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30 setembro, 2026

LENCASTRE, D. José Coutinho de -
DIGRESSÃO RECREATIVA : PASSATEMPO ALEGRE OU  REVISTA DO VIVER DAS PRAIAS, NA EPOCHA DOS BANHOS DO MAR.
No corrente anno de 1870. Lisboa, Typographia Portugueza, 1871. In-8.º (20,5x13 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso roteiro das praias de Lisboa e da Linha, até Cascais. Não assinado. Sabe-se no entanto que o seu autor foi D. José Coutinho de Lencastre.
A Digressão Recreativa é uma espécie de crónica socialite sobre os frequentadores das praias da região litoral de Lisboa e arredores durante a época estival, talvez a primeira "revista" do género publicada entre nós. Em cada "praia" o autor dá conta das moradias e nomeia as famílias que os habitam.
"Todos sabem, e muito bem conhecem, n'esta côrte, nobre a antiga cidade de Lisboa, segundo antigas lendas, patria do antigo pai Ulysses, que se denominam Praias, toda essa orça de areias, ou fita, que se estende, em sinuosidades caprichosas, e banhada por aguas cristalinas, e salsas ondas, do formoso Tejo, desde, a Torre de Belem, até á de S. Julião, ou S. Gião, se alguem quizer ou mais lhe agradar."
(Excerto do Preâmbulo)
"A designação é consagrada por eras bem antigas. Local aonde, o nauta fatigado, de asperas vigilias, riscos, e trabalhos, em bem longa viagem, cercado continuadamente de perigos sobre baixios, mares tormentosos, e encapellados, vem finalmente lançar ferro, dar fundo, e seguro em suas amarrações, recupera animo e forças, á vista da terra appetecida, ou lar domestico, abafando n'alma, alegre e contente, o prazer, que lhe prende a vida, ou pula no coração, de em breve, abraçar amante, parentes e amigos.
Tem o Dáfundo seu nobre Castellão, o Ex.mo Marquez de Cstello-Melhor, que vem todos os annos pelos mezes de Setembro, e Outubro, habitar alli, o seu Doujon acatelado, acompanhado de suas amabilissimas Irmãs."
(Excerto de Dafundo)
"Estendida em tiras, aos pés do vistoso monte monte de Santa Catharina. Á entrada, o mesmo perigo que na Ponta de Algés, senão peior.
A mesma censura, e mais fulminante, á Illm.ª Camara da Villa, e Concelho de Oeiras, pelos seus indesculpaveis descuidos. [...]
Este anno, apesar de tudo, reuniu-se alli, bem elegante sociedade, de supremo bom tom; a côrte celeste dos Anjos, rancho fatidico, e esbelto, ostentando galas e primores do mais refinado bom gosto em casquilhos toilletes, trajados por tão graciosas deidades, que esparziam sorrisos feiticeiros, e sabiam acompanhal-os de um chic, todo especial, em animadas conversas, ou mais distracções campestres."
(Excerto de Cruz-Quebrada)
"Está dito. Vou. Uma visita tem todo logar, e é bem cabida, n'esta occasião, em que reside alli, tanta gente, e nobre gente, illustre, e mui fidalga gente. Nobres cavalleiros e formosas Damas, flôres mimosas e estrellas resplandescentes. Eu bem reconheço, o quanto é arriscado, o meu proposito, tendo de observar, ver, e contar depois, quanto vi, e quanto ouvi. Mas apezar de tudo, seguirei por diante, o meu fadario errante, dê por onde der, e tanto mais tendo ouvido rosnar, tanta cousita, exquisita, extravagante, e bonita; desejo, e se me aguça, a vontade, de ir observar, por mim mesmo, se é verdade, o romntico, o poetico, e o fadista, de quanto se relata, da sociedade, aliás elegantissima, d'aquelle sitio."
(Excerto de Cascaes)
Índice:
[Preâmbulo] Torre de Belem | Pedrouços | Ponte d'Algés | Dafundo | Cruz-Quebrada | Boa-Viagem | Caxias | Paço d'Arcos | Oeiras | Cascaes.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Muito raro.
100€

20 setembro, 2026

PINTO (Sacavem),
Alfredo - EM TERRAS DE PORTUGAL.
Recordações - Esbôços - Phantazias. (Illustrações photographicas do auctor). Lisboa, Livraria Ferin 1914. In-8,º (20x13,5 cm) de 84, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Capa de Abel Santos (1888-1963).
Bonito álbum. Trata-se do olhar nostálgico e etnográfico do autor, enriquecido com os seus comentários e reflexões, sobre vilas, localidades campestres e seus monumentos, na incursão que empreendeu pelo centro do país, com especial relevo para as Caldas da Rainha e suas termas, Óbidos, e demais zonas circundantes.
Obra ilustrada no texto com belíssimas fotogravuras da responsabilidade de Alfredo Pinto.
"Passar algum tempo no campo é um habito que entra na massa do sangue desde o alvorecer da nossa mocidade, e assim, logo que a natureza se envolve com o manto variado das suas côres, pensamos logo em abandonar Lisbôa e vermo-nos livres, por alguns mezes, da vida buliçosa da capital, com tudo que ella possue de simulado na sua vida  ficticia e pouco hygienica.
Assim uns tempos no campo são um verdadeiro balsamo de conforto, de tranquillidade á nossa existencia physica e intellectual.
Na mór parte da gente não existe, infelizmente, a ideia nitida que se deve ter de uma estada no campo.
Geralmente todas as familias abandonam Lisbôa pelo espirito comesinho de seguirem a moda de: ir para fóra, e lá terem a mesma vida da cidade, com o mesmo luxo das toilettes, com todo esse rosario de ideias balofas e ridiculas que enche os cerebros das mães de familia, em que as thermas, praias, etc., são apenas pretextos para mostrarem as filhas e verem se as casam ricas o mais depressa possivel! 
Todas as infinitas belezas que a natureza lhes offerece n'essas terras para onde vão permanecer alguns mezes, passam desapercebidas como verdadeiras vulgaridades.
Por isso direi que sempre me faz pena não comprehenderem o campo para onde vão, e saberem gozar d'elle com aquelle amor e carinho que elle tanto merece.
Mas deixarei estas considerações, pois malhar em ferro frio é tempo sempre perdido, e entrarei no assumpto d'estas notas, d'estes esboços colhidos a esmo que apenas têm um fim - contar as minhas simples impressões de mero viandante por esses montes e valles d'esta nossa querida terra."
(Excerto do Cap. I)
Alfredo Pinto (1874-1945). Também conhecido por "Sacavém", foi um poeta português. A sua obra poética destaca-se pela sua originalidade e pela forma como abordou temas do quotidiano e da condição humana, muitas vezes com um olhar atento à realidade social. Foi uma figura marcante no panorama literário, deixando um registo poético singular."
(Fonte: https://www.escritas.org/pt/alfredo-pinto-sacavem)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior. Conserva a capa de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Com falta da f. ante-rosto.
Muito invulgar.
35€

03 setembro, 2026

ALGARVE -
Guia Turístico do Algarve
. Olhão, Edição da Revista Internacional, 1944. In-8.º (20x14,5 cm) de [116] p. ; [2] f. il. (4 estampas f/v) ; [2] mapas ; il. ; B
1.ª edição.
Capa assinada por Narciso Morais (1892–1977), aguarelista e ilustrador como seu pai, o conhecido Alfredo de Morais (1872–1971). Texto de Mário Lyster Franco. Gravuras de Martins & Ferreira, L.da.
Curioso roteiro, o primeiro sobre o assunto - com estas características - publicado entre nós. Obra de propaganda à região algarvia, às suas cidade e vilas do interior e do litoral, promovendo as suas praias de areia branca, a par com as actividades lúdicas, serviços e indústrias sedeadas da região. Inclui publicidade da época.
Obra pioneira, rara e muito interessante, publicada numa época em que o turismo algarvio, ainda muito insípido, principiava a despontar.
Livro profusamente ilustrado no texto, incluindo a planta de Faro em página inteira, e em separado, com 4 estampas (duas de Lagos; uma de Monchique-convento; outra da Praia da Rocha), e dois mapas: Barlavento e Sotavento algarvio.
"A província do Algarve, que uma cordilheira quési interminável de montanhas divide do Alentejo, que o acidentado percurso do Guadiana separa da Andaluzia e que o Oceano Atlântico abraça por dois lados em carinhoso amplexo, constitue tôda ela uma verdadeira região de turismo.
Situada mo extrêmo sul do País e muito justamente considerada uma das mais lindas regiões de Portugal, abunda-lhe em primorosos trechos de païsagem e em notas características de vida regional, aquilo que circunstâncias várias fizeram que lhe faltasse em riquezas monumentais. Com os seus campos intensamente cultivados de uma flóra especial e tratados como autênticos jardins, as suas povoações dotadas de um facies próprio que um delírio de brancura e alguns pormenores de construcção mais acentuam, com um clima verdadeiramente excepcional, onde os rigores do inverno dificilmente se conhecem e os grandes calores são, quási sempre, amenizados pela brisa marítima, o Algarve, dotado de uma luminosidade que por vezes entontece e de um céu de azul vibrante que só encontra rival no do mar em que se reflete, merece ser devidamente assinalado ao turista que nêle muito encontrará digno de despertar-lhe o interêsse."
(Excerto de Algarve)
Índice:
Algarve | Faro | S. Braz de Alportel | Loulé | Olhão | Tavira | Castro Marim | Vila Real de Santo António | Albufeira | Armação de Pera | Silves | Praia do Carvoeiro | Portimão | Praia da Rocha | Caldas de Monchique | Lagos | Sagres e o Cabo de S. Vicente | O fabrico das conservas de peixe | A pesca do atum | O sal.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.
50€

25 agosto, 2026

NEMÉSIO, Vitorino -
AÇORES : Terceira - Graciosa - São Jorge.
Texto:... Angra do Heroísmo, Comissão Regional de Turismo da Ilha Terceira, 1965. In-8.º (20x13 cm) de [28] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonito roteiro de três ilhas do Grupo Central do arquipélago - Terceira, Graciosa e São Jorge - com especial destaque para a ilha Terceira - pela pena do grande prosador açoriano. Inclui informações úteis ao passeante e turista.
Ilustrado com desenhos de plantas e mapas, e inúmeras fotografias a p.b. das ilhas.
Fotos: Norberto Ávila; António Lino; Rodolfo Brum; Raul Forjaz; Foto Lilás; Dr.Álvaro Silvano.
Mapas: Péricles Martins.
Obra não referida na bibliografia nemesiana, nem tão pouco na BNP.
"A Ilha Terceira está no grupo central dos Açores. Foi descoberta depois de Santa Maria e de São Miguel (daí o nome «Terceira»; «invocação de Jesus Cristo») nos fins do segundo quartel do século XV. Por 1450 o Infante Dom Henrique deu a sua capitania ao mercador flamengo Jácome de Bruges, que começou a povoá-la com Diogo de Teive, o descobridor de Flores e Corvo, e com Álvaro Martins Homem, que fundou Angra (estátua na Praça da Restauração).
Angra do Heroísmo é uma obra-prima de urbanismo renascente, com planta intacta do século XVI (carta de Linschoten) e casario dos séculos XVII e XVIII em arruamento harmoniosos sobre um eixo de artérias e praças. [...]
O grande monumento de Angra é o Castelo de São João Baptista, no istmo do Monte Brasil, com a sua porta lavrada e ponte de arcos, as suas largas cortinas e bastiões, os fossos na escarpa do Relvão, os torreões atalaiando as duas baías (Angra e Fanal)... [...]
(Excerto do Roteiro)
Vitorino Nemésio (1901-1978). "Escritor português natural da Ilha Terceira, nos Açores (1901-1978), foi professor da Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou na revista Presença e dirigiu a Revista de Portugal. Poeta, ficcionista, ensaísta, cronista, crítico literário, recebeu o Prémio Nacional de Literatura em 1966. De entre as suas obras, são de destacar Festa Redonda (1950), Nem Toda a Noite a Vida (1952), O Pão e a Culpa (1955), O Verbo e a Morte (1959), O Cavalo Encantado (1963), Canto da Véspera (1966), Sapateia Açoriana (1976) e ainda o romance Mau Tempo no Canal (1944)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

26 julho, 2026

LISBÔA, Conselheiro -
RELAÇÃO DE UMA VIAGEM A VENEZUELA, NOVA GRANADA E EQUADOR.
Pelo... A. M. pela Universidade de Edimburgo, Membro Correspondente do Instituto Historico e Geographico Brasileiro. Bruxellas, A. Lacroix, Verboeckhoven e Cia, Editores - Rua Real, 3, Bêco do Parque - Com Casa em Leipzig e em Leorne, 1866. Direitos de reproducção e traducção reservados. In-4.º (23,5x15 cm) de 393, [1] p. ; 
[1] mapa a cores em 2 f. ; [11] plantas/mapas ; [17] estampas ; [4] f. partitura ; [1] quadro desdob. ; E.
1.ª edição.
Importante livro de viagens por países da América Latina, locais onde o autor - diplomata - esteve destacado.
Obra de fôlego, nunca reeditada, belamente ilustrada em separado com estampas, quadros, plantas e mapas, sendo alguns deles desdobráveis. Inclui partitura do hino patriótico colombiano "El 20 de Julio - Cancion nacional".
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita de Miguel Lisboa ao "Ex.mo Senhor Almeida e Albuquerque". Assina "O Autor".
"Eu prevejo que a publicação em 1865 de uma relação de viagens escrita em 1853 dará logar a commentarios por ventura justos. Conheço que o interesse de taes narrativas como a que com tanta tardança apresento ao publico, depende em grande parte da sua novidade; e esse conhecimento com effeito fez-me por muito tempo hesitar si deveria ou não publicar o meu trabalho. [...]
O interesse que teem os brasileiros em conhecer o estado social das Republicas que com nosco limitam, longe de haver diminuido de 1853 para cá tem augmentado. Graça á abertura do rio Amazonas, nosso commercio com as que estão contiguas pelo Norte e Oeste váe-se desenvolvendo. A mesma ignorancia sobre o estado de civilisação dellas, sobre o que ahi ha de apreciavel, assim como dos elementos de desordem e decadencia que retardam os seus progressos, existe ainda. Acostumados, fazendo echo com escriptores europeos apaixonados e superficiaes, a só enxergar nas Republicas hespanholas as suas revoluções, a falta de garantias que em algumas dellas se manifesta, e a sua decadencia material, fazemos-lhes grande injustiça desconhecendo o muito que ha nellas de respeitavel e sympathico, já no caracter de seus habitantes, descendentes de uma raça nobre e cavalheresca, que apezar de 50 annos de desordens e máo governo, ainda possúe, a meu ver, elementos de futura prosperidade e grandeza, já nos monumentos historicos que ainda hoje attestam a energia dessa raça emprehendedora."
(Excerto de Advertencia)
"No dia 2 de Setembro de 1852, pelo meio dia, embarquei-me a bordo do vapôr Orinôco, capitão Hast, pertencente á Real companhia dos paquetes de vapôr das Indias occidentaes, com destino a Santomaz, uma das ilhas chamadas Virgens, situada quasi á vista da colonia hespanhola de Porto-Rico.
São bem conhecidos no porto do Rio de Janeiro os magnificos vapôres desta Companhia, uma das mais importantes da Gran Bretanha. Si ella tem tirado de seus esforços ampla remuneração, é preciso confessar que tem feito importantes serviços ao commercio e ás communicações do velho mundo com o Brasil e com as republicas hispano-americanas. [...]
De muitas commodidades gozam os passageiros a bordo destes vapôres: o aceio é igual ao que se encontra em todos os navios de guerra ingleses; a superioridade e abundancia de viveres frescos fazem esquecer que se navega no alto mar; o serviço dos despenseiros é tam regular quanto é possivel em uma reunião que nunca é menor de cem pessõas e frequentemente excede a duzentas; finalmente o systema de ventilação é muito estudado, e os camarotes e beliches a bordo do Orinôco são mais espçosos e commodos que os de fragatas e náos em que tenho viajado. Eu occupei só um camarote que tinha dez palmos de comprimentos, oito de largura e dez de altura, tendo uma abertura para o mar de pé e meio quadrado."
(Excerto de I - Viagem de Southampton a Santomaz; a real Companhia dos paquetes de vapôr das Indias occidentaes; Sombrero)
Miguel Maria Lisboa (1809-1881). "Nasceu no Rio de Janeiro a 22 de maio de 1809 e faleceu em Lisboa a 28 de abril de 1881. Foi diplomata. Formou-se em artes pela Universidade de Edimburgo e seguiu a carreira diplomática, tendo cumprido missões em Londres, no Chile, na Venezuela, na Bolívia, no Equador na Nova Granada (atual Colômbia), no Peru, nos Estados Unidos, na Bélgica e em Lisboa.
Pertenceu ao Conselho do Imperador D. Pedro II, foi veador da Imperatriz Tereza Cristina, grande dignitário da Imperial Ordem da Rosa, comendador da Ordem de Cristo, grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem de Nossa Senhora Jesus Cristo (ambas de Portugal) e da Ordem Ernestina da Saxónia, da Casa Ducal da Saxónia. Recebeu o diploma de Artium Magister da Universidade de Edimburgo. Em 1° de janeiro de 1839 foi eleito sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente estrangeiro da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 28 de fevereiro de 1867."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20587)
Belíssima encadernação meia em pele com nervuras, rótulos e letras a ouro na lombada. Conservas as capas de brochura. Aparado e carminado à cabeça.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas envelhecidas, alvo de pequenos restauros. Interior correcto.
Ex-libris de Aucindio Rodrigues da Silva na f. ante-rosto.
Raro.
250€

22 julho, 2026

PORTUGAL -
VISITE A SERRA DA ESTRELA. Lisboa, Neogravura, 1952. Encarte desdobrável (23,5x11 cm) : il. ; B.
1.ª edição.
Folheto desdobrável - trilingue (português/francês/inglês) - de propaganda à Serra da Estrela, a Manteigas e à sua estância termal. As dimensões (generosas) do encarte, todo aberto, é 23,5×66 cm, com texto e ilustrações frente e verso.
Para além de fotografias das belezas da Serra, contém informações úteis para os visitantes: Vias de comunicação - Carreiras de caminoetas; Passeios e excursões; Igrejas; Culinária e doçaria; Hotéis e Pensões, etc.
Inclui ainda um mapa no cento do folheto com a localização de Manteigas na Serra, com as estradas identificadas e as distâncias em quilómetros de Manteigas a alguns pontos de interesse turístico.
"Manteigas
Vila encravada em pleno Hermínio, a 720 metros de altitude, antigamente baluarte inexpugnável, hoje encantadora de turismo e cura, manancial de inexgotáveis riquezas.
Situada na margem esquerda do Zêzere, na Serra da Estrela, possui as melhores quedas de água do país.
Cabe-lhe, por isso, justamente, a designação de centro de turismo , o que é ainda justificado pelo facto de se encontrarem, no seu concelho, os mais importantes locais da Serra que têm valor turístico, como sejam os Cântaros, as Cascatas do Poço do Inferno, Candieira, Covões, as Lagoas da Paixão, Clareza, Cântaro, o Chafariz de El-Rei, o Frade e a Freira, os panoramas do Fragão do Corvo, S. Lourenço, Curral da Nave, Nave de Santo António, Covão da Ametade e Fonte Paulo Luís Martins."
(Excerto de Manteigas)
Exemplar em brochura, bem conservado. Apresenta mancha escura nos rebordos do folheto.
Raro.
Indisponível

05 julho, 2026

ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS DE PORTUGAL -
Hotels : Hotéis - 1963 : Portugal
. Lisboa, SNI, 1963. In-8.º (23x20 cm) de 55, [1] p. ; [1] mapa Portugal ; B.
1.ª edição.
Capa belíssima assinada por Paulo-Guilherme (1932-2010).
Curioso roteiro dos estabelecimentos hoteleiros disponíveis e "certificados" no ano de 1963 em Portugal continental, Açores e Madeira. Muito completo e organizado, composto por quadros com as localidades/endereço e o nome dos espaços; inclui o telefone dos estabelecimentos, o tipo de alojamento, estadia e as refeições, e respectivos preços.
Guia quadrilíngue (português/francês/inglês/alemão), editado pelo SNI - Secretariado Nacional da Informação - Cultura Popular e Turismo, não mencionado na BNP.
Nos anos 60, o turismo em Portugal registou um crescimento explosivo e de massas, forçando o Estado Novo a transitar de uma lógica puramente propagandística para uma atividade económica vital. Pressionado pela necessidade de divisas para financiar a Guerra Colonial, o regime abriu as fronteiras ao turismo internacional. (IA)
Inclui mapa do território nacional com dimensões generosas (32,5x20 cm) em separado: "Portugal : Edições SNI Lisboa".
"O presente guia indica os hotéis, pousadas, estalagens e pensões oficialmente classificados. Todos estes estabelecimentos, com preços visados pela Direcção dos Serviços de Turismo, possuem as comodidades indispensáveis, satisfazendo, de um modo geral e dentro da sua categoria, os clientes a que se destinam.
Além dos incluídos neste guia, outros estabelecimentos existem tais como pensões, de 3.ª classe e hospedarias.
Há, também, estabelecimentos não classificados pela Direcção dos Serviços de Turismo, os quais, pela modéstia das suas instalações e serviços, são considerados sem interesse para o turismo.
À entrada dos estabelecimentos hoteleiros encontra-se afixado um quadro com os preços que lhes correspondem. Sobre estes preços o hóspede pagará 10% para o serviço e, nas zonas de turismo, uma sobretaxa de 3%. Nas refeições a preço fixo estão incluídos 3 dl de vinho comum.
Os preços referidos neste guia são indicados em escudos."
(Excerto de Informação geral)
Exemplar em brochura bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

11 março, 2026

COUTINHO, Azevedo -
GUIA DO VIAJANTE EM BRAGA. Com noticias historicas sobre templos, monumentos, sanctuarios, etc. e indicações indispensaveis ao viajante. Braga, Livraria Central-Editora de Laurindo Costa, 1894. In-8.º (16,5x11,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original deste curioso "guia do viajante", obra pioneira no género devotada à "Cidade dos Arcebispos".
Opúsculo raro, com interesse para a bibliografia bracarense.
"A falta d'uma publicação que orientasse o viajante n'esta formosa capital do Minho tornava-se sobremodo sensivel; e tão notada era essa falta que, para, d'algum modo,  preencher a lacuna que sôbre este ponto existia, organisei, despretenciosamente, este singelo trabalho."
(Excerto de Ao Leitor)
"Esta bella capital do Minho, terceira cidade do reino e sede da provincia ecclesiastica Bracarense e do districto administrativo de Braga, fica a 48 kilometros ao norte do Porto, e 80 a oeste de Bragança, em 41.º 36' de latitude e 12.º 39' de longitude norte. É uma das cidades mais antigas e mais nobres da peninsula hispanica.
Está admiravelmente situada, em local um pouco elevado, mas plano; tem boas condições hygienicas; e tem melhorado muito, pela abertura de novas ruas, que vão transformando completamente alguns bairros.
Esta cidade não tem ampliado d'um modo sensivel os seus limites, nos ultimos tempos, mas tem-se aformoseado consideravelmente, pela reconstrucção de edificios e abertura do novas ruas.
As industria téem, desde ha annos, manifestando um pronunciado desenvolvimento assaz animador, como claramente se evidenciou nas ultimas exposições industriaes.
Braga tem por armas em um escudo oval uma imagem de N. Senhora entre duas torres, com o Menino nos braços, e tendo por timbre uma mitra pontifical, e em cima a legenda - Insignia fidelis et antigua Brachara."
(Excerto do preâmbulo - Braga)
Índice:
Ao Leitor | Braga | Templos e Conventos | Estabelecimentos publicos | Estabelecimentos de beneficiencia | Monumentos | Associações de recreio | Periodicos | Passeio publico | Cemiterio Municipal | Vias de transito | Indicações uteis: Estações de viação: - Estação dos Americanos; - Escriptorios de diligencias; - Estação telegrapho-postal | Cafés e bilhares | Hoteis | Restaurantes | Trens d'aluguer | S. João da Ponte | Bom Jesus do Monte | Sameiro.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Interior correcto. Capas frágeis com pequenos defeitos e vestígios de selo à cabeça.
Raro.
25€

10 maio, 2025

BRANDÃO, Couto -
AO ALGARVE E A SEVILHA. Lisboa, Bibliotheca do "Correio Agricola de Lisboa", 1900. Oblongo (16,5x18 cm) de 328 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Impressões recolhidas pelo autor nos dois passeios que empreendeu pelo sotavento algarvio e sul de Espanha com dois seus amigos, em ocasiões diferentes, e que aqui junta.
Livro ilustrado com desenhos no texto, onde se contam, entre outros, os retratos, respectivamente, do Severino, de D. Pepa, a estanqueira, da Lolasita, sua filha, e do autor.
Raro e muito interessante, sobretudo o passeio pelo Algarve, e os "amores" sevilhanos. A BNP não menciona.
"O que vae lêr-se já foi publicado avulso em artigos do "Correio de Lisboa" em 1897, anno em que eu e o meu amigo Sousa Pires, ao tempo redactor do "Correio Nacional", fômos de passeio ao Algarve.
Reproduzo-o agora em folhetim no "Correio Agricola" não só para juntar os artigos dispersos num volume, mas tambem para accrescentar-lhe as impressões do passeio que o anno passado realisei a Sevilha com o meu bom amigo e companheiro de redacção Severino Soares, tomando até a Ayamonte o mesmissimo trajecto que dois annos antes tinha percorrido com o Sousa Pires.
Depois de publicado todo o passeio ao Algarve, incluindo a volta a Lisboa, retomei o novo passeio desde Ayamente a Sevilha, passeio que me deixou as mais doces recordações e as mais vivas saudades."
(Uma explicação)
"Em um vapor dos caminhos de ferro do Sul e Sueste, transportámo-nos ao Barreiro, onde tomámos logar no comboio que nos devia conduzir a Faro.
Pouco foi o tempo em que pudémos contemplar do nosso wagon as paizagens que nos appareciam de terrenos ribatejanos e alemtejanos, porque a noite depressa nos surprehendeu.
Causou-nos verdadeira pena a contemplação dos vastissimos campos sem culturas, sem uma unica casita a animar aquella grande solidão. E veiu então ao nosso espirito, com perfeito conhecimento de causa, a justiça com que tantas vezes se tem censurado aos governos o pessimo systema de administração que tem seguido, conservado nos mais condemnaveis dos abandonos uma provincia que poderia ser se não a mais rica de Portugal, ao menos uma das mais importantes.
Vinda noite, como a nossa vista nada podia lobrigar que nos despertasse curiosidade, fomos mentalmente adivinhando o que seria o resto d'aquelle desgraçado Alemtejo, a avliar pelo que tinhamos presenceado até Montemór-o-Novo, e esta é a parte mais bem tratada do que viramos.
Depois de um somno de quatro horas acordamos perto de Messines, que n os offereceu uma vista surprehendente na sua bellissima vegetação. E de Messines até Faro os nossos olhos foram-se extasiando na magestosa e admiravel fertilidade do sólo algarvio, tão pujante e encantador como o do nosso Minho tão cantado em versos maviosos e descriptos os seus costumes por romancistas como Julio Diniz e Augusto Vieira."
(Excerto de I - De Lisboa a Faro)
Índice:
Primeira Parte - Ao Algarve e a Sevilha: I - De Lisboa a Faro. II - Faro. III - De Faro a Olhão. IV - De Olhão a Tavira. V - De Tavira a Villa Real. VI - Ainda em Villa Real. VII - De Villa Real a Castro Marim. VIII - Castro Marim. IX - De Villa Real a Ayamonte. X - O regresso.
Segunda Parte - A Sevilha: I - De Lisboa a Beja. II - [Em Beja. Beja - Algarve - Ayamonte].  III - Em Ayamonte. IV - A noite de S. João em Villa Real. V - Partida matutina. VI - De Ayamonte a Gibraleón. VII - Huelva. VIII - Um parenthesisa: A estanqueira; A Lolasita; Eu. IX - A Sevilha. X - Sevilha. | O regresso.
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas. Livro impresso a duas colunas, cada uma delas numerada, encontrando-se o verso em branco.
Exemplar em razoável estado de conservação. Pastas em mau estado, com o bordo lateral chamuscado. Miolo correcto; papel de fraca qualidade. Lombada apresenta falha de pele no pé. Dado o interesse e raridade, deve ser reencadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

14 março, 2025

MARTINS, J. P. Oliveira - CARTAS PENINSULARES. Edição posthuma. Precedida d'um esboço biographico do auctor por seu irmão Guilherme de Oliveira Martins. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - editor, 1895. In-8.º (20x13 cm) de [6], 226, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante conjunto bio-bibliográfico do ilustre escritor, publicista e historiador Joaquim Pedro de Oliveira Martins publicado postumamente, poucos meses após o seu falecimento.
Obra muitíssimo valorizada pela extenso "esboço biographico" do autor por seu irmão Guilherme.
"Volume de crónicas de viagem de Oliveira Martins, editado postumamente, fruto da última deslocação do autor a Espanha, a fim de recolher documentação para a biografia histórica que deixaria inacabada, O Príncipe Perfeito. Dessa viagem por Portugal e Espanha e da constatação da ruína física e moral das cidades que atravessa, o autor deduz uma lição pessimista que "deve fazer refletir todos aqueles que vaidosamente pregam a teoria de um progresso constante e sem limites".
A obra surge precedida de um longo "Esboço biográfico" de Oliveira Martins assinado pelo seu irmão, Guilherme de Oliveira Martins, que permanece uma das principais fontes de informação para a biografia do autor do Portugal Contemporâneo."
(Fonte: Infopédia)
"Sahi de Lisboa com o proposito de visitar algumas povoações castelhanas da fronteira de leste, n'essa zona chamada terra de Campos, e que tão intimamente está ligada á historia nacional portugueza desde os seus primordios até ás guerras do principio do seculo. Sahi tambem com a idéa que essa excursão, agora, em junho, quando o sol começa a queimar nas planicies de Castilla-la-vieja, me tonificaria as forças deprimidas por uma eternidade passada.
Mais uma vez queria tambem respirar os ares e embriagar-me com a paisagem incomparavel do Valle do Tejo, pedaço sem par no mundo, pelo menos, nos retalhos do mundo que tenho visto passarem-me deate dos olhos.
Era manhã quando larguei de Lisboa. A minha primeira estação era Abrantes. Apesar do tempo teimar em conservar-se traiçoeiro, o dia amanhecera glorioso, e o sol, reinando nos céos livres, fazia cantar e rir a paisagem, como o sorriso das crianças, quando lhes brinca nas faces orvalhadas de lagrimas."
(Excerto do Cap. I)
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "É hoje reconhecido como um dos fundadores da moderna historiografia portuguesa e uma das vozes de maior relevância do pensamento político e social do século XIX. Foi historiador, político e cientista social, cujas obras marcaram sucessivas gerações de leitores e investigadores, influenciando escritores do século XX, como António Sérgio ou Eduardo Lourenço. Abandonou os estudos por dificuldades económicas da família, tendo trabalhado no comércio e mais tarde como diretor de vários projetos empresariais e industriais. Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público. Elemento animador da Geração de 70, revelou uma notável adaptação às múltiplas correntes de ideias do seu século, tendo colaborado nas principais publicações literárias e científicas de Portugal. A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até 1894, ano em que morreu. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, Os Filhos de D. João I, de 1891, e Portugal Contemporâneo, de 1881. É também necessário destacar a sua História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX."
(Fonte: Wook)
Encadernação meia de pele com cantos, nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado, com desgaste na lombada
Invulgar.
20€

05 fevereiro, 2025

AZEVEDO, Correia de -
PENAFIEL TURÍSTICA.
Edição de Portugal Turístico com o patrocínio da Comissão Municipal de Cultura de Penafiel. [Porto], [Portugal Turístico], 1964. Oblongo (12x17,5 cm) de [32] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Monografia-roteiro do concelho de Penafiel, profusamente ilustrada com fotografias a p.b. e dois mapas: - Penafiel : planta da cidade; - Concelho de Penafiel.
"Penafiel é terra antiquíssima. Em 1770 chamava-se vila de Arrifana de Sousa.Até que, por decreto deste anos, foi elevada à categoria de cidade, título que ainda possui.
Por essa altura era uma terra de grande prestígio político e social, o que lhe valeu ser convertida em sede do bispado de Penafiel. Mas a sua importância começou a baixar, desde que em 1778 o mesmo foi extinto e as suas terras reencorporadas, novamente, na jurisdição do bispado do Porto. [...]
Edificada no cimo e nas encostas de uma elevada colina, entre os rios Sousa e Cavalum, a cidade possui alguns miradoiros de largos horizontes e sugestivo encanto que se prolongam para além dos campos e vales que a circundam."
(Excerto de Penafiel)
"Para além dos monumentos e motivos de maior interesse e lugares paisagísticos de maior encanto que tivemos ocasião de referir nas primeiras páginas deste trabalho, vamos conduzir o turista através das terras do concelho, em rápidos passeios, com vista a revelar outros monumentos de natureza civil e religiosa ou colocá-lo em lugares de deslumbrantes panorâmicas.
Relativamente aos monumentos de arquitectura civil, merecem desde já especial referência a Torre e Solar de Coreixas, a Torre da Honra de Barbosa, o portão armoriado dos Brandões na Tapada de Coreixas, as pontes românicas de Rans, Santa Marta e Abragão; e, quanto aos monumentos de arte sacra, algumas igrejas de arquitectura românica de grande interesse artístico e os cruzeiros dos mosteiros de Bustelo e Paço de Sousa, etc.
Os restantes motivos de interesse turísticos surgirão a seu tempo. A caminho, pois."
(O Concelho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Ex-libris de Celestino de Matos Domingues assente no verso da capa.
Raro.
Indisponível

30 julho, 2024

PORTUGAL - GUIDE PANORAMIQUE : GUIA PANORAMICO.
Lisbonne, Cintra, Estoris, Cascaes, Evora, Mafra, Alcobaça, Batalha Leiria, Figueira da Foz, Thomar, Coimbra, Bussaco, Porto, Braga, Amarante, Vianna do Castello, Vidago, Monchique, Praia da Rocha, Villa Nova de Portimão, Faro, Tavira, Villa Real de Santo Antonio. Offre au IV Congrès de Tourisme : Oferta al IV Congreso de Turismo. Lisbonne, Sociedade de Propaganda de Portugal, Mai 1911. In-4.º esguio (23x12,5 cm) de 95, [1] p. ; [1] planta ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante publicação sobre o turismo em Portugal, obra pioneira patrocinada pela Sociedade de Propaganda de Portugal, organismo criado no princípio do século XX com a finalidade de divulgar o país no exterior.
Edição bilíngue (francês/castelhano), preenchida com informações úteis, muito ilustrada com fotografias a p.b. das cidades, vilas e locais de norte a sul do país, e as paisagens, edifícios e monumentos relevantes que estas encerram.
Inclui, em separado, Planta de Lisboa a cores de generosas dimensões (33x42 cm) - Escala 1:15.000.
"A Sociedade Propaganda de Portugal, fundada em 1906 por um grupo da burguesia lisboeta, foi um organismo pioneiro na história do turismo português. Esta associação delineou um ambicioso projeto de modernização do país através da promoção da atividade turística, criando inúmeros planos relativos a transportes, urbanismo, melhorias na hotelaria e serviços, conservação de monumentos e uma persistente divulgação do país. Apesar destes esforços, a sua ação foi fortemente limitada pela sua condição de organismo privado que carecia de parceiros nos poderes públicos."
(Fonte: https://www.ics.ulisboa.pt/livros/sociedade-propaganda-de-portugal-e-construcao-do-turismo-moderno-1888-1911)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenas falhas e defeitos. Por razão que não descortinamos, a folha que compreende a página 73/74  foi colocada no final do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

18 julho, 2024

BREVE NOTICIA SOBRE AS CALDAS DO GEREZ.
Estabelecimentos thermaes e hydrotherapicos - Portugal. Porto, Typographia do «Commercio do Porto», 1900. In-8.º (22x14,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia de propaganda às Caldas do Gerês, composta por um resumo das características técnicas das suas águas, sendo a segunda parte da obra dedicada aos testemunhos de diversas personalidades, sobretudo da classe médica, recomendando os banhos e exaltando as propriedades e sãs qualidades das águas.
Contém um quadro no texto com o nome das nascentes (12) que abastecem as Caldas do Gerês, incluindo dados estatísticos sobre o seu caudal e temperatura.
"A povoação das Caldas do Gerez deve a sua existencia e desenvolvimento ás suas aguas thermaes e á concorrencia crescente de doentes que aos seus banhos e bebida vão pedir a cura dos seus males.
Moedas encontradas recentemente junto ás nascentes vieram indicar que os romanos as frequentaram e foram utilisadas tambem nos seculos XIII, XIV e XV. [...]
Nos dias maiores os raios solares só desde as 7 horas da manhã ás 5 da tarde dão no povoado, permittindo passeios sem sol durante as restantes horas do dia. As tardes e manhãs são frescas e agradaveis; as variantes de temperatura são frequentes; o ar é vivo, tonico e puro, constantemente renovado pelas brisas da montanha. As aguas potaveis são excellentes pela sua frescura e pureza, quasi isentas de saes terrosos.
A localidade, muito melhorada nos tres ultimos annos, é a mais importantes do concelho de Terras de Bouro, a que pertence. Conta cerca de 250 habitantes. Durante a epocha termal juntam-se, por vezes, perto de 800 forasteiros e doentes; em todo o periodo de banhos a concorrencia annual tem sido cerca de 2:000, tende, porém, a augmentar rapidamente.
Uma avenida com largos passeios e arborisação, ainda em conclusão, atravessa a estancia de sul a norte; é na Avenida das Aguas que estão os principaes edificios.
Os hoteis principaes são do sul para o norte: Hotel do Parque, Hotel Ribeiro, Hotel Universal, Hotel Araujo, Hotel Continental e Hotel Central. Em todos ha mesa redonda com alimentação mixta para adietados e não adietados, ás horas indicadas para cada hotel. Poderá haver meza especial ou alimentação no quarto, com pequeno augmento de preço. Preços, comprehendendo quarto, serviço e alimentação, de 1$000 a 1$800 réis diarios por pessoa.
Ha chalets e casas mobiladas para alugar, podendo fornecer tambem louças e roupas - Chalet Fernandes, Chalet Tait, Chalet Ribeiro, Chalet Santiago, etc. Casa Passos, Casa Neves, Casa Monteiro e outras. Preços, de 1$000 a 4$500 réis diarios."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem capas.
Raro.
15€

27 junho, 2024

BAPTISTA, Virgínio - GUIA DO VIAJANTE NA PRAIA DA VITÓRIA. (Notícia sucinta sôbre esta Muito Notável Vila). Angra do Heroismo, Livraria Editora Andrade, 1929. In-8.º (15x12,5 cm) de 74, [6] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Guia quase centenário da vila da Praia da Vitória, hoje cidade, localizada na parte leste da Ilha Terceira, tendo sido a sua primeira capital.
Ilustrado com 4 estampas a sépia separadas do texto.
Guia raro e muito interessante. A BNP não menciona.
"Sendo reconhecida a necessidade dum opúsculo que esclarecesse o visitante e viesse descrever, embora sucintamente, o que existe nesta Vila, digno de ser admirado, resolvi publicar o presente Guia do Viajante na Praia da Vitória.
Sem pretensões e sem exibicionismos que não possuo, êle atinge o fim que tive em vista e que creio deve satisfazer o turista, ávido de saber e conhecer os factos mais notáveis desta vila e os pontos principais que tem a visitar, para não andar às cegas e, muitas vezes, ir admirar coisas de somenos importância, por ignorar a existência de outras de mais valimento.
Tudo descreve êste guia e a todas as coisas se refere, embora superficialmente.
Os terramotos que arrazaram esta Vila, a libertação dos Açôres do jugo opressor de Castela, a gloriosa batalha de 11 e Agosto de 1829 entre miguelistas e liberais, as igrejas, fortes, monumentos, casas de caridade, paços do concelho, repartições públicas, a tudo se faz referência neste guia."
(Excerto de Duas palavras necessárias)
Índice:
[Preâmbulo] | Duas palavras necessárias | A Praia da Vitória Notável | Como se fundou a Vila da Praia: - [Introdução]; - Fundação da Religião Católica nesta Vila; Brazão da Vila da Praia; - A destruição da Vila da Praia da Vitória; - A Praia da Vitória e as várias epidemias que a teem assolado; - A Vila da Praia da Vitória progressiva. | Igrejas, Capelas e Ermidas (Urbanas): - Matriz de Santa Cruz; - Misericórdia ou Santo Cristo; - Capela dos Remédios; - Capela de S. Lazaro; - Ermida de S. Salvador. | Conventos: - S. Francisco; - Chagas; - Nossa Senhora da Luz; - Jesus; - Frades Gracianos ou de Nossa Senhora da Graça. | Monumentos: - Forte de Santa Catarina; - Forte das Chagas; - Forte de Santas Cruz do Porto; - Forte do Espírito Santo; - Estatua do Conselheiro José Silvestre Ribeiro; - Estatua da Liberdade. | Estabelecimentos de Beneficiência: - Asilo de Mendicidade D. Pedro V; - Santa Casa da Misericórdia; - Hospital dos Lazaros; - Hospício dos Expostos. | Edificios públicos: - Paços do Concelho; - Alfandega; - Tribunal Judicial; - Repartição de Finanças; - Repartição do Registo Civil; - Conservatória do Registo Predial; - Sub-Inspecção de Saúde; - Caixa Geral de Depósitos; - Tesouraria da Fazenda Pública; - Comissão dos Bens Culturais; - Execuções Fiscais; - Tribunal do Contencioso das C. e Impostos; - Secção de Fiscalização; - Secção Administrativa da Camara Municipal; - Aferição de Pêsos e Medidas; - Biblioteca José Silvestre Ribeiro; - Cadeia Civil; - Estação Telégrafo Postal; - Matadouro Municipal; - Mercado Público; - Mercado do Peixe; - Praça do Gado; - Salão-Teatro Praiense; - Campo de Foot-ball. | Escolas: - Escola Dr. Sousa Júnior; - Escola Primária Geral (sexo feminino); - Escola Municipal de Música. | Casas de Crédito: - Caixa Económica da Vila Praia da Vitória; - Caixa Económica do Monte-Pio Terceirense. | Clubs | Estâncias de veraneio: - Porto Martins; - Casa da Ribeira; - Biscoitos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com defeitos, cortes marginais e pequena falha de papel na lombada.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

10 junho, 2024

SETUBAL.
La célèbre région des trois châteaux (S. Philippe - Palmela - Sesimbra). [S.l.], Comissão de Iniciativa de Setubal [Tip. Reis & Correia - Setubal], [193-]. In-8.º (17x11,5 cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"... et, enfin, après mes longs voyages, j'ai houvé à Setubal, justemet ao hout de l'Europe, le Paradis Terrestre!"
Curioso roteiro turístico - totalmente redigido em francês - sobre a região de Setúbal e as suas "jóias". Inclui apontamento histórico sobre cada um dos locais/monumentos.
Opúsculo raro e muito interessante. Sem qualquer referência bibliográfica, deste, ou do mesmo redigido em português. A BNP não menciona.
"Setubal existait déjà du temps de la fondation de la nacionalité portugaise. C'était alors un bourg de pêcheurs, établi sur la rive droite du fleuve Sado.
A demi ruiné et abandonné, il fut reconstruit et repeuplé par le premier roi portugais D. Affonso Henriques (1139-1185). Dans ce but, celui-ci fit venir les gens de la ville voisine de Palmela, puis, en 1149, il lui donna charte, confirmée plus tard par d'autres souverains portugais."
(Excerto de Setubal)
Índice:
Setubal | Outão [Forte de Santiago do Outão] | S. Philippe [Forte de S. Filipe] | Palmela | Sesimbra | Arrabida [Serra da Arrábida].
Exemplar em brochura, bem conservado. Capa vincada.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível