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28 agosto, 2026

GOMES, Joaquim da Conceição - O MONUMENTO DE MAFRA : descripção minuciosa d'este edificio.
Idéa geral de sua origem e construcção e dos objectos mais importantes que constituem esse grande todo. Por... Empregado no mesmo edificio. Mafra, [Editor - Augusto Taveira Pinto] - Typographia Mafrense, 1866. In-8.º (20,5x12,5 cm) de 108, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta obra singular sobre o Convento de Mafra, multiplamente replicada ao longo dos anos, sobretudo no século XIX, mas também no século XX, por Joaquim da Conceição Gomes, antigo conservador da Real Basílica de Mafra.
"A 35 kilometros ao norte de Lisboa e 20 ao nordeste de Cintra está situada Mafra, povoação antiquissima tomada por D. Affonso Henriques aos mouros em 1146. D. Diniz lhe deu o foral de villa em 1304, e foram d'ella senhores os condes de Penella. [...]
É ahi que existe o mais gigantesco edificio de Portugal, e talvez um dos mais bellos e gigantescos a Europa. Comquanto seja fria e melancholica, a primeira impressão que o viajante recebe ao vêr aquella massa descommunal, não póde todavia eximir-se de prestar-lhe homenagem, quando passa a examinar os seus pormenores. Parece impossivel como apesar da força de vontade inexcedivel do monarcha, e dos muitos milhões de crusados ali empregados, se póde no curto espaço de 13 annos concluir uma construcção  tão grandiosa e soberba."
(Excerto de I - Mafra)
Indice:
I - Mafra. II - O edificio de Mafra - começo as obras - inauguração - continuação das obras - sagração - conclusão dos trabalhos. III - Frontispicio - torres - relogios e carrilhões - torreões - faces lateraes - parallela da linha de frente - exterior do templo - zimborio. IV - Atrio e vestibulo do templo - templo e cupula do zimborio - acessorios do templo - jogo de luz. V - Sachristia - casa do lavatorio - casa da fazenda - corredor das aulas - sala d'actos - casa do capitulo - campo santo - refeitorio - cosinha - enfermaria - portaria-mór - escada do convento - jardim. VI - Vestibulos do palacio - escada principal - mezzaninos - palacio - aposentos reaes - bibliotheca - cerca - jardim. VII - Reflexões - pára-raios - canalisação - considerações - notas. VIII - Inauguração e sagração - (festejos).
Bonita encadernação contemporânea meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta pequeno restauro no pé das primeiras seis folhas.
Raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
40€

14 setembro, 2022

MAGOS, ASTRÓLOGOS E CABALISTAS. Os livros dos ensinamentos ocultos da Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra
. [S.l.], Palácio Nacional de Mafra, 2007. In-8.º (21 cm) de 105, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso catálogo da notável colecção da Biblioteca do Palácio de Mafra, contendo as obras consideradas proibidas, ou relacionadas com Magia, Astrologia e Cabala. Livro com indubitável interesse histórico e bibliográfico.
Obra ilustrada com inúmeras portadas de livros em página inteira.
"A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, situada na ala nascente do Monumento, ao nível do quarto piso, a Livraria ocupa a mais vasta e nobre de todas as alas do edifício com cerca de 85m de comprimento e 9,5m de largura. [...]
A primeira tentativa de sistematização e arrumação deve-se à iniciativa de Frei Joaquim da Conceição, Padre Mestre Bibliotecário, em finais do século XVIII, cuja morte interrompeu a organização da Livraria, só retomada após as invasões francesas em 1809 por Frei João de Sant'Ana. [...]
A diversidade e quantidade de livros é imensa, mas o que nos surpreende ainda hoje é a metodologia, a arrumação sistemática, como que a transposição de um grande espaço para uma enciclopédia."
(Excerto de A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra)
"Fernando Pessoa escreveu que "Império é domínio e pode ser domínio material, domínio intelectual e domínio espiritual. A fórmula profética do Quinto Império é pois aplicável a estes três planos e em cada plano se revelará da mesma maneira."
Esta terá sido a motivação para que D. João V, para que se cumprisse a Profecia de Ezequiel, como se lê no «Oráculo Profético» escrito em 1733 por Anselmo Caetano Castelo Branco, tenha mandado construir o Real Edifício de Mafra "para Corte do Quinto Império de Cristo". Esta nova Cidade de Deus, concebida por João Frederico Ludovice, aluno e protegido da Companhia de Jesus, seria a concretização da implantação de um vasto plano de ensino que permitiria a construção de um Mundo Novo, como anunciara o Padre António Vieira."
(Excerto de Os livros dos ensinamentos ocultos na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra - A Biblioteca)
Índice Geral:
A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. | Os livros dos ensinamentos ocultos na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. | Abreviaturas. | Catálogo das Obras. | Índice dos Autores. | Índice de Títulos. | Índice Cronológico. | Índice de Locais de Impressão.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

24 fevereiro, 2022

GANDRA, Manuel J. - O FALSO D. SEBASTIÃO DA ERICEIRA E O SEBASTIANISMO.
[Coordenação de]...
Mafra, Câmara Municipal de Mafra, 1998. In-4.º (24x19 cm) de 399, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sebástico sobre um falso D. Sebastião - Mateus Álvares de seu nome - que chegou a reclamar o trono português. A história acabou mal... para o "monarca" da Ericeira.
Publicação cuidada, muito ilustrada ao longo do texto com a reprodução de retratos, pinturas, gravuras e estampas, documentos e portadas de livros.
"Ensaiar uma síntese dentro dos limites do atual estádio do nosso, apesar de tudo, fruste conhecimento do fenómeno sebástico pode ser entendido como atitude precipitada, pois quase tudo nele são clareiras e áreas mal exploradas. A forma parcial e preconceituosa como têm sido
realizados o arrolamento e a interpretação das suas origens, metamorfoses e contextos marginais não permite ainda empreender essa magna tarefa que o tema urgentemente solicita.
O escorço que ora se submete à apreciação do público (o qual não abarca senão uma parcela dos resultados da prolongada investigação já efetuada) revelará, decerto, aspetos desconhecidos ou, quando muito, simplesmente dispersos, revendo igualmente algumas das teses consagradas, à luz de uma hermenêutica contextualizada das fontes e tradições e de uma reavaliação desmi(s)tificadora de corporativismos anti sebásticos primários.
No que concerne ao episódio de Mateus Álvares, o falso D. Sebastião da Ericeira, é esta a primeira vez que merece a abordagem global que lhe é dedicada. Além do ensaio de Sebastião Diniz, que esclarece algumas das contradições e vícios que têm inquinado o caso, são reunidas diversas obras literárias demonstrativas de quão profundamente mergulham ainda as suas raízes, bem assim como um conjunto de documentos, dos quais um inédito do Arquivo Geral de Simancas, que passam a constituir o acervo mais sistemático disponível."
(Excerto da introdução - Justificação Prévia)
Índice:
Nota do Presidente da Câmara Municipal de Mafra. | Justificação Prévia. | Joaquim de Fiore, Joaquinismo e Esperança Sebástica. | O Milénio Português - Itinerários, iconografia e notas bio-bibliográficas Sebástico-Sebastianistas. | Mateus Álvares, Eremita e Rei - Da Ilha Terceira à Ericeira. | Anexos Documentais: Anexo I - Traslado de um extracto de uma carta do Marquês de Santa Cruz para Cristobal de Sottomayor sobre a prisão e morte do eremita [Mateus Álvares de S. Julião (Ericeira)], que se fez passar pelo Rei D. Sebastião. Anexo II - O Provedor e Irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Sintra deliberam que a bandeira da Santa Casa acompanhe os enterros dos revoltosos justiçados em Mafra, Ericeira e Carvoeira. Anexo III - Carta de perdão geral concedido aos rústicos do termo de Sintra. Anexo IV - Segunda Parte de la Historia General del mundo. Anexo V - Discvrso da Vida do Sempre Bem Vindo, e Apparecido Rey Dom Sebastiam. Anexo VI - Avisos de Ceo, Sucessos de Portugal: De dois que se fingiram ser el-rei D. Sebastião, um na Ericeira, e outro em Penamacor. Anexo VII - Miscelânia Curiosa de Sucessos Vários. Anexo VIII - Memorial. Anexo IX - Portugal cuidadoso, e lastimado com a vida e perda do Senhor Rey D. Sebastião. | Obras literárias: Alberto Pimentel - O Rei da Ericeira; José Patrocínio Ribeiro - O Rei da Ericeira : Romance Histórico; Ferreira Deusdado - D. Sebastião da Vila da Praia; Vitalino Miranda - A História da Ericeira em Verso; Salinas Calado e A. Bento Franco - Ti Ana Rainha; José Jorge Letria - A Paixão e Morte de Mateus Álvares. | Subsídios para a Bibliografia de Mateus Álvares.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Com interesse histórico.
Invulgar.
35€

16 dezembro, 2021

HENRIQUES, Balthasar - ÁVANTE : episodio dramático em verso e prosa com dois quadros
. Mafra, Tipografia Liberty, 1916. In-8.º (21,5 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça de teatro em verso sobre o tema da Grande Guerra, dedicada à Cruz Vermelha Portuguesa, interpretada por sete senhoras, nos papeis da: Bélgica; Morte e depois Alemanha; França; Inglaterra; Itália; Portugal; Cruz Vermelha.
"Primeira representação na noite de 10 de abril de 1916, no Teatro do Grémio Mafrense, em recita a favor da Sociedade Portuguêsa da Cruz Vermelha, para que foi escrita expressamente."

Livrinho valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.

"Ávante!
Da terra intumecida irrompe a vida
Na fôrça máter duma seiva quente,
E á pobre haste á terra já pendida
Um beijo cai do novo Sol nascente!
Em florões de sorrisos desabrocha
A epopeia do fecundo amôr:
Palpita a vida até na própria rocha,
Soam hinos, hossanas de labor,
Enfeita-se d'amor a natureza!
E num canto de virgem adorada,
Esparge pelo mundo a madrugada,
Em mil jorros de vida e de beleza.
E vós, nações armadas e blindadas,
Cheias de aço e de ferro, preparadas
Para a guerra feroz, olhais a vida,
 - Um campo em flôr, uma canção sentida, -
Como cousa sem brilho e sem valor!
Para vós é a guerra, o exterminio,
O sonho da vitória, e do dominio!
O campo, as oficinas, as aldeias
- A Natureza pura da verdade -
Sejam as covas negras de alcateias
Qu'esperam ordens p'rá ferocidade!
Sim!... caminhai. Seguis para a Vitória.
Mas comvosco eu hei-de ir. A vosso lado,
Meu dever cumprirei. Não é matar!...
Outra é minha missão. Não se assemelha
Á vossa."

(Excerto da Scena VII - Todas e a Cruz Vermelha)

Exemplar brochado, preso por atilhos, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia WW1.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível