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24 setembro, 2022

VASCONCELLOS
(Mariotte), Amadeu de - A AEROSTAÇÃO. Actualidades Scientificas - III
. Porto, Editado pela Livraria Portuense de Lopes & C.ª - Successor, 1908. In-8.º (18 cm) de 146, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo científico - para a época - da conquista do ar.
Livro ilustrado com 47 gravuras ao longo do livro, composto por alguns (poucos) desenhos, mapas e fotogravuras de balões e dirigíveis, sendo algumas delas em página inteira.
"O homem não se contenta com ser elevado ás altas regiões da atmosphera com fins scientificos ou meramente sportivos. Apenas conseguiu devassar os ares, logo reconheceu que a sua conquista não seria absoluta emquanto não deixasse de ser um joguete dos ventos entro do oceano aereo e não podesse atravessa-lo em todas as direcções desejadas. É por isso que o problema da dirigibilidade dos aerostatos é tão antigo como os proprios balões."
(Excerto do Cap. V - Balões dirigiveis)
Matérias:
I - Os primordios da aerostação. II - Balões esphericos. III - Aerostação militar e aerostação scientifica. IV - Navegação aero-maritima e sport aerostatico. V - Balões dirigiveis.
Amadeu de Vasconcelos (pseud. Mariotte) (1879-1952). "Numa época em que ainda persistia a ideia da incompatibilidade entre a religião e a ciência, o padre portuense Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (1878-1952) foi capaz de conciliar as actividades de divulgador científico com as de apologista do catolicismo, lutando assim contra “a apregoada antinomia entre a sciencia e a fé”.
Amadeu de Vasconcelos viveu longos períodos da sua vida em Paris e aí escreveu e publicou vários dos seus livros e artigos - em Português e Francês - em prol da ciência, contra a maçonaria e a favor do catolicismo e de um nacionalismo original. Para além de um escritor prolífico, O padre Amadeu de Vasconcelos foi crítico severo da sociedade civil e eclesiástica do seu tempo.
No Porto, teve acesas polémicas com as autoridades episcopais, os professores do seminário, o secretário do bispo e o próprio bispo. As agressões verbais e escritas chegaram a tal ponto que o secretário episcopal o padre Manuel Pereira Lopes ─ um jovem arrogante e pedante, acabado de regressar de Roma com um doutoramento em Teologia - prometeu ajustar contas com o incómodo padre ameaçando “partir-lhe a cara em plena rua”. A ameaça, prometida e muito anunciada, concretizou-se no dia 2 de Julho de 1907. O próprio bispo D. António Barroso rematou a agressão física com uma agressão moral: “uma pena de suspensão de 30 dias”, que foi muito criticada nos jornais da época e que reforçou o sentimento anti-clerical que então existia no Porto e em quase todo o país. O padre Amadeu de Vasconcelos não se resignou com tais humilhações, como o demonstram os vários artigos, que publicou na imprensa, e os manuscritos, que tencionava publicar em 1908 e nos quais revela dramaticamente a sua revolta contra o “cynismo” do bispo e o “pedantismo” do seu secretário “bruta-montes”.
Muitos foram os assuntos que abordou na sua extensa obra escrita. Publicou livros de crítica social, política, filosófica e religiosa."
(Fonte: http://oholoscopio.blogspot.com/2007/08/o-padre-amadeu-de-vasconcelos-mariotte.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel. Com falta última página de texto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e aeronáutico.
Indisponível

16 novembro, 2020

VASCONCELLOS, Amadeu de - OS COMETAS. Porto, Liv. Chardron de Lello & Irmão, 1910. In-8.º (19 cm) de 149, [3] p. ; il. ; E. Col. Sciencia Para Todos, I
1.ª edição.
Curioso tratado de ciência astronómica, vanguardista para a época.
Livro ilustrado com esquemas e desenhos explicativos, gravuras e dois retratos em página inteira de Edmond Halley e Isaac Newton.
Amadeu Cerqueira de Vasconcellos (1878-1952). "Numa época em que ainda persistia a ideia da incompatibilidade entre a religião e a ciência, o padre portuense Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (1878-1952) foi capaz de conciliar as actividades de divulgador científico com as de apologista do catolicismo, lutando assim contra “a apregoada antinomia entre a sciencia e a fé”.
Amadeu de Vasconcelos viveu longos períodos da sua vida em Paris e aí escreveu e publicou vários dos seus livros e artigos ─ em Português e Francês ─ em prol da ciência, contra a maçonaria e a favor do catolicismo e de um nacionalismo original.
Para além de um escritor prolífico, O padre Amadeu de Vasconcelos foi crítico severo da sociedade civil e eclesiástica do seu tempo. No Porto, teve acesas polémicas com as autoridades episcopais, os professores do seminário, o secretário do bispo e o próprio bispo. As agressões verbais e escritas chegaram a tal ponto que o secretário episcopal o padre Manuel Pereira Lopes ─ um jovem arrogante e pedante, acabado de regressar de Roma com um doutoramento em Teologia ─ prometeu ajustar contas com o incómodo padre ameaçando “partir-lhe a cara em plena rua”. A ameaça, prometida e muito anunciada, concretizou-se no dia 2 de Julho de 1907. O próprio bispo D. António Barroso rematou a agressão física com uma agressão moral: “uma pena de suspensão de 30 dias”, que foi muito criticada nos jornais da época e que reforçou o sentimento anti-clerical que então existia no Porto e em quase todo o país. O padre Amadeu de Vasconcelos não se resignou com tais humilhações, como o demonstram os vários artigos, que publicou na imprensa, e os manuscritos, que tencionava publicar em 1908 e nos quais revela dramaticamente a sua revolta contra o “cynismo” do bispo e o “pedantismo” do seu secretário “bruta-montes”.
Muitos foram os assuntos que abordou na sua extensa obra escrita. Publicou livros de crítica social, política, filosófica e religiosa. No que respeita à divulgação científica, a sua actividade foi igualmente notável. Publicou vários livros, panfletos e artigos que contribuíram certamente para elevar o nível da cultura científica portuguesa. Podem ler-se alguns dos seus artigos em jornais como o Campeão Escolar, O Bem Publico e A Voz Publica. Entre os seus livros contam-se três volumes do Anno Scientifico e Industrial referentes aos anos de 1903, 1904 e 1905, publicados respectivamente em 1904, 1905 e 1906, O Radium (1907), A Telegrafia sem Fio (1907), A Aerostação (1908), A Aviação (1909), A Conquista dos Pólos (1910), Os Cometas (1910), Qual é a Forma da Terra (1915), O Ar Liquido e Os Submarinos (1916). Foi director e redactor único de revistas de divulgação científica como Universo (quinzenal, 1909) e Sciencia para Todos (1910, 1925). Escreveu ainda livros didácticos que foram adoptados no ensino oficial: Lições Praticas de Sciencias Naturaes, Noções de Physica (em colaboração com Eduardo Ferreira dos Santos Silva, 1906) e Lições Practicas de Physica (1919). Todas estas obras tiveram várias edições.
O padre Amadeu de Vasconcelos, que também usou os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, era um homem recto, conservador, nacionalista, defensor da verdade e, nas sua próprias palavras, “desconhecia a cobardia”."
(Fonte (com a devida vénia): http://oholoscopio.blogspot.com/2007/08/o-padre-amadeu-de-vasconcelos-mariotte.html)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. 
Muito invulgar.
25€

05 fevereiro, 2018

MARIOTTE – OS SUBMARINOS. Lisboa, Almeida, Miranda & Sousa, L.da, 1916. In-8.º (18 cm) de 132 p. , il. ; B. Col. Sciencia Popular, III
1.ª edição.
Interessante monografia sobre o submarino publicada durante a 1.ª Guerra Mundial, ocasião em que esta arma foi dada a conhecer em situação de combate. A sua autoria pertence ao Pe. Amadeu de Vasconcelos, que utilizava o pseudónimo "Mariotte" para assinar algumas das suas obras.
Inclui um capítulo dedicado ao submarino Fontes, o projecto do 1.º submarino português (1890).
Livro ilustrado com 20 gravuras no texto.
Matérias: I – A nevegação submarina atravez das edades: Proezas de mergulhadores. – O sino do mergulhador e o escafandro. – Os precursores. – Conelius van Drebbel constructor do primeiro barco submarino. – Os padres Mersenne e Borelli. – A «Tartaruga» de Bushnell. – O «Nautilus» de Fulton. II – Os inventores modernos: De Fulton a Bauer. – O «Mergulhador Marinho» e o «Diabo Marinho» de Bauer. – Um sapateiro inventor notavel. – Os submarinos durante as guerras da Crimeia e da Secessão. – Tetar van Elven e Narciso Monturiol. – O «Mergulhador» de Bourgois e Brun. – Os primeiros submarinos Holland. – Drzewiecki. – Nordenfelt. – Waddington. – Goubet. – O «Gymnote» de Gustavo Zédé. – Submarino Feral. – Submarino Fontes. – O «Goubet II» e o «Narval». – Holland e Simon Lake. III – As condições de hydronautica: O principio d’Archimedes. Os dois typos: submarinos e submersíveis. – Fórma. – Habitabilidade. – Immersão. – Emersão. – Segurança. – Visão e orientação. – Direcção. – Motores e propulsores. IV – O armamento e a tactica dos submarinos: Um paradoxo desfeito pela experiencia. – A defensiva do submarino. – A ofensiva do submarino.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

19 abril, 2012

VASCONCELLOS (Mariotte), Amadeu de  – A AVIAÇÃO. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.a, Successor, 1909. In-8.º (18cm) de 166 p. ; il. ; B. Col. Actualidades Scientificas, IV.
1.ª edição.
Ilustrada com 41 gravuras no texto, algumas em página inteira.
Trata-se, provavelmente, da primeira publicação portuguesa sobre a temática da aviação, numa época de novidade e experiência – pouco tempo antes, os Irmãos Wright e Santos Dumond, haviam feito os seus primeiros voos experimentais. Em Portugal, o primeiro voo ocorreu em 27 de Abril de 1910, com um Blériot XI pilotado pelo francês Julien Mamet, que descolou do Hipódromo de Belém em Lisboa.
Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (1878-1952). “Numa época em que ainda persistia a ideia da incompatibilidade entre a religião e a ciência, o padre portuense Amadeu de Vasconcelos foi capaz de conciliar as actividades de divulgador científico com as de apologista do catolicismo, lutando assim contra “a apregoada antinomia entre a sciencia e a fé". Usou os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, era um homem recto, conservador, nacionalista, defensor da verdade e, nas suas próprias palavras, “desconhecia a cobardia”. A ciência ─ cujo objectivo único é a busca da verdade ─ encontrou nele um divulgador notável”. No que respeita à divulgação científica, a sua actividade foi notável. Publicou vários livros, panfletos e artigos que contribuíram certamente para elevar o nível da cultura científica portuguesa. Podem ler-se alguns dos seus artigos em jornais como o Campeão Escolar, O Bem Publico e A Voz Publica. Entre os seus livros contam-se três volumes do Anno Scientifico e Industrial referentes aos anos de 1903, 1904 e 1905, publicados respectivamente em 1904, 1905 e 1906, O Radium (1907), A Telegrafia sem Fio (1907), A Aerostação (1908), A Aviação (1909), A Conquista dos Pólos (1910), Os Cometas (1910), Qual é a Forma da Terra (1915), O Ar Liquido e Os Submarinos (1916). Foi director e redactor único de revistas de divulgação científica como Universo (quinzenal, 1909) e Sciencia para Todos (1910, 1925)."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreto rasgão na capa sem perda de papel; carimbo e assinatura de posse na f. anterrosto.
Raro.
Indisponível