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08 janeiro, 2026

HITLER, Adolf - A MINHA LUTA : MEIN KAMPF. Comentários de: Prof. A. H. de Oliveira Marques; José Martins Garcia; Rolão Preto; Sanches Osório. [Lisboa], Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, 1976. In-8.º (21x14 cm) de LIII, [3], 510, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição portuguesa de Mein Kampf (A Minha Luta), magnum opus de Adolf Hitler.
"Em 1 de Abril de 1924, o Tribunal Popular de Munique ordenava o meu encarceramento em Landsberg-am-Lech.
Pela primeira vez, após anos de trabalho incessante, eu tinha assim a possibilidade de me entregar a uma obra que muitos instavam comigo para que escrevesse e que eu próprio sentia oportuna para a nossa causa. Decidi-me, então, nestes dois volumes (a edição original alemã saiu em Munique, em dois volumes publicados respectivamente em 1925 e 1927), a expor não só os objectivos do nosso movimento, mas ainda a sua génese. Uma tal obra será mais fecunda do que um tratado puramente doutrinário.
Além disso, tinha assim a ocasião de mostrar a minha própria formação, tanto mais que isso é necessário para a compreensão do livro, e quanto pode servir para a destruição da lenda construída em torno da minha pessoa pela imprensa judaica.
Não me dirijo, aqui, a estranhos, mas a esses militantes do movimento que a ele aderiram de todo o coração e cujo espírito procura agora uma explicação mais aprofundada.
Não ignoro que é pela palavra muito mais do que por livros que se ganha os homens: todos os grandes movimentos que a história registou ficaram a dever muito mais aos oradores do que aos escritores.
Mas nem por isso é menos verdade que uma doutrina não pode salvaguardar a sua unidade e a sua uniformidade se não for fixada por escrito duma vez para sempre. Estes dois volumes serão as pedras com que contribuo para o edifício comum.
O autor"
(Prefácio)
Índice:
Tomo primeiro - Balanço: I - A casa familiar. II - Anos de estudos e de sofrimentos em Viena. III - Considerações políticas gerais sobre a minha estada em Viena. IV - Munique. V - A Guerra Mundial. VI - Propaganda de guerra. VII - A revolução. VIII - O começo da minha actividade política. IX - O partido trabalhista alemão. X - As causas da ruína. XI - O povo e a raça. XII - A primeira fase do desenvolvimento do partido operário alemão nacional-socialista.
Tomo segundo - O Movimento Nacional-Socialista: I - Opinião filosófica e partido. II - O Estado. III - Súbditos do Estado e cidadãos. IV - A personalidade e a concepção racista do Estado. V - Concepção filosófica e organização. VI - A luta dos primeiros tempos - O valor da palavra. VII - A luta com a frente vermelha. VIII - O forte é mais forte quando fica só. IX - Do significado e da organização das secções de assalto. X - O federalismo não passa de uma máscara. XI - Propaganda e organização. XII - A questão sindical. XIII - A política alemã das alianças pós-guerra. XIV - Orientação para leste ou política de leste. XV - O direito da legítima defesa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Alguns (poucos) sublinhados e anotações nas margens a tinta vermelha ao longo do texto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
40€

13 novembro, 2023

GONÇALVES, Fausto da Silva - AO CAIXEIRO INDIFERENTE. Beja, Tipografia Porvir, 1917. In-8.º (16,5 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do anarco-sindicalismo em Portugal.
Trata-se de um folheto de doutrina sindical publicado em época de acentuada degradação das condições de vida da população, de confronto entre o operariado e o patronato, quando o movimento sindicalista dava os primeiros passos entre nós. Este ano - 1917 - foi também o ano em que o primeiro contingente do C.E.P. embarcou para a Flandres, parte do esforço de guerra português no conflito mundial, mais agravando a situação.
Não se conhece qualquer publicação em nome de Fausto Gonçalves, incluindo na Biblioteca Nacional, que não possui nada em seu nome.
"Já pensaste no que aconteceria se as tuas Associações morressem?
Talvez não tenhas pensado. Felismente o destino nunca dará realidade a tal hipotese, mas, se algum dia a desse... veriamos, nesse dia, como tu te queixarias de tal desastre, filho da tua atitude egoista e do teu mau procedimento.
Queres mudar de rumo?
Queres? Então vem comnosco! Vem, porque melhorarás bem depressa a tua negtra situação.
Estás ainda a tempo e a organisação da classe no momento actual é uma necessidade imperiosa.
Cremos que de boa vontade colaborarás na obra de conjugação de esforços e energias.
Em pleno seculo XX não se pode de forma alguma ficar silencioso em face do procedimento da maior parte dos comerciantes, retrogados aos nossos direitos, que venham aniquilar uma causa justa como é a nossa e impedir o caminho da civilisação, do nosso bem estar e do progresso.
Bastará ver o que se passa em Lisboa e no Porto, onde constantemente se movimenta o patronato, exercendo as maiores represálias e as maiores infamias contra as nossas regalias.
Bastará ver o mesquinho salário que recebes ao fum dum determinado numero de dias em troca dum trabalho extenuante, forçado, e muitas vezes prejudicial á tua saude.
Bastará ver o que se passa pelas cidades, vilas e aldeias, onde caixeiros ha, que não auferem descanço semanal e regulamentação de horas de trabalho.
Bastará ver o que se passa, finalmente, por todas as terras do paiz, onde o patronato explora vil e tiranamente o pobre marçano, nosso companheiro de trabalho, que em nenhum caso e sob nenhum pretexto, poderá deixar de lhe ser concedido o descanço semanal.
Por consequencia, não demonstres mais o desinteresse pelas tuas Associações. Elas teem sido zelosas e teem-se sacrificado até ao ultimo ponto em teu proveito e para o teu bem estar social.
Quanto maior numero de associados a Associação tiver, tanto mais forte, mais vigorosa e mais vital ela se torna."
(Excerto de Por mau caminho...)
Índice:
Por mau caminho... | Trabalhador (Da brochura editada pela «Federação Geral do Trabalho de França») | Despertai!
Fausto da Silva Gonçalves (1899-1977)."Nascido em Tomar, no ano de 1899, filho mais velho de um abastado industrial e comerciante de calçado, José Gonçalo, sai de casa aos 17 anos, sem completar os estudos liceais. Dado a convívios e leituras de cariz revolucionário, entrou, muito novo, em forte litígio com o ambiente familiar muito conservador, mesmo provavelmente reaccionário, gerado por seu pai. O Congresso Operário Nacional, realizado em 1914 na sua cidade natal, desperta a sua consciência de adolescente, já solidária com as classes trabalhadoras. Começa a escrever. Lê toda a literatura que lhe passa ao alcance. Lateralmente, diverte-se a jogar futebol e é um dos fundadores do União de Tomar, que se vem a tornar um importante clube de província.
Sai da casa paterna para uma situação problemática. Encontra trabalho no Comércio em Torres Vedras, mais tarde em Beja, até se fixar em Lisboa. Abraça por inteiro o Jornalismo e a luta política. Fausto Gonçalves torna-se companheiro de Alexandre Vieira, Manuel Joaquim de Sousa, Mário Araújo, Cristiano Lima e Mário Castelhano, figuras grandes do Anarco-Sindicalismo, ideologia que respeita mas onde encontra incapacidades de afirmação para o futuro da luta dos trabalhadores. Escreve em “A Batalha”, órgão da Confederação Geral do Trabalho - que vem a tornar-se o 2º ou 3º diário português em tiragem, tendo colaboradores como Ferreira de Castro e Julião Quintinha.
Em 1917, a Revolução Russa leva-o à adesão às ideias bolcheviques e a integrar o grupo dos fundadores da Federação Maximalista Portuguesa, que surge em 1919 e vai anteceder a criação do Partido Comunista Português, ao qual pertence desde a primeira hora, estando assinalado como seu membro em toda a vigência da 1ª República. Colabora em “A Bandeira Vermelha”, dirigido por Manuel Ribeiro, além de jornalista, escritor de assinalar. Este é preso em 1920, mas quando sai da prisão assume um comportamento político diferente do que apresentava e torna-se um católico conservador."
(Fonte: https://www.tribunaalentejo.pt/artigos/120-anos-do-nascimento-de-fausto-goncalves-celebrados-na-casa-do-alentejo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Interior correcto.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Indisponível

13 março, 2023

GORJÃO, Dr. Edmundo - DECRETOS E LEIS SOBRE JESUITAS E CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS.
Coordenados pelo... N.º 1 : Preço 120 réis. Lisboa, Composto e Impresso na Typographia do Commercio, 1910. In-8.º (19x11 cm) de 32 p. ; B. Col. O Mensageiro Juridico da Republica Portugueza : Periodico de Legislação - 1
1.ª edição.
Importante legislação anticlerical - e jesuítica em particular - publicada no advento da República, poucos dias após a instauração do regime, sendo o preço do livrinho cobrado ainda na moeda antiga - em reis.
De referir, a título de curiosidade, a "apropriação" pelo governo republicano de legislação pombalina relativa à expulsão dos jesuítas, bem como - imitando o governo absolutista - o confisco pelo Estado do património da Companhia de Jesus.
"O governo provisorio da Republica Portugueza, faz saber que, em nome da Republica, se decretou, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º - Continua a vigorar como lei da Republica Portugueza a de 3 de setembro de 1759, promulgada sob o regimen absoluto e pela qual os jesuitas foram havidos por desnaturalisados e proscriptos, e se mandou que, effectivamente, fossem expulsos de todo o paiz e seus dominios «para n'elles mais não poderem entrar».
Artigo 2.º - Continua tambem a vigorar como lei da Republica Portugueza, a de 28 de agosto de 1767, egualmente promulgada sob o regimen absoluto, que «explicando e ampliando» a referida lei de 3 de setembro de 1759, determinou que os membros da chamada Confraria de Jesus ou jesuitas, fossem obrigados a sahir immediatamente para fóra do paiz e seus dominios.
Artigo 3.º - Continua tambem a vigorar, com força de lei, na Republica Portugueza, o decreto de 28 de maio de 1834, promulgado sob o regimen monarchico representativo, o qual extinguiu, em Portugal, Algarve, Ilhas Adjacentes e dominios portuguezes, todos os conventos, mosteiros, collegios, hospicios e quaesquer casas de religiosos de todas as ordens regulares, fosse qual fosse a sua denominação, instituto ou regra."
(Excerto de Jesuitas e Congregações Religiosas - Decreto de 8-10-910 - Artigos 1.°; 2.°; 3.°)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

15 janeiro, 2022

LOURENÇO, O. P., P. J. - LIÇÕES DE DOUTRINA CATÓLICA. 1.ª Parte: O Credo. [2.ª Parte: Doutrina dos Mandamentos; 3.ª Parte: Os Sacramentos]. Lisboa, Imprensa Lucas, 1932-1934. 3 vols in-8.º (19 cm) de 349, [3] p. (I) ; 287, [1] P. (II) ; 294, [2] p. (III) ; E.
1.ª edição.
Importante conjunto de preceitos doutrinários em 3 volumes (obra completa).
"É pasmoso o estado em que se encontram os espiritos  em relação ás verdades, ainda as mais elementares, da Doutrina Católica. A ignorancia religiosa é tão geral e tão funda que nem os melhores católicos dão por ela, como já não dão pela febre que os consome, os doente que habitualmente a suportam.
Como a vida pratica não é outra coisa senão o desenrolar sensivel das ideas porque cada um se dirige, não havendo ideas verdadeiras da Religião verdadeira, que é o fundamento da moral, os actos humanos manifestam-se em contradição com os bons principios, com a verdade; são o fruto de arvores doentes.
O remedio contra a ignorancia religiosa é a instrução religiosa. Não ha outro."
(Excerto Vol. I - Introdução)
Padre José Lourenço (1875-1973). "Nasceu em Mexilhoeira Grande, Algarve, a 23 de Dezembro de 1875. Entrou no Seminário de faro em 1890 onde concluiu os estudos em 1897. Ordenado presbítero um ano depois, a 19 de Junho de 1898, começou a exercer o apostolado paroquial, primeiro na paróquia de S. Sebastião de Loulé, como coadjutor (13-7-1898), depois na de Portimão, também como coadjutor (16-7-1899), na de Bordeira, como pároco encomendado (16-7-1900), onde permaneceu até Agosto de 1911.Sacerdote zeloso, com desejo sincero de perfeição, dinâmico, dedicou-se sobretudo à evangelização dos fiéis, insistindo na catequese e na formação dos catequistas. Com o gosto e facilidade para a pregação, exercia esse ministério mesmo fora da sua freguesia.
Funda a obra dos retiros fechados, que, para a época, representa muita coragem. De 1922 a 1926, a pedido do bispo de Coimbra, ensina o dogma no Seminário diocesano e, ao mesmo tempo, é director espiritual dos alunos de filosofia e de teologia.
Nas férias (Natal, Páscoa e Verão), dedica-se ao ministério da Palavra dentro fora da diocese. Em toda essa actividade uma ideia forte o norteia: não só viver o ideal dominicano - contemplari et contemplata aliis tradere - mas aumentar o número de dominicanos, restaurando a Ordem em Portugal, reduzida a dois padres e a um ou outro irmãos cooperador e, esses mesmos, vivendo dispersos.
Foi no Seminário de Faro que o P. José Lourenço veio a falecer em 15 de Janeiro de 1973. O venerando prelado, D. Florentino de Andrade e Silva, que presidiu às exéquias, definiu-o como um apaixonado da evangelização e da comunicação da Palavra de Deus.
O P. José Lourenço foi um grande impulsionador e fundador das primeiras Fraternidades Leigas de São Domingos no ínicio do século XX."
(Fonte: https://estudosop2.wordpress.com/2004/09/28/figuras-dominicanas-i-padre-jose-lourenco/)
Encadernações recentes inteiras de percalina com ferros gravados a ouro nas lombadas. Conservam as capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro conjunto.
Indisponível

29 agosto, 2012

ANTOMVAMTOS – A TERRA E A HUMANIDADE NOS MEUS DIAS : e o que ha-de ser na minha volta, 260 anos depois, século 22.º na minha reencarnação : disse Antomvamtos. [S.l.], [s.n. – imp. na Sociedade Astória, Limitada], 1947. In-4º (24cm) de 904, [4] p. ; [25] f. il. ; B.
Contém ilustrações extratexto.
“Por aqui e seguidamente, entre infinitas espécies, estudareis comigo na minha volta, 260 anos depois destes dias, meus irmãos de Toda a Terra, o que são todos os Mundos imaginariamente sob formas orgânicas de Vida e índole dos seres aqui na Terra em especimens, e predominantes nos outros planetas.
E PORQUE AINDA NÃO PODEMOS ATINGIR, NESTE TEMPO A VISÃO DA VIDA UNIVERSAL?
Por que:
Sendo DEUS a Cabeça Suprema de Todo o Universo, movimentando todos os átomos ou Mundos, em obediência às suas leis elementares, como todos os seres irracionais ao limite – pré estabelecido – segundo a sua ordem e função no ambiente que actuam!
O homem ainda não compreendeu que:
Sendo o ser primordial com toda a responsabilidade na ordem do conjunto do Planeta Terroso, DETENTOR DO RACIOCÍNIO ESPIRITUAL, sob a visão do Pai – O GRANDE ARQUITECTO DO UNIVERSO: SE TEM QUE RESUMIR AS SUAS LEIS! – CRIAR!...” (excerto da parte final da obra)
Obra de índole maçónica, sem indicação de autor, publicada sob a capa de um anagrama – “Antomvamtos” – contém inúmeras referências, mais ou menos veladas à organização e sua simbologia.
Numa época em que as organizações secretas haviam sido banidas pelo Estado Novo*, este livro poderá ter contornado o crivo da censura pela sua aparência místico-religiosa.
*"(...) Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional, o deputado José Cabral apresenta um projecto de lei proibindo todos os cidadãos portugueses de fazerem pare de associações secretas, sob pena de aplicação de penas várias que vão da pena de prisão ao desterro. Os candidatos à função pública e os funcionários públicos em funções são obrigados a jurar que não pertencem, nem jamais pertencerão a qualquer sociedade secreta. O projecto embora não o especifique dirige-se contra a Maçonaria. (...)"
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta antiga mancha de humidade.
Muito invulgar.
Indisponível