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07 novembro, 2025

COSTA, Moisés do Nascimento -
ENSINO DO CÃO PERDIGUEIRO. Porto, Porto Editora, 1984. In-8.º (21x15 cm) de 95, [1] p. ; il. ; B.

1.ª edição.
Importante trabalho sobre o ensino do cão caçador Perdigueiro Português.
Ilustrado com um desenho no final - «Nomenclatura do cão» - e 16 fotografias a cores distribuídas por oito páginas impressas sobre papel couché.
"Este pequeno livro não tem qualquer pretensão literária. É um trabalho modesto e simples. Poderia mesmo dizer, plagiando um antigo reclame da televisão, que é um livro para todo o caçador que saiba ler, mesmo que saiba ler pouco.
A tentativa deste trabalho fundamenta-se em razões muito simples: primeiro, a natural paixão que sinto pelo cão perdigueiro; depois, devido ao considerável número de pessoas que regularmente se me vêm dirigindo: uns para comprar cães já caçados, outros para disso me encarregarem, e ainda outros pedindo esclarecimentos ou literatura emprestada. Por outro lado, também não é raro saírem do meu canil cachorros cuja sorte e destino me deixam triste e preocupado."
(Excerto da Introdução)
Índice: Introdução | Aquisição do cachorro: - Afectividade; - Alimentação; Alojamento. | O cachorro come terra | Os vermes | A desmama | Trazer à mão: - 1.ª fase; - 2.ª fase: O lançamento do objectivo; Imobilização. - Advertência. | Ensinar o cachorro a caçar | A paragem | O «fica» | A busca: larga ou curta? | Cães de ventos ou peugueiros | Os castigos | O caçador e o cão | O dente doce | Características e aptidões dos perdigueiros mais conhecidos e usados no nosso país | Nomenclatura do cão | Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito Invulgar.
45€

24 setembro, 2025

CORREIA, Manuel -
O PERDIGUEIRO PORTUGUÊS
. Lisboa, Editorial Presença, [1981]. In-8.º (18,5x12,5 cm) de 158, [2] p. ; [4] p. il. ; [1] mapa desdob. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Perdigueiro Português, raça de cão de caça nacional.
Obra invulgar e muito interessante.
Ilustrada a p.b. no texto com esquemas de pedigree, desenhos e fotografias antigas de exemplares icónicos da raça, e em separado, com 8 fotografias a cores distribuídas por 4 páginas, e um mapa de pedigree desdobrável intitulado: "Uma plêiade de campeões Odelouca e seus descendentes".
"O cão perdigueiro vive disperso por todo o território metropolitano, encontrando-se mais numerosamente nas grandes aglomerações citadinas, em que é bastante elevada a existência de devotos de Santo Huberto, seus possuidores.
No que respeita à sua proveniência, ignorada como ainda hoje é a estirpe originária, seria temeridade afirmar duma maneira peremptória, como verdadeira, uma determinada origem, pois que não passaria duma hipotética asserção, por ausência da necessária comprovação. Possivelmente originário do Oriente, a existência do braco na Península Ibérica remonta a épocas bem longínquas e a sua presença em Portugal parece registar-se, com certa verosimilhança, desde as últimas décadas do século XIV. Sendo assim, é crível que com o decorrer dos tempos e por influências de vária natureza, algumas das modificações que se produziram no indivíduo originário, hoje se encontrem fixadas no cão actual, de forma a poder ser considerado o perdigueiro português ou braco nacional como um aborígene, constituindo, pelas suas características morfológicas, dinâmicas e psíquicas, uma raça autoctone, perfeitamente definida."
(VI - Standard ou Estalão - Estalão do Perdigueiro Português)
"Cão mediomorfo, rectilíneo, tipo bracóide; buscador tenaz e caminheiro activo, bate os terrenos com a constância e pertinácia do explorador teimoso, procurando insistentemente o que o levou à liça, isto é, a caça, pondo ao serviço de tão afadigosa missão a extraordinária subtilidade do seu olfacto e dispensando à busca toda a atenção que ao seu experiente conhecimento lhe merece o acto de caçar. Trabalhador sagaz, em desinteressada e imprescindível colaboração com o caçador desportivo, do qual deve andar próximo e em perfeito contacto com ele; silenciosamente, agindo com natural vivacidade, cabeça alta, tomando ventos, de maneira a revelar ao caçador apercebido, pelas suas atitudes e olhares, posição da cauda e ainda pela forma como anda, as impressões sentidas pela sua acuidade olfactiva, o bom perdigueiro denota sempre uma acentuada vontade de bem servir com inteligência, e às vezes até com uma surpreendente e astuciosa habilidade. É um cão que fica estático quando os eflúvios da caça lhe despertam a actividade sensorial; que pára firme, em atitudes insólitas, associadas a um estado psíquico que lhe é próprio: fácies contraído, olhar esgazeado e fixo, orelhas em posição de escuta, cabeça imóvel, cauda hisra, um membro levantado e indiferente, por momentos, ao que se passa em volta..."
(Excerto de VI - Standard ou Estalão - I. Aspecto geral e aptidões)
Índice:
I - O cão de parar. II - Bracos e perdigueiros. III - Os perdigueiros peninsulares. IV - O perdigueiro português. V - Difusão do perdigueiro em Portugal. VI - Standard ou Estalão. VII - Caracetrísticas de trabalho. VIII - Melhoramentos da raça. IX - Criação. X - Adestramento. XI - Influência do perdigueiro português na formação do pointer. XII - Dois obreiros. | Anexos: I - Organização da canicultura oficial em Portugal. II - As provas de trabalho. III - Criadores de perdigueiro português. IV - Campeões de Portugal de beleza. V - Registos no L.O.P. | Notas | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado. Rubrica de posse datada na f. ante-rosto.
Muito invulgar.
Indisponível

21 março, 2024

O PERDIGUEIRO PORTUGUÊS - BOLETIM DA APP 3. Boletim Nº 3, Agosto de 1985. Lisboa, APP : Associação do Perdigueiro Português, 1985. In-8.º (20,5x14,5 cm) de 31, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Boletim dactilografado e policopiado, organizado por um grupo de entusiastas da raça que um ano antes haviam criado a Associação do Perdigueiro Português. Este n.º 3 comemora o primeiro aniversário da APP, e dá notícia da 1.ª Exposição canina especializada do Perdigueiro Português, realizada na Tapada de Mafra, em 30 de Junho de 1985. É difícil dizer quantos mais números foram editados desta revista - essencialmente amadora - pois não existe informação bibliográfica sobre o assunto, incluindo a Biblioteca Nacional, que não menciona esta publicação.
Ilustrado com reprodução de fotografias no texto.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível