Mostrar mensagens com a etiqueta *VASCONCELOS (António Augusto Teixeira de). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *VASCONCELOS (António Augusto Teixeira de). Mostrar todas as mensagens

25 abril, 2023

VASCONCELLOS, Teixeira de - COMEDIAS. O dente da baroneza. A botina verde. A liberdade eleitoral. Lisboa, Typographia Portugueza, 1871. In-8.º (16,5 cm) de VII, [1], 278, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Teatro de comédia. Conjunto de três comédias por Teixeira de Vasconcelos, conhecido escritor português afecto à corrente literária do romantismo.
"Tenha cada theatro o genero que mais cabido lhe seja, mas não adoptem todos o mesmo menoscabo da arte e ludibrio dos que a cultivam.
Taes foram os pensamentos de que proveiu a tentativa modesta de escrever O dente da baroneza que sae agora á luz em primeiro logar n'este livro e que a imprensa talvez para honrar as minhas boas intenções, acolheu com a maxima benevolencia.
A botina verde e A liberdade eleitoral queria eu que se chamassem entremezes. Nem são outra coisa. Mas o nome está condemnado por plebeu. A mais reles farça não sobe ao cartaz sem o titulo de comedia. Até na propria republica das letras se vae despachando fidalga a arraia miuda!"
(Excerto do preâmbulo)
António Augusto Teixeira de Vasconcelos (Porto, 1816 - Paris, 1878). "Foi um escritor e jornalista português, vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, sobre quem Camilo Castelo Branco disse que foi «o mais rijo pulso de atleta que teve a arena dos gladiadores políticos em Portugal». Obras mais conhecidas: O Prato de Arroz-Doce (1862); Viagens na Terra Alheia: de Paris a Madrid (1863); Lição ao Mestre (1872 em folhetim, 1875 em livro); A Ermida de Castromino (1875)."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capa de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas, com selo de biblioteca colado na pasta anterior. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

23 janeiro, 2015

VASCONCELLOS, A. A. Teixeira de - O SAMPAIO DA REVOLUÇÃO DE SETEMBRO. Paris, [s.n. - Typ. Guiraudet], 1859. In-8º (14,5cm) de 128 p. ; B. Colecção Livros para o Povo, 1
Biografia de Rodrigues Sampaio. Episódios da sua vida, tendo como pano de fundo os tempos conturbados da sua época.
"O officio de periodiqueiro tem seus ossos como todos os officios. A entrada é de rosas. Os collegas cumprimentam o redactor esperançoso, que debuta, e agouram-lhe um grande futuro. Poucos dias depois, chamam-lhe asno, boçal e estupido. Passam seis mezes, e se elle sobe as escadas de uma secretaria, accusam-no de ladrão e de concussionario, e por dá cá aquella palha mandam-lhe a casa dois padrinhos, não para lhe pôrem a mão na cabeça junto da pia do baptismo, mas para combinarem com outros dois sugeitos chamados tambem padrinhos o modo mais decente de o matarem ou de serem mortos por elle. Osso é este assás duro, que custou a vida a Armand Carrel e que por varias vezes pôz em risco a de Sampaio."
(excerto do texto)
António Rodrigues Sampaio (1806-1882). "Foi um jornalista e político português que, entre outras funções, foi deputado, par do Reino, ministro e presidente do ministério (primeiro-ministro). Rodrigues Sampaio foi um dos maiores vultos do liberalismo português de oitocentos, jornalista ímpar e parlamentar de excepção. Personalidade controversa, polémica, mesmo revolucionária, mas sempre coerente e fiel aos seus princípios e desígnios, foi um agitador de renome nacional, o que lhe valeria a alcunha de o Sampaio da Revolução, já que se notabilizou como redactor principal do periódico A Revolução de Setembro. Era um jornalista de causas, não de notícias, como aliás era o jornalismo do século XIX. Apesar da violência verbal e da forma assertiva que sempre utilizou nos seus ataques políticos, Rodrigues Sampaio nunca promoveu o ataque ad hominem. Mesmo quando os seus correligionários lhe pediram que pusesse em causa a dignidade e honradez de D. Maria II e da Corte, negou-se terminantemente, escrevendo que um antro de corrupção política não faria da Corte um lugar de devassidão moral. Foi esta postura de grande escrúpulo, associado a um incansável labor na defesa dos valores pelos quais pugnava, que lhe concede um lugar cimeiro no jornalismo político português. Era membro importante da Maçonaria."
(in wikipédia)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível