progresso. [...]
Foi pois em ambiente de elevada aspiração idealista, de inconformismo raciocinado que muitas vezes se manifestava com algum entusiasmo, que se formara a mentalidade de António Augusto Gonçalves a cuja memória aqui deixo traçadas algumas linhas de impressões que vão ao correr da memória e ao sabor da velha amizade e da admiração que por ele sempre tive."
(Excerto do Estudo) 
António Augusto Gonçalves (Coimbra, 1848-1932). "Insigne arqueólogo, artista, crítico e historiador da Arte, e polemista vigoroso. De seu nome completo António Augusto Gonçalves Neves, era filho de um pintor conimbricense de merecimento. Completou os cursos liceal e de Desenho Filosófico, mas não chegou a obter qualquer grau na Universidade. Leccionou Matemática e Desenho, Professor de Desenho na Associação dos Ajustas de Coimbra e no Colégio dos Orfãos. Criou a Escola Livre das Artes do Desenho em Coimbra em 1878, que funcionou sob a sua direcção. Relator do Centro Operário de Coimbra em 1881. Secretário da Comissão Executiva da Exposição de Artefactos e Manufacturas do Distrito de Coimbra em 1884, tendo papel de relevo na organização do certame. Professor de Desenho na Escola de Desenho Industrial Brotero a partir de 1884, e desde 1889 na Escola Industrial Brotero, sendo então nomeado seu Director. Secretário da delegação de Coimbra da Associação Industrial Portuguesa em 1888. Por sua iniciativa, foi criado em Coimbra em 1890 um Museu de Arte Industrial. Embora filiado no Partido Republicano, obteve o apoio da Rainha D. Amélia e do Bispo-Conde D. Manuel de Bastos Pina para o seu plano de restauro da Sé Velha, cujas obras foram iniciadas em 1.1893. Reorganizou a partir de 1894 o Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra, que em 1911 deu lugar ao Museu Machado de Castro. Iniciado na Maçonaria em 1897 com o nome simbólico de “Fernão Vasques”. Superintendente dos Palácios Reais, nomeado pelo Governo Provisório em 24.10.1910. Sócio do Instituto de Coimbra e da Associação Liberal de Coimbra. Transitou para a Faculdade de Ciências em 12.5.1911. Professor da Faculdade de Ciências. Cadeiras - Desenho (1911-1928), prof. ordinário. Jubilação - Em 2.3.1929. Transitou da Faculdade de Filosofia como professor da cadeira de Desenho anexa às Ciências Biológicas. Pediu a aposentação em 7.1917, o que lhe foi indeferido. Vereador da Câmara Municipal de Coimbra. Membro do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra em 1920."
(Fonte: https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/GONCALVES_antonioaugusto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas de acidez.
Muito invulgar.
Indisponível

06 agosto, 2025

FERREIRA DO AMARAL : o capitão sem medo.
(Depoimentos de contemporâneos do grande português, publicados por iniciativa do Cap. Agostinho Lourenço). Lisboa, Edição da Papelaria Fernandes, 1954. In-8.º (22x17 cm) de 86, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem póstuma a João Ferreira do Amaral, através dos testemunhos de personalidades representativas dos vários quadrantes da vida pública, política e militar portuguesa. 
O título deste livro é tirado do episódio contado pelo sr. coronel J. M. Pereira Coelho.
Obra biográfica, com interesse para a bibliografia WW1.
"Pedi a vários amigos, admiradores e companheiros do saudoso Comandante Ferreira do Amaral, grande e devotado português, o favor de me darem a sua colaboração nesta modesta homenagem de saudade e respeito pela sua memória.
Aqui vão transcritos os depoimentos de todas as pessoas a quem me dirigi e, entre eles, os do Senhor Presidente do Concelho, Doutor António de Oliveira Salazar e Senhor Ministro do Interior, Dr. Joaquim Trigo de Negreiros, que, generosa e gentilmente, aquiesceram à minha solicitação.
Através desses testemunhos poderão os mais velhos recordá-lo e os mais novos apreciar a inquebrantável energia e admirável abnegação do Comandante da Polícia de Lisboa, numa época de tumultos e de assassinatos impunes, na louvável intenção de pôr termo à constante intranquilidade dos habitantes da Capital do País."
(Excerto da Abertura)
"Quando se relembra Ferreira do Amaral, não pode fugir-se a simultânemanete
"Definira-se já ao longo das campanhas de África e na batalha da Flandres a personalidade do soldado admirável que foi Ferreira do Amaral. Ali dera a prova plena da sua bravura, das suas qualidades de comando e da sua capacidade de organização.
No C. E. P. quando tudo parecia perdido, o seu Batalhão simbolizou as tradicionais virtudes militares dos soldados portugueses. [...]
Mas foi no Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa que Ferreira do Amaral teve ocasião de dar a inteira medida de si próprio, numa função que exerceu muito a seu modo, com particular noção de responsabilidade e de iniciativa que tornou inconfundível o timbre do seu comando. [...]
A sua figura destaca-se no meio da desorientação geral, como testemunho vivo de uma força irredutível que não se verga e não se rende, sejam quais forem os assaltos da anarquia."
(Excerto do elogio de Trigo Negreiros, A sua obra foi preciosa colaboração para a conquista da ordem)
João Maria Ferreira do Amaral (Lisboa, 1876–1931). "Foi um oficial do exército português, comandante da Polícia Cívica de Lisboa, (a antecessora da Polícia de Segurança Pública), de 1923 até à sua morte. Participou, como voluntário, na expedição de pacificação sob o comando do General Pereira d'Eça no sul de Angola, em 1915. No ano seguinte, estando de licença em Portugal, foi nomeado Comandante do Batalhão de Infantaria 15, que seguiu para a frente da Flandres, integrado no Corpo Expedicionário Português. Foi ele quem chamou Aníbal Milhais de Soldado Milhões pela primeira vez, dizendo "Tu és Milhais, mas vales por Milhões". Regressou de França depois da Primeira Grande Guerra, e seguiu para Angola, numa missão civil. Retornou em 1922, tendo sido promovido a Coronel. A 23 de Novembro de 1923, foi nomeado comandante da Polícia Cívica de Lisboa e destacou-se na repressão da Legião Vermelha, a qual, dois anos mais tarde, a 15 de Maio, perpetrou um atentado em que é gravemente ferido. No leito do hospital, dirigiu a repressão que culminou com a prisão e o degredo para África de mais de cem suspeitos desse movimento. Foi agraciado com várias medalhas."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Vestígios de humidade no corte das folhas e na contracapa.
Invulgar.
Com significado histórico.
Indisponível

05 agosto, 2025

AO PAPA JOÃO XXI MÉDICO & NATURAL DE LISBOA -
Homenagem da Associação dos Médicos Católicos Portugueses
. Lisboa, [sn.], 1947. In-4.º (23,5x16 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de Pedro Hispano (1215-1277), o único Papa português, para a posteridade conhecido como João XXI.
Ilustrado com um retrato do Papa português no texto.
"Estrangeiro, pobre e de modesta origem, apenas o seu grande vaor e a sua muita ciência podiam recomendar Pedro Julião o que de resto não impediu que ele tivesse andado sempre bem ao corrente de tudo quanto se passava e portanto de todo o mecanismo político da Europa. [...]
Falecido o Papa Gregório X seguiram-se-lhe os dois brevíssimos pontificados de Inocêncio V e Adriano V e nesse mesmo ano que já conhecera três Papas, o Colédio Cardinalício receava eleger Orsini por ele ter sido o grande animador da resistência contra Anjou e temer as represálias deste príncipe, sobretudo depois de aliado com a família dos Colonna rival de sempre da dos Orsini.
Era preciso portanto eleger um Papa dotado de excepcionais qualidades, à altura do momento grave que a Santa Sé então atravessava, e capaz de enfrentar as dificuldades sem conto que se amontoavam e entenebreciam o horizonte político.
Na escolha desse homem excepcionalmente dotado todos os eleitores presentes foram concordes que as altas qualidades requeridas se encontravam personificadas no Cardeal português Pedro Julião, que em 20 de Setembro de 1276 foi coroado na catedral de Viterbo com o nome de João XXI."
(Excerto de O perfil psicológico do Papa João XXI, por Alvaro de Caires)
Sumário:
«As nossas razões: o Papa João XXI e a sua obra científica, por A. Maeyrelles de Souto | O perfil psicológico do Papa João XXI, por Alvaro de Caires | Pedro Hispano, por Luís de Pina.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha transversal no interior, no pé (café?).
Muito invulgar.
10€

23 julho, 2025

MARTINS, Guilherme d'Oliveira -
LAPIDE OLIVEIRA MARTINS.
Sessão inaugural da Lapide commemorativa do fallecimento do Conselheiro Joaquim Pedro de Oliveira Martins na frente da casa n.º 30 da Calçada dos Caetanos, da cidade de Lisboa, mandada fazer e collocar, segundo os dizeres e indicações de sua dedicada viuva D. Victoria Barbosa de Oliveira Martins. Palavras Proferidas. Auto Respectivo. Publicação feita por... Novembro de 1919. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1919. In-8.º (19x12 cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Preito de homenagem a Joaquim Pedro de Oliveira Martins por seus colegas, amigos e familiares, por ocasião do 25.º aniversário da sua morte. No final vem listada as pessoas que compareceram à cerimónia de descerramento da Lápide comemorativa.
Com dedicatória de oferta no interior de um familiar de J. P. Oliveira Martins.
"Oliveira Martins esteve quatro annos na mina de Santa Eufemia, quatorze na direcção do Caminho de Ferro da Povoa e dois na da Regie.
Como factos comprovantes da sua dedicação para com os operarios citar-vos-ei, tiradas entre muitas, as seguintes passagens:
Era por ocasião da festa de Santa Barbara, advogada dos mineiros. O dia foi passado festivamente. O abuso das bebidas determinou nos animos um estado de excitação de que naturalmente resultou uma grande desordem, um verdadeiro combate.
Avisado Oliveira Martins, promptamente se dirigiu para o local do conflicto, confiando completamente em que ninguem lhe faria mal. [...]
Usando do seu extraordinario prestigio, conseguiu estabelecer a ordem, e tudo serenado passou toda a noute a curar os feridos, alguns de gravidade, pondo em acção as suas aptidões cirurgicas e a sua manifesta caridade. [...]
D'estas passagens relativas à estada na mina de Santa Eufemia, venho referir-vos uma outra colhida d'entre muitas e referente ao periodo durante o qual dirigiu a linha de Caminho de Ferro da Povoa.
Desempenhava o logar de chefe do movimento um empregado tam zeloso como bom chefe de familia bem numerosa.
Aprouve a Deus dar-lhe uma doença de espinha que o inutisou. Reconhecida a incurabilidade da doença, propõe Oliveira Martins que lhe continuasse a ser abonado o vencimento, proposta esta que não foi bem aceite... [...]
Relativamente ao tempo de estada na Regie, falam largamente os manipuladores, e ainda na hora presente registo ter sido A Voz do Operario o unico jornal, que por ocasião de ser inaugurada a Lapide Oliveira Martins, se occupou em artigo especial d'este grande homem."
(Excerto de Ao Leitor, por Guilherme d'Oliveira Martins)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos. Sem f. rosto.
Raro.
15€

12 junho, 2025

MELO, Luís de Sousa -
VICENTES PHOTOGRAPHOS. Funchal - Madeira, Edições Ilha Tur, 1978. In-8.º (21,5x15 cm) de 43, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Capas: Medalha concebida pelo Escultor Anjos Teixeira.
Obra de homenagem aos "Vicentes" - quatro gerações de fotógrafos madeirenses - dada à estampa na ocasião em que se assinala a posse do espólio do conhecido estúdio para a posse do Arquipélago da Madeira.
Ilustrada com inúmeras estampas a p.b. que reproduzem retratos, documentos e fotografias de estúdio e exterior.
"Vicente Gomes da Silva e seu filho Vicente Gomes da Silva Júnior - lembremos os dois. O primeiro, no dizer do Diário da Madeira de 13 de Dezembro de 1931, fotógrafo distintíssimo, um desenhador, um escultor e um fundidor digno do maior apreço, o introductor da fotografia e estereotipia, e quem primeiro fabricou os carimbos de borracha e fundiu o ferro nesta Ilha, aquele que com uma habilidade instintiva, fixou na tela óleos admiráveis das figuras mais em evidência do nosso meio, e aguarelava, em flagrante luz, as passagens da nossa terra,pintando, em miniatura, sobre placas de marfim, maravilhosos retratos e que como a maior parte dos verdadeiros artistas, não dava exacto valor ao seu esmerado trabalho."
(Excerto do trabalho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

29 abril, 2025

PORTUGAL MAIOR.
Revista de propaganda das actividades portuguesas e do trabalho dos portugueses no mundo - AÇORES. Número póstumo comemorativo das Bodas de Ouro do jornalista açoriano Armando Ávila. Rio Maior, Composição, impressão e coordenação das Oficinas Gráficas do «Jornal do Oeste», Editoras, 1967. In-4.º (29x22,5 cm) de [44] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio monográfico dedicado aos Açores, especialmente à Ilha Terceira, terra natal do homenageado, que também fundou a revista «Portugal Maior», e aos testemunhos e colaboração de personalidades da vida literária local e nacional.
Número especial, com interesse histórico e regional. Sem referências bibliográficas. A BNP não menciona.
Obra muito ilustrada no texto com fotografias a p.b. no texto e publicidade alusiva a produtos e serviços angrenses.
"Pedem-me algumas palavras àcerca do Armando, para serem publicadas neste último número do seu «Portugal Maior». Haveria muito a dizer, certamente,. Mas não quero nem devo alongar-me. Bastará afirmar, com absoluta consciência e verdade, que esta revista foi a sua última paixão. A última... e mais duradoira!
Lutou estòicamente para conseguir a sua publicação, várias vezes esbarrando com incríveis e destrutivas más vontades.
Mas venceu e, desde que a fundou, até que a morte o levou, no passado dia 4 de Março, para ela viveu, dedicando-lhe o melhor do seu tempo, da sua vida, da sua inteligência, da sua já abalada saúde e da sua longa prática do jornalismo."
(Excerto de Palavras de saudade, por Conceição Ramalho)
Índice:
Palavras de saudade, Por Conceição Ramalho | Nasci jornalista e jornalista quero morrer - A morte surpreendeu-o na sua missão | Senhor Santo Cristo dos Milagres | Canção: Os Açores, Por Alice Moderno | Notas históricas sobre a descoberta dos Açores | Sé Catedral de Angra | O mar na História Açoriana | Um conto inédito: Maria Doida, Por João Ilhéu | Ilha Terceira | Lar de Santa Maria Goretti | Biscoito brabo, mistério velho, furnas e algares..., Por Vitorino Nemésio | Missão Sagrada - o último artigo de Armando Ávila, Por Armando Ávila | Mortos ilustres - Jaime Brasil | O Folclore Açoreano, Pelo Padre Tomaz Borba | Ilha Terceira, Pelo Prof. Dr. Vitorino Nemésio | Os "Montanheiros" depararam com 50 salas e cenários de maravilha nos 3.300 metros já explorados da Galeria dos Balcões | Em Angra do Heroísmo foi descoberta uma galeria subterrânea com mais de dois mil metros | Perspectivas da História Baleeira nos Açores | Glória ao Divino!, Por Armando Ávila | Hora alta do pensamento açoriano... Vitorino Nemésio comemorou as suas «Bodas de Ouro» na terra natal | A acção do Prior do Crato nos Açores, Por Correia da Costa | Costumes Açorianos | Angra é poema, Por Carlos Faria | Os pioneiros da Civilização Açoriana, Por Jaime Brasil | O Milhafre ave simbólica do arquipélago dos Açores | Férias nos Açores  - A Baía de Angra, a mais bela das enseadas açorianas.
Armando Borges de Ávila (Angra do Heroísmo, 1900 - 1967). "Foi um jornalista e escritor, pioneiro da redacção e edição de guias turísticos e da promoção turística nos Açores. Nasceu na freguesia da Sé, filho de Emílio Borges de Ávila, comerciante, e de Elvira Avelar Borges de Ávila, oriundos da ilha de São Jorge. Foi sobrinho de Manuel Borges de Ávila, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo durante a Primeira República. Fez o seu percurso de educação básica e secundária na sua cidade natal. Iniciou-se no jornalismo em 1916, publicando no Eco Académico, jornal do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo. No ano seguinte substituiu Vitorino Nemésio como director do jornal Estrela d´Alva. A partir de então, dedicou-se à atividade jornalística profissional, ora em Angra do Heroísmo, ora em Lisboa. Quando residiu em Lisboa, trabalhou no Diário da Noite, Sports, Diário de Notícias, Capital, Novidades e Humanidade. Nesse período colaborou como correspondente no Diário da Madeira, Correio dos Açores e A União. Em Angra do Heroísmo foi editor do periódico O repórter : semanário de grandes reportagens, humorismo, crítica, arte, desporto e informação, propriedade de Manuel Joaquim de Andrade, que se publicou naquela cidade a partir de 1934. Também nesse período fundou e dirigiu o jornal A República e o Jornal de Angra. Dedicou-se à promoção do turismo, tendo escrito e publicado várias edições do Guia Turístico da Ilha Terceira (1940) e do Anuário Índice das Actividades Económicas do Arquipélago dos Açores e da Madeira (1951). Editou o periódico Portugal Insular (1939). Também fundou e dirigiu o periódico Portugal Maior : revista de propaganda das actividades portuguesas e do trabalho dos portugueses no mundo (1965). Ao longo dos 50 anos de atividade como jornalista defendeu os interesses do arquipélago e empenhou-se na propaganda turística do mesmo. Os trabalhos que publicou foram, essencialmente, crónicas relacionadas com o jornalismo. Armando Borges de Ávila esteve preso por razões políticas, tendo como data da primeira prisão 25 de março de 1943. Foi solto em liberdade condicional em 29 de maio de 1944. Jornalista presente em Lourenço Marques em 1942, foi preso em Lisboa no ano seguinte, quando as autoridades portuguesas souberam que tinha sido enviado para África pela Abwehr em missão de espionagem. Em consequência, quando pretendia regressar de Angra do Heroísmo a Lisboa, o delegado marítimo britânico das forças britânicas em Angra recusou o «navicert» ao navio N/M Lima se ele embarcasse. Para além da vastíssima obra dispersa pelos jornais e revistas, é autor de diversas monografias."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Nome e endereço manuscrito, ao alto, na capa, que também ostenta selo de correio.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível