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22 junho, 2014

A INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA EQÜESTRE DE EL-REI D. JOSÉ I. Narração verídica feita por um jesuíta, testemunha ocular do acontecimento. Prefácio e nótulas de Ângelo Pereira. Lisboa, Editorial Labor, 1938. In-4º (23,5cm) de 60, [4] p. ; il. ; B.
Exemplar da tiragem de 280 em papel vergé, de uma tiragem de global de 300 exemplares (os outros 20 foram impressos em papel pluma).
Ilustrado com gravuras no texto.
Contém o mapa dos gastos com o banquete que a Câmara Municipal ofereceu à Casa Real.
"Emprehendeo o Marq. de Pombal fazer-se eterno no Mundo constituhindo-se immortal na memoria dos homens, não só pela indelevel lembrança das pavorozas acçoens, que nelle executara, mas deixando-se-lhe vizivel em huma permanente efigie, e parecendo-lhe, q. ainda era pouco saber, q. quazi todos os Ministros, Negociantes, Beneficiados, e dependentes não só na Cidade de Lisboa; mas ainda nas mais populozas do Reyno, tinhão o seu Retrato por principal ornato da sua primeira Salla de vezitas tributando-lhe muitos reverentes obzequios de gratidão, e respeito. [...]
Meditou, q. na Praça do Commercio da nova Luzitania se devia erigir hum Obelisco a memoria de El Rey D. José o 1.º; e gravando-se na baze por figuras as inscripçoens significativas do Edificio; ficasse elle na frente (da mesma materia de q. fosse feita a Regia Estatua) sustentando-lhe as Armas, e a Coroa: p.ª deste modo ficar vizivel a sua imagem a nacionaes, e Estrangeiros, q. nella entrassem, e eterno no Mundo. [...]
Determinada a tarde de 6 de Junho do anno de 1775 para a expozição desta Efigie, por ser dia em q. o seu original completava 61 de Idade se forão expedindo, e executando as Ordens para estar tão magestoza, como em Portugal nunca vista solemnidade. Na manhaa de dois de Junho sahio um Bando do Senado da Camara porq. se obrigava áo Povo puzesse luminarias nas tres noites de 6, 7 e 8..."
(excerto do texto)
Matérias:
- Prefácio. - Estatua Equestre. - Peso da Estatua. - Discobrimento. - 1.º Dia. - 1.º Carro. - Mezas Publicas. - Seg.º Dia. - 2.º Carro d'Apolo. 3.º Carro do Oceano e Thetis. - Carro de Portugal Triumphal. - 5.º Carro Europa. - 6.º Carro Azia. - 7.º Carro Africa. - 8.º Carro America. - Fogo. - Meza p.ª a Corte. - Mappa. - 3.º Dia. - Considerações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Páginas apresentam manchas de oxidação. Dedicatória autógrafa (prefaciador?) na f. anterrosto. 
Muito invulgar.
Com interesse pombalino e olisiponense.
35€

30 outubro, 2013

FERREIRA, Rafael Laborde & VIEIRA, Victor Manuel Lopes - ESTATUÁRIA DE LISBOA. Com a colaboração da Tranquilidade-Seguros. [Lisboa], [s.n. – Imp. por Amigos do Livro, Lda.], 1985. In-8º (19cm) de 447, [1] p. ; mto il. ; B.
Excelente roteiro profusamente ilustrado com fotografias da estatuária da capital. Cada estátua, busto, etc., vem acompanhado de alguns pormenores técnicos da obra, incluindo a autoria, e uma pequena biografia dos representados.
“Todos os Povos veneram os seus santos, glorificam os seus heróis, honram os seus cientistas, amam os seus artistas, lembram as suas figuras populares.
A estatuária dum povo reflecte a sua sensibilidade, as suas preferências perante a sua história, concretizando em expressão artística, um sentimento colectivo. […] As estátuas são o adorno das cidades. Uma cidade sem estátuas é uma mulher sem brincos e sem anéis; sem pulseiras e sem colares.
Uma cidade sem estátuas é uma cidade nua.
Em Lisboa, ergueram-se monumentos a personalidades – santos, heróis, cientistas, navegadores, políticos e reis – ergueram-se monumentos em memória de grandes acontecimentos que marcaram a nossa história – guerras, descobrimentos marítimos, revoluções – mas também se esculpiram muitas estátuas alegóricas referentes à mitologia, às figuras populares e muitas em enaltecimento de sentimentos honrosos.”
(excerto da introdução)
Índice geral:
I - Figuras Exteriores
1. Acontecimentos. 2. Personalidades. 3. Alegorias. 4. Figuras Decorativas.
II - Figuras Interiores
1. Acontecimentos. 2. Personalidades. 3. Alegorias.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreto carimbo de posse na f. rosto.
Invulgar.
15€

01 abril, 2013

ARROYO, Antonio - O CASO DO MONUMENTO AO MARQUEZ DE POMBAL. Lisboa, Typographia "A Editora Limitada", 1914. In-4.º (23cm) de 36 p. ; [2] est. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo ilustrado com duas gravuras em separado:
- O Terreiro do Paço com a estátua de D. José em 1.º plano, podendo divisar-se ao fundo, em 2.º plano, o Arco do Triunfo inacabado.
- Maquete do projecto da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa.
Contém memória descritiva do projecto de Marques da Silva e Alves de Sousa.
“O monumento ao estadista [Marquês de Pombal],  que a memória cívica procurava reabilitar desde as comemorações oficiais do 1º centenário da sua morte, em 1882, esteve envolvido em diversas polémicas e limitações orçamentais que atrasaram a sua construção. Em 1918 é celebrada com os autores a escritura de adjudicação do monumento, iniciando-se os trabalhos das fundações. A 13 de Maio de 1926, decorre a cerimónia formal de lançamento da 1ª pedra, dando lugar ao lançamento das sucessivas empreitadas de arquitectura,  escultura e fundição. O monumento contou com a participação das parcerias escultóricas de Leopoldo de Almeida e Simões de Almeida (Sobrinho) que, em 1930, substituíram Francisco Santos na direcção do projecto, tendo sido inaugurado a 13 de Maio de 1934.” (in museudacidade.pt)
O presente opúsculo foi parte de uma “guerra” entre os adeptos dos dois projectos a concurso pela edificação do monumento ao Marquês – o vencedor, da autoria dos arquitectos Adães Bermudes e António Couto e do escultor Francisco Santos, e o outro, da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa. Dirimido a maior parte das vezes nas páginas dos jornais, como era uso na época, esta foi uma polémica de “longa duração” que viu vários concursos serem anulados, e que contou com a intervenção de algumas figuras de relevo da cultura nacional.
António Arroio, partidário do projecto classificado em 2º lugar, “arrasa” o projecto ganhador sugerindo a viciação do concurso pelo júri, e tecendo os mais rasgados elogios ao projecto preterido.
“O actual caso do monumento ao Pombal integra-se na serie lamentavel das obras más que deslustram Lisboa e de todo contrastam com o traçado e o espirito da sua obra de constructor.
Parece que, no exame das diferentes maquettes apresentadas a concurso, o jury, cada um dos seus membros em separado, deveria compenetrar-se da extrema e excepcional gravidade do problema a resolver. O monumento tinha necessariamente de encerrar o conjunto dos tres temas expressivos a que atrás me referi: ser um organismo forte e valioso, simbolisar o trabalho productor do nosso povo e coroar dignamente a bela cidade reconstruida pelo marquez, no ponto culminante d'onde a vemos desenrolar-se até á borda do Tejo, até ao logar em que ele levantou, ao rei que lhe deu força para realisar a sua obra, um monumento de inexcedivel beleza. […] Consta porem, que não houve discussão alguma; que houve apenas uma votação por escrutínio secreto!
Todos quanto conhecem estes casos de apreciação critica e julgamento não deixarão por certo de ficar surpreendidos e até desorientados. Pois é porventura possível que uma votação dessa ordem não seja precedida de larga e até violenta controvérsia?
Mas emfim o juri, na sua alta sabedoria, não discutiu. Não discutiu e enganou-se. É incontestavel. Porque, ao passo que todos encontram uma enorme superioridade ao monumento que obteve o 2.° premio sobre o primeiro premiado, que verbalmente e por escripto o afirmam sem a menor hesitação, ninguém se apresenta a defender a obra que o júri preferiu.  e o seu auctor vê-se forçado a vir fazê-lo; ninguém perfilha a resolução do júri porque afinal, como algures já disse, para mim e para todos, o monumento que obteve o 2.º premio, do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa, é uma obra absolutamente excepcional em concursos deste género. […] Eu não julgava que houvesse em Portugal dois artistas capazes de um tal esforço.. Tudo ali é belo, grande, nobre e superiormente tratado. O monumento que obteve o 1º premio é uma obra mal concebida e concebida a frio, sem caracter, sem significação, feita principalmente de bocados ligados apenas materialmente uns aos outros; verdadeira manta de retalhos, sem espirito a reuni-los, e de uma miséria mental que deveras lamento.” (excerto do texto)
António José Arroio (1856-1934). “Foi um engenheiro, político, crítico de arte e professor que, para além da sua carreira técnica como engenheiro, foi autor de obras sobre literatura, música e artes plásticas. Destacou-se como promotor em Portugal do ensino técnico e das artes aplicadas.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ausência de f. rosto e capa posterior.
Raro.
Indisponível

03 setembro, 2012

A EÇA DE QUEIROZ : Na inauguração do seu monumento, realisada em Lisboa a 9 de Novembro de 1903. DISCURSOS do Conde d'Arnoso, Marquez d'Avila, Ramalho Ortigão, Luiz de Magalhães, Annibal Soares, Antonio Candido, Conde de Rezende. POESIA de Alberto de Oliveira. Porto, Livraria Chardron De Lello & Irmão, Editores, 1904. In-8.º (19cm) de [4], 90, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
Ilustração extratexto do "monumento a Eça de Queiroz, obra do eminente esculptor Teixeira Lopes"

"Nessa estatua se lê, em clara linguagem,
Na divina expressão da sua formusura,
Do grande Artista morto a longinqua viagem,
A heroica aventura.
[...]
Olhos cheios de luz, para a ousada conquista,
Um dia, eil-o que parte:
Nesse busto de crente, eil-o o amoroso Artista!
Nessa estatua de Deusa, eil-a a divina Arte!"

(excerto da poesia de Alberto de Oliveira à memória de Eça de Queirós)

Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros a ouro na lombada.
Conserva as capas originais. 
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
VIEIRA, V. M. Lopes / FERREIRA, R. Laborde – ESTATUÁRIA DO PORTO. [S.l.], [s.n. – imp. Sociedade Tipográfica, Lda.], 1987. In-4º (25cm) de 128 p. ; mto il. ; E.
Belíssima monografia da estatuária portuense:
A 1ª parte da obra é dedicada ao levantamento fotográfico dos monumentos, que inclui breves considerações históricas e biográficas; a 2ª parte é preenchida com a lista de escultores e respectivos dados biográficos.
Contém mapa do Porto, distribuído por várias folhas, assinalando os monumentos.

Índice onomástico:
I – Acontecimentos
II – Personalidades
III – Alegorias
IV – Figuras decorativas
“Espalhada, um tanto por toda a parte, encontramos a estatuária do Porto: no centro das praças, ao longo das avenidas, nos recantos dos jardins, na frontaria das igrejas, no interior dos palácios e dos museus. Os povos sempre quiseram glorificar os seus heróis, adorar os seus santos, honrar os seus artistas, lembrar os grandes acontecimentos. E com essa finalidade, erguem as estátuas e constroem os monumentos. Não se coloca uma estátua ao acaso perdida na cidade. Não foi por acaso que se colocaram as estátuas em locais onde as pessoas passam com frequência, onde podem ser vistas, “admiradas”. Elas estão lá para que se lembrem de quem ou do que representam. Estão lá, como a projecção dum passado que não deve ser esquecido. E o Porto não quer esquecer a sua história mais antiga, mesmo antes da nacionalidade, mesmo antes de haver Portugal e toma como seu herói, aquelo Conde de Vímara Peres que outrora conquistou aos mouros uma povoação chamada Portucale. […] A estatuária portuense tem um forte cariz regional. Foi erigida na sua quase totalidade, a pessoas ou factos que estiveram relacionados com o Porto…” (excerto da introdução)
Encadernação editorial cartonada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar. 
Indisponível

03 março, 2012

OLHARES DE PEDRA : ESTÁTUAS PORTUGUESAS. Editor: João Fragoso Mendes ; Fotografia: Clara Azevedo / Paulo Vaz Henriques ; Texto Prosafeita, Lda. Lisboa, Prosafeita, 2004. In-fólio (30,5cm) de 319, [1] p. ; mto il. ; E.
"O projecto Olhares de Pedra partiu de um levantamento efectuado em Lisboa sobre toda a estatuária pública figuarativa da cidade - a que está na rua e em locais de entrada livre, com excepção das igrejas e museus - e que representa alguém. [...] A ele juntou-se, dentro dos mesmos pressupostos, idêntico levantamento feito na cidade do Porto e, depois, ainda que de forma bastante mais reduzida, nas restantes 16 capitais de distrito." (excerto da apresentação)
Bonita edição, profusamente ilustrada com belíssimas fotografias a p.b. - porque "o alvo deste deste trabalho (as estátuas e bustos) são a preto e branco..." - de vultos da nossa história militar, política e cultural. A acompanhar as fotos vem pequeno resumo biográfico da personalidade representada, bem como, indicação do mestre escultor responsável pela obra.
Exemplar com encadernação editorial cartonada, em excelente estado.
30€

12 setembro, 2011

AGUIAR, António de - AS MAIS ANTIGAS ESPÉCIES ICÓNICAS AFONSINAS. Lisboa, Separata da Revista 'Ocidente', 1957. In-8º grd. (25cm) de 44, [1] p ; il. ; B.
Matérias: Uma pretensa iluminura do século XII; A Estátua do Museu do Carmo; Duas Iluminuras perdidas do século XV; A Estátua jacente de Coimbra; Códice iluminado da Imperatriz D. Isabel de Portugal.
Bom exemplar, na totalidade por abrir.
Invulgar.
Indisponível